INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



sábado, 31 de dezembro de 2011

Bolo de côco e chocolate

Para fechar o ano em beleza, eis uma receita muito saborosa que já foi repetida cá em casa. Aproveito para desejar a todos que visitam o blog um bom ano de 2012!

Ingredientes:
175 gramas de manteiga sem sal
150 gramas de açúcar
Raspa e sumo de uma laranja pequena
3 ovos
65 gramas de coco ralado
150 gramas de farinha
1 colher de chá de fermento em pó
½ colher de chá de goma xantana

Cobertura:

130 gramas de chocolate
60 gramas de manteiga sem sal
30 gramas de geleia de milho
120 gramas de natas

Aqueça o forno a 180ºC.

Bata a manteiga com o açúcar e a raspa de laranja até obter uma consistência cremosa. Junte os ovos um a um, batendo sempre.

Adicione o coco, a farinha (à qual juntou previamente o fermento e a goma), o sumo da laranja e envolva muito bem.

Verta a massa na forma untada e vai ao forno durante 30 minutos. Desenforme e deixe arrefecer um pouco. Coloque, por fim, a cobertura.

Para fazer a cobertura: coloque o chocolate, a manteiga e a geleia de milho numa tigela; leve as natas ao lume até ferver e depois verta sobre o chocolate. Mexa bem até estar tudo dissolvido. Use de imediato.
















quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Caramelos sem glúten

Descobri recentemente, através de um blog espanhol, que os caramelos da marca Papabubble são isentos de glúten. Visitando o site deles, soube que havia uma loja da marca em Lisboa. Assim, à primeira oportunidade, lá fomos verificar o local situado na Baixa lisboeta. 

Quando chegamos, estava a sair uma fornada de caramelos de sabor framboesa-lima que nos foram dados a provar ainda quentes... e que bons que estavam. Lá veio um saquinho desses, mais um dos caramelos de cereja e um chupa-chupa que encheu, literalmente, as medidas dos miúdos. E, como não podia deixar de ser, trazem o rótulo "sem glúten". Fica, então, a recomendação.






























terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Bolo de alfarroba e maçapão

Este tem sido um bolo presente na mesa lá de casa de há uns tempos para cá. O original encontrei-o no blog Canela Moída e pareceu-me relativamente fácil de converter à filosofia "sem glúten". Pareceu-me também uma boa desculpa para experimentar a farinha de alfarroba em lugar do chocolate original. Acaba por não ser tão calórico e o miúdo mais velho gosta como se fosse bolo de chocolate. O maçapão, com a sua base de amêndoa, casa bem com a alfarroba, tão bem que esta poderia ser uma receita tradicional algarvia. O maçapão pode ser feito em casa com uma receita tradicional, mas eu comprei no supermercado do IKEA. Só não fica um bolo bonito, mas isso agora não interessa nada...

Ingredientes:
115 Gramas de manteiga sem sal amolecida
150 Gramas de açúcar mascavado escuro
2 Ovos batidos
4 Colheres de sopa de farinha de alfarroba
120 Gramas de farinha
1 Colher de chá de fermento em pó
½ Colher de chá de canela
100 Gramas de maçapão, cortado aos pedaços pequenos

Misture a farinha com a alfarroba, a canela e o fermento até obter uma cor homogénea e reserve.

Bata a manteiga com o açúcar até obter um creme macio. Adicione os ovos, um de cada vez.

Acrescente os ingredientes secos reservados e misture bem. Junte cerca de ¾ dos pedaços de maçapão à massa e envolva-os com cuidado. Coloque a massa na forma que desejar (este bolo não cresce muito, logo convém que seja uma forma pequena, ou então dobre os ingredientes para usar uma maior). Alise a superfície e decore com os pedaços de maçapão que sobraram.

Leve ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 45 a 50 minutos ou até que o bolo tenha crescido e esteja firme. Desenforme e deixe arrefecer numa rede de arrefecimento.




































