INFORMAÇÃO É PODER

DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



Mostrar mensagens com a etiqueta sem ovos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sem ovos. Mostrar todas as mensagens

domingo, 15 de outubro de 2017

Farinha para pão Mercadona

Aqui há uns anos, o Mercadona tinha uma abundância de produtos rotulados, mas não havia muitos produtos específicos para celíacos. O panorama tem-se vindo a alterar e apareceu há pouco a farinha para pão de marca própria do Mercadona. Um pacote de um quilo custa 2,50€, o que é uma poupança considerável em relação à farinha Mix B da Schar. Mas daria os mesmos resultados? Comprei para experimentar e optei por uma receita do pacote de modo a melhor aferir os resultados.

Neste caso, alterei-a um pouco usando 450 gramas da farinha Mercadona com 50 gramas de farinha de trigo sarraceno e 420ml de água. O resultado? 

























Fiquei bem impressionada com o resultado, contudo continuo a preferir a Schar Mix B. Irei comprar de novo para usar em conjunto com a farinha da Schar e baixar o custo do pão, sendo que acho que é uma alternativa legítima para as nossas receitas. Só falta é o Mercadona abrir em Portugal, mas estima-se que isso só em 2019 e apenas em Gaia, no início.

Uma receita que usa este preparado do Mercadona:
Pan de Pita Sin Gluten, para celiacos novatos

quinta-feira, 15 de junho de 2017

Pão ciabatta sem glúten

Para aproveitar a manhã livre do feriado e comermos pão fresco ao pequeno almoço,  ontem à noite decidi-me a deixar massa preparada a levedar. Mas que receita? Precisava que fosse fácil e rápida porque estava cansada. Optei então por fazer ciabattas e resolvi experimentar  com as farinhas que tinha mais à mão. O resultado foi este:

























Ingredientes:
425 gramas de farinha Schar Mix B
75 gramas de farinha de trigo sarraceno
2 gramas de psílio em pó
3 gramas de fermento seco
30 gramas de massa velha
480 ml de água
30 ml de óleo vegetal
8 gramas de mel
8 gramas de sal fino

Na cuba da batedeira, misture as farinhas com o psílio e o fermento. Faça uma cova no meio e acrescente a água, o óleo e o mel. Deixe bater bem e junte depois a massa velha (isto não é mais do que massa crua guardada de uma fornada anterior- quem não tiver, deve acrescentar mais fermento seco). Por fim, acrescente o sal e deixe bater durante 10 minutos.Leve depois ao frigorífico para levedar durante 8 a 12 horas. 

No final desse período, ligue o forno a 220 graus e coloque um recipiente metálico no fundo do forno com um pouco de água. Retire primeiro 30 gramas da massa e guarde num recipiente fechado no frigorífico para usar como massa velha numa próxima fornada. Coloque a restante massa numa superfície enfarinhada e vá dobrando-a, como se estivesse a fazer massa folhada. Estenda depois a massa num rectângulo grande e, com uma faca afiada, corte rectângulos mais pequenos. Deixe repousar um pouco, coloque depois num tabuleiro forrado com papel vegetal e leve ao forno. Aos 10 minutos de cozedura, diminua a temperatura para 200 graus e deixe cozer durante mais 30 minutos. Faça depois um arrefecimento gradual antes de servir.


domingo, 5 de fevereiro de 2017

A moda da tapioca

Felizmente, há modas que vêm por bem e a moda das tapiocas brasileiras é um bom exemplo. Rápida de preparar, versátil e, ainda por cima, sem glúten (deriva da goma de mandioca)! Para quem não consegue fazer pão sem glúten, a tapioca pode ser uma boa alternativa para o pequeno almoço. 

O único senão é que não é fácil acertar com a receita certa, mas uma vez isso conseguido, não há como falhar. Tive que deitar várias tentativas ao lixo até acertar com a versão ideal: 100 gramas de tapioca hidratada da marca Da Terrinha (disponível no Jumbo)+uma frigideira de 24 centímetros=tapioca.

