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domingo, 13 de agosto de 2017

Petição FACE

A Face (Federação de Associações de Celíacos de Espanha) lançou uma petição no site wemove.eu, apelando ao Parlamento Europeu que  altere o Regulamento de Execução (UE) n.º 828/2014 da Comissão Europeia. Este documento tem criado muita discussão entre os celíacos devido às várias designações que criou e que vieram eliminar a menção que todos conhecemos de "sem glúten".

Esta petição propõe-se a angariar 5000 assinaturas e, para já, tem pouco mais de 3600. Se concordarem com o texto e objectivo da petição, é só ir ao site e assinar. Este é um assunto que interessa a todos os celíacos europeus. Fica a dica.

"Texto da petição
Remoção da menção de "teor muito baixo de glúten", validada no Regulamento de Execução (UE) n.º 828/2014 da Comissão, relativo às condições para a transmissão de informações aos consumidores sobre a ausência ou reduzida presença de glúten nos alimentos.

Porque é importante
Ao ser diagnosticado com doença celíaca devem-se iniciar uma série de mudanças que devem ser mantidas ao longo da vida:

Mudança nos hábitos alimentares
Manter uma dieta isenta de glúten
Aumento do custo da cesta básica de compras
Leitura cuidadosa dos rótulos dos produtos

Se a leitura dos rótulos dos produtos fornecer todas as informações sobre os ingredientes e/ou matérias-primas fornecidas à população em geral, isto ajuda a escolher correctamente os produtos que serão consumidos.

O problema para o coletivo celíaco surgiu a partir da entrada em vigor do Regulamento de Execução (UE) n.º 828/2014 da Comissão, relativo às condições para a transmissão de informações aos consumidores sobre a ausência ou presença reduzida de glúten nos alimentos.

Neste regulamento define-se a catalogação de produtos com "teor muito baixo de glúten", os quais podem conter até 100 ppm.

Para além disso, no artigo 3.° deste regulamento prevê-se que a informação alimentar pode ser acompanhada pelas seguintes declarações:

Adequado para pessoas com intolerância ao glúten
Adequado para celíacos
Desenvolvido especificamente para pessoas com intolerância ao glúten
Desenvolvido especificamente para celíacos

De acordo com o estudo de Catassi et al. (2007), uma quantidade de 50 mg / kg por dia provoca danos no intestino em pacientes com doença celíaca e impede que o tratamento seja eficaz pelo que não poderão consumir produtos rotulados como "teor muito baixo de glúten".

Estes termos são incongruentes e causam perigo entre o colectivo celíaco ao transmitirem informação que pode induzir em erro ou confusão, especialmente em celíacos recém-diagnosticados.

Portanto, a fim de proteger o coletivo celíaco para que possa manter o seu tratamento da forma mais eficaz possível, pedimos aos parlamentares para alterarem o Regulamento, eliminando as anteriores definições expostas, mantendo apenas a declaração "sem glúten"."


domingo, 6 de novembro de 2016

Novos produtos

O número de produtos sem glúten continua em ritmo ascendente: desta vez encontrei farinha sem glúten no Lidl (será para breve o retorno das suas massas sem glúten?) da marca Belbake. Nas lojas espanholas do Lidl andam a fazer sensação as farinhas da marca italiana Farmo, mas aqui, para já, temos apenas a da Belbake. Comprei para experimentar, mas ainda não tive oportunidade disso. Custa 1,99€ o pacote de 450 gramas que já traz fermento incorporado.

Encontrei também massas frescas sem glúten da marca Chaque Jour no E Leclerc: massa folhada e massa quebrada, a 1,99€ cada. De notar que esta cadeia francesa de supermercados tem vindo a oferecer um leque cada vez maior de produtos sem glúten.

Ficam então as dicas.




























domingo, 26 de junho de 2016

Mercadona em Portugal em 2016

Imagem retirada da Net
Este mês traz mais novidades para os celíacos, ainda que para um futuro não muito próximo: em 2019, a cadeia de supermercados Mercadona que tanto ajuda a comunidade celíaca na hora das compras com a sua oferta de produtos claramente rotulados, irá abrir quatro lojas em Portugal. Para já, os locais ainda não estão definidos. 

