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sábado, 30 de abril de 2016

Pão de "queijo"

Existem à venda pães de queijo congelados sem glúten que são muito práticos quando não se tem muito tempo livre. Mas o que faz alguém que gosta da textura do pão de queijo, mas não o pode comer? Faz esta receita do blog Diário Sem Lactose. Já a tinha visto há algum tempo, mas faltava-me o ingrediente essencial- a essência de queijo. Não a encontrei em Portugal, mas dei por ela numa loja online espanhola, a Maria Lunarillos, que tem uma secção de produtos sem glúten e faz entregas no nosso país em 24 horas.

A receita funciona muito bem e é uma alternativa saborosa para quem faz dieta sem lacticínios. Aqui em casa já a fizemos duas vezes e há pedidos para repetição. 


Ingredientes:
120ml de água
80ml de óleo
480 gramas de polvilho doce
120 gramas de polvilho azedo
Sal  a gosto
500 gramas de batatas cozidas e amassadas
1 colher de chá de essência de queijo
1 colher de sopa de fermento em pó

Ferva o óleo com a água. Entretanto, misture numa tijela metálica ou de vidro os polvilhos e o sal. Quando a água ferver, verta-a sobre os polvilhos e mexa rapidamente com uma colher. Ficará com uma espécie de areia grossa; continue a misturar até que arrefeça e possa usar as mãos.

Coloque depois as batatas esmagadas e amasse até obter uma massa lisa. Adicione a essência, amasse novamente para incorporar e, por último, coloque o fermento e amasse mais um pouco.

Faça bolinhas com as mãos do tamanho que desejar e coloque num tabuleiro forrado com papel vegetal. Vai ao forno pré-aquecido a 180 graus até os pãezinhos ficarem dourados, cerca de 15 minutos.















sábado, 23 de abril de 2016

Abril, livros mil

Apesar de não terem sido editados este mês, foi agora que descobri estes dois livros que me parecem úteis para quem tem que fazer pão sem glúten em casa.


O livro “Pan Sin Gluten” surge quando Marc Alier, investigador e professor universitário, e a sua esposa, a co-autora, María José Casañ, assim como um dos filhos do casal, se viram a braços com um diagnóstico de sensibilidade ao glúten, pelo que decidiram começar a investigar a dieta sem glúten. 

Viram no pão a preocupação principal e a dificuldade inicial de substituir a farinha de trigo e o seu glúten que tanta importância assume na panificação. As misturas comerciais de farinha sem glúten não resultavam de maneira homogénea. Daí, encararam este novo estilo de vida como um projecto de investigação sobre o glúten e os processos pelos quais funciona, para depois determinarem quais as melhores e mais nutritivas farinhas, evitando as misturas comerciais.

Assim, este livro não só traz receitas como explica toda a ciência por trás de um bom pão sem glúten. O único inconveniente será estar escrito em Espanhol, mas não é nada que com um pouco de esforço não se ultrapasse. 


O “O Livro do Pão” de Ângela Silva lançado no final do ano passado não é propriamente um livro de receitas sem glúten: a sua autora é proprietária da padaria Miolo que produz pães com cereais “alternativos” como a espelta, kamut, utilizando ainda centeio e aveia, tudo opções com glúten. Daí, os pães desta padaria não serem aptos para quem faz uma dieta sem glúten por motivos de saúde por usarem cereais com glúten ou haver riscos de contaminação. 

Neste livro existem, contudo, quatro receitas de pão sem glúten e as restantes podem ser facilmente adaptadas. Os capítulos sobre os básicos da panificação são também importantes para quem faz pão em casa. Na imagem abaixo, podem consultar o índice deste livro (clicar nas imagens para aumentar).
















quarta-feira, 16 de março de 2016

Pão no pirex

Ás vezes, há coincidências felizes: quis o Cosmos que surgisse no meu Facebook um link para esta receita, que envolve o uso de um pirex, ao mesmo tempo que completava a caderneta de pontos da campanha Pirex do Continente. Optei pela oferta da caçarola e pensei que nada melhor do que estreá-la com a receita do pão no pirex.

