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terça-feira, 31 de julho de 2018

Doze erros que podem arruinar a sua dieta sem glúten

Um artigo interessante da Celiac.com que poderá ser de particular interesse para quem se inicia agora na aventura da dieta sem glúten, alertando para aquelas acções que podem estragar os nossos esforços com situações nem sempre aparentes.

"Doze erros que podem arruinar a sua dieta sem glúten

Aprenda a evitar esses doze erros comuns que podem arruinar a sua dieta sem glúten.

1- Fique atento aos alimentos naturalmente sem glúten, como arroz e soja, que usam ingredientes à base de glúten no seu processamento. Por exemplo, muitas bebidas de arroz e soja são feitas usando enzimas de cevada, que podem causar reações imunes em pessoas com doença celíaca.

2- Tenha cuidado com os conselhos dos funcionários das lojas de alimentos que podem estar desinformados. Por exemplo, muitas pessoas acreditam erroneamente que os grãos à base de trigo, como espelta ou kamut, são seguros para os celíacos. Tenha cuidado com os conselhos que lhe dão.

3- Cuidado com a contaminação cruzada em vendas a granel de farinhas e grãos, muitas vezes através das conchas de servir.

4- Tenha cuidado para evitar migalhas de pão de trigo na manteiga, compotas, torradeira, bancadas, etc.

5- Cuidado com o glúten escondido em medicamentos prescritos. Pergunte ao seu farmacêutico sobre qualquer coisa que não tenha a certeza ou suspeite que possa conter glúten indesejado.

6- Cuidado com o glúten oculto em loções, condicionadores, champôs, desodorizantes, cremes e cosméticos (principalmente para aqueles com dermatite herpetiforme).

7- Esteja atento a selos, envelopes ou outros rótulos com cola, pois estes podem conter pasta de trigo. Use uma esponja para humedecer essas superfícies.

8- Tenha cuidado com o glúten escondido na pasta de dentes e elixir bucal.

9- Tenha cuidado com derivados de cereais, como aromatizante de malte ou outro ingrediente sem glúten.

10- Tenha muito cuidado ao considerar misturas e molhos embalados, incluindo molho de soja, molho de peixe, ketchup, mostarda, maionese, etc., pois muitos deles podem conter subprodutos de trigo ou trigo na sua fabricação. Tenha especial cuidado com molhos pré-preparados, e sopas enlatadas ou em pacotes.

11- Algumas marcas de papel de arroz podem conter glúten, por isso tenha cuidado.

12- Por último, preste atenção a alimentos como gelado e iogurte, que muitas vezes não têm glúten, mas podem conter ingredientes adicionados que os tornam inadequados para qualquer pessoa numa dieta isenta de glúten.

Vai comer fora? Se for, considere que muitos restaurantes usam uma grelha partilhada ou óleo de cozinha partilhado entre alimentos regulares e sem glúten, por isso tome cuidado. Além disso, procure por farinha de trigo em especiarias. Faça perguntas e fique atento."

domingo, 8 de abril de 2018

O impacto oculto da contaminação cruzada

Estudos recentes demonstram que a incidência da contaminação cruzada é maior do que o que se pensa, assim como o impacto dos seus efeitos sobre os doentes celíacos. Este artigo recente da NPR aborda esta temática e da importância em garantir que a nossa dieta sem glúten é, efectivamente, isenta.

"Quando fazer a dieta sem glúten não é suficiente: novos testes detectam a exposição oculta

Imagem retirada da Net
Para os 3 milhões de pessoas na América (incluindo eu) com doença celíaca - uma desordem auto-imune desencadeada pela ingestão de glúten- a vida culinária é uma série de saltos intricados, acomodações e recuos. Analisamos os rótulos, sabemos a diferença entre "sem glúten" e " certificado sem glúten " e mantemos um conjunto dedicado de pratos e panelas em casa para evitar a contaminação por pó de farinha, migalhas de pão e pedaços de massa consumidos por familiares ou companheiros de quarto.

Mesmo assim, há contratempos regulares - como os Cheerios sem glúten que não o eram, ou a notícia de Fevereiro de que a marca Chobani havia retirado quase 85 mil caixas de iogurte Flip Key Lime Crumble porque continham glúten, embora os recipientes estivessem rotulados como isentos de glúten.

Mas agora, dois novos estudos preocupantes sugerem que a exposição acidental ao glúten, mesmo entre os celíacos que fazem uma dieta sem glúten, pode ser muito maior do que jamais imaginamos. Um estudo de Fevereiro no American Journal of Clinical Nutrition analisou a exposição ao glúten detectada por dois novos testes, um para urina e outro para fezes. Os testes detectam peptídeos de glúten que atravessam intactos o trato digestivo de todas as pessoas (ninguém digere completamente o glúten, mas a maioria dos indivíduos não tem uma reacção adversa às moléculas não digeridas).

