INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



segunda-feira, 9 de junho de 2014

Bolo de batata-doce e laranja

Mais uma receita que obteve apreciação global: bolo de batata-doce e laranja. Como tinha algumas batatas-doces a precisar de uso, procurei na Internet uma receita que as tivesse como ingrediente. Quando encontrei esta, não hesitei em converter para sem glúten, até porque metade da farinha já era Maizena. Ficou um bolo com um intenso sabor a laranja e uma textura suave e húmida. E, também muito importante, fácil e rápido e apto para dietas sem lacticínios. 

Ingredientes:
5 ovos L
175 gramas de açúcar fino
350 gramas de batata-doce cozida
Raspa e sumo de 1 laranja
70 gramas de farinha Doves Farm White Self Raising
70 gramas de farinha Maizena
(acrescente ½ colher de chá de goma xantana e 1 colher de chá de fermento em pó caso opte por uma farinha que não tenha estes dois ingredientes)

Descasque e coza a batata-doce; quando estiver cozida, reduza-a a puré. Deixe arrefecer.

Separe as gemas das claras e bata estas últimas em castelo. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, bata as gemas com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Junte a batata-doce e a raspa da laranja. Misture as farinhas e adicione-as ao preparado anterior. Com cuidado, envolva as claras em castelo na massa.

Leve a massa a forno pré-aquecido a 160º, em forma untada e enfarinhada (ou então em forma de silicone), durante cerca de 40 a 45 minutos até dourar.

Retire do forno, desenforme e pique o bolo com um palito. Deite o sumo de laranja por cima do bolo, devagar e uniformemente, de modo a que este vá absorvendo todo o sumo.




segunda-feira, 2 de junho de 2014

2 diagnósticos: Keira e Bailey

Imagem retirada da Net
O blog Raising Jack with Celiac tem publicado, a propósito de Maio ser o Mês do Celíaco, uma série de testemunhos de mães de crianças celíacas. Aproveitando o facto de ontem ter sido Dia Mundial da Criança, seleccionei duas histórias, dois diagnósticos atípicos, e quase opostos: uma criança assintomática, Bailey, mas com um diagnóstico claro, e Keira com sintomas clássicos, mas com um rastreio a encaixar mais na sensibilidade não-celíaca ao glúten do que doença celíaca. Porque nem tudo é preto e branco, principalmente se se tratar de condições associadas ao glúten.

Keira tem sete anos de idade e foi diagnosticada recentemente com doença celíaca.

Quais os sintomas da sua filha antes de ser diagnosticada?
Prisão de ventre e diarreia, refluxo, dor de estômago, dores nas pernas, anemia crónica, atraso no crescimento, cólica e constantemente doente até antes do diagnóstico.

Há outros membros da família diagnosticados com a doença celíaca?
Não, não foram testados, ainda que suspeitemos que existem alguns.

Como mudou a vida da sua filha desde que foi diagnosticada?
A sua vida melhorou muito! Antes do diagnóstico, ela estava constantemente doente e faltava muito à escola. O estômago incomodava-a muitas vezes ao dia - às vezes, o dia todo. Ela estava sempre cansada e nunca parecia ter a energia habitual. Já tínhamos ido a um médico gastrenterologista um ano antes do seu diagnóstico, que encontrou anemia e uma pequena inflamação intestinal, mas porque o rastreio á doença celíaca foi negativo tal como a biópsia, concluíram que ela não tinha a doença e prescreveram-lhe o medicamento Pentasa. Como sua mãe, eu estava cansada de ver o declínio rápido da sua saúde de cada vez que tentava retirar-lhe o medicamento. Felizmente, isto foi na altura em que encontrei um pediatra de medicina integrativa que procurou várias deficiências nutricionais, assim como pediu a análise genética. Quando se verificou que ela era portadora dos dois genes da doença celíaca, o nosso pediatra fez-lhe esse diagnóstico assim como identificou quais as muitas deficiências nutricionais. Nos seis meses desde o seu diagnóstico, as dores de barriga desapareceram, assim como as dores musculares. A área em que vejo o maior avanço está na sua energia e entusiasmo pela vida. Quando eu a vejo ganhar vida no campo de futebol , sei que ela está muito longe de há seis meses atrás, quando mal conseguia manter o ritmo dos outros jogadores. Agora, marca golos e corre mais que todos. É uma diferença da noite para o dia. E é lindo ver a sua transformação!


