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DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Porto sem glúten


Imagem retirada da Net

Nestes dias de descanso estival, nada como levar os miúdos ao Jardim Zoológico, é alegria na certa. Programámos então uma ida ao Zoo de Santo Inácio em Vila Nova de Gaia, aproveitando para fazer desta incursão uma experiência sem glúten: iniciámos o périplo pelo almoço no novo restaurante italiano Pasta Fresca e Pizza, em Matosinhos, que dispõe de menu sem glúten, seguimos para o jardim zoológico e terminámos com um lanche no Doce da Casa que, para quem ainda não conhece depois de tão mediática exposição que teve aquando da sua abertura, é uma pastelaria que oferece cupcakes e bolos sem glúten.

A nossa primeira paragem, o restaurante Pasta Fresca e Pizza, abriu há pouco tempo e isso nota-se: parece haver alguma descoordenação na equipa, especialmente no atendimento a intolerantes ao glúten, dado que está-se a falar de um menú separado. A confusão com o mesmo é notória: ainda que mencionem a existência de sete molhos para acompanhar a massa fresca sem glúten, foi-nos aconselhado o molho bolonhesa, dando a entender que não garantiam a isenção dos outros molhos... ou que não os tinham prontos. No entanto, nota-se cuidado na confecção dos produtos sem glúten, para tal existindo uma cozinha separada, logo à entrada do restaurante com divisórias em vidro que permitem ver o seu interior.

O miúdo mais velho quis pizza com fiambre e esta chegou-lhe com uma crosta fina e bem apresentada, maior até do que o seu apetite. Apesar do tom esbranquiçado da massa que denunciava o alto conteúdo em amido, foi uma das pizzas sem glúten mais saborosas que já provámos. Os pais quiseram experimentar a massa fresca e ficámos agradavelmente surpreendidos: apesar de estar um pouco mais cozida do que gostaríamos, tinha um sabor muito agradável, semelhante à massa tradicional. Falha no campo das sobremesas em que a única opção são os gelados infantis da Kalise que a carta menciona serem isentos de glúten.

É preciso fazer reserva com 24 horas de antecedência para pizza, mas as massas são servidas na hora. Este restaurante tem também serviço de take-away, podendo-se comprar a massa fresca sem glúten que vem congelada.

Depois de percorremos os circuitos do jardim zoológico, fomos então à Doce da Casa que têm saborosos cupcakes e bolachas sem glúten diariamente, assim como bolos por encomenda. É uma ocasião rara para os meus meninos, esta de irem ao café, logo vivida com intensidade. Gostava de ver mais meninos como os meus, com a cara e os dedos sujos de creme de chocolate e bigodes de "Compal", sentados com as pernas a balouçar à mesa do café... Fica também no ar a vontade que estas ocasiões deixem de ser assim tão raras e que iniciativas como estas duas se espalhem por Portugal inteiro.

Update
O Porto tem mais um local onde se pode lanchar sem glúten: o Costa Coffee na zona dos Clérigos disponibiliza um brownie de chocolate sem glúten, embalado individualmente, na zona das caixas.

quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Farinha de castanha

Há já algum tempo que procurava farinha de castanha, mas não encontrava nenhuma que garantisse a isenção de glúten. No último encontro nacional da APC em Viana do Castelo houve uma apresentação de um grupo de alunas de Engenharia Alimentar  de um projecto que envolvia a fabricação e possível comercialização de farinha de castanha. Os resultados que obtiveram a nível da confecção de pão foram suficientemente interessantes para despertar a atenção de muitos dos presentes que quiseram saber onde podiam adquirir essa farinha. Encontrei-a agora no supermercado do El Corte Inglés em Gaia, de marca espanhola, sem glúten. Um pouco cara, a quase cinco euros por meio quilo, mas se considerarmos que só se deve usá-la em 20 a 25% do total de farinhas numa receita, este frasco ainda irá durar algum tempo.

Experimentei-a com a receita do pão na panela substituindo o trigo sarraceno por esta. Obtive um pão mais pequeno, mais macio e com um sabor mais rústico. A farinha de castanha é ligeiramente adocicada, tem poucas gorduras (sem colesterol) e é rica em proteínas podendo aumentar o valor nutricional do pão sem glúten.









segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Não contém glúten

Este texto da psicanalista brasileira Denise Mairesse andou a circular há pouco tempo entre os grupos Viva Sem Glúten Brasil e Viva Sem Glúten Portugal do Facebook. Pela clareza, pela acutilância na descrição da montanha-russa de sentimentos pela qual atravessa quem se vê, muitas vezes de repente, a braços com uma dieta sem glúten, achei que seria também interessante partilhar aqui. Principalmente pela positividade que transmite.

