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sábado, 29 de dezembro de 2018

Novidades sem glúten em Lisboa

Felizmente, temos cada vez mais opções sem glúten no nosso dia-a-dia e assim foi o caso em Lisboa com duas novas adições ao roteiro sem glúten da cidade.

Esta cadeia espanhola de comida italiana abriu recentemente o seu primeiro restaurante em Portugal na zona da Expo em Lisboa. Certificada pela APC, tem uma pequena carta sem glúten com duas opções de massa, pizza e sobremesas. Fomos visitar este restaurante e pareceu-nos ser uma opção segura para uma situação de "desenrasque": a comida sem glúten está pré-preparada e o restaurante limita-se a descongelá-la, pelo menos, foi essa a explicação que me deram. Para comida processada, não está mal, mas não deixa saudades. Como só tem um forno (micro-ondas?) dedicado aos pratos sem glúten, no nosso caso que pedimos 4 pratos, a comida foi chegando a conta-gotas o que perturba o fluir de uma saída social.


A Grom é uma cadeia italiana de gelados que abriu a sua primeira loja em Lisboa, na Rua Garrett, este Verão. Tudo na loja é isento de glúten o que dá uma segurança acrescida. Apesar de não terem muita variedade de sabores, são gelados saborosos, com qualidade, e com diferentes opções a nível de cones, o que é raro numa gelataria. 

sábado, 30 de junho de 2018

Gelataria Fabio Lupi

Tivemos a oportunidade de visitar recentemente a Gelataria Fabio Lupi em Cascais onde há uma grande oferta de produtos sem glúten, além dos gelados sem contaminação, servidos a partir de cubas por estrear. Definitivamente, um local que entra no mapa sem glúten da região de Lisboa, com a chancela da APC.





















domingo, 24 de dezembro de 2017

Um Natal doce sem glúten

Este Natal vai ser mais fácil preencher a mesa de Natal com os doces da época: a abertura da pastelaria Boca de Leão, na Póvoa de Varzim, certificada pela APC, veio ajudar a normalizar o dia a dia de um celíaco. Para além de podermos retomar o hábito de lanchar ou tomar o pequeno almoço fora de casa, com produtos de qualidade, podemos encomendar bolos para eventos especiais como aniversários ou doces da época, como é o caso desta altura de Natal.

Encomendei então um bolo-rei escangalhado e um tronco de Natal, mas a oferta era bastante mais alargada. Se aliado ao bom aspecto, como podem ver na imagem, estes produtos tiverem o bom sabor habitual, este Natal ficou ainda mais doce. A mesa ficará completa com os sonhos, as rabanadas, a aletria, a galette e o pão de ló feitos em casa, tudo sem glúten.

Um óptimo Natal para todos!


















sábado, 5 de agosto de 2017

Nova Iorque sem glúten

As nossas férias este ano passaram pela “capital do mundo”, Nova Iorque. Este era um destino que estava escolhido há já algum tempo, mas para o qual ainda não tínhamos tido a oportunidade de ir- para além do interesse em visitar a cidade que é Nova Iorque, era também um destino onde, com alguma facilidade, conseguiríamos manter a nossa dieta sem glúten.

Reuni sem problemas (com a ajuda do Google) uma lista de restaurantes e pastelarias onde encontraríamos opções sem glúten: com algumas raras excepções, eram, no entanto, locais com cozinhas partilhadas e que obrigariam a uma vigilância mais apertada. A dificuldade maior foi na selecção porque eram imensos os locais com opções sem glúten. 

Os preços são outra preocupação: Nova Iorque é muito, muito cara, os museus, os restaurantes, os supermercados, os transportes… As poucas atracções a custo zero passam por visitas a lojas como a Lego Store ou a M&M Store, que os miúdos adoram ver, ou passeios pela cidade em Central Park, Highline Park ou a Ponte de Brooklyn, por exemplo. Existem também muitos e bem apetrechados parques infantis, onde os miúdos se divertem e os pais podem descansar as pernas dos vastos quilómetros que se percorrem diariamente para ver esta cidade. Os esquilos nos parques também são um bom entretenimento e grátis!

