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quarta-feira, 19 de junho de 2013

31: receitas | bloguers | dias

Há uns tempos atrás, recebi um email da Magda, autora do blog Mum´s the Boss, " onde se escreve, num tom leve sobre coisas muito sérias:  Felicidade, Educação e Parentalidade Positiva, com o mote 'a mão que embala o berço é a mão que embala o mundo'". Este contacto trazia uma proposta irresistível pela utilidade que pretendia: fazer um e-book de receitas para os 31 dias do mês com receitas fáceis e rápidas, de modo a facilitar o dia-a-dia da mulher "moderna".

Ora a culinária sem glúten nem sempre é fácil e rápida, mas achei que poder passar uma receita de pão sem glúten e que ficasse bem, era igualmente relevante. Daí que a minha participação, entre as 31 bloguers que aderiram ao projecto, seja de uma receita de pão tipo bijou sem glúten. Nem todas as receitas são sem glúten, mas a maioria é facilmente adaptável, logo este livro acaba por ser útil a qualquer pessoa. O e-book pode ser descarregado aqui. Parabéns Magda pela ideia e pelo trabalho que está excelente!

No caso da minha receita em questão, surge porque um pão sem glúten nunca será igual a um pão com glúten, exactamente porque é esta proteína que faz do pão aquilo que ele é. No entanto, pode-se usar vários métodos para simular as mesmas condições de que um pão com glúten usufrui. O resultado será diferente, mas será na mesma um pão saboroso. Para tal, nesta receita, socorri-me de alguns “truques”:

1- Esta receita leva duas misturas panificáveis sem glúten: a Schar Mix B é essencial, pois permite melhores resultados com receitas de pão; a segunda mistura pode variar de marca, desde que os seus ingredientes sejam principalmente amidos (de milho, batata, mandioca…). Uma mistura para pão integral não iria funcionar, pois o alto teor de fibras produz uma textura mais densa, enquanto o pão desta receita resulta numa massa leve.
2- A farinha de grão-de-bico, sendo rica em proteínas, complementa as misturas panificáveis, pobres em nutrientes. Na farinha de trigo é o glúten a proteína que sustém o fermento, logo nas receitas de pão sem glúten é necessário dar outro tipo de “alimento” ao fermento, neste caso a proteína do grão-de-bico.
3- O gengibre funciona como um melhorante caseiro nas receitas de pão, primeiro porque ajuda a preservar a textura do pão, e, segundo, porque funciona também como alimento para o fermento.
4- O ácido ascórbico, o nome científico da conhecida vitamina C, é um reconhecido antioxidante e cria um ambiente acidíco no qual o fermento prolifera. Caso não o encontrem à venda, pode-se substituir por 1 colher de chá de sumo de limão.

Pão Bijou
Ingredientes:
250 gramas de farinha Schar Mix B
200 gramas de farinha panificável SG (marcas Jumbo, El Corte Inglés, Procelli,…)
50 gramas de farinha de grão-de-bico (marcas Doves Farm, Bauckhof)
5 gramas de sal fino
½ colher de chá de gengibre em pó
430 ml de água com gás
25 gramas de fermento fresco (1 cubo da marca Levital)
1 colher de chá de açúcar
¼ colher de chá de ácido ascórbico/ vitamina C (marca Doves Farm)
2 colheres de sopa de azeite
Para pincelar
Água
Azeite

Aqueça a água com gás, coloque metade na cuba da sua batedeira e a outra metade num copo. Neste, dilua o açúcar primeiro e depois o fermento, mexendo bem até estar totalmente dissolvido. Coloque o copo num local morno durante 10 minutos até obter um dedo de espuma.

Entretanto, misture bem as farinhas com o sal e o gengibre até obter uma cor homogénea, i.e., até que nenhum elemento sobressaia. Reserve.

Junte o fermento à restante água na cuba da batedeira, mais o ácido ascórbico e o azeite. Acrescente as farinhas e deixe a batedeira amassar durante cinco minutos em velocidade média.

Enquanto isso, ligue o forno a 50ºC durante três a cinco minutos para criar um bom ambiente para a levedação. Desligue o forno e coloque dentro a cuba com a massa, tapada com um pano húmido, durante 30 minutos.