Sendo que 83% das pessoas com doença celíaca não estão diagnosticadas, de que maneiras podemos incentivar uma maior consciencialização sobre a doença e os seus múltiplos sintomas?
Olhar para as fases iniciais da doença celíaca. Diagnosticar a doença celíaca para evitar mais problemas de saúde e para diminuir o risco elevado de morte precoce. Além disso, deve-se prestar mais atenção aos testes genéticos.


Bailey tem quatro anos de idade e foi diagnosticada com a doença celíaca aos 3 anos.

Quais os sintomas da sua filha antes de ser diagnosticada?
Prisão de ventre, mais nada. Cresceu bem, sem preocupações. Decidi que eu e as crianças faríamos o rastreio porque tenho diabetes tipo 1 e há uma alta incidência de doença celíaca entre as pessoas com esta doença. A sua análise tTG IgA estava 12 vezes acima do intervalo normal e a endoscopia com biópsia mostrou danos em quatro das cinco áreas analisadas.

Há outros membros da família diagnosticados com a doença celíaca?
Não.

Como mudou a vida da sua filha desde que foi diagnosticada?
Como a Bailey era quase assintomática, excepto com a obstipação frequente, não houve qualquer alteração perceptível. Ela já não acorda a meio da noite a chorar como às vezes fazia, mas ainda luta com a regularidade dos seus intestinos. A médica disse que poderia levar meses até que isto se corrigisse. O diagnóstico foi feito há oito meses. Não costumávamos comer muito fora anteriormente, mas agora é muito raro. Eu experimento mais na cozinha agora para fazer as coisas de que ela gosta.

Sendo que 83% das pessoas com doença celíaca não estão diagnosticadas, de que maneiras podemos incentivar uma maior consciencialização sobre a doença e os seus múltiplos sintomas?
Eu acredito que temos membros da família não diagnosticados e que não querem saber se têm ou não, porque temem as restrições alimentares. A minha filha ainda tem muita escolha de alimentos. Não me consigo lembrar de nada que não consigamos encontrar um substituto decente. Não tenha medo da dieta. Olhe em frente para que se sinta melhor.”

quarta-feira, 28 de maio de 2014

Os auto-diagnosticados


Um fenómeno que tenho vindo a notar é o aumento do número de pessoas com um diagnóstico de sensibilidade não-celíaca ao glúten (SNCG). Com um sub-diagnóstico de doença celíaca, seria de esperar que fosse esta a ser mais diagnosticada, visto que a SNCG é um diagnóstico desconhecido da maior parte da comunidade médica. 

Sendo uma condição da qual ainda pouco se sabe, preconizou-se que o diagnóstico da mesma seria feito quando se tivessem esgotado os exames de rastreio para doença celíaca e alergia ao glúten com resultados negativos, com remissão de sintomas após início de dieta isenta de glúten.

O que se passa, contudo, é que muitas pessoas, ou por pesquisa na Internet ou dica de alguém, e fartas de médicos que não lhes dão respostas, iniciam uma dieta sem glúten por iniciativa própria e obtém bons resultados. Ou então vão a um praticante de terapias alternativas ou a um nutricionista e este aconselha a retirada do glúten; com o desaparecimento dos sintomas, é-lhes feito um diagnóstico de SNCG. Ora, isto é que não pode ser. 

Algumas destas pessoas podem ser, na realidade, doentes celíacas e, ainda que o tratamento final seja igual em ambas as condições, o seguimento e o prognóstico são diferentes, pelo que importa fazer a distinção. Além de que, a nível prático, um diagnóstico de doença celíaca traz benefícios a nível de IRS e segurança social que a SNCG ainda não traz. 

O problema é que, para fazer o rastreio para doença celíaca, é preciso estar a ingerir glúten, e muitos destes indivíduos sentem-se tão bem com a dieta que não querem arriscar deixá-la com receio do regresso dos sintomas. Logo, ficam numa espécie de limbo, sem diagnóstico real e, ainda que haja pessoas que vivem bem com esta indefinição, outras nem por isso.








Sendo assim, se achar que tem um problema com o glúten ou alguém lhe aconselhou uma dieta sem esta proteína, faça primeiro o despiste de doença celíaca e alergia ao glúten. Não pense que os sintomas que tem são leves, logo incompatíveis com doença celíaca (não há graus de gravidade entre as condições associadas ao glúten, pode-se ser um celíaco assintomático, assim como se pode ter SNCG com graves repercussões na saúde). Recordando, os exames para rastreio de doença celíaca devem ser: análises clínicas (IgA Total, Ac Anti-transglutaminase IgA, Ac Anti-endomísio IgA, Ac Anti-péptidos Deaminados IgG), endoscopia digestiva alta com biópsia duodenal e, por fim, análise genética para os alelos HLA-DQ2/8.

