Para os mais distraídos, a Kellog's já tem no mercado português corn flakes sem glúten. Ainda não são os Rice Krispies, mas já são uma boa opção para o pequeno almoço sem glúten. Encontram-se na maioria dos supermercados a 1,99€.segunda-feira, 8 de dezembro de 2014
Corn Flakes sem glúten
Para os mais distraídos, a Kellog's já tem no mercado português corn flakes sem glúten. Ainda não são os Rice Krispies, mas já são uma boa opção para o pequeno almoço sem glúten. Encontram-se na maioria dos supermercados a 1,99€.quinta-feira, 4 de dezembro de 2014
Como sobreviver a um Natal sem glúten
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O Natal, que se aproxima a passos largos, é uma época de emoções opostas: tanto pode ser uma grande alegria, como pode causar profundas depressões... Isto é válido para quem não tem restrições alimentares, mas quando se tem que acrescentar à equação uma dieta sem glúten o resultado pode ser desastroso- ou não. Ficam aqui algumas dicas para garantir umas festas felizes.
Traga a sua comida:
quer faça ou compre algo sem glúten, garanta que traz alguma comida para si, de modo a não correr o risco de não ter nada para comer, ainda que tenha explicado
ao anfitrião as suas restrições alimentares. Mas traga algo mesmo saboroso,
algo que habitualmente lhe agrade, para não ficar com pena de não pode comer os
pratos que estão na mesa- da mesma maneira, os outros convivas poderão
verificar que é possível manter uma dieta sem glúten e comer “coisas boas”;
Reinvente os
clássicos: no seguimento da dica anterior, ponha as mãos na massa,
literalmente. Tente fazer as receitas a que associa o Natal, mas na versão sem glúten, de modo
a não começar a abominar as festas do fim de ano. Não será bem a mesma coisa,
mas será bom na mesma; por outro lado, pode criar novas tradições- um bolo
brigadeiro em vez do bolo-rei? Afinal, há muita gente que não gosta dos doces
típicos da época, sejam sem glúten ou com glúten;
Cuidado com os excessos:
com restrições ou sem restrições, não abuse. Comer muito ainda que sem glúten, não o vai
safar da azia e da dieta a pão e chá dos dias seguintes;
Não tenha receio de
dizer “Não”: se algum prato lhe parece suspeito de conter glúten, ainda que
lhe digam que não, ainda que seja um prato preparado pela avó e que levou horas
a fazer, agradeça e recuse. Lembre-se que quem não faz esta dieta, por mais que
lhe explique, não conhece todas as suas variantes. Se não compreenderem, pense
que isso é um problema deles, não seu. Antes ser “esquisitinho” no Natal, do
que um “esquisitinho” com diarreia;
Cuidado com a
contaminação cruzada: em cozinhas partilhadas, o risco é conhecido, mas numa
festa repleta de mãos, como é habitual no Natal, é preciso ter cuidado.
Mantenha a sua comida separada e protegida de eventuais migalhas “voadoras”;
Não se deixe levar
pelo espírito do Natal: com a excitação da festa, pode baixar a guarda… Basta
uma distracção e a “factura” a pagar será alta. Ou pode ser tentado a “prevaricar”,
só esta vez. Não o faça se não estiver preparado para enfrentar as
consequências no seu organismo;
Os presentes
envenenados: inevitavelmente, alguém lhe irá oferecer um presente com
glúten- chocolates com vestígios, uma vodka aromatizada… Habitue-se, não dê
atenção ao caso, agradeça e passe a oferta a quem merece e não precisa de fazer
uma dieta sem glúten. Não leve a mal, pois quem não faz uma dieta sem glúten não tem
em mente estes “pequenos” detalhes que fazem todo a diferença a quem os
conhece;
Prepare-se
mentalmente: em primeiro lugar, relaxe. Em segundo lugar, esteja preparado.