Para quem mora no Minho, no entanto,  abrirá em breve uma loja nova em Tui, perto do Outlet Tui, no seguimento da ponte fronteiriça junto a Valença.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Publicidade enganosa

... ou quando "Sem Glúten" não quer dizer mesmo sem glúten, só um bocadinho sem glúten...








Pelos vistos, a empresa The Love Food criou uma Linha Sem Glúten, só que não... Entre parênteses, explicam que estes produtos não são aptos para celíacos. Alguém devia explicar-lhes que, se não são suficientemente "sem glúten" para que os celíacos os possam comer, não são sem glúten. Chamem-lhes "baixo glúten", "só com um bocadinho de glúten", o que quiserem desde que não digam que são sem glúten. A legislação pode não proibir estas situações, mas qualquer celíaco que veja estes produtos sentir-se-à enganado, aliás a designação "sem glúten" foi criada para proteger os celíacos. 

Além disso, também se lhes deveria dizer que os seus produtos não só não são aptos para celíacos, como também não o são para sensíveis ao glúten não celíacos e alérgicos ao trigo/glúten. No fundo, os produtos da The Love Food só são aptos para quem faz a dieta por moda, porque alguém que tenha um diagnóstico sério por detrás da sua dieta sem glúten, não os irá consumir.















A confusão continua, por exemplo, com estas bolachas com pepitas de chocolate: fazem parte da Linha Sem Glúten, mas afinal dizem que "contém glúten e soja". Em que ficamos? Inclusive, eu vi uma foto de uma embalagem destas bolachas no post da pessoa que denunciou esta situação no grupo de Facebook Viva Sem Glúten Portugal, e no rótulo surgia a imagem da espiga traçada, símbolo internacional de um produto seguro para celíacos. Onde está a ASAE quando precisamos dela? Isto é nitidamente um caso de (in)segurança alimentar.

* Clicar nas imagens para aumentar

Actualização:
A APC emitiu hoje, 18 de Abril, um comunicado acerca desta situação e que diz o seguinte:

"ALERTA IMPORTANTE 
Informamos que a empresa The Love Food - Cozinha Saudável NÃO ESTÁ CERTIFICADA pela APC/Biotrab com o programa Gluten Free e usa indevidamente a sinalética «isento de glúten» uma vez que os produtos não são aptos a celíacos. Este é um programa rigoroso e de confiança para os celíacos em Portugal pelo que a empresa irá ser contactada com urgência e serão tomadas as devidas providências de correção."



domingo, 31 de janeiro de 2016

Composição das farinhas sem glúten

Este tema da composição das farinhas sem glúten disponíveis em Portugal surgiu quando a minha mãe comprou a farinha sem glúten da Nacional. Disse que a tinha experimentado com as pataniscas e tido bons resultados, pelo que poderia ser uma alternativa à habitual Doves Farm. No entanto, eu lembrava-me que não tinha comprado esta nova farinha devido à sua composição mais básica e preço.

Normalmente, pensamos que os produtos nacionais são mais baratos que os estrangeiros, mas, infelizmente, nem sempre é assim. A embalagem de 500 gramas da farinha da Nacional é enganadora: se multiplicarmos o seu preço por dois, ie, se virmos o seu preço por quilo não fica, de todo, em conta. Daí, ter feito uma pesquisa à composição e preços de algumas das farinhas sem glúten no mercado português. 

Os resultados, expressos na tabela abaixo, são reveladores: com a excepção da farinha Nacional, os preparados à base de amido de milho e açúcar são os mais baratos; à medida que a composição melhora a nível nutricional, o preço sobe, sendo a farinha Valpiform a mais cara (em parte, porque já tem o fermento incorporado). Outro dado curioso é que, ainda que não saibamos quais as percentagens dos ingredientes, a composição das farinhas do Continente (a penúltima da lista) e da Proceli são iguais, pelo que a primeira, sendo quase um euro mais barata, deveria ser a melhor alternativa.

