INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



sexta-feira, 20 de junho de 2014

Bolo de banana

E o que se faz quando se tem bananas muito maduras e não se gosta de desperdícios? Bolo de banana!

Ingredientes:
4 ovos
4 bananas médias maduras
150 gramas de açúcar
1 pote de puré de maçã sem açúcar marca Equilíbrio Continente
1 colher de chá de essência de baunilha
70 gramas de óleo de coco/azeite/ manteiga amolecida
160 gramas de farinha de arroz integral marca Bauckhof no Celeiro
60 gramas de farinha de sorgo marca Bob Red Mill’s ou farinha de teff marca Bauckhof no Celeiro
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de chá de bicarbonato de soda
½ colher de chá de sal

Esmague as bananas com um garfo e reserve.

Misture as farinhas com a canela, o bicarbonato e o sal. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, bata bem os ovos com o açúcar; junte depois as bananas, o puré de maçã, a baunilha e o óleo até obter uma mistura homogénea. Acrescente as farinhas reservadas e bata bem.

Coloque a massa numa forma untada (ou forma de silicone) e leve a forno pré-aquecido a 160ºC durante 60 a 75 minutos- faça o teste do palito. Retire do forno, deixe arrefecer na forma durante 5 a 10 minutos e retire depois para uma rede.




















terça-feira, 17 de junho de 2014

Queques de chocolate

Mais uma receita da minha Mãe, a pensar na gulodice dos netos. Uns queques de chocolate com uma textura húmida e macia, e muito fáceis de fazer, executados pela própria e fotografados pelo avô dos gulosos. Assim, este blog começa a parecer um assunto de família!

Ingredientes:
4 ovos
200 gramas de açúcar
130ml de óleo
60ml de leite
90 gramas de chocolate em pó Nestlé Gold
200 gramas de farinha sem glúten Doves Farm White Self Raising
(1 colher de sopa de fermento em pó Continente, caso opte por outra farinha)
1 colher de chá de essência de baunilha
1 pitada de sal
1 colher de chá de café em pó solúvel

Na cuba da sua batedeira, bata os ovos com o açúcar até obter um creme fofo. Junte depois o óleo e o leite, bata de novo, e acrescente o chocolate. 

Por fim, junte a farinha; quando a massa estiver homogénea, acrescente a baunilha, o sal e o café. Bata de novo e, depois, divida a massa pelas formas.

Leve a massa a forno pré-aquecido a 180ºC durante 15 a 20 minutos. Retire e deixe arrefecer.

Esta receita rende 24 unidades.



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Pão alentejano

Como hoje é Santo António e a sardinha pede pão, aqui fica mais uma receita da nossa já conhecida Ana Pimenta.

"Pão suave sabor “Alentejano”: uma provocação!

Por cá, raízes alentejanas, pelo que pão ligeiramente ácido de textura húmida não podia faltar na nossa mesa. Sabido que na investigação da panificação isenta de glúten se estuda o efeito benéfico da interação entre os lactobacilos vivos do iogurte e as leveduras do fermento para pão em termos de sabor, houve que magicar uma nova receita. Delicioso para barrar a manteiga no pão, torrar, na sopa de cação, nas migas com bacalhau e na açorda à alentejana. A “Bivó” e a Ti “Bivó”, ainda de cerrado sotaque, aprovaram!

Ingredientes:
400 ml água sem gás
50 gramas de iogurte natural caseiro sem lactose
80 gramas de fermento fresco caseiro
500 gramas de farinha panificável isenta de glúten*
15 gramas de psílio em pó Finax
9 gramas de sal marinho

Coloque na cuba da Bimby 400ml de água, 50 g de iogurte e o fermento caseiro. Faça turbo.
Programe 2 a 3 minutos 37ºC / velocidade 1 (a cuba deve estar morna no fim).
Junte as farinhas, o sal e o psílio.
Programe 5 minutos/37ºC /velocidade massa.
Deixe levedar no mínimo 10 horas na cuba da máquina bem coberta como, por exemplo, durante a noite. Uso mantas polares e sacos de pano para o efeito.
Coloque a massa num tapete de silicone. Molhe as mãos para dar a forma desejada.
Pré-aqueça o forno a 200ºC. Coloque no fundo um recipiente com água a ferver ou com oito cubos de gelo para gerar vapor.
Coza a 200ºC durante 30 minutos e depois a 180ºC durante outros 45 minutos.
Se o pão estiver leve e soar a oco ao toque é porque está cozido.
Deixe esfriar numa grelha de arrefecimento durante, pelo menos, uma hora antes de fatiar. O pão continuará a cozer e assim não “enqueijará” ao fatiar. Bom apetite!