Esta receita, que correu inúmeros blogs espanhóis, prima pela facilidade: a massa vai ao forno tapada, dentro de um pirex, sem levedar. O forno, por sua vez, está frio e liga-se a 200ºC apenas quando se coloca o pirex no seu interior. Numa hora, o pão duplica de tamanho, ganha cor e uma crosta estaladiça. Não há melhor para uma situação de pressa.

Inicialmente, repliquei a receita original, mas, de lá para cá, já apliquei a mesma técnica a outras massas de pão e sai sempre bem- há uma pequena variação na quantidade de alvéolos na massa, mas é sempre um pão que se aguenta macio durante dois a três dias. Obviamente, a nível de sabor não bate aquele que resulta de uma levedação lenta no frigorífico, mas pela sua praticidade e resistência merece nota 20. Fica a dica.





terça-feira, 17 de novembro de 2015

Pão bijou com mistura de farinhas caseira

Através do blog, apercebo-me que muitas das pessoas que fazem a dieta sem glúten preferem evitar as misturas de farinhas comerciais como, por exemplo, da Schar ou da Beiker, e fazer as suas próprias misturas. Não nego a conveniência de uma mistura já feita, mas também compreendo que se prefira fazer em casa e poupar algum dinheiro. Assim, quando encontro uma dessas receitas, tenho que a experimentar. 

A semana passada encontrei esta receita num post de um grupo de celíacos espanhóis do Facebook e pus mãos à massa. O resultado está à vista: um pão com uma textura suave e que se aguenta fresco durante dois dias. Mas não há milagres: é mesmo preciso usar psílio. "Pode-se substituir o psílio?" é uma pergunta recorrente sobre as receitas de pão que levam este ingrediente, dúvida que se deve prender à relativa dificuldade em comprá-lo em Portugal. Infelizmente, a resposta é não; pode-se pôr mais goma xantana, pôr linhaça moída, sementes de chia, pectina, goma guar... O efeito não será o mesmo.

Pessoalmente, prefiro abrir os cordões à bolsa e encomendar o psílio da marca Finax da Querfood ou Foodoase, sabendo que o pão sairá bem e que não será um desperdício de farinha, do que inventar substituições. Numa casa em que todos comemos pão sem glúten é muito importante que este seja comestível, sim, mas principalmente que não deixe saudades do pão com glúten.

Ingredientes:
200 gramas Maizena
100 gramas polvilho doce
100 gramas farinha de arroz
50 gramas farinha de arroz integral
50 gramas de farinha de trigo sarraceno
10 gramas de sal
10 gramas de goma xantana
10 gramas de psílio
5 gramas de fermento seco
15 gramas de mel
5 gramas de fermento em pó tipo Royal
550 gramas de água tépida

Misture todos os ingredientes secos na cuba da sua batedeira.

Dilua o mel na água e vá juntado-a à farinha com a batedeira em funcionamento durante 3 a 4 minutos.

Deixe repousar 10 minutos e volte depois a bater durante 3 a 4 minutos.

Tape e deixe a levedar no frigorífico entre 8 a 12 horas, até que quase duplique de tamanho.

Retire para uma superfície polvilhada com farinha e modele como bolas ou pequenas baguettes. Deixe levedar de novo durante 20 minutos.

Leve ao forno pré-aquecido a 230ºC num tabuleiro forrado a papel vegetal com vapor (coloque um pequeno recipiente de metal com dois dedos de água no fundo do forno quando o ligar), durante 15 minutos. Baixe para 210ºC e deixe cozer mais uns 10 a 15 minutos, até que soem a oco.