A nível da hospedagem, nós ficamos num hotel, mas um aluguer de apartamento (pelo airbnb, por exemplo) dá a vantagem de se poder cozinhar e evitar os preços dos restaurantes. Para compras de comida, o local de eleição é sem dúvida o Whole Foods que, apesar de ser mais caro que outros supermercados como o Trader Joe’s ou Fairway Market, possui uma vasta selecção de produtos sem glúten. Tem ainda zonas para refeições disponibilizando condimentos e micro-ondas, onde se pode comer os produtos comprados na loja: foi a nossa salvação num almoço em que estávamos longe de um restaurante com opções sem glúten, tendo preparado sanduíches com produtos adquiridos no supermercado.

A maioria dos hóteis em Nova Iorque com preços médios não disponibiliza pequenos-almoços: uma estadia num hotel que não o faça implica que tenha no quarto um frigorífico e um micro-ondas onde possa guardar e aquecer produtos comprados nos supermercados- ou então tomar o pequeno-almoço fora o que implica mais custos e mais riscos para a dieta. No nosso caso, o hotel tinha pequeno-almoço que, contudo, não incluía opções sem glúten, pelo que levávamos o pão e os cereais e completávamos com os iogurtes, chá, café, fruta, ovos, mel e manteiga de amendoim que o hotel disponibilizava.

Para as deslocações viajamos com a KLM e a Delta Airlines: reservamos antecipadamente as refeições sem glúten a bordo e, perto da data de partida, reconfirmei que as refeições estavam agendadas. Não houve algum contratempo e foram-nos disponibilizadas opções sem glúten durante o voo. Entretanto, devido a um atraso da Delta, perdemos a ligação no aeroporto de Schipjol, em Amesterdão, e acabamos por passar lá mais tempo do que desejaríamos. Procuramos uma opção sem glúten para almoçar e foi quase como procurar uma agulha num palheiro. Contudo, ao pesquisar na Net, apercebemo-nos de que o McDonald’s na Holanda também já disponibiliza pão sem glúten e lá veio a fast food em nosso socorro.

Regressados, finalmente, restam-nos as fotos e as memórias que hão-de perdurar, assim como a certeza de que não nos devemos deixar limitar por restrições alimentares. Como já referi outras vezes, é preciso apenas uma mochila generosamente recheada para qualquer eventualidade, e mais preparação do que o habitual: a lista de atracções a visitar deve indicar quais as opções sem glúten perto de cada uma e definir a priori quais os roteiros a percorrer (para os EUA, a app Find Me Gluten Free é quase imprescindível).

Boas férias!


