INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



domingo, 10 de novembro de 2013

Tarte folhada de maçã

Por alturas do diagnóstico do meu filho, reparei que a Schar vendia massa folhada congelada. Não me lembro o que fiz com ela, mas lembro-me que não foi um sucesso. Recentemente, falaram-me que a massa folhada da Schar estava melhor pelo que resolvi experimentar com uma receita que não exigisse muito cuidado. O resultado foi apenas ligeiramente melhor do que o anterior: a massa não sendo tão gordurosa como a antiga, dificilmente esticava e não foi fácil cobrir a tarteira, exigindo algum trabalho de "colagem". Deixo, no entanto, a receita pois é realmente fácil, mas pode ser também um desafio para quem quiser experimentar fazer massa folhada caseira.


Ingredientes:
4 ou 5 maçãs vermelhas
1 embalagem de massa folhada Schar
75 gramas de farinha Doves Farm Self Raising
125 gramas de açúcar
3 ovos M
230 ml de leite/leite vegetal
Geleia de marmelo (Casa de Mateus) q.b.

Corte as maçãs, com casca, em fatias finas. Unte uma forma de tarte amovível e forre com a massa folhada. Cubra com as maçãs, sobrepondo-as e deixando a parte da casca visível.

Para fazer o creme, coloque os restantes ingredientes num copo e passe com a varinha mágica.

Coloque o creme por cima das maçãs e leve ao forno pré-aquecido a 200ºC até ficar dourada. Retire da forma para uma rede e deixe arrefecer ligeiramente. Aqueça um pouco de geleia de marmelo e pincele a tarte, para um aspecto mais brilhante.




sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Novas cervejas sem glúten

A APC divulgou na sua mais recente newsletter que existe uma nova loja virtual portuguesa para a venda de cervejas, chamada Ça Sent la Bière. A cerveja sem glúten que está disponível é da cervejeira Brunehaut, nas variedades Amber, Blonde e Triple. Desta cerveja pode-se ler que é "Cerveja biológica sem glúten, oriunda da Brunehaut, cervejeira Belga fundada em 1890".

Não sendo a opção mais em conta no mercado, pode constituir uma alternativa para quem não gosta da Estrella Damm, Riedenburger ou Lammsbrau.

Update 04/2014:
O Jumbo disponibiliza a cerveja checa sem glúten Celia, custo 1,79€, que tem recebido muito boas críticas.


Update 03/2015:
O bar Cerveteca em Lisboa disponibiliza cervejas sem glúten da marca Mikkeller.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Infertilidade de causa desconhecida

Imagem retirada da Net
Não sei porque é que a ignorância sobre as condições associadas ao glúten ainda me espanta. Um caso que é recorrente, e cada vez mais comum, é o casal com "infertilidade de causa desconhecida". Os médicos não percebem porque é que aquela mulher não engravida, ou engravidando, aborta sistematicamente. As análises estão perfeitas, as ecografias estão perfeitas, logo só pode ser azar, porque "Deus não quis". Hoje, quando já muitos estudos apontam para uma doença celíaca ou sensibilidade ao glúten como explicação para estes casos, os médicos parecem continuar sem saber mais do que apenas rotular os seus pacientes com o frustrante rótulo da "infertilidade de causa desconhecida".

Um testemunho recente no Foro de Celiacos lembrou-me que é necessário continuar a "insistir na tecla". O post da utilizadora Yogliadina que decorre de Fevereiro a Novembro deste ano é um exemplo perfeito de que não se deve aceitar rótulos, mas sim insistir na procura da causa.

15/Feb/2013, 20:12
Olá Fórum! Ontem, fui ao médico e pedi uma análise para ver se sou alérgica a algum alimento e fazem-mas para a semana. O meu assunto é infertilidade desconhecida. Uma amiga da minha irmã, com um problema semelhante, descobriu recentemente que era celíaca. Então, soube desta doença por acaso, e quanto mais eu descubro, mais relevante e familiar se torna no meu dia-a-dia.
(…)

Fui uma menina "fraca", extremamente magra, com falta de apetite, pálida, distraída e tímida. Não podia nem posso comer “doces” ao pequeno-almoço, os bolos caem-me mal, leite com Colacao fazia-me baixar a tensão, sempre tive alguns gases e gastroenterites, mas especialmente obstipação crónica, com a qual aprendi a viver. Sempre na fronteira da anemia. O meu esmalte dentário é escuro, tornei-me mulher aos 16 anos. A minha personalidade "difícil" ficou mais inquieta na adolescência. Apareceram as minhas enxaquecas típicas, cãibras musculares principalmente à noite, ansiedade, cansaço, azia, sensação de enfartamento e erupções cutâneas... Acne, dermatite seborreica (nervosismo?) no couro cabeludo, parte inferior do pescoço, costas, peito, e na cara, nas sobrancelhas, testa e nariz (como li nalgum lugar). Eu nunca me bronzeio facilmente, há alguns anos que tenho algumas manchas brancas nas pernas e braços, e a gordura do rosto escurece com o sol e um sem fim de pequenas coisas mais.

