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DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



terça-feira, 25 de julho de 2017

Pão de canela com passas

Este tempo estival tem roubado algum tempo e dedicação ao blog, pelo que este tem estado um pouco parado. Regresso hoje com uma receita de pão de canela com passas, uma receita americana (cinnamon raisin bread) que muito me agradou e trouxe à memória os bagels do mesmo sabor, provados há muito tempo em terras do Tio Sam. Um pão muito saboroso, fresco ou torrado com manteiga. Os miúdos não são grandes fãs de passas, pelo que estas podem ser opcionais.

Ingredientes:
150 gramas de farinha Área Viva sem glúten Continente
75 gramas de farinha Schar Mix B
75 gramas de farinha Mix Brot Dunkel da Schar
5 gramas de psílio Finax em pó
1 ½ colheres de sopa de canela em pó
3 gramas de fermento seco
2 ovos M
75 gramas margarina/manteiga sem sal
40 gramas de açúcar
½ colher de chá de sal
175 ml leite/leite vegetal (a 38ºC)
100 gramas de uvas passas
Para pincelar:
1 gema
1 pouco de leite/ leite vegetal

Misture o fermento com as farinhas, o psílio, o açúcar e a canela, e reserve.

Na cuba da sua batedeira misture o leite com as uvas passas, o sal e os ovos. Misture bem, e vá acrescentado aos poucos a farinha reservada. Trabalhe a massa durante cinco minutos e junte depois a manteiga/margarina aos pedaços. Bata bem até obter uma bola homogénea de massa. Leve ao frigorífico a levedar durante, pelo menos, 4 horas, de preferência durante a noite.

Passada esta primeira levedação, coloque a massa numa forma de bolo inglês forrada a papel vegetal e deixe levedar de novo durante 30 minutos num local aquecido. Pincele com a mistura da gema com o leite e leve ao forno pré-aquecido a 220ºC durante 10 minutos, e depois a 190ºC durante mais 20 a 25 minutos. Se o pão começar a ficar muito escuro, cubra com papel de alumínio.

Deixe arrefecer numa rede antes de cortar.


















sexta-feira, 23 de junho de 2017

A Norte, sem glúten

Até há pouco tempo, não havia no Norte de Portugal algum local onde se pudesse fazer uma pequena refeição ou lanchar sem glúten, em segurança. Em poucos meses, o panorama alterou-se e entre o Norte e a Galiza, surgem três novos locais:

Situada na Rua Trindade Coelho, Entrada 10, Loja 11, no Porto, define-se como um salão de chá com alguma pastelaria caseira e que prima principalmente pela simpatia no atendimento. Não tem ainda muita variedade, mas encontra-se certificada pela APC.

Situada na Rua Dr. Manuel Monteiro nrº 27, na Póvoa de Varzim, é uma pastelaria também certificada pela APC com uma grande variedade de doces, todos com um aspecto muito apetitoso, a avaliar pelas fotos na sua página de Facebook. Está na nossa lista de locais a visitar em breve.

Para quem mora perto da fronteira, pode encontrar mais uma opção para compras sem glúten em Vigo na Panacea Bakery. É, como o nome indica, uma padaria sem local para lanchar, mas tem produtos muito saborosos, especialmente o pão, e que atendem também a quem tem outras restrições alimentares pois na confecção dos seus produtos também não usam lacticínios.

Alguns produtos da Panacea
























quinta-feira, 15 de junho de 2017

Pão ciabatta sem glúten

Para aproveitar a manhã livre do feriado e comermos pão fresco ao pequeno almoço,  ontem à noite decidi-me a deixar massa preparada a levedar. Mas que receita? Precisava que fosse fácil e rápida porque estava cansada. Optei então por fazer ciabattas e resolvi experimentar  com as farinhas que tinha mais à mão. O resultado foi este:

























Ingredientes:
425 gramas de farinha Schar Mix B
75 gramas de farinha de trigo sarraceno
2 gramas de psílio em pó
3 gramas de fermento seco
30 gramas de massa velha
480 ml de água
30 ml de óleo vegetal
8 gramas de mel
8 gramas de sal fino

Na cuba da batedeira, misture as farinhas com o psílio e o fermento. Faça uma cova no meio e acrescente a água, o óleo e o mel. Deixe bater bem e junte depois a massa velha (isto não é mais do que massa crua guardada de uma fornada anterior- quem não tiver, deve acrescentar mais fermento seco). Por fim, acrescente o sal e deixe bater durante 10 minutos.Leve depois ao frigorífico para levedar durante 8 a 12 horas. 