Ana Pimenta

Notas: Ingredientes à data isentos de glúten e lactose segundo as empresas que os comercializam e / ou rótulos

*Uso 500 gramas de Mix B Schar, ou 250 gramas de Mix B Schar e 250 gramas de Doves Farm White Bread ou Self Raising; por vezes, corto 10 a 20 gramas ao total da farinha e junto o correspondente em farinha de amaranto ou millet. Caso optem por usar apenas Schar Mix B, devem colocar 450ml de água em vez de 400ml."



quarta-feira, 11 de junho de 2014

Pequenos dramas de uma vida sem glúten

Um diagnóstico de doença celíaca não tem que ser um problema, mas pode trazer pequenos percalços ao quotidiano de quem faz uma dieta sem glúten. Recentemente, o meu filho mais velho teve mais uma pequena festa de aniversário de um dos seus colegas, na escola. O normal é ele levar uma fatia de bolo feito em casa para poder festejar com os colegas e não ficar à parte; para ele, isto é o normal e nunca se melindrou com isso. No entanto, em relação a esta ocasião, a situação alterou-se um pouco, pois o aniversariante pediu à sua mãe um bolo de aniversário sem glúten para que o meu filho também pudesse comer.

Por mais simpático e sensível que seja este pedido, imediatamente entrei em prevenção: pedi ao meu filho que agradecesse ao menino, mas que, por razões de segurança, seria melhor ele continuar a levar a sua fatia de bolo habitual. Ora, chegado a casa, este informou-me que a mãe do menino já tinha feito uma encomenda de bolo sem glúten numa pastelaria local! Impossível, não há nenhuma pastelaria na zona apta a preparar produtos sem glúten... Face a isto e ainda que muito sensibilizada com o colega dele e a sua mãe, disse ao meu filho que agradecesse e pedisse desculpa, mas que não ia poder comer o bolo. Expliquei-lhe todos os problemas da contaminação cruzada, para que pudesse, por sua vez, explicar à professora.

Chegado o dia do aniversário, o miúdo chegou triste à casa da avó: tinha-se recusado terminantemente a comer uma fatia, ainda que a professora tivesse insistido, e sentia que a tinha desapontado. Tinha agradecido ao menino e pedido desculpa, mas sentia que tinha falhado. Perante isto, no dia seguinte, a avó foi falar com a professora: perante a explicação da minha mãe sobre o porquê de uma pastelaria "normal" não ter condições para produzir produtos sem glúten, percebeu que não deveria ter insistido para que ele comesse o bolo. Disse que a mãe do menino falou na pastelaria em questão e que lhe afiançaram que "bastava a senhora trazer a farinha que eles tratavam do resto, como já tinham feito para outros celíacos". E então os utensílios contaminados? A farinha que anda pelo ar e se infiltra por todo o lado? E o forno? E os outros ingredientes que não a farinha: o fermento em pó é isento? Se usaram corantes, eram isentos? O pacote de açúcar estava devidamente isolado da farinha?

Perante o enorme sentimento de gratidão ao menino e à mãe por quererem incluir o meu filho, o que tão raramente acontece, mesmo na família alargada, fica também uma enorme incredulidade e até frustração por haver locais mal preparados que enganam celíacos mal informados. Onde está a ASAE quando é precisa? A minha vontade, realmente, era fazer uma denúncia a esta instituição, mas esta pastelaria é apenas uma gota no oceano: frequentemente ouço falar da padaria X ou da pastelaria Y que fazem produtos sem glúten. Vai-se averiguar e afinal só usam farinhas naturalmente isentas de glúten (sem ficha técnica que comprove a isenção, sem contaminação) mas que até são usadas em espaços partilhados. Ainda que prometam que limpam o equipamento entre produções, a única segurança só advém do uso de instalações separadas. Encontramos vários locais em Itália que ofereciam produtos sem glúten, mas ou tinham instalações estanques ou apenas produziam estes produtos. A Associação Italiana de Celíacos é muito vigilante nestes aspectos.