Ingredientes:
100 gramas de tapioca hidratada
Recheio a gosto (doce ou salgado)

Numa frigideira fria (há quem prepare com a frigideira quente, mas comigo funciona melhor fria) espalhe bem a tapioca de modo uniforme. Ligue o bico do fogão a lume médio; assim que as bordas da tapioca começarem a descolar da frigideira, coloque o recheio em metade da superfície e dobre a tapioca. De seguida, vire a tapioca e deixe cozinhar mais 30 segundos- se deixar mais tempo pode ressecar e ficar quebradiça. Sirva de seguida.



























quarta-feira, 16 de novembro de 2016

Pão com chouriço

Depois do pão com salpicão, hoje é a vez do pão com chouriço: quentinho, a transbordar de chouriço e acompanhado pelo tradicional caldo verde soube-nos pela vida. Só quem passa pelas barracas do pão com chouriço nas feiras, sente o cheiro e continua sem parar, pode apreciar o que é reproduzi-lo com sucesso em casa. De certeza, uma receita a repetir- congela bem e é uma óptima ideia para um lanche rápido fora de casa.

Ingredientes:
240 gramas de farinha para pão da Área Viva Continente
180 gramas de farinha Schar Mix B
40 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
40 gramas de polvilho doce
4 gramas de psílio em pó
5 gramas de fermento seco
420ml de água morna
5 gramas de vinagre
5 gramas de açúcar
10ml óleo vegetal
Chouriço sem glúten a gosto

Na cuba da sua batedeira misture as farinhas com o psílio e o fermento até obter uma mistura de cor uniforme. Num copo misture a água com o vinagre, açúcar e óleo e junte-a aos ingredientes secos. Deixe bater durante cerca de 10 minutos em velocidade média.

Tape a cuba e deixe a massa levedar durante uma hora. No final desse período, coloque uma folha de papel vegetal na bancada e polvilhe com farinha de arroz: divida a massa em dois, e estique cada metade com um rolo até obter uma espessura de 2 centímetros. Espalhe o chouriço tal como indicado na foto e enrole; corte o rolo de massa em partes iguais e repita com a outra metade. Arredonde os pedaços de massa e deixe a levedar tapados em local morno durante meia hora.

Coloque um pequeno recipiente de ir ao forno com um dedo de água a ferver no fundo do forno para uma crosta mais crocante, e ligue o forno a 200ºC. Passados cinco minutos, leve então os pães a cozer durante 30 minutos, retire, deixe arrefecer levemente e sirva.

Rende 10 unidades.


























quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Bolo do caco sem glúten

Com a entrada do Outono é inevitável não pensar em receitas com abóbora, batata-doce e maçã. Se a isso juntarmos um produto que está na moda, como o bolo do caco, e que leva um ingrediente da época como o é a batata-doce, junta-se o útil ao agradável. Experimentei esta receita e ficamos fãs, não faz diferença nenhuma para o bolo do caco com glúten. Assim, não há desculpa para quem faz dieta sem glúten passar ao lado do hambúrguer do momento...

Ingredientes:
400 gramas de farinha Schar Mix B
50 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
250 gramas de batata-doce assada sem a pele
5 gramas de fermento seco
400ml de água morna
8 gramas de sal fino


Asse a batata-doce e depois desfaça-a com um garfo até não ter grumos. Reserve.

Coloque as farinhas na cuba da sua batedeira com o fermento e a batata-doce. Ligue a batedeira e vá juntando a água aos poucos. Junte depois o sal. Deixe amassar durante 10 a 15 minutos até obter uma massa homogénea que se cola um pouco às mãos. Tape a cuba e deixe levedar durante uma hora.

Espalhe farinha de arroz em cima de uma folha de papel vegetal e forme 12 bolas de massa com aproximadamente 90 gramas cada. Espalme-as de modo a fazer pães redondos achatados, com mais ou menos 3 cm de espessura. Tape com um pano e deixe levedar de novo durante 20 a 30 minutos.