RESTAURANTES COM OPÇÕES SEM GLÚTEN
A congénere americana da conhecida pastelaria francesa, serve pequenas refeições e doces ao estilo americano. O serviço é simpático e fica perto do Museu Guggenheim. Tem instalações 100% sem glúten.
Na zona de Hell’s Kitchen, este restaurante italiano serve pizza à base de farinha de grão-de-bico e uma focaccia deliciosa. Também tem pratos de massa. O serviço é muito simpático.
Servem hambúrgueres à la carte na zona de Times Square, sendo que os recheios e os molhos são todos personalizáveis.
Sendo a dona celíaca, o menú é quase todo sem glúten. Comida ao estilo diner americano, tem 4 espaços em Manhattan.
Um restaurante chinês com menú sem glúten perto do Museu de História Natural. Porções generosas e saborosas a acompanhar uma saudade imensa de comida chinesa.
Como o nome indica, este é um restaurante de comida mexicana em que as opções sem glúten estão indicadas no menú (e são muitas). Pode-se escolher guacamole com tortillas para entrada e o mesmo é preparado à nossa frente. Fica na zona de Union Square Park.
Uma pequena loja de take-away, a escassos metros do nosso hotel, permanentemente cheia. O único prato é o Poké, uma receita havaiana à base de atum crú e arroz (também há a versão com frango ou tofu). Quase todas as opções de acompanhamentos e molhos são sem glúten, convém verificar com os funcionários. Várias localizações em Manhattan.
Na zona de Brooklyn Bridge, fica esta pizzaria com dezenas de opções no menú, entre elas a pizza sem glúten. Pizzas grandes e das mais saborosas que já comemos, o serviço é que não foi nada de especial.
Localizado no Gotham West Market, um antigo mercado reconvertido para zona de restauração, disponibiliza comida orgânica, saudável, sem glúten. As doses não são grandes, mas é uma boa opção para quem vai visitar o porta-aviões Intrepid, Sea and Air Museum.
Com várias localizações, a unidade de Hell’s Kitchen decorado ao estilo industrial serve uns saborosos hambúrgueres tão grandes que se come melhor de faca e garfo. O serviço foi agradável.

Outras opções que não visitámos:

PASTELARIAS/LOJAS COM OPÇÕES SEM GLÚTEN
Já acima mencionada, tem alguns doces iguais à loja de Paris, mas aposta mais em muffins, pies e cheesecakes. Contudo, a qualidade é semelhante.
Com uma oferta semelhante à Noglu, e com igual nível de qualidade, peca por não ter zona para sentar.

Outras opções que não visitámos:




sexta-feira, 23 de junho de 2017

A Norte, sem glúten

Até há pouco tempo, não havia no Norte de Portugal algum local onde se pudesse fazer uma pequena refeição ou lanchar sem glúten, em segurança. Em poucos meses, o panorama alterou-se e entre o Norte e a Galiza, surgem três novos locais:

Situada na Rua Trindade Coelho, Entrada 10, Loja 11, no Porto, define-se como um salão de chá com alguma pastelaria caseira e que prima principalmente pela simpatia no atendimento. Não tem ainda muita variedade, mas encontra-se certificada pela APC.

Situada na Rua Dr. Manuel Monteiro nrº 27, na Póvoa de Varzim, é uma pastelaria também certificada pela APC com uma grande variedade de doces, todos com um aspecto muito apetitoso, a avaliar pelas fotos na sua página de Facebook. Está na nossa lista de locais a visitar em breve.

Para quem mora perto da fronteira, pode encontrar mais uma opção para compras sem glúten em Vigo na Panacea Bakery. É, como o nome indica, uma padaria sem local para lanchar, mas tem produtos muito saborosos, especialmente o pão, e que atendem também a quem tem outras restrições alimentares pois na confecção dos seus produtos também não usam lacticínios.

Alguns produtos da Panacea
























quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Novidades sem glúten em Lisboa

Numa visita recente a Lisboa, podemos conhecer alguns locais com produtos sem glúten que aproveito para divulgar. Não sendo locais certificados pela APC, são locais que conhecem a dieta sem glúten e a contaminação cruzada, e podem indicar quais as opções seguras para celíacos, sabendo de antemão quais os riscos em cozinhas partilhadas.

Tapioca oca: servem as famosas tapiocas brasileiras, doces ou salgadas, feitas à base de mandioca, e sumos naturais, num pequeno espaço na rua Dom Carlos I. Aparentemente, com base no que vimos no dia da nossa visita, não têm produtos com glúten, mas convém verificar com as simpáticas funcionárias.

Aripo: neste espaço situado na estrada da Luz servem-se as nossas já conhecidas arepas, petisco venezuelano, e na ementa vem claramente indicado quais os recheios sem glúten. Convém ter em atenção que é uma cozinha partilhada, pelo que convém esclarecer os funcionários da condição de celíacos. Nós optamos por ir por altura do lanche, em que éramos os únicos clientes e a cozinha não estava congestionada com pedidos. Os miúdos ficaram encantados com este lanche.