No final desse período, ligue o forno a 220 graus e coloque um recipiente metálico no fundo do forno com um pouco de água. Retire primeiro 30 gramas da massa e guarde num recipiente fechado no frigorífico para usar como massa velha numa próxima fornada. Coloque a restante massa numa superfície enfarinhada e vá dobrando-a, como se estivesse a fazer massa folhada. Estenda depois a massa num rectângulo grande e, com uma faca afiada, corte rectângulos mais pequenos. Deixe repousar um pouco, coloque depois num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno. Aos 10 minutos de cozedura, diminua a temperatura para 200 graus e deixe cozer durante mais 30 minutos. Faça depois um arrefecimento gradual antes de servir.


domingo, 28 de maio de 2017

Uma outra receita de donuts

Apesar de já ter algumas entradas no blog com receitas de donuts, experimentei uma nova versão que tinha visto há já bastante tempo no blog Celiaquines. A pretexto de uma festa infantil, e como receitas bem sucedidas de donuts sem glúten nunca são demais, decidi-me a pôr, mais uma vez, as mãos na massa. A receita original leva leite e manteiga, mas experimentei com versões vegetais, de modo a ser acessível a quem tem que evitar lacticínios. Acabou por ser realmente um sucesso, já que os donuts desapareceram literalmente em cinco minutos!

Ingredientes:
200 gramas de farinha panificável Área Viva Continente
100 gramas de farinha de arroz Ceifeira
50 gramas de farinha Schar Dunkel Brot
50 gramas de polvilho doce
240 gramas de leite de amêndoa
8 gramas de fermento seco
100 gramas de açúcar fino
2 gemas de ovo
60 gramas de margarina Vitaquell à temperatura ambiente
8 gramas de vinagre
Óleo vegetal (para fritar)
Algumas sementes de cardamomo esmagadas
1 colher de chá de essência de baunilha

Na cuba da sua batedeira, misture as farinhas com o fermento e o açúcar. Junte depois o leite, as gemas, o vinagre, a baunilha e as sementes de cardamomo. Deixe bater muito bem, acrescente a margarina e torne a bater durante 5 a 10 minutos. Leve a massa depois a levedar a frio (no frigorifico) durante 8 a 12 horas, num recipiente bem tapado.

Estire a massa entre duas folhas de papel vegetal oleadas até esta ter uma espessura de 1/1,5 centímetros. No meu caso, eu usei um cortador de donuts para cortar a massa, mas pode-se improvisar com um copo e uma tampa de garrafa. Reaproveitando os círculos de massa que sobram, esta receita deverá render entre 15 a 16 donuts. Deixe então os donuts a levedar de novo, tapados com uma das folhas de papel vegetal durante 30 a 45 minutos.

No final deste período, aqueça o óleo a 190°C, coloque 3 a 4 donuts na fritadeira e frite um minuto de cada lado. Coloque os donuts em cima de bastante papel absorvente e aplique a cobertura que pretender, assim que possível: ganache de chocolate, glacé, açúcar em pó com canela… A imaginação é o limite!


















sábado, 6 de maio de 2017

Bolo de morangos

Uma receita deliciosa, com fruta da época e mesmo a tempo para o Dia da Mãe... 

