INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



quinta-feira, 31 de maio de 2012

Refeições congeladas sem glúten

Abriu em finais de Março, em Lisboa, um novo conceito de take away: refeições congeladas gourmet, prontas a levar. Qual a vantagem para um intolerante ao glúten? A rotulagem identifica a presença ou não desta proteína nos seus produtos. Chama-se Arka e identifica-se assim:


Imagem retirada da Net

"ARKA é uma inovadora marca 100% portuguesa de lojas de proximidade, especializadas na oferta de produtos ultracongelados de elevada qualidade e diversidade.
As lojas ARKA integram-se na vivência própria dos bairros onde se inserem e surgem como uma solução dirigida às exigências crescentes dos ritmos de vida urbanos, nomeadamente de rapidez e conveniência. Visando ir ao encontro das necessidades dos seus clientes, a ARKA disponibiliza produtos ultracongelados que abarcam desde os alimentos crus até às sobremesas mais elaboradas, organizando a sua oferta em 11 categorias: Pão, Entradas, Carne, Mar, Receitas prontas, Pizzas, Legumes, Frutas, Sobremesas, Gelados e Gelo.
ARKA conta com a colaboração de dois consultores, o Chef Chakall e a nutricionista Florbela Mendes.
Esperamos por si em Benfica, na Av. Grão Vasco 46."

Fica a dica. 

domingo, 27 de maio de 2012

Livro "Doença Celíaca: da Clínica à Dietética"

Antes de mais, espero que estejam todos a ter um dia bem passado, considerando que hoje celebra-se o Dia Nacional do Celíaco. Uma das actividades da APC para o dia de hoje, foi o lançamento de um novo livro original, em português, sobre a temática da intolerância ao glúten. Chama-se "Doença Celíaca: da Clínica à Dietética" e tem cinco autores que trabalham na área. Os assuntos abordados vão desde a fisiopatologia da condição e diagnóstico, até às receitas mais variadas. Está à venda apenas nas lojas Jumbo.





sábado, 26 de maio de 2012

Bolo de laranja com coco

Um bom dueto que pode passar a um excelente trio se, a esta receita, juntarmos o chocolate. Porque, às vezes, nada funciona tão bem como um receita antiga e despretensiosa.

Ingredientes:
120 gramas de farinha Schar Mix C
40 gramas de farinha de coco
40 gramas de coco ralado
1 colher de sopa de fermento para bolos
100 gramas de leite
100 gramas de azeite
120 gramas de açúcar
2 ovos
50 ml sumo de laranja
Raspa de uma laranja
70 gramas de pepitas de chocolate (opcional)

Numa tigela misture as farinhas, o coco e o fermento. Reserve.

Na cuba da batedeira junte o leite, o azeite, o açúcar, os ovos, o sumo e a raspa de laranja. Bata tudo muito bem.

Acrescente então, aos poucos, a mistura de farinhas reservada e bata até a massa começar a “espumar”. Junte, por fim, as pepitas de chocolate.

Verta a massa numa forma de bolo inglês, de tamanho médio, previamente untada. Vai ao forno a 160ºC durante 45 a 50 minutos, até dourar e um palito, espetado no centro, sair pouco húmido. Retire da forma e deixe arrefecer numa rede de arrefecimento. 






































sexta-feira, 25 de maio de 2012

O glúten e o cérebro

Entre aqueles afectados pelo glúten, sejam doentes celíacos ou com sensibilidade ao glúten não-celíaca, há uma porção destes que apresenta sintomas neurológicos. O Dr. Marios Hadjivassiliou, neurologista inglês, tem dedicado a sua carreira ao estudo dos efeitos da proteína do glúten nas funções neurológicas. Recentemente, encontrei um artigo da revista norte-americana "Living Without" que aborda a sua pesquisa. Dada a extensão do artigo, incluo neste post a tradução da parte referente aos estudos do Dr. Hadjivassiliou.

"Ataque do Glúten: Ataxia
O glúten está a atacar o seu cérebro?


Imagem retirada da Net
A ataxia pelo glúten é uma condição neurológica caracterizada pela perda de equilíbrio e coordenação. No entanto, pode até afectar os dedos, mãos, braços, pernas, fala e movimentos dos olhos. Os sintomas típicos incluem a dificuldade para caminhar ou andar com uma passada ampla, quedas frequentes, dificuldade para avaliar distância ou posição, distúrbios visuais e tremores. Os especialistas acreditam que a ataxia pelo glúten pode ser uma forma de sensibilidade ao glúten, que é um amplo espectro de doenças marcadas por uma resposta imunológica anormal ao glúten.

