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sábado, 21 de março de 2020

Pãezinhos de Mostarda e Salsicha sem Glúten

Neste tempos de retiro caseiro, aqueles que têm a sorte de poder ficar em casa podem recorrer à culinária para ocuparem as horas que se ameaçam longas. E esta receita de hoje, numa altura em que a Primavera começa e, ainda que pareça uma realidade longínqua, os dias da praia e dos piqueniques já se afiguram no horizonte, é perfeita. Quando a vi no blog Para Cozinhar, sabia que tinha de a adaptar para a versão sem glúten. Ficaram perfeitos, saborosos e muito macios, tão bons que quase não sobraram nenhuns para congelar. Espero que gostem!

Ingredientes:
250 gramas de farinha Proceli
200 gramas de farinha Schar Mix B
50 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
50 gramas de farinha de trigo sarraceno Bauckhof
6 gramas de psílio em pó
7 gramas de fermento seco
80 gramas de açúcar mascavado
250ml de leite ou leite vegetal
120 gramas de margarina Becel Culinária
3 ovos M
Sal q.b.
Mostarda q.b. (atenção: sem glúten)
12 salsichas médias ou 6 grandes
Para pincelar:
1 ovo
sementes de sésamo q.b.

Misture as farinhas com o psílio, o fermento e o açúcar na cuba da sua batedeira. No meio junte o leite/ leite vegetal e os 3 ovos previamente batidos e comece a amassar. Junte depois a margarina e o sal. Amasse bem até formar uma bola pegajosa ao toque. Tape com uma toalha ou película aderente e deixe levedar num local morno até duplicar de volume.

Estenda depois a massa com cerca de 1,5cm de altura e corte-a em 12 quadrados mais ou menos do mesmo tamanho. Fatie as salsichas. Barre cada um dos quadrados com mostarda e recheie depois com as salsichas.

Enrole depois cada um dos quadrados como se fosse uma torta e feche as pontas pressionando bem. Pincele depois cada um dos pãezinhos com o ovo batido e polvilhe com as sementes a gosto. Deixe levedar mais 15 minutos em local aquecido.

Leve depois ao forno previamente aquecido a 200ºC cerca de 15 minutos. Retire do forno e deixe arrefecer sobre uma grelha. Rende 12 unidades.


























quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Brioches sem glúten e sem leite

Há receitas básicas às quais voltamos uma e outra vez, testando novos ingredientes, novas proporções. É o caso dos croissants, das pizzas, do pão, e é o caso da receita de hoje: os brioches. Já tenho aqui no blogue algumas receitas de brioches e já vi outras tantas por outros blogues. Contudo, há umas que nos parecem “a” versão definitiva, a mais parecida aos brioches que comprávamos no supermercado. Foi o caso das Medias Noches do blogue Disfrutando Sin Gluten, com um aspecto tão bom, tão bom, que tive que testar. Claro que fiz as minhas adaptações, dado que não tinha a farinha indicada na receita (Belbake do Lidl, que penso até que já não é comercializada) e o resultado foi muito bom: uma textura muito macia e um sabor a brioche, brioche.

O único senão é a dificuldade de trabalhar a massa dado que é muito húmida, mas com paciência consegue-se moldá-la e, uma vez moldada, os brioches aguentam a forma durante a segunda levedação e a cozedura. Nada como experimentar!


Ingredientes:
360 gramas de farinha Proceli (ou outra farinha com elevada quantidade de amido de milho)
60 gramas de polvilho doce
80 gramas de farinha de grão de bico
6 gramas de fermento seco
1 colher de chá de goma xantana
50 gramas de açúcar
340 ml de leite de amêndoa
2 ovos L
40 gramas de margarina Becel para Cozinha
1 colher de sopa de mel
1 colher de chá de sal
Para pincelar:
1 gema de ovo
Leite de amêndoa q.b.