O pior... A minha infertilidade desconhecida, porque está tudo bem, depois de engravidar naturalmente tive um aborto espontâneo, os anos passaram-se e nada. Fomos para uma clínica de fertilidade... Perdi mais dois. Estou frustrada! Supõe-se que não haja nenhum problema aparente, sou uma mulher saudável, bem-parecida, caucasiana (de acordo com os médicos, é fruto do azar, resultado da má sorte). Eu não acho que seja assim, é claro que alguma coisa impede o seu correcto desenvolvimento.

Curiosamente... Disse à minha mãe sobre a doença celíaca e, para minha surpresa, ela disse-me que, embora adore o pão, a verdade é que lhe cai mal e há muito tempo que não come sopas de pacote, porque percebeu que a punham doente.

13/Mar/2013, 13:44
Olá fórum, como "temia", o resultado da analítica é NORMAL e não sou alérgica a coisa alguma, nem tenho problemas de tiróide. Há duas semanas que reparo na quantidade de glúten que entra na minha dieta e, talvez seja psicológico, mas sinto-me mal. Pedi ao médico consulta de gastrenterologia, mas só daqui a dois meses. Já pensei em fazer uma dieta sem glúten a ver como me dou... Mas o que faço, espero pela consulta? Ou começo já? Isto porque tenho uma enorme distensão abdominal e a minha pele está seca, com alguma comichão e vermelhidão no rosto que até… Uff! Esta situação mata-me! 

4/Nov/2013, 15:36
Olá novamente! Ainda que tenha passado um longo tempo, eu queria abrir este tópico para continuar com a minha história e dizer que estou a fazer a dieta isenta de glúten. Graças a vocês, achei-a muito fácil e estou fenomenal. Apesar de não estar diagnosticada como celíaca, tenho-o muito claro! Aliás, ao remover o glúten da minha vida, também consegui, em menos de quatro meses,  o que não consegui durante anos e com muito sacrifício... Engravidar naturalmente. Então, estamos super felizes, mais que felizes, estamos num sonho! Sim, se alguém passou pelo que eu passei, saiba que o glúten causava-me rejeição imunológica. (...) Eu estou de quatro meses e está tudo a correr muito bem!”

Artigos sobre infertilidade e DC:
Celiac disease: an underappreciated issue in women’s health

domingo, 3 de novembro de 2013

Quadrados de chuchu

Ás vezes, é bom abrirmos mão de algum controlo na nossa vida: recentemente, aderimos ao projecto Prove, pelo que recebemos semanalmente um cabaz de produtos hortícolas da época, sobre o qual não temos muito poder de escolha. Para nós, isso é uma vantagem porque nos obriga a experimentarmos algo que, muito provavelmente, não iríamos comprar por iniciativa própria. E assim entrou cá em casa o chuchu. Lembrei-me dele como ingrediente no workshop de bolachas e bolinhos da Susana Fernandes. A receita que se segue vem desse evento.
 
Ingredientes:
1 chuchu ralado (170 gramas)
3 ovos L
90 gramas de azeite
170 gramas de açúcar mascavado claro
200 gramas de farinha Doves Farm Self-raising
80 gramas de amêndoas em pó
20 gramas de coco ralado
1 colher de chá de sal fino
1 colher de chá de canela em pó
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
Raspa de um limão
Açúcar em pó q.b.
Canela em pó q.b.
 
Coloque o chuchu, o azeite e os ovos num recipiente e misture com a varinha mágica. Junte o açúcar e bata novamente.
 
Misture todos os ingredientes secos e acrescente-os aos poucos à mistura do chuchu com uma vara de arames. Por fim, junte a raspa do limão.
 