As quantidades de glúten diárias numa dieta regular podem ser tão elevadas quanto 7.500mgs em média para mulheres e 10.000mgs em média para homens. Para celíacos, o limite recomendado para o consumo seguro de glúten é de apenas 10 mg por dia - mais do que essa pequena quantidade pode desencadear sintomas e, se a exposição estiver em curso, danos intestinais. Isso porque na doença celíaca o glúten desencadeia uma resposta auto-imune que danifica o revestimento intestinal e prejudica a absorção de nutrientes. O estudo, que examinou dados de indivíduos de dois programas clínicos diferentes, descobriu que a quantidade média de glúten consumida numa dieta isenta de glúten foi de 244mg (análise de fezes) ou 363mg (análise de urina).

"Este estudo reflecte o que muitos celíacos experimentam na vida real", explica a química analítica Jennifer Sealey-Voyksner, uma das autoras do estudo. "Eu fui diagnosticada com doença celíaca no início de 2000 e, mesmo com uma dieta sem glúten, eu ainda ficava doente. Comecei a analisar a minha própria comida usando técnicas de espectrometria de massa, e descobri que algumas das massas sem glúten que eu comia, e até mesmo os produtos de higiene corporal que eu estava a usar continham glúten ".

Noutro estudo no ano passado, o teste de urina para exposição ao glúten descobriu que surpreendentemente 45% das crianças e 48% dos adultos com dieta sem glúten a longo prazo estavam expostos a quantidades mensuráveis de glúten.

Os resultados ajudam bastante a perceber as décadas de relatos que indicavam que entre 30 a 50% dos pacientes com doença celíaca e dieta isenta de glúten ainda têm intestinos danificados, que não se recuperaram totalmente - mesmo na ausência de sintomas óbvios. Isso aumenta o risco de inúmeros problemas de saúde, incluindo infertilidade, osteoporose e fraturas ósseas e até mesmo linfoma.

"Esta análise abalou-me profundamente", diz a nutricionista Tricia Thompson, que fundou o Gluten Free Watchdog, um site que oferece informação e testes de alimentos sem glúten, e, às vezes, debate com a FDA ou corporações de modo a pressionar para uma supervisão mais rigorosa.

"Se os níveis de glúten relatados nesta análise são razoavelmente precisos e podem ser corroborados por estudos adicionais", diz Tricia Thompson, "isso levanta muitas questões - como, quão bom é o nosso aconselhamento de pacientes celíacos, e quantas vezes estes estão a ser expostos através de contaminação cruzada? "

A contaminação cruzada pode começar nas unidades agrícolas, onde as plantações sem glúten podem ser cultivadas adjacentes ou viradas para culturas que contém glúten. Também pode ocorrer mais à frente nas linhas de processamento, embalagem e envio. Quando Tricia Thompson relatou o estudo na sua página no Facebook, que tem mais de 17.000 seguidores, houve comentários preocupados que se espalharam, variando de preocupações sobre glúten no ar na secção de padaria dos supermercados, para contaminação cruzada de membros da família que comem trigo, para um relatório de uma mulher com um cão que faz detecção de glúten, sendo capaz de detectar 1 ppm (o cão alertou-a sobre o glúten no carrinho de compras). Um lamento de uma pessoa com doença celíaca parecia resumir: "Não há lugar seguro neste mundo para um celíaco. Isto parte-me o coração".

Se os indivíduos com doença celíaca querem saber se as suas dietas são cumpridoras, os exames de fezes e urina de uma empresa chamada Glutenostics estão agora disponíveis para testes domiciliares, sem receita médica. Recomenda-se que um paciente trabalhe com o seu médico e um nutricionista para interpretar os resultados e obter aconselhamento subsequente. O teste de urina, diz o sócio-gerente da Glutenostic, o químico orgânico David Winternheimer, provavelmente não é sensível o suficiente para detectar a exposição inadvertida ao glúten.

"Uma pessoa tem que comer 500mg de glúten, ou cerca de dois pedaços pequenos de pão, para o teste de urina para ser positivo", diz David Winternheimer, "e a maioria das pessoas numa dieta sem glúten não come isso." Em vez disso, o teste de urina é recomendado principalmente para cuidadores e pais que querem ter certeza que os seus filhos mantêm a dieta, especialmente quando estão longe de casa.

O teste de fezes, em contraste, requer apenas 50 mg de glúten (aproximadamente a quantidade presente num pedaço de pão ralado do tamanho de uma moeda de dez centavos) e pode medir a ingestão acumulada ao longo de vários dias. É improvável que o exame de fezes detecte um evento de contaminação cruzada de nível baixo, mas pode ser útil para detectar alimentos altamente contaminados ou o consumo continuado de pequenos níveis de glúten oculto. "Se está preocupado que tenha sido exposto regularmente à contaminação cruzada de glúten durante um período de dias", diz Tricia Thompson, "poderá achar útil o exame de fezes".

David Winternheimer confirma: "Os pacientes que são sintomáticos e não têm certeza se a causa é o glúten, ou pacientes cujo exame de sangue ainda é positivo para a exposição ao glúten, podem querer utilizar este teste".

