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DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Novidades sem glúten em Lisboa

Numa visita recente a Lisboa, podemos conhecer alguns locais com produtos sem glúten que aproveito para divulgar. Não sendo locais certificados pela APC, são locais que conhecem a dieta sem glúten e a contaminação cruzada, e podem indicar quais as opções seguras para celíacos, sabendo de antemão quais os riscos em cozinhas partilhadas.

Tapioca oca: servem as famosas tapiocas brasileiras, doces ou salgadas, feitas à base de mandioca, e sumos naturais, num pequeno espaço na rua Dom Carlos I. Aparentemente, com base no que vimos no dia da nossa visita, não têm produtos com glúten, mas convém verificar com as simpáticas funcionárias.

Aripo: neste espaço situado na estrada da Luz servem-se as nossas já conhecidas arepas, petisco venezuelano, e na ementa vem claramente indicado quais os recheios sem glúten. Convém ter em atenção que é uma cozinha partilhada, pelo que convém esclarecer os funcionários da condição de celíacos. Nós optamos por ir por altura do lanche, em que éramos os únicos clientes e a cozinha não estava congestionada com pedidos. Os miúdos ficaram encantados com este lanche.

Go Natural: um novo conceito da Sonae que adquiriu a cadeia Go Natural, este é um supermercado virado para as opções da alimentação saudável e biológica, situado na Av. 5 de Outubro. Assemelha-se a uma loja Celeiro, com marcas semelhantes, mas num espaço maior e com mais algumas opções. Não sendo propriamente barato, permite usar o cartão Continente e algumas das suas promoções.

Choco & Mousse: não sendo uma verdadeira novidade, esta pastelaria certificada pela APC não pára de aumentar a variedade de produtos sem glúten e é já uma paragem obrigatória nas visitas a Lisboa. A oferta para o Natal e Ano Novo era bastante diversa e não resistimos a trazer a tarte de maçã vegan, sem glúten, que foi um sucesso.


























sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Quantos somos?

Imagem retirada da Net
Começamos o ano com boas notícias: saíram no final do ano passado os resultados do primeiro estudo de prevalência de doença celíaca em Portugal, levado a cabo pela equipa da Dra. Henedina Antunes, do Hospital de Braga. Transcrevo aqui na íntegra o artigo da própria publicado na revista + Vida, do Grupo José de Mello Saúde.


"DOENÇA CELÍACA AFETA 0,7% DOS PORTUGUESES
Um em cada 151 portugueses (ou sete em cada 1000) tem doença celíaca, revela o primeiro estudo nacional sobre a prevalência da doença, realizado no Hospital de Braga, com o selo da Sociedade Portuguesa de Gastrenterologia Pediátrica e o apoio da Associação Portuguesa de Celíacos.

Todos já ouvimos falar da doença celíaca e de produtos sem glúten, mas será que sabemos quantos doentes existem realmente em Portugal? Até agora, ninguém tinha respondido a esta pergunta. Henedina Antunes, responsável pela Unidade de Gastrenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica do Hospital de Braga, dá finalmente a resposta.

De acordo com o estudo coordenado por esta médica pediatra, a prevalência de doença celíaca na população portuguesa é de 0,7%. Curiosamente, é a mesma prevalência calculada pela investigadora na Universidade do Minho há cerca de dez anos, num estudo circunscrito ao concelho de Braga.

Feitas as contas, significa que um em cada 151 portugueses vive com esta doença autoimune, mesmo que ainda não saiba. O resultado não surpreendeu Henedina Antunes, uma vez que a prevalência europeia é de um para 100 ou de um para 200. Muitos, porém, duvidavam que fossem tantos.

“Estes números vêm dar força aos celíacos. Para a Associação Portuguesa de Celíacos, como interlocutora do Estado e das empresas, é importante ter dados nacionais para poder reivindicar”, explica.

Rastrear na adolescência para prevenir em vez de remediar
Ao todo, o primeiro estudo de prevalência nacional de doença celíaca envolveu 1340 adolescentes voluntários, entre os 13 e 14 anos, de escolas de vários pontos do país, designadamente Braga, Viana do Castelo, Vale do Sousa, Viseu, Lisboa, Amadora, Loures, Évora, Faro, Madeira e Açores. 

