INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



quarta-feira, 17 de junho de 2015

McDonald's sem glúten em Portugal

A netosfera sem glúten está hoje em ebulição: a McDonald's portuguesa está a testar menús sem glúten, para já, nas lojas do Colombo e do Restelo em Lisboa. Pelas fotos que vi, parece-me o mesmo pão das lojas espanholas, mas, para já, ainda não há comunicação oficial. Penso que se houver uma boa resposta de mercado e um eficaz controlo da contaminação cruzada nestas lojas, a McDonald's irá avançar para o resto do país. Não é o ideal para refeições frequentes, mas irá trazer, com certeza, muita alegria, principalmente às crianças que não resistem aos brindes do Happy Meal.

Update 1
Informação disponibilizada pela APC na sua página de Facebook:

“Trata-se de um teste, por isso, numa primeira fase, foram seleccionados dois restaurantes de grande afluência de modo a analisar a procura deste tipo de produtos e a sua operacionalização, nomeadamente a gestão do serviço e o tempo de espera do consumidor. 
As batatas fritas são sem glúten conforme se pode confirmar na tabela de alergénios disponível em loja. 
Não existe perigo de contaminação cruzada. O pão sem glúten vem embalado individualmente do fornecedor. É depois aquecido numas bolsas de teflon, evitando assim o contacto direto com as tostadeiras e consequentemente qualquer contaminação. Para além disso, os funcionários vão usar, ao longo de todo o processo de manipulação destes produtos, uma luva própria e descartável.”

Update 2
08-07-2015- Novas lojas onde disponibilizam o menú sem glúten:



Almada Fórum
Birre
Cascais Shopping
Carregado
Circunvalação
Gaia Drive
Gaia Fojo
Gaia Shopping
Rio Sul
Setúbal Drive





terça-feira, 16 de junho de 2015

Bolo Maimón

Este bolo que encontrei em sites espanhóis prima pela simplicidade dos ingredientes: nada mais leva de farinha a não ser Maizena. Uma receita típica de Salamanca, era usada principalmente nas festas de casamento. Usei o forno para cozer o bolo, mas, como podem ver aqui, tradicionalmente era cozido na panela de pressão (aparelho que ainda não possuo). Fica um bolo alto, fofo e simples, logo capaz de agradar até aos gostos mais "apurados", com a vantagem extra de ser sem glúten e sem lacticínios. 

Ingredientes:
4 ovos
200 gramas de Maizena
175 gramas de açúcar em pó
Raspa de 1 limão
1 colher de sopa de aguardente (opcional)
1 pitada de sal
Açúcar em pó para polvilhar

Separe as gemas das claras e bata estas últimas em castelo. Reserve.

Entretanto, bata as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado e junte depois a raspa do limão e a aguardente. Acrescente então as claras em castelo, misturando com cuidado. Por fim, junte a maizena peneirada, também em movimentos suaves para não desmontar as claras.

Coloque a massa numa forma de buraco untada com azeite e polvilhada com farinha de arroz e leve ao forno pré-aquecido a 160ºC- 170ºC, com ventilação, durante 30 minutos. Atenção que a forma deve ser suficientemente grande pois a massa cresce muito. No final desse tempo, deixe a forma permanecer no forno com o calor desligado mais 5 a 10 minutos para o bolo não abater, abra depois a porta um pouco e deixe ficar mais 5 minutos.

Desenforme depois e deixe arrefecer numa rede. Polvilhe, por fim, com açúcar em pó.










domingo, 7 de junho de 2015

Pão integral de sorgo

Um blog a que regresso sempre é o blog italiano Un Cuore di Farina Senza Glutine. Os seus autores fazem maravilhas do pão sem glúten e já reproduzi aqui várias receitas deles. Hoje não é excepção: recentemente, publicaram uma receita de pão integral com sorgo que não resisti a experimentar e que resultou num pão húmido com uma boa textura que não se esfarela, e que assim permanece até três dias. Ainda que o sorgo não seja fácil de adquirir, vale a pena o investimento.

Ingredientes:
170 gramas de farinha de sorgo Bob’s Red Mill (online em Foodoase)
80 gramas de farinha de teff Bauckhof (no Celeiro)
64 gramas de farinha de milho Ceifeira
128 gramas de Maizena
126 gramas de polvilho doce Globo
22 gramas de goma xantana
6 gramas de fermento seco
500 gramas de agua
2 colheres de sopa de óleo
8 gramas de sal

Na cuba da sua batedeira, misture bem todas as farinhas com a goma xantana e o fermento ate obter uma cor homogénea. Com o gancho a funcionar, acrescente a água até obter uma mistura lisa e acrescente, por ultimo, o óleo e o sal.

