INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



quarta-feira, 29 de junho de 2011

Sensibilidade ao Glúten Vs. Doença Celíaca



Imagem retirada da Net
 Quando comecei a pesquisar em 2008 sobre a Doença Celíaca em busca de um diagnóstico, encontrei num fórum americano para doentes celíacos imensos relatos de gente que não era diagnosticada como tal, mas que face aos sintomas que tinham e à falta de resposta da ciência, apostavam na dieta sem glúten e os seus sintomas desapareciam. Até então eram vistos como “maluquinhos da dieta” ou hipocondríacos, mas apenas 3 anos depois, a ciência dá-lhes razão.

Começa-se a admitir que os sintomas causados pela ingestão do glúten em indivíduos geneticamente susceptíveis, vão para além do que a medicina conhece, ie, a doença celíaca. As ferramentas de diagnóstico actuais não identificam as pessoas sensíveis ao glúten e é nisso que a pesquisa está a apostar agora. Traduzi este artigo do Centro de Pesquisa Celíaca da Universidade de Maryland nos EUA que é bastante elucidativo neste sentido. Tenho um outro, mas como estou apertada de tempo, traduzirei mais tarde e depois coloco-o aqui para completar esta informação.

Pesquisadores da University of Maryland School of Medicine identificam diferenças patogênicas chave entre Doença Celíaca e Sensibilidade ao Glúten
Quinta-feira, 10 de Março de 2011 
Estudo do Centro de Pesquisa Celíaca da Universidade de Maryland coloca a Sensibilidade ao Glúten no centro do espectro de transtornos relacionados com o glúten.

Cientistas do Centro de Pesquisa Celíaca da Universidade de Maryland School of Medicine provaram que a sensibilidade ao glúten é diferente de doença celíaca ao nível molecular e na resposta que ele provoca no sistema imunológico. A pesquisa, publicada online no BMC Medicine, fornece a primeira evidência científica de um mecanismo diferente que origina a Sensibilidade ao Glúten. Ele também demonstra que a Sensibilidade ao Glúten e Doença Celíaca são parte de um espectro de transtornos relacionados com o glúten.

"Nós encontramos diferenças nos níveis de permeabilidade intestinal e expressão de genes que regulam a resposta imunológica na mucosa do intestino", diz o investigador principal Alessio Fasano, MD, professor de pediatria, medicina e fisiologia na Universidade de Maryland School of Medicine e director do Centro de Pesquisa Celíaca. A pesquisa documenta os genes e os caminhos - uma sequência de reacções no intestino delgado - possivelmente associados à Sensibilidade ao Glúten. "Identificar e isolar "biomarcadores" específicos na resposta imunológica de pessoas com Sensibilidade ao Glúten pode levar a ferramentas de diagnóstico para a doença," diz o Dr. Fasano, que também dirige o Centro de Pesquisa de Biologia da Mucosa da University of Maryland School of Medicine.

Em pessoas com Doença Celíaca, o glúten desencadeia uma reacção auto-imune no intestino delgado. As proteínas complexas encontradas no trigo, centeio e cevada obrigam o sistema imunológico de uma pessoa com Doença Celíaca a atacar o seu intestino delgado. Não diagnosticada e tratada, a doença celíaca pode levar ao desenvolvimento de outras doenças auto-imunes, bem como a osteoporose, infertilidade, problemas neurológicos e, em casos raros, cancro.

Ao contrário da Doença Celíaca, a sensibilidade ao glúten não é associada a estas doenças graves. Os sintomas mais comuns de Sensibilidade ao Glúten incluem dor abdominal semelhante à síndrome do intestino irritável, fadiga, dores de cabeça, pensamento turvo, ou comichão nas extremidades. Há também evidências de que um subgrupo de pacientes esquizofrénicos e crianças autistas podem ser afectados pela Sensibilidade ao Glúten.

O Centro de Pesquisa Celíaca estima que cerca de seis por cento da população dos EUA, ou 18 milhões de pessoas, sofre de Sensibilidade ao Glúten. Este grupo reage com alguns dos mesmos sintomas que as pessoas com Doença Celíaca, mas os indivíduos com Sensibilidade ao Glúten tipicamente testam negativo para a Doença Celíaca em exames de sangue e não mostram sinais de danos no intestino delgado, o que define a Doença Celíaca.