Diferentes órgãos podem ser afectados por diferentes tipos de sensibilidade ao glúten. Na doença celíaca, às vezes chamada de enteropatia sensível ao glúten, o intestino delgado é afectado. Na dermatite herpetiforme, a pele é o alvo, resultando numa erupção cutânea. Com a ataxia pelo glúten, o dano ocorre no cerebelo, o centro de equilíbrio do cérebro que controla a coordenação e movimentos complexos como andar, falar e engolir.
"É melhor descrever a ataxia pelo glúten usando a expressão “sensibilidade ao glúten” porque não contribuiu para o equívoco de que você deve ter a doença celíaca para sofrer algumas destas diversas manifestações", disse Marios Hadjivassiliou, MD, um neurologista no Royal Hallamshire Hospital, em Sheffield, Inglaterra. Hadjivassiliou descreveu pela primeira vez a ataxia pelo glúten na década de 1990. Depois de ver alguns pacientes com problemas inexplicáveis de equilíbrio e coordenação, ele começou a testá-las sistematicamente para a sensibilidade ao glúten utilizando anticorpos anti-gliadina, que apontam para uma elevada resposta imune ao glúten, mas não necessariamente a um diagnóstico de doença celíaca. Hadjivassiliou encontrou uma prevalência muito elevada de anticorpos em pacientes com ataxia, nomeando a condição como ataxia pelo glúten.
Mas nem todos os neurologistas estão de acordo com a ataxia pelo glúten. Embora vários estudos apoiem os resultados de Hadjivassiliou, pelo menos um pequeno estudo, publicado na revista Neurology, em 2000, não conseguiu encontrar uma ligação entre anticorpos antigliadina e ataxia cerebelar. Nenhum dos 32 pacientes no estudo testou positivo para os anticorpos. Mas este estudo é apenas uma parte do problema. Lançando mais dúvidas sobre esta condição são os seus, assim chamados, critérios delicados de diagnóstico. A ataxia pelo glúten diagnostica-se quando testes à anti-gliadina sugerem a sensibilidade ao glúten e quando as outras causas de ataxia já foram descartadas. (A biópsia do intestino delgado é aconselhável em pacientes com anti-gliadina e exames de sangue para doença celíaca positivos). É um diagnóstico de exclusão.
"Há evidências bastante sólidas que mostram que os celíacos podem ter problemas neurológicos como ataxia", diz Joseph Murray, MD, gastrenterologista e especialista em doença celíaca na Clínica Mayo. As deficiências vitamínicas ou um fenómeno chamado mimetismo molecular podem ser o culpado. No mimetismo molecular, algo no cérebro que se parece bastante com o glúten leva a que os anticorpos dirigidos ao intestino delgado façam reacção cruzada contra uma parte do cérebro. "Concluindo, quando a doença celíaca e a ataxia pelo glúten ocorrem em conjunto, a ataxia pelo glúten pode ser um diagnóstico robusto. Mas quando a ataxia pelo glúten ocorre por conta própria, temos menos certeza do diagnóstico ", diz Murray.
Uma nova ferramenta de rastreio pode ajudar, em breve. Hadjivassiliou e a sua equipa recentemente identificaram um anticorpo, a transglutaminase TG6, que pode ser um marcador melhor para a ataxia pelo glúten. TG6 é semelhante ao TG2 anticorpo, detectado na triagem tTG amplamente utilizado para a doença celíaca, mas a TG6 expressa-se principalmente no cérebro. Apesar de promissor, um teste para TG6 ainda não está pronto para uso clínico.
O diagnóstico tardio da ataxia do glúten é a norma, diz Hadjivassiliou, particularmente para aqueles pacientes que não têm a doença celíaca ou sintomas gastrointestinais. Os médicos podem procurar a sensibilidade ao glúten só se os sintomas gastrointestinais estiverem presentes, e é improvável que pensem em sensibilidade ao glúten no contexto de ataxia, diz Hadjivassiliou. Mas a sua pesquisa, publicado em na revista Brain em 2003, encontrou que 40 por cento dos pacientes com ataxia inexplicável têm sensibilidade ao glúten. Hadjivassiliou recomenda que os neurologistas testem os seus pacientes com ataxia inexplicada para a sensibilidade ao glúten.
Aqueles com ataxia pelo glúten não têm tempo a perder, avisa. A dieta sem glúten, a base do tratamento para ataxia pelo glúten pode resultar numa estabilização dos sintomas. Mas, muitas vezes, os danos significativos já foram feitos. O sistema neurológico tende a curar muito mal e muito lentamente, diz Murray. Ao contrário do forro do intestino delgado, as células de Purkinje do cerebelo não têm capacidade para se regenerarem, explica Hadjivassiliou. Depois de a ataxia estar bem estabelecida, o que pode acontecer em apenas seis meses, é raro fazer uma recuperação completa.
Os danos ajudam a explicar porque, mesmo depois de abdicarem do glúten, os pacientes continuam a ter sintomas debilitantes. Não é incomum estarem em cadeiras de rodas na altura do diagnóstico, diz Murray. No entanto, o panorama não é sombrio. Além da intervenção dietética, a terapia física e ocupacional também podem fazer uma grande diferença.
A evidência esmagadora é que a ataxia pelo glúten seja mediada a nível imunitário, dizem os especialistas. Hadjivassiliou e a sua equipa estão actualmente a estudar a forma como a doença lesa as células neurais, com a esperança de um dia melhorar o desenvolvimento de terapias específicas. Por enquanto, é mais importante para os pacientes é repetir o teste de sangue, geralmente após seis meses de tratamento com a dieta livre de glúten, para assegurar a eliminação de todos os anticorpos. Os sintomas podem estabilizar e melhorar quando os anticorpos desaparecerem."



