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sábado, 5 de agosto de 2017

Nova Iorque sem glúten

As nossas férias este ano passaram pela “capital do mundo”, Nova Iorque. Este era um destino que estava escolhido há já algum tempo, mas para o qual ainda não tínhamos tido a oportunidade de ir- para além do interesse em visitar a cidade que é Nova Iorque, era também um destino onde, com alguma facilidade, conseguiríamos manter a nossa dieta sem glúten.

Reuni sem problemas (com a ajuda do Google) uma lista de restaurantes e pastelarias onde encontraríamos opções sem glúten: com algumas raras excepções, eram, no entanto, locais com cozinhas partilhadas e que obrigariam a uma vigilância mais apertada. A dificuldade maior foi na selecção porque eram imensos os locais com opções sem glúten. 

Os preços são outra preocupação: Nova Iorque é muito, muito cara, os museus, os restaurantes, os supermercados, os transportes… As poucas atracções a custo zero passam por visitas a lojas como a Lego Store ou a M&M Store, que os miúdos adoram ver, ou passeios pela cidade em Central Park, Highline Park ou a Ponte de Brooklyn, por exemplo. Existem também muitos e bem apetrechados parques infantis, onde os miúdos se divertem e os pais podem descansar as pernas dos vastos quilómetros que se percorrem diariamente para ver esta cidade. Os esquilos nos parques também são um bom entretenimento e grátis!

A nível da hospedagem, nós ficamos num hotel, mas um aluguer de apartamento (pelo airbnb, por exemplo) dá a vantagem de se poder cozinhar e evitar os preços dos restaurantes. Para compras de comida, o local de eleição é sem dúvida o Whole Foods que, apesar de ser mais caro que outros supermercados como o Trader Joe’s ou Fairway Market, possui uma vasta selecção de produtos sem glúten. Tem ainda zonas para refeições disponibilizando condimentos e micro-ondas, onde se pode comer os produtos comprados na loja: foi a nossa salvação num almoço em que estávamos longe de um restaurante com opções sem glúten, tendo preparado sanduíches com produtos adquiridos no supermercado.

A maioria dos hóteis em Nova Iorque com preços médios não disponibiliza pequenos-almoços: uma estadia num hotel que não o faça implica que tenha no quarto um frigorífico e um micro-ondas onde possa guardar e aquecer produtos comprados nos supermercados- ou então tomar o pequeno-almoço fora o que implica mais custos e mais riscos para a dieta. No nosso caso, o hotel tinha pequeno-almoço que, contudo, não incluía opções sem glúten, pelo que levávamos o pão e os cereais e completávamos com os iogurtes, chá, café, fruta, ovos, mel e manteiga de amendoim que o hotel disponibilizava.

Para as deslocações viajamos com a KLM e a Delta Airlines: reservamos antecipadamente as refeições sem glúten a bordo e, perto da data de partida, reconfirmei que as refeições estavam agendadas. Não houve algum contratempo e foram-nos disponibilizadas opções sem glúten durante o voo. Entretanto, devido a um atraso da Delta, perdemos a ligação no aeroporto de Schipjol, em Amesterdão, e acabamos por passar lá mais tempo do que desejaríamos. Procuramos uma opção sem glúten para almoçar e foi quase como procurar uma agulha num palheiro. Contudo, ao pesquisar na Net, apercebemo-nos de que o McDonald’s na Holanda também já disponibiliza pão sem glúten e lá veio a fast food em nosso socorro.

Regressados, finalmente, restam-nos as fotos e as memórias que hão-de perdurar, assim como a certeza de que não nos devemos deixar limitar por restrições alimentares. Como já referi outras vezes, é preciso apenas uma mochila generosamente recheada para qualquer eventualidade, e mais preparação do que o habitual: a lista de atracções a visitar deve indicar quais as opções sem glúten perto de cada uma e definir a priori quais os roteiros a percorrer (para os EUA, a app Find Me Gluten Free é quase imprescindível).

Boas férias!