PS: revi esta receita para retirar a goma xantana: as primeiras versões que fiz pareceram-me um pouco densas; pesquisando, descobri que a farinha de alfarroba já é um aglutinante em si, logo experimentei sem goma xantana e o bolo ficou mais fofo. Também substituí a manteiga por igual quantidade de azeite e funcionou da mesma maneira.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Mini donuts de canela

Neste Natal tivemos como iguarias sem glúten o pão de ló e o bolo-rei de maçã da Coisas Kom Sentido. No entanto, queria fazer algo para os meus rapazes, mas queria também evitar os fritos. Socorri-me, mais uma vez, do blog Gluten Free Goddess onde encontrei uma receita de donuts de forno. Lembrei-me da máquina de fazer donuts do Lidl que nos foi oferecida há uns tempos e pensei "porque não criar um novo doce de Natal?" Os miúdos gostam de donuts e estes levam canela, o que lhes dá um certo toque natalício. A Karina, autora desse blog, utilizou uma forma de donuts, mas a massa é suficientemente maleável para que, quem não tem esta forma ou a máquina, possa utilizar um saco de pasteleiro para a moldar.

140 gramas de farinha de sorgo
70 gramas de arroz integral
70 gramas de polvilho doce
10 gramas de amêndoas em pó
70 gramas de açúcar mascavado
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá bicarbonato de sódio
1/2 colher de chá de sal fino
1/2 colher de chá de goma xantana
1/2 colher de chá de canela em pó
1/4 colher de chá de noz moscada moída
55 gramas de margarina
1 iogurte natural
1 ovo
1 colher de chá de essência de baunilha

Na cuba da batedeira, misture os ingredientes secos.

Primeiro adicione a margarina em pequenos pedaços, e misture até que os ingredientes secos adquiram uma textura areada.

Adicione o iogurte, o leite, o ovo batido e a baunilha e misture até obter uma massa lisa e flexível. Esta deve ser um pouco pegajosa; a consistência da massa deverá permitir, caso seja necessário, que se façam bolas com ela - caso isso não seja possível, adicione um pouco mais de farinha de sorgo.

Encha um saco de pasteleiro com a massa e coloque na máquina de fazer donuts, preenchendo cada espaço com massa com a ajuda do saco de pasteleiro. Caso não tenha esta máquina, faça pequenas rodelas de massa com a ajuda, mais uma vez, do saco de pasteleiro sobre um tapete de silicone. Deixe cozer, no mínimo, durante 4 minutos (caso leve ao forno, a receita original fala de 15 minutos, mas isto será variável em função da grossura dos donuts). De qualquer maneira, não os deixe cozer demasiado, pois correm o risco de ficarem duros.

Retire da máquina e coloque sobre uma rede para que arrefeçam um pouco. Quando ficarem mornos (o que acontece rapidamente), misture açúcar em pó com canela e passe os donuts por esta mistura.

Sirva imediatamente e tente que se comam todos no mesmo dia, pois, no dia a seguir, já estarão um pouco secos.


A máquina - imagem retirada da Net






















O produto final

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Dicas para uma melhor textura

Mesmo a tempo, para quem é novo nestas andanças sem glúten, e está a olhar para as receitas antigas de Natal sem saber o que é que vai colocar na mesa de doces, aqui está um artigo que explica como dispensar o glúten e, ainda assim, fazer sucesso com as suas preparações.


Imagem retirada da Net


“5 Dicas para uma Melhor Textura na Culinária Sem Glúten
Por DC Rona

Até que é necessário iniciar uma dieta sem glúten, a maioria das pessoas nunca pensa no papel do glúten nos seus cozinhados. É o glúten que lhes dá liga, consistência, pois as proteínas do glúten organizam-se para prender bolhas de gás. O seu alinhamento também proporciona elasticidade à massa. É o glúten que torna arejada a estrutura celular que nós associamos com a linda pastelaria que vemos nas lojas. Até há cerca de 5 anos atrás, as alternativas em farinha eram principalmente arroz, milho, grão-de-bico, fécula de batata e farinha de mandioca. Mesmo quando eram devidamente moídas, os doces feitos com estas farinhas tinham uma consistência entre a areia e a borracha, e o sabor, muitas vezes, era estranho.

