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terça-feira, 1 de outubro de 2013

Vitiligo e o glúten

Como temos visto ao longo de vários posts neste blog, há uma ligação entre o consumo de glúten e as doenças auto-imunes, em pessoas geneticamente predispostas. O artigo de hoje, da organização Vitiligo Support, aborda uma possível ligação entre o vitiligo, que é uma doença auto-imune da pele caracterizada por despigmentação (vulgo "manchas brancas") e a doença celíaca.

"Vitiligo e Doença Celíaca (DC): Existe uma ligação?

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Existe uma ligação entre DC e vitiligo?

Os dados que apontam para esta ligação específica mudaram um pouco ao longo do tempo. Foi apenas recentemente que a ciência começou a revelar as inter-relações complexas entre algumas doenças auto-imunes. À medida que novos genes no campo da auto-imunidade continuam a ser descobertos e identificados, mais ligações previamente desconhecidas começam a vir à superfície. Enquanto pesquisas mais antigas mostraram pouca ou nenhuma evidência de uma ligação, os dados de estudos recém-publicados parecem sugerir uma possível ligação.

Num desses estudos, a equipe de investigação de um hospital belga pretendiam avaliar a prevalência de DC num grupo de 400 pacientes com diabetes tipo 1, uma condição auto-imune, também. Durante o curso do estudo, observaram que o vitiligo era mais comum entre os pacientes com diabetes que também tinham DC.

Noutro estudo de investigadores universitários na Turquia, estes analisaram 55 crianças e adolescentes diagnosticados com DC ao longo de um período de seis anos para ver se havia condições de pele associadas com esta condição. Observaram que uma maior taxa de prevalência de diversas doenças da pele, incluindo vitiligo. Mais de 9% dos doentes de DC tinha vitiligo, uma frequência maior do que a observada na população em geral (½ - 1%). Curiosamente, os únicos casos de vitiligo apareceram nas crianças e adolescentes que não seguiam uma rigorosa dieta sem glúten. Na verdade, nenhumas das alterações da pele observadas nos pacientes do estudo com DC surgiram naqueles que seguiam uma dieta isenta de glúten.

A mesma equipa turca de cientistas fez um segundo estudo no qual avaliaram 61 crianças e adultos portadores de vitiligo, para ver se havia uma maior prevalência de DC. Novamente encontraram uma incidência acima da média de DC em pacientes com vitiligo: 11 pacientes com diagnóstico de vitiligo (18%), com DC, enquanto que a taxa de incidência na população em geral é de cerca de 1%.

Curiosamente, várias pessoas com vitiligo têm relatado alívio com uma dieta isenta de glúten, mas na ausência de uma revisão científica desses relatórios, não podemos saber se a melhoria foi ou não devida a este ou outros factores. A relação de intolerância ao glúten com outras doenças auto-imunes, só se tornou objeto de discussão mainstream nos últimos anos. Como a pesquisa continua, a evidência de ligações podem continuar a vir à tona.

Uma maior sensibilidade para todo o assunto foi, provavelmente, o que levou à recente observação relatada por um médico de uma jovem com vitiligo que melhorou desta doença após iniciar uma dieta isenta de glúten. A paciente era uma menina de 9 anos afectada por vitiligo generalizado, com lesões despigmentadas típicas no rosto, tronco e membros. Não tinha respondido ao tratamento para vitiligo há mais de um ano, e tinha um histórico de hipotireoidismo bem controlado há dois anos. Depois de um ano com dieta isenta de glúten e sem tratamento activo para vitiligo, a pele despigmentada progressivamente repigmentou-se, e manteve a sua pigmentação sete anos após o início da dieta sem glúten.
( ... )

O que poderia ligar DC e vitiligo?