Go Natural: um novo conceito da Sonae que adquiriu a cadeia Go Natural, este é um supermercado virado para as opções da alimentação saudável e biológica, situado na Av. 5 de Outubro. Assemelha-se a uma loja Celeiro, com marcas semelhantes, mas num espaço maior e com mais algumas opções. Não sendo propriamente barato, permite usar o cartão Continente e algumas das suas promoções.

Choco & Mousse: não sendo uma verdadeira novidade, esta pastelaria certificada pela APC não pára de aumentar a variedade de produtos sem glúten e é já uma paragem obrigatória nas visitas a Lisboa. A oferta para o Natal e Ano Novo era bastante diversa e não resistimos a trazer a tarte de maçã vegan, sem glúten, que foi um sucesso.


























quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Hóteis sem glúten

Uma notícia que vi hoje no Sapo Viagens e que merece ser partilhada:

"Vila Galé com pequeno-almoço sem glúten

Esta opção estará disponível a partir de 1 de dezembro nos 20 hotéis do grupo em Portugal. E não representa custos adicionais para os hóspedes que tenham este tipo de necessidades alimentares.

Este pequeno-almoço – que inclui diferentes tipos de pão, cereais e pastelaria isentos de glúten, lacticínios e sumo – segue as recomendações da Associação Portuguesa de Celíacos. “Sabemos que o número de pessoas com intolerância ou alergia ao glúten tem vindo aumentar e queremos ter uma oferta alimentar que responda às suas necessidades de saúde. Ao disponibilizarmos um pequeno-almoço apto para celíacos, queremos reforçar a confiança destes hóspedes, assegurando-lhes que tivemos todos os cuidados necessários na escolha, preparação e confeção dos alimentos que o compõem, sem risco de contaminações cruzadas», explica o diretor de Alimentação e Bebidas da Vila Galé, Miguel Santos.

“Ao garantir a sua segurança e a sua saúde, trata-se de prestar um melhor serviço, até porque não há ainda muitos hotéis em Portugal com oferta pensada para este público”, acrescenta."


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Hamburgo sem glúten

No seguimento da nossa viagem à Dinamarca tivemos a oportunidade de passar algum (pouco) tempo na cidade alemã de Hamburgo. Pudemos então constatar que, apesar das boas e variadas lojas online alemãs de produtos sem glúten, o mesmo não se traduz num conhecimento generalizado sobre a doença celíaca e a dieta sem glúten e oferta a nível da restauração e comércio de rua. Sendo assim, na minha pesquisa encontrei apenas 3 opções de restaurantes sem glúten o que, numa cidade grande como Hamburgo, é pouco:

Block House - restaurante de grelhados, tem carta sem glúten.
Cha Cha - restaurante asiático, com os pratos isentos identificados no menú.
Rudolph's - pizzaria sem glúten que não chegamos a visitar.

A nível de supermercados, só encontramos lojas da cadeia Rewe com um pequeno sortido de produtos sem glúten, com uma predominância clara de produtos da Schar. Encontramos também a habitual oferta de produtos sem glúten na cadeia americana de cafés Starbucks. 

Para uma visita rápida, a oferta que encontramos foi suficiente, mas teria sido mais complicado seguir a dieta numa viagem mais longa- a Alemanha a uns passos atrás dos seus vizinhos a Norte.


























quarta-feira, 29 de junho de 2016

Dinamarca sem Glúten: Legoland e Copenhaga

Aproveitando o início do Verão, deixo hoje uma sugestão de férias que já anteriormente tinha sido gentilmente feita pela Cátia Sousa: a Dinamarca. Aproveitando as dicas dadas pela Cátia, visitamos Copenhaga e a Legoland, localizada em Billund, a cerca de 240 quilómetros da capital. Passamos também pela cidade de Hamburgo, na Alemanha, mas isso ficará para outro post