Coza numa frigideira/prancha anti-aderente, manuseando a massa com cuidado para não perder o ar. Deixe cozer de um lado 2 a 3 minutos até ganhar cor, depois vire com uma espátula e deixe cozer mais um minuto ou dois. Retire a farinha torrada da frigideira/prancha e vá colocando os restantes pães até terminar. Sirva mornos ou deixe arrefecer e congele.


























quinta-feira, 13 de outubro de 2016

Tortillas de maíz

Tivemos a sorte de receber recentemente uma tortilladora vinda directamente do México. Para quem gosta de tortillas, como nós lá em casa, é um grande presente... Se estão a perguntar o que é uma tortilladora, é um pequeno (mas pesado) aparelho que os mexicanos usam para acelerar o processo de produção das tortillas- semelhante a uma prensa, transforma pequenas bolas de massa em finos discos. É essencial para fazer tortillas? Não, mas dá muito jeito: quem não tem, pode sempre usar o rolo de estender ou achatar as bolas de massa com a ajuda de uma frigideira.

O passo seguinte foi encontrar a farinha certa para fazer as famosas tortillas de maíz. No México e nos Estados Unidos usam a harina masa da marca Maseca que é específica para fazer este tipo de comida (a nossa farinha de milho não dá o mesmo resultado). Nesses países, a marca Maseca garante a isenção de glúten, mas a embalagem que encontrei em Espanha dizia que podia conter vestígios de trigo (provavelmente por problemas de contaminação na moagem da fábrica italiana que a produz para a Europa). 

Deste modo, como quem não tem cão, caça com gato, optei por trazer farinha de milho branco da marca PAN que agora já é isenta de glúten. Apesar de nao serem bem a mesma coisa, usei a mesma receita das tortillas mexicanas e funcionou muito bem, ainda que o sabor seja diferente. Entretanto, já verifiquei que a marca Bob's Red Mill tem masa harina com garantia de isenção e já tratei de a encomendar para experimentar.




Ingredientes:
2 chávenas de farinha
1 1/2 chávenas de água
1 pitada de sal

Junte os ingredientes numa tigela e amasse com as mãos até obter uma bola de massa lisa. Divida em pequenas bolas com cerca de 55 a 60 gramas e achate-as em pequenos discos (como referido em cima, com o rolo, a parte de trás de uma frigideira ou uma tortilladora- caso use esta última, coloque um plástico entre as placas para melhor remover a massa).

Numa frigideira coza as tortillas, 30 segundos a 1 minuto de cada lado, até estas incharem. Guarde-as num pano limpo enquanto não termina, para não secarem. Recheie a gosto- já usamos bifanas desfiadas de uma vez, e noutra frango salteado com guacamole.









sábado, 30 de abril de 2016

Pão de "queijo"

Existem à venda pães de queijo congelados sem glúten que são muito práticos quando não se tem muito tempo livre. Mas o que faz alguém que gosta da textura do pão de queijo, mas não o pode comer? Faz esta receita do blog Diário Sem Lactose. Já a tinha visto há algum tempo, mas faltava-me o ingrediente essencial- a essência de queijo. Não a encontrei em Portugal, mas dei por ela numa loja online espanhola, a Maria Lunarillos, que tem uma secção de produtos sem glúten e faz entregas no nosso país em 24 horas.

A receita funciona muito bem e é uma alternativa saborosa para quem faz dieta sem lacticínios. Aqui em casa já a fizemos duas vezes e há pedidos para repetição. 


Ingredientes:
120ml de água
80ml de óleo
480 gramas de polvilho doce
120 gramas de polvilho azedo
Sal  a gosto
500 gramas de batatas cozidas e amassadas
1 colher de chá de essência de queijo
1 colher de sopa de fermento em pó

Ferva o óleo com a água. Entretanto, misture numa tijela metálica ou de vidro os polvilhos e o sal. Quando a água ferver, verta-a sobre os polvilhos e mexa rapidamente com uma colher. Ficará com uma espécie de areia grossa; continue a misturar até que arrefeça e possa usar as mãos.

Coloque depois as batatas esmagadas e amasse até obter uma massa lisa. Adicione a essência, amasse novamente para incorporar e, por último, coloque o fermento e amasse mais um pouco.

