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DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



domingo, 22 de abril de 2012

Queques de morangos

Há já algumas semanas que os supermercados deste país começaram a vender morangos. Primeiro, a um preço proibitivo, agora já em promoção. Logo, começam também a surgir as receitas com morangos e este blog não é excepção. Estes queques de morangos são, então, a primeira receita do ano com estes doces frutos vermelhos, uma receita com pouco açúcar, para que não se perca o sabor da fruta. 

Ingredientes:
130 gramas de farinha sem glúten
20 gramas de amêndoas em pó
½ colher de sopa de fermento
¼ colher de chá de goma xantana
4 ovos
60 gramas de açúcar mascavado
150 gramas de margarina
120 gramas de morangos
1 colher de chá de essência de baunilha

Misture a farinha com as amêndoas, o fermento e a goma xantana. Reserve.

Junte numa tigela os ovos e o açúcar. Junte depois a margarina e misture.

Acrescente a farinha previamente misturada e bata tudo até ficar cremoso. Por fim, junte a essência de baunilha e os morangos e envolva tudo, sem bater.

Vai ao forno pré-aquecido a 180º em formas de queques previamente untadas, durante 25 minutos até dourarem. Retire das formas e deixe arrefecer numa rede de arrefecimento.








sexta-feira, 20 de abril de 2012

Para além da biópsia


Imagem retirada da Net

A biópsia do duodeno, enquanto método invasivo, vai deixando aos poucos de ser o padrão-ouro que estabelece o diagnóstico de doença celíaca. Já vimos neste post como a ESPGHAN se está a procurar afastar desta prática em casos óbvios de diagnóstico em crianças.

Na revista Digestive and Liver Disease deste mês, foi publicado um estudo italiano em que se concluiu que, quando há uma análise ao anti-corpo da transglutaminase tecidual em que o valor seja 5 vezes maior do que o limite superior normal, esta análise é específica a 100% para atrofia duodenal. Sendo assim, se um paciente tiver esta análise com um valor de 50, sendo o limite 10, é certo que uma biópsia encontrará atrofia das vilosidades. Estes investigadores pedem, então, a revisão dos critérios de diagnóstico de doença celíaca para adultos.

Da mesma revista, mas de Fevereiro de 2007, um outro artigo oferece uma alternativa à biópsia para os pacientes mais renitentes: a endoscopia por cápsula, um método um pouco menos invasivo, mas mais dispendioso. Neste estudo Inglês, de 20 doentes celíacos identificados por anti-corpo endomísio e biópsia positivos, 17 foram identificados como tal através da endoscopia por cápsula, o que significa uma sensibilidade de 85%. Os resultados deste estudo concluem que “ a endoscopia por cápsula pode ser uma opção para identificar a atrofia vilositária em pacientes com positividade do anti-corpo endomísio que não querem ou não podem submeter-se a uma gastroscopia. No entanto, a um teste negativo deve-se seguir uma biópsia se se pretende excluir a doença celíaca.”


Outros artigos:
Celiac Diagnosis Without Biopsy May Be Valid in Asymptomatic Children
Evaluation of the Correlation Between tTG-IgA Titer and Duodenal Biopsy Findings in Children With Suspected Celiac Disease.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Mais sobre a sensibilidade ao glúten

Há dois, três anos atrás só se ouvia falar em sensibilidade ao glúten, para além da doença celíaca, em fóruns e sites de médicos alternativos. Há aproximadamente um ano atrás, esta condição passou a ser mainstream quando o Dr. Alessio Fasano do Centro de Pesquisa Celíaca da Universidade de Maryland, um dos pesquisadores mais conhecidos neste campo, a reconheceu e designou como Sensibilidade ao Glúten Não- Celíaca.

Ainda pouco se sabe, e como a pesquisa na área continua a evoluir, é provável que o que se sabe agora, deixe de ter validade daqui a algum tempo. No entanto, o National Foundation for Celiac Awareness reuniu o conhecimento que existe neste momento e compôs um artigo que pode ajudar a esclarecer algumas dúvidas daqueles que lidam com a intolerância ao glúten. Este panfleto sumariza o conteúdo do artigo.