Fica o alerta. Da nossa parte, oferecemos uma pequena lembrança ao menino para que soubesse o quão apreciado foi o seu  gesto e que, em momento algum, duvidamos dele e da mãe. Apenas do "bolo envenenado" duma pastelaria ou muito mal informada ou com uma ética muito duvidosa que, juntamente com outras, colocam, desnecessariamente, os celíacos nestes pequenos dramas de uma vida sem glúten.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Bolo de batata-doce e laranja

Mais uma receita que obteve apreciação global: bolo de batata-doce e laranja. Como tinha algumas batatas-doces a precisar de uso, procurei na Internet uma receita que as tivesse como ingrediente. Quando encontrei esta, não hesitei em converter para sem glúten, até porque metade da farinha já era Maizena. Ficou um bolo com um intenso sabor a laranja e uma textura suave e húmida. E, também muito importante, fácil e rápido e apto para dietas sem lacticínios. 

Ingredientes:
5 ovos L
175 gramas de açúcar fino
350 gramas de batata-doce cozida
Raspa e sumo de 1 laranja
70 gramas de farinha Doves Farm White Self Raising
70 gramas de farinha Maizena
(acrescente ½ colher de chá de goma xantana e 1 colher de chá de fermento em pó caso opte por uma farinha que não tenha estes dois ingredientes)

Descasque e coza a batata-doce; quando estiver cozida, reduza-a a puré. Deixe arrefecer.

Separe as gemas das claras e bata estas últimas em castelo. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, bata as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Junte a batata-doce e a raspa da laranja. Misture as farinhas e adicione-as ao preparado anterior. Com cuidado, envolva as claras em castelo na massa.

Leve a massa a forno pré-aquecido a 160º, em forma untada e enfarinhada (ou então em forma de silicone), durante cerca de 40 a 45 minutos até dourar.

Retire do forno, desenforme e pique o bolo com um palito. Deite o sumo de laranja por cima do bolo, devagar e uniformemente, de modo a que este vá absorvendo todo o sumo.




segunda-feira, 2 de junho de 2014

2 diagnósticos: Keira e Bailey

Imagem retirada da Net
O blog Raising Jack with Celiac tem publicado, a propósito de Maio ser o Mês do Celíaco, uma série de testemunhos de mães de crianças celíacas. Aproveitando o facto de ontem ter sido Dia Mundial da Criança, seleccionei duas histórias, dois diagnósticos atípicos, e quase opostos: uma criança assintomática, Bailey, mas com um diagnóstico claro, e Keira com sintomas clássicos, mas com um rastreio a encaixar mais na sensibilidade não-celíaca ao glúten do que doença celíaca. Porque nem tudo é preto e branco, principalmente se se tratar de condições associadas ao glúten.

Keira tem sete anos de idade e foi diagnosticada recentemente com doença celíaca.

Quais os sintomas da sua filha antes de ser diagnosticada?
Prisão de ventre e diarreia, refluxo, dor de estômago, dores nas pernas, anemia crónica, atraso no crescimento, cólica e constantemente doente até antes do diagnóstico.

Há outros membros da família diagnosticados com a doença celíaca?
Não, não foram testados, ainda que suspeitemos que existem alguns.

Como mudou a vida da sua filha desde que foi diagnosticada?
A sua vida melhorou muito! Antes do diagnóstico, ela estava constantemente doente e faltava muito à escola. O estômago incomodava-a muitas vezes ao dia - às vezes, o dia todo. Ela estava sempre cansada e nunca parecia ter a energia habitual. Já tínhamos ido a um médico gastrenterologista um ano antes do seu diagnóstico, que encontrou anemia e uma pequena inflamação intestinal, mas porque o rastreio á doença celíaca foi negativo tal como a biópsia, concluíram que ela não tinha a doença e prescreveram-lhe o medicamento Pentasa. Como sua mãe, eu estava cansada de ver o declínio rápido da sua saúde de cada vez que tentava retirar-lhe o medicamento. Felizmente, isto foi na altura em que encontrei um pediatra de medicina integrativa que procurou várias deficiências nutricionais, assim como pediu a análise genética. Quando se verificou que ela era portadora dos dois genes da doença celíaca, o nosso pediatra fez-lhe esse diagnóstico assim como identificou quais as muitas deficiências nutricionais. Nos seis meses desde o seu diagnóstico, as dores de barriga desapareceram, assim como as dores musculares. A área em que vejo o maior avanço está na sua energia e entusiasmo pela vida. Quando eu a vejo ganhar vida no campo de futebol , sei que ela está muito longe de há seis meses atrás, quando mal conseguia manter o ritmo dos outros jogadores. Agora, marca golos e corre mais que todos. É uma diferença da noite para o dia. E é lindo ver a sua transformação!