Deixe arrefecer numa rede antes de cortar.









terça-feira, 22 de setembro de 2015

Pão moreno

Quando vi esta receita do blog Cocina Fácil Sin Gluten, lembrei-me do frasco de farinha de alfarroba, lá na despensa, ainda por abrir e decidi experimentá-la. Além disso, qualquer receita que dispense os mixes de farinha comerciais merece ser testada. Pensei que as pequenas baguettes não seriam apreciadas pelos miúdos devido ao seu aspecto mais "exótico", mas já recebi pedidos de repetição. 

Ingredientes:
200 gramas de farinha maizena
100 gramas de fécula de batata
100 gramas de polvilho doce
50 gramas de farinha de trigo sarraceno 
25 gramas de farinha de alfarroba
25 gramas de farinha de arroz/arroz integral  
8 gramas de sal
10 gramas de goma xantana
10 gramas de psílio em pó 
5 gramas de fermento seco 
5 gramas de açúcar/açúcar de coco
8 gramas de vinagre de sidra
460-480 ml de água morna
3 colheres de sopa de azeite/ óleo de uva
Sementes de sésamo ou outras (opcional)

Na cuba da batedeira misture as farinhas com a goma xantana, o psílio e o fermento. Num copo, colocamos 460ml de água com o açúcar e vinagre. Ligue a batedeira e acrescente os líquidos; deixe misturar e acrescente depois o sal e, por fim, o azeite/óleo de uva (junte mais 20ml de água se a massa ficar muito espessa).

Tape a cuba com a massa e aqui tem duas opções: ou tem pressa e coloca a massa a levedar num local protegido do frio, como o interior do forno desligado (+/- duas horas) ou opta pela levedação a frio, que desenvolve o sabor e a textura, deixando a massa no frigorífico durante a noite.

Terminado esse período, ligue o forno a 200ºC e coloque um pequeno recipiente (apto para ir ao forno) com um dedo e meio de altura de água no fundo do mesmo (isto para que se crie vapor apenas no início da cozedura). Dê forma à massa, pincele as baguettes com água e salpique com as sementes da sua escolha, levando a cozer ao forno num tabuleiro com papel vegetal.

Durante os primeiros 15 minutos deixe cozer a 200ºC e baixe depois para 180ºC para cozer mais 25 a 30 minutos. Faça então um arrefecimento gradual e consuma quando estiverem frios.

Rende 12 unidades.

Observações:
- A receita original inclui lecitina de soja que excluí por não gostar deste ingrediente; como a sua função original é a de conservante, acrescentei o vinagre que serve o mesmo propósito.
- As sementes devem ser garantidamente isentas de glúten, sem contaminação cruzada. Neste caso, optei pelas sementes de sésamo da Diese que garantiu, em contacto com o serviço de apoio ao cliente, a sua isenção.















terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pães de leite na Bimby

Como post de hoje, mais uma deliciosa receita da Ana Pimenta.

"Para o chá das 5 com as avozinhas da família, um "tête-à-tête" com a melhor amiga, o pequeno-almoço em família num Domingo prazenteiro ou, simplesmente, o lanche dos besnicos, nada como um simples pão de leite.

Ingredientes:
290 ml de leite de vaca (sem lactose meio gordo, Área Viva Continente) 
15 gramas de açúcar refinado 
4 gramas de fermento ativo seco Doves Farm quick yeast
130 gramas de farinha para bolos sem glúten Doves farm self raising 
140 gramas de farinha panificável sem glúten Schar Mix B 
50 gramas de creme de barrar de soja (Alpro soya) ou manteiga à temperatura ambiente
1 ovo (50 gramas)
10 gramas de psílio Finax 
10 gramas de leite em pó (aptamil pepti junior), opcional
Essência de baunilha (a gosto), opcional
4 gramas de sal marinho
1 gema para pincelar

Junte no copo da Bimby o leite, o açúcar e o fermento e faça um movimento de turbo. 

Aqueça a 37ºC durante 2 minutos na velocidade 1. Findo este tempo verifique se a cuba da máquina está morna. Caso contrário aqueça mais 1 a 2 minutos, como anteriormente.

