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terça-feira, 28 de julho de 2015

Cura?

Imagem retirada da Net
Nas duas últimas semanas, surgiu na Net "celíaca" uma comoção que, vai e volta, reaparece: várias notícias alegavam que se tinha descoberto um medicamento com potencial para “curar” a doença celíaca. Primeiro, a notícia no Yahoo, depois em alguns sites de medicina alternativa e blogs, seguido do Sapo, sendo que várias pessoas bem-intencionadas me enviaram o link para este último artigo.

Quando a esmola é muita, diz o sábio povo, o pobre desconfia… Lendo estes artigos, a desconfiança cresceu: um anticorpo desenvolvido em ovos de galinhas, é suplemento ou é medicamento? Pretende curar ou diminuir os efeitos da contaminação cruzada? Nada é assim tão fácil no mundo das doenças auto-imunes. E, para todos os efeitos, a dieta sem glúten não é uma espécie de cura?

Este exaustivo post da blogger Gluten Free Gigi, que trago hoje, é perfeito para se compreender o que acarreta o desenvolvimento de um medicamento para a doença celíaca e a utilidade do mesmo, na sincera opinião da sua autora. Deixo então traduzida a conclusão a que ela chega.

"O que é que isto significa para as pessoas com doença celíaca?

Agora, nada. Se os testes de eficácia correrem bem, irão seguir-se grandes grupos de teste (em seres humanos) e depois começará o processo de disponibilizar o medicamento no mercado. Isso poderá demorar vários anos. (…)

As pessoas com doença celíaca deverão tomar o medicamento se e quando estiver disponível?

Obviamente, esta é uma decisão individual, mas nesta questão devem-se ponderar os seguintes pontos:

  • O próprio pesquisador afirma que uma dieta isenta de glúten ainda será necessária para aqueles com doença celíaca. Passariam décadas depois de um comprimido como este ser disponibilizado ao público até que se conhecessem os efeitos a longo prazo.
  • A doença celíaca é uma doença auto-imune muito grave (AI), assim como outras doenças AI e deve ser tratada como tal. Assim como não há nenhuma "pílula mágica" para resolver todos os problemas associados com outras doenças AI (como a diabetes ou doenças da tireóide), provavelmente também não haverá uma para celíacos.
  • Uma rigorosa dieta isenta de glúten é uma maneira de controlar a doença celíaca. Existem inúmeros alimentos naturalmente sem glúten que são saudáveis, deliciosos e saciantes que as pessoas com doença celíaca podem desfrutar sem preocupações. Para "outros alimentos", como cerveja, pizza, bolos e outras guloseimas, há produtores que os fazem diariamente na versão isenta de glúten, e, no caso de variados alimentos, são bastante simples de fazer em casa com um número interminável de receitas de qualidade, encontradas facilmente na internet e em livros de receitas.



Para mim, a notícia de um medicamento com potencial que me permitiria ingerir glúten é realmente uma não-notícia. Eu não o iria tomar porque a minha dieta isenta de glúten é o meu bilhete para uma saúde óptima. Tem funcionado para mim nos últimos oito anos e não sinto falta de nada. Claro, por vezes é um desafio e não quero minimizar a luta de alguém em encontrar alimentos que gostam de comer fazendo uma dieta especial. O que eu quero dizer é que a minha saúde é muito mais valiosa para mim do que qualquer pedaço de pizza ou qualquer copo de cerveja. A doença celíaca quase me custou a vida, e considerando que a minha saúde foi restaurada através da minha dieta isenta de glúten, não consigo imaginar alguma vez voltar a colocar o glúten no meu corpo, mesmo depois de tomar um comprimido, se isso alguma vez se tornar uma realidade."