Se o teste de fezes for positivo, é necessária uma auditoria de possíveis fontes de exposição - de outros membros do domicílio a alimentos ou medicamentos que possam conter fontes ocultas de glúten. "Um nutricionista pode optar por manter os pacientes com registos alimentares detalhados", diz Tricia Thompson, "que podem ser usados juntamente com os resultados do teste de fezes para ajudar a determinar possíveis fontes de exposição".

Para Jennifer Sealey-Voyksner, estes resultados apontam para o facto de que uma dieta sem glúten pode ser inadequada como uma opção de tratamento única para muitos indivíduos.

"Acabei de ser 'glutinizada' ontem num restaurante", diz. Quando pediu uma sanduíche com pão sem glúten na sua loja habitual, um colaborador novo na cozinha usou o pão normal. Várias mordidas depois, ela começou a sentir sintomas - "confusão mental e algumas cólicas", assim como outros distúrbios gastrointestinais, diz ela, que a deixou de cama durante mais de um dia.

"Eu sou uma das pessoas mais sensíveis", diz. "Não é preciso muito glúten para eu ter sintomas. Há uma grande necessidade de testes mais precisos para medir o glúten em alimentos, assim como drogas terapêuticas, a funcionarem por si sós ou em conjunto com uma dieta sem glúten. "

Outros artigos:
How Much Gluten is Safe in Sensitive Individuals?
Hidden Sources of Gluten


terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Detecção de glúten com o sensor Nima

Comecei a ver desde Janeiro vários artigos partilhados sobre um novo sensor de glúten para uso caseiro chamado Nima. Já há alguns anos que se anunciava e começou a sua comercialização no ano passado. Parece um sonho, não é? Podermos comer em qualquer lado, em segurança, sabendo se a comida tem ou não glúten.

A ideia em si é óptima: no restaurante, ou em casa, coloca-se uma amostra da comida em questão dentro de uma cápsula que se insere no aparelho e em três minutos aparece um smiley, ou um aviso de “gluten found”. No entanto, levantam-se inevitavelmente várias reservas:

1- O custo- o aparelho custa 279$ e cada cápsula 6,08$. Não é uma quantia propriamente módica, fora do alcance de muitos celíacos, sem falar ainda de que se vende apenas (para já) nos EUA.

2- Não serve para analisar alimentos tais como produtos fermentados/hidrolisados, álcool, cosméticos ou medicamentos e tem limitações na análise de produtos com alto teor de gordura ou em pó.

3- Que quantidades detecta? Não se sabe bem, lendo o que a própria empresa escreve no site-“Os testes internos demonstram que o Nima é sensível a 20 ppm para uma amostra de alimentos comummente testados. O Nima não é um teste quantitativo, mas está programado para detectar a 20 ppm. Os resultados variam de acordo com os alimentos testados, o tamanho da amostra e o uso do produto. O Nima é um rastreio e não um teste absoluto - testes numa porção da comida podem não detectar glúten noutra parte do prato”.

4- O tamanho/peso/diluição da amostra irá afectar o seu resultado. Mais uma vez, no site da empresa, “O Nima não é um teste quantitativo, por isso não irá fornecer medidas específicas de ppm numa amostra, apenas “isento de glúten”, “pouco glúten” ou “alto glúten”. Pouco glúten é menos de 1,5% de glúten em peso. Dados os diferentes pesos possíveis da amostra, pouco glúten pode estar entre 20 e 15.000 ppm. Pode, em raras ocasiões, detectar menos de 20 ppm. Um resultado de “alto glúten” equivale a mais do que 100 ppm. Estes intervalos, novamente, dependem do peso da amostra.”


Como defende o GlutenDude (e a própria empresa em resposta a este), o Nima poderá ter o seu valor enquanto auxiliar à decisão de comer ou não, e não como motivo único nessa escolha. Tem as suas falhas e, como tal, deve ser usado com a devida caução… Isto se e quando chegar à Europa. Entretanto, pode ser que comecem a treinar cães em Portugal para a detecção do glúten como a cadela Willow.












quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Novidades sem glúten em Lisboa

Numa visita recente a Lisboa, podemos conhecer alguns locais com produtos sem glúten que aproveito para divulgar. Não sendo locais certificados pela APC, são locais que conhecem a dieta sem glúten e a contaminação cruzada, e podem indicar quais as opções seguras para celíacos, sabendo de antemão quais os riscos em cozinhas partilhadas.

Tapioca oca: servem as famosas tapiocas brasileiras, doces ou salgadas, feitas à base de mandioca, e sumos naturais, num pequeno espaço na rua Dom Carlos I. Aparentemente, com base no que vimos no dia da nossa visita, não têm produtos com glúten, mas convém verificar com as simpáticas funcionárias.