RESTAURANTES COM OPÇÕES SEM GLÚTEN
A congénere americana da conhecida pastelaria francesa, serve pequenas refeições e doces ao estilo americano. O serviço é simpático e fica perto do Museu Guggenheim. Tem instalações 100% sem glúten.
Na zona de Hell’s Kitchen, este restaurante italiano serve pizza à base de farinha de grão-de-bico e uma focaccia deliciosa. Também tem pratos de massa. O serviço é muito simpático.
Servem hambúrgueres à la carte na zona de Times Square, sendo que os recheios e os molhos são todos personalizáveis.
Sendo a dona celíaca, o menú é quase todo sem glúten. Comida ao estilo diner americano, tem 4 espaços em Manhattan.
Um restaurante chinês com menú sem glúten perto do Museu de História Natural. Porções generosas e saborosas a acompanhar uma saudade imensa de comida chinesa.
Como o nome indica, este é um restaurante de comida mexicana em que as opções sem glúten estão indicadas no menú (e são muitas). Pode-se escolher guacamole com tortillas para entrada e o mesmo é preparado à nossa frente. Fica na zona de Union Square Park.
Uma pequena loja de take-away, a escassos metros do nosso hotel, permanentemente cheia. O único prato é o Poké, uma receita havaiana à base de atum crú e arroz (também há a versão com frango ou tofu). Quase todas as opções de acompanhamentos e molhos são sem glúten, convém verificar com os funcionários. Várias localizações em Manhattan.
Na zona de Brooklyn Bridge, fica esta pizzaria com dezenas de opções no menú, entre elas a pizza sem glúten. Pizzas grandes e das mais saborosas que já comemos, o serviço é que não foi nada de especial.
Localizado no Gotham West Market, um antigo mercado reconvertido para zona de restauração, disponibiliza comida orgânica, saudável, sem glúten. As doses não são grandes, mas é uma boa opção para quem vai visitar o porta-aviões Intrepid, Sea and Air Museum.
Com várias localizações, a unidade de Hell’s Kitchen decorado ao estilo industrial serve uns saborosos hambúrgueres tão grandes que se come melhor de faca e garfo. O serviço foi agradável.

Outras opções que não visitámos:

PASTELARIAS/LOJAS COM OPÇÕES SEM GLÚTEN
Já acima mencionada, tem alguns doces iguais à loja de Paris, mas aposta mais em muffins, pies e cheesecakes. Contudo, a qualidade é semelhante.
Com uma oferta semelhante à Noglu, e com igual nível de qualidade, peca por não ter zona para sentar.

Outras opções que não visitámos:




domingo, 30 de julho de 2017

Dicas para férias

Imagem retirada da Net
Um dos grandes receios de alguém que faz uma dieta sem glúten são as férias. O medo de não encontrar produtos ou refeições aptas é grande, especialmente para os pais de crianças que fazem esta dieta. No entanto, é possível fazer férias sem glúten, o truque está na preparação e, felizmente, vivemos na época da Internet onde tudo o que precisamos de saber se encontra apenas à distância de um clique.

Usando um motor de busca, como o Google, e pesquisando o nosso destino com as palavras "sem glúten" resultará, de certeza, em alguns, se não muitos, resultados. Se pesquisar em Inglês, como por exemplo "Rome gluten free" (caso queira ir a Roma), terá ainda mais resultados. Aproveito então, e como estamos em tempo de férias, para indicar alguns sites onde poderá encontrar bastantes sugestões:














Sugiro também que, com o destino traçado, procure no site da associação local de celíacos informações sobre restaurantes e hotéis, assim como em grupos de facebook de celíacos, onde encontrará de certeza boas dicas. Irá ver que não é assim tão complicado viajar sem glúten e quererá repetir a experiência uma e outra vez. Não será fácil como para quem não tem restrições alimentares, mas valerá certamente a pena.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Hóteis sem glúten

Uma notícia que vi hoje no Sapo Viagens e que merece ser partilhada:

"Vila Galé com pequeno-almoço sem glúten

Esta opção estará disponível a partir de 1 de dezembro nos 20 hotéis do grupo em Portugal. E não representa custos adicionais para os hóspedes que tenham este tipo de necessidades alimentares.