Faça bolinhas com as mãos do tamanho que desejar e coloque num tabuleiro forrado com papel vegetal. Vai ao forno pré-aquecido a 180 graus até os pãezinhos ficarem dourados, cerca de 15 minutos.















domingo, 3 de abril de 2016

Manteiga de óleo de coco

Quando vi esta receita, soube logo que ia experimentar... Uma alternativa saborosa e saudável à manteiga? Com 3 ingredientes? Tenho barrado o pão com esta manteiga de óleo de coco e já não quero outra coisa.

Ingredientes:
240ml de óleo de coco derretido
3 colheres de sopa de azeite
Sal a gosto

Derreta o óleo de coco. Numa taça média coloque o óleo de coco, o azeite e o sal e misture. Numa taça grande, coloque agua fria e gelo e coloque dentro a taça média. Mexa com um garfo até a mistura começar a ficar turva e bata depois com uma batedeira com duas varas. Bata ate obter uma consistência de creme, parecida com a manteiga. 

Coloque num recipiente com tampa e guarde à temperatura ambiente. Suspeito que no Verão tenha que guardar esta "manteiga" no frigorífico, mas para já mantém-se sólida guardada dentro de um armário. Experimentei colocá-la no frigorífico e ficou muito dura, o que dificultou barrá-la no pão.















O post da receita original traz um passo a passo muito elucidativo.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Pão bijou com mistura de farinhas caseira

Através do blog, apercebo-me que muitas das pessoas que fazem a dieta sem glúten preferem evitar as misturas de farinhas comerciais como, por exemplo, da Schar ou da Beiker, e fazer as suas próprias misturas. Não nego a conveniência de uma mistura já feita, mas também compreendo que se prefira fazer em casa e poupar algum dinheiro. Assim, quando encontro uma dessas receitas, tenho que a experimentar. 

A semana passada encontrei esta receita num post de um grupo de celíacos espanhóis do Facebook e pus mãos à massa. O resultado está à vista: um pão com uma textura suave e que se aguenta fresco durante dois dias. Mas não há milagres: é mesmo preciso usar psílio. "Pode-se substituir o psílio?" é uma pergunta recorrente sobre as receitas de pão que levam este ingrediente, dúvida que se deve prender à relativa dificuldade em comprá-lo em Portugal. Infelizmente, a resposta é não; pode-se pôr mais goma xantana, pôr linhaça moída, sementes de chia, pectina, goma guar... O efeito não será o mesmo.

Pessoalmente, prefiro abrir os cordões à bolsa e encomendar o psílio da marca Finax da Querfood ou Foodoase, sabendo que o pão sairá bem e que não será um desperdício de farinha, do que inventar substituições. Numa casa em que todos comemos pão sem glúten é muito importante que este seja comestível, sim, mas principalmente que não deixe saudades do pão com glúten.

Ingredientes:
200 gramas Maizena
100 gramas polvilho doce
100 gramas farinha de arroz
50 gramas farinha de arroz integral
50 gramas de farinha de trigo sarraceno
10 gramas de sal
10 gramas de goma xantana
10 gramas de psílio
5 gramas de fermento seco
15 gramas de mel
5 gramas de fermento em pó tipo Royal
550 gramas de água tépida

Misture todos os ingredientes secos na cuba da sua batedeira.

Dilua o mel na água e vá juntado-a à farinha com a batedeira em funcionamento durante 3 a 4 minutos.

Deixe repousar 10 minutos e volte depois a bater durante 3 a 4 minutos.

Tape e deixe a levedar no frigorífico entre 8 a 12 horas, até que quase duplique de tamanho.

Retire para uma superfície polvilhada com farinha e modele como bolas ou pequenas baguettes. Deixe levedar de novo durante 20 minutos.

Leve ao forno pré-aquecido a 230ºC num tabuleiro forrado a papel vegetal com vapor (coloque um pequeno recipiente de metal com dois dedos de água no fundo do forno quando o ligar), durante 15 minutos. Baixe para 210ºC e deixe cozer mais uns 10 a 15 minutos, até que soem a oco.