Junte na cuba da batedeira as farinhas com o fermento, a goma e o açúcar. Misture até ficar homogéneo. Acrescente depois o leite, os ovos, a margarina e o mel, tudo à temperatura ambiente. Bata bem durante 8 a 9 minutos e, um pouco antes do final, acrescente o sal.

Forme uma bola com a massa dentro da cuba, cubra com um pano e deixe a levedar no mínimo 1 hora. Uma vez levedada a massa, coloque a massa numa folha de papel vegetal untada com óleo e com as mãos também untadas, forme bolas com aproximadamente 40 a 50 gramas. A massa não é fácil de trabalhar, pelo que deverá untar as mãos regularmente.

Coloque as bolas num tabuleiro e deixe levedar entre 40 a 60 minutos, até dobrarem de tamanho. No final da levedação, pincele cada bola com uma mistura de leite de amêndoa e uma gema de ovo. Leve ao forno pré-aquecido a 180º durante 20 minutos com calor em cima e em baixo. Retire para uma grelha de arrefecimento.

Nota:
Esta quantidade de massa rende 16-18 brioches pelo que dependendo do tamanho do forno poderá ser necessário cozê-los em duas fornadas.

















sábado, 1 de fevereiro de 2020

Broa de milho 2

Decidi recentemente experimentar uma nova versão da receita de broa de milho, pois comprei uma revista de culinária que tinha uma versão sem glúten. Fiz  as minhas adaptações e obtive uma broa realmente parecida à original, pelo que tinha que partilhar no blog a dita receita. Testem e vejam por vocês, é realmente fácil. Já não há desculpas para não se fazer bacalhau com broa!

Ingredientes:
500 gramas de farinha de milho Ceifeira
500ml de água a ferver
12 gramas de sal fino
6 gramas de fermento seco para pão
320ml de água morna
150 gramas de farinha Schar Mix Rústico
50 gramas de farinha de trigo sarraceno
100 gramas de farinha de arroz Ceifeira

Numa tigela, junte a farinha de milho com a água a ferver e o sal, amassando bem, e deixe repousar 1 hora.

À parte, misture entretanto as farinhas com o fermento e reserve. Passado o período indicado, junte então a restante água à farinha de milho, amasse com as mãos e, aos poucos, acrescente a mistura de farinhas. Amasse até obter uma massa pegajosa e segura. Tape com um pano e deixe levedar 1 hora ou, preferencialmente, toda a noite dentro do frigorífico.

Molde depois a broa do tamanho que quiser sobre uma superfície enfarinhada com farinha de arroz (com estas quantidades pode optar por fazer duas broas pequenas). Coloque sobre um tabuleiro de forno forrado com papel vegetal e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC por 1 hora.


















segunda-feira, 25 de novembro de 2019

Croissants brioche como na pastelaria

Sei que o blog tem andado parado, mas ultimamente não tenho tido tempo nem para novas experiências nem para o actualizar. No entanto, durante os últimos meses tenho feito tentativas para chegar ao croissant brioche perfeito (para padrões sem glúten, claro!) com variações da receita das ensaimadas. Posso dizer que cheguei à variação certa: a nível de textura, a nível de sabor, estes croissants matam com certeza a saudades das versões com glúten. É já um clássico lá em casa e, portanto, não podia deixar de partilhar esta receita.

PS: estando a entrar na época natalícia, com certeza irei fazer variações do bolo-rei com esta receita como base!

Ingredientes:
250 gramas de farinha Proceli (em alternativa a farinha para pão Área Viva do Continente)
200 gramas de farinha Schar Mix B
25 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
25 gramas de farinha de trigo sarraceno Bauckhof
5 gramas de psílio em pó
5 gramas de fermento seco
2 ovos M
150ml água
150 ml leite/leite vegetal
2 colheres de sopa de Margarina Becel Culinária
60 gramas de açúcar
30 gramas de mel
Margarina Becel Culinária q.b.