Na receita original, recomendam colocar a massa de imediato no frigorífico, mas preferi que levedasse um pouco primeiro e só depois colocá-la no frio, coberta com filme transparente. A massa deve permanecer no frigorífico entre 12 a 24 horas.

Passado esse período, coloquei a panela de ferro no forno a 230°C. Retirei a massa do frigorífico, estendi-a sobre uma folha de papel vegetal polvilhado com farinha de arroz e dei-lhe uma forma arredondada. A panela deve aquecer durante 20 a 30 minutos, enquanto isso a massa vai levedando um pouco.

Coloque depois a massa dentro da panela, tape-a e leve-a ao forno a cozer 30 minutos coberta e outros quinze já sem a tampa. Após esse período, faça um arrefecimento gradual e não fatie antes de estar completamente frio.











terça-feira, 2 de junho de 2015

Erros de diagnóstico

O post de hoje traz um artigo do site Celiac.com sobre uma situação conhecida de muitos doentes celíacos: os diagnósticos sucessivos e erróneos que lhes são feitos até chegarem à verdade.

"Sabe quais são os erros de diagnóstico mais comuns na doença celíaca?

Imagem retirada da Net
O facto da doença celíaca ser frequentemente mal diagnosticada não é uma surpresa para quem já passou pelo que, muitas vezes, é um processo de diagnóstico longo e tortuoso. Os sintomas da doença podem ser vagos, e podem espelhar sintomas de numerosas outras condições.

Mesmo que a consciencialização sobre a doença celíaca esteja a melhorar, e os rastreios sejam mais comuns, os erros de diagnóstico continuam a acontecer com as pessoas que, eventualmente, são diagnosticados com esta condição.

Os diagnósticos errados mais frequentes incluem:

Síndrome do intestino irritável (SII): aos doentes celíacos é-lhes dito muitas vezes que sofrem de SII quando, na realidade, têm doença celíaca. Na verdade, a SII é o erro de diagnóstico mais comum entre as pessoas com doença celíaca.

Doença inflamatória intestinal (DII): em segundo lugar, a doença inflamatória do intestino é outro erro de diagnóstico comum das pessoas que realmente têm a doença celíaca.

Doença do refluxo gastro-esofágico: as pessoas com esta doença não têm maiores taxas de doença celíaca do que o resto da população. No entanto, uma percentagem bastante alta de pacientes com doença celíaca recém-diagnosticados tem refluxo e / ou falta de motilidade do esôfago; o que pode explicar a alta prevalência de sintomas de refluxo em pacientes com doença celíaca, e o erro de diagnóstico comum de doença do refluxo gastro-esofágico.

Úlceras: as úlceras são, muitas vezes, erroneamente suspeitas, bem antes da doença celíaca ser finalmente diagnosticada.

Gastroenterite viral: Outra condição que, frequentemente, os médicos suspeitam muito antes de suspeitarem de doença celíaca, é a gastroenterite viral.

Síndrome da fadiga crónica: a fadiga é uma queixa comum de muitas pessoas com doença celíaca, talvez, por isso, seja compreensível que muitos doentes com esta condição tenham tido um diagnóstico de fadiga crónica, ao invés de um diagnóstico preciso de doença celíaca.

Alergias: muitas pessoas são erroneamente diagnosticadas com alergias ambientais muito antes de serem diagnosticadas com a doença celíaca.

Infecção parasitária: os sintomas de doença celíaca podem espelhar outros de infecção por parasitas intestinais, o que é uma razão para muitos doentes celíacos fazerem análises à presença de parasitas muito antes de serem rastreados para a doença celíaca.

Vesícula biliar: os sintomas da doença celíaca podem espelhar os sintomas da doença da vesícula biliar, logo é por isso que muitas pessoas que, na realidade, têm a doença celíaca se encontram diagnosticadas com problemas de vesícula.

Colite: Outro culpado comum para um diagnóstico errado é a colite, que compartilha muitos sintomas com a doença celíaca.

Fibrose cística: muitas pessoas não se percebem que, em vários casos, os sintomas da doença celíaca podem levar os médicos a suspeitar de fibrose cística, ao invés de doença celíaca, prolongando assim o diagnóstico, tratamento e recuperação.