“Não contém glúten. Ufa!


Não contém glúten. Ufa! Quem ainda não leu ou escutou sobre o mais novo vilão do século XXI: o glúten? Contém glúten ou não contém glúten é um enunciado presente na maioria das embalagens dos alimentos industrializados. Trata-se de uma proteína encontrada em alguns cereais, como o trigo, a cevada, o centeio, o malte e a aveia, e causa grandes danos a quem é alérgico. Pessoas com esse problema são portadoras da doença Celíaca, mal que, em função de inflamação no intestino delgado, compromete as vilosidades responsáveis pela absorção dos nutrientes.


Você que não tem restrições ao glúten e é um amante de gastronomia italiana, já se imaginou resistindo a uma pizza ou lasanha como a da “nona”? Você que adora viajar e frequentar lugares exóticos, experienciar outras culturas a partir dos seus sabores, já imaginou precisar perguntar a cada prato quais ingredientes foram usados, como foi preparado, se havia algum glúten passeando por perto da caçarola no momento em que seu camarão estava sendo preparado, ou mesmo saltitando no avental do chef?

Comer fora de casa, nesses casos, torna-se uma aventura nem sempre vibrante, pela superação dos desafios, mas um suplício pelo enfrentamento de “caras e bocas” dos garçons, gerentes, “chefs” de cozinha e clientes quando o interrogatório sobre os pratos se inicia. Taxado muitas vezes de neurótico obsessivo, hipocondríaco ou simplesmente chato, os portadores da doença Celíaca são vítimas de preconceito e alvo de piadas. A dor física e psíquica gerada pela presença da alergia, se curada pela não ingestão do glúten (único tratamento existente), é substituída pelo sofrimento da condição do “ser diferente”, como se não bastasse a saudade que a falta do sabor dos alimentos inflige. A saudades daquele gosto do bolo de chocolate que a mãe preparava para o lanche junto com os amigos ou para o piquenique no parque. O do cachorro quente, entrada principal no cardápio das festinhas de aniversário, o da pizza de domingo, da macarronada instantânea dos acampamentos. Na cultura judaica, em que se comemora o “Pessach” em torno das refeições regadas a “matzá” e “kneidales”, alimentos a base de trigo, também deixam sua marca saudosa. Ou seja: como ser judeu sem comer o “matzá”? Ou ser cristão sem receber a hóstia?

A restrição total ao glúten traz um grande sofrimento para algumas pessoas, principalmente para aquelas a quem os alimentos têm um lugar de afeto e prazer primordial na vida. Assim, os primeiros tempos de descoberta da doença exigem não somente uma elaboração em torno da experiência nutricional e gastronômica, mas da própria identidade e dos valores atribuídos à vida. Nas reuniões sociais é necessário deslocar o prazer dos quitutes servidos para focá-lo no que, desde então, essas ocasiões explicitamente propõem: boas conversas, música, dança ou outras formas de lazer. Muitas vezes, esses propósitos são esquecidos por estarem recobertos por um tipo de apelo emocional dos alimentos. Este é um dos modos de descobrir o quanto se poderia, até ter se deparado com o problema com o glúten, estar se perdendo e o que se passa a ganhar com um outro olhar sobre a vida. Ela torna-se híbrida, mais colorida, divertida. A sociabilização adquire novos sentidos, não se aceita mais comodamente qualquer companhia ou passeio. O tempo e o espaço passam a trazer experiências que não podem mais ser camufladas por uma fatia de torta ou por um copo de cerveja. O que passa a estar em jogo é o que entra e sai pela boca em forma de palavra, de discurso − nem mesmo a pipoca do cinema, que raramente contém glúten, consegue se sobrepor ao gosto pelo filme. O sabor só se sustenta pelo meio e não mais vice-versa.