Uma ligação auto-imune?
O potencial da DC para desencadear uma doença auto-imune subjacente como o vitiligo foi apresentado num estudo recente. Investigadores num estudo de 172 pacientes com doença auto-imune da tireoide encontraram que 3,4% destes pacientes tinha doença celíaca, uma percentagem superior a 0,6% e 0,25 % encontradas nos dois grupos de controlo do estudo. O estudo concluiu que a doença celíaca não diagnosticada pode realmente ser parte do processo que desencadeia uma doença auto-imune subjacente, como a tireoidite auto-imune. Nas suas conclusões, eles escreveram: “Acreditamos que a doença celíaca não diagnosticada pode causar outras doenças, através de algum mecanismo imunológico ainda desconhecido "

A DC tem sido objecto de relatos em que é associada a várias outras doenças auto-imunes, incluindo a diabetes tipo 1, doença hepática auto-imune, artrite reumatoide, doença de Addison, e síndrome de Sjogren. Poderia a DC também desencadear o vitiligo, uma outra doença auto-imune? É uma pergunta razoável dado o que sabemos até ao momento.

Uma ligação com a doença da tireoide?
Tem sido demonstrado que os portadores de vitiligo têm uma incidência significativamente maior do que a população normal, de doença auto-imune da tiroide. É, na verdade, a doença auto-imune mais comum entre os pacientes com vitiligo e/ou os seus familiares. A doença auto-imune da tiroide também ocorre na população de DC com uma taxa mais elevada do que na população em geral. Poderiam vitiligo e DC estar ligados através de um possível gene comum também compartilhado com doença tiroideia?

Uma ligação genética comum?
Sabemos pela pesquisa genética financiada pelo governo federal de que o gene NLRP1 (anteriormente conhecido como NALP1), foi confirmado como estando associado ao vitiligo, bem como à doença celíaca, doença de Addison, esclerose sistémica e lúpus, e com diabetes tipo 1 em dois de três estudos. Há pouco, soubemos de um estudo recém-lançado sobre outro gene comum, o LPP, que está associado com vitiligo, doença celíaca e artrite reumatoide. Talvez esses genes possam estar envolvidos na mediação entre vitiligo e DC.

A ligação do stress?
Outra consideração por que pode passar o aparecimento ou agravamento de vitiligo num indivíduo que esteja a passar por uma crise de DC é o papel que o stress pode desempenhar no sistema imunológico. Há estudos bem estabelecidos que mostram que os indivíduos que estão sob stress crónico (emocional e/ou físico) sofre infecções virais graves e mais frequentes (constipação comum, gripe), têm uma menor taxa de aceitação de vacinas (contra a gripe e hepatite), e tem processos de cicatrização prolongados. Pode este tipo de stress, que é conhecido por enfraquecer o sistema imunológico, também deixá-lo mais susceptível aos efeitos negativos de outras condições subjacentes?

Ao longo dos anos, muitos indivíduos com doenças auto-imunes têm relatado um factor de stress significativo: como uma morte na família, a luta com uma doença não relacionada, ou outro trauma como um acidente automobilístico, que precede o aparecimento ou agravamento das suas doenças auto-imunes.
( ... )

O que ter em mente?
Isso não significa que só o stress possa provocar estas doenças auto-imunes/inflamatórias. A pessoa em questão teria que transportar os genes para as doenças auto-imunes específicas. Pelo menos 20 regiões de genes em 15 cromossomas diferentes estão associadas à predisposição para a doença auto-imune em roedores e seres humanos. Se o stress vai precipitar ou agravar as condições já disponíveis é apenas um dos muitos factores potenciais a considerar.
(…)"

Outros estudos:

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Brioches 2.0

Continuando eu na experimentação dos poderes "mágicos" da batata, resolvi averiguar se era possível melhorar a receita de brioches que já estava no blogue. E parece que sim, a avaliar pelos comentários que afirmam não haver diferença entre esta versão da receita e os brioches do supermercado... O elogio supremo, como todos os que andamos nestes meios sem glúten bem sabemos. Fica então a receita "remasterizada".