"Sensibilidade ao Glúten Não-Celíaca

O seu exame de sangue para a doença celíaca veio negativo. E agora? Se tem tido sintomas que parecem relacionados com o glúten, é possível que tenha sensibilidade ao glúten não-celíaca. As pesquisas estimam que 18 milhões de americanos têm sensibilidade ao glúten não-celíaca. Isto é 6 vezes mais a quantidade de americanos que têm doença celíaca.

Os pesquisadores começam agora apenas a explorar a sensibilidade ao glúten não-celíaca, mas gostaríamos de educá-lo sobre o que aprendemos até agora. Siga-nos enquanto apresentamos uma série de Perguntas & Respostas sobre a sensibilidade ao glúten não-celíaca durante 2012. Esta secção foi projectada para o ajudar a entender melhor a sensibilidade ao glúten não-celíaca e o que a diferencia da doença celíaca e das alergias ao trigo.

O que é a sensibilidade ao glúten não-celíaca?
A sensibilidade ao glúten não-celíaca foi um termo cunhado para descrever aqueles indivíduos que não podem tolerar o glúten e experimentam sintomas semelhantes àqueles da doença celíaca, mas que ainda que não têm os mesmos anticorpos e danos intestinais, que surgem na doença celíaca. A pesquisa inicial sugere que a sensibilidade ao glúten não-celíaca é uma resposta imune, em oposição a uma resposta imunitária adaptativa (tais como nas doenças auto-imunes) ou à reacção alérgica.

OK, então o que é uma resposta imune inata?
Os seres humanos nascem com um sistema imune inato. Uma resposta imune inata não é específica para um antigénio, o que significa que não é específica quanto ao tipo de organismo com que luta. Embora a sua resposta seja imediata contra os organismos invasores, o sistema imune inato não tem uma memória imunológica para os organismos invasores. A sua resposta não é dirigida para o próprio tecido, o que resultaria em doença auto-imune.

Ao contrário da sensibilidade ao glúten não-celíaca, a doença celíaca é específica para um antígeno (onde se inclui a transglutaminase tecidual, endomísio, anticorpos desamidados da gliadina, e, em algumas crianças pequenas, também os anticorpos à gliadina) e resulta num ataque contra o seu próprio tecido. Dano intestinal, ou enteropatia, é o resultado directo.

Quais são os sintomas da sensibilidade ao glúten não-celíaca?
A sensibilidade ao glúten não-celíaca partilha muitos sintomas com a doença celíaca. No entanto, de acordo com um relatório colaborativo (Sapone et al,2012), os indivíduos com sensibilidade ao glúten não-celíaca têm uma prevalência de sintomas extra-intestinais ou não-gastrointestinais, como dores de cabeça, "mente nebulosa," dor nas articulações, e dormência nas pernas, braços ou dedos. Os sintomas normalmente aparecem horas ou dias após o glúten ter sido ingerido, uma resposta típica para condições imunológicas inatas como a sensibilidade ao glúten não-celíaca.

Se os sintomas são tão semelhantes, como é que é diferente da doença celíaca?
A sensibilidade ao glúten não-celíaca foi reconhecida como, de um ponto de vista clínico, menos grave do que a doença celíaca. Não é acompanhada pela "enteropatia, as elevações da transglutaminase tecidual, endomísio, ou anticorpos desamidados da gliadina, e aumento da permeabilidade da mucosa que são característicos da doença celíaca" (Ludvigsson et al, 2012). Por outras palavras, os indivíduos com sensibilidade ao glúten não-celíaca não testam positivo para a doença celíaca com base em análises de sangue, nem têm o mesmo tipo de dano intestinal encontrado em indivíduos com doença celíaca. Alguns indivíduos podem sofrer danos intestinais mínimos, e isso desaparece com uma dieta livre de glúten.

A investigação mostrou também que a sensibilidade ao glúten não-celíaca não resulta no aumento da permeabilidade intestinal, que é característico da doença celíaca. O aumento da permeabilidade intestinal permite que as toxinas, bactérias e proteínas dos alimentos não digeridos se infiltrem, através da barreira gastrointestinal, na corrente sanguínea; as pesquisas sugerem que esta é uma alteração precoce biológica que vem antes do aparecimento de várias doenças auto-imunes.

