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DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



sexta-feira, 14 de junho de 2013

DC com análises negativas- um testemunho

Nem sempre as análises de anticorpos para doença celíaca vêm positivas, aliás, diria mesmo que raramente vêm positivas. Isto porque existe DC mas com serologia negativa e biópsia positiva, ou não existe DC, mas existe sim sensibilidade ao glúten não-celíaca. Esta última, nos dias que correm, ainda só pode ser diagnosticada pela resposta positiva à dieta, com resolução de sintomas e, preferencialmente, com melhoria noutro tipo de marcadores. Logo, e a menos que haja análises claramente positivas, não se pode ficar apenas pelo resultado da analítica quando os sintomas sugerem o contrário.

Tenho acompanhado alguns casos de pessoas que fazem as análises para DC, que são invariavelmente negativas, e os seus médicos fecham a porta à hipótese de uma condição associada ao glúten, ficando estas pessoas sós com os seus problemas. Este testemunho que encontrei recentemente de uma jovem espanhola chamada Sara García, e que escreve o blog Tarragona Sin Glúten, mostra como a biópsia é importante perante análises negativas.





"Como me detectaram a doença

Tudo começou em 2011... Tive o meu filho em Julho de 2011. A partir daqui, tudo mudou. Aos poucos, comecei a sentir-me mal, em concreto eram "indigestões", mas não tinha desarranjos (o que é habitual num celíaco). Também comecei a perder peso, a cada mês um quilo, e estava muito cansada, exausta, não dormia bem e estava muito, muito sensível.

No início, pensei que estava tudo relacionado com o pós-parto e que a mudança de vida ao ter um filho também me estava a afectar. Mas, aos poucos, percebi que nem sempre tinha tão má digestão, mas sim dependia do que eu comia.

Demorou muitos meses, mas a cada vez que o meu estômago doía, apontava num papel o que tinha comido nesse dia. Por fim, tinha uma lista completa dos alimentos: pão, massas, bolos, doces... Com esta lista, fui à minha médica de família. Ela viu a comida descrita na lista, e a primeira coisa que disse que poderia ser era o glúten. Era a primeira vez que ouvia as palavras “doença celíaca”, e não sabia o que é que ela estava a falar. Explicou-me em traços largos em que consistia esta doença, mas disse que não me angustiasse pois tinha que ser testada.

O primeiro teste que fiz foi uma análise de sangue. Esta análise acusou que o cálcio, ferro e vitaminas estavam no limite normal baixo. Mas o mais estranho é que as análises ao glúten estavam negativas. Isto é, de acordo com a análise não era celíaca. A médica ficou surpreendida e referenciou-me para a consulta da especialidade.

O gastrenterologista pediu-me diferentes testes: lactose, frutose, sacarose. Eu fiz todos: a frutose deu positivo e os outros negativos. A frutose poderia explicar porque alguns alimentos me caíam mal, mas outros não. E, entretanto, estava a perder peso, já tinha perdido sete quilos e continuava sem me sentir bem, e muito, muito cansada.

Finalmente, fui encaminhada para a endoscopia digestiva. A endoscopia foi fácil e rápida, estive sempre adormecida e não me apercebi de nada. Após 10 dias, exactamente a 31 de julho de 2012, recebi os meus resultados: Grau 3a da escala de Marsh. O médico disse-me que o glúten tinha danificado as paredes do intestino e, por isso, este não absorvia nada, logo nem vitaminas, gorduras, cálcio, ou ferro... Nada de nada, tudo o que eu comesse, ia fora. Assim, tinha perdido muito peso. Estava preocupada e ​​perguntei ao médico, “e como é que me posso curar?” ao que ele me respondeu: "é preciso eliminar o glúten da tua vida". Mas isto depois de já ter perdido 10 quilos..."

