INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Formação sobre DC em Lisboa

A exemplo do passado mês de Novembro, no próximo dia 17 de Setembro irá decorrer uma nova formação sobre doença celíaca e gestão do dia-a-dia sem glúten, enquadrada no projecto Gluten Free & Happy Day,  na Clínica Maria Lamas Lda, na Damaia/Lisboa, entre as 13h45 e as 19h00. Será leccionada pela Drª Ana Pimenta



quinta-feira, 8 de setembro de 2016

As bactérias e o glúten

Imagem retirada da Net
Saiu, este Verão, um novo estudo da Universidade McMaster, no Canadá, que procura esclarecer mais um pouco como se desenvolve a doença celíaca. Aqui, a "acusação" pende mais para a culpabilidade do microbioma errado, uma via de investigação já há muito abordada pelo Dr. Alessio Fasano e a sua equipa. A questão fulcral é saber se estimulando o desenvolvimento de um microbioma intestinal "bom" se consegue restaurar a tolerância ao glúten, havendo que esclarecer também quais são as bactérias que interessam promover para esse efeito. Para já, a ciência parece estar a caminhar a bom ritmo na direcção certa. Artigo daqui.

"Causas da Doença celíaca: as bactérias do intestino podem determinar se vai desenvolver a doença

Um novo estudo revelou que o glúten, que é conhecida por danificar o intestino delgado das pessoas que sofrem de doença celíaca, pode ser metabolizado pelas bactérias intestinais quando as enzimas falham na sua digestão.

No estudo publicado online na revista Gastroenterology, os investigadores da Universidade McMaster no Ontário, Canadá, descobriram que os ratos com presença de bactérias Pseudomonas Aeruginosa (PSA), isoladas de pacientes com doença celíaca, metabolizaram o glúten - uma proteína encontrada em cereais como trigo, centeio e cevada - de forma diferente de ratos que tinham sido tratados com Lactobacillus.

A doença celíaca é uma desordem auto-imune genética, na qual o paciente é incapaz de digerir o glúten completamente, levando a uma resposta imune em que os anticorpos atacam os órgãos internos tais como o intestino delgado. Isso danifica as vilosidades que permitem a absorção de nutrientes no intestino delgado, fazendo com que o corpo do paciente perca nutrientes como ferro, ácido fólico, cálcio, vitamina D, proteína, gordura e outros compostos alimentares que são essenciais.

A Fundação da Doença Celíaca, com sede na Califórnia, estimou que a doença afecta 1 em cada 100 pessoas em todo o mundo, enquanto nos Estados Unidos quase 2,5 milhões de pessoas ainda não foram diagnosticadas, expondo-os ao risco de complicações de saúde a longo prazo.

Ao estudar a química do metabolismo do glúten através da PSA e Lactobacillus, os investigadores descobriram que as Lactobacillus foram capazes de desintoxicar o glúten, enquanto as PSA produziram sequências de glúten que mostraram semelhanças com a inflamação em pacientes com doença celíaca.

"Assim, o tipo de bactérias que temos no nosso intestino contribui para a digestão do glúten, e a forma como esta digestão é realizada poderia aumentar ou diminuir as hipóteses de desenvolver a doença celíaca numa pessoa com risco genético", disse a autora principal do estudo, a Dra. Elena Verdu, professora associada da Escola de Medicina Michael G. DeGroote da Universidade McMaster, num comunicado de imprensa.

"A doença celíaca é causada pelo glúten em pessoas geneticamente predispostas, mas as bactérias no nosso intestino podem fazer pender a balança nalgumas pessoas para desenvolver a doença ou manter-se saudável", explicou ela.

Actualmente não há cura para a doença, sendo o único tratamento disponível uma dieta rigorosa, isenta de glúten para toda a vida. A Dra. Verdu, no entanto, disse: "Podemos estar mais perto de compreender a forma como as bactérias do intestino e os patogéneos oportunistas, tais como a PSA, podem afectar o risco de doença celíaca. Isto ajudar-nos-á a desenvolver estratégias para prevenir estes transtornos, mas é necessária mais investigação."