Disfunção psicológica: em muitos casos, os sintomas da doença celíaca podem ser tão difíceis de definir que os médicos perguntam- se os sintomas não estão na cabeça do paciente. Na sua busca pelo diagnóstico, muitos doentes com esta condição têm sido encaminhados para um psicólogo, em vez de avaliadas para a doença celíaca.

Intolerância à lactose: A intolerância à lactose é um erro de diagnóstico comum em pacientes com doença celíaca, porque a lesão da mucosa intestinal pelo glúten deixa-os incapazes de digerirem produtos que contém lactose.

Além de serem frustrantes e dolorosos, os erros de diagnóstico na doença celíaca são um grande problema porque, deixados sem resolução, os danos causados ​​pela doença continuam a aumentar, podendo evoluir para outros problemas de saúde e bem-estar."

Outros artigos:
Delays in Diagnosis of Celiac Disease Worry Experts

domingo, 31 de maio de 2015

Bolo com merengue

A receita de hoje é um bolo de aniversário com cobertura de merengue feito pela minha Mãe, por ocasião dos anos do meu Pai. Logo, um assunto de família... O facto é que nada ficou a dever aos bolos das pastelarias, mas sem glúten e sem lacticínios.

Ingredientes bolo:
7 ovos
10 colheres de sopa de açúcar
7 colheres de sopa de farinha Doves Farm white self-raising
1 colher de sopa de essência de baunilha

Ingredientes recheio:
4 gemas de ovo
4 colheres de sopa de água
4 colheres de sopa de açúcar

Ingredientes cobertura:
2 claras
100 gramas de açúcar em pó
Sumo de limão

Para fazer o bolo, bata as claras em castelo e reserve. Depois, bata as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Misture depois a farinha com as claras alternadas. Junte uma pitada de sal e a essência de baunilha. Leve ao forno a 160C durante 15 a 20 minutos até dourar. 

Enquanto o bolo coze, prepare o creme de ovos para o recheio: coloque o açúcar e a agua numa panela e leve ao lume. Deixe ferver durante três minutos exactos: retire um pouco do lume e junte as gemas já desfeitas com umas gotas de agua. Volte ao lume, mexa bem e rápido, e deixe cozer apenas um pouco. Reserve.

Entretanto, prepare também o merengue: bata as claras em castelo, junte-lhes o açúcar e algumas gotas de sumo de limão e bata um pouco até obter um creme espesso.

Quando o bolo estiver pronto, retire-o do forno e deixe arrefecer. Parta-o então ao meio e recheie as duas metades com o creme de ovos. Por fim, cubra o bolo com o merengue, decorando-o a gosto e termine queimando a cobertura ligeiramente com um maçarico de culinária, como se pode ver nas fotos. 











terça-feira, 26 de maio de 2015

Crowdfunding na doença celíaca

Imagem retirada da Net
A plataforma espanhola de crowdfunding Precipita, da Fundação Espanhola para a Ciência e Tecnologia, tem a decorrer, entre as suas várias campanhas, uma iniciativa intitulada "Novo Método de Diagnóstico de Celíacos", promovida pelo Hospital Clínico San Carlos de Madrid. Como qualquer outra campanha de crowdfunding, pretende juntar donativos particulares para financiar a pesquisa de novos métodos de diagnóstico de doença celíaca.

O seu propósito, tal como explicado por eles, é: "O nosso grupo de pesquisa tem como objectivo desenvolver novos métodos de diagnóstico da doença celíaca, especialmente destinados a pacientes com características atípicas ou que não satisfazem todos os critérios diagnósticos actuais e que, portanto, é provável que hoje não estejam a ser diagnosticados com esta doença. Também pretendemos desenvolver um método para diagnosticar os indivíduos que começaram uma dieta sem glúten o que, no futuro, poderia impedir a realização de biópsia duodenal."

Esta investigação é deveras importante para todos os que encaixam no perfil celíaco, mas que não preenchem na totalidade o painel diagnóstico actual. O paciente não sabe se faça a dieta, o médico não aconselha nem desaconselha, e a dieta, quando se faz, faz-se sem certezas ou com poucos cuidados, contribuindo para que o mau-estar piore e se prolongue.