Outros artigos:
Low serological positivity in patients with histology compatible with celiac disease in Perú

sábado, 8 de junho de 2013

Donuts sem glúten

Aqui está a receita que é sempre um sucesso com os miúdos, aquele doce que é de tão fácil acesso na sua versão com glúten, mas que é raro encontrar apto para uma dieta sem glúten: o donut. Não sendo um alimento saudável, é aquele pequeno luxo que, consumido ocasionalmente, ilumina um lanche para crianças. Usando esta receita como base, adaptei-a também para experimentar um pequeno truque que encontrei recentemente: batatas cozidas e esmagadas. Acrescentá-las a qualquer receita de pão sem glúten, assim como a àgua em que cozeram,  garante uma textura fofa e que permanece húmida durante 2 a 3 dias. Tinha experimentado isto com a receita do pão de forma com sucesso, e quis agora tentar com a receita de donuts. Faz certamente a diferença.

Ingredientes:
200 gramas de farinha Schar Mix B
50 gramas de farinha de grão de bico
100 gramas de batatas cozidas e esmagadas
1 gema de ovo
50 gramas de margarina/manteiga derretida
75 gramas de açúcar
15 gramas de fermento fresco Levital
180 ml de água de cozer as batatas
1 vagem de cardamomo (opcional)

Dissolva o fermento na água de cozer as batatas (já morna). Reserve.

Abra a vagem de cardamomo, retire as sementes que estão no seu interior e junte-as numa tigela com a margarina, o açúcar e a gema.

Na cuba da sua batedeira, misture bem as farinhas e junte-lhe a mistura com a manteiga. Bata bem até obter uma massa areada e acrescente aos poucos a água com o fermento, até a massa ficar homogénea. Cubra a cuba com um pano húmido e deixe a levedar num local morno durante uma hora.

A massa poderá então ser cortada em donuts, mas o ideal é que descanse 12 horas (ou durante a noite) no frigorifíco para melhorar a sua textura. Estique-a então entre duas folhas de papel vegetal até uma espessura de 1,5 centímetro e corte os donuts com um molde específico, como este (não sendo possível use uma malga e uma tampa de garrafa).

Tape os donuts com papel transparente e deixe levedar em local morno até dobrarem de volume. De seguida, frite-os em óleo vegetal não muito quente, um minuto de cada lado, e coloque sobre papel absorvente. Pode decorá-los com uma cobertura de chocolate, uma calda de açúcar ou, simplesmente, com açúcar em pó e canela.

Esta receita rende 16 unidades.

Cobertura de chocolate
Ingredientes:
30 ml de leite/ leite vegetal
55 gramas de margarina/manteiga
10 gramas de geléia de milho/arroz
75 gramas de chocolate em barra
1 colher de chá de essência de baunilha
100 gramas de açúcar em pó

Numa panela, derreta a margarina com o leite, a geléia e a baunilha. Mexa bem, baixe o lume e junte o chocolate até este derreter. Desligue o lume e junte o açúcar em pó, mexendo sem parar até este estar bem dissolvido. De seguida, cubra os donuts, retirando o excesso; caso queira colocar enfeites, espalhe-os de seguida sobre a cobertura de chocolate para que estes adiram bem.










quinta-feira, 6 de junho de 2013

A história da Shannon

Porque nunca é demais lembrar dos efeitos que uma condição associada ao glúten pode exercer na fertilidade, o post de hoje é um testemunho recente de uma jovem americana chamada Shannon que sofre de abortos recorrentes cuja causa parece ser a doença celíaca. Do blog The Daily Diatribe.

"Faz quatro anos em Julho que eu e o meu marido nos casámos. Em Outubro de 2010, descobri que estava grávida. Estávamos muito satisfeitos. Várias semanas depois, abortei a 1 de dezembro de 2010. Eu pensei que o meu mundo tinha acabado. Nenhuma dor poderia ser pior do que aquilo.