O recente estudo australiano que trago hoje aborda esta situação.

"Caracterização de adultos com um auto-diagnóstico de sensibilidade não-celíaca ao glúten

Antecedentes: a sensibilidade não celíaca ao glúten (SNCG) que ocorre em pacientes sem doença celíaca, mas cujos sintomas gastrointestinais melhoram com uma dieta isenta de glúten (DIG), é, em grande parte, um auto-diagnóstico que parece ser muito comum. Os objetivos deste estudo foram caracterizar os pacientes que acreditam ter SNCG.

Materiais e Métodos: a publicidade ao estudo foi direccionada para os adultos que acreditavam ter SNCG e que estavam dispostos a participar de um ensaio clínico. Os entrevistados foram convidados a preencher um questionário sobre os seus sintomas, dieta e exames médicos.

Resultados: Dos 248 entrevistados, 147 terminaram o inquérito. A média de idade foi de 43,5 anos, e 130 eram mulheres. Setenta e dois por cento não satisfaziam os critérios para o diagnóstico de NCGS, devido à exclusão inadequada de doença celíaca (62%), sintomas persistentes apesar da restrição de glúten (24 %), e não cumprimento da DIG (27 %), por si só ou em combinação. A DIG foi iniciada por iniciativa própria em 44% dos entrevistados; noutros entrevistados, foi prescrita por profissionais de saúde alternativa (21%), nutricionistas (19%) e médicos de clínica geral (16%). Nenhum rastreio à doença celíaca tinha sido realizado em 15% dos respondentes. Dos 75 entrevistados que obtiveram biópsias duodenais, 29% não fazia ingestão ou fazia uma ingestão inadequada de glúten no momento da endoscopia. Uma inadequada investigação à doença celíaca era comum se a DIG tivesse sido iniciada por conta própria (69%), por profissionais de saúde alternativa (70%), clínicos gerais (46%), ou nutricionistas (43%). Em 40 entrevistados que preenchiam os critérios para SNCG, o seu conhecimento e adesão à DIG foram excelentes, e 65% identificaram outras intolerâncias alimentares.

Conclusões: um pouco mais de 1 em cada 4 entrevistados com auto-diagnóstico de SNCG cumpriam os critérios para o seu diagnóstico. O início de uma DIG sem exclusão adequada da doença celíaca é comum. Em 1 em cada 4 participantes, os sintomas estão mal controlados, apesar de evitarem o glúten."

sábado, 24 de maio de 2014

Bolo mágico

Depois de uma tarte mágica, hoje um bolo mágico, outra vez com o patrocínio da minha Mãe. A ocasião foi o aniversário do meu Pai, um fiel adepto do bolo de chocolate. A magia desta receita? Bolo e cobertura são preparados em conjunto, poupando tempo e trabalho.

Ingredientes para a calda:
480ml de água
160 gramas de açúcar
40 gramas de chocolate em pó Nestlé Gold
Ingredientes para a massa:
200 gramas de açúcar
100 gramas de margarina
2 ovos
240ml de leite
40 gramas de chocolate em pó Nestlé Gold
240 gramas de farinha Doves FarmWhite Self Raising

Coloque todos os ingredientes da calda numa panela e leve ao lume. Assim que ferver, estará pronto. Despeje numa forma com buraco no meio e reserve.

Para a massa, bata as claras em castelo e reserve.

Coloque a margarina, as gemas e o açúcar na cuba da sua batedeira e bata até ficar cremoso. Acrescente o chocolate e bata um pouco mais.

De seguida, intercale a farinha com o leite (caso use outra farinha que não a especificada, acrescente-lhe uma colher de sopa de fermento). Por último, coloque as claras em castelo e mexa devagar, de baixo para cima até incorporar.

Despeje a massa na forma sobre a calda e leve ao forno a 180°C. Quando lhe parecer pronto, espete-lhe um palito, se este sair limpo, retire a forma do forno.

O segredo é desenformar o bolo ainda quente: vire a forma sobre o prato de servir e solte com cuidado pois a calda estará quente.





















domingo, 18 de maio de 2014

E-book gratuito "Alimentação na Doença Celíaca"

Do site da Associação Portuguesa dos Nutricionistas, um novo e-book gratuito sobre a doença celíaca e a dieta sem glúten, para os diagnosticados e os por diagnosticar.

16 de Maio - Dia Internacional do Celíaco
A Associação Portuguesa dos Nutricionistas (APN) em parceria com a Associação Portuguesa de Celíacos (APC) desenvolveu um novo E-book dedicado à Alimentação na Doença Celíaca.