Mais info:
Will A Pill Made of Egg Yolks Allow You to Eat Gluten?


terça-feira, 14 de outubro de 2014

O glúten e os défices nutricionais

Frequentemente, leio que a dieta sem glúten só deve ser feita por quem tem doença celíaca, pois acarreta défices nutricionais. Nunca entendi porquê, sempre achei que os possíveis défices nutricionais tanto podiam ocorrer numa dieta com ou sem glúten, afinal o glúten é uma proteína não-essencial à vida. Este recente estudo espanhol veio trazer luz a esta questão, pelo que o post de hoje exibe o seu resumo.

"Valorização nutricional da dieta sem glúten

Introdução 
Imagem retirada da Net
Tradicionalmente, a dieta isenta de glúten tem sido vista como uma dieta saudável, mas há artigos que defendem que esta pode acarretar algumas deficiências nutricionais. No presente estudo foi avaliado se houve alguma mudança na contribuição de calorias, ingredientes ativos, proporção de ácidos gordos, vitaminas, minerais e fibras em crianças que foram diagnosticadas com a doença celíaca, comparando a dieta pré- diagnóstico com glúten com a dieta sem glúten um ano após o diagnóstico. Também foi avaliado o grau de impacto clínico ou analítico que poderiam ter as deficiências nutricionais. 

Material e métodos 
Estudo observacional, prospectivo e descritivo, em que se recolheram os dados de inquéritos dietéticos, antropométricos e analíticos anteriores ao diagnóstico de doença celíaca e dieta isenta de glúten, assim como os dados após um ano de diagnóstico, com dieta isenta de glúten, de pacientes com diagnóstico de doença celíaca. 

Resultados 
Trinta e sete pacientes preencheram os critérios do estudo. Verificou-se a diminuição da ingestão de ácidos gordos saturados e aumento dos monoinsaturados, um aumento na ingestão de fósforo na dieta sem glúten e uma ingestão deficiente de vitamina D em ambas as dietas. Clinicamente, no ano com dieta isenta de glúten há melhoria em peso e altura. Analiticamente, há melhoria nos níveis plasmáticos de hemoglobina, ferritina, vitamina D e hormona da paratireoide. 

Conclusão 
A dieta sem glúten apresenta défices mínimos semelhantes aos presentes na dieta com glúten, registando uma melhoria do perfil lipídico, aumentando a proporção de ácidos gordos mono-insaturados, em detrimento de ácidos gordos saturados."

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Xarope para a tosse

Recentemente, o meu filho mais velho ficou com bastante tosse seca que não se curava com chás quentes. O pai foi então à farmácia de serviço e o farmacêutico receitou um xarope "natural", Grintuss. O pai não levantou a questão do glúten, mas de imediato soubemos que era isento pois tinha um apelativo rótulo verde que dizia "Gluten Free". O facto é que a tosse passou em menos de um dia, sem químicos e sem glúten. Fica a dica especial para estes dias de frio, propícios a tosse e contipações.


sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Gomas sem glúten

A Nutrally apresenta as suas gomas assim: "As gomas Nutrally são enriquecidas em vitaminas, são feitas com sumos de fruta, não contêm glúten ou lactose, e usam apenas aromas e corantes naturais." Ainda que não seja um alimento preferencial para crianças (e adultos!), um pequeno agrado de vez em quando, sem glúten e com pouco químicos, trará, com certeza, um grande sorriso aos nossos pequenos. Para verem como comprar, visitem o site.


terça-feira, 14 de maio de 2013

Vitaminas sem glúten

Felizmente, os rótulos em Portugal estão cada vez mais completos e já não é raro ver um "Isento de Glúten" escrito nas embalagens. Até há uns tempos atrás, tínhamos que contactar as farmacêuticas para saber se determinado multivitamínico era isento de glúten; agora, já encontrei duas marcas no mercado que disponibilizam essa informação no rótulo: Centrum e Nutri. É uma informação relevante especialmente para quem acaba de saber que tem uma condição que lhe impede a absorção correcta de certos nutrientes e que precisa de toda a ajuda disponível para se lançar no caminho da recuperação total.

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