INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Agora sim, H3 sem glúten


Há mais de um ano atrás, escrevi um post em que comentava sobre o facto de a cadeia de hambúrgueres H3, uma marca nacional, disponibilizar um menu sem glúten em Espanha e em Portugal não. Na altura, a H3 respondeu que estava a tratar do assunto e, assim que tivessem um menu pronto, informariam a APC.


Entretanto, já fomos várias vezes à loja H3 local e nunca vimos o dito menu, nem sequer informação se o mesmo existia. Recentemente, soube pelo blog Sem Glúten, Por Favor! que a H3 Brasil, aberta há pouco tempo, já disponibilizava no seu website e na sua página de Facebook o menu apto para celíacos. Questionei a APC se esse mesmo menu já existiria em Portugal, ao que esta respondeu que não recebeu nenhuma informação da H3 nesse sentido.


Sendo assim, contactei a H3 Portugal para expressar o meu descontentamento com a situação. Outros celíacos com quem falei fizeram o mesmo. Soubemos, entretanto, por alguns celíacos que os menus já estariam disponíveis nas lojas, a pedido, há algum tempo. A informação de que os mesmos existem é que é nula.


Ainda não recebi uma resposta da H3, mas foi disponibilizado ontem um link no website português, à imagem do brasileiro, para descarregar o menu para celíacos. O menu ainda não está disponível na página de Facebook, mas quero acreditar que será apenas uma questão de tempo. Da mesma maneira, quero acreditar que, tal como em Espanha e como podem ver na imagem de uma loja nesse país, a existência de menu próprio vai estar bem à vista nas lojas. Nem todos gostam ou têm acesso às redes sociais ou Internet, pelo que a informação na loja é muito importante.


Imagem retirada da Internet





















Update 16/08-
A H3 respondeu-me da seguinte forma em relação à questão que lhes havia colocado do diferente tratamento da informação em Portugal, Espanha e Brasil:


“Qualquer ação de divulgação aos clientes veiculada pela h3 Espanha ou h3 Brasil tem de ser apoiada, promovida ou aprovada pela “Empresa mãe” sediada em Portugal. Por isso, a informação a que teve acesso pela h3 Espanha ou pela h3 Brasil, foram facultadas pela h3 Portugal e a sua forma de divulgação sujeita a aprovação pela mesma.

A forma como promovemos as nossas ações de marketing ou como transmitimos informação aos nossos clientes segue uma política interna específica à qual os nossos clientes são alheios, como é normal. Existem razões para o fazermos de uma determinada forma e não de outra, que se prendem com a gestão interna da empresa. No entanto, não queremos com isto dizer que não ouvimos os clientes e que as suas sugestões não são bem vindas. Muito pelo contrário, estamos sempre atentos às suas sugestões e principalmente reclamações, pois estas são sempre excelentes oportunidades de melhoria à nossa forma de trabalhar.”



segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Pataniscas de bacalhau sem glúten

Nunca tinha feito pataniscas até à semana passada, nem era sequer fã da especialidade. Mas como tanto a minha mãe como a minha sogra falaram maravilhas das suas pataniscas feitas com a farinha Self-Raising da Doves Farm, quis experimentar. Andei à procura da receita perfeita, mas quase todas as bloggers de culinária dizem que a receita da mãe é a melhor; no entanto, variam todas muito. Sendo assim, fiz um mix com as várias receitas que encontrei e decidi fazer um teste. Correu bem e eu, que nem era fã, até sou capaz de repetir a receita um destes dias.


Ingredientes:
300 gramas de bacalhau cozido e desfiado
1 cebola
3 ovos
80 gramas de farinha Doves Farm White Self Raising
150 ml água com gás
Sal, salsa picada e pimenta a gosto

Separe as claras das gemas e monte-as em castelo. Reserve.

Triture bem a cebola. Reserve.

Numa taça, misture bem a farinha, o sal, a pimenta e as gemas. Junte-lhe a água, misture e acrescente mais um pouco, se a massa estiver muito espessa. De seguida, junte o bacalhau, a cebola e a salsa, e misture bem até obter uma massa homogénea.

Por fim, junte as claras em castelo e envolva-as com cuidado na massa. Entretanto, aqueça o óleo na frigideira e deixe aquecer bem. Coloque depois colheradas de massa na frigideira, de acordo com o tamanho de pataniscas que pretender. Deixe fritar de um lado até dourar e vire do outro lado para acabar de fritar. Coloque num prato com papel absorvente.

Sirva quente com uma salada a gosto.