Para pincelar:
1 gema
1 colher de sopa de leite/leite vegetal

Na cuba da sua batedeira junte as farinhas, o açúcar, o psílio e o fermento e misture até obter uma cor homogénea. Faça um buraco no meio e coloque aí os ovos, a Becel, o leite, a água e o mel. Bata bem, cerca de 10 minutos, até obter uma bola de massa lisa. Cubra a cuba com filme transparente e deixe a levedar em local morno cerca de uma hora e meia, no mínimo (o ideal seria que levedasse durante a noite).
Depois de levedar, estenda a massa entre duas folhas de papel vegetal untadas com azeite até formar um rectângulo de 50 a 60 cms de comprimento. Espalhe a Becel generosamente por cima da massa e, com a ajuda de um cortador de pizza, corte a massa em triângulos. Depois, comece a enrolar os triângulos a partir da base para formar os croissants.
Coloque-os num tabuleiro forrado a papel vegetal e deixe a levedar durante uma hora dentro do forno morno e com um pequeno tacho no fundo com água a ferver. Quando tiverem duplicado de tamanho, pincele-os com a mistura da gema com o leite e leve a cozer durante 15 minutos a 190ºC. Retire para uma rede e deixe arrefecer.





































segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Bolo de cenoura com cobertura de queijo-creme sem glúten

Um clássico da doçaria anglo-saxónica que me foi apresentado por um australiano que fazia um bolo de cenoura de comer e chorar por mais. Só agora me dispus a converter a receita dele para sem glúten e com um desafio acrescido- sem lacticínios. Era tão boa que tinha receio de ficar defraudada, mas esta versão não ficou longe do original.

Substituí então a farinha de trigo, os lacticínios por versões vegan existentes no Celeiro e fiz metade da receita pois não queria um bolo grande. Caso queiram um bolo para uma festa, é só dobrar as quantidades indicadas. 

Ingredientes:
120 gramas de açúcar
100ml óleo vegetal
2 ovos
1 colher chá de extracto de baunilha
145 gramas de farinha Doves Farm White Self Raising
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de canela em pó
¼ colher de chá de gengibre em pó
1 pisca de cravinho em pó
Sal q.b.
150 gramas de cenouras raladas finamente
60 gramas de farinha de amêndoa

Para o creme:
125 gramas de açúcar em pó
50 gramas de manteiga/margarina à temperatura ambiente
75 gramas de queijo-creme
25 gramas de iogurte grego
1 colher de chá de extracto de baunilha

Descasque e rale finamente as cenouras. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, bata bem o açúcar com os ovos e a baunilha até obter uma mistura consistente.

Numa tigela, misture as farinhas com o bicarbonato de sódio, as especiarias e o sal; misture bem e acrescente aos poucos à massa que está na batedeira. Por fim, junte as cenouras reservadas e bata até a massa estar homogénea.

Verta a massa numa forma redonda de 22 centímetros, untada e enfarinhada, e leve ao forno a 160ºC durante 25 minutos (se tiver optado por dobrar a receita, deve verter a massa em partes iguais para duas formas). Faça o teste do palito e retire do forno, deixando arrefecer completamente sobre uma rede.

Para fazer a cobertura, junte todos os ingredientes na cuba da batedeira e bata até obter um creme. Leve ao frigorífico 10 a 20 minutos para engrossar antes de cobrir o bolo; após cobrir, pode levar o bolo ao frigorífico para solidificar mais um pouco o creme.

Se tiver optado por dobrar a receita, deve colocar 1/3 do creme entre os dois bolos e depois cobrir tudo com o creme que sobrou.


























terça-feira, 8 de janeiro de 2019

Sonhos de bacalhau sem glúten

O novo ano começou e não há melhor maneira de o começar do que com sonhos... ainda que sejam de bacalhau. A receita que tenho aqui no blog de sonhos (doces) é sempre um sucesso, fora ou dentro da época do Natal, pelo que pensei que sonhos salgados poderiam ser igualmente bons. E não me enganei: usando a receita do site Sabor Intenso, consegui recriar a leveza dos sonhos doces com o sabor a salgado, um misto entre pataniscas e bolinhos de bacalhau, mas infinitamente mais fofos.