Como esperado, manter a dieta sem glúten não teve nenhuma dificuldade. Fiz a minha pesquisa antes de partirmos e, dada a oferta, acabamos por não chegar a visitar todos os restaurantes que tinha encontrado. No entanto, regra geral, mesmo que não exista uma carta completamente isenta de glúten, o pessoal da restauração sabe indicar os alergéneos presentes- pelo que soube, as dietas específicas fazem parte da formação em restauração . Ficam aqui os que chegamos a visitar:

DOP, “restaurante” sobre rodas, é uma roulotte que estaciona em frente à Torre Redonda e que vende cachorros quentes ecológicos: as salsichas são todas sem glúten e, em alternativa ao pão, servem-nas com puré e molhos à escolha (acabou por ser a refeição preferida do Lucas).

Vita Boost, tem algumas unidades na cidade de Copenhaga, mas fomos à que está no mercado de Torvehallerne: servem sandes e batidos, sendo que toda a carta é isenta de glúten (foi a refeição preferida do filho mais novo).

Hija de Sanchez, também no mercado de Torvehallerne, é uma “taqueria”: vendem tacos feitos com farinha de milho, com recheios diversos (e picantes!), e toda a carta é isenta de glúten (foi a refeição preferida do pai).

Brass, no Copenhagen Street Food, em Papiroen, vendem wraps à base de ovo com recheios diversos- toda a carta é isenta.

Brasa, também no Copenhagen Street Food, é um mini rodízio brasileiro, e quase toda a carta é isenta, com a excepção das batatas (por culpa do molho que leva).

Experimentamos também o menu sem glúten do Burger King, cujo hambúrguer é melhor do que o do McDonald’s. Pudemos também comparar com o menu sem glúten do Max, uma cadeia sueca, no “saltinho” que demos à cidade de Malmö, situada no outro extremo da ponte de Oresund, que é, sem dúvida, o melhor hambúrguer sem glúten a nível de fast food.

A nível de pastelaria, pudemos visitar a Andersen Bakery, já mencionada pela Cátia, onde havia pão e pastelaria diversa sem glúten, assim como a Landbageriet, com uma oferta imensa de pães e doces. Já no final da nossa estadia, ainda conseguimos dar um salto à Feelgood Bakery, uma padaria pequenina, mas com uma grande variedade de pães (a oferta de doces resumia-se a um folhado e a queques, mesmo assim muito saborosos).

Na minha lista, seguiam também estes restaurantes, mas não tivemos tempo de experimentá-los:

A nível de supermercados, todos os que encontramos tinham uma secção com produtos sem glúten, divergindo sim na variedade de marcas: a cadeia Fotex tinha uma boa selecção de produtos Schar e Semper, enquanto na cadeia Irma e Fakta a escolha era menor (no entanto, visitamos lojas urbanas, mais pequenas, o que poderá limitar a variedade). Existem ainda os supermercados Netto, Rema 1000 e Super Brygsen, mas não chegamos a entrar.

Na Legoland, em Billund, tivemos uma experiência melhor do que na Disneyland Paris: todas as secções temáticas e os seus restaurantes tinham a listagem de alergénios à entrada, pelo que havia mais escolha e refeições mais saborosas do que em Paris. Alguns dos restaurantes tinham pizza congelada sem glúten, que foi a refeição dos miúdos e que, não sendo uma especialidade, era bastante comestível.

Quanto aos hóteis, todos dispunham de pão sem glúten ao pequeno-almoço por rotina: tínhamos solicitado-o na reserva, mas é um produto que servem todos os dias. Optamos também por alugar um apartamento através da plataforma Airbnb perto de vários supermercados em Copenhaga, de modo a termos uma solução segura para refeições, caso houvesse problemas com os restaurantes.