Este pequeno-almoço – que inclui diferentes tipos de pão, cereais e pastelaria isentos de glúten, lacticínios e sumo – segue as recomendações da Associação Portuguesa de Celíacos. “Sabemos que o número de pessoas com intolerância ou alergia ao glúten tem vindo aumentar e queremos ter uma oferta alimentar que responda às suas necessidades de saúde. Ao disponibilizarmos um pequeno-almoço apto para celíacos, queremos reforçar a confiança destes hóspedes, assegurando-lhes que tivemos todos os cuidados necessários na escolha, preparação e confeção dos alimentos que o compõem, sem risco de contaminações cruzadas», explica o diretor de Alimentação e Bebidas da Vila Galé, Miguel Santos.

“Ao garantir a sua segurança e a sua saúde, trata-se de prestar um melhor serviço, até porque não há ainda muitos hotéis em Portugal com oferta pensada para este público”, acrescenta."


segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Hamburgo sem glúten

No seguimento da nossa viagem à Dinamarca tivemos a oportunidade de passar algum (pouco) tempo na cidade alemã de Hamburgo. Pudemos então constatar que, apesar das boas e variadas lojas online alemãs de produtos sem glúten, o mesmo não se traduz num conhecimento generalizado sobre a doença celíaca e a dieta sem glúten e oferta a nível da restauração e comércio de rua. Sendo assim, na minha pesquisa encontrei apenas 3 opções de restaurantes sem glúten o que, numa cidade grande como Hamburgo, é pouco:

Block House - restaurante de grelhados, tem carta sem glúten.
Cha Cha - restaurante asiático, com os pratos isentos identificados no menú.
Rudolph's - pizzaria sem glúten que não chegamos a visitar.

A nível de supermercados, só encontramos lojas da cadeia Rewe com um pequeno sortido de produtos sem glúten, com uma predominância clara de produtos da Schar. Encontramos também a habitual oferta de produtos sem glúten na cadeia americana de cafés Starbucks. 

Para uma visita rápida, a oferta que encontramos foi suficiente, mas teria sido mais complicado seguir a dieta numa viagem mais longa- a Alemanha a uns passos atrás dos seus vizinhos a Norte.


























quarta-feira, 29 de junho de 2016

Dinamarca sem Glúten: Legoland e Copenhaga

Aproveitando o início do Verão, deixo hoje uma sugestão de férias que já anteriormente tinha sido gentilmente feita pela Cátia Sousa: a Dinamarca. Aproveitando as dicas dadas pela Cátia, visitamos Copenhaga e a Legoland, localizada em Billund, a cerca de 240 quilómetros da capital. Passamos também pela cidade de Hamburgo, na Alemanha, mas isso ficará para outro post

Como esperado, manter a dieta sem glúten não teve nenhuma dificuldade. Fiz a minha pesquisa antes de partirmos e, dada a oferta, acabamos por não chegar a visitar todos os restaurantes que tinha encontrado. No entanto, regra geral, mesmo que não exista uma carta completamente isenta de glúten, o pessoal da restauração sabe indicar os alergéneos presentes- pelo que soube, as dietas específicas fazem parte da formação em restauração . Ficam aqui os que chegamos a visitar:

DOP, “restaurante” sobre rodas, é uma roulotte que estaciona em frente à Torre Redonda e que vende cachorros quentes ecológicos: as salsichas são todas sem glúten e, em alternativa ao pão, servem-nas com puré e molhos à escolha (acabou por ser a refeição preferida do Lucas).

Vita Boost, tem algumas unidades na cidade de Copenhaga, mas fomos à que está no mercado de Torvehallerne: servem sandes e batidos, sendo que toda a carta é isenta de glúten (foi a refeição preferida do filho mais novo).

Hija de Sanchez, também no mercado de Torvehallerne, é uma “taqueria”: vendem tacos feitos com farinha de milho, com recheios diversos (e picantes!), e toda a carta é isenta de glúten (foi a refeição preferida do pai).

Brass, no Copenhagen Street Food, em Papiroen, vendem wraps à base de ovo com recheios diversos- toda a carta é isenta.

Brasa, também no Copenhagen Street Food, é um mini rodízio brasileiro, e quase toda a carta é isenta, com a excepção das batatas (por culpa do molho que leva).

