INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



sexta-feira, 29 de junho de 2012

Testemunho de Ataxia

No seguimento deste post, trago hoje mais uma parte do artigo aí mencionado, neste caso um dos três testemunhos apresentados, para elucidar de que modo a ingestão de glúten pode afectar o sistema nervoso em pessoas predispostas geneticamente. 


Imagem retirada da Net

"Carolyn Davison, 39 anos, mãe de dois filhos, de New South Wales, Austrália, viajou meio mundo pelo seu diagnóstico. Davison tinha sido hospitalizada meia dúzia de vezes na sequência de assustadores ataques de paralisia e dormência nas pernas. Quando os médicos cronometraram quanto tempo ela poderia andar antes de desmaiar ou perder o equilíbrio, o melhor tempo era de quatro minutos.

Ela experimentou também outros estranhos sintomas neurológicos. Ela escrevia as suas cartas e o texto saía ao contrário, perdia-se no supermercado, e esquecia-se que estava a falar a meio da frase. Em pouco tempo, Davison não podia trabalhar, tendo desistido do seu trabalho como terapeuta especializada em crianças com atrasos no desenvolvimento e autismo. Como não podia subir escadas, ela mudou-se para uma casa térrea.

Na longa lista de condições para as quais foi testada, incluía-se a síndrome de Guillain-Barré e esclerose múltipla, tendo feito análises de sangue para a doença celíaca. Os seus anticorpos estavam elevados, mas a biópsia não detectou nada. Embora a neurologista de Davison soubesse que pode haver sintomas neurológicos em alguns celíacos, sem um diagnóstico claro de doença celíaca, ela não tinha mais ideias.

Enquanto isso, Davison começou a questionar sua sanidade. Os médicos estavam a desisitir dela, mas os sintomas estavam a piorar. Começou a experimentar episódios assustadores onde não conseguia recuperar o fôlego e não conseguia engolir, engasgando-se com a sua própria saliva. Aterrorizada, Davison assumiu a responsabilidade por si. Entrou on-line e encontrou a pesquisa do Dr. Hadjivassiliou. Mostrou-a à sua neurologista, que a encorajou a atravessar meio mundo para vê-lo.

Armada com pastas cheias com os seus registos médicos, Davison foi para a Inglaterra e reuniu-se com o Dr. Hadjivassiliou. Ele fez apenas um teste adicional, o teste genético para a doença celíaca. O teste não pode diagnosticar a doença celíaca, mas alguns especialistas acreditam que, quando positivo, pode sugerir uma predisposição genética para a sensibilidade ao glúten. Para Davison, o teste genético forneceu mais indícios de que é sensível ao glúten e, depois de três longos anos e tentativas, ela foi finalmente diagnosticada com ataxia pelo glúten.

Depois de ler sobre os muitos atributos da vitamina D, incluindo o possível benefício na esclerose múltipla e outras doenças auto-imunes e neurológicas, Davison começou a completar a sua dieta com esta vitamina. Embora Davison sinta melhoria dos seus sintomas, especialmente no Inverno, os especialistas ainda não endossam a suplementação com vitamina D para a ataxia pelo glúten. A doença celíaca pode causar má absorção nutricional (de cobre e vitaminas B6, B12 e E, por exemplo) que podem afectar o equilíbrio, mas não se considera que a ataxia pelo glúten por si só possa causar deficiências de vitaminas.

Davison também tem que fazer uma coisa de cada vez. Não há como ser polivalente. Depois de dois anos com a dieta livre de glúten, a sua coordenação tem melhorado substancialmente e ela é capaz de andar e fazer suaves exercícios de ioga. Mas não pode abusar:
"O meu problema principal hoje é a fadiga. Ainda não estou a trabalhar, mas comecei a fazer voluntariado várias manhãs por semana na minha área. Essas tardes passo-as na cama." Embora, às vezes, permanecer positiva seja uma luta, olhando para trás, ela consegue ver uma melhoria geral."

Para outro testemunho de ataxia pelo glúten, publicado na revista Living Without, clicar aqui.

Outros artigos
Neuropathy Risk More than Double for Celiac Disease Patients
Neurological disorders and celiac disease.


segunda-feira, 25 de junho de 2012

Bolo de coco e cereja

A receita de hoje é uma adaptação de outra encontrada no site das Selecções do Readers Digest. Para além de ser, obviamente, sem glúten, nela uso doce de cereja, em vez das framboesas originais. A vantagem desta receita, além de ser fácil de fazer, apesar de parecer trabalhosa, é poder alternar o recheio consoante o gosto pessoal ou o que houver no frigorífico. Estou a vê-la ficar igualmente apetitosa com compota de morango, marmelada ou maçãs fatiadas.