Porquê fazer o estudo em adolescentes? Henedina Antunes explica: “A adolescência é considerada a melhor fase para este tipo de investigação. Podíamos fazer em crianças muito pequenas mas provavelmente não apanharíamos todos os celíacos, ou podíamos fazer em adultos mas já apanharíamos doentes com osteoporose e outros problemas. Nos adolescentes ainda há a possibilidade de intervir adequadamente para prevenir a osteoporose e outras complicações e conseguimos uma prevalência mais correta.” Mas desengane-se quem pensa que a doença celíaca é uma doença de crianças e jovens. Na verdade, a doença pode surgir em qualquer idade. “O diagnóstico mais tardio que conheço é de uma senhora com mais de 80 anos”, relata.

Hospital de Braga foi fundamental
Neste estudo, o procedimento foi igual com todos os adolescentes. As equipas de investigadores dos hospitais locais, coordenadas por Henedina Antunes, foram às escolas e procederam à colheita das amostras de sangue. As amostras foram preparadas nesses hospitais e transportadas depois para o Hospital de Braga.

Henedina Antunes destaca a colaboração de Alexandra Estrada, diretora do Laboratório de Patologia Clínica do Hospital de Braga, e dos técnicos Francisco Lima e Arsénio Miguel, que foram fundamentais para que o estudo chegasse a bom porto, assim como o apoio dos investigadores de todo o país que muito contribuíram e da empresa que possui os marcadores para a doença celíaca (Thermo Fisher Scientific). Nuno Saldanha, aluno do 6.º ano de Medicina da Escola de Medicina da Universidade do Minho, agora já médico, fez o mestrado integrado com este estudo.

Um dos papéis do Hospital de Braga foi pesquisar, nas amostras que lhe foram encaminhadas, marcadores de doença celíaca, designadamente o anticorpo antitransglutaminase e IgA total. Cerca de um ano após o início do estudo, chegaram os resultados. “Foram detetados nove casos a nível nacional, dos quais apenas um era conhecido e já estava a cumprir a dieta sem glúten. Oito só souberam porque fizeram o estudo”, refere.

Anemia é o principal sintoma
Efetivamente, a doença celíaca pode levar muitos anos ou mesmo décadas a ser diagnosticada, sobretudo se a pessoa ignorar os sintomas. Os principais são anemia por deficiência de ferro resistente à terapêutica e problemas de crescimento. Cerca de 40% dos celíacos (menos do que antigamente) têm os sintomas clássicos, nomeadamente barriga distendida, diarreia, dores abdominais, irritabilidade e desnutrição.

Henedina Antunes aconselha as pessoas que suspeitem ter a doença a solicitarem a realização de um exame, que é simples e acessível: “O anticorpo antitransglutaminase está disponível nos centros de saúde desde 2012 e custa apenas sete euros”, incita.

Para confirmar a doença, pode ser necessário fazer uma biópsia do intestino através de endoscopia alta com anestesia. “Na biópsia, vê-se mucosa plana. O intestino normal tem uma espécie de dedos que aumentam a superfície de absorção. Nos celíacos, não há esses ‘dedos’. É por isso que eles têm má absorção”, explica.

Só com esta sensibilização será possível diagnosticar os casos que continuam escondidos debaixo do icebergue. Ao todo, haverá apenas uns 15 mil doentes diagnosticados, embora se calcule que haja perto de 100 mil doentes. Henedina Antunes já diagnosticou 154, seguindo atualmente cerca de uma centena.

Depois do diagnóstico, a autora de Manual de Sobrevivência para um Jovem Celíaco lembra que a dieta sem glúten é mesmo para toda a vida, o que está longe de ser um bicho-de-sete-cabeças. “Os celíacos devem ter orgulho e integrar a doença na sua personalidade.”

HEREDITÁRIO: SIM OU NÃO?
Os celíacos herdam um HLA de risco (HLA-DQ2 e DQ8), uma proteína que confere suscetibilidade aumentada para desenvolver a doença. Mas isso poderá nunca acontecer (por exemplo, se jamais contatarem com o glúten, como acontecia antigamente em países asiáticos).

O TRIGO É TODO IGUAL?
As modificações em termos de alimentação têm muito a ver com o aumento dos casos de doença celíaca nos países ocidentais. O trigo agora utilizado tem mais glúten do que antes.

TODOS DEVEM FAZER UMA DIETA SEM GLÚTEN?
Não. “Agora é moda fazer dieta sem glúten não sendo celíaco. Eu sou contra!”, afirma Henedina Antunes. “Os celíacos têm maior risco de ter outras doenças autoimunes, como diabetes ou tiroidite. Por isso, é importante que as pessoas saibam se são celíacas ou não”, avisa. Por outro lado, “os celíacos não gostam que esta seja uma dieta da moda porque não se valoriza tanto a doença e há maior risco de contaminação nos produtos”.