quarta-feira, 23 de maio de 2012

Os atletas e o glúten

Encontrei um artigo interessante sobre a dieta sem glúten e o seu efeito na performance desportiva de vários atletas, que saiu na edição de Novembro do ano passado da revista americana Sports Illustrated. Fica, então, a tradução:


"A Correr do Glúten
A eliminação desta proteína tem dado a muitos atletas um impulso substancial de energia

Alessio Fasano é um homem ainda mais ocupado desde que ele e 15 colaboradores publicaram um estudo na revista BMC Medicine de Março último que mostrou que era possível ser sensível à proteína do glúten que existe no trigo, cevada e centeio, bem como em algumas sopas e espessantes, sem ter doença celíaca com todos os seus sintomas. Atletas de todo o mundo entraram em contacto com Fasano, o director do Centro de Pesquisa Celíaca da Universidade de Maryland, à procura de orientação sobre como limitar a ingestão de glúten. Ciclistas profissionais procuram a ajuda de Fasano desde 2008; agora, ele faz três viagens anuais à Europa para consultar com atletas de elite do ténis, basquetebol, futebol, wrestling e natação.

Mais e mais atletas que fazem uma dieta isenta de glúten acreditam que esta aumenta a sua energia. Alguns, como a corredora de longa distância, norte-americana, Amy Yoder Begley, fazem-no porque têm a doença celíaca; outros, incluindo o quarterback dos Saints, Drew Brees, e o tenista de topo Novak Djokovic, fazem-no porque são sensíveis ao glúten, e uns quantos intrépidos, incluindo a equipa de ciclismo profissional Garmin-Transitions, fazem-no porque procuram um diferencial competitivo. Com a consciencialização do glúten em ascensão por causa do crescente número de pessoas com problemas de saúde decorrentes da ingestão desta proteína, a dieta isenta de glúten ou a dieta com baixo teor de glúten não são susceptíveis de se juntar aos programas “baixos hidratos/altas proteínas” (para não mencionar os “altos hidratos/ baixas proteínas”) que se encontram no caixote de lixo das tendências de alimentação para atletas.

Embora o glúten possa ser uma fonte de proteína para a maioria das pessoas, a pesquisa de Fasano revela que 6% da população dos EUA pode ser sensível ao glúten, experimentando dores de estômago, dores de cabeça ou depressão após a ingestão da proteína. Menos prevalente (mas ainda em crescimento) é a doença celíaca, que faz com que o sistema imunitário do corpo ataque e inflame o intestino após a ingestão da proteína.

O glúten, que não fazia parte da dieta humana até as pessoas começarem a cultivar ervas selvagens para alimento há 10.000 anos atrás, não consegue ser totalmente processado pelas enzimas no organismo, mesmo em pessoas que não são sensíveis ao glúten. Considere o seguinte: de acordo com Fasano, os sucos digestivos no estômago são tão corrosivos para a proteína da carne que se mergulhasse um dedo neles, se veria o osso em 30 segundos, mas os mesmos sucos não conseguem polir o glúten de um pequeno pedaço de pão que seja. "Algumas partes do glúten tem a digestibilidade de uma rocha", diz Chaitan Khosla, um professor de engenharia química de Stanford. "Ele fica por lá, a marcar passo, até ir para o intestino."

