INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



segunda-feira, 13 de junho de 2011

Brownie com pepitas

No sábado passado, fomos almoçar fora e na mesa das sobremesas havia brownie que o miúdo mais velho quis comer, mas não pode. Ora assim que chegámos a casa decidi compensá-lo e procurei uma receita de brownie para ele: encontrei esta que me pareceu bastante acessível e resolvi experimentar. Ultrapassou as minhas expectativas e rapidamente o brownie deixou de ser.

Ingredientes:
150 gramas de chocolate preto
115 gramas de manteiga sem sal
2 ovos tamanho M
200 gramas de açucar mascavado
65 gramas de amêndoa moída
65 gramas de farinha de arroz (eu usei integral)
1/2 colher de chá de sal fino
1/4 colher de chá de bicarbonato de sódio
2 colheres de chá de essência de baunilha
Pepitas de chocolate

Pré-aqueça o forno a 190º C. Derreta o chocolate com a manteiga no micro-ondas até dissolver bem. Reserve. Á parte, misture a amêndoa com a farinha de arroz, o sal e o bicarbonato de sódio. Na cuba da batedeira, bata primeiro os ovos até fazer espuma e junte, depois, o açucar e a essência de baunilha, misturando bem.

Acrescente aos poucos o chocolate à cuba, batendo devagar para incorporar bem. Por fim, junte a mistura de farinhas e bata até ter uma massa brilhante e macia. Prepare um tabuleiro de 20x20 (ou algo aproximado a estas medidas) cobrindo-o com papel de alumínio que deverá untar com manteiga. Despeje a massa, enfeite com as pepitas de chocolate ao seu gosto e leve ao forno, por 30 a 35 minutos (não deixe cozer demasiado para a massa não secar muito).

Quando estiver pronto, retire o brownie da forma puxando pelo alumínio e deixe esfriar numa rede de arrefecimento.



quinta-feira, 9 de junho de 2011

Nestlé sem glúten

Recentemente soube que a Nestlé espanhola ia começar a rotular todos os seus produtos isentos de glúten como tal. A informação foi veiculada pelas associações de celíacos espanhóis, e a página da empresa anuncia essa intenção. Sendo eu uma pessoa proactiva, de pronto contactei a Nestlé portuguesa de modo a saber se iriam fazer o mesmo em Portugal e recebi esta agradável resposta:

"Ex.ª Senhora,
Desde já agradecemos o seu contacto, bem como o seu interesse pelos nossos produtos.
Em resposta à sua questão, informamos que estamos a trabalhar em conjunto com a Nestlé Espanha nesta iniciativa, pelo que iremos também no nosso mercado identificar todos os produtos que não contém glúten.
Salientamos, que as embalagens de Nesquik Plus em Pó (excepto as promocionais) já possuem essa indicação, bem como os nossos cartazes de gelados Nestlé, que já identificam os seguintes produtos como isentos de glúten: Fantasmikos Creme de Chocolate, Fantasmikos Frutas, Nesquik Chocolate, Nesquik Leite, Hello Kitty.
Nos restantes produtos, a alteração do rótulo será feita consoante a sua rotatividade no mercado."

Obrigada.
PS: gostei da chamada de atenção para o Nesquik que não tem o rótulo sem glúten enquanto houver promoções, como está a acontecer agora.

terça-feira, 7 de junho de 2011

Kelloggs sem glúten

A Kelloggs americana não resistiu à pressão do crescente número de consumidores intolerantes ao glúten e lançou no mercado, este mês, Rice Krispies sem glúten. Assim que li aqui enviei um mail à Kelloggs portuguesa a perguntar se irão disponibilizar este produto no nosso país... se formos muitos a perguntar o mesmo, pode ser que o coloquem cá. Se quiserem demonstrar interesse, podem escrever para o endereço apoiokelloggs@netcabo.pt ou deixar mensagem nesta página (se funcionar, eu não consegui):





















Update
A Kelloggs portuguesa respondeu-me sem responder... ora vejam:

"Exma. Sra.,
Agradecemos o seu contacto e a sua sugestão.
Na gama de produtos Kellogg’s em Portugal, os cereais Frosties, Rice Krispies, Choco Crispies Original e Corn Flakes não contêm glúten na sua composição. No entanto, a Kellogg’s não pode garantir em absoluto a ausência de vestígios de glúten nestes produtos, dado que a linha de produção é também utilizada para cereais com glúten.
A decisão final do consumo ou não dos nossos cereais terá sempre der ser tomada pelo seu médico."