 
Ingredientes:
300 gramas de farinha sem glúten (usei a mistura panificável sem glúten do El Corte Inglés)
50 gramas de farinha de grão de bico
10 gramas de psílio
280 gramas de leite/leite vegetal
2 ovos
1 colher de chá de essência de rum ou baunilha
50 gramas de açúcar
35 gramas de manteiga/margarina derretida
80 gramas de batatas cozidas e esmagadas
5 gramas de fermento seco
Para pincelar:
1 gema de ovo
Água

Misture as farinhas, o psílio e o açúcar. Noutro recipiente misture o leite ligeiramente aquecido, a manteiga/margarina, os ovos e a essência.

Deite na cuba da sua máquina do pão a mistura líquida e, em seguida, a farinha. Faça uma pequena cova na farinha e coloque aí o fermento.

Seleccione o programa Amassar (na minha máquina chama-se programa Pizza e leva 1H30, com 30 minutos a amassar e uma hora a levedar). Ao fim de dois a três minutos de amassar, coloque, por fim, as batatas. Quando terminar, desligue a máquina, enfarinhe bem a bancada de trabalho e, com a ajuda de duas colheres, forme bolas de tamanho médio. Deixe levedar 20 a 30 minutos em local húmido e morno; antes de levar ao forno, pincele com uma mistura de água e gema de ovo.

Vai ao forno a 190ºC durante 35 a 40 minutos, ou até dourar. Deixe arrefecer ligeiramente antes de consumir.





sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Glúten e enxaquecas

Imagem retirada da Net
Hoje, trago um artigo da Livestrong Foundation que aborda a temática do glúten e as enxaquecas, que não são um sintoma em que se pense de imediato quando se trata de uma condição associada a esta proteína. Gostaria, contudo, de chamar a atenção para o facto de que o conselho dado para experimentar a dieta sem glúten é aplicável apenas aqueles que já despistaram a doença celíaca, e tiveram um resultado negativo; a prova terapêutica serve apenas para estabelecer um diagnóstico de sensibilidade ao glúten não-celíaca.

"As enxaquecas são dores de cabeça graves e crónicas. Muitas vezes, a dor de uma enxaqueca é tão grave que os pacientes têm dificuldades em seguir uma vida normal. A causa das enxaquecas não é conhecida, mas os investigadores e os pacientes notam cada vez mais uma ligação entre enxaquecas e o consumo de glúten.



Significado

O glúten é uma proteína encontrada em grãos de trigo, cevada e centeio. Aproximadamente, uma em cada 100 pessoas sofre de um distúrbio auto-imune chamado doença celíaca, e a quem o glúten danifica realmente o intestino. Ocasionalmente, os pacientes com doença celíaca também sofrem de enxaquecas desencadeadas pelo glúten. Contudo, alguns médicos acreditam que é possível ser sensível ou intolerante ao glúten, sem ter a doença celíaca ou danos intestinais. Estes pacientes são mais propensos a ter sintomas neurológicos, tais como enxaquecas, quando consomem glúten.



Função

Em indivíduos sensíveis, o glúten pode causar inflamação no sistema nervoso central, que, por sua vez, conduz às enxaquecas. Num estudo de 2001 publicado na revista médica "Neurology", o Dr. Marios Hadjivassiliou, um médico de Sheffield, Reino Unido, testou 10 pacientes com cefaleias crónicas e descobriu que todos eram sensíveis ao glúten. Algumas delas também tinham outros sintomas tais como falta de equilíbrio ou de coordenação, e todos tinham inflamação do sistema nervoso central, de acordo com o estudo.



Tipos

O Dr. Rodney Ford, um pediatra em Christchurch, Nova Zelândia, escreveu em 2009 na revista médica "Medical Hypotheses" que a enxaqueca e outros sintomas neurológicos devidos ao consumo de glúten, podem ocorrer tanto em pacientes com doença celíaca, bem como em pacientes que não têm qualquer dano intestinal induzido pelo glúten. Além de enxaquecas, o glúten pode causar atrasos no desenvolvimento, distúrbios de aprendizagem, depressão e outras desordens do sistema nervoso, diz o Dr. Ford.



