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DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



sábado, 18 de março de 2017

Massa fresca sem glúten

Parece que a Primavera quer trazer não só as flores, mas também mais novidades para as nossas vidas sem glúten: encontrei hoje no Continente massa fresca sem glúten, da marca italiana Casa Milo. São pacotes de 200 gramas que custam 3,29€ nas versões fusilli e maccheroni. Fica então a dica!



terça-feira, 14 de março de 2017

O arsénico na dieta sem glúten

Imagem retirada da Net
Provavelmente, leram recentemente algumas notícias assustadoras sobre como uma dieta sem glúten pode expor o corpo a mais arsénico e mercúrio- metais tóxicos que têm sido associados a um maior risco de doenças cardíacas, cancro e problemas neurológicos.

Estas notícias surgiram no seguimento de um estudo realizado na Universidade de Illinois. As dietas sem glúten tendem a incluir uma maior ingestão de arroz como substituto para o trigo. Devido ao facto do arroz ser cultivado em campos inundados, pode acumular arsénico e mercúrio a partir dos fertilizantes, solo e água, pelo que estes investigadores procuraram investigar as potenciais implicações para a saúde numa dieta isenta de glúten.

Neste estudo, identificaram 73 pessoas (com idades entre os 6 e 80 anos) que relataram fazer uma dieta sem glúten entre 2009 e 2014, e testaram sangue e urina. Os investigadores descobriram que, em média, essas pessoas tinham quase o dobro da concentração de arsénico na urina e 70% de níveis de mercúrio mais elevados no sangue, em comparação com as pessoas que não fazem dieta isenta de glúten.

Os investigadores concluíram que pode haver consequências não desejadas da dieta. Contudo, vale a pena salientar que este estudo foi relativamente pequeno. Também não se analisou se o arroz era a principal fonte de metais nas dietas das pessoas. Além disso, não sabemos qual o impacto específico destes níveis de arsénico e mercúrio- as quantidades destes minerais tanto em quem faz a dieta sem glúten como em quem não faz foram muito menores do que as associadas à toxicidade por arsénico ou intoxicação por mercúrio.

Assim, as pessoas que comem bastante arroz e produtos à base de arroz, típico de uma dieta sem glúten, estão em maior risco, assim como bebés e crianças, devido ao seu tamanho reduzido. As mulheres grávidas devem também estar preocupadas com a exposição fetal ao arsénico no arroz. Como podemos diminuir esse risco numa dieta isenta de glúten?

Dez sugestões para diminuir a exposição ao arsénico numa dieta isenta de glúten (daqui)

1. Lave bem o arroz, ou demolhe durante algumas horas, até a água sair limpa- isto parece diminuir o índice de arsénico até 25-30% pois este é solúvel em água.

2. Outros grãos: alterne o arroz na sua dieta com outras alternativas tais como quinoa, amaranto, milho, trigo-sarraceno e milho painço.

3. No caso de dietas infantis, introduza frutas ou legumes como primeiro alimento, em vez de papas de arroz. Puré de ervilhas, bananas ou abóbora são uma óptima escolha. Escolha uma papa infantil sem arroz caso não esteja a amamentar, e evite dar leite vegetal à base de arroz como alternativa ao leite animal.

4. Alterne ou substitua produtos de doçaria que têm arroz ou farinha de arroz como ingrediente principal: por exemplo, em vez de tostas de arroz, use tiras de cenoura, curgete, pepino ou pimento, combinados com hummus ou outro molho para um lanche saudável, ou escolha bolachas sem farinha de arroz.

5. Leites vegetais: escolha alternativas de leite feitas a partir de ingredientes que não sejam o arroz, como amêndoa, soja, cânhamo, noz, aveia ou coco.

6. Limite a ingestão de sumos de maçã: testes nos EUA encontraram níveis mais elevados de arsénico em sumos de maçã, logo reduza as quantidades deste sumo na sua vida diária. 

7. Substitua o xarope de arroz integral: um estudo da Universidade de Dartmouth concluiu que o xarope de arroz integral pode ser uma fonte escondida de arsénico. Se estiver a usá-lo como adoçante, escolha, em vez disso, o açúcar de cana orgânica, xarope de ácer, mel ou stevia.

8. Verifique o seu abastecimento de água local: se contiver arsénico, considere adquirir um sistema de filtragem de água.

9. Cozinhe o arroz com grandes volumes de água, e depois escorra-o: isto pode reduzir o arsénico até 50%, mas, infelizmente, também irá eliminar os nutrientes que são solúveis em água, tais como as vitaminas do complexo B. Compense a redução de nutrientes, certificando-se de que os ingere com uma dieta equilibrada.

10. Escolha o tipo/marca de arroz que tenha menores níveis de arsénico (confira com a marca ou consulte as recomendações dos relatórios das associações de defesa do consumidor).



domingo, 12 de março de 2017

Diagnóstico caseiro

Encontra-se à venda um teste de diagnóstico para a doença celíaca nas farmácias portuguesas chamando Veroval. Testa a presença dos anticorpos antitransglutaminase IgA e afirma ter uma exactidão de 98%. É um teste semelhante aos testes da glicémia o que envolve picar um dedo. O seu preço ronda os 21 euros. 