Sendo que 83% das pessoas com doença celíaca não estão diagnosticadas, de que maneiras podemos incentivar uma maior consciencialização sobre a doença e os seus múltiplos sintomas?
Olhar para as fases iniciais da doença celíaca. Diagnosticar a doença celíaca para evitar mais problemas de saúde e para diminuir o risco elevado de morte precoce. Além disso, deve-se prestar mais atenção aos testes genéticos.


Bailey tem quatro anos de idade e foi diagnosticada com a doença celíaca aos 3 anos.

Quais os sintomas da sua filha antes de ser diagnosticada?
Prisão de ventre, mais nada. Cresceu bem, sem preocupações. Decidi que eu e as crianças faríamos o rastreio porque tenho diabetes tipo 1 e há uma alta incidência de doença celíaca entre as pessoas com esta doença. A sua análise tTG IgA estava 12 vezes acima do intervalo normal e a endoscopia com biópsia mostrou danos em quatro das cinco áreas analisadas.

Há outros membros da família diagnosticados com a doença celíaca?
Não.

Como mudou a vida da sua filha desde que foi diagnosticada?
Como a Bailey era quase assintomática, excepto com a obstipação frequente, não houve qualquer alteração perceptível. Ela já não acorda a meio da noite a chorar como às vezes fazia, mas ainda luta com a regularidade dos seus intestinos. A médica disse que poderia levar meses até que isto se corrigisse. O diagnóstico foi feito há oito meses. Não costumávamos comer muito fora anteriormente, mas agora é muito raro. Eu experimento mais na cozinha agora para fazer as coisas de que ela gosta.

Sendo que 83% das pessoas com doença celíaca não estão diagnosticadas, de que maneiras podemos incentivar uma maior consciencialização sobre a doença e os seus múltiplos sintomas?
Eu acredito que temos membros da família não diagnosticados e que não querem saber se têm ou não, porque temem as restrições alimentares. A minha filha ainda tem muita escolha de alimentos. Não me consigo lembrar de nada que não consigamos encontrar um substituto decente. Não tenha medo da dieta. Olhe em frente para que se sinta melhor.”

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Os auto-diagnosticados


Um fenómeno que tenho vindo a notar é o aumento do número de pessoas com um diagnóstico de sensibilidade não-celíaca ao glúten (SNCG). Com um sub-diagnóstico de doença celíaca, seria de esperar que fosse esta a ser mais diagnosticada, visto que a SNCG é um diagnóstico desconhecido da maior parte da comunidade médica. 

Sendo uma condição da qual ainda pouco se sabe, preconizou-se que o diagnóstico da mesma seria feito quando se tivessem esgotado os exames de rastreio para doença celíaca e alergia ao glúten com resultados negativos, com remissão de sintomas após início de dieta isenta de glúten.

O que se passa, contudo, é que muitas pessoas, ou por pesquisa na Internet ou dica de alguém, e fartas de médicos que não lhes dão respostas, iniciam uma dieta sem glúten por iniciativa própria e obtém bons resultados. Ou então vão a um praticante de terapias alternativas ou a um nutricionista e este aconselha a retirada do glúten; com o desaparecimento dos sintomas, é-lhes feito um diagnóstico de SNCG. Ora, isto é que não pode ser. 

Algumas destas pessoas podem ser, na realidade, doentes celíacas e, ainda que o tratamento final seja igual em ambas as condições, o seguimento e o prognóstico são diferentes, pelo que importa fazer a distinção. Além de que, a nível prático, um diagnóstico de doença celíaca traz benefícios a nível de IRS e segurança social que a SNCG ainda não traz. 

O problema é que, para fazer o rastreio para doença celíaca, é preciso estar a ingerir glúten, e muitos destes indivíduos sentem-se tão bem com a dieta que não querem arriscar deixá-la com receio do regresso dos sintomas. Logo, ficam numa espécie de limbo, sem diagnóstico real e, ainda que haja pessoas que vivem bem com esta indefinição, outras nem por isso.