Coloque num tabuleiro untado e enfarinhado e leve ao forno pré-aquecido a 160ºC durante 30 a 40 minutos. Retire para uma rede, deixe arrefecer e depois corte em quadrados médios. Misture o açúcar em pó com a canela e termine passando os quadrados pela mistura, procurando revestir todos os lados.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Londres sem glúten

O post de hoje é uma simpática contribuição da nossa leitora Cátia Sousa que foi recentemente a Londres e nos deixou um texto muito útil sobre como "sobreviver" em Londres fazendo uma dieta sem glúten. Obrigada Cátia! Nunca é demais relembrar que este blog está sempre aberto a participações dos seus leitores que queiram divulgar informações sobre locais sem glúten, ou mesmo receitas.

“O sonho comanda a vida!”

E não é assim mesmo? Todos temos sonhos e, bem recentemente, tive a oportunidade de concretizar um dos meus.

Há muito tempo que desejava conhecer Londres. Em conversa com uma amiga de sempre, achámos que completar um quarto de século merecia uma comemoração em grande! Mas... E o glúten? Como posso eu sair das quatro paredes da minha cozinha e comer de forma segura? Como posso eu ir para um país cuja realidade não conheço e não correr riscos...

Após uma pesquisa exaustiva no “tio Google”, o grupo “Viva sem glúten Portugal” do Facebook deu-me o impulso que precisava. Recebi várias dicas, conselhos, listas de locais, produtos e marcas, tudo seguro e gluten free!

E, de facto, lá fui eu rumo a terras de Sua Majestade... À minha tão sonhada cidade de Londres.

Infelizmente, a companhia aérea (British Airways) não forneceu lanche sem glúten devido à curta duração desta viagem. Nem mesmo após muita insistência da minha parte...

Já em Londres, fiquei muito (agradavelmente) surpreendida com a forma como fui recebida em todos os locais que visitei, e com o conhecimento que as pessoas têm sobre a doença. Os produtos de supermercado eram uma delícia, nomeadamente os pães da Genius dos quais fiz um stockezinho na minha minúscula mala de viagem. São simplesmente... Maravilhosos! O sabor, a textura... Mesmo a nível nutricional! Quem dera que os tivéssemos cá.

No hostel onde fiquei, tinha sempre cereais sem glúten para o pequeno-almoço, fruta, café, sumos de fruta e chá, e ainda me davam sempre uma peça de fruta extra para o caminho. 

Como jovem que sou, passei a viagem a calcorrear a cidade, apenas parando para comer algo rápido. Nisso, Londres é simplesmente perfeita para nós, celíacos! Em cada esquina temos um Starbucks e/ou um Nero com sandes fantásticas, brownies deliciosos e lattes de soja (Alpro Soja). No Prêt A Manger, os empregados estão muito bem informados e vão connosco às vitrinas indicar-nos várias saladas seguras, não só com verdes, mas usando, por exemplo, batatas ou quinoa (bastante mais saciantes).

Fui também à Pizza Hut onde o atendimento é fabuloso! A base da pizza, pré-feita, é sem glúten e individual, contudo muito maior do que as pizzas tamanho médio que temos por cá, logo nunca consegui comer uma inteira e sou bastante comilona! Os ingredientes à escolha são todos sem glúten, por isso podemos escolher tudo o que quisermos e a pizza é feita na hora, numa zona separada da cozinha. Além disso, oferecem-nos um buffet ilimitado de variadas saladas e frutas que nos trazem diretamente da cozinha quando pessoas, como eu, se mostram receosas quanto à contaminação. A pizza é trazida à mesa antes das pizzas com glúten, sobre uma pedra de ardósia e dão-nos um cortador limpo.

Também fui ao Nando’s onde comi um belo “Nando’s Peri-peri Chicken”, super spicy e delicioso! 

Ficam algumas fotos da minha curta aventura, ainda assim um pouco gastronómica.

Espero que vos aguce o apetite!" 





domingo, 27 de outubro de 2013

Bolo francês de maçã

Inaugurada a época das maçãs, já faltava aqui uma receita com este fruto para inaugurar este Outono, mas a Alison do blog A Girl Defloured deu o mote. Uma receita um pouco mais "trabalhosa" do que a versão sueca, mas que vale a pena o esforço.

Ingredientes:
5 a 6 maçãs Granny Smith, descascadas e cortadas em fatias finas
1 colher de sopa de brandy/rum
1 colher de chá de sumo de limão
95 gramas de farinha sem glúten
25 gramas de farinha de amêndoas
150 gramas de açúcar mascavado claro
1/2 colher de chá de sal
1 ovo L
235ml óleo de girassol / óleo de coco
235ml de leite gordo / leite vegetal
1 colher de chá de extracto de baunilha
2 gemas
15 gramas de farinha sem glúten
25 gramas de açúcar mascavado claro

Coloque as fatias de maçã numa panela, regue com o brandy/rum e o sumo de limão e leve ao lume a cozer até as maçãs estarem ligeiramente macias e flexíveis. Deixe arrefecer entretanto.

