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DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



domingo, 26 de junho de 2016

Mercadona em Portugal em 2016

Imagem retirada da Net
Este mês traz mais novidades para os celíacos, ainda que para um futuro não muito próximo: em 2019, a cadeia de supermercados Mercadona que tanto ajuda a comunidade celíaca na hora das compras com a sua oferta de produtos claramente rotulados, irá abrir quatro lojas em Portugal. Para já, os locais ainda não estão definidos. 

Para quem mora no Minho, no entanto,  abrirá em breve uma loja nova em Tui, perto do Outlet Tui, no seguimento da ponte fronteiriça junto a Valença.

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Novo algoritmo para diagnóstico


Junho continua em grande com mais novidades para o diagnóstico da doença celíaca: se ainda não viram, não deixem de ler este post no excelente blog da Raquel Benati, Dieta Sem Glúten. Este post aborda a pesquisa mais recente da equipa da Dra. Anna Sapone e que traz um algoritmo que permite separar o diagnóstico de doença celíaca e sensibilidade não celíaca ao glúten. Imperdível.


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Surpresas da doença celíaca

Abrimos o mês de Junho com um artigo recente que reporta as novidades que surgiram de um estudo americano publicado na revista Clinical Gastroenterology and Hepatology que abalou algumas das ideias que se tinha sobre a doença celíaca.

"Investigadores descobrem surpresas sobre a doença celíaca

Imagem retirada da Net
Uma nova pesquisa revelou algumas descobertas surpreendentes sobre quem desenvolve a doença celíaca nos Estados Unidos. O estudo descobriu que é mais comum entre as pessoas cujos antepassados ​​vieram da região do Punjab, na Índia. Anteriormente, os especialistas pensavam que a doença celíaca afectava mais brancos de ascendência europeia.

A doença celíaca também parece afectar igualmente homens e mulheres, independentemente da etnia, disseram os investigadores.

"Hoje, é reconhecida como uma das doenças hereditárias mais comuns em todo o mundo", disse o autor do estudo, Dr. Benjamin Lebwohl, num comunicado de imprensa da American Gastroenterological Association. O Dr. Lebwohl é professor assistente de medicina e epidemiologia no Celiac Disease Center da Columbia University, em Nova Iorque.

(...) A doença celíaca afecta cerca de 1,8 milhões de americanos, afirmaram os investigadores. Mas a doença é, muitas vezes, sub-diagnosticada, disse o CDF. O diagnóstico é confirmado através de uma biópsia de tecido do intestino delgado, disseram os investigadores.

"As nossas descobertas ajudam a esclarecer qual a distribuição da doença celíaca nos EUA e ajudará os gastrenterologistas no diagnóstico dos seus pacientes", disse o Dr. Lebwohl.

Para este estudo, os investigadores analisaram dados de mais de 400.000 biopsias intestinais. Também usaram os nomes dos pacientes para ajudá-los a descobrir a distribuição da doença. Esta inclui um número de etnias, como as do Norte da Índia, Sul da Índia, Leste Asiático, Hispânico, Médio Oriente, judeus e outros americanos.

Assim como encontraram altas taxas da doença em pessoas da região do Punjab na Índia, os investigadores também descobriram que a condição era muito menos comum entre os americanos com ascendência no sul da Índia, Leste Asiático e hispânicos.

Entretanto, as pessoas com etnias judaica e do Médio Oriente tinham taxas da doença semelhantes às de outros americanos.

O estudo não mostrou nenhuma diferença nas taxas masculinas e femininas da doença celíaca em todos os grupos étnicos. Isto é importante porque estudos anteriores sugeriram que a doença celíaca pode ser mais comum em mulheres. Os investigadores consideraram que os médicos podem não procurar tanto pela doença nos homens.

"Com base nos nossos resultados, recomendamos que os médicos considerem a doença celíaca nos homens tão frequentemente como consideram nas mulheres", disse o Dr. Lebwohl."


terça-feira, 31 de maio de 2016

Má absorção de vitamina B-12

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Para fechar o Mês do Celíaco, deixo um relato na primeira pessoa de um diagnóstico de doença celíaca feito por uma médica de Urgência americana: é um exemplo de diagnóstico que todos os celíacos merecem, pois a médica em questão foi para além das evidências e pensou "fora da caixa". A maioria dos médicos perante um cidadão chinês (país onde os casos de DC são raros ou eram, até há pouco, considerados raros) com falta de vitamina B-12 poderia ter-se limitado a prescrever suplementos. Mas ela não o fez. E isto é o que precisamos, médicos que vejam para além das anemias, das tiroidites, do excesso de peso ou da falta de sintomas gastrointestinais, e rastreiem para doença celíaca. Aos poucos, um dia, chegamos lá.