Sendo assim, se achar que tem um problema com o glúten ou alguém lhe aconselhou uma dieta sem esta proteína, faça primeiro o despiste de doença celíaca e alergia ao glúten. Não pense que os sintomas que tem são leves, logo incompatíveis com doença celíaca (não há graus de gravidade entre as condições associadas ao glúten, pode-se ser um celíaco assintomático, assim como se pode ter SNCG com graves repercussões na saúde). Recordando, os exames para rastreio de doença celíaca devem ser: análises clínicas (IgA Total, Ac Anti-transglutaminase IgA, Ac Anti-endomísio IgA, Ac Anti-péptidos Deaminados IgG), endoscopia digestiva alta com biópsia duodenal e, por fim, análise genética para os alelos HLA-DQ2/8.

O recente estudo australiano que trago hoje aborda esta situação.

"Caracterização de adultos com um auto-diagnóstico de sensibilidade não-celíaca ao glúten

Antecedentes: a sensibilidade não celíaca ao glúten (SNCG) que ocorre em pacientes sem doença celíaca, mas cujos sintomas gastrointestinais melhoram com uma dieta isenta de glúten (DIG), é, em grande parte, um auto-diagnóstico que parece ser muito comum. Os objetivos deste estudo foram caracterizar os pacientes que acreditam ter SNCG.

Materiais e Métodos: a publicidade ao estudo foi direccionada para os adultos que acreditavam ter SNCG e que estavam dispostos a participar de um ensaio clínico. Os entrevistados foram convidados a preencher um questionário sobre os seus sintomas, dieta e exames médicos.

Resultados: Dos 248 entrevistados, 147 terminaram o inquérito. A média de idade foi de 43,5 anos, e 130 eram mulheres. Setenta e dois por cento não satisfaziam os critérios para o diagnóstico de NCGS, devido à exclusão inadequada de doença celíaca (62%), sintomas persistentes apesar da restrição de glúten (24 %), e não cumprimento da DIG (27 %), por si só ou em combinação. A DIG foi iniciada por iniciativa própria em 44% dos entrevistados; noutros entrevistados, foi prescrita por profissionais de saúde alternativa (21%), nutricionistas (19%) e médicos de clínica geral (16%). Nenhum rastreio à doença celíaca tinha sido realizado em 15% dos respondentes. Dos 75 entrevistados que obtiveram biópsias duodenais, 29% não fazia ingestão ou fazia uma ingestão inadequada de glúten no momento da endoscopia. Uma inadequada investigação à doença celíaca era comum se a DIG tivesse sido iniciada por conta própria (69%), por profissionais de saúde alternativa (70%), clínicos gerais (46%), ou nutricionistas (43%). Em 40 entrevistados que preenchiam os critérios para SNCG, o seu conhecimento e adesão à DIG foram excelentes, e 65% identificaram outras intolerâncias alimentares.

Conclusões: um pouco mais de 1 em cada 4 entrevistados com auto-diagnóstico de SNCG cumpriam os critérios para o seu diagnóstico. O início de uma DIG sem exclusão adequada da doença celíaca é comum. Em 1 em cada 4 participantes, os sintomas estão mal controlados, apesar de evitarem o glúten."

sábado, 24 de maio de 2014

Bolo mágico

Depois de uma tarte mágica, hoje um bolo mágico, outra vez com o patrocínio da minha Mãe. A ocasião foi o aniversário do meu Pai, um fiel adepto do bolo de chocolate. A magia desta receita? Bolo e cobertura são preparados em conjunto, poupando tempo e trabalho.

Ingredientes para a calda:
480ml de água
160 gramas de açúcar
40 gramas de chocolate em pó Nestlé Gold
Ingredientes para a massa:
200 gramas de açúcar
100 gramas de margarina
2 ovos
240ml de leite
40 gramas de chocolate em pó Nestlé Gold
240 gramas de farinha Doves FarmWhite Self Raising

Coloque todos os ingredientes da calda numa panela e leve ao lume. Assim que ferver, estará pronto. Despeje numa forma com buraco no meio e reserve.

Para a massa, bata as claras em castelo e reserve.

Coloque a margarina, as gemas e o açúcar na cuba da sua batedeira e bata até ficar cremoso. Acrescente o chocolate e bata um pouco mais.

De seguida, intercale a farinha com o leite (caso use outra farinha que não a especificada, acrescente-lhe uma colher de sopa de fermento). Por último, coloque as claras em castelo e mexa devagar, de baixo para cima até incorporar.

Despeje a massa na forma sobre a calda e leve ao forno a 180°C. Quando lhe parecer pronto, espete-lhe um palito, se este sair limpo, retire a forma do forno.

O segredo é desenformar o bolo ainda quente: vire a forma sobre o prato de servir e solte com cuidado pois a calda estará quente.





















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