"Imagine a ingestão de glúten num espectro, diz o Dr. Fasano. "De um lado, tem pessoas com Doença Celíaca, que não podem tolerar uma migalha de glúten na sua dieta. Na outra ponta, estão as pessoas que podem comer pizza, cerveja, massas e bolachas – sem quaisquer efeitos nocivos. No meio, existe uma área obscura de reacções ao glúten, onde se inclui a Sensibilidade ao Glúten. Isto é onde nós estamos a procurar respostas sobre a melhor forma de diagnosticar e tratar este grupo recentemente identificado de indivíduos sensíveis ao glúten ", diz o Dr. Fasano.

"O Centro de Pesquisa Celíaca lidera o caminho no esforço de compreender melhor o espectro de distúrbios do glúten", diz E. Albert Reece, MD, Ph.D., MBA, vice-presidente de assuntos médicos da Universidade de Maryland, e John Z. e Akiko K. Bowers Professor Emérito e reitor da Universidade de Maryland School of Medicine. "Não tenho dúvidas de que mais pesquisa irá levar a novas ferramentas de diagnóstico e tratamentos para quem sofre de Sensibilidade ao Glúten.”

A última pesquisa foi realizada em colaboração com a Johns Hopkins School of Medicine, do Departamento de Medicina Experimental da Universidade de Nápoles, em Itália, e o Instituto de Ciências dos Alimentos em Avellino, Itália. O artigo na BMC Medicine é intitulado "Divergência de Permeabilidade Intestinal e Expressão Imuno-Genética da Mucosa em Duas Condições Associadas ao Glúten: Doença Celíaca e Sensibilidade ao Glúten".

Existe um outro artigo muito esclarecedor, mas pela sua extensão e por falta de tempo, não posso traduzir para colocar aqui. Fica contudo o link para quem quiser ler; quem não perceber bem Inglês, pode sempre recorrer ao Google Translate.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Pãezinhos II

Quando encontrei esta receita aqui, sabia que tinha de a experimentar: o aspecto, a facilidade e rapidez da sua confecção, sem tempo de levedação, foram irresistíveis. Além disso, tinha acabado de receber a pedra para forno que encomendei na Amazon e pareceu-me a oportunidade perfeita para a estrear (posteriormente, encontrei um artigo semelhante, uma "pedra para pizza" à venda nas lojas Casa). 

Ainda bem que o fiz, o sabor é óptimo, e ainda que no dia seguinte estejam algo duros, 30 segundos no micro-ondas bastam para os devolver à sua glória. E comprovei que a pedra funciona: a crosta estava estaladiça, a lembrar o crepitar do pão com glúten, quentinho, a partir-se nas mãos. O miúdo mais velho fez a prova final: comeu dois pães com manteiga de seguida e deu-me logo o recado que era aquele pão que tinha que levar para o colégio. Se ele aprova, eu aprovo.

Ingredientes:
105 gramas farinha de sorgo  
105 gramas farinha de milho painço (millet)
140 gramas fécula de batata
70 gramas polvilho doce
1 1/2colher de chá de sal
1 colher de sopa de açúcar  
2 colheres de chá de goma xantana
1 colher de sopa de fermento activo seco   
1 colher de sopa de azeite
3 claras
1 colher de chá de vinagre de cidra
240 ml água morna (38ºC)

Na cuba da sua batedeira, combine os ingredientes secos. Adicione o azeite e as claras e misture até incorporar. Junte o vinagre e a quase totalidade da água. Bata por 2 minutos, adicionando o restante da água se necessário até ter uma massa macia.

Usando uma colher de gelado, faça pequenas bolas de massa que deve colocar num tabuleiro untado ou num tapete de silicone.

Coloque o tabuleiro no forno frio. Regule a temperatura para 220 graus e deixe cozer cerca de 25 minutos, dependendo do tamanho dos pães, até estes atingirem um tom dourado escuro. Ao terminar, deixe arrefecer numa rede de arrefecimento.


































sexta-feira, 24 de junho de 2011

Sonhos de São João

Quem não tem cão, caça com gato, isto é, quem quer festejar o São João e não pode comer farturas, come sonhos, ou, como disse ao miúdo, "farturas redondas".