Resumindo, a Dinamarca é um destino apto para celíacos, se bem que, para mim, ainda atrás da Suécia, que já foi tema de post neste blog.

Para mais sugestões de férias sem glúten, podem aceder aos variados posts através da etiqueta férias.



sexta-feira, 4 de março de 2016

Madrid, capital sem glúten em Março


A feira MAD Sem Glúten 2016 está a caminho de vencer todos os números da feira BCN Sem Glúten 2015. Tem uma área de mais de 8000 m2, e inclui no seu programa palestras, degustações de cervejas e chocolates, showcooking e 200 empresas do sector que estarão no local para divulgar os seus produtos e serviços.

A agenda da MAD Sem Glúten irá decorrer de 5 a 7 de Março. A feira conta também com o apoio de todas as associações e federações ligadas ao tema celíaco, tais como a Federação das Associações de Celíacos de Espanha (FACE), a Associação dos Celíacos e Sensíveis ao Glúten de  Madrid e da Associação dos Celíacos da Catalunha.

As entradas para assistir à MAD Sem Glúten estão disponíveis no site www.madglutenfree.com/entradas e Ticketea www.ticketea.com/entradas-feria-mad-gluten-free. A compra antecipada tem um desconto de 20%, sócios e familiares de qualquer associação ou FACE, ACYSGM e ACCA irão beneficiar de um desconto adicional 2€.

Entre as actividades planeadas, o destaque no dia 5 vai para a apresentação em manifestações intestinais do especialista em doença celíaca, Dr. Luis Rodrigo Sáez. Haverá workshops para descobrir a culinária sem glúten para adultos e também para menores, pela Oficina Sem Glúten, no domingo.

O dia de segunda-feira, 7 de Março, é dirigido aos profissionais da restauração, hotelaria, pastelaria, formação, distribuição e indústria em geral dedicados ao mundo "gluten free".

Fonte: Qué!


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Como manter uma dieta sem glúten

Imagem retirada da Net
Para manter uma dieta sem glúten sem sacrifícios é essencial meter a mão na massa: só não teremos saudades dos produtos com glúten se os conseguirmos substituir com saborosos produtos sem glúten... E assim resistir à tentação. Ora, chegar a um pão ou uma bolacha sem glúten que nos encha as medidas não é tarefa fácil, logo todas as ajudas são bem-vindas. Lembrei-me disto a propósito deste artigo com dicas para bem cozinhar sem glúten. 
Este artigo fez-me lembrar os vários posts com temas semelhantes e dicas variadas que existem neste blog, posts esses que foram ficando para trás. Aproveitei para os fazer vir à tona e, quem sabe, ajudar mais alguém que se esteja a iniciar nesta dieta e esteja com dificuldades. Para já, o artigo da Epicurious.


"Evitar uma massa rija 
Bater em demasia a massa do pão de trigo pode causar dureza (isto porque as ligações do glúten tornam-se demasiado fortes e elásticas). Mas no caso da massa de pão sem glúten, é desejável batê-la durante vários minutos pois tal aligeira a sua textura, arejando-a.

Situações pegajosas
As mãos molhadas ou oleadas são muitas vezes o melhor utensílio antiaderente quando se trabalha com massas sem glúten, que podem ser muito pegajosas, pois não têm o corpo e brilho da massa de pão de trigo.

Criar crocância
Os produtos de panificação sem glúten podem tornar-se moles se emitirem muito vapor ao cozer- as massas sem glúten contêm, muitas vezes, um alto nível de humidade, de modo que isto pode acontecer facilmente. As pedras de pizza ajudam a resolver isto e são essenciais para obter pães e massa de pizza crocantes. Outro método consiste em remover os pães das suas formas quando estão suficientemente firmes de modo a manter a sua forma (a cerca de dois terços do final da sua cozedura) e depois acabar de os cozer na prateleira do forno ou numa pedra de pizza pré-aquecida. Além disso, cozer os pães em formas mais pequenas cria mais altura e uma crosta mais saborosa.