Ingredientes:
4 ovos
150 gramas de açúcar
125 gramas de fécula de batata
1 colher de chá de essência de baunilha

Para a cobertura:
350 gramas de morangos frescos
110 gramas de açúcar
1 colher de sopa de vinho do porto

Comece com o bolo: separe as claras das gemas e bata-as em castelo. Reserve. Na cuba da sua batedeira, bata as gemas com o açúcar e a baunilha até obter um creme amarelado, 5 a 7 minutos na velocidade alta. Junte depois a fécula e bata até estar tudo bem misturado. Por fim, junte as claras em castelo com cuidado. Verta num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno pré-aquecido a 160C durante 25 a 30 minutos (até um palito inserido no meio sair seco).

Enquanto o bolo coze, prepare a cobertura: leve ao lume uma panela com o açúcar e o vinho do porto; quando derreter, junte os morangos (arranjados e lavados). Deixe cozer até os morangos amolecerem e se formar uma espécie de compota. Reserve.

Quando o bolo estiver cozido, deixe arrefecer um pouco e depois desenforme. Cubra então o bolo com os morangos, deixe arrefecer de novo e sirva.



























terça-feira, 2 de maio de 2017

Dificuldades a bordo

Nada como começar o mês de Maio, mês da consciencialização celíaca, com uma notícia que seria cómica se não fosse uma mostra do que ainda há para evoluir nesse campo: um passageiro inglês, celíaco, pediu com antecedência uma refeição sem glúten para o seu vôo de nove horas entre Tóquio e Sidney, com a companhia japonesa ANA. Isto foi o que lhe entregaram como pequeno almoço:

















Notícia daqui.


quinta-feira, 27 de abril de 2017

Bolos levedos dos Açores sem glúten

Andava há muito tempo para experimentar fazer bolos levedos sem glúten, mas ia sempre adiando. No feriado do 25 de Abril decidi que seria esse o dia. A primeira vez que os provei foram-me trazidos dos Açores por uma boa amiga  e foi amor à primeira dentada. Com a dieta, nunca mais entraram lá em casa até terça-feira passada. Usando a receita tradicional que se encontra em vários sites, adaptei para as farinhas sem glúten (e sem lacticínios) e foi um sucesso redundante: o sabor e a textura são iguais e mantém-se frescos até hoje, dois dias depois. Uma receita que certamente repetirei muitas vezes.

Ingredientes:
300 gramas de farinha Schar Mix B
110 gramas de farinha panificável sem glúten Continente
60 gramas de farinha Schar Brot Mix Dunkel
30 gramas de polvilho doce
2 gramas de psílio em pó
8 gramas de fermento seco
125 gramas de açúcar
2 ovos L
Raspa de meio limão
250 ml de leite vegetal de amêndoa
Sal fino q.b.
125 gramas de margarina Vitaquell (ou manteiga) à temperatura ambiente

Na cuba da sua batedeira, misture as farinhas com o psílio, o açúcar e o fermento até obter uma cor homogénea. Junte os ovos e a raspa do limão e bata um pouco; com a batedeira ligada, vá acrescentando o leite. Por fim, junte a margarina com um pouco de sal fino e deixe bater cerca de 10 minutos até estar tudo misturado. Tape a cuba com um plástico e deixe a levedar entre 1 a 2 horas- preferencialmente, deixe levedar dentro do frigorífico durante a noite.

No final do período de levedação, forme cerca de 10 a 12 bolas e achate-as, dando-lhes a forma de discos em cima de papel vegetal. Tape e deixe levedar mais 30 minutos.

Por fim, coloque os discos numa frigideira anti-aderente e deixe cozinhar em lume brando durante cinco minutos de cada lado. Deixe arrefecer se quiser ou sirva morno, simples ou para barrar.













terça-feira, 25 de abril de 2017

Farinheira sem glúten

Há já algum tempo que sei que a marca Fumeiros da Guarda tem uma gama de produtos sem glúten de nome Ancestral, mas ainda não a tinha encontrado. Nesta, a maior novidade é a farinheira que não existia no mercado sem glúten. No entanto, encontrei-a agora no Pingo Doce a 2,19€ a unidade. Assim e, depois da alheira, temos agora a farinheira para alegria dos celíacos mais a Sul onde esta especialidade é mais conhecida. No entanto, como é feita com pão com amido de trigo sem glúten, não é apta para alérgicos ao trigo. Fica a dica.















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