Assim, se realiza o “luto” por “velhos sabores”, já que alguns são perdidos para terra do “nunca mais”, mas que também oferecem lugar a essas novas experiências. E, também, ao resgate de sabores que deveriam sempre fazer parte constante do nosso dia a dia. Como os das frutas da época, deliciosas como só elas. O sabor de um feijão bem feito, como o da “tia Anastácia”, ou dos doces campeiros que encontramos com fartura: a ambrosia, o pudim de leite, as compotas e muitos mais que guardam em si um gostinho de casa da vovó.

Portanto, é fundamental lembrar mais do que se ganhou do que se perdeu, passar a valorizar os novos sabores, as novas receitas, outros velhos paladares muitas vezes esquecidos. Lembrar que, muitas vezes, no momento do interrogatório nos restaurantes teve alguém que se preocupou, fez questão de pesquisar ou preparar algo especialmente para você. Que existem pessoas que respeitam a diferença e que nesse momento você também passará a respeitá-las e valorizá-las mais, não somente as pessoas, mas a própria diferença. Que estar nessa condição é difícil, mas também pode ser especial pelas possibilidades originadas. E, enfim, lembrar que se você optar pela vida apesar de sua condição de imperfeição ao invés de vivê-la na melancolia pela intolerância com sua própria falta, perceberá que em sua condição de humano e ser faltante se tornará realmente belo. Efeito do brilho que você adquire quando vive plenamente todas as suas possibilidades.”

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

Tortilhas mexicanas

Antes do diagnóstico do meu filho mais velho, domingo à noite costumava ser noite de tortillas mexicanas: tortilhas e temperos da Old El Paso, um recheio de carne picada ou tirinhas de frango e estávamos despachados. Depois do diagnóstico, passou a ser um evento especial, propiciado por uma ida a Espanha onde encontrávamos tortilhas de milho sem glúten. Tortilhas como as de trigo, nunca mais. Até que decidi por as mãos na farinha, adaptando uma receita da Gluten Free Mom, e voltamos a ter o nosso ritual de domingo à noite, com tortilhas e temperos caseiros. Muito rápido e fácil de fazer, de certeza que vamos repetir.

Ingredientes:
375 gramas de farinha sem glúten
2 colheres de chá de fermento em pó
1 colher de chá de sal
1 colher de chá de açúcar
5 colheres de sopa de azeite (pode ser substituído por 4 colheres de sopa de banha)
200 ml água morna

Misture todos os ingredientes numa tigela até obter uma massa homogénea, elástica e que não se cola às mãos.

Divida a massa em oito bolas com cerca de 90 gramas cada. Enrole cada bola entre duas folhas de papel vegetal com um rolo de cozinha até obter um círculo com aproximadamente três milímetros de espessura.

Aqueça uma frigideira anti-aderente em lume forte (pode também colocar algumas gotas de azeite bem espalhadas na frigideira para garantir que as tortilhas não se pegam).

Coza cada tortilha durante cerca de 15-30 segundos, vire e cozinhe durante mais 10 a 20 segundos. O ideal é que a tortilha fique com algumas bolhas e ligeiramente dourada.

Use imediatamente enquanto a tortilha está maleável, recheando com o recheio da sua preferência.


A tortilha já enrolada




















A tortilha antes de ir para a frigideira








quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Uma panorâmica actual da DC


Imagem retirada da Net

Encontrei no site espanhol Foro de Celiacos uma referência a um texto de um médico gastrenterologista, o Dr. Rodriguez Saéz, que consegue, em 11 páginas reunir todo o conhecimento actual sobre a doença celíaca, sustentado por uma boa pesquisa bibliográfica. Sendo assim, na minha modesta opinião, este texto deveria ser de leitura obrigatória para todos os médicos portugueses, em particular médicos de família e especialistas em medicina interna e gastrenterologistas que acabam por ser os que lidam mais com os problemas ligados ao glúten. De leitura obrigatória também para os intolerantes ao glúten (e candidatos a) pois ser um paciente informado, hoje em dia, é vital para uma rápida resolução dos sintomas. Deixo aqui traduzida a última parte do texto em que o autor sumariza os temas abordados anteriomente.

"1. Os médicos em geral, independentemente da sua especialidade, deveriam conhecer melhor as características clínicas usuais da doença celíaca (DC), bem como as suas variadas formas de apresentação, pois é muito comum (afectando 1-2 % da população geral), e incluí-la no diagnóstico diferencial não só de muitos processos digestivos, mas também em muitos outros que são extra-intestinais.