Ingredientes:
1 lombo de bacalhau demolhado com cerca de 270g
60g de margarina
125 ml de leite vegetal de amêndoa
115 gramas de farinha Schar Mix B
10 gramas de farinha Maizena
4 ovos grandes
1 cebola pequena picada finamente
Salsa picada
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Óleo para fritar

Num tacho com água a ferver, coloque o bacalhau a cozer durante 10 minutos. Passado o tempo, retire-com uma escumadeira para um prato e reserve 125 ml de água de cozer o bacalhau. Retire a pele e espinhas e desfie o bacalhau. Reserve.

Misture as farinhas bem e reserve.

Num tacho, leve ao lume o leite, a água de cozer o bacalhau que reservou, a margarina e umas pedrinhas de sal. Deixe ferver e, de uma só vez, junte a farinha reservada e mexa rapidamente. Quando a massa formar uma bola, retire-a e deixe arrefecer durante 10 minutos.

Coloque a massa na cuba da sua batedeira, junte 1 ovo e bata. Enquanto bate, adicione os restantes ovos um a um. Deixe bater durante 8 a 10 minutos. Acrescente depois a cebola, a salsa e o bacalhau. Por fim, tempere com um pouco de pimenta.

Retire colheradas de massa e frite em óleo a 180ºC com o lume brando. A fritura dos sonhos demora algum tempo, pois estes irão abrir, rodar sozinhos e fritar por igual. Pode ir picando com um palito para ajudar neste processo. Quando os sonhos atingirem uma cor dourada, retire-os com uma escumadeira para um prato com papel absorvente.



sábado, 26 de maio de 2018

Bolo de claras com ananás

Há já algum tempo que não trazia para aqui uma receita do blog Gluten Free on a Shoestring, mas quando vi este vídeo com uma receita de bolo de claras e ananás, nao resisti... O ananás é uma das minhas frutas preferidas. E, ainda por cima, tão fácil de fazer. Ora vejam...

Ingredientes:
200 gramas de claras de ovos
115 gramas de açúcar em pó
88 gramas de farinha Doves Farm Self-Raising White Flour
18 gramas de Maizena
1/4 colher de chá de sal fino
260 gramas de ananás de lata
1/2 colher de chá de essência de baunilha

Bata as claras em castelo com 30 gramas do açúcar em pó. Reserve.

Misture as farinhas, o restante açúcar e o sal. Acrescente o ananás e a baunilha e mexa bem. Junte depois as claras aos poucos e com cuidado. Por fim, verta a massa para uma forma redonda de 22cms, untada e enfarinhada com farinha de arroz.

Alise a massa e leve ao forno pré-aquecido a 160C a cozer durante 10 minutos; reduza depois para 140C e deixe cozer mais 25 minutos até dourar. Deixe arrefecer um pouco dentro do forno aberto e transfira depois para uma rede de arrefecimento.


























segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Voltando aos bolos de arroz

Depois das receitas de pão e dos croissants, são as receitas de bolos de arroz que nunca são demais. Esta última versão que experimentei é talvez a mais fácil pela simplicidade dos ingredientes e de execução. Os miúdos lá de casa gostaram tanto desta versão como das demais, pelo que não poderia deixar de a partilhar. Usando leite vegetal, esta versão é também, além de isenta de glúten, isenta de lacticínios.
A única dificuldade poderá ser, como sempre, adquirir os aros e as fitas de papel, mas que se encontram habitualmente à venda nas lojas de produtos para pastelaria.

Ingredientes:
100 gramas de leite/leite vegetal
100 gramas de azeite
3 ovos M
100 gramas de açúcar
Raspa de ½ limão
150 gramas de farinha de arroz A Ceifeira
75 gramas de Maizena
15 gramas de fermento em pó
1 pitada de sal

Misture as farinhas com o fermento e o sal. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, misture os restantes ingredientes, batendo até obter uma textura homogénea. Aos poucos e com a batedeira a funcionar, acrescente as farinhas reservadas e bata até estar bem misturado.