A comunidade médica ainda não sabe porque é que alguns atletas sentem mais energia após a eliminação do glúten, mas Fasano acredita que é por causa da estadia prolongada do glúten no tracto digestivo: o sangue que é necessário nas extremidades e no cérebro é desviado para o estômago para ajudar na digestão do glúten, diminuindo o fornecimento de energia e desempenho. Inquirido sobre o porquê da incidência da doença celíaca ter duplicado nos últimos 15 anos, Fasano diz que os produtores de trigo têm, cada vez mais, cultivado as suas colheitas de modo a ter mais (e, possivelmente, diferente) glúten para dar à comida um sabor e textura mais agradáveis. "Os cereais do seu bisavô não são os seus cereais", diz ele.

Amy Yoder Begley, uma norte americana campeã olímpica nos 10.000 metros, viaja com um guia de restaurantes que têm menus sem glúten. Para obter os hidratos de carbono que o seu corpo precisa para transformar glicose em combustível para o exercício, ela come alimentos ricos nesses nutrientes mas que não são preenchidos com gordura ou açúcar, como bananas, massa de arroz, polenta e batata-doce. A sua dieta é um modelo para um número crescente de atletas. "Tudo que ela conhecia enquanto hidratos de carbono [sem glúten] eram coisas como batatas e doces", diz Krista Austin, uma fisiologista que ajudou a formatar a dieta à medida de Amy Yoder Begley. "Hoje em dia, quase todos os atletas com quem trabalho, por lazer ou profissão, perguntam sobre o glúten."

sábado, 19 de maio de 2012

Rosca de maçã

Correndo o risco de repetir receitas, o meu post de hoje é um doce que fez sucesso entre todos os "glutonianos" e "anti-glutonianos". Mais houvesse, mais se comia, como se costuma dizer, e não é tão complicado de fazer como parece. A receita é de um blog brasileiro "com glúten", pelo que fiz as necessárias adaptações.

Ingredientes:
Massa
100 ml de leite
2 colheres de sopa de açúcar
7 gramas de fermento seco activo
1 ovo
2 colheres de sopa de óleo
300 gramas de farinha sem glúten (usei metade Schar Mix B + farinha Doves Farm)
30 gramas de psílio em pó
1/2 colher de chá de sal
Recheio
2 colheres de sopa de manteiga
4 colheres de sopa de açúcar
2 maçãs grandes raladas
1 colher de chá de canela

Numa tigela, misture a farinha com o psílio e o fermento. Reserve.

Para fazer a massa, coloque noutra tigela o leite morno, os ovos, o açúcar, o óleo, o sal e misture bem. Por último, acrescente a farinha reservada. Adicione-a aos poucos, mexendo bem até atingir uma textura de massa macia que descole das mãos.

Cubra com um pano húmido e coloque num local morno para levedar durante uma hora.

Entretanto prepare o recheio: misture a manteiga com o açúcar e bata até ficar cremoso. Adicione as maçãs raladas e a canela e misture bem.

 Quando a massa tiver levedado, estire-a com um rolo num formato rectangular com aproximadamente 1 cm de espessura. Espalhe o recheio e enrole a massa, formando um rolo. Corte em fatias grossas e distribua as fatias com a espiral pra cima numa forma untada com um buraco no meio.

Deixe crescer novamente durante meia hora. Findo esse tempo, leve ao forno frio a cozer durante aproximadamente 40 minutos, a 190ºC. Retire quando estiver dourado e decore com glacê de xarope de ácer se assim o entender.











quarta-feira, 16 de maio de 2012

Broas de alfarroba

A alfarroba é a farinha do momento lá em casa: doce mas sem ser excessivamente doce e com goma suficiente para não ser necessário acrescentar goma xantana à receita. Quando encontrei esta receita, não resisti a experimentar. A opinião dos gulosos lá de casa é que necessitava de mais açúcar, mas isso já é a gula a falar.

Ingredientes:
250 ml de água
50 ml de azeite  
125 gramas de açúcar mascavado escuro (usei da RAR)
Sal a gosto
1 colher de chá de canela
125 gramas de farinha de arroz
70 gramas de farinha de alfarroba
80 gramas de amêndoa em pó

Numa tigela, misture as farinhas com a amêndoa. Reserve.