Mais info:


terça-feira, 30 de agosto de 2016

Bolo de limão com sementes de papoila

Quem é que ainda acredita que uma dieta sem glúten tem que ser restritiva? Recentemente, para um aniversário de família, a minha Mãe fez este bolo de limão com sementes de papoila e merengue que podia perfeitamente estar à venda numa pastelaria. 

Usando esta receita do blog Sweet Gula, trocando apenas a farinha de trigo pela farinha Doves Farm White Self-Raising e (por gosto pessoal) substituindo o lemon curd por doce de ovos, produziu esta delícia para os olhos e para a barriga. Se era mais fácil poder comprar numa pastelaria? Era, mas provavelmente não seria tão saboroso...

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

Quando o carteiro toca...

... na casa de um celíaco, podem ser boas e saborosas notícias, ou como este post se podia chamar também "as vantagens do comércio online para a dieta sem glúten". Cá em casa somos adeptos e esta semana chegou mais uma encomenda- ganha-se em variedade e preços. Nas colunas da direita, aqui no blog, encontram várias sugestões de lojas online. Fica a dica.

















domingo, 21 de agosto de 2016

Bolas de Berlim sem glúten

A ida à praia, uma actividade tão comum nestes meses, não deveria ser uma frustração. Mas o que há-de sentir a pessoa que tem que fazer uma dieta sem glúten quando vê o senhor das bolas de berlim a passar? Ou resiste à tentação ou faz em casa. Optei pela segunda hipótese e adaptei esta receita: não são as bolas da pastelaria Natário de Viana do Castelo (que seriam impossíveis de reproduzir sem o glúten), mas são bastante macias e saborosas. Felizmente, são um pouco trabalhosas e não é receita para fazer todas as semanas, senão não havia linha que resistisse.

Ingredientes:
5 gramas de fermento seco
200ml de leite/ leite vegetal morno
350 gramas de farinha sem glúten (150 gramas de farinha panificável Continente Area Viva+100 gramas de farinha Schar Mix B+50 gramas de polvilho doce+45 gramas de farinha Schar Dunkel Brot+5 gramas de psílio em pó)
60 gramas de manteiga/ margarina à temperatura ambiente
50 gramas de açúcar
Raspa de 1/2 limão
1 pitada de sal fino
1 ovo L
1 colher de sopa de aguardente
Óleo vegetal
Para polvilhar:
Açúcar
Canela em pó

Na cuba da sua batedeira, prepare a mistura de farinhas sem glúten com os ingredientes indicados, mexendo bem até obter uma mistura homogénea. Acrescente o fermento, o açúcar e a raspa de limão. Junte depois o leite, o ovo, a aguardente e o sal. Bata até formar uma bola e acrescente depois a manteiga/margarina amolecida, batendo de novo mais 3 ou 4 minutos.

Coloque a massa numa tigela tapada com película aderente e deixe levedar a frio, no frigorífico, preferencialmente durante a noite ou, no mínimo, 3 a 4 horas.

No final desse período, estique a massa com um rolo e, com a ajuda de um copo, corte círculos. Deixe-os levedar em local morno, 30 minutos a uma hora. 

Frite em óleo abundante e quente a 170°C- não deixar aquecer demasiado para não queimar as bolas. Coloque 3 a 4 bolas de cada vez na frigideira e gire-as para dourarem de forma uniforme.

Deixe-as escorrer em papel absorvente e passe-as ainda quentes pelo açúcar e canela em pó. Quando arrefecerem, faça um corte com uma tesoura no meio de cada bola e recheie com o creme pasteleiro com a ajuda de um saco de pasteleiro com bico de estrela.

Rende 12 unidades.

Creme pasteleiro:
250ml de leite/ leite vegetal
75 gramas de açúcar em pó
35 gramas de Maizena
2 gemas de ovo
1 ovo inteiro
1 casca de limão

Misture o açúcar com a Maizena e junte-lhe 50ml do leite, batendo com a vara de arames. Junte depois o ovo e as gemas e misture bem até obter um líquido sem grumos. Reserve.

