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quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Itália sem glúten

Quando fomos com o meu filho mais velho a Londres numa altura já pós-diagnóstico, fomos porque sabíamos que seria mais fácil viajar devido a todas as opções sem glúten que a cidade oferece. No entanto, de todos os locais em que fizemos refeições sem glúten, ficou-nos na memória um restaunte italiano, Il Cotto, em que o dono (assim como mais alguns membros da sua extensa família italiana) é celíaco. A simpatia com que nos trataram e, em especial, o miúdo, mais os pratos que pudemos escolher, não nos deixaram mais esquecer este local.

Na altura achei estranho haver tantos casos de DC numa só família, mas depois li que a taxa de diagnósticos em Itália é bastante alta, o que contribuiu para a alargada consciencialização desta temática entre os seus cidadãos transalpinos. Este artigo do Legal Nomads, que hoje divulgo, trouxe-me à lembrança o restaurante londrino, junto ao London Eye, onde uma vez fizemos uma refeição descomplicada, tão perto do normal quanto possível.

"É surpreendentemente fácil comer sem glúten na Itália
Eu não esperava sofrer por falta de comida na Itália. Já tinha visitado, antes de decidir ouvir o meu médico e o meu corpo e cortar com o glúten por completo. Fui diagnosticada com a doença celíaca há mais de uma década, mas teimosamente ignorei-a durante anos, esperando que o diagnóstico fosse um erro, ou talvez uma intolerância em vez de uma alergia. (...)

Eventualmente fiquei suficientemente doente e ganhei juízo, tendo chegado a um ponto em que quase tudo – com ou sem glúten- me fazia mal. Mas, primeiro, fui para a Itália e, voluntariamente, estupidamente, ignorei a dor de estômago. Comi massa, mas também comi presunto e melão, macio queijo burrata, ilicitamente delicioso com o seu maravilhoso leite crú. Havia paninis, mas também pilhas de carne de porco assada e salame, com sabor e textura. E, assim, ao planear o meu regresso à Itália este ano, esperava ficar a salivar de inveja sobre as pizzas e pratos carregados de trigo - mas também sabia que haveria muito por onde escolher na Úmbria, mesmo para um celíaco.

No entanto, enquanto eu contava com algumas refeições memoráveis, não percebi como a Itália conseguia acomodar na perfeição aqueles com doença celíaca. Não só houve uma grande variedade de pizzas, massas e pães totalmente isentos de glúten, mas todos sabiam o que significava ter a doença celíaca. (...)

Fiquei atónita.

Na Inglaterra e na América do Norte, as pessoas geralmente estão a par das alergias alimentares e na maioria das maiores cidades, existem opções sem glúten. É inegavelmente muito mais popular viver sem glúten nos dias de hoje. Nem todos aqueles que defendem a dieta são diagnosticados com a doença celíaca, alguns seguem rigorosas dietas paleo, outros simplesmente sentem-se mais saudáveis sem glúten. Não estou, de todo, a criticar isso - a moda de cortar como glúten significou que eu tenho muito mais para escolher quando vou à mercearia. No entanto, o conhecimento do público da doença celíaca - o que é e o que faz aqueles cujos corpos rejeitam o trigo - é muito mais baixo do que eu percebia. (...)

Imaginem o meu espanto: a cada volta na Itália, todos sabiam o que era a doença celíaca. Além disso, ficavam animados: "Ah sim! Um desses! Não tem problema, aqui está o que nós lhe vamos dar em substituição”. Eu estava ansiosa à medida que se aproximava o dia de ir para a Umbria, preocupada se iria ser uma chata na viagem, com as visitas de imprensa no pós-conferência ou forçada a recusar uma refeição quando chegasse à mesa. Não foi assim. Por exemplo, a talentosa chef (mais conhecida pela avó da família) no restaurante I Mandorli tinha preparado uma série de pratos simples, mas requintados (...). Lá pegaram-me pela mão e mostraram-me exatamente, entre o que estava sobre a mesa, o que era seguro.

(...)

Esta não foi a primeira nem a última das refeições especialmente preparadas na minha curta visita à Úmbria. O local da conferência tinha uma variedade incrível de opções sem glúten, independentemente da refeição. Os empregados de mesa reparavam em mim, colocavam um pão sem glúten no forno e, em dez minutos, eu teria um enorme prato de comida. É claro que era um pouco mais de amido do que o que estava acostumada.