Experimentamos também o menu sem glúten do Burger King, cujo hambúrguer é melhor do que o do McDonald’s. Pudemos também comparar com o menu sem glúten do Max, uma cadeia sueca, no “saltinho” que demos à cidade de Malmö, situada no outro extremo da ponte de Oresund, que é, sem dúvida, o melhor hambúrguer sem glúten a nível de fast food.

A nível de pastelaria, pudemos visitar a Andersen Bakery, já mencionada pela Cátia, onde havia pão e pastelaria diversa sem glúten, assim como a Landbageriet, com uma oferta imensa de pães e doces. Já no final da nossa estadia, ainda conseguimos dar um salto à Feelgood Bakery, uma padaria pequenina, mas com uma grande variedade de pães (a oferta de doces resumia-se a um folhado e a queques, mesmo assim muito saborosos).

Na minha lista, seguiam também estes restaurantes, mas não tivemos tempo de experimentá-los:

A nível de supermercados, todos os que encontramos tinham uma secção com produtos sem glúten, divergindo sim na variedade de marcas: a cadeia Fotex tinha uma boa selecção de produtos Schar e Semper, enquanto na cadeia Irma e Fakta a escolha era menor (no entanto, visitamos lojas urbanas, mais pequenas, o que poderá limitar a variedade). Existem ainda os supermercados Netto, Rema 1000 e Super Brygsen, mas não chegamos a entrar.

Na Legoland, em Billund, tivemos uma experiência melhor do que na Disneyland Paris: todas as secções temáticas e os seus restaurantes tinham a listagem de alergénios à entrada, pelo que havia mais escolha e refeições mais saborosas do que em Paris. Alguns dos restaurantes tinham pizza congelada sem glúten, que foi a refeição dos miúdos e que, não sendo uma especialidade, era bastante comestível.

Quanto aos hóteis, todos dispunham de pão sem glúten ao pequeno-almoço por rotina: tínhamos solicitado-o na reserva, mas é um produto que servem todos os dias. Optamos também por alugar um apartamento através da plataforma Airbnb perto de vários supermercados em Copenhaga, de modo a termos uma solução segura para refeições, caso houvesse problemas com os restaurantes.

Resumindo, a Dinamarca é um destino apto para celíacos, se bem que, para mim, ainda atrás da Suécia, que já foi tema de post neste blog.

Para mais sugestões de férias sem glúten, podem aceder aos variados posts através da etiqueta férias.



quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Genebra sem glúten

Imagem retirada da Net
Aproveito o Dia de Reis para iniciar o novo ano neste blog e também com uma sugestão de visita para quem gosta de planear cedo as suas férias: Genebra, na Suíça. No fundo, não sei se será mais uma sugestão de visita a fazer ou a evitar já que tivemos algumas dificuldades em fazer uma alimentação sem glúten, dificuldades essas que, pelo que li, serão extensíveis a todo este país alpino. Nota-se algum interesse na alimentação Bio e/ou Vegan e alguma atenção à dieta sem glúten, no entanto, mais por questões de estética do que preocupação com o celíaco (sem glúten sim, mas sem certificação ou atenção à contaminação cruzada).

Mesmo em visita aos supermercados, nota-se que a oferta é escassa e, acima de tudo, muito cara. Logo, a minha recomendação seria a opção pelo aluguer de apartamentos em sites como o Airbnb e levar uma mala pequena com mantimentos. Porque, apesar de tudo, Genebra é uma cidade bonita, próxima dos magníficos Alpes, e não devemos ficar em casa com medo de viajar por causa de pequenos percalços.

Os locais a seguir indicados encontrei-os em pesquisa na Net e não são, à excepção do magnífico Miam, exclusivamente sem glúten ou certificados. Apenas indicam disponibilizar refeições/produtos sem glúten. Atenção também aos horários suíços, pois muitos destes locais só abrem de Segunda a Sexta-feira e a grande maioria fecha ao Domingo.