Adicione as farinhas, o ovo, a manteiga, o psílio, o leite em pó, a essência de baunilha e o sal. 

Amasse (programa espiga) durante 2 minutos e 30 segundos. Deixe levedar na Bimby. Para o efeito cubra com mantas polares e sacos térmicos a máquina. Deixe levedar uma hora ou até ter duplicado de volume. Obterá uma massa tipo bolo espessa.

Findo este tempo ligue o forno a 200º C (grelha em cima e baixo e ventoinha). Com as mãos molhadas faça pequenas bolas e coloque-as no tapete de silicone. Alise. Cubra com a gema de ovo (use a mão ou um pincel).

Coloque um recipiente com água a ferver no fundo do forno e coza os pães durante 20 minutos a 200ºC. Pode necessitar, a meio do tempo de cozedura, cobrir com papel de alumínio.

Deixe amornar ou esfriar numa rede para bolos antes de servir. Pode rechear a massa com doce de fruta, ovos ou chocolate e avelã caso deseje. Congele os que não comer na altura. 

Bom apetite!"






quarta-feira, 15 de julho de 2015

Pão caseiro

Sabendo a dificuldade que é conseguir fazer um pão sem glúten comestível, quando se consegue uma receita que dá um pão tão bom como o da padaria, a sensação só poderia ser de vitória. Esta receita é dessas. Faço este pão sempre como indicado, não vario muito (só no tempo de levedação) porque "em equipa vencedora não se mexe". Se descobrirem que funciona com menos ou outros ingredientes, venham cá partilhar.


Ingredientes:
200 gramas de farinha Schar Mix B
100 gramas de farinha Proceli
100 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
60 gramas de polvilho doce
40 gramas de fécula de batata
6 gramas de psílio em pó
2 gramas de fermento seco
5 gramas de açúcar de côco
8 gramas de vinagre de sidra
530 gramas de água morna
½ colher de sopa de sal fino
3 colheres de sopa de óleo de graínha de uva
50 a 80 gramas de massa velha

Misture as farinhas com o psílio e o fermento na cuba da sua batedeira, até obter uma côr homogénea.

Num outro recipiente, misture a água com o açúcar e o vinagre e verta o seu conteúdo sobre a farinha com a batedeira em funcionamento. Continue a bater e junte depois, primeiro, o sal e de seguida o óleo. Por fim, acrescente a massa velha e deixe bater durante mais cinco minutos.

Tape depois a cuba da batedeira com filme transparente e, preferencialmente, deixe levedar no frigorífico entre 6 a 12 horas. Não tendo essa disponibilidade, deixe levedar em local morno durante, pelo menos, duas horas.

No final da levedação, ligue o forno a 230ºC e coloque aí um pequeno tacho com um fundo de água. Verta a massa para cima de uma folha de papel vegetal polvilhada com farinha de arroz, estenda-a ligeiramente e corte entre 11 a 12 pedaços rectangulares. Espalme-os um pouco, coloque-os num tabuleiro forrado a papel vegetal e leve a forno pré-aquecido a 230ºC durante dez, doze minutos- caso o forno tenha essa opção, com o calor só por baixo. Reduza depois para 190ºC e coloque calor por cima e por baixo durante mais 20 minutos. Desligue o forno, mas deixe a porta fechada durante cinco minutos. Faça depois um arrefecimento gradual. 































domingo, 7 de junho de 2015

Pão integral de sorgo

Um blog a que regresso sempre é o blog italiano Un Cuore di Farina Senza Glutine. Os seus autores fazem maravilhas do pão sem glúten e já reproduzi aqui várias receitas deles. Hoje não é excepção: recentemente, publicaram uma receita de pão integral com sorgo que não resisti a experimentar e que resultou num pão húmido com uma boa textura que não se esfarela, e que assim permanece até três dias. Ainda que o sorgo não seja fácil de adquirir, vale a pena o investimento.