Benefícios

É difícil dizer se a enxaqueca é desencadeada pelo glúten porque os alimentos que contêm esta proteína são tão omnipresentes, e a maioria das pessoas consome trigo, cevada ou centeio várias vezes ao dia, todos os dias. Nenhuma medicação está disponível para reduzir os efeitos do glúten em alguém que lhe é sensível, mas uma dieta isenta de glúten (uma dieta isenta de produtos de trigo, cevada e centeio), geralmente, acaba com as enxaquecas quase completamente.



Prevenção/Solução

Para determinar se o glúten desencadeia as enxaquecas, um paciente de enxaqueca deve eliminar estritamente o glúten durante, pelo menos, um mês (dois a três meses, seria melhor), e depois reintroduzi-lo. A maioria das pessoas cujas enxaquecas são causadas ​​pelo glúten verá as suas dores de cabeça desaparecerem durante a sua experiência no período de eliminação, e depois regressarem reforçadas assim que reintroduzirem o glúten na sua alimentação."

Outros artigos
Fewer Headaches for Gluten-free Celiac Patients?
Rare Neurological Manifestation of Celiac Disease
Gluten migraine
Risk of Headache-Related Healthcare Visits in Patients With Celiac Disease: A Population-Based Observational Study.
Neurological disorders and celiac disease.
Celiac Disease and Headaches



segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Pão de batata



Cá em casa, temos uma nova receita de pão sem glúten e é, até agora, o pão mais parecido com o pão com glúten: tem uma estrutura arejada, que não esfarela e se mantém fresco dois a três dias, assim como tem um travo a pão rústico. Desde a minha experiência com a massa de donuts e as batatas cozidas que queria replicar o sucesso com o pão. Fui conseguindo pequenos sucessos, mas faltava-lhes algo… Há pouco, seguindo uma dica da nossa conhecida Ana Pimenta, resolvi prolongar o tempo de levedação e voilá! A receita original do No Knead Bread preconizava 18 horas de levedação, mas nunca me pareceu prática. Contudo, feita a experiência, o sabor tem a ganhar com um período maior de levedação.

Pode-se dizer que não é uma receita fácil ou rápida, mas, normalmente, tudo o que é bom, dá trabalho, não é? Á semana torna-se mais complicado, mas pode-se fazer de manhã, deixar levedar durante o dia e cozer à noite. Quanto aos ingredientes, passo a explicar:

  • Usei a farinha Proceli (à venda nos supermercados El Corte Inglés ou na Coutyfil) porque tem bastante amido, mas penso que funcionará com farinhas similares em conteúdo, tais como as farinhas do Jumbo ou da Special Line do El Corte Inglés;
  • Amaranto porque prolonga a frescura do pão (quem não tiver, pode pôr mais dez gramas de farinha de grão de bico)- eu usei da Werz, comprada na Querfood;
  • A vitamina C, da Doves Farm, pode ser substituída por ½ colher de chá de sumo de limão ou vinagre de cidra.

O que não se pode substituir? As batatas, o tempo de levedação e a cozedura em recipiente fechado. Experimentem, vale a pena.


Ingredientes:
200 gramas de farinha Proceli
140 gramas de polvilho doce
55 gramas de farinha de arroz
35 gramas de farinha de grão-de-bico
10 gramas de farinha de amaranto
10 gramas de psílio em pó
5 gramas de sal
5 gramas de açúcar
2 gramas de fermento activo seco
440 ml de água morna
¼ colher de chá de vitamina C
10 gramas de azeite
100 gramas de batatas cozidas e esmagadas


Na cuba da sua batedeira, misture bem as farinhas com o psílio, o sal e o açúcar. Junte depois o fermento. Abra um buraco na farinha e junte a água, a vitamina C e o azeite. Deixe bater durante dois minutos e acrescente, por fim, as batatas cozidas. Bata até obter uma mistura homogénea e deixe a levedar coberta com um pano húmido num local morno, tal como o forno que tenha sido ligeiramente aquecido previamente. A levedação deve durar entre 8 a 12 horas.