Ingredientes:
125 ml de água
125 ml de leite
50g de margarina
Uma casca de limão
Uma pitada de sal
150g de farinha (usei Mix B Pan da Schar, experimentei primeiro com outra marca mas não funcionou)
4 ovos
Óleo para fritar
Açúcar
Canela em pó

Num tacho, leve ao lume a água, o leite, a casca de limão, a pitada de sal e a margarina. Deixe ferver.
Logo que comece a ferver, junte a farinha de uma só vez e mexa muito bem até formar uma bola que descole do fundo do tacho.
Depois da bola de massa formada, coloque numa tigela, retire a casca de limão e deixe arrefecer um pouco.
Junte os ovos um a um e mexa muito bem com uma colher entre cada adição. Mexa até a massa ficar homogênea.
Com a ajuda de duas colheres, faça bolas de massa, não muito grandes pois o seu volume irá triplicar.
Frite em óleo quente, mantendo sempre o lume brando. Pique os sonhos de vez em quando com um garfo ou palito. Deixe fritar até triplicarem de tamanho e ficarem loirinhos. Depois de fritos, retire-os para um prato com papel absorvente.
Entretanto misture o açúcar com a canela a gosto. Depois de fritos, passe os sonhos pela mistura do açúcar e canela.

terça-feira, 21 de junho de 2011

Reciclagem

Em tempos de crise, há que poupar e o pão ralado sem glúten é bastante caro. Como todos os que cozinham sem glúten sabem, não é fácil fazer um pão decente, logo há imenso "material" a precisar de ser reciclado. Isto aconteceu-me há dias com uma receita de pão menos conseguida. Para evitar o desperdício, fatiei o pão em pedaços finos, coloquei no forno a tostar quando o liguei para fazer um bolo e, quando as fatias ficaram bem estaladiças, triturei na centrifugadora até obter um pó fininho. Voilá, pão ralado sem glúten caseiro.


Coquinhos

Ás vezes, esquecemo-nos do que é fácil e complicamos a vida mais do que ela tem que ser. Com a dieta sem glúten, por vezes, passa-se o mesmo. Isto a propósito dos coquinhos, uns doces de coco sempre presentes em festas de aniversário, desde que me lembro de ser, e um eterno favorito das crianças. Foi o primeiro doce sem glúten que fiz depois do diagnóstico e ficou na memória do miudo: ao provar estes, disse-me que eram os bolos preferidos dele quando era pequeno (!).

Ingredientes:
200 gramas de coco ralado
150 gramas de açúcar
5 ovos
2 colheres de sopa de manteiga derretida.

Misturar bem os ovos com o açúcar; de seguida juntar e manteiga e, por fim, juntar o coco. Dispor em caixinhas de papel com o saco pasteleiro (ou uma colher, para quem não tem o saco) e levar ao forno pré-aquecido a 190ºC até dourarem.



















quinta-feira, 16 de junho de 2011

Tarte de Pêssego

Vi esta receita num blog francês com um aspecto tão delicioso que tive que pôr mãos à obra. O resultado foi este:




















Ingredientes para o recheio:
500g pêssegos em calda (escorrido)
100g de compota de pêssego

Ingredientes para massa:
70g de margarina
3 gemas
1 pitada de sal
80 gramas de farinha de arroz glutinoso
60 gramas  de farinha de milho painço (millet)
30 gramas de farinha de sorgo
40 gramas de fécula de batata
leite
1/2 colher de chá goma xantana

Ingredientes para o creme de amêndoas:
75 gramas de açúcar em pó
75 gramas de amêndoas moídas
10 gramas de farinha de arroz
1 colher de chá de rum
Algumas gotas de essência de baunilha
1 ovo
60g de margarina

Preparação da massa:
Misture bem as farinhas com o sal e a goma xantana. Bata a margarina por 1 minuto. Adicione as gemas, uma a uma. Acrescente então a mistura de farinhas.
Adicione o leite aos poucos até ficar com uma bola de massa muito macia, mas não pegajosa. Envolva esta bola em filme transparente e coloque no frigorífico por, pelo menos, 1 hora.

Preparação do creme de amêndoas:
Derreta a margarina. Misture numa tigela a margarina, o açúcar em pó e as amêndoas. Incorpore bem e acrescente a farinha. Por fim, adicione o rum e a baunilha e, depois, o ovo. Misture bem.