Ingredientes:
170 gramas de farinha de sorgo Bob’s Red Mill (online em Foodoase)
80 gramas de farinha de teff Bauckhof (no Celeiro)
64 gramas de farinha de milho Ceifeira
128 gramas de Maizena
126 gramas de polvilho doce Globo
22 gramas de goma xantana
6 gramas de fermento seco
500 gramas de agua
2 colheres de sopa de óleo
8 gramas de sal

Na cuba da sua batedeira, misture bem todas as farinhas com a goma xantana e o fermento ate obter uma cor homogénea. Com o gancho a funcionar, acrescente a água até obter uma mistura lisa e acrescente, por ultimo, o óleo e o sal.

Na receita original, recomendam colocar a massa de imediato no frigorífico, mas preferi que levedasse um pouco primeiro e só depois colocá-la no frio, coberta com filme transparente. A massa deve permanecer no frigorífico entre 12 a 24 horas.

Passado esse período, coloquei a panela de ferro no forno a 230°C. Retirei a massa do frigorífico, estendi-a sobre uma folha de papel vegetal polvilhado com farinha de arroz e dei-lhe uma forma arredondada. A panela deve aquecer durante 20 a 30 minutos, enquanto isso a massa vai levedando um pouco.

Coloque depois a massa dentro da panela, tape-a e leve-a ao forno a cozer 30 minutos coberta e outros quinze já sem a tampa. Após esse período, faça um arrefecimento gradual e não fatie antes de estar completamente frio.











sexta-feira, 3 de abril de 2015

Pans & Company sem glúten em Espanha

Os blogs e fóruns espanhóis começam a fervilhar com esta novidade: a Pans & Company espanhola está a lançar sandes sem glúten em algumas lojas seleccionadas- se houver adesão, irão lançar a nível nacional.

Como nos conta a Pikerita no seu famoso blog, as lojas têem cinco referências sem glúten: uma sandes de frango e queijo, outra sandes com bacon e queijo, muffins de chocolate, palmiers de chocolate e madalenas. Todos embalados individualmente e produzidos por empresas certificadas pela FACE. As sandes vão ao forno dentro da embalagem, preparada para o efeito, pelo que não há nenhuma manipulação por parte do pessoal das lojas. O custo da sandes? 4,95€.

Não será certamente a opção mais saudável como refeição, mas é sempre bom tê-la disponível quando não há mais nada ou apenas apetece uma sandes. Agora resta-nos contactar a congénere portuguesa e demonstrar que há mercado cá para estes produtos.


sexta-feira, 27 de março de 2015

Pão de forma na Bimby

Hoje, mais uma bela receita da nossa já bem conhecida Ana Pimenta, pão de forma na Bimby. Obrigada Ana!

"Para a lancheirinha da escola, fatias douradas ou simplesmente para uma torrada formada, nada como um pão de forma. Esta receita é adaptável para batedeiras de bolos ou outros robots de cozinha.

Ingredientes:
530 ml de água
4 gramas de fermento seco ativo Quick Yeast Doves Farm
250 gramas de farinha panificável Schar Mix B
250 gramas de farinha panificável Doves Farm white bread
10 gramas de psílio Finax
7 a 9 gramas de sal marinho
3 claras de ovo M batidas em castelo (opcional, ou 10 gramas de leite em pó isento de glúten)
Óleo vegetal q.b. para untar
Farinha de arroz caseira ou da marca Ceifeira para enfarinhar

Unte a forma de pão com óleo vegetal ou azeite e enfarinhe com farinha de arroz. Bata as claras em castelo*.

Coloque no copo da Bimby a água e o fermento. Faça um movimento de turbo. Se temperatura ambiente estiver fria aqueça a mistura: 3 minutos / vel 1 / 37ºC. Adicione os restantes ingredientes à excepção das claras. Programe "espiga" e amasse durante 6 minutos. Incorpore as claras pelo bucal após terem decorrido 3 minutos. Deixe amassar durante o restante tempo (se ficar com um resto de clara na parede da máquina, retire e coloque junto à massa com a espátula. Amasse outro minuto).