HÁ PRODUTOS NATURALMENTE SEM GLÚTEN?
Sim. Os celíacos podem fazer uma dieta com produtos naturalmente sem glúten, como arroz, milho, batata, legumes, fruta, ovos, peixe ou carne.

OS CELÍACOS NÃO PODEM COMER PÃO?
Hoje em dia não há alimentos proibidos porque já existe farinha sem glúten, embora seja 20 a 30% mais cara. Também já há pizzas sem glúten e menus sem glúten em cadeias de fast food e nos aviões.

OS CATÓLICOS PODEM COMUNGAR?
Agora já existem partículas sem glúten para que os celíacos possam comungar. Henedina Antunes foi instada a fazer um parecer para a Santa Sé sobre o assunto e, entretanto, a Igreja já autorizou.

EXISTE ALGUM CONVÍVIO DE CELÍACOS?

Anualmente, os celíacos diagnosticados no Hospital de Braga têm uma festa que terá a sua 20.ª edição em 2017. É o Hospital de Braga que apoia este evento."


domingo, 25 de dezembro de 2016

Granola caseira sem glúten

Há uns tempos atrás, conseguia comprar cereais de trigo sarraceno e canela da Favrichon que eram bastante deliciosos, quase que pareciam granola. No entanto, desapareceram do mercado. Procurei algo parecido nas granolas disponíveis no mercado, mas quase todas trazem aveia- ainda que sem glúten, não arrisco a comprar produtos com este cereal pois a primeira vez que a utilizei o Lucas fez reacção. Sendo assim, decidi-me a criar a minha versão dos cereais da Favrichon e o resultado ficou muito parecido. Depois dos abusos do Natal, nada como um pequeno almoço saudável para recuperar.

Ingredientes:
150 gramas de flocos de arroz integral
150 gramas de flocos de trigo-sarraceno
250 gramas de corn flakes
45 g de sementes de chia
90 g de amêndoas picadas
1/2 chávena de óleo de coco
1/2 chávena de mel/maple syrup
1/3 mel
2 colheres de sopa de farinha de trigo sarraceno
1 colher de chá de canela

Misture numa taça os flocos com os flocos, os cereais partidos, as amêndoas picadas, as sementes de chia e a farinha. Envolva bem.

Num tacho aqueça o óleo com mel e a canela. Verta este preparado por cima da mistura anterior, envolva bem e disponha num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal.

Leve ao forno a 160º durante 20 minutos, mexendo aos 10 minutos para que cozinhe de forma homogénea.

Deixe arrefecer na totalidade e coloque em frascos. 




terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Tronco de Natal sem glúten

Continuando com as experiências de Natal, reciclei a receita que já existe cá no blog de Torta de Limão para a versão Tronco de Natal. Esta receita é infalível, fica sempre bem e é um sucesso: para a versão tronco de Natal, cubri a torta com ganache de chocolate na qual usei 150 gramas de chocolate de culinária Nestlé, 90ml de leite de amêndoas e uma colher de sopa de óleo de coco que derreti a fogo lento. O recheio é de compota de morango.

Fiz uma decoração mais natalícia com framboesas e coco ralado. Isto porque não tinha comprado decorações de Natal para enfeitar o tronco, contudo a imaginação de cada um é o limite.



























segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Receitas para um Natal sem glúten

Imagem retirada da Net
Estamos já em modo fim de ano e a meras duas semanas do Natal. Esta época pode ser fonte de stress para quem faz uma dieta sem glúten e receia sentar-se a uma mesa onde não há nada que possa comer; as ofertas comerciais são poucas e muitas vezes de má qualidade (principalmente para o preço que ostentam), daí que, não temam, só nos resta arregaçar as mangas e ir para a cozinha. 

Dá algum trabalho, mas certamente as mesas de Natal sem glúten não ficarão nada a dever às mesas tradicionais. Contudo, não estrague o seu Natal esquecendo-se da contaminação cruzada em mesas partilhadas, há sempre alguém que se distrai com as facas e migalhas atrevidas a caírem onde não devem!

Ao longo dos anos, tenho vindo a compilar várias receitas de Natal aqui no blog e que poderão ser úteis a quem anda a dar voltas à cabeça sobre que doces colocar na mesa natalícia. Deixo então os links para estas receitas de modo a facilitar a pesquisa.


















quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Hóteis sem glúten

Uma notícia que vi hoje no Sapo Viagens e que merece ser partilhada:

"Vila Galé com pequeno-almoço sem glúten

Esta opção estará disponível a partir de 1 de dezembro nos 20 hotéis do grupo em Portugal. E não representa custos adicionais para os hóspedes que tenham este tipo de necessidades alimentares.