Preparação da tarte:
Unte uma forma de tarte. Estenda a massa em cima de papel vegetal para facilitar a colocação da mesma na forma. Coloque na forma com cuidado e molde-a. Vai ao forno por 10 minutos a 190ºC.

Deixe arrefecer durante 10 minutos. Decorrido esse tempo, cubra a massa com o creme de amêndoas.
Entretanto, escorra os pêssegos em calda, corte-os em quartos e coloque sobre o creme de amêndoas.
Vai ao forno por 30-35 minutos novamente a 190ºC.

Enquanto coze, aqueça a compota de pêssego numa panela e pincele a cobertura da tarte quando esta estiver pronta.


Promoções na Jardim Verde

Ao comprar bolachas da Schar, ontem, na Jardim Verde, fiquei a saber que estão na "Quinzena da Alimentação" pelo que todos os produtos alimentares estão com desconto, ao qual ainda acresce o desconto para os portadores de cartão cliente.

O site não menciona este evento, mas é a informação que me foi transmitida na loja (as bolachas custavam 2.12€ e paguei 1.80€). Deve-se aproveitar estas promoções pois, como sabem todos os que lidam com esta situação, os produtos sem glúten não são nada baratos, principalmente para quem se alimenta com misturas panificáveis e pães comerciais.

A Jardim Verde vende maioritariamente produtos da Schar, mas tem alguns (poucos) produtos de outras marcas, tais como a Glutano.

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Pão de canela


Lembrei-me dos pães de canela que se vendem nas feiras e festas e procurei uma receita para fazê-los em casa, mas sem dar muito trabalho... este livro da Carolyn Humphries tem imensas receitas para a máquina do pão e, tal como esperado, tinha uma receita de pão de canela. O resultado não foi o pão doce das feiras que me recordava, mas ainda assim é um pão agradável, não muito doce, e que sabe bem torrado com manteiga. Parece que vou ter que continuar a procurar a receita do gostinho especial...







Ingredientes:
Secos-
175 gramas de farinha de arroz
100 gramas de fécula de batata
50 gramas de farinha de millet
1/2 colher de chá de sal
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 colheres de chá de goma xantana
75 gramas de açucar amarelo
50 gramas de amêndoas moídas
1 1/2 colher de chá de canela

15 gramas de fermento seco activo

Molhados-
2 ovos
250 ml leite morno
50 gramas de manteiga derretida
1 colher de chá de sumo de limão

Misture bem os ingredientes secos (com a excepção do fermento). Entretanto coloque o leite na cuba da máquina de pão, acrescente os ovos e bata. Acrescente a manteiga derretida e o sumo de limão. Coloque então a mistura de ingredientes secos por cima do líquido e finalize com o fermento no topo.

Seleccione o programa Pão Doce, 700 gramas e deixe decorrer todos os ciclos com a excepção do último, a cozedura. Eu costumo interromper aqui pois não gosto da forma da minha cuba que deixa os pães com um formato nada prático; além disso, a cozedura na máquina não permite ao pão adquirir um tom dourado. Assim, deve-se retirar a massa da máquina ao terminar a levedação e colocar numa forma de bolo inglês e levar a forno pré-aquecido a 190º C durante 30 minutos. Quando estiver pronto, deixe arrefecer completamente antes de fatiar.



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Pão de forma

Uma receita simpática que experimentei este fim de semana, boa para sandwiches e torradas. Imprescindível a forma do pão de forma com a sua tampa, para quem gosta de fatias quadradas à la Bimbo. O original está aqui.

Ingredientes:
170 gramas de Maizena
100 gramas de farinha de arroz (eu usei integral)
100 gramas de fécula de batata
50 gramas de leite em pó
25 gramas de açucar
12 gramas de sal fino
6 gramas de goma xantana
6 gramas de fermento
16 gramas de fermento seco activo
350 ml leite morno
6 colheres de sopa de óleo vegetal
3 claras de ovo batidas ligeiramente com um garfo

Misturar bem os 9 primeiros ingredientes. Colocar na cuba da batedeira os líquidos e misturar. Juntar então os ingredientes secos e bater em velocidade média até a massa não ter grumos.

Colocar na forma untada ou revestida a papel vegetal e deixar a levedar em local morno durante 30 minutos. Após esse tempo, colocar no forno pré-aquecido a 190ºC durante 30 a 35 minutos. Deixar arrefecer completamente antes de fatiar.