Daqui se conclui que nada como ler bem os rótulos antes de comprar, pois procurar só as palavras mágicas "isento de glúten" nem sempre é suficiente.






































terça-feira, 6 de outubro de 2015

Recall de Cheerios Gluten Free nos EUA

Hoje de manhã ao passar os olhos pelas notícias no meu Facebook, li que a General Mills estava a recolher alguns lotes dos cereais Cheerios Gluten Free por suspeita de contaminação. Ainda há cerca de duas semanas tinha lido um post no blog Gluten Free Homemaker acerca deste mesmo produto e de como vários celíacos se queixavam de sintomas após a sua ingestão.

O problema que se detectou na altura foi que os métodos de confecção dos Cheerios não seria o mais adequado: a empresa que os produz usa farinha de aveia como ingrediente principal, no entanto, por alegada falta de matéria-prima, não usava grãos de aveia certificados como sem glúten. Fazia, em vez disso, uma filtragem de grãos para eliminar possíveis grãos de trigo ou cevada que viessem misturados, um processo que não é isento de falhas.

Por sua vez, no controlo pós-produção, fazia uma média de ppm: juntava vários lotes, reduzia-os a pó e analisava os ppm contidos nesta mistura. Ora isto permitia que, por exemplo, um lote com 90 ppm se misturasse com vários lotes de 10 e 20 ppm e se obtivesse uma média segura. O facto é que sairiam para o mercado lotes com 90 ppm, mas marcados como “gluten free”.

Pressionada pelos grupos de advocacia de celíacos, a General Mills comprometeu-se entretanto a tentar comprar aveia de produtores que não cultivem cevada e aveia certificada. Contudo, continuarão a analisar vários lotes juntos de modo a chegar a uma média de ppm.

Pensei então que o problema reportado hoje nas notícias tivesse a ver com esta situação, mas não. A General Mills está a fazer o recall de alguns lotes cuja farinha de aveia foi contaminada com farinha de trigo  durante o seu transporte  na fábrica de Lodi, na Califórnia.


Reflectindo em todos estes pontos, parece-me de louvar que esta empresa queira tornar os seus produtos acessíveis a celíacos, alérgicos e sensíveis ao glúten (afinal, a empresa não criou uma versão gluten free, mais cara, mas sim estava a transitar os Cheerios habituais para não conterem glúten). Obviamente, isto por questões de lucro, afinal são uma empresa particular. O que me parece também é que a segurança alimentar não foi bem avaliada e são vários os problemas de contaminação que afectam estes produtos. A questão do seu consumo não se coloca em Portugal pois não são comercializados cá, mas se fossem, neste momento e com as informações de que disponho, não os compraria.


Mais info:

sábado, 28 de fevereiro de 2015

Etiquetas sem glúten

A Kids & Babies Design é um estúdio de design gráfico que cria elementos únicos e personalizados para a decoração de festas e eventos sociais. Para quem faz uma dieta sem glúten, esta empresa criou etiquetas para identificar a isenção de alergéneos na comida para festas, que podem ser particularmente úteis quando se servem produtos com e sem glúten. Além disso, podem ser personalizáveis. Fica a dica.








































quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Estocolmo sem glúten

Quando se viaja para Itália fazendo uma dieta sem glúten, pensa-se que dificilmente outro país irá ultrapassar o nível de consciencialização da doença celíaca. Até que se viaja para a Suécia, mais concretamente Estocolmo. Não sei se é pela alta prevalência de doença celíaca entre os suecos, se pela propensão para uma sociedade paritária com igualdade de oportunidades para todos, ainda que a nível alimentar, o facto é que uma pessoa que siga uma dieta sem glúten não passa dificuldades na Suécia.

A ninguém estranha o facto de se perguntar por opções sem glúten e a maior parte das pessoas com quem falámos, na restauração, entendia o que era o glúten e a contaminação cruzada. Ao pequeno-almoço no hotel, de pronto nos foi indicado qual o local dos produtos sem glúten, claramente separado dos demais, e com alguma variedade: três tipos de cereais- muesli, corn flakes e rice krispies, duas variedades de pão, duas variedades de tostas e três variedades de bolachas! Inclusive havia um mini-frigorífico com leites e iogurtes vegetais para os intolerantes à lactose.

Nos supermercados existe também uma abundância de produtos sem glúten, tanto suecos (Finax, Crazy Bakers, Fria) como estrangeiros (Semper, Schar). A rotulagem é frequente, não através do rótulo “Sem Glúten” (em Sueco, gluten fria/ gluten fritt), mas na descrição de alergénios. O que dificulta a sua compreensão é os rótulos aparecerem escritos em Sueco, Norueguês e Finlandês… Convém saber de antemão como se diz em Sueco os alergénios mais comuns.