Aripo: neste espaço situado na estrada da Luz servem-se as nossas já conhecidas arepas, petisco venezuelano, e na ementa vem claramente indicado quais os recheios sem glúten. Convém ter em atenção que é uma cozinha partilhada, pelo que convém esclarecer os funcionários da condição de celíacos. Nós optamos por ir por altura do lanche, em que éramos os únicos clientes e a cozinha não estava congestionada com pedidos. Os miúdos ficaram encantados com este lanche.

Go Natural: um novo conceito da Sonae que adquiriu a cadeia Go Natural, este é um supermercado virado para as opções da alimentação saudável e biológica, situado na Av. 5 de Outubro. Assemelha-se a uma loja Celeiro, com marcas semelhantes, mas num espaço maior e com mais algumas opções. Não sendo propriamente barato, permite usar o cartão Continente e algumas das suas promoções.

Choco & Mousse: não sendo uma verdadeira novidade, esta pastelaria certificada pela APC não pára de aumentar a variedade de produtos sem glúten e é já uma paragem obrigatória nas visitas a Lisboa. A oferta para o Natal e Ano Novo era bastante diversa e não resistimos a trazer a tarte de maçã vegan, sem glúten, que foi um sucesso.


























quinta-feira, 14 de abril de 2016

Publicidade enganosa

... ou quando "Sem Glúten" não quer dizer mesmo sem glúten, só um bocadinho sem glúten...








Pelos vistos, a empresa The Love Food criou uma Linha Sem Glúten, só que não... Entre parênteses, explicam que estes produtos não são aptos para celíacos. Alguém devia explicar-lhes que, se não são suficientemente "sem glúten" para que os celíacos os possam comer, não são sem glúten. Chamem-lhes "baixo glúten", "só com um bocadinho de glúten", o que quiserem desde que não digam que são sem glúten. A legislação pode não proibir estas situações, mas qualquer celíaco que veja estes produtos sentir-se-à enganado, aliás a designação "sem glúten" foi criada para proteger os celíacos. 

Além disso, também se lhes deveria dizer que os seus produtos não só não são aptos para celíacos, como também não o são para sensíveis ao glúten não celíacos e alérgicos ao trigo/glúten. No fundo, os produtos da The Love Food só são aptos para quem faz a dieta por moda, porque alguém que tenha um diagnóstico sério por detrás da sua dieta sem glúten, não os irá consumir.















A confusão continua, por exemplo, com estas bolachas com pepitas de chocolate: fazem parte da Linha Sem Glúten, mas afinal dizem que "contém glúten e soja". Em que ficamos? Inclusive, eu vi uma foto de uma embalagem destas bolachas no post da pessoa que denunciou esta situação no grupo de Facebook Viva Sem Glúten Portugal, e no rótulo surgia a imagem da espiga traçada, símbolo internacional de um produto seguro para celíacos. Onde está a ASAE quando precisamos dela? Isto é nitidamente um caso de (in)segurança alimentar.

* Clicar nas imagens para aumentar

Actualização:
A APC emitiu hoje, 18 de Abril, um comunicado acerca desta situação e que diz o seguinte:

"ALERTA IMPORTANTE 
Informamos que a empresa The Love Food - Cozinha Saudável NÃO ESTÁ CERTIFICADA pela APC/Biotrab com o programa Gluten Free e usa indevidamente a sinalética «isento de glúten» uma vez que os produtos não são aptos a celíacos. Este é um programa rigoroso e de confiança para os celíacos em Portugal pelo que a empresa irá ser contactada com urgência e serão tomadas as devidas providências de correção."



terça-feira, 6 de outubro de 2015

Recall de Cheerios Gluten Free nos EUA

Hoje de manhã ao passar os olhos pelas notícias no meu Facebook, li que a General Mills estava a recolher alguns lotes dos cereais Cheerios Gluten Free por suspeita de contaminação. Ainda há cerca de duas semanas tinha lido um post no blog Gluten Free Homemaker acerca deste mesmo produto e de como vários celíacos se queixavam de sintomas após a sua ingestão.

O problema que se detectou na altura foi que os métodos de confecção dos Cheerios não seria o mais adequado: a empresa que os produz usa farinha de aveia como ingrediente principal, no entanto, por alegada falta de matéria-prima, não usava grãos de aveia certificados como sem glúten. Fazia, em vez disso, uma filtragem de grãos para eliminar possíveis grãos de trigo ou cevada que viessem misturados, um processo que não é isento de falhas.

Por sua vez, no controlo pós-produção, fazia uma média de ppm: juntava vários lotes, reduzia-os a pó e analisava os ppm contidos nesta mistura. Ora isto permitia que, por exemplo, um lote com 90 ppm se misturasse com vários lotes de 10 e 20 ppm e se obtivesse uma média segura. O facto é que sairiam para o mercado lotes com 90 ppm, mas marcados como “gluten free”.

Pressionada pelos grupos de advocacia de celíacos, a General Mills comprometeu-se entretanto a tentar comprar aveia de produtores que não cultivem cevada e aveia certificada. Contudo, continuarão a analisar vários lotes juntos de modo a chegar a uma média de ppm.