2. É essencial para o diagnóstico a recolha duma história clínica cuidadosa, incluindo história pessoal, desde a infância do paciente, relacionando os seus problemas com a ingestão de alimentos ricos em glúten, bem como o desenvolvimento de uma história familiar completa de DC e uma pesquisa das doenças mais frequentemente associadas como rinite crónica, episódios recorrentes de faringo-amigdalite, otite, sinusite, asma brônquica e de outros processos imunológicos de natureza alérgica.

3. Realizar uma pesquisa sistemática de DC em pacientes pertencentes a grupos de alto risco, como aqueles com anemia ferropriva, especialmente se esta aparenta ser refractária à terapia de substituição de ferro oral, e executar com biópsias duodenais múltiplas de uma forma rotineira durante procedimentos endoscópicos do tracto gastrointestinal superior realizados em pacientes com dispepsia, anemia ou clínica sugestiva.

4. Na presença de hipertransaminasemia constante e ausência de doença do fígado conhecida, especialmente quando os marcadores virais são negativos, deve-se levar a cabo uma despistagem sistemática de DC, uma vez que a presença de elevação flutuante da transaminase ocorre em cerca de 10% dos casos. Essa mesma abordagem também é aconselhável a pacientes com colestase crónica dissociada.

5. Em pacientes diagnosticados com diabetes tipo 1, deve-se considerar a sua possível associação porque é relativamente comum e o estabelecimento de uma Dieta Isenta de Glúten (DIG) facilita um melhor controlo da diabetes, reduzindo as necessidades de insulina. Se houver distúrbios endócrinos associados, como hiper ou hipotireoidismo, ou tireoidite com função normal, convém descartar uma DC que a possa acompanhar.

6. Deve-se recordar que o rastreio sistemático de DC através da simples determinação de marcadores sorológicos habituais, tais como a tTG, é claramente insuficiente, uma vez que esta encontra-se elevada em apenas um terço dos pacientes adultos. A sua sensibilidade é aumentada nos casos em que há associação a atrofia das vilosidades e tal ocorre predominantemente em crianças. Portanto, em cerca de 70% dos adultos celíacos, geralmente a tTG é negativa, ou está minimamente elevada.

7. A biópsia duodenal pode ser normal ou mostrar apenas alterações mínimas, com rara presença de atrofia das vilosidades em adultos com doença celíaca. É necessário enviar várias amostras de biópsias realizadas em diferentes locais do duodeno (mínimo quatro) bem orientadas para um patologista perito na interpretação de pequenas alterações que utilize rotineiramente a classificação de Marsh e a especifique claramente nos seus relatórios anatomopatológicos das biópsias duodenais.

8. É importante determinar os marcadores genéticos de DC, do tipo de HLA-II, sempre que possível, uma vez que podem ser úteis em casos de difícil diagnóstico, sendo indispensáveis na realização de estudos familiares. Deve notar-se que ter uma DQ2 (+), é uma condição necessária, mas não suficiente para o aparecimento da doença e que existem outros marcadores genéticos que ainda não são bem conhecidos hoje. No entanto, a sua determinação tem um valor negativo predictivo elevado para o diagnóstico de DC.

9. Em casos duvidosos, está plenamente justificado estabelecer uma DIG e segui-la durante seis meses, pelo menos, realizando depois um seguimento clínico e analítico adequado para verificar a resposta obtida (diagnóstico "ex-iuvantibus”).

10. Em todos os serviços de gastrenterologia em hospitais de referência, deveriam existir unidades de monografias dedicadas em exclusivo ao estudo e tratamento de pacientes com doenças do intestino delgado, compostas por pessoal formado para lidar com todas as causas que estão incluídas na síndrome de má absorção, assim como processos malignos que podem afectar o intestino delgado, também equipadas com modernas técnicas endoscópicas, tais como a vídeo-cápsula e a enteroscopia de duplo balão, para estabelecer correctamente todos os diagnósticos e tratamentos próprios a esta região do tracto gastrointestinal, que até recentemente era considerada uma área escura com poucas patologias.