Este kit caseiro substitui um diagnóstico médico? Não. Este teste é ideal para as pessoas que querem fazer o rastreio para doença celíaca, mas cujos médicos assistentes recusam-se a pedir as análises. Um resultado positivo não elimina a necessidade de mais testes e um resultado negativo não elimina a possibilidade de se ter doença celíaca. Além disso, não é apto para pessoas com deficiência de IgA, celíacos seronegativos ou sensíveis ao glúten. Mas pode ser o primeiro passo para chegar a um diagnóstico.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Livro "Five Go Gluten Free"

Boas notícias para quem era/é fã dos livros d' Os Cinco e faz uma dieta sem glúten: a editora Quercus Publishing publicou recentemente "Five Go Gluten Free", ie, os cinco fazem a dieta sem glúten. Este volume faz parte de uma nova colecção de livros d' Os Cinco em versão para adultos, com as mesmas personagens a enfrentarem aventuras ligeiramente diferentes, sendo que este livro em particular aborda a temática da dieta sem glúten. Na página da editora, encontramos o seguinte resumo do enredo:

"Os livros de Enid Blyton são amados em todo o mundo e a colectânea Os Cinco tem sido o favorito eterno dos seus fãs. Agora, nesta nova série de Enid Blyton para Adultos, George, Dick, Anne, Julian e Timmy enfrentam um novo desafio: é possível obter um bom chá das cinco sem glúten?

Julian, Anne, Dick, George e Timmy há dias que se sentem enjoados. Nada parece funcionar e, com os seus médicos perplexos, são levados a experimentar vários expedientes para se curarem. Julian encontra na Net um auto-diagnóstico de cancro do pâncreas, gripe das aves e Doença de Creutzfeldt-Jakob. Anne decide que os métodos antigos são os melhores e decide fazer um exorcismo - o que incomoda toda a gente e causa uma desarrumação. Dick consulta um feiticeiro que se auto-intitula de "homeopata" ("soa ligeiramente a sociopata, Dick!"), mas é o George que descobre que precisam de iniciar uma dieta de exclusão, pelo que entram num mundo de produtos estupidamente caros e difíceis de encontrar…

Perfeito para quem gosta de Deliciously Ella, Amelia Freer e o Naturalista - bem como quaisquer parceiros relutantes que estão a contragosto a espiralizar courgettes para o jantar."

Escrito por Bruno Vincent, este livro está disponível online na Wook em Inglês, por 10,04€.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Detecção de glúten com o sensor Nima

Comecei a ver desde Janeiro vários artigos partilhados sobre um novo sensor de glúten para uso caseiro chamado Nima. Já há alguns anos que se anunciava e começou a sua comercialização no ano passado. Parece um sonho, não é? Podermos comer em qualquer lado, em segurança, sabendo se a comida tem ou não glúten.

A ideia em si é óptima: no restaurante, ou em casa, coloca-se uma amostra da comida em questão dentro de uma cápsula que se insere no aparelho e em três minutos aparece um smiley, ou um aviso de “gluten found”. No entanto, levantam-se inevitavelmente várias reservas:

1- O custo- o aparelho custa 279$ e cada cápsula 6,08$. Não é uma quantia propriamente módica, fora do alcance de muitos celíacos, sem falar ainda de que se vende apenas (para já) nos EUA.

2- Não serve para analisar alimentos tais como produtos fermentados/hidrolisados, álcool, cosméticos ou medicamentos e tem limitações na análise de produtos com alto teor de gordura ou em pó.

3- Que quantidades detecta? Não se sabe bem, lendo o que a própria empresa escreve no site-“Os testes internos demonstram que o Nima é sensível a 20 ppm para uma amostra de alimentos comummente testados. O Nima não é um teste quantitativo, mas está programado para detectar a 20 ppm. Os resultados variam de acordo com os alimentos testados, o tamanho da amostra e o uso do produto. O Nima é um rastreio e não um teste absoluto - testes numa porção da comida podem não detectar glúten noutra parte do prato”.

4- O tamanho/peso/diluição da amostra irá afectar o seu resultado. Mais uma vez, no site da empresa, “O Nima não é um teste quantitativo, por isso não irá fornecer medidas específicas de ppm numa amostra, apenas “isento de glúten”, “pouco glúten” ou “alto glúten”. Pouco glúten é menos de 1,5% de glúten em peso. Dados os diferentes pesos possíveis da amostra, pouco glúten pode estar entre 20 e 15.000 ppm. Pode, em raras ocasiões, detectar menos de 20 ppm. Um resultado de “alto glúten” equivale a mais do que 100 ppm. Estes intervalos, novamente, dependem do peso da amostra.”