Ingredientes:
30 gramas de manteiga (ou gordura equivalente)
120 gramas de açúcar
100 gramas de farinha sem glúten
1 colher de chá de fermento em pó
1 ovo
100 gramas de doce de cereja

Cobertura
2 ovos
115 g de açúcar
135 g de coco ralado seco 

Deite a manteiga, o açúcar e a farinha na cuba da batedeira e misture até obter uma massa areada fina.

Junte os ovos e bata até a massa ficar homogénea. Se necessário, junte um pouco de água para os ingredientes ficarem bem incorporados.

Estenda a massa na forma forrada com papel vegetal (ou use uma forma de silicone) de maneira a cobrir o fundo e barre com o doce de cereja.

Para fazer a cobertura, bata os ovos e o açúcar numa tigela grande com uma batedeira eléctrica até obter um creme espesso e esbranquiçado. Junte o coco e misture bem. Deite este preparado sobre o doce de framboesa, espalhando de maneira a obter uma camada homogénea.

Leve ao forno durante 30 minutos a 160ºC, ou até a cobertura ficar alourada e firme. Deixe arrefecer antes de fatiar.




quarta-feira, 20 de junho de 2012

Biscoitinhos de goiabada

Encontrei esta receita em vários sites brasileiros, pelo que a receita que coloco hoje é uma mistura das várias receitas que encontrei. Para quem não gosta de goiabada, penso que poderá usar a portuguesa marmelada.

Ingredientes:
240 gramas de farinha sem glúten
1 colher de chá de fermento em pó
½ colher de chá de sal
60 gramas de margarina
80 gramas de açúcar
1 colher de chá de essência de baunilha
1 ovo
100 gramas de goiabada

Numa tigela, misture a farinha com o fermento e o sal. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, bata a margarina com o açúcar até obter uma mistura cremosa. Acrescente a essência de baunilha e o ovo, e misture bem.

Junte, por fim, a farinha reservada e bata até obter uma massa lisa e macia, fácil de moldar. Deixe então a massa descansar uns 15 minutos.

Findo esse tempo, faça bolinhas com a massa, aperte com o dedo no centro e coloque aí um pedacinho de goiabada, colocando massa à sua volta para segurá-lo bem.

Vai ao forno a 180ºC durante 20 a 25 minutos até os biscoitos atingirem uma cor dourada. Retire e deixe arrefecer.

Dá cerca de 24 biscoitos.






















terça-feira, 19 de junho de 2012

Cerveja Estrella Damm em Portugal

Recentemente, em 2011, a cerveja espanhola sem glúten Estrella Daura ganhou o prémio da melhor cerveja do mundo nessa categoria. Agora, em 2012, a marca Estrella Damm entra no mercado nacional, através da Sumol+Compal, mas com uma gama limitada a cinco cervejas, onde não se inclui a versão sem glúten. Considerando que nenhum produtor nacional oferece uma cerveja sem glúten, esta seria a oportunidade perfeita para dispormos de este produto em mais locais e a um preço (possivelmente) mais baixo. E se bem o pensei, bem o fiz: contactei a Sumol+Compal e sugeri trazerem a Estrella Daura para gáudio dos intolerantes ao glúten portugueses. O meu contacto só por si, provavelmente, não dá em nada, mas se formos muitos... quem sabe. Fica a proposta.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Testemunho " O Glúten e a Gravidez"

Imagem retirada da Net
O post de hoje é um relato em primeira mão dos possíveis efeitos da ingestão de glúten durante a gravidez em grávidas susceptíveis de intolerância a esta proteína. Aproveito para agradecer a colaboração da Ana Pimenta, a autora deste testemunho, por partilhar connosco a sua história de uma maneira tão completa. Num país em que a informação ainda não circula como deveria e a maioria dos médicos não está actualizada como deveria, são relatos como estes que podem ajudar mulheres em situações semelhantes a perceber o que se passa com elas. Obrigada Ana!


"Em Julho de 2010 uma nova “sementinha” pegou cá por casa… Novas aspirações…e muitas aventuras por vir!

A gravidez anterior tinha decorrido de forma impecável… Tirando náuseas e vómitos constantes! Lá para o fim dessa gravidez sempre que comia bolos, bolachas ou pão ficava com um sabor horrendo na boca. Brincava com o meu marido e dizia que o bebé não gostava de “amido”. Sobrevivi a iogurtes, leitinhos, queijinhos sempre com grande mau estar e vómitos infindáveis. Findo o parto nunca mais tal se verificou.