Esta receita rende 11 a 12 pataniscas.



quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Tarte mágica

Nada como iniciar um mês com magia, e sendo esse mês Agosto, começar com um fruto tropical, o coco. A receita de hoje encontrei-a ontem no Yahoo e, como parecia "impossivelmente fácil", tive que testar de imediato. Em dez minutos foi ao forno, numa hora estava pronta. Mas o incrível é que esta tarte é-o sem o ser: apesar de não se fazer uma massa de tarte, a parte de baixo fica com uma consistência de tarte, seguindo-se uma camada tipo creme dos pastéis de natas, e, por cima, o coco, com a textura dos coquinhos. Penso que tal se dá pelos diferentes pesos de cada ingrediente, mas convém não tirar a magia à coisa esmiuçando a receita. Para quem gosta de coco, são apenas três camadas de doçura.


Ingredientes:
55 gramas de margarina/ manteiga derretida
150 gramas de açúcar
2 ovos L
60 gramas de farinha Doves Farm White Self-Raising Flour
100 gramas de coco ralado
240 ml leite/leite vegetal

Na cuba da sua batedeira, misture a margarina derretida com o açúcar. Junte os ovos, a farinha, o coco e o leite e bata bem. A massa deverá ficar bastante líquida. Transfira-a para uma forma untada e leve ao forno pré-aquecido a 160ºC durante 50 a 60 minutos até dourar.

Retire para uma rede e deixe arrefecer completamente antes de servir. Caso sobre, guarde no frigorífico.



terça-feira, 30 de julho de 2013

Croissant brioche

Na minha procura do croissant perfeito, não a versão folhada das croissanteries, mas sim o croissant papudo das nossas pastelarias, tantas vezes comido simples ou com queijo e fiambre, fiz mais uma tentativa para lá chegar. Queria ver como ficaria a massa do croissant com o "truque" das batatas cozidas, logo pus a imaginação a funcionar: saíram-me assim uns croissants bastante saborosos, com uma massa mais aproximada aos pães "bico de pato", e que se mantêm fofos três dias depois da confecção. São iguais ao croissants das pastelarias? Não, são sem glúten e isso faz toda a diferença.

Ingredientes:
270 gramas de farinha Schar Mix B
50 gramas de farinha de arroz
30 gramas de farinha de grão de bico 
15 gramas de fermento fresco (Levital)
1 Ovo L
90 gramas de margarina amolecida
40 gramas de açúcar
1/2 colher de chá de sal
100 gramas de batatas cozidas e esmagadas
180 ml água de cozer as batatas (morna)
Para pincelar:
1  gema
Água

Coza as batatas; quando estiverem bem cozidas, retire-as para um prato e esmague-as. Reserve a água.

Misture as farinhas e reserve.

Na cuba da sua batedeira, bata bem o sal, o ovo e o açúcar; acrescente a margarina amolecida, e bata até a mistura estar lisa, sem grumos.

Dissolva o fermento na água morna e junte-a ao preparado anterior, batendo bem. Acrescente aos poucos a farinha. Trabalhe a massa durante cinco minutos. Deixe levedar durante 30 minutos em local morno.

Divida a massa em duas ou três partes iguais, dependendo do tamanho de croissants que quer fazer, e estenda-a em discos com 30 cms de diâmetro (para croissants mais pequenos, 50 cms para croissants médios) Corte a massa em oito triângulos iguais. Enrole a massa começando na parte mais larga do triângulo.

Deixe os croissants levedarem durante 60 minutos em local morno e tapados com um pano húmido. Terminado este tempo, os croissants deverão ter duplicado de tamanho. Pincele os croissants com a gema diluída num pouco de água e coza no forno pré-aquecido a 225º C durante 20 a 22 minutos.

Retire para uma rede de arrefecimento.





















* A qualidade da foto é baixa, mas a máquina fotográfica estava sem bateria e o telemóvel teve que a substituir.

domingo, 28 de julho de 2013

Imaginarium sem glúten

Recentemente, o meu filho mais novo fez anos e recebeu algumas prendas da Imaginarium que traziam, como habitualmente, um chupa-chupa colado no saco. Há já algum tempo que sabia que os chupa-chupas deste marca são isentos de glútem, pois uma funcionária da loja local tinha-me informado desse facto. Mas desta vez reparei que essa informação já vem no invólucro, como podem ver. Logo, para quem ainda tinha dúvidas, fica a dica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 

sexta-feira, 19 de julho de 2013

Um novo livro e o poder dos números

O Centro de Doença Celíaca da Universidade de Chicago editou este mês um e-book, intitulado "Jump Start Your Gluten Free Diet", disponível gratuitamente no seu website, onde reúne informação importante e muito útil para todos aqueles que lidam com condições associadas ao glúten. Na sua descrição, é dito que "Com este guia grátis, você vai entender as diferenças entre a doença celíaca, intolerância e alergias; aprender sobre os mais de 300 sinais e sintomas associados à doença celíaca, as análises genéticas e de anticorpos, o diagnóstico e o devido acompanhamento, e compreender quais os ingredientes seguros/proibidos, como cozinhar com segurança em casa, e obter dicas sobre comer fora dela."