"Medicina de Urgências: queda no chuveiro leva a dieta sem glúten

(...) Um jovem estudante universitário entrou no nas Urgências com dor no ombro depois de cair no chuveiro. Estes são lugares habituais em quedas, por isso, não era uma situação incomum. No início. Disse então que tinha perdido o equilíbrio depois de fechar os olhos e inclinar a cabeça para trás para retirar o champô do cabelo. Ele caiu e bateu na parede com o ombro. Para um jovem de 20 anos, manter o equilíbrio normalmente não é um grande desafio.

Enquanto disse que o ombro lhe doía um pouco, mostrou-se mais preocupado com a dormência nos pés, que, juntamente com fraqueza generalizada e fadiga ao longo das últimas semanas, levou-o a visitar o seu médico para fazer exames. Os exames de sangue mostraram que o paciente tinha uma anemia leve, o que levou o médico a verificar o seu nível de vitamina B-12, que estava baixo. O médico tinha começado então a fazer mais testes para descobrir a causa da deficiência de B-12. (...)

(...) Assumindo que a dormência nos pés do meu paciente estava, de facto, relacionada com a sua deficiência de vitamina, a sua condição provavelmente melhoraria à medida que os níveis de B-12 normalizassem. O próximo passo era determinar porque o seu nível estava tão baixo.

Como a sua ingestão de B-12 era suficiente, a segunda causa provável era pouca absorção de B-12 no estômago ou intestinos. A anemia perniciosa, uma das causas mais frequentes de baixa B-12 por má absorção, é marcada pela ausência de uma proteína no estômago. Os pacientes geralmente são mulheres de ascendência do Norte da Europa e, mais frequentemente, com idade superior a 60 anos. Uma vez que o meu paciente era um homem asiático de 20 anos de idade, a anemia perniciosa seria um tiro no escuro. Outras possibilidades eram a doença celíaca, HIV, inflamação crónica do pâncreas e até mesmo um tipo de infecção por ténia.

Quando perguntamos mais sobre a sua recente história dietética, o meu paciente disse que estava nos Estados Unidos há seis meses com um visto de estudante. Apesar de ter aderido a uma dieta mais tipicamente chinesa, rica em peixe e arroz, recentemente tinha vindo a comer muita pizza. Esta está cheia de glúten, será que ele poderia ter a doença celíaca? É uma condição auto-imune que faz com que o corpo ataque as células que absorvem o glúten no intestino delgado. Embora mais comummente associado com algum tipo de desconforto gastrointestinal, tais como diarreia ou cólicas abdominais, a doença celíaca pode ter poucos ou nenhum sintoma. Também pode prejudicar a capacidade do intestino em absorver a vitamina B-12.

As pessoas de ascendência chinesa, normalmente, não têm doença celíaca, mas alguma literatura recente sugere que esta pode ser mais comum do que pensávamos.

Entretanto, os raios-X do ombro do meu paciente estavam normais, e diagnostiquei uma separação menor no ombro, que não requeria cirurgia.

(...) Por fim, o paciente reuniu-se com um gastrenterologista que lhe diagnosticou a doença celíaca, e ele pode verificar o retorno dos níveis de B-12 ao normal quando eliminou o glúten da sua dieta. Posso informar que a dormência está a melhorar também."


domingo, 29 de maio de 2016

Torta Caprese

Uma das vantagens de fazer uma dieta sem glúten é levar-nos a olhar para outras gastronomias em busca de receitas e produtos naturalmente sem glúten: foi assim com as arepas e o pão de queijo e é o assim com a receita de hoje, a torta caprese. Um bolo de chocolate feito com farinha de amêndoa originário da ilha italiana de Capri e que é delicioso e relativamente fácil de preparar. A receita original tem diferentes versões, mas esta pareceu-me a mais simples, havendo algumas que incorporam licor de amêndoa em vez da essência- para quem não gosta do sabor da amêndoa amarga, pode-o omitir.


Ingredientes:
200 gramas de farinha de amêndoa
5 ovos L
150 gramas de manteiga/margarina Vitaquell à temperatura ambiente
200 gramas de chocolate preto de culinária Nestlé
100 gramas de açúcar
1 pitada de sal
Açúcar em pó para decorar

Separe as gemas das claras e bata estas últimas em castelo. Reserve.

Bata a manteiga/margarina com o açúcar na cuba da sua batedeira até obter um creme esbranquiçado. Junte as gemas uma a uma, assim como algumas gotas da essência de amêndoa. Entretanto, derreta o chocolate e junte-o ao preparado anterior. Acrescente a farinha de amêndoa aos poucos com uma pitada de sal. Por fim, incorpore com cuidado (manualmente) as claras.