(...)
As opções sem glúten estendiam-se até ao aeroporto, no meu voo de Florença. Também lá existiam massas congeladas disponíveis em vez das tradicionais opções cheias de glúten. (Não importa que soubessem mal - foi uma vitória ter uma refeição apta, não podemos ter tudo.)

Então, por que é a Itália é tão hospitaleira para os celíacos?
(...)
Decidi perguntar à Rebecca de Umbria on the Blog se minhas suspeitas estavam correctas. Ela indicou-me a Letizia Mattiacci, que - entre outros posts - bloga sobre suas próprias lutas para evitar o trigo. A Letizia respondeu rapidamente:

"Lembro-me de ter visto, há um tempo atrás, um estudo holandês que afirmava que as variedades de trigo moderno têm maior teor de glúten tóxico do que as variedades tradicionais. Depois, há o problema da sobre-exposição. O trigo e o amido modificado estão por todo o lado, logo os italianos têm uma exposição certamente maior do que os outros pois comemos muita massa e somos grandes comedores de pão. De acordo com a Associação Celíaca italiana, cerca de 1% dos italianos são celíacos. Consequentemente, não é de surpreender que encontre muitas opções sem glúten na Itália. (…) "

E como a Rebecca observou num post no blog de sua autoria, a exposição é muito mais profunda do que isso. As crianças são rotineiramente despistadas para a doença celíaca, e os celíacos obtêm um subsídio do Estado para compensar o custo mais elevado dos alimentos sem glúten. Além disso, Maria Ann Roglier, autora de O Guia Sem glúten para a Itália, observa que a lei italiana exige que os alimentos sem glúten estejam disponíveis em escolas, hospitais e locais públicos. (E que se pode fazer um mestrado em doença celíaca, a partir do diagnóstico até à sua gestão.)

Bem, isso explica o aeroporto de Florença.

Mas uma coisa ainda me incomodava: o país não sabia apenas sobre a doença celíaca, este aceitava-a. Eles compreenderam que isto é um problema e mudaram-se em ao redor dele para acomodar as suas refeições, e fê-lo com gosto. (...)

Acresce a isto o facto das farinhas alternativas estarem na moda, produtos como a espelta e o kamut (que contêm glúten), mas também o trigo-sarraceno, o arroz e a soja. Além disso, as farinhas de grão-de-bico e castanha fazem parte da cozinha italiana há séculos. (...)

Quando fui diagnosticada com a doença celíaca, fui a casa da minha melhor amiga em Montreal para jantar. A sua família é italiana e estavam habituados a ver-me comer a sua massa sem problemas. Mencionei-lhes que seria incapaz de comer qualquer prato com trigo, centeio ou cevada e o seu pai, completamente sério, com um aceno lento da sua cabeça, disse "Jodi, esse é um destino pior do que a morte."

Não é surpresa então que eu esperasse que a Itália iria reagir da mesma maneira. Mas, em vez disso, este foi o lugar mais fácil para onde eu viajei com esta doença. E em vez de falar apenas de comida, queira focar este facto aparentemente paradoxal e curioso, porque acredito que muitos de nós que evitam o glúten não estão cientes de como é um grande lugar para visitar."

terça-feira, 18 de setembro de 2012

Algarve sem glúten

Nas nossas férias, demos um salto ao Algarve e podemos dizer "que bem que lá se estava". Não propriamente por causa das praias ou do bom tempo, mas pela oferta Sem Glúten com que nos deparamos. Talvez pela pressão turística dos povos do Norte da Europa, a verdade é que encontramos uma hotelaria e restauração mais informada e receptiva a restrições alimentares do que no resto do País. Não precisamos de simplificar, dizendo que "o menino é alérgico à farinha", como costumamos fazer, pois os funcionários com que falamos sabiam o que era a intolerância ao glúten. 
Nenhum dos locais que encontramos tinha um acordo com a APC mas inquirimos acerca dos produtos usados e das boas práticas para evitar a contaminação cruzada e ficamos satisfeitos. Claro que o ideal seria uma "auditoria" por parte da APC aos locais que oferecem menus sem glúten, com um consequente "selo de aprovação", de modo a alargar a actual rede nacional de locais "seguros", ainda muito pequena.