O pão dentro da forma



Brownie com pepitas

No sábado passado, fomos almoçar fora e na mesa das sobremesas havia brownie que o miúdo mais velho quis comer, mas não pode. Ora assim que chegámos a casa decidi compensá-lo e procurei uma receita de brownie para ele: encontrei esta que me pareceu bastante acessível e resolvi experimentar. Ultrapassou as minhas expectativas e rapidamente o brownie deixou de ser.

Ingredientes:
150 gramas de chocolate preto
115 gramas de manteiga sem sal
2 ovos tamanho M
200 gramas de açucar mascavado
65 gramas de amêndoa moída
65 gramas de farinha de arroz (eu usei integral)
1/2 colher de chá de sal fino
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 colheres de chá de essência de baunilha
Pepitas de chocolate

Pré-aqueça o forno a 190º C. Derreta o chocolate com a manteiga no micro-ondas até dissolver bem. Reserve. Á parte, misture a amêndoa com a farinha de arroz, o sal e o bicarbonato de sódio. Na cuba da batedeira, bata primeiro os ovos até fazer espuma e junte, depois, o açucar e a essência de baunilha, misturando bem.

Acrescente aos poucos o chocolate à cuba, batendo devagar para incorporar bem. Por fim, junte a mistura de farinhas e bata até ter uma massa brilhante e macia. Prepare um tabuleiro de 20x20 (ou algo aproximado a estas medidas) cobrindo-o com papel de alumínio que deverá untar com manteiga. Despeje a massa, enfeite com as pepitas de chocolate ao seu gosto e leve ao forno, por 30 a 35 minutos (não deixe cozer demasiado para a massa não secar muito).

Quando estiver pronto, retire o brownie da forma puxando pelo alumínio e deixe esfriar numa rede de arrefecimento.



quinta-feira, 9 de junho de 2011

Nestlé sem glúten

Recentemente soube que a Nestlé espanhola ia começar a rotular todos os seus produtos isentos de glúten como tal. A informação foi veiculada pelas associações de celíacos espanhóis, e a página da empresa anuncia essa intenção. Sendo eu uma pessoa proactiva, de pronto contactei a Nestlé portuguesa de modo a saber se iriam fazer o mesmo em Portugal e recebi esta agradável resposta:

"Ex.ª Senhora,
Desde já agradecemos o seu contacto, bem como o seu interesse pelos nossos produtos.
Em resposta à sua questão, informamos que estamos a trabalhar em conjunto com a Nestlé Espanha nesta iniciativa, pelo que iremos também no nosso mercado identificar todos os produtos que não contém glúten.
Salientamos, que as embalagens de Nesquik Plus em Pó (excepto as promocionais) já possuem essa indicação, bem como os nossos cartazes de gelados Nestlé, que já identificam os seguintes produtos como isentos de glúten: Fantasmikos Creme de Chocolate, Fantasmikos Frutas, Nesquik Chocolate, Nesquik Leite, Hello Kitty.
Nos restantes produtos, a alteração do rótulo será feita consoante a sua rotatividade no mercado."

Obrigada.
PS: gostei da chamada de atenção para o Nesquik que não tem o rótulo sem glúten enquanto houver promoções, como está a acontecer agora.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Kelloggs sem glúten

A Kelloggs americana não resistiu à pressão do crescente número de consumidores intolerantes ao glúten e lançou no mercado, este mês, Rice Krispies sem glúten. Assim que li aqui enviei um mail à Kelloggs portuguesa a perguntar se irão disponibilizar este produto no nosso país... se formos muitos a perguntar o mesmo, pode ser que o coloquem cá. Se quiserem demonstrar interesse, podem escrever para o endereço apoiokelloggs@netcabo.pt ou deixar mensagem nesta página (se funcionar, eu não consegui):





















Update
A Kelloggs portuguesa respondeu-me sem responder... ora vejam:

"Exma. Sra.,
Agradecemos o seu contacto e a sua sugestão.
Na gama de produtos Kellogg’s em Portugal, os cereais Frosties, Rice Krispies, Choco Crispies Original e Corn Flakes não contêm glúten na sua composição. No entanto, a Kellogg’s não pode garantir em absoluto a ausência de vestígios de glúten nestes produtos, dado que a linha de produção é também utilizada para cereais com glúten.
A decisão final do consumo ou não dos nossos cereais terá sempre der ser tomada pelo seu médico."

