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sexta-feira, 21 de Novembro de 2014

Doença celíaca no adulto: início tardio ou diagnóstico tardio?

Hoje trago um estudo recente que procura elucidar em que momento é que a doença celíaca se instala realmente, aquando do diagnóstico feito na idade adulta: este é um despoletar tardio ou o diagnóstico é que peca por ter demorado?

"Doença celíaca no adulto: início tardio ou diagnóstico tardio?
Imagem retirada da Net
A nossa compreensão da doença celíaca (DC) aumentou enormemente nos últimos anos e muitos factos foram elucidados [1,2], mas a explicação para as variações observadas na idade de início da doença e as suas manifestações ainda estão por definir. A variação acentuada entre os dois tipos de DC (infância vs. adulto) é intrigante pois ambos compartilham um fundo genético comum e gatilho ambiental comum, i.e., o glúten da dieta. O nosso objectivo foi avaliar se os sintomas em pacientes com DC em adulto realmente começam nesta idade (atraso no início da doença) ou os sintomas realmente começam durante a infância, mas não são percepcionados ou ignorados nos primeiros anos de vida (diagnóstico tardio).

O estudo foi baseado na "recolha" de sintomas durante a infância ou seja <14 anos de idade. A constatação de sintomas sugestivos de DC foi avaliada por uma pesquisa por questionário realizado entre Janeiro de 2009 a Dezembro de 2012. Um questionário abrangente destinado a identificar sintomas sugestivos de DC foi desenvolvido e incluiu três domínios: sintomas intestinais (diarreia crónica, atraso de crescimento, desnutrição / má absorção); os sintomas extra-intestinais (anemia, baixa estatura, doenças da tireoide, incapacidade de ganhar peso / altura, doença hepática crónica inexplicável, epilepsia, diabetes mellitus insulino-dependente) e histórico de tratamentos (atenção médica procurada para sintomas intestinais e / ou sintomas extra-intestinais mencionados acima). Além disso, a idade da menarca foi investigada em pacientes do sexo feminino.

De um total de 445 pacientes com DC em adulto que se apresentaram em ambulatório, 370 (83,1%) consentiram na participação. A média de idade dos pacientes com DC em adulto foi 33,36 ± 10,82 anos; 143 eram do sexo masculino. A apresentação clínica nestes pacientes tem sido intestinal em 261 (70,5%) e extra-intestinal em 109 (29,5%). Destes 370 pacientes que devolveram o questionário, 134 (36,2%; 42 homens) admitiu ter experimentado sintomas sugestivos de DC durante a infância. Destes 134 pacientes, apenas 54 (40,3%) deles procuraram tratamento médico para estes sintomas. Sintomas de que se lembravam são apresentados na Tabela 1. De um total de 227 mulheres, 198 (87,2%) foram capazes de recordar a sua idade da menarca, a idade média de 14,9 ± 1,8 anos. Dessas 139 mulheres que não tinham se recordavam de sintomas durante a infância, 120 (86,3%) relatou a sua idade da menarca, a idade média sendo 14,45 ± 2,7 anos.

O nosso estudo revela que quase um terço dos pacientes com DC em adulto tinha sintomas sugestivos desta, mesmo durante a sua infância. Os sintomas intestinais, como diarreia e dores abdominais, foram mais frequentemente lembrados que os sintomas extra-intestinais. No entanto, apenas 40% dos pacientes que recordam sintomas realmente procuraram aconselhamento médico. Os motivos para não procurar ajuda médica na infância poderia ser uma menor gravidade dos sintomas, natureza intermitente dos mesmos ou a subtileza das manifestações extra-intestinais.

