INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



domingo, 3 de novembro de 2013

Quadrados de chuchu

Ás vezes, é bom abrirmos mão de algum controlo na nossa vida: recentemente, aderimos ao projecto Prove, pelo que recebemos semanalmente um cabaz de produtos hortícolas da época, sobre o qual não temos muito poder de escolha. Para nós, isso é uma vantagem porque nos obriga a experimentarmos algo que, muito provavelmente, não iríamos comprar por iniciativa própria. E assim entrou cá em casa o chuchu. Lembrei-me dele como ingrediente no workshop de bolachas e bolinhos da Susana Fernandes. A receita que se segue vem desse evento.
 
Ingredientes:
1 chuchu ralado (170 gramas)
3 ovos L
90 gramas de azeite
170 gramas de açúcar mascavado claro
200 gramas de farinha Doves Farm Self-raising
80 gramas de amêndoas em pó
20 gramas de coco ralado
1 colher de chá de sal fino
1 colher de chá de canela em pó
2 colheres de chá de bicarbonato de sódio
Raspa de um limão
Açúcar em pó q.b.
Canela em pó q.b.
 
Coloque o chuchu, o azeite e os ovos num recipiente e misture com a varinha mágica. Junte o açúcar e bata novamente.
 
Misture todos os ingredientes secos e acrescente-os aos poucos à mistura do chuchu com uma vara de arames. Por fim, junte a raspa do limão.
 
Coloque num tabuleiro untado e enfarinhado e leve ao forno pré-aquecido a 160ºC durante 30 a 40 minutos. Retire para uma rede, deixe arrefecer e depois corte em quadrados médios. Misture o açúcar em pó com a canela e termine passando os quadrados pela mistura, procurando revestir todos os lados.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Londres sem glúten

O post de hoje é uma simpática contribuição da nossa leitora Cátia Sousa que foi recentemente a Londres e nos deixou um texto muito útil sobre como "sobreviver" em Londres fazendo uma dieta sem glúten. Obrigada Cátia! Nunca é demais relembrar que este blog está sempre aberto a participações dos seus leitores que queiram divulgar informações sobre locais sem glúten, ou mesmo receitas.

“O sonho comanda a vida!”

E não é assim mesmo? Todos temos sonhos e, bem recentemente, tive a oportunidade de concretizar um dos meus.

Há muito tempo que desejava conhecer Londres. Em conversa com uma amiga de sempre, achámos que completar um quarto de século merecia uma comemoração em grande! Mas... E o glúten? Como posso eu sair das quatro paredes da minha cozinha e comer de forma segura? Como posso eu ir para um país cuja realidade não conheço e não correr riscos...

Após uma pesquisa exaustiva no “tio Google”, o grupo “Viva sem glúten Portugal” do Facebook deu-me o impulso que precisava. Recebi várias dicas, conselhos, listas de locais, produtos e marcas, tudo seguro e gluten free!

E, de facto, lá fui eu rumo a terras de Sua Majestade... À minha tão sonhada cidade de Londres.

Infelizmente, a companhia aérea (British Airways) não forneceu lanche sem glúten devido à curta duração desta viagem. Nem mesmo após muita insistência da minha parte...

Já em Londres, fiquei muito (agradavelmente) surpreendida com a forma como fui recebida em todos os locais que visitei, e com o conhecimento que as pessoas têm sobre a doença. Os produtos de supermercado eram uma delícia, nomeadamente os pães da Genius dos quais fiz um stockezinho na minha minúscula mala de viagem. São simplesmente... Maravilhosos! O sabor, a textura... Mesmo a nível nutricional! Quem dera que os tivéssemos cá.

No hostel onde fiquei, tinha sempre cereais sem glúten para o pequeno-almoço, fruta, café, sumos de fruta e chá, e ainda me davam sempre uma peça de fruta extra para o caminho. 

Como jovem que sou, passei a viagem a calcorrear a cidade, apenas parando para comer algo rápido. Nisso, Londres é simplesmente perfeita para nós, celíacos! Em cada esquina temos um Starbucks e/ou um Nero com sandes fantásticas, brownies deliciosos e lattes de soja (Alpro Soja). No Prêt A Manger, os empregados estão muito bem informados e vão connosco às vitrinas indicar-nos várias saladas seguras, não só com verdes, mas usando, por exemplo, batatas ou quinoa (bastante mais saciantes).