Deixe a massa repousar no frigorífico durante, pelo menos, 30 minutos. O choque térmico ao entrar posteriormente no forno irá ajudar a que a massa seja impulsionada para cima, ie, a crescer.

Passado este tempo, coloque os aros dos bolos de arroz num tabuleiro coberto com papel vegetal e polvilhado com farinha de arroz. Coloque as fitas de papel dentro dos aros e encha as formas até 2/3; termine polvilhando os bolos de arroz com açúcar. Leve ao forno pré-aquecido a 230ºC, baixe para 210ºC e deixe cozer durante 18 a 20 minutos, até terminarem de cozer e dourarem.

Retire do forno e deixe arrefecer uns minutos antes de desmoldar.



























terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Roscas de laranja sem glúten

Não havendo uma grande tradição de doçaria de Carnaval em Portugal, reparo, vendo blogs alheios, que a nível europeu existe um hábito de festejar esta época com massas doces fritas, com doces tipos donuts ou sonhos. Sendo assim, decidi experimentar uma receita espanhola de pequenas roscas de laranja para assinalar o Carnaval, uma espécie de donuts, mas mais rápidas de fazer. Com a vantagem de usar uma mistura de farinhas caseira. Feliz Carnaval!

Ingredientes:
2 ovos L
150 gramas de acucar
70 gramas de azeite
100 gramas de sumo de laranja
Raspa de 1/2 laranja
11 gramas de fermento em pó
1 pisca de sal
440 gramas de farinha (170 gramas de farinha de arroz+70 gramas de farinha de trigo sarraceno+40 gramas de farinha de grao de bico+100 gramas de Maizena+60 gramas de polvilho doce)
3/4 colher de chá de goma xantana

Misture as farinhas com a goma xantana e o fermento. Reserve.

Bata bem os ovos com o açúcar e a raspa de laranja até formar um creme. Junte depois o sumo e o azeite, misture bem, e acrescente depois a farinha aos poucos.

Deixe a massa repousar 20 a 30 minutos. Depois, com as mãos untadas de azeite, forme um rolo e divida-o entre 9 a 10 porções. Forme bolas e, com o polegar, fure-as ao meio, para formar as argolas.

Entretanto, aqueça o óleo a 180C e frite as argolas dos dois lados até dourarem. Retire para papel absorvente e passe depois por açúcar.



segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Bolo-rei de chocolate sem glúten 2

Apesar de já ter algumas receitas de bolo-rei no blog, e acreditando que há sempre
espaço para melhorias, decidi reformular a receita do bolo-rei de chocolate. A maior
alteração, para além de optar por uma versão sem lacticínios, foi a introdução do creme pasteleiro no recheio de modo a humidificar mais a massa e combater o problema da secura que se instala com mais ou menos rapidez nas produções sem glúten.

Não consegui, no entanto, verificar essa teoria pois o bolo-rei assim feito desapareceu num par de horas. Acho que é para repetir...

Para quem se iniciou na dieta há pouco tempo ou ainda não acertou com as gulodices de Natal, podem encontrar as receitas desta época no separador Natal na lateral direita do blog. Bons cozinhados!

Ingredientes:
250 gramas de farinha sem glúten (misturei 120gr.farinha Schar Mix B+80 gr. farinha panificável sem glúten Continente+20 gr. Schar Brot Dunkel+30 gr. polvilho doce+5gr. psílio em pó)
40 gramas de açúcar
120 gramas de leite vegetal de amêndoa
Casca de 1 laranja
1 ovo L
20 gramas de mel
20 gramas de vinho do Porto
1 pitada de sal
6 gramas de fermento para pão seco (Doves Farm)
30 gramas de margarina
Para rechear:
Creme pasteleiro
Pepitas de chocolate (marca Hacendado do Mercadona)
Para pincelar:
1 gema
1 colher de sopa de leite vegetal

Misture as farinhas, junte o açúcar, a raspa de laranja, o fermento e reserve.