Imagem do The Daily Diatribe

Continuámos a nossa jornada para nos tornarmos pais. Depois do meu aborto, o meu período ainda não tinha chegado. O meu ginecologista deu-me um medicamento para que este aparecesse. Mas umas vezes aparecia, outras não. Finalmente, após vários meses nisto, o médico disse para tomar também Clomid para me ajudar a engravidar e funcionou! Os meus ciclos eram tão irregulares que eu não tinha ideia de quando ovulava. Estávamos tão animados, mas com medo de outro aborto. Parece que tive de suster a respiração até ao fim do primeiro trimestre. Então, no dia de Acção de Graças, fiz a ecografia do segundo trimestre para certificar-me de que o bebé era saudável. Foi então que o técnico descobriu que ele não tinha um diafragma no seu lado esquerdo.

Em 6 de dezembro de 2011, fui para a minha primeira consulta no Hospital Infantil de Filadélfia. Estivemos lá 13 horas, e soubemos de um defeito de nascença possivelmente fatal que nunca nenhum de nós tinha ouvido falar antes. O meu filho tinha uma hérnia diafragmática congénita do lado esquerdo. Tinha uma hipótese de sobrevivência de 50%.

Foi-me dito para continuar grávida e divertir-me. Em 6 de abril de 2012 às 9:07, dei à luz um menino com 4,100 kgs e 54 centímetros, a quem demos o nome de Michael Thomas. O Michael não chorou ao nascer, ele não era capaz de o fazer. Os intestinos, estômago e parte do fígado estavam todos na sua cavidade torácica, devido à falta de diafragma. Foi levado para a UCI Neonatal e fui ter com ele uma hora mais tarde. Eu sabia que o prognóstico não era bom porque levaram-me a vê-lo de imediato após a minha cesariana.

Às 4h03, o Michael deixou-nos para estar com os anjos no céu.

Quando pensei que o meu aborto espontâneo no ano anterior tinha sido o fim do mundo, estava errada. Nenhuma dor se pode comparar à dor de perder um filho.

Vários meses depois de perder o Michael, o meu marido e eu começamos a consultar com um especialista em fertilidade dado que o meu ciclo menstrual nunca foi normal e precisava de alguém para nos ajudar. Tomei medicamentos de fertilidade em formato comprimido e passei dias a injectar-me com hormonas. Finalmente, depois de oito meses, no dia 1 de janeiro de 2013, tive um teste de gravidez positivo. Estava sob supervisão cerrada do meu especialista, mas apesar de o bebé ter uma pulsação forte, os meus níveis hormonais estavam a descer e a 6 de Fevereiro de 2013 tive outro aborto. Tristemente, este não foi tão emocionalmente doloroso como o primeiro ou como perder o meu filho.

Nessa altura, comecei a ficar mais vigilante com o que comia e com as minhas rotinas de exercícios. Perdi cerca de dez quilos num período de dois meses, e no dia anterior ao que teria sido o primeiro aniversário do Michael, tive um teste de gravidez positivo. Pensei que fosse uma bênção de Deus e do meu anjo bebé.

Voltei a estar sob constante supervisão do médico, mas sem sucesso. Cerca de duas semanas depois, abortei novamente. Foi nesse momento que o meu médico me mandou fazer um painel genético com análises sanguíneas. Dezoito frascos depois, tínhamos a esperança de obter alguns resultados. Esta semana recebi um telefonema dele a informar que, nos meus exames, os marcadores para a doença celíaca estavam muito altos. Fui a um gastrenterologista ontem e, após examinar as minhas análises, confirmou que estes eram, de facto, bastante elevados. Ele irá realizar uma endoscopia na segunda-feira para confirmar que tenho doença celíaca.