Como defende o GlutenDude (e a própria empresa em resposta a este), o Nima poderá ter o seu valor enquanto auxiliar à decisão de comer ou não, e não como motivo único nessa escolha. Tem as suas falhas e, como tal, deve ser usado com a devida caução… Isto se e quando chegar à Europa. Entretanto, pode ser que comecem a treinar cães em Portugal para a detecção do glúten como a cadela Willow.












domingo, 5 de fevereiro de 2017

A moda da tapioca

Felizmente, há modas que vêm por bem e a moda das tapiocas brasileiras é um bom exemplo. Rápida de preparar, versátil e, ainda por cima, sem glúten (deriva da goma de mandioca)! Para quem não consegue fazer pão sem glúten, a tapioca pode ser uma boa alternativa para o pequeno almoço. 

O único senão é que não é fácil acertar com a receita certa, mas uma vez isso conseguido, não há como falhar. Tive que deitar várias tentativas ao lixo até acertar com a versão ideal: 100 gramas de tapioca hidratada da marca Da Terrinha (disponível no Jumbo)+uma frigideira de 24 centímetros=tapioca.

Ingredientes:
100 gramas de tapioca hidratada
Recheio a gosto (doce ou salgado)

Numa frigideira fria (há quem prepare com a frigideira quente, mas comigo funciona melhor fria) espalhe bem a tapioca de modo uniforme. Ligue o bico do fogão a lume médio; assim que as bordas da tapioca começarem a descolar da frigideira, coloque o recheio em metade da superfície e dobre a tapioca. De seguida, vire a tapioca e deixe cozinhar mais 30 segundos- se deixar mais tempo pode ressecar e ficar quebradiça. Sirva de seguida.



























domingo, 29 de janeiro de 2017

Scones sem glúten II

Apesar de já ter uma (boa) receita da especialidade britânica que são os scones aqui no blog, não resisti a experimentar uma nova receita que encontrei num especial Bolos e Doces da Tele Culinária. Lembro-me com saudades dos scones da Magnólia em Lisboa e esta receita revelou-se um passo certo nessa direcção.

Ingredientes:
200 gramas de farinha Schar Mix B
150 gramas de farinha Doves Farm White Self-raising
85 gramas de manteiga/margarina fria
175ml leite/leite vegetal
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicarbonato de sódio
Pitada de sal
Sumo de um limão pequeno
Para pincelar:
1 gema
1 colher de sopa de leite/leite vegetal

Junte o sumo do limão com o leite e reserve.

Na cuba da sua batedeira, junte as farinhas, o sal, o fermento em pó e o bicarbonato e misture bem. Adicione a manteiga/margarina aos pedaços pequenos e trabalhe com as mãos ate obter uma textura de areia. Envolva, por fim, o açúcar.

Faça um pequeno buraco na massa e junte o leite reservado. Bata muito bem. Coloque a massa num tabuleiro forrado com papel vegetal polvilhado com farinha de arroz. Forme um rolo e corte 10 a 11 pedaços de massa com 4 centímetros de altura. Disponha no tabuleiro e pincele com a gema batida com a colher de leite.

Leve ao forno pré-aquecido a 200C durante 10 minutos ate dourar. Sirva os scones simples ou com recheio a gosto.





















quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Novidades sem glúten em Lisboa

Numa visita recente a Lisboa, podemos conhecer alguns locais com produtos sem glúten que aproveito para divulgar. Não sendo locais certificados pela APC, são locais que conhecem a dieta sem glúten e a contaminação cruzada, e podem indicar quais as opções seguras para celíacos, sabendo de antemão quais os riscos em cozinhas partilhadas.

Tapioca oca: servem as famosas tapiocas brasileiras, doces ou salgadas, feitas à base de mandioca, e sumos naturais, num pequeno espaço na rua Dom Carlos I. Aparentemente, com base no que vimos no dia da nossa visita, não têm produtos com glúten, mas convém verificar com as simpáticas funcionárias.

Aripo: neste espaço situado na estrada da Luz servem-se as nossas já conhecidas arepas, petisco venezuelano, e na ementa vem claramente indicado quais os recheios sem glúten. Convém ter em atenção que é uma cozinha partilhada, pelo que convém esclarecer os funcionários da condição de celíacos. Nós optamos por ir por altura do lanche, em que éramos os únicos clientes e a cozinha não estava congestionada com pedidos. Os miúdos ficaram encantados com este lanche.

Go Natural: um novo conceito da Sonae que adquiriu a cadeia Go Natural, este é um supermercado virado para as opções da alimentação saudável e biológica, situado na Av. 5 de Outubro. Assemelha-se a uma loja Celeiro, com marcas semelhantes, mas num espaço maior e com mais algumas opções. Não sendo propriamente barato, permite usar o cartão Continente e algumas das suas promoções.

Choco & Mousse: não sendo uma verdadeira novidade, esta pastelaria certificada pela APC não pára de aumentar a variedade de produtos sem glúten e é já uma paragem obrigatória nas visitas a Lisboa. A oferta para o Natal e Ano Novo era bastante diversa e não resistimos a trazer a tarte de maçã vegan, sem glúten, que foi um sucesso.


























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