Nova gravidez vida nova… e que vida!

No segundo trimestre a barriga aumentou descomunalmente! O aumento de peso era insignificante e o bebé grande. Comecei a ter meteorismo e cólicas marcadas. O timpanismo abdominal era incrível…parecia um tamborzinho. Costumávamos brincar e dizíamos que o bebé era tão grande que empurrava de tal forma o intestino que este andava aprisionado: daí as cólicas.

Nos últimos quinze dias antes do parto e, por necessidade médica, tive de ficar em repouso absoluto. Não conseguia comer nada. O leite, esse, passei a regurgitá-lo! Tinha cólicas de tal forma intensas que, literalmente, chorava agarrada à cabeceira da cama. Claro que o culpado era o bebé que será com certeza “karateca”!

Após o parto e apesar de só ter aumentado 5,5 kg, o abdómen manteve-se com muito meteorismo. Era gozada por todos… parecia que nunca mais ia recuperar a forma. Ora isto não fazia sentido, não tinha aumentado de peso, recuperei de imediato o peso anterior e, tirando a barriguinha, até estava magra!

Amamentei com sucesso … bebé competente e mamã motivada – uma fórmula de sucesso! Nunca tinha tido tanta fome na minha vida. Chegava a beber uns 10 iogurtes por dia com reforços de queijinhos frescos, pãezinhos e bolachinhas pelo meio.

Progressivamente as minhas cólicas foram aumentando. A flacidez abdominal (posteriormente descoberto de causa neurológica) mantinha-se de tal modo que as ansas intestinais doridas e distendidas pareciam flutuar dentro de mim.

Este quadro durou uns 3 meses. Mantinha obstipação mas, com episódios de esteatorreia. Até que surgiu diarreia tipo tropical…parecia ter regressado de uma viagem ao norte de África!

Comecei a associar as cólicas ao leite e a suspeitei que tinha intolerância à lactose. Daí a pensar que também tinha intolerância ao glúten foi um pulinho! A última ingestão de uma fabulosa fatia de pão alentejano quentinho e acabado de sair do forno foi desastrosa … quase derreti e fiquei sem iões.

A gravidez, grande desafio imunológico que é, pregou-me uma partida*. Em vez de me trazer um só presentinho, trouxe-me dois… O Pedro e a doença celíaca.

Inverti a marcha diagnóstica / terapêutica… Optei por não realizar biopsia intestinal e pesquisa de anticorpos específicos antes de iniciar a dieta sem glúten. Estava envolta em tantos outros problemas de saúde que, na verdade, a doença celíaca, da qual estava segura, era apenas mais uma pedrinha no sapatinho.

Procurei uma dietista, e iniciei dieta isenta de glúten e lactose. As melhoras foram lentas, mas graduais.

Passados 10 meses de dieta sem glúten consigo associar com precisão os sintomas que derivam do glúten (diarreia, meteorismo, cólicas abdominais, cefaleias e astenia), e quais se devem à lactose (diarreia, flatulência, cólicas abdominais intensíssimas e marcado meteorismo).

A biopsia, 10 meses passados com dieta sem glúten, ainda mostrava ligeiros sinais sugestivos de doença celíaca e os anticorpos foram negativos. Contudo, e mais importante, a clínica estava e sempre esteve lá. Foi como juntar as peças de um pequeno puzzle:

Ainda eu andava na faculdade (hmmmm…há uns bons aninhos atrás…na verdade umas duas décadas!) e ocasionalmente surgiam “bagos de arroz” nas fezes. Primeiro pensei em parasitas, mas a pesquisa destes foi negativa. Ficou a má absorção de gorduras … não fazia sentido…não tinha qualquer outro sintoma. Fiquei sempre com uma pulguinha atrás da orelha.

Na primeira gravidez surgiu bócio embora eutiroideu e as náuseas e vómitos (emese gravídica? intolerância ao glúten e lactose?). Tive zona por duas vezes. Mais uma vez, desconcertante. Outra pulguinha atrás da orelha … mas o que se passaria com a minha imunidade? (Só por causa da gravidez não fazia sentido!). Antes da última gravidez alguns marcadores imunológicos inespecíficos positivaram. Segunda gravidez … zona novamente … e … Bingo … doença celíaca instalada.

