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DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



sábado, 30 de abril de 2016

Pão de "queijo"

Existem à venda pães de queijo congelados sem glúten que são muito práticos quando não se tem muito tempo livre. Mas o que faz alguém que gosta da textura do pão de queijo, mas não o pode comer? Faz esta receita do blog Diário Sem Lactose. Já a tinha visto há algum tempo, mas faltava-me o ingrediente essencial- a essência de queijo. Não a encontrei em Portugal, mas dei por ela numa loja online espanhola, a Maria Lunarillos, que tem uma secção de produtos sem glúten e faz entregas no nosso país em 24 horas.

A receita funciona muito bem e é uma alternativa saborosa para quem faz dieta sem lacticínios. Aqui em casa já a fizemos duas vezes e há pedidos para repetição. 


Ingredientes:
120ml de água
80ml de óleo
480 gramas de polvilho doce
120 gramas de polvilho azedo
Sal  a gosto
500 gramas de batatas cozidas e amassadas
1 colher de chá de essência de queijo
1 colher de sopa de fermento em pó

Ferva o óleo com a água. Entretanto, misture numa tijela metálica ou de vidro os polvilhos e o sal. Quando a água ferver, verta-a sobre os polvilhos e mexa rapidamente com uma colher. Ficará com uma espécie de areia grossa; continue a misturar até que arrefeça e possa usar as mãos.

Coloque depois as batatas esmagadas e amasse até obter uma massa lisa. Adicione a essência, amasse novamente para incorporar e, por último, coloque o fermento e amasse mais um pouco.

Faça bolinhas com as mãos do tamanho que desejar e coloque num tabuleiro forrado com papel vegetal. Vai ao forno pré-aquecido a 180 graus até os pãezinhos ficarem dourados, cerca de 15 minutos.















sábado, 23 de abril de 2016

Abril, livros mil

Apesar de não terem sido editados este mês, foi agora que descobri estes dois livros que me parecem úteis para quem tem que fazer pão sem glúten em casa.


O livro “Pan Sin Gluten” surge quando Marc Alier, investigador e professor universitário, e a sua esposa, a co-autora, María José Casañ, assim como um dos filhos do casal, se viram a braços com um diagnóstico de sensibilidade ao glúten, pelo que decidiram começar a investigar a dieta sem glúten. 

Viram no pão a preocupação principal e a dificuldade inicial de substituir a farinha de trigo e o seu glúten que tanta importância assume na panificação. As misturas comerciais de farinha sem glúten não resultavam de maneira homogénea. Daí, encararam este novo estilo de vida como um projecto de investigação sobre o glúten e os processos pelos quais funciona, para depois determinarem quais as melhores e mais nutritivas farinhas, evitando as misturas comerciais.

Assim, este livro não só traz receitas como explica toda a ciência por trás de um bom pão sem glúten. O único inconveniente será estar escrito em Espanhol, mas não é nada que com um pouco de esforço não se ultrapasse. 


O “O Livro do Pão” de Ângela Silva lançado no final do ano passado não é propriamente um livro de receitas sem glúten: a sua autora é proprietária da padaria Miolo que produz pães com cereais “alternativos” como a espelta, kamut, utilizando ainda centeio e aveia, tudo opções com glúten. Daí, os pães desta padaria não serem aptos para quem faz uma dieta sem glúten por motivos de saúde por usarem cereais com glúten ou haver riscos de contaminação. 

Neste livro existem, contudo, quatro receitas de pão sem glúten e as restantes podem ser facilmente adaptadas. Os capítulos sobre os básicos da panificação são também importantes para quem faz pão em casa. Na imagem abaixo, podem consultar o índice deste livro (clicar nas imagens para aumentar).
















quinta-feira, 14 de abril de 2016

Publicidade enganosa

... ou quando "Sem Glúten" não quer dizer mesmo sem glúten, só um bocadinho sem glúten...