Aparthotel Formosa Park- este estabelecimento informa no seu site que disponibiliza refeições aptas a restrições alimentares. Nós optamos por tomar o pequeno-alomoço no hotel e tivemos sempre à disposição produtos da Schar, tais como pães, pequenos bolos e muesli. Dos outros produtos disponibilizados como compotas e sumos, foi-nos dada toda a informação de rotulagem.

Restaurante Nelitos- possui menu sem glúten e usa produtos aptos como massa de milho que, pelo sabor, arriscaria dizer ser marca Schar. A pizza que provamos foi do agrado do miúdo mais velho, mas a base era de compra e bastante pequena.

Casa de Chá Quinta dos Avós- um local de eleição para os mais gulosos, vende doçaria regional algarvia com fabrico próprio. Vende também farinha de alfarroba sem glúten. O menu assinala quais os doces sem glúten, mas a proprietária, a D. Encarnação, explicou-me também que sendo isentos na sua composição, alguns doces que vão ao forno (comum) podem ficar contaminados. Sendo um risco residual, achei interessante que ela tivesse o cuidado de avisar.

Supermercados Apolónia- o que eu gostava de ter um supermercado Apolónia aqui por perto! Fornecendo principalmente a comunidade estrangeira residente no Algarve, é o local perfeito para encontrar aqueles produtos que não se encontram em mais lado nenhum, nem mesmo no Hipercor do El Corte Inglés. Além disso, tem a maior gama de produtos da Doves Farm que já vi à venda em Portugal. Fomos lá mais do que uma vez e abastecemos a despensa com estes produtos. O único senão: é caro, para compras muito específicas apenas.

Soubemos também que, em Albufeira, a Pizzaria Senhor Frog's, tem pizzas e massas sem glúten, mas não conseguimos lá ir, pelo que não pudemos verificar as condições de confecção. Contudo, a informação que nos deram era que os proprietários têm uma filha com DC.

Para quem andar pelo Algarve e quiser dar um salto a Sevilha para levar as crianças à Isla Mágica, este local também dispõe de refeições sem glúten.



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segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Porto sem glúten


Imagem retirada da Net

Nestes dias de descanso estival, nada como levar os miúdos ao Jardim Zoológico, é alegria na certa. Programámos então uma ida ao Zoo de Santo Inácio em Vila Nova de Gaia, aproveitando para fazer desta incursão uma experiência sem glúten: iniciámos o périplo pelo almoço no novo restaurante italiano Pasta Fresca e Pizza, em Matosinhos, que dispõe de menu sem glúten, seguimos para o jardim zoológico e terminámos com um lanche no Doce da Casa que, para quem ainda não conhece depois de tão mediática exposição que teve aquando da sua abertura, é uma pastelaria que oferece cupcakes e bolos sem glúten.

A nossa primeira paragem, o restaurante Pasta Fresca e Pizza, abriu há pouco tempo e isso nota-se: parece haver alguma descoordenação na equipa, especialmente no atendimento a intolerantes ao glúten, dado que está-se a falar de um menú separado. A confusão com o mesmo é notória: ainda que mencionem a existência de sete molhos para acompanhar a massa fresca sem glúten, foi-nos aconselhado o molho bolonhesa, dando a entender que não garantiam a isenção dos outros molhos... ou que não os tinham prontos. No entanto, nota-se cuidado na confecção dos produtos sem glúten, para tal existindo uma cozinha separada, logo à entrada do restaurante com divisórias em vidro que permitem ver o seu interior.

O miúdo mais velho quis pizza com fiambre e esta chegou-lhe com uma crosta fina e bem apresentada, maior até do que o seu apetite. Apesar do tom esbranquiçado da massa que denunciava o alto conteúdo em amido, foi uma das pizzas sem glúten mais saborosas que já provámos. Os pais quiseram experimentar a massa fresca e ficámos agradavelmente surpreendidos: apesar de estar um pouco mais cozida do que gostaríamos, tinha um sabor muito agradável, semelhante à massa tradicional. Falha no campo das sobremesas em que a única opção são os gelados infantis da Kalise que a carta menciona serem isentos de glúten.

É preciso fazer reserva com 24 horas de antecedência para pizza, mas as massas são servidas na hora. Este restaurante tem também serviço de take-away, podendo-se comprar a massa fresca sem glúten que vem congelada.