Deixe levedar no copo da Bimby. Coloque-o ao sol durante 40 minutos ou cubra com mantas polares, se estiver frio, durante uma hora a uma hora e meia.

Findo esse tempo coloque gentilmente a massa na forma: bata com a forma na bancada da cozinha para retirar o ar e coloque-a dentro do forno. Opcionalmente pode deixar levedar na forma de pão directamente. Pré-aqueça ligeiramente o forno a 50°C e desligue. Coloque a forma semiaberta no forno desligado até a massa chegar quase ao topo da forma.

Feche a forma e ligue o forno a 220°C. Coloque um recipiente com água a ferver no fundo do forno ou gelo. Deixe cozer durante 45 minutos a 200º C. De seguida, abra a tampa e coza sem tampa durante 30 minutos a 180ºC.

Deixe arrefecer um pouco dentro da forma e retire depois o pão para uma rede de arrefecimento. Fatie apenas quando estiver frio.

*Bata as claras na Bimby previamente à restante receita. Programe com a borboleta três minutos/velocidade 6 ou use a batedeira de bolos enquanto amassa (para poupar tempo).

Bom apetite!"




















sábado, 7 de março de 2015

Pão de forma integral

Deste vez, quis experimentar os magníficos "poderes" da farinha Brot Dunkel da Schar no pão de forma. Em boa hora o fiz. Esta farinha ainda só se encontra à venda nas lojas Celeiro, mas vale a pena a sua aquisição. 

A receita a que cheguei tem alguns ingredientes menos comuns, mas usei-os por uma razão: o óleo de grainha de uva além de não ter um sabor acentuado, aguenta altas temperaturas sem se degradar, o que não acontece com o azeite; o açúcar de coco dá cor ao pão (como daria o açúcar normal), mas tem um baixo índice glicémico, o que o torna mais saudável. A Proceli não é uma farinha fácil de encontrar (eu comprei nos supermercados Froiz), pelo que poderá ser trocada pela Beiker, ou a farinha de marca própria do Jumbo ou do El Corte Inglés, mas tendo atenção aos líquidos, porque cada farinha absorve água de maneira diferente.

Os pedidos de repetição para este pão "quadrado", têm sido vários. Claro que, para que adquira este formato, deve-se procurar a forma certa, uma com tampa. Eu comprei a minha aqui.


Ingredientes:
250 gramas de farinha Schar Mix B
100 gramas de farinha Proceli
50 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
50 gramas de farinha de trigo sarraceno Bauckhof
5 gramas de psílio em pó Finax
5 gramas de sal
5 gramas de fermento seco Doves Farm
525ml de água morna
10 gramas de açúcar de coco
10 gramas de vinagre de sidra
25 gramas de óleo de grainha de uva

Misture as farinhas com o psílio e o sal na cuba da sua batedeira. Acrescente depois o fermento. Entretanto, junte num copo o óleo, o açúcar e o vinagre e misture bem. Junte depois a água.

Ligue a batedeira e vá juntando a água aos poucos. Deixe bater durante alguns minutos, até obter uma massa lisa e homogénea. Tape a cuba e deixe levedar durante uma hora. 

No final desse período, aqueça ligeiramente o forno a 50°C e desligue. Unte a forma com óleo e polvilhe com farinha de arroz. Bata a massa para retirar o ar e coloque dentro da forma. Coloque-a semi-aberta com a tampa no forno desligado até a massa chegar ao topo da forma. Feche-a e ligue o forno a 220°C. Deixe cozer durante uma hora.