Nos últimos cinco anos a procura por produtos sem glúten tem crescido imenso. As prateleiras das nossas lojas agora contêm uma variedade de grãos e farinhas a partir destes grãos, tais como millet kasha, farinha de amaranto, coco, farinha de quinoa, farinhas de feijão, farinhas de nozes, aveia sem glúten, e teff. Estas farinhas novas oferecem agora melhores sabores e texturas na sua preparação. Além disso, produtos como goma xantana, goma guar e outros aglutinantes estão agora disponíveis, uma vez mais, para melhorar o sabor e a textura das suas receitas.

Aqui estão 5 dicas para melhorar a textura das suas receitas enquanto se inicia nas receitas sem glúten:

1. Substitua o leite ou a água nas receitas com buttermilk (leitelho).O buttermilk dará uma textura mais fina e mais leve, em geral. A água com gás também substitui bem a água normal em receitas como panquecas - mais uma vez, dando uma leve textura.

2. A gelatina sem sabor pode ser usada como um aglutinante na cozinha - e que irá ajudar a evitar a textura esfarelada. Lembre-se de misturar a gelatina no líquido da receita antes de a adicionar.

3. Uma combinação de farinhas sem glúten normalmente produz um resultado melhor do que uma só farinha.

4. Para evitar o esfarelamento, pode usar goma xantana ou goma de guar na preparação. Lembre-se de adicionar a goma aos ingredientes secos. Nota: algumas pessoas têm melhores resultados com a goma xantana pois a goma de guar pode produzir dores de estômago em algumas pessoas.

5. Deixe a massa ficar à temperatura ambiente pelo menos 30 minutos para suavizar, de modo a obter uma melhor textura como resultado final.

Em geral, existem algumas diferenças básicas na cozinha sem glúten ​​que é necessário levar em conta na conversão de receitas antigas. Sem glúten, a massa de pão será pegajosa e mole. Se tentar obter a aparência da sua receita antiga, provavelmente vai ter uma massa muito pesada, seca e quebradiça. Além disso, os tempos de cozedura serão diferentes. As receitas sem glúten tendem a dar melhores resultados quando cozidas por um tempo maior e a uma temperatura mais baixa. Pode precisar de cobrir com papel de alumínio para evitar queimar o topo enquanto espera que o pão ou o bolo coza completamente.

O seu melhor trunfo quando inicia a dieta sem glúten é comprar um ou dois livros de culinária onde possa aprender os truques e dicas que irão tornar as suas receitas cada vez melhores. Assim que estiver à vontade com as substituições e mudanças nas características dos tempos de cozedura, etc., então poderá começar a converter as antigas receitas favoritas da família em novas receitas favoritas da família, desta vez, sem glúten. “

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Cozinhando sem Glúten II

Mais uma vez a ACELBRA-RJ surpreende:  publicaram este mês um novo livro de deliciosas receitas da nossa já conhecida Gilda Moreira. O livro oferece um cardápio de receitas completo, incluindo receitas sem glúten e sem leite o que também é muito útil para aqueles que lidam com intolerância à lactose, para além da intolerância ao glúten. A Gilda utiliza também a farinha de coco em várias receitas o que não é muito comum, mas pode ser mais saudável pelo baixo indíce glicémico dessa farinha.

O livro está disponível para download aqui. Parabéns ACELBRA-RJ e Gilda pelo bom trabalho! E obrigada à Raquel por me manter informada...


terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Farinha de sorgo

Tenho recebido alguns emails a perguntar onde adquiro a farinha de sorgo. Daí, resolvi escrever este post para elucidar outros que tenham a mesma dúvida. Quando me iniciei na culinária sem glúten, encontrei boas referências da farinha de sorgo, mas não a encontrava em lado nenhum. Depois, encontrei-a nas mercearias indianas do Martim Moniz em Lisboa, mas ao contactar o fabricante, informaram-me que não asseguravam a isenção de glúten devido à contaminação cruzada. Contactei a Doves Farm no Reino Unido, inquirindo no sentido se saber se iriam adicionar o sorgo à sua linha de farinhas sem glúten, mas responderam-me negativamente. Propus também ao Espaço Bio a comercialização da farinha de sorgo da marca americana Bob's Red Mill, ao que me responderam que iriam estudar a questão.