O valor mínimo a atingir era dois mil euros, o que já foi ultrapassado, e o valor máximo vinte mil euros, sendo que os objectivos serão mais especializados quanto maior for o valor recolhido. Apesar de ser uma iniciativa espanhola, o seu objectivo, caso seja cumprido, poderá beneficiar todos os celíacos por diagnosticar, independentemente da sua nacionalidade. Quem estiver interessado em fazer uma doação, primeiro deve registrar-se no site Precipita e o pagamento será processado via cartão de crédito. O valor mínimo para doações são cinco euros. Para mais informação, é favor consultar a página web.


quarta-feira, 20 de maio de 2015

Formação em doenças associadas ao glúten

No dia 31 de Maio de 2015, a Clínica Osteopraxis-Medicinas Integradas Lda organiza uma formação no âmbito das "doenças associadas ao glúten". Esta acção irá decorrer  na Associação Rumo à Vida  em Guifões, Matosinhos, com a Dra. Ana Pimenta, hematologista. 

Dirige-se a todos os que pretendam iniciar ou educar sobre a dieta isenta de glúten ou cimentar conhecimentos nesta área. Aberta ao público em geral.

Pretende-se:
  • fomentar o conhecimento geral sobre as doenças associadas ao glúten e a sua gestão no dia-a-dia;
  • melhorar sintomas e  qualidade de vida através da correcta gestão da dieta isenta de glúten e da contaminação cruzada;
  • informar sobre aspectos ligados à legislação e rotulagem, orçamento familiar, benefícios sociais e fiscais. 

No âmbito das actividades desenvolvidas pela Associação será igualmente discutido o papel da dieta sem glúten nas perturbações do espectro do autismo.


Para mais esclarecimentos e inscrição entre em contacto com a Osteopraxis-Medicinas Integradas Lda através de: osteopraxis@gmail.com / (+351) 214 587 033 / (+351) 965 060 375.



sábado, 9 de maio de 2015

Biópsia depois da dieta

Como primeiro post do mês de Maio, o mês do celíaco, um artigo sobre como uma conhecida actriz inglesa chegou ao seu diagnóstico depois de ter iniciado a dieta. Nele, a actriz conta como decidiu reintroduzir o glúten na sua dieta para se submeter a biópsia do duodeno, tendo registado estas seis longas semanas para o programa do canal ITV, This Morning.

"A actriz Caroline Quentin conta como se envenenou com torradas em vídeo-diário para provar finalmente que tem doença celíaca

Caroline Quentin sofre de uma perigosa intolerância ao glúten e foi forçada a reintroduzi-lo na sua dieta para que pudesse ser diagnosticada com a doença celíaca. A ex-estrela de Men Behaving Badly, de 54 anos, revela que fez análises de sangue e testes genéticos há três anos, que sugeriram que ela tinha a doença, e assim que desistiu do glúten, o factor que desencadeia esta doença, viu a sua saúde transformar-se. Mas, a fim de receber um diagnóstico conclusivo, Caroline foi obrigada a consumir o que ela descreve como o seu "veneno" durante seis semanas para, em seguida, ser submetida a uma biópsia do intestino - uma viagem que ela partilhou com o programa da ITV, This Morning, através de um vídeo- diário.

Caroline admitiu no programa da ITV que, apesar de ter bastante certeza de que tinha a doença celíaca, estava disposta a submeter-se a uma biópsia para aumentar a consciencialização sobre esta aflição debilitante. (...) "Eu não quero que ninguém passe pelo que passei", disse aos apresentadores do programa, Phillip Schofield e Amanda Holden. "Eu deveria ter abordado isto há anos... Acho que vivo com isto há cerca de 30 anos, que é uma coisa horrível, e não posso imaginar por que não tratei disto mais cedo."

Há três anos que Caroline - que é agora patrona da ONG Coeliac UK – comeu o seu último pedaço de glúten, mas os seus sintomas regressaram 20 minutos apenas depois de ter devorado a sua primeira fatia de pão. (...) Ao final de seis semanas, estava pronta para fazer a sua biópsia (...). Ela foi, como previsto, diagnosticada com doença celíaca.

Falando no programa This Morning, ela disse: "Eu sinto-me tão bem agora que estou livre do glúten, que fiz a minha biópsia, e sei que sou celíaca. (...) 'Depois de ser diagnosticada, uma pessoa não tem que tomar nada para melhorar da doença celíaca, apenas retira o glúten da dieta e fica maravilhosamente bem.'