A idade média da menarca em mulheres do norte da Índia é relatada como 13,2 ± 1,09 anos [3]. A idade da menarca foi tardia em pacientes com DC, independentemente da lembrança da presença ou ausência de sintomas(14,9 ± 1,8 vs 13,2 ± 1,09; 14,45 ± 2,7 vs 13,2 ± 1,09, P <0,0001). A menarca tardia aponta para uma DC não diagnosticada. Embora os sintomas incluídos no questionário não são específicos e não são diagnóstico do surgimento da DC na infância, estes podem ser indicativos de um eventual aparecimento da doença nessa idade. Em conclusão, a DC em adulto pode ser realmente um caso de diagnóstico tardio."



segunda-feira, 17 de Novembro de 2014

Pães com Brot-Mix Dunkel

Há uns anos atrás a Schar tinha uma farinha integral que, por razões que desconheço, deixou de ser comercializada. Neste Verão, através de blogues espanhóis, apercebi-me que a Schar tinha reeditado esta farinha, a Brot-Mix Dunkel: não paravam de chover posts com as maravilhas que se podiam fazer com este produto. Uma destas receitas encontrei-a no blogue Cocina Fácil Sin Gluten e tinha tão bom aspecto que tomei uma nota mental que a deveria experimentar quando encontrasse a dita farinha. 
Isso aconteceu este fim de semana quando a encontrei no Celeiro a 5,89€ (5,30€ com o desconto da APC). É mais cara, mas vale a pena: os pães são bastante macios e aguentam bem a passagem do tempo, com um sabor que agrada. Agora, só tenho que aguardar uma incursão a Espanha para comprar mais pacotes a um preço mais simpático. Fica aqui a receita, tal como concebida pela sua autora.

Ingredientes:
350 gramas de farinha Proceli
150 gramas de farinha Brot-Mix Dunkel Schar
5 gramas de sal
4 gramas de fermento seco
10 gramas de psílio em pó Finax
40 gramas de banha
575 ml agua morna

(a farinha Proceli poderá ser substituída pela farinha Beiker mas será necessário ajustar a quantidade de água)

Na cuba da sua batedeira, misture as farinhas com o sal e o psílio. Junte depois o fermento, mexa bem, e junte a banha em pedaços pequenos. Envolva a banha na farinha e acrescente, por fim, a água.

Bata durante 5 minutos, tape com uma touca de banho ou um pano húmido e deixe levedar entre três a quatro horas num local tépido.

No final desse período, ligue o forno a 200ºC. Com as mãos untadas com azeite, forme bolas de massa sem manipular muito; no final, deve obter 11 a 12 bolas para esta quantidade de ingredientes.

Coloque-as num tabuleiro forrado a papel vegetal e leve ao forno durante 10 a 15 minutos a 200ºC e reduza depois para 180ºC durante mais 15 a 20 minutos. Retire do forno quando, ao bater num pão, este soe a oco. 















quarta-feira, 12 de Novembro de 2014

Estocolmo sem glúten

Quando se viaja para Itália fazendo uma dieta sem glúten, pensa-se que dificilmente outro país irá ultrapassar o nível de consciencialização da doença celíaca. Até que se viaja para a Suécia, mais concretamente Estocolmo. Não sei se é pela alta prevalência de doença celíaca entre os suecos, se pela propensão para uma sociedade paritária com igualdade de oportunidades para todos, ainda que a nível alimentar, o facto é que uma pessoa que siga uma dieta sem glúten não passa dificuldades na Suécia.

A ninguém estranha o facto de se perguntar por opções sem glúten e a maior parte das pessoas com quem falámos, na restauração, entendia o que era o glúten e a contaminação cruzada. Ao pequeno-almoço no hotel, de pronto nos foi indicado qual o local dos produtos sem glúten, claramente separado dos demais, e com alguma variedade: três tipos de cereais- muesli, corn flakes e rice krispies, duas variedades de pão, duas variedades de tostas e três variedades de bolachas! Inclusive havia um mini-frigorífico com leites e iogurtes vegetais para os intolerantes à lactose.

Nos supermercados existe também uma abundância de produtos sem glúten, tanto suecos (Finax, Crazy Bakers, Fria) como estrangeiros (Semper, Schar). A rotulagem é frequente, não através do rótulo “Sem Glúten” (em Sueco, gluten fria/ gluten fritt), mas na descrição de alergénios. O que dificulta a sua compreensão é os rótulos aparecerem escritos em Sueco, Norueguês e Finlandês… Convém saber de antemão como se diz em Sueco os alergénios mais comuns.

Vimos alguns ervanários, mas limitámos-nos aos supermercados que estavam abertos mais horas (é normal uma loja estar aberta apenas entre as 10H00 e as 18H00). Mas atenção que a variedade de produtos não se esgota na secção sem glúten dos supermercados: uma visita à secção de congelados e encontramos uma grande variedade de pães, doces, massa-folhada e até massa preparada para bolachas… O meu sonho de consumo, confesso.