Deixe arrefecer numa rede antes de cortar.









terça-feira, 22 de setembro de 2015

Pão moreno

Quando vi esta receita do blog Cocina Fácil Sin Gluten, lembrei-me do frasco de farinha de alfarroba, lá na despensa, ainda por abrir e decidi experimentá-la. Além disso, qualquer receita que dispense os mixes de farinha comerciais merece ser testada. Pensei que as pequenas baguettes não seriam apreciadas pelos miúdos devido ao seu aspecto mais "exótico", mas já recebi pedidos de repetição. 

Ingredientes:
200 gramas de farinha maizena
100 gramas de fécula de batata
100 gramas de polvilho doce
50 gramas de farinha de trigo sarraceno 
25 gramas de farinha de alfarroba
25 gramas de farinha de arroz/arroz integral  
8 gramas de sal
10 gramas de goma xantana
10 gramas de psílio em pó 
5 gramas de fermento seco 
5 gramas de açúcar/açúcar de coco
8 gramas de vinagre de sidra
460-480 ml de água morna
3 colheres de sopa de azeite/ óleo de uva
Sementes de sésamo ou outras (opcional)

Na cuba da batedeira misture as farinhas com a goma xantana, o psílio e o fermento. Num copo, colocamos 460ml de água com o açúcar e vinagre. Ligue a batedeira e acrescente os líquidos; deixe misturar e acrescente depois o sal e, por fim, o azeite/óleo de uva (junte mais 20ml de água se a massa ficar muito espessa).

Tape a cuba com a massa e aqui tem duas opções: ou tem pressa e coloca a massa a levedar num local protegido do frio, como o interior do forno desligado (+/- duas horas) ou opta pela levedação a frio, que desenvolve o sabor e a textura, deixando a massa no frigorífico durante a noite.

Terminado esse período, ligue o forno a 200ºC e coloque um pequeno recipiente (apto para ir ao forno) com um dedo e meio de altura de água no fundo do mesmo (isto para que se crie vapor apenas no início da cozedura). Dê forma à massa, pincele as baguettes com água e salpique com as sementes da sua escolha, levando a cozer ao forno num tabuleiro com papel vegetal.

Durante os primeiros 15 minutos deixe cozer a 200ºC e baixe depois para 180ºC para cozer mais 25 a 30 minutos. Faça então um arrefecimento gradual e consuma quando estiverem frios.

Rende 12 unidades.

Observações:
- A receita original inclui lecitina de soja que excluí por não gostar deste ingrediente; como a sua função original é a de conservante, acrescentei o vinagre que serve o mesmo propósito.
- As sementes devem ser garantidamente isentas de glúten, sem contaminação cruzada. Neste caso, optei pelas sementes de sésamo da Diese que garantiu, em contacto com o serviço de apoio ao cliente, a sua isenção.















quarta-feira, 15 de julho de 2015

Pão caseiro

Sabendo a dificuldade que é conseguir fazer um pão sem glúten comestível, quando se consegue uma receita que dá um pão tão bom como o da padaria, a sensação só poderia ser de vitória. Esta receita é dessas. Faço este pão sempre como indicado, não vario muito (só no tempo de levedação) porque "em equipa vencedora não se mexe". Se descobrirem que funciona com menos ou outros ingredientes, venham cá partilhar.


Ingredientes:
200 gramas de farinha Schar Mix B
100 gramas de farinha Proceli
100 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
60 gramas de polvilho doce
40 gramas de fécula de batata
6 gramas de psílio em pó
2 gramas de fermento seco
5 gramas de açúcar de côco
8 gramas de vinagre de sidra
530 gramas de água morna
½ colher de sopa de sal fino
3 colheres de sopa de óleo de graínha de uva
50 a 80 gramas de massa velha

Misture as farinhas com o psílio e o fermento na cuba da sua batedeira, até obter uma côr homogénea.