11. Ainda em perspectiva e todas em fase experimental, existem algumas drogas que tentam impedir ou bloquear os efeitos tóxicos e imunológicos do glúten e dos peptídeos associados ao nível do intestino. Todas apresentam um início muito promissor em serem eficazes no futuro, enquanto terapia para esta doença complexa. Estamos ainda num estado inicial de desenvolvimento e, portanto, bastante longe de uma possível aplicação de um ou mais delas, pois ainda têm que passar por todas as fases de avaliação experimental, toxicológica e clínica e, especialmente, demonstrar uma eficácia clara a médio e longo prazo, bem como um bom perfil de segurança."

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Broa de milho

Andava há já muito tempo a "brincar" com esta receita na minha cabeça. Broa de milho parece algo naturalmente feito para intolerantes ao glúten, mas, na realidade, a tradição manda que se coloque alguma farinha de trigo ou centeio para dar à massa a elasticidade que o milho não tem. Pareceu-me que o psílio e a alfarroba poderiam dar o toque "glutinoso" à massa e o sorgo é a farinha sem glúten, a meu ver, que se assemelha mais  ao trigo em sabor. Juntando estes elementos cheguei ao resultado que podem ver nas fotos. A broa fez bastante sucesso, havendo até comparações à broa de Avintes... vou entretanto congelar o que sobrou para um dia destes me lançar ao saudoso Bacalhau com Broa.

Ingredientes:
450 gramas de sêmola de milho
9 gramas de sal
450 gramas de água a ferver
100 gramas de farinha de sorgo
1 colher de sopa de farinha de alfarroba
40 gramas de psílio em pó
25 gramas de fermento fresco Levital
100 gramas de água
1 colher de chá de açúcar
360 gramas de água

Escalde a farinha de milho (já com o sal adicionado) com a água a ferver. Deixar arrefecer cerca de 30 a 45 minutos.

No final desse tempo, num copo, misture bem o fermento com as 100 gramas de água morna e o açúcar e deixe repousar até se formarem dois dedos de espuma.

Entretanto, junte a farinha de sorgo com a alfarroba e o psílio. Misture bem. Adicione então a levedura dissolvida na restante água. Junte à farinha escaldada e amasse. Junte a restante água aos poucos enquanto amassa até obter uma massa macia, facilmente moldável mas que se cole às mãos.

Deixar a massa levedar cerca de duas horas num local morno tapada com um pano húmido.

Quando faltar meia hora para o final da levedação, coloque uma panela de ferro fundido no forno a 230ºC. Ao terminar a levedação, polvilhe a massa com farinha sem glúten e transfira-a para a panela aquecida. Tape-a e leve-a ao forno para cozer a 250ºC durante 30 minutos. No fim desse tempo, retire a tampa e vá vigiando até a broa ficar cozida, talvez mais cinco a dez minutos.












Actualização:
Já fiz esta receita com as seguintes alterações nos ingredientes e ficou igualmente boa, mas mais amarela e menos compacta:

Ingredientes:
400 gramas de sêmola de milho
9 gramas de sal
400 gramas de água a ferver
100 gramas de farinha de sorgo
50 gramas de Maizena
10 gramas de psílio em pó
5 gramas de fermento seco activo
150 gramas de água
1 colher de chá de açúcar
200 gramas de água

A única diferença na preparação consiste em juntar a Maizena e psílio à farinha de sorgo e, de seguida, acrescentar o fermento e o açúcar.



sexta-feira, 27 de julho de 2012

Top 10


Imagem retirada da Net

Existem várias razões para se iniciar uma dieta sem glúten que não se prendem exclusivamente com um diagnóstico de doença celíaca. É uma opção individual que normalmente só afecta quem a toma, logo não é passível de ser julgada. Isto digo eu e diz a Nicole Hunn do blog Gluten Free on a Shoestring no seu último post que me pareceu muito interessante. Traduzi-o assim como os comentários de alguns visitantes que responderam à questão que ela coloca.

"Top 10 de razões para fazer uma dieta sem glúten

Vou começar este post por dizer uma coisa: seja qual for a sua razão para fazer uma dieta livre de glúten, todos são bem-vindos aqui. Não me cabe a mim julgar. Estou cá para ajudar, através do blog e do livro de receitas (tem uma cópia? O que está à espera?). E se alguém na sua vida não suporta a sua dieta, o problema é dele. Não seu.
Contudo, talvez eu possa julgar um pouco a razão nº 10.