O meu outro sonho de consumo concretizou-se sob a forma do café-restaurante Under Kastanjen: um local acolhedor, numa pequena praça da parte velha de Estocolmo, gerido por uma cooperativa de jovens que oferece refeições com e sem glúten, sendo que estas últimas são preparadas numa cozinha à parte. No balcão, com a caixa registadora a separar “as águas”, estavam seis a sete opções de bolos, um lado com glúten, outro sem, em recipientes de vidro fechados. Fazem também o seu próprio pão para sandes ou a acompanhar sopa e saladas. O difícil foi escolher…

Também tentámos visitar a Friends of Adam, uma padaria totalmente sem glúten, e famosa neste circuito, inclusive cheguei a ver produtos deles à venda no supermercado Hemkop, na cave do centro comercial Ahlens City. Mas era sábado, 16H10, noite cerrada, e tinham fechado há dez minutos… Na Suécia é preciso ter sempre em atenção as horas de abertura dos estabelecimentos. Mas diz quem experimentou, que é muito boa. Aliás, parece que muitos dos inúmeros cafés de Estocolmo já vendem os seus produtos, de modo a poderem oferecer opções sem glúten aos seus clientes.

No fim disto, devem estar a pensar que custa tudo um “balúrdio”… Nem por isso, considerando que os preços dos produtos sem glúten custam o mesmo que cá, e o rendimento per capita sueco é muito superior ao nosso. O que custa é regressar.

Restaurantes/Cafés onde se encontram opções sem glúten:

Supermercados para compras sem glúten:


























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sexta-feira, 7 de Novembro de 2014

Para além do glúten

Imagem retirada da Net
Há uns anos atrás, quando o supermercado Mercadona em Espanha lançou pizzas congeladas sem glúten, comprei duas para experimentar. Das duas vezes, o Lucas ganhou febre após o seu consumo. Nele, este é o único sintoma de contaminação. Um dos ingredientes da pizza era o amido de trigo sem glúten. Considerando que a pizza respeitava a legislação dos 20 ppm, pareceu-me que esse seria o único ingrediente suspeito, e nunca mais comprei produtos que o tivessem. Este artigo recente, que reporta uma pesquisa ainda não conclusiva mas altamente sugestiva, fez-me lembrar as minhas suspeitas de que haverá algo mais no trigo, para além do glúten, que provoca uma resposta imunológica.

“Poderiam as proteínas que não o glúten desempenhar um papel na doença celíaca?
Embora os alimentos sem glúten estejam na moda entre os preocupados com a saúde, eles são necessários para aqueles com doença celíaca. Mas o glúten, o gatilho principal para os problemas de saúde nesses pacientes, pode não ser o único culpado. Os cientistas relatam no 'Journal of Proteome Research” que as pessoas com a doença também têm reações a proteínas do trigo para além do glúten. Os resultados poderão ajudar os cientistas a entender melhor como a doença funciona e ter implicações no seu tratamento.

Armin Alaedini, Susan B. Altenbach e colegas destacam que os sintomas da doença celíaca aparecem quando alguém com a doença come trigo, centeio ou cevada. A investigação demonstrou que o grupo de proteínas conhecidas como o glúten de trigo, que neste compõem cerca de 75 por cento de todas as suas proteínas, provoca uma reacção imunológica em pessoas com doença celíaca. Como resultado, os pacientes experimentam problemas, tais como diarreia, dor abdominal, anemia e deficiências nutricionais. Actualmente, o único tratamento recomendado é evitar completamente os alimentos que contêm glúten. Os cientistas têm ignorado as proteínas que não o glúten, e os poucos estudos sobre o seu potencial papel na doença celíaca têm produzido resultados conflituantes. As equipas de Alaedini e Altenbach quiseram investigar o assunto.
Os investigadores descobriram que um número substancial de sujeitos com doença celíaca e dermatite herpetiforme (uma erupção cutânea associada com a doença) teve uma reacção imune a cinco grupos de proteínas que não o glúten. Os cientistas concluem que a pesquisa actual e futura de tratamentos clínicos para a doença celíaca deve levar em conta as proteínas do trigo para além do glúten.