Fui também à Pizza Hut onde o atendimento é fabuloso! A base da pizza, pré-feita, é sem glúten e individual, contudo muito maior do que as pizzas tamanho médio que temos por cá, logo nunca consegui comer uma inteira e sou bastante comilona! Os ingredientes à escolha são todos sem glúten, por isso podemos escolher tudo o que quisermos e a pizza é feita na hora, numa zona separada da cozinha. Além disso, oferecem-nos um buffet ilimitado de variadas saladas e frutas que nos trazem diretamente da cozinha quando pessoas, como eu, se mostram receosas quanto à contaminação. A pizza é trazida à mesa antes das pizzas com glúten, sobre uma pedra de ardósia e dão-nos um cortador limpo.

Também fui ao Nando’s onde comi um belo “Nando’s Peri-peri Chicken”, super spicy e delicioso! 

Ficam algumas fotos da minha curta aventura, ainda assim um pouco gastronómica.

Espero que vos aguce o apetite!" 





domingo, 27 de outubro de 2013

Bolo francês de maçã

Inaugurada a época das maçãs, já faltava aqui uma receita com este fruto para inaugurar este Outono, mas a Alison do blog A Girl Defloured deu o mote. Uma receita um pouco mais "trabalhosa" do que a versão sueca, mas que vale a pena o esforço.

Ingredientes:
5 a 6 maçãs Granny Smith, descascadas e cortadas em fatias finas
1 colher de sopa de brandy/rum
1 colher de chá de sumo de limão
95 gramas de farinha sem glúten
25 gramas de farinha de amêndoas
150 gramas de açúcar mascavado claro
1/2 colher de chá de sal
1 ovo L
235ml óleo de girassol / óleo de coco
235ml de leite gordo / leite vegetal
1 colher de chá de extracto de baunilha
2 gemas
15 gramas de farinha sem glúten
25 gramas de açúcar mascavado claro

Coloque as fatias de maçã numa panela, regue com o brandy/rum e o sumo de limão e leve ao lume a cozer até as maçãs estarem ligeiramente macias e flexíveis. Deixe arrefecer entretanto.

Coloque numa tijela grande as 95 gramas de farinha, a farinha de amêndoa, 150 gramas de açúcar, e o sal (caso opte por uma farinha sem fermento e goma xantana, acrescente então meia colher de chá de goma xantana e duas colheres de chá de fermento em pó). Misture bem.

Adicione o ovo, o óleo, o leite e a baunilha e bata até ficar homogéneo. Retire uma chávena desta massa e coloque numa tigela média.

Acrescente as gemas à massa da tigela grande e bata até combinar. Junte as maçãs reservadas, e encha uma forma com aro amovível previamente untada e enfarinhada. Alise o topo com uma espátula.

Misture a restante farinha na massa da tigela média e distribua uniformemente sobre a mistura com as maçãs, espalhando-a até às bordas. Cubra o topo com o restante açúcar e leve ao forno pré-aquecido a 160ºC a cozer cerca de 1 hora e 15 minutos.

Transfira a forma para uma rede e deixe arrefecer durante cinco minutos. Passe uma faca ao redor da borda do bolo ao longo dos lados da forma, retire o aro e deixe arrefecer completamente, cerca de duas horas ou mais, se possível.





sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Zero-glu

Descobri esta semana, através do blog Las Sin Gluten, uma nova máquina de fazer pão da marca italiana Imetec, chamada Zero-glu. Ainda que não sendo uma máquina exclusiva para fazer pão sem glúten, traz sete programas de pão sem glúten, além de variadas receitas no livro que a acompanha. Pessoalmente, gosto do pormenor das formas diferentes e uma cuba rectangular que dá um formato mais "jeitoso" ao pão. 

O único inconveniente? O preço: 199 €. Podem encomendá-la online aqui, sem portes, ou adquiri-la pelo mesmo valor no El Corte Inglés.