O que eu não sabia é que há uma forte ligação entre a doença celíaca e aborto/ infertilidade. Aparentemente, mesmo que eu nunca tenha estado fisicamente doente ou que tivesse sinais exteriores de uma questão com o glúten, os meus intestinos estariam tão danificados que o meu corpo não poderia absorver os nutrientes e passá-los para o feto, daí as perdas. Assim, estou a mudar a minha dieta, não só porque tem de ser (e, no fim, vou-me sentir muito melhor e mais saudável), eu estou a fazer isso com a perspectiva de poder ter um filho forte e saudável que vou conseguir segurar nos meus braços mais do que uma vez. Uma criança que chora e que me mantém acordada a noite toda. Uma criança que vai pintar a parede com os lápis. Uma criança que vai precisar de uma apoiante no seu primeiro jogo / claque / bailado. Uma criança que vai voltar para casa depois do primeiro encontro e ter vergonha de me dizer se tudo correu bem, mas, ao olhar para o seu rosto, saberei que ele deu o seu primeiro beijo. Uma criança que vai participar de um baile. Uma criança que eu vou ajudar a planear o casamento e acompanhar até ao altar. Uma criança que vai fazer de mim uma avó. Uma criança que vai ter que enterrar os seus pais, e não um pai a enterrar o seu filho novamente."

Outros posts sobre o mesmo tema:


sábado, 1 de junho de 2013

Cure Your Child with Food, de Kelly Dorfman

Sendo hoje o Dia da Criança, gostava de recomendar um livro que pretende tratar delas: “Cure Your Child With Food” (Cure o seu Filho pela Alimentação) de Kelly Dorfman foi posto à venda nos EUA em Abril deste ano. É o sucessor do seu anterior livro “What’s Eating Your Child?”, lançado em 2011 e aborda as ligações entre padecimentos comuns na infância tais como infecções crónicas de ouvidos, refluxo, dores de barriga, dificuldades com a alimentação, atraso no crescimento, problemas comportamentais e a dieta. A actual geração de crianças tem a maior taxa de obesidade, alergias alimentares, distúrbios comportamentais e emocionais, doenças auto-imunes e problemas de aprendizagem já registada. A autora acredita que isto se deve, muitas vezes, à sua dieta.

O nome de Kelly Dorfman surgiu-me, por acaso, numa pesquisa, ao ler este artigo. O meu interesse no tema que aborda e as críticas que li espicaçaram a minha curiosidade, pelo que resolvi adquirir o livro na Amazon UK. Depois de terminar a sua leitura, acredito que este livro deveria ser de leitura obrigatória para os pais que lidam com qualquer tipo de problemas de comportamento, ou alimentares dos seus filhos. A informação que disponibiliza acaba por poupar incontáveis ​​horas de pesquisa. Oferece também completas check-lists de sintomas para ajudar os pais a perceber se aquela situação se aplica, ou não, ao seu filho.

Segundo a autora: "Há muitos livros informativos sobre nutrição, mas eu reparei que muitos deles eram aborrecidos. Estava determinada a escrever um livro que não fosse apenas útil, mas também divertido. A parte mais fascinante de ser um detetive da nutrição é lidar diariamente com as situações da vida real. Por essa razão, o livro gira em torno de histórias reais de famílias que lutam com problemas de saúde comuns. Eu compartilho as suas histórias, como descobrimos a solução, se a solução delas ajudaria o seu filho e como aplicá-la ".

A premissa básica dos seus métodos assenta na necessidade de os pais se tornarem “detectives”, algo com o qual só posso concordar: afinal, foi porque pesquisei em páginas e mais páginas web que encontrei a resposta para o que afligia o meu filho. Ela defende que a solução para a saúde das nossas crianças não cabe apenas aos médicos, principalmente quando estes não sabem ou não querem saber mais, mas passa também por um envolvimento directo dos pais nas decisões e na pesquisa de alternativas.