Sabe-se que, uma vez confirmado o diagnóstico de Doença Celíaca, o único tratamento consiste na prática de uma dieta isenta de glúten para toda a vida. Até à data, não existe ainda tratamento farmacológico para esta doença. Os cuidados a ter com a alimentação não passam simplesmente pela exclusão do glúten. É igualmente essencial garantir-se a prática de uma alimentação completa, variada e equilibrada que forneça ao organismo todos os nutrientes necessários.

Esta ferramenta gratuita, disponível online, surge no âmbito da comemoração do Dia Internacional do Celíaco, celebrado a 16 de Maio, e pretende sensibilizar e informar os profissionais de saúde, doentes, cuidadores, familiares e a comunidade em geral, sobre os cuidados alimentares na Doença Celíaca.”

Download aqui.




segunda-feira, 12 de maio de 2014

As pulseirinhas do glúten

Não, não vou fazer um post sobre a moda das pulseirinhas de elásticos que invadiu os recreios das escolas primárias deste país e a nossa casa... As pulseiras de que quero falar, além de giras, podem ser muito úteis para as crianças que vivem com restrições alimentares, sejam celíacas ou alérgicas. São americanas, da Allermates, e pretendem chamar a atenção para uma situação de alerta médico quando os que as utilizam ainda não se conseguem exprimir bem. 

Já as conhecia há algum tempo, mas como não havia vendedor na Europa, estavam fora do alcance da maior parte de nós. Agora, através deste site inglês já se as pode encomendar e com uns portes bem simpáticos, à volta de 4€. A marca disponibiliza também umas lancheiras para a escola, assim como outros produtos. Tudo para facilitar a vida das crianças com restrições alimentares quando os pais não estão por perto. Só falta terem uma versão em Português para serem perfeitas. Fica a dica.




































Outros vendedores:
Star Allergy Alerts

domingo, 4 de maio de 2014

Pão-de-ló de Freitas

No dia da Mãe, nada melhor do que uma receita feita pela Mãe, neste caso, a minha. Com uma receita tradicional, já de si sem glúten, o pão de ló de Freitas, esta experiência culinária que animou a mesa de Páscoa deste ano, veio para ficar, de tão fofo que ficou o dito pão de ló. E nada tão simples de fazer... 

Ingredientes:
8 ovos
200 gramas de açúcar
100 gramas de farinha de arroz
100 gramas de fécula de batata
1 colher de chá de fermento

Separe as gemas das claras, e bata-as até ficarem em castelo firme. Reserve.

Bata as gemas com o açúcar durante cerca de seis minutos. Adicione as claras às gemas, envolvendo-as com cuidado. Por fim, envolva as farinhas peneiradas com o fermento, tendo sempre o cuidado de não bater a massa. 

Coloque a massa numa forma de chaminé, untada e polvilhada. Leve ao forno pré-aquecido a 160ºC durante cerca de 30 minutos.
















sexta-feira, 2 de maio de 2014

Viagens sem glúten

Com o calor a aumentar, as nossas ideias começam a fugir para as férias de Verão, o que, no caso de pessoas que seguem uma dieta sem glúten, traz preocupações acrescidas. Para quem não tem paciência para ser um Travel Master e passar horas online à procura da melhor solução apta, existe uma agência de viagens espanhola que quer ajudar neste planeamento: Destinos Sin Gluten. Mais uma vez, nuestros hermanos à nossa frente...

Esta agência é propriedade de um casal com um filho celíaco e descrevem-se assim:

"Ya no es necesario elegir entre alguien que comprende lo que es la vida sin gluten y un especialista en viajes. Nosotros conocemos las dos cosas.
Organizar un viaje Libre de Gluten es más que solicitar una comida especial en la reserva de un vuelo, pero el resto de las agencias de viajes sólo puede llegar hasta ahí (le faltan los conocimientos, la experiencia y las vivencias necesarias para llegar más allá). Sin embargo, Destinos Sin Gluten transforma tu viaje en toda una experiencia libre de gluten. Diseñamos y gestionamos el viaje desde el punto de vista del celíaco, anteponiendo su comodidad y seguridad a todo lo demás.
Nuestro objetivo es conseguir que el viaje sea una maravillosa experiencia, sin preocupaciones y sin tener que pensar constantemente en la comida, a precios competitivos."

Para os possíveis clientes portugueses, esta agência disponibiliza um serviço de atendimento em Portugal. Fica a dica.



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