O especialista do programa, o Dr. Chris, disse: "A doença celíaca é uma doença grave. É a doença genética mais comum e a menos diagnosticada. "No Reino Unido, existem 500 mil pessoas que vivem a sua vida com doença celíaca e nem fazem ideia. Eu estive doente durante 40 anos ou mais e nunca soube que a tinha. " Acrescentou: "As pessoas devem fazer o exame de sangue da doença celíaca, não alterar a sua dieta, comer normalmente, depois do exame de sangue fazer a biópsia ingerindo glúten para ver os estragos do mesmo." (...)

"Eu tinha náuseas frequentes, úlceras na boca e erupções cutâneas, e, muitas vezes, tinha que correr para a casa de banho", lembrou Caroline numa entrevista. "Eu não sabia sobre a doença celíaca, logo pensava que tinha uma alergia apenas. Fui ao médico que me disse que seria algo relacionada com o stress, provavelmente. "Como uma em cada quatro pessoas com a doença, ela foi inicialmente diagnosticada com síndrome do intestino irritável (SII). (...) "Mas, na verdade, os meus sintomas pioraram ao longo do tempo. Desenvolvi anemia, letargia e distensão abdominal, e as crises de diarreia e vómito tornaram-se mais frequentes. Se comesse uma pratada de massa ou uma fatia de pão, rapidamente, ficava doente. Provavelmente, comeria grandes quantidades de glúten por dia, no pão, bolos, pizzas e biscoitos. Existe em muitos alimentos, até mesmo coisas como salsichas, sopas, molho de soja e cubos de caldo. As erupções cutâneas eram horríveis – pústulas moles e em ferida, onde houvesse fricção na minha pele, como debaixo do meu soutien. Eu culpava o sabão em pó e não ligava o problema de pele com os meus problemas digestivos. Agora sei que as erupções eram, provavelmente, dermatite herpetiforme, que é a apresentação na pele da doença celíaca. Eu era um caso clássico.

Embora tivesse vergonha de dizer a alguém o que ela estava a sofrer, os sintomas de Caroline, muitas vezes, interferiam com a sua vida e o seu trabalho. (...) 'Eu estaria de pé no cenário a pensar: "Tenho que ir à casa de banho agora - é uma emergência!" (...) "Lembramos (Caroline e o marido) as encantadoras refeições em restaurantes finos que me punham a vomitar no passeio quando saíssemos. Mas a realidade é que isto não tem piada nenhuma. É horrível. " (…)

Finalmente, descobre que tinha a doença celíaca por acidente há três anos, quando, ao tentar chegar à raiz da sua anemia grave e crónica, o médico pediu uma análise de sangue para doença celíaca. Veio positiva. "Eu estava no cenário da série Restoration Home quando ele me ligou para informar", diz. "Ele disse:" Você tem anticorpos celíacos ", e aconselhou-me a parar de comer glúten. "A minha resposta imediata foi: Existe glúten na vodka ou no vinho? "Tenho o prazer de dizer que não há. Embora haja na cerveja tradicional".

Cortar o glúten da sua dieta foi, como descobriu, surpreendentemente fácil. "Há uma abundância de alternativas isentas de glúten, como pão sem glúten e massas, que não são tão deliciosas, mas consigo viver com isso", disse. (...)

Caroline admitiu que se arrepende de não ter feito a biópsia do intestino imediatamente após o exame de sangue. "Eu estava de rastos com o trabalho naquela altura, mas, em retrospectiva, foi um erro", disse. "É realmente importante que as pessoas não sigam o meu exemplo."

Olhando para trás, ela acredita que herdou a doença da sua falecida mãe que, tal como 76 por cento das pessoas com esta condição, permaneceu sem diagnóstico. A doença celíaca aparece em famílias - se você tem, há uma hipótese em dez que um parente próximo a possa desenvolver. As suas irmãs não têm doença celíaca, mas a Caroline mantêm um olhar atento sobre os seus filhos e irá testá-los exaustivamente. 

"Tenho a certeza de que a minha mãe tinha – até aposto", disse. "Ela teve terríveis problemas digestivos toda a vida, e, nos seus últimos tempos, tornou-se magra, frágil e cronicamente anémica, com osteoporose que desfez a sua anca. "Mas ela não era de se queixar e as pessoas da sua geração certamente não falavam sobre as suas entranhas. Essa é uma das razões pelas quais eu me tornei patrona da Coeliac UK e porque estou a falar sobre isso agora, porque causa sintomas embaraçosos e as pessoas não gostam de admitir que têm problemas intestinais. "Mas eu não sou tímida e se, por ser aberta sobre isto, conseguir encorajar ainda que apenas algumas pessoas não diagnosticadas a fazer o teste, ficarei muito contente."



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