Pensei então que o problema reportado hoje nas notícias tivesse a ver com esta situação, mas não. A General Mills está a fazer o recall de alguns lotes cuja farinha de aveia foi contaminada com farinha de trigo  durante o seu transporte  na fábrica de Lodi, na Califórnia.


Reflectindo em todos estes pontos, parece-me de louvar que esta empresa queira tornar os seus produtos acessíveis a celíacos, alérgicos e sensíveis ao glúten (afinal, a empresa não criou uma versão gluten free, mais cara, mas sim estava a transitar os Cheerios habituais para não conterem glúten). Obviamente, isto por questões de lucro, afinal são uma empresa particular. O que me parece também é que a segurança alimentar não foi bem avaliada e são vários os problemas de contaminação que afectam estes produtos. A questão do seu consumo não se coloca em Portugal pois não são comercializados cá, mas se fossem, neste momento e com as informações de que disponho, não os compraria.


Mais info:

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Dez remédios em caso de ingestão acidental de glúten

Imagem retirada da Net

Na semana passada, o site celiac.com publicou um artigo interessante sobre como minorar os sintomas de uma ingestão acidental de glúten que é uma das questões mais colocadas em fóruns de ajuda a quem faz uma dieta sem glúten. Ficam então as dicas.




“Para as pessoas com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten, ingerir acidentalmente esta proteína pode ter inúmeras consequências indesejáveis.

Os sintomas da exposição ao glúten entre as pessoas com doença celíaca pode variar, mas os principais problemas e queixas incluem: enjoo, dor de estômago, inflamação, diarreia, gases, inchaço, indigestão, azia, irritação cutânea, dores nas articulações, entre outros.

Oficialmente, além de simplesmente esperar que passe, não há nenhum tratamento clinicamente aceite para as pessoas com doença celíaca ou sensibilidade ao glúten que acidentalmente ingerem glúten. No entanto, há remédios que muitas pessoas afirmam que poderão reduzir a dor e promover a cura. Aqui estão os melhores remédios caseiros para a ingestão acidental de glúten, tal como apresentados pelos leitores do nosso fórum Sem Glúten, sem nenhuma ordem em particular.

1) Jejum- estudos recentes indicam que o jejum durante alguns dias pode ajudar a re-iniciar o sistema imunológico, o que pode ser benéfico para aqueles que sofrem de uma reação adversa ao glúten. Verifique esta opção com um médico antes de iniciar o jejum, de modo a certificar-se que é seguro;

2) Enzimas Digestivas- para muitas pessoas, as enzimas digestivas parecem ajudar com o inchaço. Muitos afirmam que essas enzimas aliviam, especialmente contra pequenas quantidades de glúten;

3) Chá verde ou hortelã-pimenta- muitas pessoas relataram que o chá verde também é útil. O chá de hortelã-pimenta promove o relaxamento muscular, e pode ajudar com problemas de gases;

4) Imodium- parece ajudar algumas pessoas a controlar a diarreia associada. Se tiver diarreia, não se esqueça de beber água com eletrólitos para ajudar a repor os líquidos perdidos;

5) Medicamentos de venda livre para a indigestão- algumas pessoas tomam este tipo de medicamentos para aliviar a dor de estômago;

6) Raíz de alteia- pode ajudar a acalmar a dor de estômago e os gases;

7) Anti-histamínicos- algumas pessoas afirmam encontrar alívio com anti-histamínicos;

8) Probióticos- muitos acham que os probióticos são úteis, especialmente como parte de um programa de manutenção geral do intestino. Os probióticos são geralmente mais úteis antes da exposição acidental ao glúten, mas muitas pessoas tomam-nos após a exposição;

9) Caldos- de carne vermelha, frango ou peixe, muitas pessoas com doença celíaca, problemas intestinais e / ou questões nutricionais optam por caldos para desenvolver a saúde do intestino e obter uma nutrição adequada;

10) Smoothie salva-barrigas: esta receita foi desenvolvida por um leitor do nosso fórum em resposta à sua própria "emergência com o glúten". As propriedades curativas de cada ingrediente encontram-se listadas. Triture todos os ingredientes no liquidificador até ficar homogéneo e espesso. Mais calmante quando consumido ainda quente, este smoothie é mais eficaz quando bebido em pequenos goles durante uma hora ou mais.