Deixe arrefecer um pouco dentro da forma e retire depois o pão para uma rede de arrefecimento. Só fatie quando estiver frio.
















segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Pães com Brot-Mix Dunkel

Há uns anos atrás a Schar tinha uma farinha integral que, por razões que desconheço, deixou de ser comercializada. Neste Verão, através de blogues espanhóis, apercebi-me que a Schar tinha reeditado esta farinha, a Brot-Mix Dunkel: não paravam de chover posts com as maravilhas que se podiam fazer com este produto. Uma destas receitas encontrei-a no blogue Cocina Fácil Sin Gluten e tinha tão bom aspecto que tomei uma nota mental que a deveria experimentar quando encontrasse a dita farinha. 
Isso aconteceu este fim de semana quando a encontrei no Celeiro a 5,89€ (5,30€ com o desconto da APC). É mais cara, mas vale a pena: os pães são bastante macios e aguentam bem a passagem do tempo, com um sabor que agrada. Agora, só tenho que aguardar uma incursão a Espanha para comprar mais pacotes a um preço mais simpático. Fica aqui a receita, tal como concebida pela sua autora.

Ingredientes:
350 gramas de farinha Proceli
150 gramas de farinha Brot-Mix Dunkel Schar
5 gramas de sal
4 gramas de fermento seco
10 gramas de psílio em pó Finax
40 gramas de banha
575 ml agua morna

(a farinha Proceli poderá ser substituída pela farinha Beiker mas será necessário ajustar a quantidade de água)

Na cuba da sua batedeira, misture as farinhas com o sal e o psílio. Junte depois o fermento, mexa bem, e junte a banha em pedaços pequenos. Envolva a banha na farinha e acrescente, por fim, a água.

Bata durante 5 minutos, tape com uma touca de banho ou um pano húmido e deixe levedar entre três a quatro horas num local tépido.

No final desse período, ligue o forno a 200ºC. Com as mãos untadas com azeite, forme bolas de massa sem manipular muito; no final, deve obter 11 a 12 bolas para esta quantidade de ingredientes.

Coloque-as num tabuleiro forrado a papel vegetal e leve ao forno durante 10 a 15 minutos a 200ºC e reduza depois para 180ºC durante mais 15 a 20 minutos. Retire do forno quando, ao bater num pão, este soe a oco. 















quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Pão mais que fácil

A autora desta receita, a Pikerita do blog com o mesmo nome, chamou-lhe pão fácil, mas como podem ver, este pão é mais do que fácil. E para ajudar, ela ainda colocou um vídeo da sua execução. Eu experimentei com alguns retoques e o resultado foi este... Sem tempo de levedação, o que é excelente numa pressa.

Ingredientes:
400 gramas de farinha Schar Mix B
50 gramas de farinha de trigo sarraceno Werz/Bauckhof
50 gramas de farinha de grão de bico Werz/Bauckhof
3 gramas de fermento seco
420 ml água morna
50 gramas de massa velha
2 colheres de sopa de azeite
6 gramas de sal fino

Misture na cuba da sua batedeira as farinhas com o fermento seco até estar tudo homogeneizado. Acrescente a água e bata bem; junte a massa velha e torne a bater. Acrescente depois o sal, bata bem, junte o azeite e bata mais três  a cinco minutos.

Coloque a massa em cima de uma folha de papel vegetal polvilhada com farinha de arroz (marca Ceifeira) e modele-a até formar uma bola. Coloque numa panela de ferro ou num pirex com tampa, tape e leve ao forno frio, e deixe cozer a 180ºC durante 40 a 45 minutos.

Retire do forno e deixe arrefecer um pouco sobre uma rede.





segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Panificação sem glúten Atrian

Descobri recentemente os produtos de panificação sem glúten da empresa Atrian. Esta empresa, especializada em massas congeladas, tem várias linhas de produção, entre as quais se inclui uma linha de produtos sem glúten. Vende especialmente para hoteleria e restauração, mas vende também a particulares nos seus cinco pontos de venda em Portugal: Vila do Conde (sede), Aveiro, Lisboa, Faro e Ponta Delgada (contactos no site). Enviam informações e lista de preços por e-mail.