O livro está organizado por condição ou conjunto de sintomas, sendo fácil de usar e de ler pois a Kelly Dorfman recorre a uma linguagem descomplicada, mais apta a leigos. Ela consegue abordar doenças graves e doenças vivenciadas por crianças, sem criar receio no leitor. A organização do livro em quatro secções abrange o campo da nutrição infantil, abordando as mais variadas opções de tratamento nos seguintes capítulos:

Capítulos 1 e 2- aqui a autora aborda as questões gerais da importância da nutrição no desenvolvimento infantil e a necessidade dos pais serem um “detectives da nutrição”;
Capítulos 3 e 4- nestas páginas, trata-se dos meninos que não gostam de comer e para os quais a autora preconiza o programa EAT:
E-Eliminar todos os irritantes que possam causar desconforto;
A-Acrescentar um alimento de cada vez;
T-Tentar comer nem que seja apenas um pedaço de cada novo alimento durante duas semanas.
Capítulo 5- como tratar situações de refluxo;
Capítulo 6- a relação de dores abdominais com a ingestão de glúten;
Capítulo 7- o atraso no crescimento e a deficiência em zinco;
Capítulo 8- a obstipação crónica e a influência dos lacticínios;
Capítulo 9- a queratose pilar (“pele de galinha”) e a deficiência de ácidos gordos essenciais;
Capítulo 10- a falta de sono e os suplementos de melatonina;
Capítulo 11- a hiperactividade e a sua relação com o consumo excessivo de açúcar;
Capítulo 12- a bipolaridade e a ingestão de glúten;
Capítulo 13- a ansiedade e a suplementação com aminoácidos e ácidos gordos essenciais;
Capítulo 14- distúrbios alimentares, depressão e o glúten;
Capítulo 15- a relação de causalidade entre infecções crónicas de ouvidos e o consumo de lacticínios;
Capítulo 16- os aditivos tóxicos na alimentação e as perturbações do comportamento e alergias;
Capítulo 17- a dispraxia (um caso de “atraso na fala”) e um programa de suplementos: Omega 3, Vitamina E e Fosfatidilcolina;
Capítulo 18- os transtornos do processamento sensorial;
Capítulo 19- Perguntas mais frequentes.

Ao longo do livro, Kelly Dorfman recorre aos mais variados estudos científicos e opiniões médicas para validar as suas opções de tratamento. Refere sempre a importância da boa suplementação, com produtos e marcas de confiança, assim como da boa alimentação, sempre que possível com produtos orgânicos. Os seus site e blog complementam a informação do livro e são uma via de contacto: enviei-lhe, por email, uma questão relacionada com um capítulo do livro e recebi prontamente a sua simpática resposta. Como é óbvio, a autora recomenda procurar ajuda profissional se os resultados desejados não forem alcançados, mas, pelo menos, a informação no livro dá aos leitores um ponto de partida.


Artigos da autora:

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Um exemplo de iniciativa infantil

Estando a chegar o Dia da Criança, nada como trazer hoje um exemplo de determinação e dinamismo infantil. Grace Rennard, uma menina americana com doença celíaca, decidiu, do alto dos seus oito anos, organizar um rastreio grátis à condição que a afecta e que, tanto nos EUA como em Portugal, está subdiagnosticada. Este rastreio foi o seu projecto para a Feira da Ciência da escola que frequenta.

A Grace contactou então um laboratório e uma clínica para que fornecessem os kits e as análises para que 133 pessoas pudessem ser testadas voluntariamente e sem custos. O número de análises tem a ver com a estatística americana de que existe um celíaco por cada 133 habitantes. Da mesma maneira, conseguiu apoio da National Foundation for Celiac Awareness para distribuir material informativo.

O rastreio que decorreu em Março deste ano obteve quatro resultados positivos. Estes quatro indivíduos foram então contactados pela clínica onde se realizou o rastreio e orientados para consulta médica.

Um bom exemplo de que não é preciso ser grande para fazer grandes coisas.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

6 mitos da dieta sem glúten

Hoje trago um artigo recente do site Huffington Post que trata de desmistificar algumas ideias comuns mas erróneas que existem sobre a dieta sem glúten.