Entretanto, as criadoras do blog Las Sin Gluten já experimentaram a máquina e fizeram uns pãezinhos muito simpáticos. Fica a dica.



quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Alimenta

Foi criada recentemente uma nova associação para apoiar aqueles que lidam diariamente com restrições alimentares, seja por alergias ou intolerâncias, a que se chamou Alimenta. Esta associação apresenta-se assim:

“Fundada no dia 25 de maio de 2013, a ALIMENTA nasceu por vontade e necessidade, sentidas diariamente, de um conjunto de doentes e respetivos familiares no sentido de unir esforços na sensibilização para as doenças do foro da alergia e intolerância alimentares.

Apesar de a prevalência deste tipo de patologias ter vindo a crescer no mundo ocidental, o desconhecimento em Portugal sobre os sintomas, o tratamento e a prevenção das reações aos alimentos é grande, o que dificulta a vida de todos os que sofrem destas patologias.

Uma simples ida às compras, comer fora, ou, para os mais pequenos, a frequência da escola, atos do quotidiano para as restantes pessoas, exigem cuidados especiais nos mais pequenos pormenores, como seja ler e reler os rótulos dos alimentos, evitar a contaminação de utensílios e espaços ou a sensibilização dos educadores e restantes cuidadores educativos para os sintomas, prevenção e tratamento.

É muito importante perceber-se que esta não é uma opção de vida. As pessoas com intolerâncias e alergias alimentares não escolhem não comer os alimentos a que são alérgicos ou intolerantes. Não é uma dieta voluntária. Não é uma moda. Estas pessoas sofrem de patologias que os impedem parcial ou totalmente de sequer contactar com os alimentos proibidos, podendo esse contacto levar a consequências trágicas se não tiverem acesso imediato a tratamento.

Nesta senda, a Alimenta assumiu como missão produzir e divulgar o conhecimento e promover a sensibilização para as doenças do foro da alergia e intolerância alimentares. Pretendemos fomentar atividades do foro científico, formativo, educacional, cultural, recreativo, jurídico e comunitário, bem como contribuir para o bem-estar físico, emocional e social dos portadores de doenças do foro da alergia e intolerância alimentares, suas famílias e amigos.

Encontrámos nas palavras atribuídas à antropóloga americana Margaret Mead o mote da nossa associação: “Never doubt that a small group of thoughtful, committed citizens can change the world.” Tendo como horizonte a mudança do mundo, julgamos estar no caminho certo para promover melhorias na vida de todos aqueles que sofrem de alergias e intolerâncias alimentares.”


Para obter mais informações, é favor visitar o website ou a página de Facebook da Alimenta.

sábado, 19 de outubro de 2013

MaMaFermenta

O post de hoje é uma recomendação de um blog espanhol que descobri hoje e que já está nos meus favoritos. O seu propósito é encontrar o Santo Graal dos celíacos e sensíveis ao glúten: um pão sem glúten tão bom ou melhor do que o pão com glúten. Fá-lo de uma maneira esplêndida, quase científica até, e define-se assim:

"MaMaFermenta es mi blog dedicado al pan sin gluten.
De la misma manera que cada día miles de personas publican sus experiencias en internet, y de los que se aprende lo indecible, yo también he querido participar dejando este humilde registro de recetas, experimentos y desastres panarras. Espero que mucha gente se pueda beneficiar.
Quiero pan sin gluten. Lo quiero bueno. Lo quiero sabroso. Lo quiero a un precio normal."
 
O MMF faz o que eu gostaria de fazer se tivesse mais tempo livre e mais paciência, e não o poderia recomendar mais. De visita obrigatória a quem faz ou tenta fazer pão sem glúten.
 
 
 

terça-feira, 15 de outubro de 2013

DC e linfomas

Recentemente, uma pessoa que conheço foi diagnosticada com um linfoma. Pelo menos duas pessoas chamaram a atenção dos médicos que acompanham esta pessoa da existência de doença celíaca na sua família; ambos afirmaram que não há relação entre linfomas e esta doença hereditária, inclusivé uma médica cirurgiã disse que a família não se deveria preocupar porque "a doença celíaca não passava de pais para filhos". A possibilidade não foi sequer ponderada. Perante tanta ignorância, trago hoje um artigo do website Alert Online, que qualquer pessoa minimamente interessada encontraria rapidamente numa pesquisa do Google. Só para registo.