Coloque a massa numa forma redonda revestida com papel vegetal e leve a forno pré-aquecido a 160°C durante 25 a 30 minutos – faça o teste do palito para verificar a cozedura. Deixe arrefecer e decore o bolo polvilhando-o com açúcar em pó, à maneira tradicional de Capri.


























domingo, 22 de maio de 2016

Produtos Nutrisí

Maio, mês do celíaco, traz novidades a nível de produtos: os supermercados E. Leclerc, para além da sua marca própria sem glúten- Chaque Jour Sans Gluten, disponibilizam agora produtos da marca italiana Nutrisí. Os seus produtos são sem conservantes e sem organismos geneticamente modificados (OGM), utilizando nas suas receitas azeite de modo a reduzir o uso do óleo de palma. Tem também linhas sem açúcar, sem fermento e uma linha vegana.

Na loja que visitei havia algumas variedades de pão, bolachas, snacks e farinhas (para pão, para doces e de trigo sarraceno). Trouxe pão para hotdogs (2,85€ p/2 unidades) e farinha de trigo sarraceno (3,79€ p/500 gramas). A pedido das crianças cá de casa, ao jantar hoje vão-se comer cachorros quentes.





































domingo, 8 de maio de 2016

Croissants folheados

Uma das poucas coisas de que sinto falta entre os produtos com glúten são os croissants tipo brioche das pastelarias. Por isso, e apesar de já ter uma receita bastante satisfatória neste blog, não resisto a experimentar outras que se afigurem mais promissoras. Foi o caso desta que traz uma nova técnica na montagem dos croissants, através de círculos de massa empilhados, e que se traduz numa textura mais folheada (não folhada). Passou a ser a nova receita preferida e já a fiz duas vezes. A minha versão sem glúten é a seguinte:

Ingredientes:
500 gramas de farinha sem glúten (175 gr. Schar Mix B+205 gr. Farinha para pão Continente Área Viva+70 gr. Schar Brot Dunkel+ 50 gr. polvilho doce)
5 gramas de psílio em pó
2 gramas de goma xantana
5 gramas de fermento seco
50 gramas de açúcar
130 ml de leite/leite vegetal
140 gramas de iogurte natural/iogurte vegetal
2 Ovos L
30 gramas de manteiga/margarina derretida
1 colher de chá de essencia de baunilha
1 colher de chá de sal
Para pincelar:
1 gema de ovo e 1 colher de sopa leite/leite vegetal
Manteiga/margarina Vitaquell q.b. para pincelar as camadas de massa

Na cuba da sua batedeira misture bem as farinhas com o psílio, a goma, o fermento e o açúcar. Junte os restantes ingredientes e amasse muito bem, até que a massa forme uma bola.

Em cima de uma folha de papel vegetal oleado, faça um rolo e divida a massa em oito partes. Estenda cada parte de massa com o rolo e forme círculos. Pincele com a manteiga/margarina derretida cada rodela de massa e vá sobrepondo uma sobre as outras exceptuando a última.

Coloque outra folha de papel vegetal sobre os círculos empilhados e estique até obter um círculo maior. Com um cortador de pizzas, corte a massa em 8 triângulos. Enrole cada triângulo, começando pela parte larga da massa, dê-lhe a forma de meia-lua e coloque num tabuleiro de forno forrado a papel vegetal.

Tape e deixe levedar em local abrigado, durante uma hora ou um pouco mais se necessário até dobrarem de tamanho. Ligue o forno a 200ºC e pincele cada croissant com a mistura de gema com leite. Vai ao forno durante 15 minutos aproximadamente até dourarem. 


























quarta-feira, 4 de maio de 2016

Fatias de Resende sem glúten

Há já algum tempo que pensava em converter estes saborosos doces para sem glúten, mas foi preciso chegar o Dia da Mãe para o fazer. São uns dos doces preferidos da minha mãe e em boa hora o fiz, não sobrou um para contar a história. Encontrei a receita aqui.

Ingredientes:
3 Ovos
5 Gemas
100 gramas de açúcar
150 gramas de farinha Doves Farm White Self Raising
Para a glace:
150 gramas de açúcar em pó
10 Gotas de sumo de limão
1 Clara de ovo
Para o molho: 
125 gramas de açúcar
100ml de água
1 Casca pequena de limão
1 Colheres de sopa de vinho do Porto

Na cuba da sua batedeira, misture os ovos, as gemas e o açúcar e bata até obter um creme fofo e esbranquiçado com mais do dobro do volume inicial. Com a pá ligada na velocidade mínima, vá juntando a farinha. Verta para uma forma alta rectangular, untada e enfarinhada e leve a cozer a 160ºC durante 30 minutos, até dourar. Deixe arrefecer e desenforme com cuidado. Reserve.

Faça depois o molho: misture o açúcar com a água, a casca de limão e o vinho do Porto; leve ao lume a ferver durante exactamente cinco minutos. Com uma faca serrilhada corte fatias com a espessura de 2 cm, coloque-as num tabuleiro e pincele-as com um pouco deste molho.

Para fazer a glace, misture o açúcar em pó numa tigela, com a clara de ovo e o sumo de limão e bata com uma colher até obter uma mistura lisa, sem grumos. Espalhe a glace por cima de cada fatia e deixe secar antes de servir.















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