Restaurantes:
MIAM, Rue Adrien-Lachenal 15 (mercearia que serve pequenas refeições e lanches, assim como vende produtos sem glúten, com produção exclusivamente sem glúten e sem lactose- o atendimento é muito simpático: só havendo um macaroon gigante de chocolate e os meus filhos querendo os dois a mesma coisa, fizeram outro na hora!).
I feel bio, Route de Malagnon 259
Giardino Romano, Rue de Saint-Jean 30  
Les Mangeurs, Rue du Prieuré 6
À Table, Boulevard du Pont d´Arve 46
La Cantine des Commerçants, Av.de Sainte - Clotilde 18
Spaghetti Factory, Rue de la Fontaine 13
Vital-Way, Rue Chantepoulet 12
Helveg Café, Av. de Miremont 31 ter
Café de Bourg de Four, Place du Boug-de-Four 13
Chez ma Cousine, Place du Bourg de Four 6
Le Diwane, Rue de Zurich 6

Supermercados:
Migros- vende produtos marca AHA
Sun Store (cadeia de dietéticas)
COOP – vende produtos marca Schar

Pastelarias:
Pougnier Patisserie- a loja na Gare Cornavin vende doces sem glúten congelados, feitos em instalações próprias, que vendem para consumo em casa.

Produtos da Miam













Bom ano para todos!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Galiza sem glúten

Após uns dias passados na Galiza, pode-se dizer que esta está bem e recomenda-se a todos os que seguem uma dieta sem glúten. Já tive várias oportunidades neste blog de exemplificar como a Espanha está tão mais à nossa frente na questão da dieta sem glúten, mas esta visita mostrou quão grande é a distância.

Usando as dicas dadas pelo blog Celiacos a los Treinta, construímos o nosso roteiro de férias e não tivemos nenhum problema em manter a dieta em viagem. Desde inúmeros locais onde comprar produtos sem glúten, até restaurantes com carta própria e pastelarias dedicadas, não nos faltaram opções para comer. Ora vejam:

Santiago de Compostela

Restaurante Casal do Cabildo (Rua de San Pedro, 18)- não tem carta própria, mas os empregados estão familiarizados com a dieta e avisam quais os pratos isentos. Têm pão sem glúten.

Obrador Santa Real (Algalia de Arriba, 1)- uma pastelaria/mercearia que vende os típicos doces de santiago como a tarta e os feuchos. Feitos à base de amêndoa, são isentos de glúten neste local porque não produzem nenhum produto com glúten.

A Coruna

Raxaria As Neves (Ronda de Outeiro, 300)- o prato típico deste restaurante é o raxo, uma espécie de rojões de porco, fritos em azeite e alho. A filha do dono do restaurante é celíaca e o estabelecimento tem acordo com a Associação Galega de Celiacos. Provamos também a tortilha de batatas, deliciosa, e havia sobremesas sem glúten, mas já estávamos cheios. Têm pão sem glúten e uma atenção especial com as crianças. O serviço foi excelente.

Celicatessen (Rua Federico Tapia, 12)- uma pastelaria 100% sem glúten com muita variedade de produtos saborosos e de qualidade. O atendimento foi excelente e denotava um verdadeiro interesse em ajudar os celíacos e outros com diferentes intolerâncias (os produtos são isentos de lacticínios também). O pequeno-almoço que aí tomamos ficou na memória. Menção especial às madalenas.

Noia

Trattoria La Rustica (Calle Lugo, 8)- depois de visitarmos o Cabo Finisterra, demos um salto a Noia para almocar neste restaurante italiano. Quase toda a carta é adaptável para sem glúten, incluindo algumas sobremesas. Ainda que não estivesse ao nível de alguns restaurantes que visitamos em Itália, a massa e a pizza eram bastante saborosas. O serviço é agradável.

Vigo

Zona Cero Restaurante Tapería (Calle de Mexico, 8)- este restaurante no centro de Vigo tem assinalado na carta quais os pratos sem glúten e são-no quase todos, incluindo sobremesas como crepe e bolo de chocolate. Têm pão sem glúten e um serviço agradável. Têm também acordo com a Associação Galega de Celiacos.

Pan Para Todos (Calle Manolo Martínez, 15)- uma padaria/pastelaria 100% sem glúten, com imensa variedade e qualidade em doces e salgados. Só peca por não ter um espaço para sentar, para pequenos-almoços e lanches. Os miúdos tiveram dificuldade em escolher entre donuts, cake pops, bolachas, palmiers e eclairs...