Num outro recipiente, misture a água com o açúcar e o vinagre e verta o seu conteúdo sobre a farinha com a batedeira em funcionamento. Continue a bater e junte depois, primeiro, o sal e de seguida o óleo. Por fim, acrescente a massa velha e deixe bater durante mais cinco minutos.

Tape depois a cuba da batedeira com filme transparente e, preferencialmente, deixe levedar no frigorífico entre 6 a 12 horas. Não tendo essa disponibilidade, deixe levedar em local morno durante, pelo menos, duas horas.

No final da levedação, ligue o forno a 230ºC e coloque aí um pequeno tacho com um fundo de água. Verta a massa para cima de uma folha de papel vegetal polvilhada com farinha de arroz, estenda-a ligeiramente e corte entre 11 a 12 pedaços rectangulares. Espalme-os um pouco, coloque-os num tabuleiro forrado a papel vegetal e leve a forno pré-aquecido a 230ºC durante dez, doze minutos- caso o forno tenha essa opção, com o calor só por baixo. Reduza depois para 190ºC e coloque calor por cima e por baixo durante mais 20 minutos. Desligue o forno, mas deixe a porta fechada durante cinco minutos. Faça depois um arrefecimento gradual. 































quarta-feira, 24 de junho de 2015

Bolachas rápidas de canela

Nem sempre é fácil encontrar receitas de bolachas rápidas, saborosas e aptas a várias restrições alimentares. Esta receita, que encontrei na revista Bolachas e Biscoitos (Especial Segredos de Cozinha), preenche esses requisitos: trocando a manteiga original por margarina, são aptas a dietas sem glúten, sem ovos e sem lacticínios.

Ingredientes:
100 gramas de margarina a temperatura ambiente
2 colheres de sopa de azeite
100 gramas de açúcar
250 gramas de farinha Doves Farm self white raising
1 colher de chá de canela em pó

Amasse a margarina com o azeite e o açúcar até obter um creme bem ligado. Junte a farinha e a canela e amasse novamente até a massa ficar bem ligada.

Molde bolinhas com a massa e disponha-as num tabuleiro coberto com papel vegetal, deixando espaço entre elas. Depois, calque-as delicadamente com um garfo. Leve a forno pré-aquecido a 200C durante cerca de dez minutos. Retire e deixe arrefecer numa rede.




domingo, 7 de junho de 2015

Pão integral de sorgo

Um blog a que regresso sempre é o blog italiano Un Cuore di Farina Senza Glutine. Os seus autores fazem maravilhas do pão sem glúten e já reproduzi aqui várias receitas deles. Hoje não é excepção: recentemente, publicaram uma receita de pão integral com sorgo que não resisti a experimentar e que resultou num pão húmido com uma boa textura que não se esfarela, e que assim permanece até três dias. Ainda que o sorgo não seja fácil de adquirir, vale a pena o investimento.

Ingredientes:
170 gramas de farinha de sorgo Bob’s Red Mill (online em Foodoase)
80 gramas de farinha de teff Bauckhof (no Celeiro)
64 gramas de farinha de milho Ceifeira
128 gramas de Maizena
126 gramas de polvilho doce Globo
22 gramas de goma xantana
6 gramas de fermento seco
500 gramas de agua
2 colheres de sopa de óleo
8 gramas de sal

Na cuba da sua batedeira, misture bem todas as farinhas com a goma xantana e o fermento ate obter uma cor homogénea. Com o gancho a funcionar, acrescente a água até obter uma mistura lisa e acrescente, por ultimo, o óleo e o sal.

Na receita original, recomendam colocar a massa de imediato no frigorífico, mas preferi que levedasse um pouco primeiro e só depois colocá-la no frio, coberta com filme transparente. A massa deve permanecer no frigorífico entre 12 a 24 horas.

Passado esse período, coloquei a panela de ferro no forno a 230°C. Retirei a massa do frigorífico, estendi-a sobre uma folha de papel vegetal polvilhado com farinha de arroz e dei-lhe uma forma arredondada. A panela deve aquecer durante 20 a 30 minutos, enquanto isso a massa vai levedando um pouco.