"Com pizza, biscoitos, bolos e até mesmo comida para cão sem glúten no mercado, fica claro que o interesse numa alimentação sem glúten não está a abrandar.

Em Maio, em homenagem ao Mês da Consciencialização Celíaca, estamos a olhar para alguns dos equívocos mais comuns sobre a doença celíaca e a dieta livre de glúten.

1. A dieta sem glúten beneficia toda a gente

As pessoas que sofrem de doença celíaca padecem de problemas digestivos, desnutrição e muito mais. Isto porque o glúten - uma proteína encontrada no trigo, centeio e cevada - desencadeia uma resposta imunitária que provoca lesões na mucosa do intestino delgado. Isso, por sua vez, pode interferir com a absorção de nutrientes, causando desnutrição, anemia, diarréia e uma série de outros problemas.
Existem outras sensibilidades ao glúten, mas para a população em geral, o glúten não é prejudicial. Renunciar ao glúten quando você não tem um problema a digeri-lo e processá-lo não o ajudará necessariamente a perder peso, ou torná-lo saudável. Enquanto muitos alimentos sem glúten são as nossas opções mais saudáveis ​​(pense em frutas, legumes, proteínas magras), as dietas sem glúten não são, por defeito, mais saudáveis.

2. A doença celíaca é uma condição rara

A doença celíaca é uma das doenças auto-imunes hereditárias mais comuns nos EUA, com cerca de 1 por cento dos norte-americanos - que é um em cada 141 pessoas – a sofrerem com a doença, de acordo com a Fundação Nacional para a Consciencialização Celíaca.

3. Há muitas maneiras de tratar a sensibilidade ao glúten

Actualmente, a única forma de tratar a doença celíaca é com uma dieta rigorosa sem glúten. Existem vários suplementos no mercado que pretendem ajudar as pessoas a digerir o glúten, mas estes não foram baseados em pesquisa clínica e não é evidente se eles têm qualquer efeito.
Os pesquisadores estão a testar uma vacina e, em separado, uma medicação em estudo clínico, mas nada está ainda disponível.

4. Se não for pão, não tem glúten


Imagem retirada da Net

O glúten pode aparecer em lugares surpreendentes. Enquanto o pão, bolos, massas, pizza e outros alimentos à base de trigo estão, obviamente, repletos desta proteína, a menos que estejam rotulados como isentos, surpreendentemente outros alimentos também podem oferecer uma dose de glúten. Como relata o Everyday Health, alimentos como picles (é o líquido da salga!), queijo azul e até salsichas podem ser inadequados para aqueles que comem sem glúten. Além disso, alguns medicamentos e cosméticos usam o glúten como um agente de ligação, por isso é melhor verificar os seus rótulos também.

5. A doença celíaca incomoda, mas não traz risco de vida

Claro, as dores de estômago, dores óssea, erupções cutâneas e problemas digestivos são mais angustiantes do que fatais, mas alguns doentes celíacos estão realmente em risco. De acordo com o Centro da Doença Celíaca da Universidade de Chicago, se esta não for diagnosticada ou tratada, pode levar ao desenvolvimento de outras doenças auto-imunes, infertilidade e até mesmo, em alguns casos muito raros, cancro.

6. A intolerância ao glúten é uma alergia

Os pacientes com doença celíaca têm uma desordem auto-imune que provoca uma reacção imunológica desencadeada pelo glúten. Há muitas pessoas para quem o glúten tem um efeito adverso, mas que não têm a doença celíaca. Nesses casos, a pessoa pode ter o que é conhecido como sensibilidade ao glúten não-celíaca ou pode ter ainda uma alergia ao trigo."

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Notícias sem glúten Maio 2013

Jamie Oliver

O jornal Telegraph noticia que um dos restaurantes britânicos do famoso chef Jamie Oliver foi recentemente multado em oito mil libras por ter servido massa com glúten a uma cliente celíaca que ficou doente em resultado disso. A senhora repetiu três vezes que precisava de uma refeição sem glúten e foi-lhe assegurado que disponibilizariam um produto apto à sua condição. No entanto, a empregada que a atendeu pensou que ela era vegetariana, daí o engano que foi gerado por uma óbvia falta de formação do pessoal.