Haverá muitos pratos tentadores e oportunidades de sabotar a sua dieta. Esteja
atento e previna isto de antemão. Por fim, tenha uma atitude positiva. Baixe as
suas expectativas: pode escolher preocupar-se em demasia e deixar-se incomodar
por coisas fora do seu controle, ou pode optar por passar umas festas de arromba-
escolha a última opção, vale bem a pena.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2014
Desabafo
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Quando penso que as coisas estão a melhorar, apercebo-me que, afinal, a mudança está a ser mais lenta do que pensava: falei a um colega meu sobre a doença celíaca quando me referiu os problemas de saúde que a esposa tem tido a nível da tiróide, anemia, depressões e um historial de abortos. Como bem sabe quem lida com a doença celíaca, tudo isto pode ser um sintoma desta condição... O meu colega disse que a esposa, a quem já fizeram inúmeros exames sem nenhuma resposta em concreto, iria a uma consulta à médica de família esta semana. Ora, a senhora doutora, quando confrontada com a hipótese de doença celíaca, disse a seguinte pérola de sabedoria: "Nem pense nisso, a sua esposa já é adulta, logo não pode ter doença celíaca!"
Como é possível que uma médica, responsável por uma população variada, esteja tão desactualizada sobre uma condição comum e sobre a qual já se vai falando nos meios de comunicação social? Porque é que o Ministério da Saúde não emite uma directiva para o diagnóstico de doença celíaca, tal como fizeram as suas congéneres argentina, brasileira, espanhola ou inglesa? Quantos celíacos estão por diagnosticar porque há outros médicos desinformados como a médica em questão? Não percebo porque é que, num país em crise, o Estado gasta dinheiro em tratamentos e medicamentos para doenças que são apenas sintomas de doença celíaca, que exige somente que se faça uma dieta sem glúten.
Desculpem lá o desabafo, mas hoje tinha que ser.
sexta-feira, 28 de novembro de 2014
As variadas formas da doença celíaca
O post de hoje traz um artigo muito actual e interessante que saiu esta semana na Reuters Health sobre um estudo italiano publicado este mês na revista BMC Gastroenterology sobre a evolução na apresentação que a doença celíaca tem sofrido nos últimos anos.
"A doença celíaca, mostrando-se com muitas formas e em todas as idades
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"Tem sido um fenómeno gradual desde a década de 1970 em que menos pessoas apresentam a diarreia clássica, mas mais com uma apresentação não-clássica ou silenciosa, tanto em adultos como em crianças", disse o Dr. Peter Green, que não esteve envolvido no estudo. "Realmente não sabemos porque uma pessoa está com diarreia e outros apresentam-se com dor abdominal ou osteoporose", disse o Dr.Green, director do Centro de Doença Celíaca da Universidade de Columbia, em Nova Iorque.
O Dr. Umberto Volta e os seus co-autores escreveram na revista BMC Gastroenterology que há apenas 15 anos atrás, a doença celíaca ainda era pensada principalmente como uma intolerância alimentar pediátrica rara, cujos sinais mais comuns eram diarreia e danos intestinais diagnosticados através de uma biópsia.
A doença é agora conhecida por ser uma doença auto-imune, causada por uma incapacidade em tolerar a proteína do glúten no trigo, cevada e centeio. Em pessoas com doença celíaca, comer glúten, normalmente, provoca inflamação da mucosa intestinal e faz com que seja difícil absorver nutrientes.
As pesquisas mostram que mais de um por cento das pessoas no mundo têm a doença, mas a maioria pode não sabê-lo, destacam os autores do estudo. O diagnóstico baseia-se num teste de sangue para detectar sinais de resposta imune anormais, tais como anticorpos, bem como, em alguns casos, a biópsia.