Os únicos locais que sei que vendem estes produtos a retalho é o Supermercado Apolónia, no Algarve, e a Cafetaria Las Palmas, em Matosinhos. Esperemos que com um pouco mais divulgação e demonstrações de interesse, mais locais passem a disponibilizar estes produtos. Ainda não os provei, mas acho positivo este aumento da diversidade (ainda reduzida) na panificação sem glúten.































segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Paris e Disneyland sem glúten

Bolos comprados
na Helmut Newcake
Depois de Barcelona, parámos em Paris. A cidade das luzes está coberta num post “em trabalho” que vou actualizando quando sei de novos locais onde se pode comer sem glúten, pelo que, neste campo, não tenho muitas novidades.

Lanchamos muito bem tanto no Helmut Newcake, como no Biosphére Café, ainda que tenha sido muito caro, mas achámos que valia a pena o “investimento” porque ocasiões para lanchar fora de casa sem glúten são poucas.

Fizemos um almoço no Thank You My Deer, onde há poucas opções, ainda que sejam todas sem glúten, e com base em sandes e saladas. Há algumas sobremesas, girando entre queques e fatias de bolos caseiros. Contudo, tudo o que provámos era saboroso e o atendimento simpático. O espaço é que é limitado, pelo que pode ter que esperar por uma mesa livre.

Também aproveitámos uma passagem junto ao Louvre para parar na padaria do Eric Kayser (4, Rue de L'Echelle) e experimentar os seus produtos sem glúten. Não oferecendo a típica baguette, existem 3 ou 4 opções de pães sem glúten integrais: o que escolhemos, fazia lembrar ligeiramente a broa de milho- era agradável, mas não deixou saudades. Obviamente, sendo um produto Eric Kayser e sem glúten, foi caro.

Os nossos jantares e pequenos-almoços foram feitos no aparthotel onde ficamos, escolhido particularmente pela sua localização, a uma paragem de metro da Disneyland Paris, um dos objectivos da viagem. A outra grande vantagem deste hotel, além de ficar situado ao lado da dita estação de metro, era ter um enorme hipermercado Auchan por trás, onde havia alguma selecção de produtos sem glúten. “Alguma” é uma vantagem, porque tirando os hipermercados, não encontramos produtos sem glúten em mais locais de compra. Aliás, a França, no aspecto da rotulagem, tem qualquer coisa a aprender com outros países europeus, porque raramente vimos descrição de alergéneos nas embalagens. E se a situação é difícil para aqueles que fazem uma dieta sem glúten, os intolerantes à lactose não têm sorte nenhuma.


Quanto à Disneyland Paris, que fez a alegria dos petizes, é um pesadelo com glúten desde a entrada à saída. No site, há menção de menus sem alergéneos nos seus variados restaurantes, os menus Natama, mas 1)nem todos os restaurantes que tinham estes menus estavam abertos à hora de almoço e 2) os que estavam abertos, não tinham sequer todas as opções de menús: no nosso caso, fizeram-nos pagar à entrada um menú com sopa, prato principal e sobremesa (15€ cada), mas não havia sopa, e a sopa do dia no restaurante era gaspacho… Obviamente, pedimos o reembolso da sopa e não houve qualquer problema da parte dos funcionários. No entanto, estamos a falar de comida congelada, aquecida no micro-ondas e trazida para a mesa na embalagem original… Enquanto todos os outros clientes se refastelavam prato atrás de prato no “Buffet Coma o que Quiser”. Definitivamente, mais vale levar sandes, fruta e bolachas. Parece que a situação na Disneyland em Orlando, E.U.A., é melhor, mas, para já, ficamos pela visita à congénere de Paris. Vale sobretudo a pena pela alegria que traz às crianças.

Mais info:

Paris – Manger sans gluten


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