Coloque depois a massa dentro da panela, tape-a e leve-a ao forno a cozer 30 minutos coberta e outros quinze já sem a tampa. Após esse período, faça um arrefecimento gradual e não fatie antes de estar completamente frio.











quinta-feira, 16 de abril de 2015

Natas azedas sem glúten, sem lacticínios

Quando encontrei esta receita de natas azedas vegetais, nem queria acreditar, mas experimentei e foi, sem dúvida, um sucesso. Natas cremosas, saborosas, sem glúten, sem lactícinios e mais saudáveis que as natas "normais"? E fáceis de fazer? Costumava comprar natas de arroz por questões de colesterol alto, mas agora faço estas regularmente. Já usei em molhos como o Strogonoff, em bolachas e bolos... Quem não sabe, fica a pensar que são natas de leite de vaca.

Ingredientes:
200 gramas de cajus ao natural (comprei no Lidl)
1/2 colher de chá de sal fino
180 ml de água engarrafada
2 colheres de sopa de sumo de limão

Ponha os cajus de molho entre quatro a oito horas. Passado esse tempo, despeje a água, coloque os cajus no copo do liquidificador com o sal, metade da água engarrafada e o sumo de limão e triture bem. Vá acrescentando o resto da água até obter a consistência desejada, sem grumos.

Verta para um frasco e coloque mais sal ou sumo de limão, a gosto (eu acabo por colocar o sumo de um limão inteiro porque gosto das natas bastante azedas. Pode usar de imediato, ou guardar no frigorífico até cinco dias.













sábado, 7 de março de 2015

Pão de forma integral

Deste vez, quis experimentar os magníficos "poderes" da farinha Brot Dunkel da Schar no pão de forma. Em boa hora o fiz. Esta farinha ainda só se encontra à venda nas lojas Celeiro, mas vale a pena a sua aquisição. 

A receita a que cheguei tem alguns ingredientes menos comuns, mas usei-os por uma razão: o óleo de grainha de uva além de não ter um sabor acentuado, aguenta altas temperaturas sem se degradar, o que não acontece com o azeite; o açúcar de coco dá cor ao pão (como daria o açúcar normal), mas tem um baixo índice glicémico, o que o torna mais saudável. A Proceli não é uma farinha fácil de encontrar (eu comprei nos supermercados Froiz), pelo que poderá ser trocada pela Beiker, ou a farinha de marca própria do Jumbo ou do El Corte Inglés, mas tendo atenção aos líquidos, porque cada farinha absorve água de maneira diferente.

Os pedidos de repetição para este pão "quadrado", têm sido vários. Claro que, para que adquira este formato, deve-se procurar a forma certa, uma com tampa. Eu comprei a minha aqui.


Ingredientes:
250 gramas de farinha Schar Mix B
100 gramas de farinha Proceli
50 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
50 gramas de farinha de trigo sarraceno Bauckhof
5 gramas de psílio em pó Finax
5 gramas de sal
5 gramas de fermento seco Doves Farm
525ml de água morna
10 gramas de açúcar de coco
10 gramas de vinagre de sidra
25 gramas de óleo de grainha de uva

Misture as farinhas com o psílio e o sal na cuba da sua batedeira. Acrescente depois o fermento. Entretanto, junte num copo o óleo, o açúcar e o vinagre e misture bem. Junte depois a água.

Ligue a batedeira e vá juntando a água aos poucos. Deixe bater durante alguns minutos, até obter uma massa lisa e homogénea. Tape a cuba e deixe levedar durante uma hora. 

No final desse período, aqueça ligeiramente o forno a 50°C e desligue. Unte a forma com óleo e polvilhe com farinha de arroz. Bata a massa para retirar o ar e coloque dentro da forma. Coloque-a semi-aberta com a tampa no forno desligado até a massa chegar ao topo da forma. Feche-a e ligue o forno a 220°C. Deixe cozer durante uma hora.

Deixe arrefecer um pouco dentro da forma e retire depois o pão para uma rede de arrefecimento. Só fatie quando estiver frio.
















Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...