Com os seus colegas, o Dr. Volta, um professor de medicina na Universidade de Bolonha, em Itália, e vice-presidente da Comissão de Ética do Hospital Universitário de St. Orsola Malpighi, estudou os doentes celíacos diagnosticados ao longo de 15 anos nesse hospital. O estudo envolveu 770 pacientes, 599 deles do sexo feminino, diagnosticados entre 1998 e 2007. Cerca de metade foram diagnosticados durante os primeiros 10 anos do período de estudo e os demais nos últimos cinco anos, indicando um aumento acentuado nas taxas de diagnóstico.
Entre todos os pacientes, 610 pessoas, ou 79 por cento, tinham sintomas quando foram diagnosticados. Mas a maioria dos seus problemas não era a diarreia e perda de peso anormal, mas sim questões "não-clássicas" como inchaço abdominal, osteoporose e anemia. A diarreia era um sintoma em apenas 27 por cento dos pacientes.
Na verdade, os sintomas clássicos tornaram-se menos comuns ao longo dos anos, passando de 47 por cento dos pacientes durante os primeiros 10 anos a 13 por cento nos últimos cinco anos. Entretanto, outros problemas, assim como a falta de qualquer doença significativa relacionada, um aumento de mais de 86 por cento.
"A mudança mais notável na apresentação clínica da doença celíaca ao longo do tempo tem sido a redução da diarreia como o principal sintoma e o aumento progressivo de outros sintomas gastrointestinais não-clássicos (como prisão de ventre, inchaço abdominal e hábitos intestinais alternados, bem como refluxo gastro-esofágico, náuseas, vómitos e dispepsia) ", disse o Dr. Volta por e-mail à Reuters Health.
"Uma grande proporção de pacientes com doença celíaca não apresentam qualquer sintoma gastrointestinal, mas exibem manifestações extra-intestinais, tais como a anemia por deficiência de ferro, osteoporose inexplicável, anormalidades nos testes de função hepática e abortos recorrentes", disse.
A doença mais comum associada com doença celíaca foi a doença da tireoide. Apenas metade dos pacientes tinham danos intestinais graves, e 25 por cento tinham danos parciais.
Recentemente, mais pacientes são diagnosticados através de exames de sangue. Isto pode ser um factor responsável pelo padrão em mudança dos sintomas típicos, disse o Dr. Volta, porque os pacientes são diagnosticados mais cedo, antes que o glúten exerça o seu dano. "Os efeitos do glúten não eram tão graves ainda", disse. "A história de doença celíaca foi radicalmente alterada pela descoberta dos anticorpos relacionados com a doença celíaca, que identificam muitos casos de baixa suspeita."
O Dr. Green concorda que o teste melhorou muito o diagnóstico da doença. Disse que no Reino Unido qualquer pessoa com deficiência de ferro ou enxaqueca é testado para a doença celíaca. Enquanto a maioria dos especialistas conhece os sintomas variados da doença celíaca, mas outros médicos podem não conhecer, disse. O Dr. Green salientou que, nos Estados Unidos, apenas 17 por cento das pessoas com a doença são realmente diagnosticadas.
"Qualquer um pode ter a doença celíaca, é comum e sub-diagnosticada", disse o Dr. Green. "A mensagem que importa passar é que se achar que tem a doença celíaca, não basta começar uma dieta isenta de glúten, tem que ser testado."
O Dr. Volta espera que o estudo lembre aos médicos os muitos problemas que podem sinalizar a doença celíaca. "Espero que os médicos tenham em mente que a doença celíaca é uma intolerância alimentar muito frequente, que deve ser investigada não só em pacientes com diarreia e má absorção manifesta, mas também em pessoas com outros sintomas", disse. "O tratamento com dieta isenta de glúten melhora a qualidade de vida de pacientes sintomáticos e previne complicações em todos os pacientes com doença celíaca, incluindo aqueles sem sintomas", disse também."
Outros artigos:
Extraintestinal manifestations of coeliac disease
Celiac disease patients presenting with anemia have more severe disease than those presenting with diarrhea.