Vimos alguns ervanários, mas limitámos-nos aos supermercados que estavam abertos mais horas (é normal uma loja estar aberta apenas entre as 10H00 e as 18H00). Mas atenção que a variedade de produtos não se esgota na secção sem glúten dos supermercados: uma visita à secção de congelados e encontramos uma grande variedade de pães, doces, massa-folhada e até massa preparada para bolachas… O meu sonho de consumo, confesso.

O meu outro sonho de consumo concretizou-se sob a forma do café-restaurante Under Kastanjen: um local acolhedor, numa pequena praça da parte velha de Estocolmo, gerido por uma cooperativa de jovens que oferece refeições com e sem glúten, sendo que estas últimas são preparadas numa cozinha à parte. No balcão, com a caixa registadora a separar “as águas”, estavam seis a sete opções de bolos, um lado com glúten, outro sem, em recipientes de vidro fechados. Fazem também o seu próprio pão para sandes ou a acompanhar sopa e saladas. O difícil foi escolher…

Também tentámos visitar a Friends of Adam, uma padaria totalmente sem glúten, e famosa neste circuito, inclusive cheguei a ver produtos deles à venda no supermercado Hemkop, na cave do centro comercial Ahlens City. Mas era sábado, 16H10, noite cerrada, e tinham fechado há dez minutos… Na Suécia é preciso ter sempre em atenção as horas de abertura dos estabelecimentos. Mas diz quem experimentou, que é muito boa. Aliás, parece que muitos dos inúmeros cafés de Estocolmo já vendem os seus produtos, de modo a poderem oferecer opções sem glúten aos seus clientes.

No fim disto, devem estar a pensar que custa tudo um “balúrdio”… Nem por isso, considerando que os preços dos produtos sem glúten custam o mesmo que cá, e o rendimento per capita sueco é muito superior ao nosso. O que custa é regressar.

Restaurantes/Cafés onde se encontram opções sem glúten:

Supermercados para compras sem glúten:


























Outros artigos de interesse:

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Paris e Disneyland sem glúten

Bolos comprados
na Helmut Newcake
Depois de Barcelona, parámos em Paris. A cidade das luzes está coberta num post “em trabalho” que vou actualizando quando sei de novos locais onde se pode comer sem glúten, pelo que, neste campo, não tenho muitas novidades.

Lanchamos muito bem tanto no Helmut Newcake, como no Biosphére Café, ainda que tenha sido muito caro, mas achámos que valia a pena o “investimento” porque ocasiões para lanchar fora de casa sem glúten são poucas.

Fizemos um almoço no Thank You My Deer, onde há poucas opções, ainda que sejam todas sem glúten, e com base em sandes e saladas. Há algumas sobremesas, girando entre queques e fatias de bolos caseiros. Contudo, tudo o que provámos era saboroso e o atendimento simpático. O espaço é que é limitado, pelo que pode ter que esperar por uma mesa livre.

Também aproveitámos uma passagem junto ao Louvre para parar na padaria do Eric Kayser (4, Rue de L'Echelle) e experimentar os seus produtos sem glúten. Não oferecendo a típica baguette, existem 3 ou 4 opções de pães sem glúten integrais: o que escolhemos, fazia lembrar ligeiramente a broa de milho- era agradável, mas não deixou saudades. Obviamente, sendo um produto Eric Kayser e sem glúten, foi caro.

Os nossos jantares e pequenos-almoços foram feitos no aparthotel onde ficamos, escolhido particularmente pela sua localização, a uma paragem de metro da Disneyland Paris, um dos objectivos da viagem. A outra grande vantagem deste hotel, além de ficar situado ao lado da dita estação de metro, era ter um enorme hipermercado Auchan por trás, onde havia alguma selecção de produtos sem glúten. “Alguma” é uma vantagem, porque tirando os hipermercados, não encontramos produtos sem glúten em mais locais de compra. Aliás, a França, no aspecto da rotulagem, tem qualquer coisa a aprender com outros países europeus, porque raramente vimos descrição de alergéneos nas embalagens. E se a situação é difícil para aqueles que fazem uma dieta sem glúten, os intolerantes à lactose não têm sorte nenhuma.