Resumo

Embora a especificidade antigénica e relevância patogénica da reactividade imunológica ao glúten na doença celíaca tenha sido extensivamente estudada, a resposta imunológica a proteínas do trigo que não o glúten não foi caracterizada. O nosso objetivo foi investigar o nível e especificidade molecular da resposta de anticorpos contra as proteínas que não o glúten de trigo na doença celíaca. As amostras de soro de pacientes e controles foram seleccionados para reactividade ao anticorpo IgG e IgA a um extrato de proteína que não o glúten do cultivar de trigo Triticum Aestivum 'Butte 86'. Os anticorpos foram ainda analisados quanto à reactividade para as proteínas não-específicas do glúten por eletroforese bidimensional em gel e imunotransferência. As moléculas imunorreactivas foram identificadas por espectrometria de massa em tandem. Comparados com os controlos saudáveis, os pacientes apresentaram níveis significativamente mais elevados de reatividade de anticorpo para proteínas que não o glúten. As principais proteínas que não o glúten, alvos do anticorpo e imunorreactivas, foram identificadas como serpinas, purinins, α-amilase / inibidores da protease, globulinas, e farinins. A avaliação da reactividade com as proteínas recombinantes purificadas confirmou adicionalmente a presença da resposta de anticorpos para antigénios específicos. Os resultados demonstram que, para além da reacção imunológica bem reconhecida ao glúten, a doença celíaca está associada a uma resposta humoral forte dirigida a um subconjunto específico das proteínas que não o glúten de trigo.”

quinta-feira, 6 de Novembro de 2014

Hoje na Sábado

A edição de hoje da Sábado traz uma revista extra, por mais 0,50€, intitulada "Dieta para Intolerâncias Alimentares" da nutricionista Lillian Barros. Fica a dica.


quarta-feira, 29 de Outubro de 2014

O aumento da doença celíaca ainda surpreende os cientistas

O post de hoje traz um artigo do número actual da revista norte-americana Time e que reúne as pesquisas mais recentes feitas sobre os factores desencadeantes da doença celíaca, algo que já tinha sido abordado aqui. Por coincidência, ou talvez não, a revista New Yorker traz também no seu mais recente número um artigo muito interessante e longo sobre a mesma temática.

"O aumento da doença celíaca ainda surpreende os cientistas
Este é o seu intestino com glúten

Dois novos estudos no New England Journal of Medicine abalaram o mundo da investigação celíaca, ambos provando que os cientistas ainda têm um caminho a percorrer na sua compreensão da doença celíaca e que afecta cerca de 1% da população, quer eles saibam disso ou não.

Um estudo italiano perguntou se a idade em que o glúten é introduzido na dieta pode afectar a probabilidade de uma pessoa desenvolver esta doença auto-imune, pelo que mantiveram o glúten longe de recém-nascidos durante um ano. Para choque dos investigadores, atrasar a exposição ao glúten não fez diferença a longo prazo. Em alguns casos, atrasou o início da doença, mas não impediu as pessoas de a desenvolverem, para a qual não existe cura.

O segundo estudo, com cerca de mil crianças, introduziu pequenas quantidades de glúten nas dietas das crianças amamentadas, para ver se isto promovia uma tolerância ao glúten a posteriori, naquelas geneticamente predispostas à doença celíaca. Também não tiveram essa sorte. Embora ambos estudos tivessem sido excelentemente concebidos e executados, diz o Dr. Joseph A. Murray, professor de medicina e gastrenterologista da Mayo Clinic, em Rochester, foram cada um "um fracasso espectacular."

O que tem o glúten que leva tantas pessoas a contorcer-se de dor? Como poderia o inocente e antigo acto de partir o pão, ser tão problemático para alguns?

É uma pergunta a que os investigadores estão activamente a tentar responder. "Eu acho que a doença celíaca agora é mais uma questão de saúde pública", diz o Dr. Murray. Ele está a pesquisar a proteína do pão há mais de 20 anos e tem visto a incidência da doença celíaca aumentar dramaticamente; esta é quatro vezes mais comum do que era há 50 anos atrás, de acordo com a sua pesquisa, publicada na revista Gastroenterology. Mesmo que os métodos de sensibilização e testes tenham melhorado drasticamente, eles não podem, por si só, explicar o aumento, diz ele.