Equilibrar sabores
As receitas que pedem uma mistura de farinhas tendem a ter um sabor mais equilibrado do que as que dependem de apenas um tipo. Experimente e prove à medida que cozinha para conhecer os sabores que as diferentes farinhas aportam ao resultado final.

Cuidado com a farinha no ar
Se executa receitas com trigo na mesma cozinha em que faz produtos sem glúten, reserve um armário e um conjunto de ferramentas para cozinhar sem glúten e mantenha as superfícies completamente limpas.

Preservar Frescura
Muitas farinhas sem glúten, incluindo aqueles feitos com leguminosas, nozes e cereais integrais, têm mais gordura do que a farinha normal, pelo que podem estragar-se facilmente. Verifique os prazos de validade e armazene as farinhas que contenham gordura no frigorífico para prolongar a sua frescura."


Outros posts neste blog:

FARINHAS

MELHORANTES

COZINHAR SEM GLÚTEN

DIA A DIA SEM GLÚTEN

COMER FORA DE CASA

LIVROS


quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Genebra sem glúten

Imagem retirada da Net
Aproveito o Dia de Reis para iniciar o novo ano neste blog e também com uma sugestão de visita para quem gosta de planear cedo as suas férias: Genebra, na Suíça. No fundo, não sei se será mais uma sugestão de visita a fazer ou a evitar já que tivemos algumas dificuldades em fazer uma alimentação sem glúten, dificuldades essas que, pelo que li, serão extensíveis a todo este país alpino. Nota-se algum interesse na alimentação Bio e/ou Vegan e alguma atenção à dieta sem glúten, no entanto, mais por questões de estética do que preocupação com o celíaco (sem glúten sim, mas sem certificação ou atenção à contaminação cruzada).

Mesmo em visita aos supermercados, nota-se que a oferta é escassa e, acima de tudo, muito cara. Logo, a minha recomendação seria a opção pelo aluguer de apartamentos em sites como o Airbnb e levar uma mala pequena com mantimentos. Porque, apesar de tudo, Genebra é uma cidade bonita, próxima dos magníficos Alpes, e não devemos ficar em casa com medo de viajar por causa de pequenos percalços.

Os locais a seguir indicados encontrei-os em pesquisa na Net e não são, à excepção do magnífico Miam, exclusivamente sem glúten ou certificados. Apenas indicam disponibilizar refeições/produtos sem glúten. Atenção também aos horários suíços, pois muitos destes locais só abrem de Segunda a Sexta-feira e a grande maioria fecha ao Domingo.

Restaurantes:
MIAM, Rue Adrien-Lachenal 15 (mercearia que serve pequenas refeições e lanches, assim como vende produtos sem glúten, com produção exclusivamente sem glúten e sem lactose- o atendimento é muito simpático: só havendo um macaroon gigante de chocolate e os meus filhos querendo os dois a mesma coisa, fizeram outro na hora!).
I feel bio, Route de Malagnon 259
Giardino Romano, Rue de Saint-Jean 30  
Les Mangeurs, Rue du Prieuré 6
À Table, Boulevard du Pont d´Arve 46
La Cantine des Commerçants, Av.de Sainte - Clotilde 18
Spaghetti Factory, Rue de la Fontaine 13
Vital-Way, Rue Chantepoulet 12
Helveg Café, Av. de Miremont 31 ter
Café de Bourg de Four, Place du Boug-de-Four 13
Chez ma Cousine, Place du Bourg de Four 6
Le Diwane, Rue de Zurich 6

Supermercados:
Migros- vende produtos marca AHA
Sun Store (cadeia de dietéticas)
COOP – vende produtos marca Schar

Pastelarias:
Pougnier Patisserie- a loja na Gare Cornavin vende doces sem glúten congelados, feitos em instalações próprias, que vendem para consumo em casa.