Smoothie salva-barrigas:
1 Chávena de chá quente de folhas de urtiga acabado de fazer (anti-histamínico, anti-espasmódico)
¼ Chávena de sumo de pera (aromatizante/adoçante – as peras são as frutas menos alergénicas)
¼-½ Colher de chá de sementes de funcho (reduz os gases e o inchaço)
2 Colheres de sopa de pó de olmo (curativo e calmante para as membranas mucosas e do intestino)
1 Colher de sopa de óleo de sementes de linhaça (calmante, anti-inflamatório)
¼ - ½ Chávena de leite de arroz (hipoalergénico, use para definir a consistência desejada)


Esta lista não se destina a ser vinculativa ou exaustiva. Também não é um aconselhamento médico, nem um substituto da opinião médica. Como acontece com qualquer outra questão médica, pesquise e escolha de acordo com a sua opinião.”

quarta-feira, 20 de maio de 2015

Formação em doenças associadas ao glúten

No dia 31 de Maio de 2015, a Clínica Osteopraxis-Medicinas Integradas Lda organiza uma formação no âmbito das "doenças associadas ao glúten". Esta acção irá decorrer  na Associação Rumo à Vida  em Guifões, Matosinhos, com a Dra. Ana Pimenta, hematologista. 

Dirige-se a todos os que pretendam iniciar ou educar sobre a dieta isenta de glúten ou cimentar conhecimentos nesta área. Aberta ao público em geral.

Pretende-se:
  • fomentar o conhecimento geral sobre as doenças associadas ao glúten e a sua gestão no dia-a-dia;
  • melhorar sintomas e  qualidade de vida através da correcta gestão da dieta isenta de glúten e da contaminação cruzada;
  • informar sobre aspectos ligados à legislação e rotulagem, orçamento familiar, benefícios sociais e fiscais. 

No âmbito das actividades desenvolvidas pela Associação será igualmente discutido o papel da dieta sem glúten nas perturbações do espectro do autismo.


Para mais esclarecimentos e inscrição entre em contacto com a Osteopraxis-Medicinas Integradas Lda através de: osteopraxis@gmail.com / (+351) 214 587 033 / (+351) 965 060 375.



quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Como sobreviver a um Natal sem glúten

Imagem retirada da Net
O Natal, que se aproxima a passos largos, é uma época de emoções opostas: tanto pode ser uma grande alegria, como pode causar profundas depressões... Isto é válido para quem não tem restrições alimentares, mas quando se tem que acrescentar à equação uma dieta sem glúten o resultado pode ser desastroso- ou não. Ficam aqui algumas dicas para garantir umas festas felizes.

Traga a sua comida: quer faça ou compre algo sem glúten, garanta que traz alguma comida para si, de modo a não correr o risco de não ter nada para comer, ainda que tenha explicado ao anfitrião as suas restrições alimentares. Mas traga algo mesmo saboroso, algo que habitualmente lhe agrade, para não ficar com pena de não pode comer os pratos que estão na mesa- da mesma maneira, os outros convivas poderão verificar que é possível manter uma dieta sem glúten e comer “coisas boas”;

Reinvente os clássicos: no seguimento da dica anterior, ponha as mãos na massa, literalmente. Tente fazer as receitas a que associa o Natal, mas na versão sem glúten, de modo a não começar a abominar as festas do fim de ano. Não será bem a mesma coisa, mas será bom na mesma; por outro lado, pode criar novas tradições- um bolo brigadeiro em vez do bolo-rei? Afinal, há muita gente que não gosta dos doces típicos da época, sejam sem glúten ou com glúten;

Cuidado com os excessos: com restrições ou sem restrições, não abuse. Comer muito ainda que sem glúten, não o vai safar da azia e da dieta a pão e chá dos dias seguintes;

Não tenha receio de dizer “Não”: se algum prato lhe parece suspeito de conter glúten, ainda que lhe digam que não, ainda que seja um prato preparado pela avó e que levou horas a fazer, agradeça e recuse. Lembre-se que quem não faz esta dieta, por mais que lhe explique, não conhece todas as suas variantes. Se não compreenderem, pense que isso é um problema deles, não seu. Antes ser “esquisitinho” no Natal, do que um “esquisitinho” com diarreia;

Cuidado com a contaminação cruzada: em cozinhas partilhadas, o risco é conhecido, mas numa festa repleta de mãos, como é habitual no Natal, é preciso ter cuidado. Mantenha a sua comida separada e protegida de eventuais migalhas “voadoras”;

Não se deixe levar pelo espírito do Natal: com a excitação da festa, pode baixar a guarda… Basta uma distracção e a “factura” a pagar será alta. Ou pode ser tentado a “prevaricar”, só esta vez. Não o faça se não estiver preparado para enfrentar as consequências no seu organismo;

Os presentes envenenados: inevitavelmente, alguém lhe irá oferecer um presente com glúten- chocolates com vestígios, uma vodka aromatizada… Habitue-se, não dê atenção ao caso, agradeça e passe a oferta a quem merece e não precisa de fazer uma dieta sem glúten. Não leve a mal, pois quem não faz uma dieta sem glúten não tem em mente estes “pequenos” detalhes que fazem todo a diferença a quem os conhece;

Prepare-se mentalmente: em primeiro lugar, relaxe. Em segundo lugar, esteja preparado. Haverá muitos pratos tentadores e oportunidades de sabotar a sua dieta. Esteja atento e previna isto de antemão. Por fim, tenha uma atitude positiva. Baixe as suas expectativas: pode escolher preocupar-se em demasia e deixar-se incomodar por coisas fora do seu controle, ou pode optar por passar umas festas de arromba- escolha a última opção, vale bem a pena.