1. Você tem doença celíaca.
2. Um familiar vive sem glúten. Solidariedade!
3. Você tem ou o seu filho tem um transtorno do espectro do autismo.
4. Você sente-se melhor desde que cortou com o glúten.
5. Ninguém deveria comer glúten. Os homens das cavernas não o comiam!
6. Você foi a um naturopata que lhe disse para cortar com glúten e os seus problemas de saúde iriam embora.
7. Você tem uma outra doença auto-imune, tal como a Doença de Crohn, que responde bem a uma dieta isenta de glúten (entre outras coisas).
8. Você é alérgico ao trigo.
9. Você tem tido problemas de fertilidade.
10. Porque a Gwyneth Paltrow faz uma dieta sem glúten.

Porque é que você faz uma dieta isenta de glúten?

"Adoro o teu blog... e ter recebido o teu livro como prenda de aniversário. Como sem glúten por causa da razão nº 1. Desde Outubro que descobrimos que sou celíaca, os meus dois filhos têm a doença celíaca, os testes da minha filha foram inconclusivos, e o meu marido é provavelmente sensível ao glúten. Venho a gastar uma pequena fortuna alimentando três adolescentes sem glúten, mas o teu blog ajuda muito! "

"Nós todos fazemos a dieta em casa, porque o nosso filho tem a doença celíaca. É mais fácil não ter o glúten em casa! "

"Razões nº 1, 2 e 7. Totalmente sem glúten durante um ano e meio. A barriga sente-se muito melhor e a psoríase quase desapareceu. O meu filho de 11 anos não tem tantas enxaquecas. Há uma diferença enorme entre ter que viver sem glúten (para não ficar enrolado no chão da casa de banho, com tantas dores, que a morte parece ser uma boa opção) e escolher viver sem glúten porque é a dieta da moda desta semana. Ainda estarão a fazer a dieta daqui a 10 anos? Alguns de nós terão que estar... "

"A fadiga crónica, fibromialgia e, basicamente, sentir-me uma porcaria - todas as minhas articulações a doer, dores de cabeça todos os dias... Tudo se foi agora! Sem glúten, para sempre. "

"Razões nº 2 e 11 (sei que não está na sua lista, mas estou a chamá-lo de" Outros "). O meu marido é sensível ao glúten (razão nº 2), e enquanto eu fiz a dieta com ele, logo no primeiro mês, a acne que tinha desde a adolescência (há cerca de 25 anos!) desapareceu! Li que muitos cientistas dizem que não há uma ligação directa entre glúten e problemas de acne, mas a minha experiência diz o contrário. Quando eu me engano na dieta, a acne regressa, por isso, se não é o glúten que a causa, não sei qual é a coincidência! "

"Tenho várias razões. Tive problemas de pele / alergias a minha vida inteira. A minha cunhada teve um ataque de alguma doença auto-imune não identificada há dois anos atrás. Ela viu os meus braços (que estavam cobertos de feridas por causa de coçar) e disse-me que deveria tentar a dieta sem glúten. Isso assustou-me. Tomei a decisão quando o meu filho tinha pouco mais de um mês de idade. Ele tinha um caso de acne do recém-nascido realmente mau. O dia em que eliminei o glúten, a sua acne desapareceu (eu estava a amamentar exclusivamente). Isso convenceu-me. Estou completamente sem glúten há quase dois anos (menos alguns acidentes). Passei a dormir melhor. As minhas alergias estão melhores. A minha pele está melhor. Não estou tão doente. Costumava ter três a quatro sinusites graves por ano. Desde que iniciei a dieta, tive uma. Foi a melhor decisão que já tomei. "

"Tive sinusites horríveis e alergias de pele durante anos e comecei a dieta sem glúten para resolver essas situações. Ironicamente, seis semanas mais tarde a biópsia da minha filha confirmou a doença celíaca que fez depois de se queixar de dores de barriga e fome extrema (eu pensava que a culpa era dos lacticínios). Acontece que o meu marido que achava que tinha apenas Síndrome do Intestino Irritável assim como a minha sogra, foram também diagnosticados. Desde que iniciei a dieta, há já 18 meses que não uso a medicação para a asma e as dores de barriga da minha filha são muito menos frequentes! Para a vida... não por moda. "

sábado, 21 de julho de 2012

Fiambre e mortadela

Encontrei no Pingo Doce esta marca de charcutaria italiana que, para além de ter um fiambre e mortadela muito saborosos, não tem glúten nem proteínas do leite de vaca ou lactose. E a um preço regular. Fica a dica.







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