Quanto à Disneyland Paris, que fez a alegria dos petizes, é um pesadelo com glúten desde a entrada à saída. No site, há menção de menus sem alergéneos nos seus variados restaurantes, os menus Natama, mas 1)nem todos os restaurantes que tinham estes menus estavam abertos à hora de almoço e 2) os que estavam abertos, não tinham sequer todas as opções de menús: no nosso caso, fizeram-nos pagar à entrada um menú com sopa, prato principal e sobremesa (15€ cada), mas não havia sopa, e a sopa do dia no restaurante era gaspacho… Obviamente, pedimos o reembolso da sopa e não houve qualquer problema da parte dos funcionários. No entanto, estamos a falar de comida congelada, aquecida no micro-ondas e trazida para a mesa na embalagem original… Enquanto todos os outros clientes se refastelavam prato atrás de prato no “Buffet Coma o que Quiser”. Definitivamente, mais vale levar sandes, fruta e bolachas. Parece que a situação na Disneyland em Orlando, E.U.A., é melhor, mas, para já, ficamos pela visita à congénere de Paris. Vale sobretudo a pena pela alegria que traz às crianças.

Mais info:

Paris – Manger sans gluten


domingo, 6 de abril de 2014

Páscoa sem glúten 2014

Com a aproximação da Páscoa, dediquei-me este fim de semana a procurar chocolates típicos da época que fossem também isentos de glúten. Encontrei alguns doces com rótulo de isenção: amêndoas de chocolate da Lacasa,  ovos de chocolate da Avianense, coelhos de chocolate da Riegelein, ovos temáticos (Hello Kitty, Dra. Brinquedos, Spiderman) da Ferbar. Parece-me que a escolha aumentou substancialmente esta Páscoa, mas é preciso ler com atenção todos os rótulos porque a isenção não é geral, dentro do mesmo tipo de produtos há alguns que não especificam a existência ou não de glúten. Lembre-se, sempre que possível, prefira os produtos com rótulo "Isento de Glúten".

Avianense

Lacasa






















Ferbar




















Riegelein

segunda-feira, 31 de março de 2014

Primavera sem glúten

Este mês, como se pode ver pelos posts anteriores, tem sido fértil em novidades. Parece que com a chegada da Primavera, o mundo deixa a hibernação de Inverno e a vida acontece, e o mundo sem glúten não é excepção. Estas novidades chegaram-me aos ouvidos no Grupo Viva Sem Glúten Portugal do Facebook.

Novos rótulos Amanhecer
A marca própria Amanhecer do Recheio Cash and Carry (da Jerónimo Martins) já traz rótulos "Sem Glúten" em alguns dos seus produtos, inclusivamente alguns destes têm o logotipo da APC. Da última vez que lá fui, trouxe estes gelados para experimentarmos:














Sol de Inverno e a doença celíaca
Não costumo ver telenovelas, mas quase que apetece começar a seguir a novela da SIC, Sol de Inverno, só para ver o tratamento que vai ser dado a esta trama da história:

"Os dramas na vida de Manel não vão terminar tão cedo e o pior está para vir! Vasco, o filho do contabilista, adoece e os médicos não conseguem perceber do que se trata... O problema surge quando o menino começa a perder peso e a sofre de indisposições frequentes. Ao ver o filho sempre pálida, sem forças e sem a energia que lhe é habitual, Manel fica desorientado. Consulta então vários especialistas e as idas ao hospital tornam-se frequentes. Porém, apesar de todos os esforços, os exames médicos são inconclusivos e não conseguem direcionar os clínicos para um diagnóstico. Manel fica desesperado. 