Na cuba da batedeira misture o leite, o mel, o ovo, o vinho do Porto e o sal. Junte a mistura reservada enquanto bate. Por fim, junte a margarina e deixe bater bem, entre 10 a 15 minutos. Tape depois a cuba com filme transparente e leve ao frigorífico durante 6 a 8 horas (eu deixei a levedar a frio durante a noite).

Pode aproveitar e fazer de seguida o creme pasteleiro, de modo a que “passe a noite” no frigorífico também: leve 100ml de leite vegetal ao lume até começar a ferver. À parte misture bem a gema com 15 gramas de açúcar e 5 gramas de Farinha Custard (da Globo) e ½ colher de chá de essência de baunilha. Junte o leite quente a esta mistura aos poucos e leve tudo ao lume de novo. Mexa sempre com uma vara de arames até engrossar. Retire do lume, coloque numa tijela, cubra com pelicula aderente e leve então ao frigorífico.

De manhã, estire a massa entre duas folhas de papel vegetal formando um rectângulo. Espalhe o creme pasteleiro e cubra com as pepitas de chocolate a gosto. Enrole a massa unindo as duas pontas e coloque numa forma de buraco previamente untada com margarina e polvilhada com farinha de arroz. Faça pequenos cortes com a tesoura por cima do rolo. Deixe levedar cerca de 45 minutos a 1 hora, tapado com uma toalha.













Terminada esta levedação, pincele com a gema misturada com o leite e leve ao forno previamente aquecido a 180º graus, durante 30 a 35 minutos.


Retire então do forno, pincele com uma mistura de água com açúcar (opcional), deixe arrefecer e polvilhe com açúcar em pó.

















domingo, 15 de outubro de 2017

Farinha para pão Mercadona

Aqui há uns anos, o Mercadona tinha uma abundância de produtos rotulados, mas não havia muitos produtos específicos para celíacos. O panorama tem-se vindo a alterar e apareceu há pouco a farinha para pão de marca própria do Mercadona. Um pacote de um quilo custa 2,50€, o que é uma poupança considerável em relação à farinha Mix B da Schar. Mas daria os mesmos resultados? Comprei para experimentar e optei por uma receita do pacote de modo a melhor aferir os resultados.

Neste caso, alterei-a um pouco usando 450 gramas da farinha Mercadona com 50 gramas de farinha de trigo sarraceno e 420ml de água. O resultado? 

























Fiquei bem impressionada com o resultado, contudo continuo a preferir a Schar Mix B. Irei comprar de novo para usar em conjunto com a farinha da Schar e baixar o custo do pão, sendo que acho que é uma alternativa legítima para as nossas receitas. Só falta é o Mercadona abrir em Portugal, mas estima-se que isso só em 2019 e apenas em Gaia, no início.

Uma receita que usa este preparado do Mercadona:
Pan de Pita Sin Gluten, para celiacos novatos

sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Queques de Alfarroba e Laranja

Hoje trago uma receita de queques de alfarroba e laranja que vi num grupo espanhol de Facebook e que é deliciosa. O meu filho mais novo gostou particularmente e pediu para fazer mais. Fazem-se com facilidade e são uma boa alternativa para um lanche mais rápido (resista à tentação de não deixar a massa repousar no frigorífico pois é este passo que permite à massa subir bastante, devido ao choque térmico). 

Ingredientes:
60 gramas de farinha de arroz Ceifeira
55 gramas de farinha Maizena
55 gramas de farinha de amêndoa
50 gramas de farinha de alfarroba Werz
1 colher de chá de fermento em pó
150 gramas de açúcar mascavado claro
160 gramas de óleo vegetal ou azeite
4 ovos M
Sumo e raspa de uma laranja

Numa tigela, misture as farinhas com o fermento até obter uma cor homogénea. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, bata os ovos com o açúcar e a raspa da laranja até formar um creme. Junte depois o óleo e o sumo da laranja e misture bem. Por fim, acrescente a mistura de farinhas aos poucos enquanto bate a massa.