Doença celíaca associada ao desenvolvimento de linfoma
Estudo publicado nos “Annals of Internal Medicine”
08 Agosto 2013

Os indivíduos com doença celíaca descontrolada apresentam um maior risco de desenvolver linfoma, defende um estudo publicado nos “Annals of Internal Medicine”.

A doença celíaca é uma doença autoimune caracterizada por lesões na mucosa do intestino delgado que, ao longo do tempo, reduzem a capacidade do corpo de absorver os componentes dos alimentos. Estes danos são resultantes da reação ao glúten, o qual pode ser encontrado no trigo, cevada e centeio.

Os investigadores da Columbia University Medical Center, nos EUA, explicam que quando um doente é inicialmente diagnosticado, a biópsia intestinal mostra um achatamento das vilosidades que estão envolvidas na absorção de nutrientes e fluidos. Os sintomas resultantes da doença celíaca, que incluem diarreia, perda de peso e anemia, resultam dos danos ocorridos nas vilosidades. Apesar de não ser prática universal, é realizada uma biópsia de acompanhamento alguns meses a anos após o diagnóstico, de forma a monitorizar os efeitos das alterações dietéticas e cicatrização das vilosidades.

Estudos anteriores já tinham sugerido que os pacientes celíacos apresentavam um maior risco de desenvolver linfoma, mas a razão desta associação ainda permanece desconhecida. Neste estudo os investigadores identificaram pacientes com doença celíaca que foram submetidos a uma biópsia de acompanhamento entre seis meses a cinco anos após o diagnóstico inicial. Cerca de nove anos após este procedimento, 57% dos 7.625 indivíduos com doença celíaca apresentaram melhorias, enquanto os restantes tinham ainda as vilosidades afetadas.

O estudo apurou que comparativamente à população geral, os pacientes com doença celíaca apresentavam um risco 2,81 maior de desenvolver linfoma, um cancro que afeta um tipo de células sanguíneas, os linfócitos. Foi também verificado que os indivíduos que apresentavam uma atrofia das vilosidades persistente tinham um risco ainda maior (105,4 por 100.00), comparativamente àqueles em que os intestinos tinham cicatrizado (31,5 por 100.000).

De acordo com os autores do estudo, a cicatrização dos intestinos parece ser deste modo importante na diminuição do risco de desenvolvimento de linfoma. Contudo, não se sabe ao certo por que motivo alguns pacientes continuam a apresentar as vilosidades do intestino atrofiadas.” Estudos anteriores demonstraram que o processo de cicatrização ocorre mais frequentemente nos pacientes que adotaram à risca uma dieta sem glúten”, revelou, em comunicado de imprensa, o primeiro autor do estudo, Benjamin Lebwohl.

Uma vez que danos persistentes nas vilosidades foram observados mesmo neste tipo de pacientes, existem outros fatores, ainda não identificados, que afetam o processo e cicatrização, concluem os investigadores.

ALERT Life Sciences Computing, S.A.”

Outros artigos:

domingo, 13 de outubro de 2013

Línguas de gato

Uma tarde como a de hoje estava mesmo a pedir bolachas caseiras. As línguas de gato (noutras partes do país chamadas línguas de veado) estavam na lista desde a ida a Itália, porque os miúdos tinham gostado muito das que provaram lá. Sendo uma receita fácil de fazer, quis ver se seria também fácil de converter para sem glúten. Com a ajuda da farinha self-raising da Doves Farm, não custou nada.

Ingredientes:
120 gramas de margarina/manteiga à temperatura ambiente
100 gramas de açúcar
120 gramas de farinha sem glúten
3 claras ligeiramente batidas
1 colher de chá de essência de baunilha

Na cuba da sua batedeira, bata a margarina com o açúcar até obter um creme esbranquiçado. Junte a farinha e misture bem. Acrescente, por fim, as claras e a baunilha e bata bem até obter uma consistência cremosa.

Com a ajuda de uma colher de sobremesa, disponha colheradas de massa, formando pequenas e finas línguas (ao cozer, a massa espalha um pouco, mas também cresce), num tabuleiro forrado com papel vegetal. Leve ao forno a 190ºC durante 10 minutos até as bordas estarem douradas. Retire e coloque numa rede com a ajuda de uma espátula.

Esta receita rende cerca de 22-25 unidades.


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