Ao aproximar-se o fim da levedação, aqueça durante 20 minutos uma panela de ferro fundido a 230ºC. Então, coloque aí a massa e deixe cozer tapada a 230ºC durante uma hora; no final desse tempo, destape e deixe cozer durante mais 15 minutos com a temperatura a 200ºC. Por fim, desligue o forno, mas deixe a panela dentro durante cinco minutos; abra depois a porta do forno, mas deixe a panela dentro outros cinco minutos. Retire então a panela para o exterior e espere cinco minutos até colocar numa rede de arrefecimento. Este processo gradual permite obter uma crosta estaladiça. Deixe o pão repousar duas a três horas antes de fatiar. 







sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Sarcoidose e DC

Costumo seguir o blog Raising Jack With Celiac que é feito pela mãe do Jack, que tem doença celíaca. Há alguns posts atrás, ela contava que o seu marido, Jeff, estava com suspeita de ter também doença celíaca, já depois de ter sido diagnosticado com sarcoidose, e de, inicialmente, após o diagnóstico de Jack, ter tido um rastreio negativo para DC. O teste genético estava positivo e esperavam agora pelos resultados das análises.  
No seu post mais recente, ela conta que se confirmou a DC pelo que se pode concluir que: um rastreio inicial negativo não invalida que a doença celíaca não possa aparecer mais tarde; doença celíaca e sarcoidose podem aparecer de mãos dadas, como se pode ver também nos estudos que estão mencionados no fim deste post. Deixo então parte do seu relato traduzido: 







“As doenças auto-imunes existem na nossa família. O papá do Jack, Jeff, foi diagnosticado com sarcoidose, em Fevereiro de 2011, depois de cinco meses de testes, raios-x, uma ressonância magnética, uma biópsia, etc. A sua mãe também tinha sido diagnosticada há cerca de cinco anos. É interessante, no mínimo. Há semelhanças entre a sarcoidose e doença celíaca pois ambas podem ter uma ampla variedade de sintomas! Foi então desta maneira que o meu marido foi diagnosticado com sarcoidose... E depois, então, com a doença celíaca.



Fizemos uma grande mudança do Indiana para o Tennessee, em Fevereiro de 2011, por causa do trabalho do meu marido, e o stress da sua função demasiado exigente logo teve o seu impacto. Em Outubro de 2011 o meu marido começou a ter um inchaço ocasional nos tornozelos, um tornozelo pior que o outro. Por altura da festa de Acção de Graças, os seus tornozelos ficaram tão inchados que ele mal conseguia andar. Foi às Urgências e diagnosticaram-no ou com uma possível picada de carrapato ou com artrite reumatóide - deram-lhe um antibiótico caso fosse picada e saímos...



Não houve melhoria no inchaço, então o Jeff visitou o seu médico que pediu alguns testes e colocou-o numa pequena dose de cortisona. Esta reduziu significativamente o inchaço. Ele foi, então, encaminhado para um reumatologista e um cirurgião ortopédico. O reumatologista sugeriu possível gota ou sarcoidose e o cirurgião ortopédico sugeriu que os seus pés tinham sido mal feitos de raíz!



Para verificar se a sarcoidose era uma possibilidade, era necessário um raio-X do peito de Jeff - com sarcoidose, há um aumento dos gânglios linfáticos na cavidade torácica. Bem, o raio-x estava anormal o que levou a uma ressonância magnética que, em seguida, levou a uma biópsia! Sarcoidose e cancro imitam-se, logo era necessária uma biópsia dos gânglios linfáticos. Após a biópsia e uma cicatriz de 2 polegadas na parte superior do peito, logo abaixo do pescoço, o Jeff foi mandado a um pneumologista que, finalmente, lhe diagnosticou a sarcoidose.