Ourense

La Pepita Burger Bar (Avenida La Habana, 63)- esta cadeia galega de hambúrgueres oferece pão sem glúten a acompanhar os seus produtos, pelo que quase toda a carta pode ser isenta. No entanto, ficamos com alguma dúvida na formação dos funcionários, pelo menos o que nos atendeu hesitava nas respostas às nossas perguntas. Encontra-se também noutras localidades da Galiza e Madrid.

Celidulce (Calle Doctor Fleming, 35)- uma simpática pastelaria 100% sem glúten, cuja imagem de marca são os cupcakes e bolos de cake design que são pequenas obras de arte. Os miúdos, no entanto, optaram por gelados com cones caseiros, com que se deliciaram. Se vivesse por perto, encomendaria ali os bolos de aniversário, com certeza. Estava aberto depois do almoço, o que é uma raridade em terras espanholas.

Heladeria (Plaza San Martino)- uma gelataria que, infelizmente, estava fechada para férias, localizada mesmo ao lado da Catedral de San Martino. Oferece gelados sem todo o tipo de alergéneos. Fica para uma próxima visita.

Não menciono nenhum hotel em particular, pois há uma grande variedade de hóteis em Espanha que oferece refeições sem glúten. Fica a vontade de voltar e em disponibilizar estas pequenas oportunidades de "normalidade" aos miúdos, que deliraram a cada montra cheia de guloseimas isentas, em que a dificuldade está apenas na escolha. Sem dúvida, um destino a ser visitado, principalmente por quem vive perto da fronteira com a Galiza.









terça-feira, 4 de agosto de 2015

Glutenfri København*

Para iniciar este mês tradicional de férias, nada melhor do que trazer um post escrito pela já nossa conhecida Cátia Sousa, que nos faz o seu (invejável) relato duma estadia sem glúten em Copenhaga, capital da Dinamarca. Obrigada Cátia pela partilha!

"Podia estar aqui linhas a fio a contar-vos como é fácil apaixonarmo-nos pela arquitetura moderna da cidade, pela cultura e pelo estilo de vida! Descrever como é fácil encantarmo-nos com a facilidade com que se encara o dia-a-dia... Mas é outro o tema que motivou este artigo.

Vivi em Copenhaga durante algumas semanas e, pela boa experiência que foi, venho partilhá-la convosco. Será, certamente, útil a todos os celíacos que visitem a cidade no futuro e pretendam aproveitar a sua gastronomia. Como a minha estadia em Copenhaga se prendeu a motivos de trabalho, não vos posso dar uma perspectiva totalmente “turística” da cidade, pois a camisola de turista ficou reservada aos poucos fins de semana aí passados. No entanto, o lema “antes poucos e bons” encaixa que nem uma luva nesta experiência que deixou vontade de muito mais.

Aqui encontramos uma sociedade muito orientada à igualdade e isso sente-se! Ora para nós, celíacos e sensíveis ao glúten, não poderia existir melhor política. Nos restaurantes, pastelarias e similares que visitei fui recebida com toda a simpatia e cuidado por pessoas muito informadas sobre o tema das intolerâncias alimentares, conhecedoras dos cuidados a ter para evitar a contaminação cruzada e sensíveis à delicadeza do tema.

No restaurante “Tight” somos brindados por uma carta assinalada com todos os pratos disponíveis que podem ser confeccionados numa versão gluten free. E que boa surpresa temos, pois quase todo o menu apresenta este símbolo! Desde entradas com pão e tostas, passando pelos pratos principais e terminando até num petit gateaux confecionado na hora… É-nos proporcionado um verdadeiro manjar! Aliado ao magnífico ambiente, usufruímos de uma experiência fantástica.

Nas cadeias de fast food “Burger King” temos uma bela oferta de hambúrgueres sem glúten, servidos num pão que lembra o pão com glúten de tão saboroso e com uma textura tão agradável. Já tinha provado a opção servida pelo MacDonald´s em Espanha e confesso que não existe comparação… Se houvesse aquele pão à venda, teria trazido um generoso stock para Portugal.

Temos, ainda, a cadeia “Max Burger”, um pouco mais cara, mas que vale muito a pena! O pão aqui ainda consegue superar o do Burger King e a carne é uma delícia: muito mais “natural”, lembrando os hambúrgueres feitos no talho da nossa rua, a partir da peça de carne escolhida por nós.