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Estocolmo sem glúten

Quando se viaja para Itália fazendo uma dieta sem glúten, pensa-se que dificilmente outro país irá ultrapassar o nível de consciencialização da doença celíaca. Até que se viaja para a Suécia, mais concretamente Estocolmo. Não sei se é pela alta prevalência de doença celíaca entre os suecos, se pela propensão para uma sociedade paritária com igualdade de oportunidades para todos, ainda que a nível alimentar, o facto é que uma pessoa que siga uma dieta sem glúten não passa dificuldades na Suécia.

A ninguém estranha o facto de se perguntar por opções sem glúten e a maior parte das pessoas com quem falámos, na restauração, entendia o que era o glúten e a contaminação cruzada. Ao pequeno-almoço no hotel, de pronto nos foi indicado qual o local dos produtos sem glúten, claramente separado dos demais, e com alguma variedade: três tipos de cereais- muesli, corn flakes e rice krispies, duas variedades de pão, duas variedades de tostas e três variedades de bolachas! Inclusive havia um mini-frigorífico com leites e iogurtes vegetais para os intolerantes à lactose.

Nos supermercados existe também uma abundância de produtos sem glúten, tanto suecos (Finax, Crazy Bakers, Fria) como estrangeiros (Semper, Schar). A rotulagem é frequente, não através do rótulo “Sem Glúten” (em Sueco, gluten fria/ gluten fritt), mas na descrição de alergénios. O que dificulta a sua compreensão é os rótulos aparecerem escritos em Sueco, Norueguês e Finlandês… Convém saber de antemão como se diz em Sueco os alergénios mais comuns.

Vimos alguns ervanários, mas limitámos-nos aos supermercados que estavam abertos mais horas (é normal uma loja estar aberta apenas entre as 10H00 e as 18H00). Mas atenção que a variedade de produtos não se esgota na secção sem glúten dos supermercados: uma visita à secção de congelados e encontramos uma grande variedade de pães, doces, massa-folhada e até massa preparada para bolachas… O meu sonho de consumo, confesso.

O meu outro sonho de consumo concretizou-se sob a forma do café-restaurante Under Kastanjen: um local acolhedor, numa pequena praça da parte velha de Estocolmo, gerido por uma cooperativa de jovens que oferece refeições com e sem glúten, sendo que estas últimas são preparadas numa cozinha à parte. No balcão, com a caixa registadora a separar “as águas”, estavam seis a sete opções de bolos, um lado com glúten, outro sem, em recipientes de vidro fechados. Fazem também o seu próprio pão para sandes ou a acompanhar sopa e saladas. O difícil foi escolher…

Também tentámos visitar a Friends of Adam, uma padaria totalmente sem glúten, e famosa neste circuito, inclusive cheguei a ver produtos deles à venda no supermercado Hemkop, na cave do centro comercial Ahlens City. Mas era sábado, 16H10, noite cerrada, e tinham fechado há dez minutos… Na Suécia é preciso ter sempre em atenção as horas de abertura dos estabelecimentos. Mas diz quem experimentou, que é muito boa. Aliás, parece que muitos dos inúmeros cafés de Estocolmo já vendem os seus produtos, de modo a poderem oferecer opções sem glúten aos seus clientes.

No fim disto, devem estar a pensar que custa tudo um “balúrdio”… Nem por isso, considerando que os preços dos produtos sem glúten custam o mesmo que cá, e o rendimento per capita sueco é muito superior ao nosso. O que custa é regressar.

Restaurantes/Cafés onde se encontram opções sem glúten:

Supermercados para compras sem glúten:


























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domingo, 5 de outubro de 2014

Contaminação em padarias

Imagem retirada da Net
Nos últimos tempos, tenho ouvido falar de várias padarias e pastelarias que fazem produtos sem glúten. Indagando sobre a sua situação, invariavelmente são locais com produção de produtos com e sem glúten, em que o único cuidado aparente é a elaboração dos produtos isentos antes ou após a restante produção com limpeza prévia da maquinaria. No entanto, isto não é suficiente: a farinha pode permanecer no ar entre 6 a 24 horas pelo que qualquer limpeza será ineficaz se não houver um período de inactividade entre produções.

Se conhecem algum destes locais, façam as seguintes perguntas antes de consumirem os seus produtos:

  • Existe área própria para armazenamento dos ingredientes dos produtos sem glúten com recipientes fechados?
  • Os ingredientes usados têm fichas técnicas que garantem isenção de glúten?
  • O pessoal faz a sua higiene antes da produção sem glúten? Têm uniformes próprios para a produção sem glúten?
  • Existem equipamentos próprios/bancada própria/forno próprio para a confecção sem glúten?
  • A limpeza que dizem fazer implica o desmontar de alguns equipamentos para limpeza interna?
  • Na zona de venda, os produtos sem glúten estão devidamente acondicionados?