1º O que o meu filho come sou eu que decido, não é a pediatra dele e mal estaríamos se tivessemos que consultar os médicos sempre que quisessemos comer algo;
2º Na composição dos Rice Krispies em Portugal figuram os seguintes ingredientes (info retirada do site da Kelloggs): Arroz, açúcar, sal, aroma de malte de cevada, niacina, ferro, vitamina B6, riboflavina (B2), tiamina (B1), ácido fólico, vitamina D, vitamina B12. Que parte de malte de cevada é que não tem glúten?
3º Se não acautelam a contaminação cruzada, temos que assumir que são produtos com glúten.
4º Concluo que a Kelloggs portuguesa não tem produtos aptos para uma dieta isenta de glúten, nem lhes interessa ter.
5º Vou ter que lhes explicar isto.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Revistas sem glúten

Vi ontem no facebook da APC que a revista Activa deste mês traz uma reportagem sobre a problemática do glúten e algumas receitas. Há pouco fiquei também a saber que a revista Mulher Moderna na Cozinha passou a incluir receitas sem glúten nas suas edições. Tudo isto aponta para uma maior visibilidade do problema das condições associadas ao glúten, mas ainda temos muito que trabalhar até chegar ao nível da divulgação que existe nos EUA. Lá, encontro pelo menos quatro revistas sobre o tema:




Já fui subscritora da primeira, mas por problemas de envio das revistas, não renovei a subscrição. Com pena, porque era uma revista muito informativa e com óptimas receitas. A quarta revista tem formato digital, pelo que não há problemas com o envio por correio. Espanha teve também uma revista sobre intolerâncias e alergias alimentares, a "Vivir sin Gluten Y Alergias" em 2009, mas encerrou após sete edições. Assim, enquanto não há espaço para uma revista deste tipo em Portugal, podemos sempre recorrer às seguintes revistas online:




GFF Magazine

Y Ahora Qué Cocino?

Informação é poder.

Orelhas de elefante

Ou, em linguagem de adultos, palmiers (de contrafacção, neste caso). Quando encontrei esta receita da Shauna James, aka Gluten Free Girl, pensei que a massa seria óptima para substituir a massa folhada nas receitas que a pedem. Isto porque não sou grande cozinheira e a massa folhada parece-me muito complicada de fazer. Entretanto, vi um vídeo sobre como fazer palmiers e, de imediato, me veio à ideia a massa do rugelach, um doce típico judeu. Como palmiers seria um nome mais complicado para o miúdo dizer, chamei a estas bolachinhas "orelhas de elefante".

Ingredientes:
110 gramas de natas espessas (comprei da President)
110 gramas de manteiga sem sal
210 gramas de farinha sem glúten
1/2 colher de chá de sal
Açúcar mascavado
Canela

Retire as natas e a manteiga do frigorífico 10 minutos antes de começar a receita para amolecerem. Entretanto coloque no robot (a minha fiel kenwood, no meu caso) a farinha e o sal e misture um pouco. Corte a manteiga em pedaços e coloque no robot juntamente com as natas. Deixe bater a velocidade média até a massa formar uma bola.

Divida a massa em duas bolas mais pequenas (caso queira umas bolachas maiores, faça apenas uma bola), embrulhe em filme transparente e leve ao frigorífico por 15 minutos para endurecer. Passado esse tempo, estenda cada bola entre duas folhas de papel vegetal com a ajuda de um rolo, até formar um rectângulo.  Coloque, então, açúcar e canela a gosto em cada face da massa, pressionado ligeiramente para uma melhor aderência. Enrole um dos lados do rectângulo em círculo até chegar ao meio e pare; repita a operação com o outro lado do rectângulo, até os círculos se encontrarem. Pressione um pouco os dois círculos para não deixar espaços entre as camadas.

Envolva a massa em filme transparente outra vez e leve ao frigorífico por uma hora. Passado esse tempo, fatie finamente a massa e coloque as tiras num tabuleiro untado ou num tapete de silicone. Leve ao forno previamente aquecido a 190ºC durante 30 a 35 minutos até ficarem estaladiças.