Em pânico, procura então Ana e conta-lhe tudo o que se passa com o menino. Também a gestora fica aflita e sente-se incapaz de ajudar a criança. A verdade é que o antigo casal teme por Vasquinho. O desespero só chega ao fim quando um dos médicos aconselha o menino a fazer testes às alergias e se descobre que ele sofre de doença celíaca. Manel e Ana respiram de alívio, pois passaram-lhe cenários mais graves pela cabeça. Porém, sabem que Vasco irá agora enfrentar uma nova realidade. O menino vai ter de conviver com uma doença crónica e dali para a frente não poderá ingerir alimentos com glúten. Todos os seus hábitos alimentares vão ter de mudar da noite para o dia..." (in Mais Televisão)

Á parte o facto de doença celíaca não se diagnosticar com "testes às alergias" (que pode ser um erro de quem escreveu a notícia, não da novela em si), este desenvolvimento na vida da personagem pode ajudar a divulgar a doença celíaca, os seus sintomas e dificuldades de diagnóstico, assim como a gestão da dieta, informação que, de outra forma, não chegaria ao público em geral. Provavelmente, da próxima vez que disser que o meu filho tem doença celíaca, talvez ouça um "ah, como o Vasco da novela" em vez de "Como?", e isso já é uma evolução, sintomática do aumento de número de diagnósticos e maior visibilidade desta condição.

Vitaminas impróprias para consumo
A cadeia de fast-food Vitaminas, presente em muitos centros comerciais, começou a disponibilizar opções sem glúten. Contudo, um contacto com o seu serviço de Apoio ao Cliente bastou para perceber que não é uma verdadeira opção para celíacos e sensíveis ao glúten que têm de fazer uma dieta estrita:

"Na verdade iniciamos em Março, a comercialização de produtos sem glúten, massa e pão exclusivamente, nos nossos restaurantes Vitaminas.
Relativamente à questão que nos colocou, é que mesmo sendo produtos sem Glúten, não aconselhamos a celíacos, pois operacionalmente não conseguimos garantir a 100%, que não tenham quaisquer vestígios de glúten, devido à sua manipulação e acondicionamento.
De fato por receio de poder existir alguma contaminação cruzada (pese embora tenha sido dada formação aos colaboradores para a evitar, bem como tenham sido adquiridos os utensílios próprios e exclusivos para uso com estes produtos), não aconselhamos o seu consumo a celíacos, apenas a clientes que pretendam efetuar uma dieta sem glúten, sem ter por base questões de saúde.
Esta opção, reiteramos, traduz-se no fato de não nos ser possível assegurar que não possa existir um erro na manipulação desses produtos por um dos nossos colaboradores (de entre as centenas de colaboradores que temos) e que tal possa resultar na contaminação do produto que é algo que não podemos sequer correr o risco de acontecer, uma vez que a nossa principal preocupação é a saúde e satisfação dos nossos Clientes.
Agradecemos a sua preferência, esperando que compreenda esta situação."

É o dar sem dar, o "gaste o seu dinheirinho connosco, mas, se ficar doente, não temos nada a ver com isso". É uma opção apenas para os que se baldam à dieta porque acham que não há consequências ou para quem faz a dieta por moda. É pena que assim seja, pois já vimos neste blog exemplos de como é possível vender sandes isentas de glúten sem obrigar a a grandes acomodações. Assim, a imagem que a empresa transmite, a meu ver, é "podíamos fazer melhor, mas não estamos para nos chatear". 

segunda-feira, 24 de março de 2014

Rebuçados sem glúten: Cedrinca 1910

Encontrei na semana passada, escondidos nas prateleiras das caixas do Continente, uns rebuçados italianos da marca Cedrinca, cuja embalagem referia serem "Senza Glutine - Gluten Free". Além disso, não têm corantes, conservantes e aromas artificiais. Comprei no sabor Frutos Vermelhos (estes, em particular, também não levavam leite na sua composição) para experimentar e foram um sucesso lá em casa. 

Pesquisando, encontrei o site da marca, mas este está em baixo. Noutros sites, encontrei a informação que todos os rebuçados seriam isentos de glúten. No entanto, os rebuçados de café desta marca referiam vestígios de glúten. Na falta de confirmação oficial, é uma questão de procurarem os rebuçados e verem se o sabor que vos interessa está devidamente rotulado. Para já, o Continente disponibiliza estas variedades (clicar na imagem para aumentar):







Fica a dica.


terça-feira, 18 de março de 2014

99% sem glúten

Não resisti a traduzir este post do Gluten Free Dude...












“Ontem, alguém enviou-me a foto acima para o Facebook e estou muito contente que o tenha feito. Embora me tenha perturbado, ainda deu para rir muito.