Aos domingos, é possível usufruir de um brunch sem glúten na casa de chá “Tant-T”, mediante reserva prévia. Aqui somos tratados como verdadeiros príncipes e princesas, e brindados com uma oferta diversa de pães e bolos, compotas caseiras, uma riquíssima carta de chás, café e até leite vegetal feito no dia!

Para os fãs de sushi, bandeira branca! No restaurante “Sushi’n’Sticks” somos presenteados com várias opções que não se resumem ao sashimi… E até dispõem de molho de soja sem glúten.

Ao pequeno-almoço, lanche ou, simplesmente, para um momento de pura gulodice, temos a “Andersen Bakery” com uma vasta oferta da maravilhosa pastelaria dinamarquesa e com duas versões de pão sem glúten que são um verdadeiro atentado ao manter a linha.

Caso tenham oportunidade, não deixem de experimentar o típico Ribeye Steak, no restaurante francês “Les Trois Cochons”, pois têm um dos bifes mais deliciosos que já provei. Exige uma nova visita!

Se forem ao restaurante argentino “Asador” aconselho que, caso façam reserva, indiquem a vossa intolerância pois terão à espera uma equipa preparadíssima para tornar a experiência verdadeiramente especial. O gerente indicou-me que estão muito habituados a lidar com todo o tipo de alergias e intolerâncias, e até tive direito a uma sobremesa que habitualmente não fazia parte do menu.

No entanto, até mesmo num mercado de rua com o tema “Cozinhas do Mundo”, que acontece tipicamente aos Sábados, encontramos opções seguras para nós. Refiro-me às famosas arepas da cozinha venezuelana anunciadas como gluten free num cartaz com letras garrafais.

Nos supermercados encontramos alguma oferta de marcas de óptima qualidade, pouco conhecidas por cá, e alguns produtos da Schar. Os preços destes produtos, surpreendentemente, são muito aproximados aos nossos, apesar do alto  custo de vida que encontramos em tudo o resto.

Por cá, aguardamos o dia em que tenhamos as mesmas oportunidades, o mesmo espírito e a mesma mentalidade. Eu, pessoalmente, fico em contagem decrescente para um regresso enquanto suspiro mentalmente um “Até já, Copenhaga!”

* Copenhaga sem glúten 

























sexta-feira, 10 de abril de 2015

Top 10 das melhores cidades sem glúten

O site The Daily Meal publicou uma lista com as dez melhores cidades para se fazer uma dieta sem glúten... de acordo com a sua opinião. Sendo um site norte-americano, tem uma predominância de cidades do seu país, mas não deixa de ser interessante verificar as razões que indicam e tirar uma nota mental para futuras viagens. Este foi o ranking, o slideshow encontra-se aqui.

10- Dublin, Irlanda
9- Tóquio, Japão
8- Cidade do Cabo, África do Sul
7- Denver, E.U.A
6- Roma, Itália
5- Austin, E.U.A
4- Nova Iorque, E.U.A
3- Cidade do México, México
2- Cochim, Índia
1- Portland, E.U.A



quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Estocolmo sem glúten

Quando se viaja para Itália fazendo uma dieta sem glúten, pensa-se que dificilmente outro país irá ultrapassar o nível de consciencialização da doença celíaca. Até que se viaja para a Suécia, mais concretamente Estocolmo. Não sei se é pela alta prevalência de doença celíaca entre os suecos, se pela propensão para uma sociedade paritária com igualdade de oportunidades para todos, ainda que a nível alimentar, o facto é que uma pessoa que siga uma dieta sem glúten não passa dificuldades na Suécia.

A ninguém estranha o facto de se perguntar por opções sem glúten e a maior parte das pessoas com quem falámos, na restauração, entendia o que era o glúten e a contaminação cruzada. Ao pequeno-almoço no hotel, de pronto nos foi indicado qual o local dos produtos sem glúten, claramente separado dos demais, e com alguma variedade: três tipos de cereais- muesli, corn flakes e rice krispies, duas variedades de pão, duas variedades de tostas e três variedades de bolachas! Inclusive havia um mini-frigorífico com leites e iogurtes vegetais para os intolerantes à lactose.