Bendita dieta! Pelo meio houve muitos erros. Na verdade, continuo a aprender diariamente.

Citando Kathleen Moris, autora de “Amazing Grace " –  Life is easier to take than you think; all that is necessary is to accept the impossible, do without the indispensable and bear the intolerable!”.
* O efeito da gravidez na doença celíaca

Existe preocupação sobre a reactivação ou o desmascarar de doença celíaca não diagnosticada durante a gravidez e no período pós parto. Vários autores relataram casos em que a doença celíaca foi diagnosticada apenas após o parto.  

Malnick et al 1 relatou 3 casos nos quais mulheres previamente saudáveis apresentaram diarreia, perda ponderal e má absorção após o parto e por doença celíaca de novo. Também, Corrado et al 2 relatou 10 casos de doença celíaca diagnosticada durante a gravidez.

O surgir de doenças auto-imunes durante a gravidez (artrite reumatoide, Lupus eritematoso sistémico e outras conectivites) não é tão raro como se possa pensar. É, no entanto, necessário elevado nível de suspeição clínica para efetuar diagnóstico precoce e preciso.

1.     Malnick SD, Atali M, Lurie Y, et al: Celiac sprue presenting during the puerperium: A report of three cases and a review of the literature. J Clin Gastroenterol 1998;26:164–166
2.     Corrado F, Magazzu G, Sferlazzas C: Diagnosis of celiac disease in pregnancy and puerperium: Think about it. Acta Obstet Gynecol Scand 2002;81:180–181"

quinta-feira, 14 de junho de 2012

De génio

Numa ida recente a Espanha, e através de uma dica do fórum espanhol Celiacos, encontrei na secção dos congelados do Carrefour, o pão da marca britânica Genius. Já conhecia a marca e a sua boa reputação através de blogs ingleses e trouxe o pão de forma branco fatiado para experimentar. De facto, só lamento que não exista à venda cá... é, sem dúvida, o melhor pão sem glúten (entre os disponíveis no mercado, não os caseiros) que já provámos. Os espanhóis parecem concordar. Custa 3,5 € o pacote e traz 15 fatias de pão sem glúten, sem lácteos, sem soja. Esperemos que alguma empresa importadora se lembre de o trazer para cá...

O pão come-se bem sem torrar, mas o miúdo
queria uma tosta mista...

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Cake pops sem glúten

Os cake pops são uma daquelas ideias que nos fazem perguntar porque é que não nos lembramos disso antes. Pequenos pedaços de bolo enfiados num pauzinho, na medida certa para quem não come uma fatia inteira, ou práticos à medida do apetite "take away" das crianças em festas. A criadora dos mesmos foi a autora do site Bakerella, e disponibiliza um vídeo no Youtube sobre como fazer os mesmos. 

Eu decidi aproveitar algumas fatias de pão-de-ló que tinham sobrado da Páscoa (feito pela Coisas Kom Sentido) e que tinha congelado para fazer uma experiência com os cake pops. Tentei que a receita fosse menos calórica e substituí o frosting que se junta ao bolo, por puré de maçã sem açúcar da marca Continente. Descobri também que as bolas não podem ser muito grandes e que o chocolate tem que ficar bastante líquido. Digamos que, eu e a cozinha, ficámos cobertas de chocolate com esta experiência. Mas valeu a pena, os cake pops foram um sucesso e dão pouco trabalho especialmente se estivermos a "reciclar" sobras de bolos. Caso se faça um bolo de raíz, deverá ser um bolo com uma massa ligeiramente húmida. Fica a minha adaptação dos cake pops.

Ingredientes:
Meio bolo
1 pote de puré de maçã
1/2 tablete de chocolate de culinária
Paus de espetadas / pirulitos
Enfeites para bolos / coco ralado / açúcar colorido
1 esponja para vasos

Com as mãos, desfaça o bolo para uma tigela. Junte-lhe o puré, amasse bem e forme pequenas bolas, que deverá levar ao congelador durante 30 minutos.

No final desse tempo, derreta um pouco de chocolate e cubra as pontas dos paus; coloque-os até meio dos cake pops, e leve novamente ao congelador por mais 15 a 20 minutos.

Derreta o resto do chocolate no micro-ondas, em intervalos de 30 segundos, até estar bem líquido (tenha cuidado, o chocolate queima facilmente). Mergulhe os cake pops no chocolate, sacuda o excesso com suavidade e enfeite como entender. Coloque na esponja para endurecer. Quando tiver terminado, leve ao frigorífico até servir.