5 Weird Signs You Have Celiac Disease
A large variety of clinical features and concomitant disorders in celiac disease - A cohort study in the Netherlands.
Symptoms and Mucosal Changes Stable During Rapid Increase of Pediatric Celiac Disease in Norway.
RISK FACTORS FOR OSTEOPOROSIS AND CELIAC DISEASE
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segunda-feira, 24 de novembro de 2014
Bolo de limão com azeite
Um bolo rápido para uma sobremesa rápida e, principalmente, saboroso e com uma textura suave. Cortei as medidas da receita original para metade e deu um pequeno bolo para degustação familiar com a quantidade certa de sabor a limão. Daqui.
Ingredientes:
110 gramas de açúcar
2 ovos M
Sumo e casca de 1 limão
60 ml de azeite
50 ml de leite/leite vegetal
140 gramas de farinha Doves Farm White Self-raising
½ colher de sopa de fermento em pó
Na cuba da sua batedeira, bata os ovos com o açúcar e a raspa do limão até obter um creme pálido. Junte depois o sumo do limão, enquanto a máquina trabalha, e acrescente de seguida o azeite e o leite. Por fim, junte colheradas da farinha previamente misturada com o fermento, e deixe bater até obter uma mistura homogénea.
Ligue o forno a 160ºC e, enquanto este aquece, deixe a massa descansar na forma. Vai então ao forno durante 30 a 35 minutos até cozer e formar uma capa estaladiça. Deixe depois arrefecer numa rede.
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Doença celíaca no adulto: início tardio ou diagnóstico tardio?
Hoje trago um estudo recente que procura elucidar em que momento é que a doença celíaca se instala realmente, aquando do diagnóstico feito na idade adulta: este é um despoletar tardio ou o diagnóstico é que peca por ter demorado?
"Doença celíaca no adulto: início tardio ou diagnóstico tardio?
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A nossa compreensão da doença celíaca (DC) aumentou enormemente nos últimos anos e muitos factos foram elucidados [1,2], mas a explicação para as variações observadas na idade de início da doença e as suas manifestações ainda estão por definir. A variação acentuada entre os dois tipos de DC (infância vs. adulto) é intrigante pois ambos compartilham um fundo genético comum e gatilho ambiental comum, i.e., o glúten da dieta. O nosso objectivo foi avaliar se os sintomas em pacientes com DC em adulto realmente começam nesta idade (atraso no início da doença) ou os sintomas realmente começam durante a infância, mas não são percepcionados ou ignorados nos primeiros anos de vida (diagnóstico tardio).
O estudo foi baseado na "recolha" de sintomas durante a infância ou seja <14 anos de idade. A constatação de sintomas sugestivos de DC foi avaliada por uma pesquisa por questionário realizado entre Janeiro de 2009 a Dezembro de 2012. Um questionário abrangente destinado a identificar sintomas sugestivos de DC foi desenvolvido e incluiu três domínios: sintomas intestinais (diarreia crónica, atraso de crescimento, desnutrição / má absorção); os sintomas extra-intestinais (anemia, baixa estatura, doenças da tireoide, incapacidade de ganhar peso / altura, doença hepática crónica inexplicável, epilepsia, diabetes mellitus insulino-dependente) e histórico de tratamentos (atenção médica procurada para sintomas intestinais e / ou sintomas extra-intestinais mencionados acima). Além disso, a idade da menarca foi investigada em pacientes do sexo feminino.