Os "palmiers" antes do forno



sexta-feira, 3 de junho de 2011

Bolos de arroz

Um clássico das nossas pastelarias, mas um bolo que o miúdo nunca tinha comido. A fome juntou-se à vontade de comer quando encontrei formas para bolos de arroz numa loja de artigos para pastelaria. No mesmo local, vendiam também as fitas de papel típicas destes bolos, mas em embalagens de 1000, logo tive que improvisar. Recorri ao papel vegetal que uso para cozinhar mas esqueci-me do pequeno (grande) pormenor que este é anti-aderente pelo que facilmente saiu quando desenformei os bolos. Nota mental: comprar papel vegetal barato.

A receita foi adaptada a partir de outra que encontrei num blog de uma escola de pastelaria, usando o "meu" mix de farinhas, já que, contendo bastante farinha de arroz, permite alguma fidelidade à receita antiga dos bolos de arroz (parece que aqueles que se vendem nas pastelarias hoje em dia já só levam farinha de trigo).

Ingredientes:
150 gramas margarina
250 gramas açúcar
3 ovos
75 ml leite
7,5 gramas fermento em pó
Raspa de limão
Açúcar para polvilhar

Bata a manteiga com o açúcar até ficar cremoso. Em seguida, junte os ovos e a (pouca)raspa de limão batendo novamente. Coloque o leite, bata mais um pouco e junte a farinha com o fermento; envolva tudo.

Coloque nas formas previamente revestidas com uma tira de papel vegetal e polvilhe com açúcar (eu usei açucar mascavado para um efeito mais caramelizado).
Leve a cozer em forno pré-aquecido a 190ºC por 20 a 25 minutos ou até dourar. Quando estiverem prontos, deixe arrefecer completamente.






quinta-feira, 2 de junho de 2011

Brioches

Estes pequenos pães de leite são uma constante cá em casa desde que encontrei a receita aqui. Inicialmente fazia a receita do principio ao fim na máquina do pão, tendo adaptado as quantidades à cuba do meu aparelho que é menor do que a da receita original. Hoje em dia, sigo a receita até ao final do ciclo de levedação, paro o programa e com a massa faço pequenas bolas que vão ao forno. O resultado é este e ficam sempre bem:
















Ingredientes:
350 gramas de farinha sem glúten (uso a mistura panificável sem glúten do El Corte Inglés)
280 gramas de leite
2 ovos
1 colher de sopa de essência de rum ou baunilha
70 gramas de açúcar
35 gramas de óleo
5 gramas de fermento seco
Para pincelar:
1 gema de ovo
Água

Misture a farinha e o açúcar. Noutro recipiente misture o leite ligeiramente aquecido, o óleo, os ovos e a essência.

Deite na cuba a mistura líquida e em seguida a farinha. Faça uma pequena cova na farinha e coloque aí o fermento.

Programe para pão doce/750 gramas. A cor da crosta não é relevante visto que não vamos deixar cozer na máquina. Quando terminar o ciclo de levedação, desligue a máquina e coloque colheradas de massa no tabuleiro que irá ao forno. Com as mãos molhadas, forme a massa em bolas. Por fim, pincele com uma mistura de água e gema de ovo.

Vai ao forno a 190ºC durante 35 a 40 minutos, ou até dourar. Deixe arrefecer.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A vaca que ri

Se há produto que os miúdos gostam, é o queijinho triangular da Vaca que Ri. Ao ler a longa lista de ingredientes à procura de glúten, esta parecia-me inofensiva, mas como indicava elementos que eu desconhecia, não comprava. Menção a alergéneos, nem vê-la... na semana passada, numa ida a um supermercado Espanhol, olho para a caixinha da Vaca que Rie e lá estavam elas, as palavrinhas mágicas: Sin Gluten.

Fiquei chateada com a vaca Portuguesa, a sério que fiquei! Então, se os ingredientes são iguais, porque é que os petizes Portugueses que não toleram o glúten merecem menos consideração que os seus congéneres Espanhóis? E se bem o pensei, bem o fiz- já seguiu um email para a dita vaquinha a perguntar porquê. Se me responderem, depois venho cá contar. Entretanto, o miúdo regala-se com o quesito de nuestros hermanos (e não me venham cá com conversas acerca da balança deficitária e defender o que é nosso e coiso e tal).


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