Jessie

Uma recente polémica nos EUA envolve a Disney e a comunidade de americanos intolerantes ao glúten: num episódio da série Jessie, uma personagem já de si irritante e que faz uma dieta sem glúten é vítima de bullying por causa dessa sua condição, sendo-lhe inclusivamente atirada uma panqueca com glúten à cara.
A mãe de duas crianças celíacas não gostou da mensagem que tal episódio trazia e lançou uma petição online pedindo que o episódio fosse retirado do ar. Nela, a mãe conta que as suas crianças “ muitas vezes se sentem excluídas ou diferentes, porque têm que evitar doenças graves. No entanto, a Disney deu permissão às crianças, e um exemplo, para isolar ainda mais os meus filhos e outros como eles por causa das suas condições médicas. Os seus personagens fizeram com que não fosse errado caracterizar uma doença real como um aborrecimento e que é justificação para os "miúdos fixes" gozarem com os "outros". Isto não é aceitável para ninguém”.
O autor do blog Gluten Dude fez um post sobre essa petição, aumentando exponencialmente o número de assinaturas. De imediato, a Disney retirou o episódio do ar.


Lidl

Desde hoje e até ao próximo Domingo, o Lidl vai vender, em quantidades limitadas, massa sem glúten da sua marca própria, Combino, nas versões esparguete, fusilli e penne, sendo que cada embalagem de 500 gramas custa 1,49€.


Pingo Doce

O Pingo Doce começou a comercializar Pastéis de Nata sem glúten congelados de marca própria com o selo da APC. Custa 3,39 euros a caixa de seis unidades, e deverá encontrar-se na zona dos produtos refrigerados Pura Vida.

domingo, 19 de maio de 2013

Pão de forma sem glúten, sem leite

A minha forma de pão de forma estava a ganhar ferrugem, pelo que decidi comprar uma nova. Deste vez não precisei de encomendar fora de Portugal, pois encontrei-a aqui. Precisava também de uma receita nova para pão de forma que não levasse leite, pelo que achei que esta receita fosse uma boa alternativa. Funcionou... A nível da forma e da receita, especialmente se considerar que não usei uma mistura comercial: o pão feito há 24 horas continua como se estivesse fresco. Não sei se foi da substituição da goma xantana pelo CMC (uma dica que vi no grupo Viva Sem Glúten do Facebook), mas foi uma boa aposta.

 
Ingredientes:
280 gramas de farinha de arroz
120 gramas de polvilho doce
50 gramas de farinha de grão de bico
1/2 colher de sopa de CMC (ou goma xantana, caso não tenha CMC)
1 ½ colher de chá de sal fino
1 ½ colher de sopa de açúcar
5 gramas de fermento seco activo
330 ml água morna
2 colheres de sopa de manteiga/margarina derretida
3 claras de ovo
1 colher de chá de vinagre de maçã


Na cuba da sua batedeira, misture bem as farinhas com o CMC, o sal, o açúcar e o fermento. Faça uma abertura no meio e coloque aí as claras, a manteiga/margarina e o vinagre e bata durante alguns minutos até obter uma mistura homogénea. Por fim, junte a água morna e bata em velocidade média durante cinco minutos.


Coloque a massa a levedar num local morno até duplicar de volume. Coloque-a então na forma previamente untada e enfarinhada, retire bem o ar entretanto acumulado e coloque de novo a levedar.

Quando a massa estiver a ¾ da forma, feche com a tampa e ligue o forno a 200ºC. deixe cozer durante 40 minutos, retire a tampa e deixe cozer mais 10 a 15 minutos até dourar. Deixe arrefecer um pouco na forma e retire depois para uma rede de arrefecimento.

 


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