De um total de 445 pacientes com DC em adulto que se apresentaram em ambulatório, 370 (83,1%) consentiram na participação. A média de idade dos pacientes com DC em adulto foi 33,36 ± 10,82 anos; 143 eram do sexo masculino. A apresentação clínica nestes pacientes tem sido intestinal em 261 (70,5%) e extra-intestinal em 109 (29,5%). Destes 370 pacientes que devolveram o questionário, 134 (36,2%; 42 homens) admitiu ter experimentado sintomas sugestivos de DC durante a infância. Destes 134 pacientes, apenas 54 (40,3%) deles procuraram tratamento médico para estes sintomas. Sintomas de que se lembravam são apresentados na Tabela 1. De um total de 227 mulheres, 198 (87,2%) foram capazes de recordar a sua idade da menarca, a idade média de 14,9 ± 1,8 anos. Dessas 139 mulheres que não tinham se recordavam de sintomas durante a infância, 120 (86,3%) relatou a sua idade da menarca, a idade média sendo 14,45 ± 2,7 anos.
O nosso estudo revela que quase um terço dos pacientes com DC em adulto tinha sintomas sugestivos desta, mesmo durante a sua infância. Os sintomas intestinais, como diarreia e dores abdominais, foram mais frequentemente lembrados que os sintomas extra-intestinais. No entanto, apenas 40% dos pacientes que recordam sintomas realmente procuraram aconselhamento médico. Os motivos para não procurar ajuda médica na infância poderia ser uma menor gravidade dos sintomas, natureza intermitente dos mesmos ou a subtileza das manifestações extra-intestinais.
A idade média da menarca em mulheres do norte da Índia é relatada como 13,2 ± 1,09 anos [3]. A idade da menarca foi tardia em pacientes com DC, independentemente da lembrança da presença ou ausência de sintomas(14,9 ± 1,8 vs 13,2 ± 1,09; 14,45 ± 2,7 vs 13,2 ± 1,09, P <0,0001). A menarca tardia aponta para uma DC não diagnosticada. Embora os sintomas incluídos no questionário não são específicos e não são diagnóstico do surgimento da DC na infância, estes podem ser indicativos de um eventual aparecimento da doença nessa idade. Em conclusão, a DC em adulto pode ser realmente um caso de diagnóstico tardio."
Outros estudos:
Delays in Diagnosis of Celiac Disease Worry Experts
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Pães com Brot-Mix Dunkel
Há uns anos atrás a Schar tinha uma farinha integral que, por razões que desconheço, deixou de ser comercializada. Neste Verão, através de blogues espanhóis, apercebi-me que a Schar tinha reeditado esta farinha, a Brot-Mix Dunkel: não paravam de chover posts com as maravilhas que se podiam fazer com este produto. Uma destas receitas encontrei-a no blogue Cocina Fácil Sin Gluten e tinha tão bom aspecto que tomei uma nota mental que a deveria experimentar quando encontrasse a dita farinha.
Isso aconteceu este fim de semana quando a encontrei no Celeiro a 5,89€ (5,30€ com o desconto da APC). É mais cara, mas vale a pena: os pães são bastante macios e aguentam bem a passagem do tempo, com um sabor que agrada. Agora, só tenho que aguardar uma incursão a Espanha para comprar mais pacotes a um preço mais simpático. Fica aqui a receita, tal como concebida pela sua autora.
Ingredientes:
350 gramas de farinha Proceli
150 gramas de farinha Brot-Mix Dunkel Schar
5 gramas de sal
4 gramas de fermento seco
10 gramas de psílio em pó Finax
40 gramas de banha
575 ml agua morna
(a farinha Proceli poderá ser substituída pela farinha Beiker mas será necessário ajustar a quantidade de água)
Na cuba da sua batedeira, misture as farinhas com o sal e o
psílio. Junte depois o fermento, mexa bem, e junte a banha em pedaços pequenos.
Envolva a banha na farinha e acrescente, por fim, a água.
Bata durante 5 minutos, tape com uma touca de banho ou um
pano húmido e deixe levedar entre três a quatro horas num local tépido.
No final desse período, ligue o forno a 200ºC. Com as mãos
untadas com azeite, forme bolas de massa sem manipular muito; no final, deve
obter 11 a 12 bolas para esta quantidade de ingredientes.