Só me restavam as lojas de rações, já que o sorgo em grão é um alimento comum na dieta de pássaros, galinhas e afins. Finalmente, encontrei-os numa loja e desde então que lá vou: são 0,70€ por 500 gramas. Dá apenas algum trabalho, pois é preciso separar os grãos de algum pedaço de terra que possam trazer ou retirar as cascas a alguns grãos. Depois, é só moer e cozinhar. Deixo algumas dicas para a aplicação desta farinha.

O que é o Sorgo?
O sorgo é um cereal que teve origem em África, há cerca de 5000 anos atrás, onde continua a ser uma importante fonte alimentar. É, por vezes, chamado de Milo e, na Índia, é conhecido como Jowar. A farinha de sorgo não contém glúten.
O sorgo tem uma composição nutricional semelhante à do milho, embora seja maior em proteína e gordura e mais baixo em vitamina A. Um quarto de chávena de sorgo tem menos calorias, três vezes mais fibra e duas vezes mais proteína que a farinha de arroz. No entanto, tal como o milho, o sorgo é uma fonte de proteína incompleta. Não fornece as quantidades adequadas de lisina, um importante aminoácido essencial. O corpo necessita de lisina para o crescimento e saúde óssea, e para a conversão de gorduras em energia. A deficiência deste nutriente no sorgo é um desafio maior nos países em desenvolvimento do que nos países ocidentais onde a dieta contem grandes quantidades de proteínas animais e vegetais que fornecem lisina em quantidades suficientes.

Utilizações para a farinha de sorgo
Tradicionalmente, esta farinha tem sido usada como um cereal para fazer panquecas, papas e tortilhas fermentadas e não fermentadas em diferentes culturas, como, por exemplo, o roti jowar na Índia. No entanto, hoje em dia, e com o crescimento do número de pessoas que fazem uma dieta sem glúten, esta pode ser adicionada ou substituir a totalidade da farinha de trigo em bolos, biscoitos ou pães.

A farinha de sorgo é um substituto comum para a farinha de trigo nas dietas sem glúten. Tem um sabor agradável que é benéfico ao preparar alimentos, porque não acrescenta um gosto estranho ou marcante. Quando cozinhar com a farinha de sorgo enquanto substituto directo da farinha de trigo, deve adicionar outros ingredientes para compensar a consistência seca que deixa. Os alimentos preparados com farinha de sorgo também são mais propícios a esfarelar. No entanto, existem algumas estratégias para substituir, em segurança, a farinha de trigo pela farinha de sorgo na maioria das receitas comuns:

- Primeiro, adicione meia colher de sopa de maizena por cada 140 gramas de farinha de sorgo quando estiver a elaborar doces, bolos e bolachas, com a excepção do pão;

- Ou adicione uma colher de sopa de maizena por cada 140 gramas de farinha de sorgo se estiver a fazer pão.

- Depois, adicione 1,25 vezes mais a quantidade de gordura (óleo ou manteiga) que a receita pede. Isto fará com que o item em questão fique mais húmido.

- De seguida, adicione 1,25 vezes mais a quantidade de substância levedante (o fermento de padeiro, o bicarbonato de sódio ou o fermento em pó) que a receita pede. Isso irá garantir que a receita aumenta na quantidade desejada.

- Por fim, coza tal como indicado na receita.


O grão



A farinha

















Update:
A farinha de sorgo da marca Bob's Red Mill pode ser encomendada na loja online alemã Foodoase e nas lojas Celeiro:
Bob's Red Mill Gluten Free Sweet White Sorghum Flour
Farinha de sorgo integral sem glúten

Pode também ser comprado em grão na loja online portuguesa Quero-te Bio, onde os sócios da APC usufruem de desconto:
Sorgo branco Bio 500g La Romagnola


Outros artigos:
Sorghum is celiac-safe: Study

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