Pelos vistos, a empresa The Love Food criou uma Linha Sem Glúten, só que não... Entre parênteses, explicam que estes produtos não são aptos para celíacos. Alguém devia explicar-lhes que, se não são suficientemente "sem glúten" para que os celíacos os possam comer, não são sem glúten. Chamem-lhes "baixo glúten", "só com um bocadinho de glúten", o que quiserem desde que não digam que são sem glúten. A legislação pode não proibir estas situações, mas qualquer celíaco que veja estes produtos sentir-se-à enganado, aliás a designação "sem glúten" foi criada para proteger os celíacos. 

Além disso, também se lhes deveria dizer que os seus produtos não só não são aptos para celíacos, como também não o são para sensíveis ao glúten não celíacos e alérgicos ao trigo/glúten. No fundo, os produtos da The Love Food só são aptos para quem faz a dieta por moda, porque alguém que tenha um diagnóstico sério por detrás da sua dieta sem glúten, não os irá consumir.















A confusão continua, por exemplo, com estas bolachas com pepitas de chocolate: fazem parte da Linha Sem Glúten, mas afinal dizem que "contém glúten e soja". Em que ficamos? Inclusive, eu vi uma foto de uma embalagem destas bolachas no post da pessoa que denunciou esta situação no grupo de Facebook Viva Sem Glúten Portugal, e no rótulo surgia a imagem da espiga traçada, símbolo internacional de um produto seguro para celíacos. Onde está a ASAE quando precisamos dela? Isto é nitidamente um caso de (in)segurança alimentar.

* Clicar nas imagens para aumentar

Actualização:
A APC emitiu hoje, 18 de Abril, um comunicado acerca desta situação e que diz o seguinte:

"ALERTA IMPORTANTE 
Informamos que a empresa The Love Food - Cozinha Saudável NÃO ESTÁ CERTIFICADA pela APC/Biotrab com o programa Gluten Free e usa indevidamente a sinalética «isento de glúten» uma vez que os produtos não são aptos a celíacos. Este é um programa rigoroso e de confiança para os celíacos em Portugal pelo que a empresa irá ser contactada com urgência e serão tomadas as devidas providências de correção."



sexta-feira, 8 de abril de 2016

Bollicaos sem glúten 2

Apesar de já ter experimentado uma receita de bollicaos caseiros, quando vi esta nova receita do blog espanhol Tartas Sin Gluten com este aspecto tão irresistível, lá fui eu de novo para a cozinha. A minha versão é quase igual à original, à excepção da inclusão do psílio e do uso de leite de amêndoa e margarina para ser também sem leite. 
Com a massa já nas mãos, lembrei-me que poderia resultar igualmente bem com os lanches de fiambre. E assim foi, esta massa funciona muito bem com este tipo de texturas e já me pus a pensar em que mais a poderei aplicar. Alguma ideia?

Ingredientes:
200 gramas de farinha Proceli (em alternativa a farinha para pão Área Viva do Continente)
125 gramas de farinha Schär Mix B
175 gramas de farinha de arroz Ceifeira
4 gramas de psílio em pó Finax
230 ml de leite de amêndoa Provamel
80 gramas de açúcar
2 ovos
40 gramas de margarina Vitaquell à temperatura ambiente
1 colher de sopa de essência de baunilha
1 colher de sopa de mel
5 gramas de fermento seco
1/4 colher de chá de sal fino
Para pincelar/rechear:
1 ovo 
Tablete(s) de chocolate sem glúten

Na cuba da sua batedeira, misture bem as farinhas com o psílio, o açúcar e o fermento. Abra um buraco no meio e coloque aí leite, sal, mel, os ovos, e a essência de baunilha. Amasse por 3-4 minutos a velocidade média- é importante respeitar estes tempos. Depois, adicione a margarina e volte a bater durante quatro minutos. Forme uma bola e coloque-a numa tigela coberta e deixe levedar uma hora.