Estas medidas rendem 9 a 10 cake pops.


































quinta-feira, 7 de junho de 2012

Goma xantana vs. goma de guar

O post de hoje é a tradução de um artigo encontrado no blog da empresa Bob's Red Mill, uma das mais conhecidas empresas norte-americanas a venderem farinhas sem glúten. Nele, abordam-se as diferenças e finalidades das gomas mais usadas na culinária sem glúten, a goma xantana e a goma de guar.

"Se começou há pouco na culinária sem glúten pode perguntar-se: "Qual é a diferença entre a goma xantana e a goma guar?" Ambos os ingredientes são frequentemente usados em receitas sem glúten o que pode parecer exótico à primeira vista, mas ambos servem o mesmo propósito geral de espessar e emulsionar. Simplesmente, estes dois ingredientes ajudam a manter as suas misturas de farinhas, misturadas. Evitam que as gotículas de óleo se colem e separem, e que as partículas sólidas criem sedimentação no fundo. Pode usar apenas uma ou a outra, ou, às vezes, para melhores resultados, pode usá-las juntas.
Em receitas convencionais que contenham farinha de trigo, centeio, cevada, ou triticale, a proteína que é o glúten exerce, nestes quatro grãos ,o mesmo propósito que a goma guar e a goma xantana fazem na culinária sem glúten. A proteína do glúten é o apoio nas receitas tradicionais para fazer a massa engrossar, e manter as bolhas de ar presas para manter as suas preparações ​​leves e fofas. A goma de xantana tende a permitir que os amidos colaborem em manter o ar preso, enquanto a goma de guar ajuda a manter as partículas grandes em suspensão.
Uma das diferenças entre os dois produtos é o seu local de origem. A goma de guar é feita a partir de uma semente nativa da Ásia tropical, enquanto a goma xantana é feita por um microrganismo chamado Xanthomonas Camestris.
Na cozinha, existem também diferenças importantes na utilização da goma xantana vs goma de guar. Geralmente, a goma de guar é boa para alimentos frios tais como gelados ou recheios, enquanto a goma xantana é melhor para produtos de pastelaria. A goma xantana é a escolha certa para pães com fermento. Os alimentos com alto teor de ácido (como o sumo de limão) podem fazer a goma de guar perder as suas habilidades de espessamento. Assim, em receitas com citrinos, deverá usar goma xantana ou aumentar a quantidade de goma guar a utilizar.
No geral, o melhor é adicionar tanto a goma xantana como a goma de guar ao óleo da receita, misturando completamente o óleo e a goma antes da adição dos restantes ingredientes líquidos. Com uma centrifugadora ou um processador de alimentos, deverá conseguir que as gomas se dissolvam bem.
A diferença final entre as duas gomas é a variação nas quantidades que precisa para diferentes alimentos. Não existem regras rígidas e rápidas para combinar as duas gomas; você terá que experimentar por si mesmo para ver o que funciona melhor nas suas receitas. Se decidir usar apenas uma ou outra, aqui estão algumas medidas úteis para os alimentos mais populares:
Quanta goma xantana na culinária sem glúten?
Bolachas .................................... ¼ colher de chá por 140 gramas de farinha
Bolos e panquecas .................... ½ colher de chá por 140 gramas de farinha
Muffins e pães rápidos ............ ¾ colher de chá por 140 gramas de farinha
Pães ..................................... 1-1 - ½ colher de chá por 140 gramas de farinha
Massa de pizza ............................. 2 colheres de chá por 140 gramas de farinha
Molhos para salada ... Use ½ colher de chá de goma xantana por cada 240 ml de líquido.
Quanta Goma de Guar na culinária sem glúten?
Bolachas .................................... ¼ a ½ colher de chá. por 140 gramas de farinha
Bolos e panquecas .................... ¾ colher de chá por 140 gramas de farinha
Muffins e pães rápidos ............. 1 colher de chá por 140 gramas de farinha
Pães ..................................... 1 - ½ a 2 colheres de chá por 140 gramas de farinha
Massa de pizza .............................. 1 colher de sopa por 140 gramas de farinha
Para alimentos quentes (molhos, ensopados) ... Use 1-3 colheres de chá por um quarto de líquido.
Para alimentos frios (saladas, gelados, pudins) … Use cerca de 1-2 colheres de chá por um quarto de líquido."

Outras informações:
Efeito das Gomas Xantana e/ou Guar na Textura de Pães Isentos de Glúten Elaborados Com Farinhas de Arroz e de Milho 

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...