Coloque-as num tabuleiro forrado a papel vegetal e leve ao
forno durante 10 a 15 minutos a 200ºC e reduza depois para 180ºC durante mais
15 a 20 minutos. Retire do forno quando, ao bater num pão, este soe a oco.
quarta-feira, 12 de novembro de 2014
Estocolmo sem glúten
Quando se viaja para Itália fazendo uma dieta sem glúten,
pensa-se que dificilmente outro país irá ultrapassar o nível de consciencialização
da doença celíaca. Até que se viaja para a Suécia, mais concretamente
Estocolmo. Não sei se é pela alta prevalência de doença celíaca
entre os suecos, se pela propensão para uma sociedade paritária com
igualdade de oportunidades para todos, ainda que a nível alimentar, o facto é
que uma pessoa que siga uma dieta sem glúten não passa dificuldades na Suécia.
A ninguém estranha o facto de se perguntar por opções sem
glúten e a maior parte das pessoas com quem falámos, na restauração, entendia o
que era o glúten e a contaminação cruzada. Ao pequeno-almoço no hotel, de
pronto nos foi indicado qual o local dos produtos sem glúten, claramente
separado dos demais, e com alguma variedade: três tipos de cereais- muesli, corn flakes e rice krispies,
duas variedades de pão, duas variedades de tostas e três variedades de
bolachas! Inclusive havia um mini-frigorífico com leites e iogurtes vegetais
para os intolerantes à lactose.
Nos supermercados existe também uma abundância de produtos
sem glúten, tanto suecos (Finax, Crazy Bakers, Fria) como estrangeiros (Semper,
Schar). A rotulagem é frequente, não através do rótulo “Sem Glúten” (em Sueco, gluten fria/ gluten fritt), mas na descrição de alergénios. O que dificulta a
sua compreensão é os rótulos aparecerem escritos em Sueco, Norueguês e Finlandês… Convém saber de antemão como se diz em Sueco os alergénios mais
comuns.
Vimos alguns ervanários, mas limitámos-nos aos supermercados
que estavam abertos mais horas (é normal uma loja estar aberta apenas entre as
10H00 e as 18H00). Mas atenção que a variedade de produtos não se esgota na
secção sem glúten dos supermercados: uma visita à secção de congelados e
encontramos uma grande variedade de pães, doces, massa-folhada e até massa
preparada para bolachas… O meu sonho de consumo, confesso.
O meu outro sonho de consumo concretizou-se sob a forma do
café-restaurante Under Kastanjen: um local acolhedor, numa pequena praça da
parte velha de Estocolmo, gerido por uma cooperativa de jovens que oferece
refeições com e sem glúten, sendo que estas últimas são preparadas numa cozinha
à parte. No balcão, com a caixa registadora a separar “as águas”, estavam seis
a sete opções de bolos, um lado com glúten, outro sem, em recipientes de vidro
fechados. Fazem também o seu próprio pão para sandes ou a acompanhar sopa e
saladas. O difícil foi escolher…
Também tentámos visitar a Friends of Adam, uma padaria
totalmente sem glúten, e famosa neste circuito, inclusive cheguei a ver
produtos deles à venda no supermercado Hemkop, na cave do centro comercial
Ahlens City. Mas era sábado, 16H10, noite cerrada, e tinham fechado há dez
minutos… Na Suécia é preciso ter sempre em atenção as horas de abertura dos
estabelecimentos. Mas diz quem experimentou,
que é muito boa. Aliás, parece que muitos dos inúmeros cafés de Estocolmo já
vendem os seus produtos, de modo a poderem oferecer opções sem glúten aos seus
clientes.
No fim disto, devem estar a pensar que custa tudo um “balúrdio”…
Nem por isso, considerando que os preços dos produtos sem glúten custam o mesmo
que cá, e o rendimento per capita
sueco é muito superior ao nosso. O que custa é regressar.
Restaurantes/Cafés
onde se encontram opções sem glúten:
Supermercados
para compras sem glúten:
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