Depois de percorremos os circuitos do jardim zoológico, fomos então à Doce da Casa que têm saborosos cupcakes e bolachas sem glúten diariamente, assim como bolos por encomenda. É uma ocasião rara para os meus meninos, esta de irem ao café, logo vivida com intensidade. Gostava de ver mais meninos como os meus, com a cara e os dedos sujos de creme de chocolate e bigodes de "Compal", sentados com as pernas a balouçar à mesa do café... Fica também no ar a vontade que estas ocasiões deixem de ser assim tão raras e que iniciativas como estas duas se espalhem por Portugal inteiro.

Update
O Porto tem mais um local onde se pode lanchar sem glúten: o Costa Coffee na zona dos Clérigos disponibiliza um brownie de chocolate sem glúten, embalado individualmente, na zona das caixas.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Espanha continua à frente

E não, não estou a falar do futebol (ainda que aí, esta afirmação também fosse correcta)... estou a falar do nosso dia-a-dia, das facilidades que por lá existem e cá são ainda sonhos para os intolerantes ao glúten. Existe um supermercado em Madrid dedicado especialmente para celíacos e outros que tal: chama-se Celmart e vai muito para além do conceito da já conhecida cadeia de supermercados Mercadona. Eles apresentam-se assim:

“En nuestro establecimiento, tanto en la tienda física como en la tienda online, podemos ofrecerte la seguridad de que nuestros productos son de primera calidad además de no tener gluten.

Además de ser un supermercado con productos sin gluten, nuestro establecimiento está orientado a todos los públicos, sean celíacos o no. Es decir, tanto los celíacos como los no celíacos podrán hacer la compra completa que puede necesitar una familia sin preocuparse de mirar las etiquetas de los productos para comprobar que no contiene gluten.

Lo mismo sucede en nuestra cafetería. Todo es apto para una dieta sin gluten y nadie notará la diferencia. Solo tú, ya que puedes confiar en que velamos por tener los productos que puedes consumir.

En la cafetería tan solo tendrás que pedirnos el pan o la cerveza, si la tomas, normal o sin gluten. Todo lo demás es apto para celíacos.”

Têm também uma loja online que enviará em breve para Espanha. Para mais informações, podem ler esta reportagem da Celicalia. Fica a dica para quem for a Madrid.


quarta-feira, 7 de março de 2012

Paris sem glúten


Imagem retirada da Net

Para os intolerantes ao glúten que visitem Paris, a cidade do amor tem um novo ponto de paragem obrigatório. Á semelhança da catalã Milola, a Helmut Newcake é uma pastelaria totalmente sem glúten no 10º bairro, perto da estação de metro Goncourt. A proprietária, Marie Tagliaferro, é celíaca e estudou para ser chef de pastelaria. Deixo aqui a reportagem feita pela France24.


“Bolos sem glúten trazem lágrimas de alegria a Paris
Marie Tagliaferro é uma das poucas (se não a única chef de pastelaria num país-França- que adora pastéis finos), a oferecer aos clientes essas delícias num país onde a intolerância ao glúten tem sido considerada um problema dos muito jovens.

Quando os clientes ligam para a sua pequena loja de Paris, eles perguntam sempre: "É realmente sem glúten?" conta o seu marido François, o proprietário-gerente da pastelaria. "E nós dizemos, sim, eu prometo, é isento de glúten... E eles ficam muito emocionados, começam a comer os bolos e temos algumas pessoas que choram porque não comiam uma Religieuse (um pastel de massa folhada) ou uma torta de limão com merengue há 15 anos ", acrescenta.

Pode não ser bem o espelho das lembranças de Madalenas de Marcel Proust, mas para as pessoas privadas de uma bomba de chocolate há anos, a loja dos Tagliaferro provou ser uma dádiva de Deus.

Bolos e doces foram sempre a vida de Marie. Mas, há alguns anos atrás, os médicos disseram que ela tinha uma intolerância severa ao glúten - uma proteína encontrada em cereais como o trigo, e que pode causar diarreia crônica e vómitos. Ela pensou então que nunca mais seria capaz de desfrutar das suas próprias criações de pastelaria. Mas agora abriu uma confeitaria dedicada a versões sem glúten dos melhores doces franceses.

"Fiz alguns testes... No início eu apenas usei as mesmas receitas exactas que aprendi na pastelaria tradicional, e depois adaptei-as de acordo com os resultados", explica ela. "Por exemplo, com a massa de choux você quer que o ar escape, mas eu não poderia usar a mesma abordagem na massa sem glúten, porque senão esta espalha-se. Por isso, quando não sabemos, nós experimentamos e vemos se funciona! " diz ela.