Passado esse tempo, coloque a massa entre duas folhas de papel vegetal oleadas e divida-a em porções de cerca de 100 gramas (saem cerca de 10-12 unidades). Com um rolo forme um rectângulo, no meio coloque 3 a 4 quadrados de chocolate e feche bem, para que, ao cozer, este não extravase (para fazer lanches, coloque fiambre a meio do rectângulo e dobre-o depois ao meio). Coloque os bollicaos com a abertura virada para baixo num tabuleiro forrado a papel vegetal e deixe levedar outra hora (de preferência dentro do forno desligado).

Pincele os bollicaos com um ovo batido e leve-os ao forno pré-aquecido a 180° C (calor em cima e em baixo), durante 15-18 minutos, até dourar levemente.

Depois de frios, pode congelar os bollicaos pois ficam como recém-feitos ao descongelar no micro-ondas.

























* O post da receita original traz um passo a passo muito elucidativo.

domingo, 3 de abril de 2016

Manteiga de óleo de coco

Quando vi esta receita, soube logo que ia experimentar... Uma alternativa saborosa e saudável à manteiga? Com 3 ingredientes? Tenho barrado o pão com esta manteiga de óleo de coco e já não quero outra coisa.

Ingredientes:
240ml de óleo de coco derretido
3 colheres de sopa de azeite
Sal a gosto

Derreta o óleo de coco. Numa taça média coloque o óleo de coco, o azeite e o sal e misture. Numa taça grande, coloque agua fria e gelo e coloque dentro a taça média. Mexa com um garfo até a mistura começar a ficar turva e bata depois com uma batedeira com duas varas. Bata ate obter uma consistência de creme, parecida com a manteiga. 

Coloque num recipiente com tampa e guarde à temperatura ambiente. Suspeito que no Verão tenha que guardar esta "manteiga" no frigorífico, mas para já mantém-se sólida guardada dentro de um armário. Experimentei colocá-la no frigorífico e ficou muito dura, o que dificultou barrá-la no pão.















O post da receita original traz um passo a passo muito elucidativo.

domingo, 27 de março de 2016

Folar de folha de Olhão sem glúten

Esta Páscoa decidi-me a "atacar" esta receita. Costumava comprar este folar antes do diagnóstico do Lucas e, desde então, não o tínhamos provado. A receita até é bastante acessível, mas parece trabalhosa devido ao tempo que demora a concluir. Mas vale a pena, especialmente para quem não acha particular piada ao folar tradicional, mais seco e menos doce.

Ingredientes:
250 gramas de farinha Proceli (em alternativa a farinha para pão Área Viva do Continente)
200 gramas de farinha Schar Mix B
25 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
25 gramas de farinha de trigo sarraceno Bauckhof
5 gramas de psílio em pó
3 colheres de sopa de açúcar mascavado
1 colher de chá de erva doce em pó
1 colher de chá de canela em pó
125ml de leite/leite vegetal morno
25 gramas de fermento fresco Levital
Sumo de uma laranja grande
60 gramas de banha derretida
60 gramas de margarina derretida
1 colher de chá de aguardente
1 ovo L
Para o recheio:
Açúcar mascavado, canela em pó e margarina derretida q.b.

Num copo desfaça o fermento no leite morno e aguarde 10 minutos até obter dois dedos de espuma. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, misture bem as farinhas com o psílio, a canela, a erva-doce e o açúcar. Junte o leite com o fermento e misture até obter uma espécie de areia. Faça uma cova no meio e coloque aí a banha e a margarina, a aguardente, o sumo de laranja e o ovo. Bata bem, durante 10 a 15 minutos, até obter uma bola de massa lisa. Deixe levedar 3 a 4 horas.

Tradicionalmente, usa-se uma forma de alumínio para cozer o folar; como não a tinha, optei por usar uma forma de papel para panettone forrada com papel vegetal untada com azeite. Faça então um rolo com a massa e divida em 8 porções iguais. Entre duas folhas de papel vegetal, faca um círculo de cada porção com um diâmetro de 12 a 15 centímetros. No fundo da forma coloque canela e açúcar a gosto, depois ponha o primeiro círculo de massa: este deve ser bem untado com a margarina derretida, depois com o açúcar e a canela e assim sucessivamente ( o folar será mais doce e mais húmido quanto mais açúcar e manteiga se usar no recheio). O último círculo deve levar apenas canela e açúcar. Deixe levedar de novo 3 a 4 horas em local morno.