Leve a água ao lume com o azeite, o açúcar, o sal e a canela numa panela. Deixe ferver durante dez minutos, em lume brando.

Junte a mistura de farinhas, mexendo bem até que a massa descole da panela. Transfira para um prato e deixe arrefecer. Quando tal acontecer, faça pequenas bolas com a massa e coloque num tapete de silicone ou tabuleiro untado.

Leve ao forno pré-aquecido a 190º durante 25 minutos.



domingo, 13 de maio de 2012

Pão com salpicão

A revista Mulher Moderna na Cozinha costuma trazer uma secção com "receitas para celíacos". Dou sempre uma espreitadela quando vou ao hipermercado para ver se nesse mês traz alguma receita que me interesse. A edição de Maio trazia: pãezinhos com salpicão- a imagem era tão apelativa que comprei a revista. Fiz ontem e resultou muito bem; fiz algumas alterações pois não tinha nem farinha de soja (pois não gosto particularmente do sabor) nem leite em pó. Deixo a minha versão:

Ingredientes:
3 ovos
230 ml água
3 colheres de sopa de azeite
1 colher de chá de vinagre de cidra
50 gramas de farinha de arroz
100 gramas de farinha de sorgo
50 gramas de farinha de trigo sarraceno
115 gramas de polvilho
130 gramas de farinha de milho
40 gramas de sementes de linhaça moídas ou psílio em pó
40 gramas de açúcar
1 colher de chá de sal fino
10 gramas de fermento seco activo
150 gramas de salpicão fatiado


Numa tigela, misture bem as farinhas com as sementes de linhaça, o açúcar e o sal. Junte, por fim, o fermento e misture. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, coloque a água com os ovos, o azeite e o vinagre e misture até todos os ingredientes estarem integrados. Junte então a mistura de farinhas e bate até obter uma massa homogénea. Se a massa estiver ainda um pouco líquida, junte mais sementes de linhaça, ou maizena. Pretende-se uma massa que descole da cuba. Vai a levedar num local morno coberto com um pano húmido durante uma hora.

Terminada a levedação, retire pequenas porções de massa e estique-as com a mão até formar rectângulos. Recheie com as fatias de salpicão e enrole para formar pequenos cacetes. Coloque os pãezinhos num tabuleiro polvilhado com maizena ou farinha de milho e leve ao forno frio. Regule a temperatura para 180ºC e deixe cozer durante 30 minutos.

Terminada a cozedura, sirva quentes ou frios.
























quarta-feira, 9 de maio de 2012

Maio celíaco

Maio é o Mês da Consciencialização Celíaca, celebrando-se a 27 deste mês, o Dia Nacional do Celíaco. Deste modo, existem várias actividades programadas para Maio que visam divulgar esta condição no mundo em geral, e disseminar informação entre os intolerantes ao glúten, em particular:

- o jornal Expresso, no seu suplemento Saúde Pública, "abriu as festividades" no passado sábado, dia 5, com uma reportagem de três páginas sobre a doença celíaca;

- a Susana, do blog viver 100 glúten está a fazer um mês especial sem receitas próprias, mas sim com receitas aptas feitas por quem não lida com esta condição;

- a APC tem um série de eventos planeados para este mês que podem ser consultados na sua página de Facebook;

- o Continente, por coincidência, ou não, está a realizar desde o passado dia 7, uma feira de produtos saudáveis, onde se mostram novos produtos, com alguns descontos (parece que  a variedade e os preços baixos diferem de loja para loja). No Continente local encontrei, a 0,99€, estas bolachas que tanto tinham encantado o meu filho no Encontro Nacional da APC em Viana do Castelo e que são um produto novo em Portugal (melhor seria se fosse a versão com chocolate, mas, para já, é o que há):




















Se, entretanto, souber de outros eventos, irei actualizando este post.

terça-feira, 8 de maio de 2012

H3 sem glúten

Quando começaram a abrir os restaurantes da marca H3, pareceu-me que seria um local seguro para comer sem glúten. Por email, a empresa explicou-me quais as opções aptas para intolerantes ao glúten e tem sido, desde então, uma opção para comermos nas idas ao centro comercial. Hoje, via Facebook, leio aqui que os clientes das novas lojas espanholas da H3 (uma empresa portuguesa) têm o privilégio de obter essa mesma informação em directo, nas lojas. E porque não, H3, nas vossas lojas portuguesas? Parece-me uma grande falta de respeito para com os clientes nacionais. Vai daí, já seguiu um pedido de esclarecimento para a H3 via website. Caso receba uma resposta, coloco aqui.

