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quinta-feira, 28 de julho de 2016

Novo estudo sobre sensibilidade não celíaca ao trigo

Imagem retirada da Net
Aos poucos, a ciência avança e dá razão a todos aqueles que se queixam de sintomas associados ao consumo de glúten e/ou trigo, mas não preenchem os critérios para o diagnóstico de doença celíaca. Os estudos parecem apontar agora a mira ao trigo, ao invés de se culpar apenas o glúten, o que poderia, em parte, explicar porque alguns celíacos reagem também quando consomem produtos isentos de glúten, mas em que se utilizou amido de trigo desglutinizado na sua confecção. Deixo a tradução de um artigo da Fox News desta semana em que se aborda este novo estudo publicado na revista Gut.


"Sensibilidade ao glúten pode ser causada por resposta imune, é a conclusão de estudo.
Os indivíduos que sofrem de sensibilidade ao glúten, mas não têm a doença celíaca, podem finalmente ter uma explicação para a sua condição, de acordo com um novo estudo da Columbia University Medical Center (CUMC).

A equipa, em colaboração com a Universidade de Bolonha, na Itália, descobriu que os pacientes que experimentam vários sintomas gastrointestinais em resposta à ingestão de trigo podem sofrer de uma reacção inflamatória imune inespecífica que não é encontrada em pacientes com doença celíaca.

A inflamação, os investigadores disseram, deve-se a um intestino permeável, e a condição é referida como sensibilidade não celíaca ao glúten ou trigo (SNCGT). Os sintomas de SNCGT incluem problemas intestinais, bem como fadiga, dificuldades cognitivas ou distúrbios do humor.

"O nosso estudo mostra que os sintomas relatados pelos indivíduos com esta condição não são imaginados, como algumas pessoas têm sugerido," disse em comunicado à imprensa o co-autor do estudo Dr. Peter H. Green, professor de Medicina Phyllis e Ivan Seidenberg na CUMC e director do Celiac Disease Center. "Isto demonstra que existe uma base biológica para estes sintomas num número significativo destes pacientes."

Em pessoas com doença celíaca, o sistema imunitário ataca o revestimento do intestino delgado após a ingestão de glúten de trigo, centeio ou cevada. Isto produz vários sintomas gastrointestinais, como dor de estômago, diarreia e distensão abdominal. Os indivíduos com doença celíaca mostram dano intestinal, mas, ao contrário de pacientes com SNCGT, não demonstram uma resposta imune sistemática em grande escala.

Num estudo publicado na revista Gut, os investigadores examinaram 160 participantes: 80 com SNCGT, 40 com doença celíaca e 40 com nenhuma das condições. Descobriram que a SNCGT está ligada a uma barreira intestinal enfraquecida que permite que o movimento de micróbios e moléculas alimentares passem dos intestinos para o resto do corpo. Isto, os investigadores sugerem, em última instância, resulta na resposta imune inespecífica que os pacientes encontram em resposta ao glúten.

"Um modelo de activação imune sistémica seria consistente com o início geralmente rápido dos sintomas, relatado por pessoas com sensibilidade não-celíaca ao trigo," disse em comunicado à imprensa o principal autor do estudo Armin Alaedini, PhD, professor assistente de Medicina na CUMC.

Os autores do estudo estimam que cerca de 3 milhões de americanos sofrem de SNCGT. No entanto, também constataram que os pacientes com SNCGT que excluiram o trigo e glúten das suas dietas durante seis meses relataram melhorias significativas tanto nos sintomas intestinais como não intestinais.

Os investigadores esperam que estudos futuros lhes permitiram compreender melhor os mecanismos responsáveis pela SNCGT e pela doença celíaca. "Estes resultados mudam o paradigma do nosso reconhecimento e compreensão da sensibilidade não-celíaca ao trigo e, provavelmente, vai ter implicações importantes para o diagnóstico e tratamento", disse no comunicado de imprensa outro co-autor, o Dr. Umberto Volta, professor de Medicina Interna na Universidade de Bolonha. "Considerando o grande número de pessoas afectadas pela patologia e o seu significativo impacto negativo na saúde dos pacientes, esta é uma área importante de pesquisa que merece muito mais atenção e financiamento."


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