Se não cumprem estes preceitos ou parecem hesitar nas suas respostas, não consumam pois o risco de contaminação é elevado. A elaboração de produtos sem glúten deve ser feita em áreas fechadas com produção exclusiva, equipamentos próprios e com fluxo de ar controlado para as áreas de produção com glúten.

A farinha que permanece no ar e a farinha residual nos equipamentos são problemas que não se resolvem com uma limpeza normal. Convém também lembrar que a legislação só permite que se vendam produtos rotulados como “sem glúten” quando têm menos de 20 ppm; quantos destes locais fazem análises aos seus produtos para garantir o cumprimento da lei? Perguntem pelas análises, quem não deve, não teme.

A grande maioria destes locais pretende servir o crescente número de clientes que fazem a dieta para emagrecer- para os celíacos, alérgicos ao trigo e pessoas com sensibilidade ao glúten não celíaca apresentam um grande risco. O facto de não apresentarem sintomas após o consumo dos produtos destes locais não serve como garantia de que são isentos. Infelizmente, a “factura”, às vezes, só aparece mais tarde. Na dúvida, pela vossa saúde, não consumam.

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Mitos da doença celíaca

Encontrei esta lista dos mitos da doença celíaca da organização britânica Coeliac UK e, apesar de ter pontos em comum com uma outra lista já aqui publicada, achei suficientemente interessante para publicar aqui. Isto porque apesar de haver uma maior divulgação sobre a doença celíaca, ainda há muita desinformação que importa combater: ainda esta semana, soube de uma senhora que ouviu de uma médica gastrenterologista que não lhe fazia o rastreio para a doença celíaca porque já não era uma criança; ou outra que disse a uma paciente recém-diagnosticada que "de vez em quando, podia comer qualquer coisinha com glúten"...

A pesquisa mostra que a doença celíaca afecta 1 em cada 100 pessoas no Reino Unido, tornando-se muito mais comum do que se pensava anteriormente. O sub-diagnóstico é um grande problema e as pesquisas sugerem que cerca de 500.000 pessoas ainda não foram diagnosticadas.


"A doença celíaca é uma alergia alimentar" ... mito
A doença celíaca não é uma alergia alimentar ou intolerância, é uma doença auto-imune. Na doença celíaca, a ingestão de glúten faz com que a parede do intestino delgado se danifique. Outras partes do corpo podem ser afectadas.

A doença celíaca é conhecida como uma doença "multi-sistémica" - os sintomas podem afectar qualquer área do corpo. Os sintomas diferem entre os indivíduos em termos de tipo e gravidade.

A doença celíaca pode-se desenvolver e ser diagnosticada em qualquer idade. Ela pode-se desenvolver após o desmame através dos cereais que contêm glúten, na velhice ou em qualquer momento entre estas duas etapas. A doença celíaca é diagnosticada mais frequentemente em pessoas com idades entre os 40-60 anos. O diagnóstico tardio é comum e a nossa pesquisa indica que o tempo médio que demora para ser diagnosticado é de 13 anos.

Pesquisas recentes sugerem que a maioria das pessoas com doença celíaca tem peso normal ou está acima do peso aquando do diagnóstico. Só por si, o peso corporal não deve ser usado para decidir se se deve rastrear ou não a doença celíaca.

A doença celíaca é uma condição crónica. A dieta sem glúten é o único tratamento para a doença celíaca. Se o glúten for reintroduzido, o sistema imune reage e o revestimento do intestino vai ficar danificado de novo. Se alguém que siga uma dieta sem glúten for testado de novo para a doença celíaca (análise de anticorpos, biópsia do intestino) é de esperar que os testes sejam negativos. Isso significa que há uma boa resposta à dieta isenta de glúten. Não existem anticorpos no sangue, porque não há nenhum glúten que active o sistema imunitário. Manter o glúten fora da dieta permite que o intestino se cure.

Mesmo pequenas quantidades de glúten podem ser prejudiciais para pessoas com doença celíaca. Por isso, devem-se tomar medidas sensatas para evitar a contaminação cruzada com glúten. Dicas incluem:
  • Mantenha utensílios de cozinha separados;
  • Evite frituras no mesmo óleo que tenha sido previamente usado para cozinhar alimentos que contêm glúten;
  • Use uma grelha ou torradeira separadas ou sacos para torradeiras para fazer torradas sem glúten;
  • Use tábuas de cortar o pão separadas e limpe bem as bancadas da cozinha;
  • Use condimentos separados como compota, manteiga, mostarda e maionese.

"A doença celíaca afecta apenas pessoas de origem europeia" ... mito
A doença celíaca afeta todos os grupos étnicos e é comum na Europa e na América do Norte, assim como no sub-continente asiático, Médio Oriente, Norte de África e América do Sul."

* Imagens retiradas da Net *
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