Ferva os restantes 200ml de leite com a casca do limão- retire-o do lume, junte-lhe a mistura com os ovos, retorne ao lume e mexa energicamente sem parar com a vara de arames até obter um creme espesso. Ponha num prato, tape com película transparente e deixe arrefecer.













segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Bolo de maçã com noz

Uma receita de bolo de maçã nunca é demais- se a esta lhe juntarmos noz, ainda melhor. Principalmente agora que o calor parece começar a abrandar e já se pensa, já se deseja, o fresco do Outono. E esta receita é muito saborosa.

Ingredientes:
2 a 3 maçãs (depende do tamanho) 
100 gramas de nozes grosseiramente picadas
250 gramas de farinha Doves Farm White Self Raising
150 gramas de açúcar branco
50 gramas de açúcar amarelo mascavado
1 pote de puré de maçã (cerca de 120 gramas)
60ml de óleo
2 ovos L
1 + 1/4 de colher de chá de bicarbonato de sódio
1 pitada de sal
1 colher de chá de canela
1/4 de colher de chá de pimenta preta
1/4 de colher de chá de noz moscada

Numa tigela, coloque os ovos, o puré de maçã e o óleo. Mexa com a vara de arames. Reserve. 

Noutra tigela, junte os secos: a farinha, o bicarbonato de sódio, a canela, a noz moscada, a pimenta, o sal e os açúcares. Depois, verta o conteúdo líquido da primeira tigela por cima da tigela da farinha. Mexa suavemente com a colher de pau. Reserve.

Corte as maçãs em cubos e parta grosseiramente as nozes. Incorpore as maçãs e as nozes na massa. Certifique-se de que as maçãs e as nozes estão bem misturadas com a massa.

Forre um tabuleiro pequeno com papel vegetal. Deite a massa no tabuleiro, cobrindo toda a sua área. Por último, polvilhe o bolo com açúcar e canela por cima. Leve ao forno a 160°, cerca de 40 ou 45 minutos, até dourar.















sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Top 15 de receitas de pão sem glúten

O problema no acesso à informação contida num blog é o facto de os novos posts irem empurrando os antigos para o fundo do baú. Para quem chega aqui pela primeira vez, torna-se assim mais difícil aceder à boa informação que foi sendo publicada. É o caso das receitas de pão que tão úteis são para quem se está a lançar no desafio da dieta sem glúten e quer, antes de tudo, poder substituir o pão. Deste modo, elaborei um Top 15 das receitas mais populares de pão cá no blog, de modo a repescar receitas mais antigas, mas igualmente boas. Aqui vai, sem qualquer ordem de importância:


















segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Hamburgo sem glúten

No seguimento da nossa viagem à Dinamarca tivemos a oportunidade de passar algum (pouco) tempo na cidade alemã de Hamburgo. Pudemos então constatar que, apesar das boas e variadas lojas online alemãs de produtos sem glúten, o mesmo não se traduz num conhecimento generalizado sobre a doença celíaca e a dieta sem glúten e oferta a nível da restauração e comércio de rua. Sendo assim, na minha pesquisa encontrei apenas 3 opções de restaurantes sem glúten o que, numa cidade grande como Hamburgo, é pouco:

Block House - restaurante de grelhados, tem carta sem glúten.
Cha Cha - restaurante asiático, com os pratos isentos identificados no menú.
Rudolph's - pizzaria sem glúten que não chegamos a visitar.

A nível de supermercados, só encontramos lojas da cadeia Rewe com um pequeno sortido de produtos sem glúten, com uma predominância clara de produtos da Schar. Encontramos também a habitual oferta de produtos sem glúten na cadeia americana de cafés Starbucks. 

Para uma visita rápida, a oferta que encontramos foi suficiente, mas teria sido mais complicado seguir a dieta numa viagem mais longa- a Alemanha a uns passos atrás dos seus vizinhos a Norte.


























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