11/05/2012- A H3 respondeu hoje:

"Já fomos contactados pela Associação Portuguesa de Celíacos, à qual disponibilizámos a informação de que os nossos hambúrgueres estão isentos de glúten e enviámos uma declaração do nosso laboratório a confirmá-la.
Entretanto, embora já tenhamos um menu informativo para celíacos, o qual também já foi enviado para a Associação, ainda não o disponibilizámos nas nossas unidades, pois estamos a trabalhar alguns produtos, nomeadamente os molhos, no sentido de eliminarmos o glúten dos mesmos e assim, alargar o leque de escolha dos nossos produtos que são isentos de glúten. Assim que esse trabalho estiver concluído disponibilizaremos, então, o folheto final com o menu informativo para celíacos.
Relativamente à situação espanhola, esse trabalho foi feito mais rapidamente com o fornecedor local. Poderíamos ter optado por utilizar o fornecedor espanhol, mas como empresa portuguesa que somos, preferimos continuar a apostar no nosso fornecedor nacional.
Essa é a razão que explica que em Espanha já exista um menu informativo detalhado sobre os nossos pratos isentos de glúten e em Portugal ainda não.
Estamos com elevadas expectativas que este trabalho estará concluído muito em breve, até porque este é um assunto que tem merecido destaque nas nossas prioridades.
Uma vez concluído, enviaremos toda a informação actualizada para a Associação Portuguesa de Celíacos e o menu detalhado será disponibilizado em todas as nossas unidades em Portugal."

domingo, 6 de maio de 2012

Primeiro aniversário

Faz hoje um ano que este blog teve início. O feedback que tive ultrapassou em muito as minhas expectativas, pelo que queria aproveitar para agradecer a todos os que o seguem, visitam e comentam. E, já sabem, qualquer dúvida, sugestão ou comentário, são sempre bem-vindos na caixa de comentários ou no email do blog, vidassemgluten@gmail.com .

Aproveito também, sendo hoje Dia da Mãe, para desejar a todas as mães, e, em particular, às mães que lidam com as restrições alimentares dos seus filhos de maneira sempre tão dedicada, um Feliz Dia da Mãe!

Imagem retirada da Net

sexta-feira, 4 de maio de 2012

"Iogurte" de abacate

No seguimento do post anterior, aproveito para divulgar uma das últimas receitas a fazer sucesso lá em casa, e que, não tendo glúten, também visa ajudar nas dietas sem leite: um "iogurte" que em nada deve ao original, à base de abacate. A receita veio daqui e foi adaptada da seguinte maneira:

Ingredientes:
1/2 abacate maduro
1 colher de chá de vinagre de cidra
5 a 6 morangos
Mel a gosto
Canela a gosto

No copo da trituradora coloque a polpa do abacate temperada com o vinagre, os morangos limpos e arranjados e o mel, e desfaça tudo até obter uma consistência cremosa.

Sirva numa taça com canela por cima, ou leve ao frigorífico um pouco antes de servir, para um toque mais próximo ao original.

Esta receita é muito versátil e pode ser realizada com outras frutas, como pêssegos, mirtilos ou pêras no lugar dos morangos, por exemplo.





















quarta-feira, 2 de maio de 2012

Manteiga de coco

Uma receita tão fácil, tão fácil que até parece magia: o meu marido nem acreditava que, de coco ralado, pudesse surgir esta "manteiga" cremosa. Uma boa alternativa à manteiga para quem não consome lactícinios, seja para espalhar no pão, seja para cozinhar. Receita daqui.

Ingredientes:
300 gramas de coco ralado (usei marca Continente)

Coloque o coco no copo da trituradora (usei o acessório para liquidificar que vem com o meu robot de cozinha Kenwood) e ligue o aparelho a velocidade média/alta, durante 15 minutos, ou até o coco liquidificar. Páre de tempos em tempos para raspar o coco que fica nas paredes do copo.

Quando a manteiga estiver pronta, passe para um frasco limpo e deixe solifidicar à temperatura ambiente. Se preferir, pode colocar uma a duas colheres de chocolate em pó (ou farinha de alfarroba), antes da manteiga solidificar, para uma alternativa à Nutella.










































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