Produtos da Miam













Bom ano para todos!

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Em Londres, restaurante Indigo

Nunca percebi a crítica daqueles que dizem que a comida sem glúten não presta. Entendi-a sempre como vinda de alguém que nunca tinha provado comida "sem glúten" ou que tinha provado, simplesmente, má comida. Esta experiência do restaurante Indigo do Hotel One Aldwich, em Londres, vem comprovar isso mesmo: quem não sabe, come sem preconceitos e aprecia. Cá em casa, é tudo feito sem glúten e não estamos, de todo, privados seja do que for.

Artigo do jornal The Standard.

"Restaurante londrino de topo retira glúten e lacticínios do menú... E ninguém nota.

Imagem retirada da Net
O chef executivo de um dos melhores restaurantes de Londres revelou como alterou os menús de almoço e jantar retirando o glúten e produtos lácteos há meses atrás - e ninguém notou.

Dominic Teague, do restaurante Indigo no Hotel One Aldwych em Covent Garden, disse ao The Standard que trabalhou no seu novo menú ao longo de vários meses, depois de notar um "grande aumento de hóspedes que queriam pratos isentos de glúten e lacticínios".

O Sr. Teague, que trabalhou anteriormente no Lanesborough Hotel e no L'Escargot de Marco Pierre White, acrescentou que tinha "experimentado em primeira mão" o quão difícil era comer fora para aqueles com necessidades dietéticas, pois a sua esposa é intolerante ao glúten e a sua mãe aos lacticínios.

O chef lançou o menu há três meses atrás, tornando-se um dos primeiros na cidade a ter todas as suas ofertas de almoço e jantar isentas de glúten e lacticínios.

Até agora, disse ele, ninguém foi capaz de ver a diferença. "Ninguém disse nada. Temos clientes habituais que têm feito grandes comentários sobre o novo menu, mas não sobre este ser isento de glúten ou produtos lácteos", acrescentou.

"Foi dito apenas a algumas pessoas depois, ou quando pediram alimentos sem glúten. A maioria não podia acreditar. Tivemos imensas pessoas que regressaram. "

O Sr. Teague, de 43 anos, que vive com a sua família em Blackheath, disse que o pão usado no menú foi um desafio especial, e que é feito nas instalações do restaurante. Ao longo de várias semanas, desenvolveu um pão com salicórnia e cebola feito com farinha de trigo-sarraceno - uma das suas criações que mais o orgulha.

Disse: "Os itens mais difíceis foram o pão, o peixe frito e a mousse de chocolate. Mas estes receberam os melhores comentários - especialmente quando se faz uma mousse de chocolate sem leite. Esta é feita com óleo de coco, no seu lugar. "

A sua equipa optou por não anunciar o menu de modo a evitar alienar aqueles sem necessidades dietéticas.

Ele acrescentou: "Uma das minhas prioridades foi não fazê-lo como uma moda passageira. Nós não queremos que as pessoas pensem que fizemos isso apenas para ser diferente. Fiz isso por razões reais e isso encaixa-se na filosofia de saúde e bem-estar do hotel.”

"Quisemos ser subtis acerca isso. Mas ainda somos um hotel de luxo. Se alguém quiser um molho béarnaise com o seu bife, iremos fazê-lo. "



terça-feira, 13 de outubro de 2015

Hoje, em todo o país

Ouvido no último Encontro Nacional de Celíacos da APC, em Coimbra, no passado sábado: a partir de hoje, menú sem glúten em todos os restaurantes McDonald's do país, no seguimento desta notícia. De acordo com o seu Serviço ao Cliente, "poderá compor o seu menú com várias opções de hambúrguer de carne de vaca em pão sem glúten, acompanhado por batata frita, sopa, salada mista ou palitos de cenoura e saladas havaiana e portuguesa".
Mais info aqui.




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