Este pequeno-almoço – que inclui diferentes tipos de pão, cereais e pastelaria isentos de glúten, lacticínios e sumo – segue as recomendações da Associação Portuguesa de Celíacos. “Sabemos que o número de pessoas com intolerância ou alergia ao glúten tem vindo aumentar e queremos ter uma oferta alimentar que responda às suas necessidades de saúde. Ao disponibilizarmos um pequeno-almoço apto para celíacos, queremos reforçar a confiança destes hóspedes, assegurando-lhes que tivemos todos os cuidados necessários na escolha, preparação e confeção dos alimentos que o compõem, sem risco de contaminações cruzadas», explica o diretor de Alimentação e Bebidas da Vila Galé, Miguel Santos.

“Ao garantir a sua segurança e a sua saúde, trata-se de prestar um melhor serviço, até porque não há ainda muitos hotéis em Portugal com oferta pensada para este público”, acrescenta."


quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Pão com chouriço

Depois do pão com salpicão, hoje é a vez do pão com chouriço: quentinho, a transbordar de chouriço e acompanhado pelo tradicional caldo verde soube-nos pela vida. Só quem passa pelas barracas do pão com chouriço nas feiras, sente o cheiro e continua sem parar, pode apreciar o que é reproduzi-lo com sucesso em casa. De certeza, uma receita a repetir- congela bem e é uma óptima ideia para um lanche rápido fora de casa.

Ingredientes:
240 gramas de farinha para pão da Área Viva Continente
180 gramas de farinha Schar Mix B
40 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
40 gramas de polvilho doce
4 gramas de psílio em pó
5 gramas de fermento seco
420ml de água morna
5 gramas de vinagre
5 gramas de açúcar
10ml óleo vegetal
Chouriço sem glúten a gosto

Na cuba da sua batedeira misture as farinhas com o psílio e o fermento até obter uma mistura de cor uniforme. Num copo misture a água com o vinagre, açúcar e óleo e junte-a aos ingredientes secos. Deixe bater durante cerca de 10 minutos em velocidade média.

Tape a cuba e deixe a massa levedar durante uma hora. No final desse período, coloque uma folha de papel vegetal na bancada e polvilhe com farinha de arroz: divida a massa em dois, e estique cada metade com um rolo até obter uma espessura de 2 centímetros. Espalhe o chouriço tal como indicado na foto e enrole; corte o rolo de massa em partes iguais e repita com a outra metade. Arredonde os pedaços de massa e deixe a levedar tapados em local morno durante meia hora.

Coloque um pequeno recipiente de ir ao forno com um dedo de água a ferver no fundo do forno para uma crosta mais crocante, e ligue o forno a 200ºC. Passados cinco minutos, leve então os pães a cozer durante 30 minutos, retire, deixe arrefecer levemente e sirva.

Rende 10 unidades.


























segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Bolo de castanha e chocolate

Uma receita que já não vem a tempo do São Martinho, mas que é da época e fácil de fazer. Este bolo, cuja receita vi no site Un Cuore di Farina Senza Glutine, é uma receita tradicional italiana e, usando apenas farinha de castanha, é naturalmente sem glúten. No meu caso, usei uma parte de farinha Doves Farm porque receei que, usando apenas farinha de castanha, ficasse com uma textura mais frágil.

O sabor a castanha não transparece, apenas aquele do chocolate e da laranja. A textura é húmida e pede um líquido a acompanhar, tornando-o uma boa opção para um lanche de bolo e chá. A farinha de castanha nem sempre se encontra isenta de glúten, mas a marca Bauckhof, à venda no Celeiro, é uma opção segura.

Ingredientes:
200 gramas de farinha de castanha 
50 gramas de farinha Doves Farm White Self Raising
1 colher de sopa de fermento em pó
125 gramas de açúcar
2 ovos M
35 gramas de chocolate em pó
Raspa de meia laranja
50ml óleo vegetal/azeite
200ml leite/leite vegetal

Misture as farinhas com o fermento e o chocolate em pó. Reserve.

Na cuba da batedeira, bata os ovos com o açúcar e a raspa de laranja até obter um creme amarelo pálido. Acrescente colheradas de farinha com a batedeira a funcionar, alternando com o leite. Por fim, acrescente o óleo aos poucos e bata até a massa borbulhar um pouco.

Coloque a massa numa forma de 20 a 22 cms. de diâmetro, untada e enfarinhada e leve ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 30 minutos. Retire do forno, deixe arrefecer ligeiramente e desenforme. Decore a gosto.


























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