A sensibilidade ao glúten não-celíaca é diferente de uma alergia ao trigo?
Sim. As alergias, incluindo aquelas ao trigo, estão associadas a medições positivas de IgE. O diagnóstico é feito através de testes cutâneos, análises de sangue ao IgE específico do trigo, e um desafio de alimentos. Os indivíduos que apresentam sintomas relacionados com o glúten mas testam negativo para alergia ao trigo podem ter sensibilidade ao glúten não-celíaca."

Este artigo foi, de seguida, continuado aqui, abordando agora os testes de diagnóstico e a sensibilidade ao glúten não-celíaca:

"Como posso fazer o teste para sensibilidade ao glúten não-celíaca?
Actualmente, não existem métodos recomendados para testar a sensibilidade ao glúten não-celíaca. Alguns médicos oferecem exames ao sangue, saliva ou um exame parasitológico de fezes. No entanto, estes testes não foram validados e, portanto, não são aceites.

No webcast da NFCA, o Dr. Guandalini afirma:

"Efectivamente, agora, (eles) dizem que não há absolutamente nenhuma leitura biológica que, de modo algum, possa suportar este diagnóstico por qualquer investigação laboratorial. Os anticorpos no sangue não são suficientemente específicos, ou suficientemente sensíveis, para esta condição. Nenhum anticorpo nas fezes pode ser utilizado para diagnosticar ou rastrear esta condição. "

O Dr. Fasano também falou sobre este tema e afirmou que a sua equipa está a realizar pesquisas para identificar biomarcadores que possam ajudar a testar e diagnosticar a sensibilidade ao glúten não-celíaca:

“ (...) Como o Dr. Guandalini explicou, a única maneira de fazer um diagnóstico da sensibilidade ao glúten é por critérios de exclusão, pois não temos testes que apontem nessa direcção. E é aí que os nossos esforços actuais se concentram. Agora que entendemos que é uma entidade diferente, queremos ter certeza de que podemos, eventualmente, identificar os biomarcadores para esta condição, pelo que estamos a realizar um ensaio duplo-cego para identificar os biomarcadores que acabarão por preencher a lacuna que o Dr. Guandalini se referia ".

Então, como faço para receber o diagnóstico?
A sensibilidade ao glúten não-celíaca é diagnosticada por um processo de exclusão. Os especialistas recomendam que primeiro deve-se fazer o teste de alergia ao trigo e da doença celíaca. Se ambos são negativos, então o seu médico pode recomendar uma dieta de eliminação do glúten. Se os sintomas melhoram com uma dieta livre de glúten, então você provavelmente tem sensibilidade ao glúten não-celíaca.

É muito importante que um médico experiente supervisione todo este processo, o que pode ajudar a omitir um autodiagnóstico do paciente e a reduzir a probabilidade que ocorra um efeito placebo durante a intervenção dietética.

Eu já estou sem glúten e sinto-me muito melhor do quando comia glúten. Posso assumir que tenho sensibilidade ao glúten não celíaca?
É possível que você tenha a doença celíaca e não a sensibilidade ao glúten não-celíaca. Contudo e porque a doença celíaca é uma condição de vida que exige adesão estrita a uma dieta sem glúten e uma boa gestão por um médico experiente, é importante que um diagnóstico preciso seja feito. Além disso, se você tem a doença celíaca, é importante confirmar o diagnóstico, pois membros da sua família podem estar em risco para a doença e não o sabem.

Uma opção é conversar com o seu médico sobre os testes genéticos para a doença celíaca. Um teste genético negativo excluiria a doença celíaca, mas um teste genético positivo pode significar que são necessários mais ensaios. Outra opção é conversar com o seu médico sobre a possibilidade de voltar a fazer uma dieta com glúten por um período de tempo, a fim de confirmar se tem ou não a doença celíaca, uma alergia ao trigo, ou sensibilidade ao glúten não-celíaca.

Mais importante, você deve sempre falar com o seu médico sobre os seus sintomas e problemas de saúde antes de iniciar qualquer tipo de tratamento por sua própria iniciativa. Começar uma dieta sem glúten antes de ser devidamente testado, pode complicar o processo de diagnóstico. Um médico experiente será capaz de o ajudar a navegar entre testes e diagnóstico de uma doença relacionada com o glúten."