Ao Jeff foi dado um corticosteroide a tomar durante mais dois meses para diminuir os seus nódulos linfáticos. Basicamente, o processo decorreu de Outubro de 2011 a Junho de 2012 - a partir de uma possível picada de carrapato para uma biópsia. Hoje, a sarcoidose de Jeff está em remissão. Pode nunca mais ter um novo episódio.



AGORA, é aqui que a doença celíaca entra em jogo... Ao longo destes últimos dois anos, o corpo de Jeff mudou definitivamente. No ano passado, lentamente, novos sintomas foram aparecendo, o que fez com que ele quisesse tentar uma dieta isenta de glúten. Desde enxaquecas, barriga inchada, fadiga e mais visitas à casa de banho, ele queria ver se se iria sentir melhor mudando para uma dieta sem glúten. Após dois meses de iniciar a dieta, perguntei-lhe se sentia alguma diferença; respondeu-me "Acho que sim... " (…). Então disse: " Jeff, quero que voltes a comer glúten para ver se há uma diferença, e fazer o teste para a doença celíaca. Precisamos de saber com certeza. Precisamos de levar a sério a contaminação cruzada, o que não estás a fazer agora ". Então, ele voltou ao glúten. Numa semana, os sintomas começaram a voltar: enxaquecas, mais idas à casa de banho, etc. O Jeff disse: " Posso definitivamente ver a diferença agora."



Liguei para levá-lo a fazer o painel de análises para a doença celíaca. Os resultados chegaram em poucos dias com o ANTICORPO ANTI-ENDOMISIO POSITIVO... Infelizmente, o laboratório não fez o teste de anticorpos tTG –IgA (anticorpo anti-tranglutaminase), que é um grande indicador de doença celíaca. Então, na consulta com o gastrenterologista, mencionei isso para que fizessem mais análises. Descobrimos ontem que o seu tTG -IgA é positivo.



Não faremos uma endoscopia para confirmar. Na minha opinião, não sinto que seja necessário e assim defende também o Dr. Alessio Fasano do Centro de Pesquisa Celíaca do Hospital de Massachusetts.”

Estudos que apontam para uma possível ligação entre sarcoidose e DC:






terça-feira, 10 de setembro de 2013

Galette de fruta

Até há pouco tempo conhecia apenas a Galette des Rois, o bolo-rei dos franceses, feito com massa folhada e creme de amêndoa, uma pequena delícia. Contudo, recentemente vi várias receitas de galettes de fruta e num formato diferente do tradicional. Quando a Larpeira Sin Glúten apresentou a sua versão, não resisti e "roubei" a receita. Em boa hora o fiz, não sobrou nem uma fatia para o lanche.

Ingredientes:
1 receita de massa para tarte
4 pêssegos maduros
125 gramas de amoras
4 colheres de sopa de farinha de arroz
Açúcar mascavado a gosto
Doce de chila a gosto (usei a marca Sabores do Campo)

Prepare a massa da tarte. Reserve no frigorífico.

Descasque e corte a fruta. Misture a farinha e o açúcar com a fruta, envolvendo bem. Reserve.

Estique a massa com um rolo entre duas folhas de papel vegetal, até formar um círculo com meio centímetro de espessura. Cubra a massa com o doce de chila deixando uma borda de 2 a 3 centímetros; coloque a fruta sobre o doce e, com a ajuda do papel vegetal, levante a borda e cubra parte da fruta, pressionando a massa.

Leve a forno pré-aquecido a 180ºC durante 30 a 40 minutos, até a massa obter uma cor dourada. Pode-se servir quente ou fria.

















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