Cubra a cuba com película transparente e deixe a massa repousar no frigorífico, pelo menos, duas horas. No final desse tempo, verta a massa para formas de papel e leve ao forno pré-aquecido a 220C; passados dez minutos, reduza para 180C e deixe cozer mais 20 minutos. Retire então do forno e deixe arrefecer numa rede.



sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Guardanapos sem glúten

A primeira receita deste mês prima pela simplicidade e pelas memórias que traz para quem cresceu a ver estes bolos nas montras das pastelarias e a saboreá-los. É um clássico da doçaria portuguesa, pelo que não há muitas voltas a dar à receita: usei a receita daqui, substituí a farinha de trigo pela Doves Farm e recheei com doce de ovos que comprei (rotulado como isento). Também há quem recheie com creme de pasteleiro, fica ao gosto do freguês.

Ingredientes:
6 ovos
175 gramas de açúcar
160 gramas de farinha Doves Farm White Self-raising
1 colher de sobremesa de fermento
Doce de ovos (caseiro ou de compra)


Na cuba da sua batedeira, bata os ovos com o açúcar até obter um creme claro e espumoso. Acrescente a farinha e o fermento e misture bem.

Forre dois tabuleiros (divida a massa pelos dois ou faça duas vezes metade da receita) de 30x24cm com papel vegetal untado com margarina e disponha a massa sobre ele, alisando-a para formar uma camada fina.

Leve a cozer, na grelha central do forno, durante 8 minutos aproximadamente, a 150ºC cada tabuleiro. Depois de a massa cozer, retire do forno e desenforme sobre um pano de cozinha polvilhado com açúcar e puxe o papel vegetal com muito cuidado.

Barre a massa com o doce de ovos, a gosto, e alise-o bem com uma faca ou espátula. Em seguida, corte a massa em quadrados iguais. Para formar os guardanapos dobre o quadrado de massa fazendo um triângulo. Polvilhe com açúcar.



























quinta-feira, 15 de junho de 2017

Pão ciabatta sem glúten

Para aproveitar a manhã livre do feriado e comermos pão fresco ao pequeno almoço,  ontem à noite decidi-me a deixar massa preparada a levedar. Mas que receita? Precisava que fosse fácil e rápida porque estava cansada. Optei então por fazer ciabattas e resolvi experimentar  com as farinhas que tinha mais à mão. O resultado foi este:

























Ingredientes:
425 gramas de farinha Schar Mix B
75 gramas de farinha de trigo sarraceno
2 gramas de psílio em pó
3 gramas de fermento seco
30 gramas de massa velha
480 ml de água
30 ml de óleo vegetal
8 gramas de mel
8 gramas de sal fino

Na cuba da batedeira, misture as farinhas com o psílio e o fermento. Faça uma cova no meio e acrescente a água, o óleo e o mel. Deixe bater bem e junte depois a massa velha (isto não é mais do que massa crua guardada de uma fornada anterior- quem não tiver, deve acrescentar mais fermento seco). Por fim, acrescente o sal e deixe bater durante 10 minutos.Leve depois ao frigorífico para levedar durante 8 a 12 horas. 

No final desse período, ligue o forno a 220 graus e coloque um recipiente metálico no fundo do forno com um pouco de água. Retire primeiro 30 gramas da massa e guarde num recipiente fechado no frigorífico para usar como massa velha numa próxima fornada. Coloque a restante massa numa superfície enfarinhada e vá dobrando-a, como se estivesse a fazer massa folhada. Estenda depois a massa num rectângulo grande e, com uma faca afiada, corte rectângulos mais pequenos. Deixe repousar um pouco, coloque depois num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno. Aos 10 minutos de cozedura, diminua a temperatura para 200 graus e deixe cozer durante mais 30 minutos. Faça depois um arrefecimento gradual antes de servir.


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