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Panquecas de batata

Um dia desta semana, deparei-me com o dilema de sempre: o que fazer para o jantar? Já era tarde e não dava para fazer algo muito elaborado. Tinha costeletas de porco e decidi cozinhá-las na grelha, mas fazer o quê como acompanhamento? Para variar do arroz, lembrei-me de uma receita que encontrei num livro de comida asiática, e que ficou sempre em stand-by para fazer um dia: panquecas de batata coreanas. Descobri, entretanto, que os judeus têm uma receita semelhante, à que chamam latkes.

Usei a receita que vem no livro e gostei bastante, mas como leva cebola, não foi do agrado dos meus filhos. Mas fica como receita para festas, pareceram-me ideais como petisco. Funciona também como uma base para receitas mais elaboradas, podendo-se juntar cebolinho, pimentos, bacon, atum, enfim, onde o sabor de cada um quiser ir.

Ingredientes:
500 gramas de batata
1/2 cebola cortada em fatias muito finas
1 ovo tamanho L batido
2 colheres de sopa de farinha de milho fina
Sal e noz-moscada a gosto

Rale as batatas como se fosse para fazer batata-palha. Seque-as bem com um pano de cozinha; de seguida, junte-lhes os restantes ingredientes e misture bem.

Aqueça o óleo numa frigideira; quando estiver quente, coloque aí colheradas da mistura anterior e espalme-as. Frite 3 a 4 minutos de cada lado, até adquirir um tom dourado escuro. Coloque num prato com papel absorvente e sirva quente.


















terça-feira, 10 de abril de 2012

Pão de linhaça

Já não publico uma receita de pão há algum tempo, isto desde que esta receita nos trouxe o pão quotidiano lá de casa, já que é o mais parecido ao pão dito normal. No entanto, dá sempre jeito poupar e a farinha Schar, ainda que a compre a 3,79 euros no Alcampo, em Espanha, fica sempre mais cara do que um mix caseiro. Deste modo, e para não fugir ao método "pão na panela", experimentei a receita que hoje publico e fiquei muito satisfeita com os resultados: sabor agradável, crosta estaladiça, e um pão que se aguenta 2 dias sem ressecar. Acredito que este efeito se deva ao uso da linhaça já que, sendo um hidrocolóide, ajuda na retenção da água.

Ingredientes secos:
120 gramas de farinha de arroz integral
70 gramas de polvilho
35 gramas de trigo sarraceno
80 gramas de fécula de batata
35 gramas de maizena
40 gramas de sementes de linhaça moídas
7,5 gramas de goma xantana
7 gramas de fermento seco activo
6 gramas de sal fino

Ingredientes líquidos:
1 ovo
3 claras de ovo
210 gramas de água com gás
25 gramas azeite
10 gramas mel
8 gramas vinagre de cidra

Numa tigela, junte os ingredientes secos e misture bem.

Na cuba da sua batedeira, misture os ingredientes líquidos. Junte-lhes, de seguida, ingredientes secos. Deixe bater a uma velocidade média durante quatro a cinco minutos.

Coloque a levedar num local morno durante uma hora e meia. Quando tiver passado uma hora, coloque no forno, a 230ºC, uma panela de ferro fundido tapada. Ao fim do tempo de levedação, retire a panela do forno e coloque aí a massa, tape e coloque de novo no forno à mesma temperatura. Destape aos 30 minutos de cozedura.

Desligue passados dez minutos desde que destapou a panela, e deixe no forno com a porta ligeiramente aberta outros dez minutos. Retire e deixe arrefecer mais um pouco dentro da panela, passando, finalmente, para uma rede de arrefecimento. Este processo gradual de arrefecimento permite manter a crosta estaladiça.



























































domingo, 8 de abril de 2012

Bolo Daim

Há várias receitas deste bolo na Internet, popularizado pelo IKEA que vendia os chocolates Daim, assim como a tarte do mesmo nome. Pareceu-me uma boa ideia para a Páscoa, como se fosse uma amêndoa de chocolate em versão bolo. Simplifiquei um pouco a receita, pois o original precisa de alguma dedicação e tempo.