Nos supermercados existe também uma abundância de produtos sem glúten, tanto suecos (Finax, Crazy Bakers, Fria) como estrangeiros (Semper, Schar). A rotulagem é frequente, não através do rótulo “Sem Glúten” (em Sueco, gluten fria/ gluten fritt), mas na descrição de alergénios. O que dificulta a sua compreensão é os rótulos aparecerem escritos em Sueco, Norueguês e Finlandês… Convém saber de antemão como se diz em Sueco os alergénios mais comuns.

Vimos alguns ervanários, mas limitámos-nos aos supermercados que estavam abertos mais horas (é normal uma loja estar aberta apenas entre as 10H00 e as 18H00). Mas atenção que a variedade de produtos não se esgota na secção sem glúten dos supermercados: uma visita à secção de congelados e encontramos uma grande variedade de pães, doces, massa-folhada e até massa preparada para bolachas… O meu sonho de consumo, confesso.

O meu outro sonho de consumo concretizou-se sob a forma do café-restaurante Under Kastanjen: um local acolhedor, numa pequena praça da parte velha de Estocolmo, gerido por uma cooperativa de jovens que oferece refeições com e sem glúten, sendo que estas últimas são preparadas numa cozinha à parte. No balcão, com a caixa registadora a separar “as águas”, estavam seis a sete opções de bolos, um lado com glúten, outro sem, em recipientes de vidro fechados. Fazem também o seu próprio pão para sandes ou a acompanhar sopa e saladas. O difícil foi escolher…

Também tentámos visitar a Friends of Adam, uma padaria totalmente sem glúten, e famosa neste circuito, inclusive cheguei a ver produtos deles à venda no supermercado Hemkop, na cave do centro comercial Ahlens City. Mas era sábado, 16H10, noite cerrada, e tinham fechado há dez minutos… Na Suécia é preciso ter sempre em atenção as horas de abertura dos estabelecimentos. Mas diz quem experimentou, que é muito boa. Aliás, parece que muitos dos inúmeros cafés de Estocolmo já vendem os seus produtos, de modo a poderem oferecer opções sem glúten aos seus clientes.

No fim disto, devem estar a pensar que custa tudo um “balúrdio”… Nem por isso, considerando que os preços dos produtos sem glúten custam o mesmo que cá, e o rendimento per capita sueco é muito superior ao nosso. O que custa é regressar.

Restaurantes/Cafés onde se encontram opções sem glúten:

Supermercados para compras sem glúten:


























Outros artigos de interesse:

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Bilbao sem glúten

De regresso de Paris, parámos na cidade de Bilbao, no País Basco, para conhecer o moderno Museu Guggenheim. A cidade em si merece também uma visita, e uma dieta sem glúten não é desculpa para ficar em casa. 

Optámos por ficar no hotel Tryp Bilbao Arenal Hotel pela sua localização central e, sendo um hotel do Grupo Meliá com acordo com a FACE, providenciava pequeno-almoço sem glúten. O pessoal do hotel foi bastante simpático, em particular a senhora que estava a coordenar a sala de pequenos-almoços que, achando que tinha menos variedade de produtos sem glúten do que o habitual, tentou compensar-nos com uma enorme tortilha de batatas feita na hora que estava deliciosa.

Para jantar, optámos pelo restaurante Batzoki Bilbo Zaharra que fica perto do hotel, onde comemos bem, a um preço médio, e sem glúten, estando o pessoal informado sobre a doença celíaca, pelo que recomendava os pratos aptos do vasto menú que contava várias especialidades bascas. Inclusive tinham pão sem glúten que compravam congelado e aqueciam na hora dentro de um invólucro especial, bastante agradável.

Da lista que compilei na altura, encontrei também os seguintes restaurantes aptos a servir refeições para celíacos:

La Alacena de Laura, C/ Rekakoetxe nº 2 Bajo
Restaurante Don Angelo, Rodríguez Aria Kalea, 15
El Irrintzi,  c/Santa María,8
Restaurante Lopez de Haro,  Obispo Orueta, 2
La Florinda,  Plaza Arriquibar, 4
Etxanobe,  Avenida Abandoibarra, 4
Zortziko, Alameda Mazarredo, 17

O único senão é que não existe (ainda) Mercadona no País Basco...


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