Estes brownies foram encontrados numa loja em Hong Kong. É isso mesmo... A moda sem glúten tornou-se global.

Estou espantado com a honestidade da empresa e, em parte, enojado com o que isso faz à consciencialização celíaca. Não se pode ser 99% sem glúten. O um porcento faz com que não seja isento de glúten.

Para quem é este marketing? E com que raios é que eles chegaram ao número 99?

Vejam... Existem certas verdades absolutas neste mundo louco em que vivemos. Ou se é ou não se é. Mas não se pode ser ambos.

Não se pode ser 99% virgem. Ou já o fizeste ou não o fizeste.

Não se pode ser 99% grávida. Ou se está a fazer um bebé ou não se está.

Não se pode estar 99% sóbrio. Ou se inalou ou não.

Não se pode estar 99% comprometido. Ou se está dentro ou se está fora.

Não se pode estar 99% a horas. Ou se está a horas ou se está atrasado.

Não se pode ser 99% honesto. Ou se é verdadeiro ou se é um mentiroso.

Não se pode estar a ouvir a 99%. Ou se ouve ou não.

Não se pode ser 99% vitorioso. Ou se ganha ou se perde.

Não se pode ser 99% fiel. Ou se pode confiar em ti ou és um crápula.

E não se pode ser 99% isento de glúten. Isso faz com que NÃO SEJA SEM GLÚTEN.

Que parte de SEM é que as pessoas não entendem?

Os celíacos vivem num jogo de zeros e o 100% absoluto é nosso amigo.

Agora, estou 99 % certo de que terminei este post.”

quarta-feira, 5 de março de 2014

Novidades de Espanha

Nada como começar o mês com boas notícias: aproveitando o fim de semana prolongado, fomos a Espanha rechear a despensa. E lá deparamos com várias novidades, sendo a maior delas as novas massas refrigeradas da Adpan sobre as quais já tinha lido nos blogs espanhóis, mas que só agora encontrava: folhada, quebrada e para empadas. Com um preço semelhante às suas congéneres com glúten, é mais um passo em direcção à "normalidade". Apesar de não serem produtos propriamente saudáveis, são perfeitos para desenrascar uma refeição ocasional e facilitar as rotinas de uma dieta sem glúten. Ora vejam todas as coisas que a Famalap do blog Cocina Fácil Sin Gluten consegue fazer e digam lá se não vão ficar ansiosamente à espera que alguém comece a vender estas massas em terras lusas. Eu, para já, deixei a sugestão ao Apoio ao Cliente do Celeiro Dieta.

Ainda no Alcampo, encontramos a farinha Mix B da Schar para pão a 3,74€, o preço mais baixo a que já a comprei. Lembro que o mesmo produto em Portugal custa 4,99€... O IVA não explica a diferença. Porquê tão mais caro aqui em Portugal? Menos procura? Menos concorrência?
















Já no Mercadona, encontramos um novo pão de forma sem glúten da marca própria Hacendado, com 385 gramas e um simpático custo de 2,65€. Dentro do género, é um pão macio, com boa textura e sabor, ideal para as sandes das crianças ( a meu ver, em tudo superior ao pão sem glúten da Bimbo, mas ligeiramente abaixo do pão branco da Genius). Se vendesse em Portugal, compraria? Sim.

Imagem de Singluteando




















Também encontramos uma nova versão dos Calamares a la Romana da Pescanova, numa receita mais crocante e numa embalagem de 500 gramas com fecho hermético, que ainda não encontrei cá. Também reparei que a margarina Flora já vem rotulada como "Sem Glúten", o que não acontecia até há pouco tempo- se for como a Vaca que Ri, ainda há-de passar muito tempo até ser rotulada como tal em Portugal. 

Infelizmente, é nestas alturas que a gente começa a pensar que o D. Afonso Henriques deveria ter ficado quieto em vez de se "armar aos cucos" e prender a mãe no castelo da Póvoa de Lanhoso, para reclamar a independência. Se calhar, com tanta irritabilidade, ainda era celíaco e dava-lhe jeito estar em paz com Castela... Brincadeirinha!


Update
O que se faz cá por casa com as novas massas Adpan: empanada e tarte tatin



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