Ingredientes:
5 ovos
125 gramas de açúcar
175gramas de farinha de amêndoa
1 colher de chá de fermento
125 gramas de chocolate
Natas
1 pacote de bolas de chocolate Daim

Separe as gemas das claras e bata-as em castelo. Reserve.

Bata as gemas com o açúcar até obter uma mistura ligeira e cremosa. Adicione a farinha de amêndoa e o fermento e misture bem.

Acrescente, aos poucos, as claras em castelo à mistura de gemas e açúcar e envolva bem. Verta a mistura na forma e leve-a ao forno pré-aquecido a 160ºC durante cerca de 45 minutos. Faça o teste do palito e retire para uma rede de arrefecimento.


Entretanto, derreta o chocolate no micro-ondas em intervalos de 30 segundos, mexendo bem. Vá acrescentando as natas até obter uma consistência cremosa, mas não muito líquida. Quando o bolo estiver frio, coloque os chocolates Daim por cima a gosto, e espalhe o chocolate até cobrir toda a área do bolo. Aguarde até o chocolate solidificar um pouco e sirva.











sexta-feira, 6 de abril de 2012

Páscoa sem glúten

Para uma Páscoa sem glúten, é preciso ler muitos rótulos. Encontrei amêndoas que dizem ser sem glúten, como as Lacasa, encontrei outras que não referem a existência ou não de glúten, mas que o fabricante garante serem isentas, como as da Vieira de Castro. Há outras que referem poder conter glúten, no entanto, a maior dificuldade está em encontrar ovos de chocolate sem glúten. Os ovos Kinder são isentos de glúten, mas um pouco grandes de mais para uma caça aos ovos de Páscoa. É neste momento o meu dilema pois os miúdos ainda acreditam no Coelho da Páscoa e que este vai esconder ovinhos  lá em casa para ele encontrar. É nestas alturas que se gostava de não ser intolerante ao glúten... a Coisas Kom Sentido também tem um grande sortido de amêndoas e chocolates sem glúten, assim como pão de ló e folares, mas não tem ovinhos. Se algum dos leitores deste blog, encontrou ovos de chocolate sem glúten, agradecia imenso que me deixassem essa dica nos comentários. Obrigada, desde já, e votos de uma Santa Páscoa!

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Bolo de chocolate

Com a devida excepção às crianças que são alérgicas ao chocolate, deve haver poucas que recusem uma fatia de bolo de chocolate. É simples e rápido, e ainda que possa sair menos bem, por vezes, as crianças acham sempre que está uma delícia… pelo menos, o meu filho acha sempre que o bolo é fantástico desde que leve chocolate- com este foi assim. A receita encontrei-a aqui e decidi experimentar porque levava apenas farinha de arroz e uma pequena quantidade de farinha de trigo, que substituí pela farinha de alfarroba. Como já tinha mencionado neste post, a alfarroba é um espessante natural, e esperava que esta se comportasse como a farinha de trigo, sendo que o seu sabor se perderia devia ao chocolate na receita. Deste modo, não usei goma xantana e o bolo ficou, de igual modo, com uma textura firme, sem se esfarelar.

Ingredientes:
3 ovos
125 gramas de manteiga sem sal/margarina
90 gramas de açúcar
60 gramas de farinha de arroz
30 gramas de farinha de alfarroba
1 colher de chá de fermento em pó
100 gramas de chocolate preto em barra

Separe as gemas das claras e bata-as em castelo. Reserve.

Misture as farinhas com o fermento e reserve.

Na cuba da batedeira, misture a manteiga/margarina com o açúcar, até obter um creme amarelado. Junte as gemas e misture bem até estarem incorporadas no creme. Acrescente o chocolate, entretanto derretido, e misture.

Junte a mistura de farinhas ao preparado anterior e bata até obter uma massa homogénea. Por fim, acrescente com cuidado as claras em castelo.

Escolha uma forma pequena (ou dobre a receita) e leve a massa ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 25 a 30 minutos. Retire do forno, deixe repousar alguns minutos e coloque, depois, numa rede de arrefecimento.























































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