Vai a forno pré-aquecido a 190°C durante 50 a 60 minutos. Desenforme de imediato antes que o caramelo que entretanto se formou endureça. O folar aguenta-se bem durante uns dias, aliás o sabor fica mais apurado com o passar do tempo.








































FELIZ PÁSCOA!

quinta-feira, 24 de março de 2016

Ensaimadas sem glúten

A ensaimada é um doce típico da ilha de Maiorca, mas que se come em toda a Espanha. Nós provámo-las há já muito tempo em Menorca, ainda com glúten, e ficámos fãs. O ingrediente chave é a banha, sendo que o seu nome deriva da palavra saim que quer dizer banha em catalão. 

Já tinha recolhido várias receitas para testar, mas quando vi este post da blogger Pikerita, meti as mãos na massa, juntando partes dessas receitas para chegar a esta versão. A ensaimada tradicional não leva recheio, mas há-as com recheios variados, até na versão salgada. Como optei por um recheio doce, reduzi ao açúcar da massa, pelo que se escolherem a versão tradicional devem aumentar a quantidade deste ingrediente.

Ingredientes:
250 gramas de farinha Proceli (em alternativa a farinha para pão Área Viva do Continente)
200 gramas de farinha Schar Mix B
25 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
25 gramas de farinha de trigo sarraceno Bauckhof
5 gramas de psílio em pó
5 gramas de fermento seco
2 ovos M
150ml água
150 ml leite/leite vegetal
2 colheres de sopa de banha derretida
60 gramas de açúcar
30 gramas de mel
Banha q.b. à temperatura ambiente
Chila q.b. (marca Segredos do Campo)
Para pincelar:
1 gema
1 colher de sopa de leite/leite vegetal

Na cuba da sua batedeira junte as farinhas, o açúcar, o psílio e o fermento e misture até obter uma cor homogénea. Faça um buraco no meio e coloque aí os ovos, a banha derretida, o leite, a água e o mel. Bata bem, cerca de 10 minutos, até obter uma bola de massa lisa. Cubra a cuba com filme transparente e deixe a levedar em local morno cerca de uma hora e meia, no mínimo (o ideal seria que levedasse durante a noite).

Quando tiver duplicado de tamanho, divida a massa em pequenas porções, forme cilindros com cerca de 30 centímetros de comprimento, e estire cada um entre duas folhas de papel vegetal untadas com azeite- a massa deve ficar o mais fina possível sem romper, tanto quanto esta massa sem glúten permitir. Unte primeiro com a banha e recheie depois a gosto com a chila; enrole até formar um novo cilindro e dobre em caracol.

Coloque as ensaimadas a levedar num tabuleiro forrado a papel vegetal durante 30 a 60 minutos. No final desse tempo, aqueça o forno a 190ºC enquanto pincela as ensaimadas com a mistura de gema e leite. Vai ao forno com calor em cima e em baixo durante 13 a 15 minutos até dourar. Retire-as para uma rede e deixe arrefecer; polvilhe com açúcar em pó quando estiverem mornas.

Rende 10 a 11 unidades.






































segunda-feira, 21 de março de 2016

Páscoa sem glúten 2016

Nesta altura de festa e da doçaria toda que engloba, levantam-se as dúvidas habituais a quem segue uma dieta sem glúten: que ovos/amêndoas são isentos? Os seguintes produtos, que encontrei em diferentes lojas, estão indicados como isentos (clicar na imagem para ver em pormenor):



























Mais este:






















No entanto, quero relembrar que devem ler sempre os rótulos antes de comprar qualquer produto e, se a sua leitura levantar dúvidas, não comprem.



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