Coloque numa tijela grande as 95 gramas de farinha, a farinha de amêndoa, 150 gramas de açúcar, e o sal (caso opte por uma farinha sem fermento e goma xantana, acrescente então meia colher de chá de goma xantana e duas colheres de chá de fermento em pó). Misture bem.

Adicione o ovo, o óleo, o leite e a baunilha e bata até ficar homogéneo. Retire uma chávena desta massa e coloque numa tigela média.

Acrescente as gemas à massa da tigela grande e bata até combinar. Junte as maçãs reservadas, e encha uma forma com aro amovível previamente untada e enfarinhada. Alise o topo com uma espátula.

Misture a restante farinha na massa da tigela média e distribua uniformemente sobre a mistura com as maçãs, espalhando-a até às bordas. Cubra o topo com o restante açúcar e leve ao forno pré-aquecido a 160ºC a cozer cerca de 1 hora e 15 minutos.

Transfira a forma para uma rede e deixe arrefecer durante cinco minutos. Passe uma faca ao redor da borda do bolo ao longo dos lados da forma, retire o aro e deixe arrefecer completamente, cerca de duas horas ou mais, se possível.





sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Zero-glu

Descobri esta semana, através do blog Las Sin Gluten, uma nova máquina de fazer pão da marca italiana Imetec, chamada Zero-glu. Ainda que não sendo uma máquina exclusiva para fazer pão sem glúten, traz sete programas de pão sem glúten, além de variadas receitas no livro que a acompanha. Pessoalmente, gosto do pormenor das formas diferentes e uma cuba rectangular que dá um formato mais "jeitoso" ao pão. 

O único inconveniente? O preço: 199 €. Podem encomendá-la online aqui, sem portes, ou adquiri-la pelo mesmo valor no El Corte Inglés.

Entretanto, as criadoras do blog Las Sin Gluten já experimentaram a máquina e fizeram uns pãezinhos muito simpáticos. Fica a dica.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Alimenta

Foi criada recentemente uma nova associação para apoiar aqueles que lidam diariamente com restrições alimentares, seja por alergias ou intolerâncias, a que se chamou Alimenta. Esta associação apresenta-se assim:

“Fundada no dia 25 de maio de 2013, a ALIMENTA nasceu por vontade e necessidade, sentidas diariamente, de um conjunto de doentes e respetivos familiares no sentido de unir esforços na sensibilização para as doenças do foro da alergia e intolerância alimentares.

Apesar de a prevalência deste tipo de patologias ter vindo a crescer no mundo ocidental, o desconhecimento em Portugal sobre os sintomas, o tratamento e a prevenção das reações aos alimentos é grande, o que dificulta a vida de todos os que sofrem destas patologias.

Uma simples ida às compras, comer fora, ou, para os mais pequenos, a frequência da escola, atos do quotidiano para as restantes pessoas, exigem cuidados especiais nos mais pequenos pormenores, como seja ler e reler os rótulos dos alimentos, evitar a contaminação de utensílios e espaços ou a sensibilização dos educadores e restantes cuidadores educativos para os sintomas, prevenção e tratamento.

É muito importante perceber-se que esta não é uma opção de vida. As pessoas com intolerâncias e alergias alimentares não escolhem não comer os alimentos a que são alérgicos ou intolerantes. Não é uma dieta voluntária. Não é uma moda. Estas pessoas sofrem de patologias que os impedem parcial ou totalmente de sequer contactar com os alimentos proibidos, podendo esse contacto levar a consequências trágicas se não tiverem acesso imediato a tratamento.

Nesta senda, a Alimenta assumiu como missão produzir e divulgar o conhecimento e promover a sensibilização para as doenças do foro da alergia e intolerância alimentares. Pretendemos fomentar atividades do foro científico, formativo, educacional, cultural, recreativo, jurídico e comunitário, bem como contribuir para o bem-estar físico, emocional e social dos portadores de doenças do foro da alergia e intolerância alimentares, suas famílias e amigos.

Encontrámos nas palavras atribuídas à antropóloga americana Margaret Mead o mote da nossa associação: “Never doubt that a small group of thoughtful, committed citizens can change the world.” Tendo como horizonte a mudança do mundo, julgamos estar no caminho certo para promover melhorias na vida de todos aqueles que sofrem de alergias e intolerâncias alimentares.”


Para obter mais informações, é favor visitar o website ou a página de Facebook da Alimenta.
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