A intolerância ao glúten, conhecida como doença celíaca, afecta até uma pessoa em cada 100.

E, embora em muitos países esta seja apenas uma variação no padrão dietético, na França, onde os alimentos à base de glúten são quase um ícone nacional, a doença é ainda sub-diagnosticada e pouco conhecida. Para Brigitte Jolivet, presidente da Associação Francesa de Intolerantes ao Glúten, pouco se faz pelos franceses afectados por esta condição.

"Nos manuais de há 20 ou 30 anos atrás, os médicos foram ensinados que a doença celíaca é uma doença de crianças que desaparece na adolescência, por isso não é algo que os adultos possam ter", diz ela.

"Assim, para os médicos que foram treinados há 20 ou 30 anos atrás, para eles a discussão acabou. E é verdade que a baguete é um dos símbolos da França, cortar o pão não é fácil aqui, é difícil", acrescenta ela.

Mesmo para aqueles sem doença celíaca, uma dieta sem glúten é popular por razões de saúde – o que significa que qualquer pessoa pode apreciar estes doces, e se a Marie fez o seu trabalho correctamente, você nem vai perceber a diferença.

Até agora, a reacção tem sido muito mais entusiasmante do que a esperada. Se as coisas correrem bem, Marie e o seu marido planeiam para breve começar a “atacar” o próximo símbolo da cozinha francesa – baguetes caseiras sem glúten.”

Outras opções sem glúten em Paris:
Noglu
Biosphere Café
Thank You My Deer
Eric Kayser
La Maison du Sans Gluten
Boco

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Milola

Para os sortudos que vão a Barcelona de férias (ou a negócios) e que não podem comer glúten, a eles esta cidade oferece a Milola. Esta pastelaria poderia chamar-se o "céu dos intolerantes" e ninguém ia notar a diferença. Como dizem elas (são três senhoras):

"Milola nace fruto de nuestra pasión por la repostería, y un genuino interés por la salud. Buscando el equilibrio entre la nutrición y el placer, hemos creado una deliciosa carta de pasteles elaborados con harinas especiales, sin gluten, sin azúcar refinado, sin lactosa, y con fruta y verdura de temporada."

O album dos seus bolos é suficiente para entrarmos em coma de açúcar. Resta-nos a vã esperança que a Milola vire franchising e um dia chegue ao nosso cantinho à beira-mar plantado.


segunda-feira, 23 de maio de 2011

McDonalds sem glúten

Mais uma vez, a Espanha vai à nossa frente: a partir de amanhã, a McDonalds vai servir hamburgueres em pão sem glúten. Não é de todo uma boa opção nutricional mas custa-me estar sempre a negar um happy meal ao meu filho; gostava de poder ter a opção de, uma vez por outra, poder dizer sim. A notícia aqui.

Já escrevi à McDonalds cá do burgo a perguntar para quando esta mesma opção em Portugal... façam o mesmo aqui.

Update- Agosto de 2011, continuo à espera de resposta... parece que o apoio a (futuros) clientes da McDonalds anda a falhar.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

O senhor da pizza

Domingo à noite, por vezes, é noite de pizza. Até há pouco, eu fazia a massa com mais ou menos sucesso, ou então comprava uma base pré-cozinhada. O miúdo gosta sempre, quer eu ache que saiu bem ou não porque nunca provou uma pizza "normal", mas ultimamente a pizza tem outro encanto para ele. Isto porque a Telepizza passou a dispor de duas pizzas sem glúten, 4 queijos e Bacon+Queijo, iniciativa pioneira que tinha iniciado em Espanha e que chegou este ano cá. 

Isto também quer dizer que passou a vir um senhor trazer pizzas a nossa casa, quase como um Pai Natal fora de época, e Pai Natal quer sempre dizer alegria para o meu filho. E é assim que ele fica quando a pizza chega numa moto ruidosa a subir a nossa rua. Temos pedido a pizza de bacon que até nem é má, se bem que não reproduz uma pizza com glúten. Mas só pela "normalidade" que a experiência traz à vida dele, só por isso, obrigada Telepizza!

















Update (Agosto 2013)
A Telepizza vende agora pizzas sem glúten em tamanho individual. A questão agora é que, como a procura foi pouca, já não há muitas lojas que disponibilizem este produto.
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