1º O que o meu filho come sou eu que decido, não é a pediatra dele e mal estaríamos se tivessemos que consultar os médicos sempre que quisessemos comer algo;
2º Na composição dos Rice Krispies em Portugal figuram os seguintes ingredientes (info retirada do site da Kelloggs): Arroz, açúcar, sal, aroma de malte de cevada, niacina, ferro, vitamina B6, riboflavina (B2), tiamina (B1), ácido fólico, vitamina D, vitamina B12. Que parte de malte de cevada é que não tem glúten?
3º Se não acautelam a contaminação cruzada, temos que assumir que são produtos com glúten.
4º Concluo que a Kelloggs portuguesa não tem produtos aptos para uma dieta isenta de glúten, nem lhes interessa ter.
5º Vou ter que lhes explicar isto.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Revistas sem glúten

Vi ontem no facebook da APC que a revista Activa deste mês traz uma reportagem sobre a problemática do glúten e algumas receitas. Há pouco fiquei também a saber que a revista Mulher Moderna na Cozinha passou a incluir receitas sem glúten nas suas edições. Tudo isto aponta para uma maior visibilidade do problema das condições associadas ao glúten, mas ainda temos muito que trabalhar até chegar ao nível da divulgação que existe nos EUA. Lá, encontro pelo menos quatro revistas sobre o tema:




Já fui subscritora da primeira, mas por problemas de envio das revistas, não renovei a subscrição. Com pena, porque era uma revista muito informativa e com óptimas receitas. A quarta revista tem formato digital, pelo que não há problemas com o envio por correio. Espanha teve também uma revista sobre intolerâncias e alergias alimentares, a "Vivir sin Gluten Y Alergias" em 2009, mas encerrou após sete edições. Assim, enquanto não há espaço para uma revista deste tipo em Portugal, podemos sempre recorrer às seguintes revistas online:




GFF Magazine

Y Ahora Qué Cocino?

Informação é poder.

Orelhas de elefante

Ou, em linguagem de adultos, palmiers (de contrafacção, neste caso). Quando encontrei esta receita da Shauna James, aka Gluten Free Girl, pensei que a massa seria óptima para substituir a massa folhada nas receitas que a pedem. Isto porque não sou grande cozinheira e a massa folhada parece-me muito complicada de fazer. Entretanto, vi um vídeo sobre como fazer palmiers e, de imediato, me veio à ideia a massa do rugelach, um doce típico judeu. Como palmiers seria um nome mais complicado para o miúdo dizer, chamei a estas bolachinhas "orelhas de elefante".

Ingredientes:
110 gramas de natas espessas (comprei da President)
110 gramas de manteiga sem sal
210 gramas de farinha sem glúten
1/2 colher de chá de sal
Açúcar mascavado
Canela

Retire as natas e a manteiga do frigorífico 10 minutos antes de começar a receita para amolecerem. Entretanto coloque no robot (a minha fiel kenwood, no meu caso) a farinha e o sal e misture um pouco. Corte a manteiga em pedaços e coloque no robot juntamente com as natas. Deixe bater a velocidade média até a massa formar uma bola.

Divida a massa em duas bolas mais pequenas (caso queira umas bolachas maiores, faça apenas uma bola), embrulhe em filme transparente e leve ao frigorífico por 15 minutos para endurecer. Passado esse tempo, estenda cada bola entre duas folhas de papel vegetal com a ajuda de um rolo, até formar um rectângulo.  Coloque, então, açúcar e canela a gosto em cada face da massa, pressionado ligeiramente para uma melhor aderência. Enrole um dos lados do rectângulo em círculo até chegar ao meio e pare; repita a operação com o outro lado do rectângulo, até os círculos se encontrarem. Pressione um pouco os dois círculos para não deixar espaços entre as camadas.

Envolva a massa em filme transparente outra vez e leve ao frigorífico por uma hora. Passado esse tempo, fatie finamente a massa e coloque as tiras num tabuleiro untado ou num tapete de silicone. Leve ao forno previamente aquecido a 190ºC durante 30 a 35 minutos até ficarem estaladiças.