Muito bem concebido a nível de conteúdo e estética, são os números, as estatísticas que me impressionam e que tornam real o alcance da doença celíaca (onde não se incluem sequer os números da sensibilidade ao glúten não-celíaca) e ainda que sejam estatísticas americanas:

"A doença celíaca é uma condição rara? Não. A doença celíaca afecta pelo menos 1% de americanos, quase 3 milhões de pessoas nos Estados Unidos. Que outras doenças crónicas são comuns nos Estados Unidos?
· A doença de Alzheimer afecta aproximadamente 2milhões de pessoas
• A epilepsia afecta 2,7 milhões
• A fibrose cística afecta 30.000 pessoas
• 17.000 pessoas vivem com hemofilia
• A doença de Parkinson afecta 1 milhão de pessoas
• A colite ulcerativa afecta 500 mil pessoas
• A doença de Crohn afecta 500 mil norte-americanos
• 2,1 milhões de americanos vivem com artrite reumatóide
• O lúpus afecta 1,5 milhões de pessoas
• A esclerose múltipla afecta 400 mil pessoas nos Estados Unidos"

Sobre o diagnóstico tardio e a sua ligação a um maior risco de desenvolvimento de outras doenças auto-imunes:

"A incidência das doenças auto-imunes na população em geral é de 3,5% nos EUA. Num estudo de 1999, Ventura descobriu que aqueles com um diagnóstico de doença celíaca feito entre os 2-4 anos de idade, tinham uma probabilidade de 10,5% de desenvolver uma doença auto-imune. Resultados adicionais estão descritos na tabela a seguir:

Idade ao diagnóstico                Probabilidade de desenvolver uma doença autoimune
4 – 12 anos                                                                       16.7%
12 – 20 anos                                                                      27%
Mais de 20 anos                                                                 34%"

Todos conhecemos várias pessoas com as doenças acima mencionadas. Quantas conhecemos com doença celíaca? Apesar de, ultimamente, os diagnósticos estarem a ser feitos em maior número e mais precocemente, ainda há muito por fazer. Como se vê, quanto mais cedo, melhor.

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Torta de limão

Até agora, ainda não tinha conseguido enrolar uma torta por falta de um tabuleiro adequado. Contudo, encontrei um tabuleiro com a medida certa por três euros, pelo que aproveitei. Estreei-o então ao sabor da estação com uma torta de limão com recheio de lemon curd (coalhada de limão, em Português). A apreciação dos outros varia consoante o seu gosto pelo ácido ou pela falta dele. Por estes lados, nem um dia durou.

Ingredientes:
5 ovos
5 colheres de sopa de açúcar
5 colheres de sopa de farinha sem glúten (usei Doves Farm Self Raising Flour que já traz fermento e goma xantana)
Raspa de meio limão

Prepare com antecedência o lemon curd, de preferência no dia anterior, e deixe reservado.

Separe as gemas das claras e bata-as em castelo. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, bata as gemas com o açúcar e a raspa de limão até obter um creme esbranquiçado. Junte a farinha, e misture até esta estar bem incorporada. Junte então as claras em castelo e envolva delicadamente, sem bater.

Unte bem e enfarinhe com um pouco de farinha sem glúten um tabuleiro de 30x28. Coloque a massa no tabuleiro, abane ligeiramente para que fique bem distribuída e bata levemente de modo a eliminar qualquer bolha de ar que se possa ter formado. Leve a forno pré-aquecido a 180ºC durante 15 minutos até a massa estar ligeiramente dourada.

Retire, deixe arrefecer um pouco até o bolo descolar dos lados, e desenforme sobre papel vegetal polvilhado com açúcar em pó. Cubra com o lemon curd e enrole com a ajuda do papel. Pode colocar numa torteira e servir, ou esperar que arrefeça numa rede.




sábado, 13 de julho de 2013

Rastreio à Doença Celíaca

 No âmbito da Semana de Saúde e Bem-Estar da Fundação São João de Deus, a APC organizou um rastreio à DC que irá decorrer a 18 de Julho entre as 14H00 e as 17H00, em Lisboa. Considerando que a prevalência de DC em Portugal foi determinada em 1:134 e que se estima que 90% dos afectados não o sabem, estas actividades são essenciais para detectar aqueles que têm "voado abaixo do radar". É também a oportunidade ideal para sugerir o rastreio aqueles familiares de doentes celíacos que se têm mostrado renitentes em fazê-lo ou ao/à amigo(a) que parece exibir alguns sintomas.
 
Para mais detalhes, é favor contactar a APC.
 
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