Cerca de 1% dos americanos têm doença celíaca, e é especialmente comum entre os caucasianos. Há uma forte componente genética, mas ainda não é evidente porque algumas pessoas desenvolvem esta doença e outras pessoas não. Parece afectar pessoas de todas as idades, mesmo que tenham comido trigo durante décadas. E não se pode culpar o aumento do consumo desse item; dados do USDA mostram que não estamos a comer mais disso.

Algo mais no meio ambiente deve ser o culpado, e teorias abundam sobre os possíveis factores, desde cesarianas ao uso excessivo de antibióticos, assim como a hipótese da higiene que sugere que, à medida que o nosso meio ambiente tornou-se mais limpo, o nosso sistema imunológico tem menos que fazer e por isso vira-se contra si próprio- e contra alimentos específicos como o glúten- como uma distração.

Ou talvez haja algo realmente diferente no glúten. A semente de trigo não mudou assim tanto, mas a forma como processamos e preparamos os produtos com glúten mudou sim, diz o Dr. Murray. "Houve alguns pequenos estudos que olharam para as antigas formas de panificação... E que sugeriram que estas não eram tão imunogénicas, não produziam uma resposta imune tão forte como acontece com técnicas de preparação de pão e grãos mais modernas", diz o Dr. Murray.

Um pequeno estudo de 2007 descobriu que o pão sourdough quando fermentado com bactérias, praticamente elimina o glúten, mas precisamos de muito mais pesquisas antes que os verdadeiramente alérgicos possam experimentar uma só fatia que seja.

O Dr. Alessio Fasano, director do Centro de Pesquisa Celíaca e chefe da divisão de gastrenterologia pediátrica e nutrição no Massachusetts General Hospital for Children, foi co-autor do estudo recente sobre a amamentação e o momento da introdução do glúten. Diz que achou os "importantes e imprevisíveis resultados” chocantes. A lição aprendida a partir desses estudos é que há algo para além do glúten no meio ambiente que pode eventualmente fazer tombar as pessoas geneticamente predispostas de tolerantes à resposta imune ao glúten, para desenvolverem a doença celíaca ", diz.

Ele suspeita que isto pode resultar da maneira como a dieta moderna, hiper-processada, influencia a composição das nossas bactérias intestinais. "Estas bactérias comem o que nós comemos", diz o Dr. Fasano. "Temos vindo a mudar radicalmente o nosso estilo de vida, especialmente a maneira como comemos, rápida demais para os nossos genes se adaptarem." O Dr. Fasano espera explorar o microbioma no seu próximo estudo, em que irá acompanhar crianças desde o nascimento e procurar uma assinatura no seu microbioma que preveja a activação dos genes avessos ao glúten, e que levam uma criança a desenvolver a doença celíaca. A esperança, então, é que com uma intervenção através do uso de probióticos ou prebióticos traga os problemáticos intestinos de "beligerantes para amigáveis."

"Isso seria o Santo Graal da medicina preventiva", diz."


segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

Bolo de chocolate de Maizena

Ás vezes, as receitas sem glúten envolvem tantos ingredientes que conseguem demover o mais tenaz dos cozinheiros. Logo, quando aparece uma receita como esta, tem que se experimentar, pois está acessível a qualquer um.

Ingredientes:
4 ovos
130 gramas de margarina
130 gramas de açúcar
200 gramas de chocolate Nestlé Culinária
130 gramas de farinha Maizena
Leite q.b.

Separe as gemas das claras e bata estas últimas em castelo. Reserve.

Derreta a margarina no micro-ondas, junte-lhe depois o açúcar e misture bem com uma vara de arames. Acrescente as gemas uma a uma enquanto mistura com a vara.

Entretanto, derreta o chocolate com um pouco de leite em intervalos de 30 segundos no micro-ondas, e junte-o ao preparado anterior, misturando bem.

Peneire a Maizena para a massa e volte a bater com a vara até ficar tudo homogeneizado. De seguida e com cuidado, envolva as claras em castelo na massa com uma colher.

Unte a forma escolhida e leve ao forno pré-aquecido a 160ºC durante 30 a 40 minutos. Deixe arrefecer um pouco na forma e transfira depois para uma rede de modo a esfriar completamente.



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