Os "palmiers" antes do forno



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Bolos de arroz

Um clássico das nossas pastelarias, mas um bolo que o miúdo nunca tinha comido. A fome juntou-se à vontade de comer quando encontrei formas para bolos de arroz numa loja de artigos para pastelaria. No mesmo local, vendiam também as fitas de papel típicas destes bolos, mas em embalagens de 1000, logo tive que improvisar. Recorri ao papel vegetal que uso para cozinhar mas esqueci-me do pequeno (grande) pormenor que este é anti-aderente pelo que facilmente saiu quando desenformei os bolos. Nota mental: comprar papel vegetal barato.

A receita foi adaptada a partir de outra que encontrei num blog de uma escola de pastelaria, usando o "meu" mix de farinhas, já que, contendo bastante farinha de arroz, permite alguma fidelidade à receita antiga dos bolos de arroz (parece que aqueles que se vendem nas pastelarias hoje em dia já só levam farinha de trigo).

Ingredientes:
150 gramas margarina
250 gramas açúcar
3 ovos
75 ml leite
7,5 gramas fermento em pó
Raspa de limão
Açúcar para polvilhar

Bata a manteiga com o açúcar até ficar cremoso. Em seguida, junte os ovos e a (pouca)raspa de limão batendo novamente. Coloque o leite, bata mais um pouco e junte a farinha com o fermento; envolva tudo.

Coloque nas formas previamente revestidas com uma tira de papel vegetal e polvilhe com açúcar (eu usei açucar mascavado para um efeito mais caramelizado).
Leve a cozer em forno pré-aquecido a 190ºC por 20 a 25 minutos ou até dourar. Quando estiverem prontos, deixe arrefecer completamente.






quinta-feira, 2 de junho de 2011

Brioches

Estes pequenos pães de leite são uma constante cá em casa desde que encontrei a receita aqui. Inicialmente fazia a receita do principio ao fim na máquina do pão, tendo adaptado as quantidades à cuba do meu aparelho que é menor do que a da receita original. Hoje em dia, sigo a receita até ao final do ciclo de levedação, paro o programa e com a massa faço pequenas bolas que vão ao forno. O resultado é este e ficam sempre bem:
















Ingredientes:
350 gramas de farinha sem glúten (uso a mistura panificável sem glúten do El Corte Inglés)
280 gramas de leite
2 ovos
1 colher de sopa de essência de rum ou baunilha
70 gramas de açúcar
35 gramas de óleo
5 gramas de fermento seco
Para pincelar:
1 gema de ovo
Água

Misture a farinha e o açúcar. Noutro recipiente misture o leite ligeiramente aquecido, o óleo, os ovos e a essência.

Deite na cuba a mistura líquida e em seguida a farinha. Faça uma pequena cova na farinha e coloque aí o fermento.

Programe para pão doce/750 gramas. A cor da crosta não é relevante visto que não vamos deixar cozer na máquina. Quando terminar o ciclo de levedação, desligue a máquina e coloque colheradas de massa no tabuleiro que irá ao forno. Com as mãos molhadas, forme a massa em bolas. Por fim, pincele com uma mistura de água e gema de ovo.

Vai ao forno a 190ºC durante 35 a 40 minutos, ou até dourar. Deixe arrefecer.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A vaca que ri

Se há produto que os miúdos gostam, é o queijinho triangular da Vaca que Ri. Ao ler a longa lista de ingredientes à procura de glúten, esta parecia-me inofensiva, mas como indicava elementos que eu desconhecia, não comprava. Menção a alergéneos, nem vê-la... na semana passada, numa ida a um supermercado Espanhol, olho para a caixinha da Vaca que Rie e lá estavam elas, as palavrinhas mágicas: Sin Gluten.

Fiquei chateada com a vaca Portuguesa, a sério que fiquei! Então, se os ingredientes são iguais, porque é que os petizes Portugueses que não toleram o glúten merecem menos consideração que os seus congéneres Espanhóis? E se bem o pensei, bem o fiz- já seguiu um email para a dita vaquinha a perguntar porquê. Se me responderem, depois venho cá contar. Entretanto, o miúdo regala-se com o quesito de nuestros hermanos (e não me venham cá com conversas acerca da balança deficitária e defender o que é nosso e coiso e tal).


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