No final desse período, enfarinhe bem a bancada de trabalho e as mãos com farinha sem glúten, e vá retirando colheradas de massa que deverá manusear até obter bolas de tamanho médio. Coloque-as num tabuleiro forrado a papel vegetal e leve de novo ao forno morno para levedar mais 20 minutos aproximadamente.

Ao terminar a segunda levedação, faça cortes no centro das bolas de massa e pincele-as com uma mistura em partes iguais de água e azeite. Coloque um pequeno recipiente com água na base do forno para humidificar o ambiente e ligue o forno a 200ºC, com calor por baixo, durante 25 minutos. Deixe mais cinco ou dez minutos com calor por baixo e por cima, até os pães estarem ligeiramente dourados.

Retire os pães do forno e deixe arrefecer se quiser congelar alguns; senão, comem-se melhor quentes ou mornos (como qualquer pão sem glúten). O pão sem glúten congela muito bem, pois ao descongelar mantém as propriedades do pão recém-feito.

Caso lhe sobre pão, ou a receita não corra bem (o que é normal quando nos iniciámos na panificação sem glúten) pode sempre torrar e triturar para obter pão ralado sem glúten.

Esta receita rende à volta de 12 unidades.




domingo, 19 de maio de 2013

Pão de forma sem glúten, sem leite

A minha forma de pão de forma estava a ganhar ferrugem, pelo que decidi comprar uma nova. Deste vez não precisei de encomendar fora de Portugal, pois encontrei-a aqui. Precisava também de uma receita nova para pão de forma que não levasse leite, pelo que achei que esta receita fosse uma boa alternativa. Funcionou... A nível da forma e da receita, especialmente se considerar que não usei uma mistura comercial: o pão feito há 24 horas continua como se estivesse fresco. Não sei se foi da substituição da goma xantana pelo CMC (uma dica que vi no grupo Viva Sem Glúten do Facebook), mas foi uma boa aposta.

 
Ingredientes:
280 gramas de farinha de arroz
120 gramas de polvilho doce
50 gramas de farinha de grão de bico
1/2 colher de sopa de CMC (ou goma xantana, caso não tenha CMC)
1 ½ colher de chá de sal fino
1 ½ colher de sopa de açúcar
5 gramas de fermento seco activo
330 ml água morna
2 colheres de sopa de manteiga/margarina derretida
3 claras de ovo
1 colher de chá de vinagre de maçã


Na cuba da sua batedeira, misture bem as farinhas com o CMC, o sal, o açúcar e o fermento. Faça uma abertura no meio e coloque aí as claras, a manteiga/margarina e o vinagre e bata durante alguns minutos até obter uma mistura homogénea. Por fim, junte a água morna e bata em velocidade média durante cinco minutos.


Coloque a massa a levedar num local morno até duplicar de volume. Coloque-a então na forma previamente untada e enfarinhada, retire bem o ar entretanto acumulado e coloque de novo a levedar.

Quando a massa estiver a ¾ da forma, feche com a tampa e ligue o forno a 200ºC. deixe cozer durante 40 minutos, retire a tampa e deixe cozer mais 10 a 15 minutos até dourar. Deixe arrefecer um pouco na forma e retire depois para uma rede de arrefecimento.

 


quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pão Saloio na Bimby

Como o prometido é devido, aqui está a conclusão do post anterior da Ana Pimenta sobre Pão, desta vez a sua versão do pão saloio.

Pão Saloio na Bimby

Uma mesa não está completa sem um pão saloio, de mistura, para fatiar!

Ingredientes:
100 ml de água gaseificada + 400 ml de água gaseificada morna (Lidl)
Fermento fresco caseiro (fornada pão bijou – Schar Mix B) (ou opcionalmente 7g a 14 g de fermento seco ativo Doves Farm: quantidade a dosear consoante condições de optimização da levedação)
5 gramas de açúcar de coco Iswari. (Pode substituir por outro açúcar de preferência não refinado. O de coco tem o menor índice glicémico. Ou agave)
5 gramas de leite em pó Aptamil pepti junior (opcional)
1 ovo M batido

200 gramas de amido de milho (Maizena)
100 gramas de farinha panificável sem glúten (Schar Mix B)
100 gramas de farinha trigo-sarraceno (Werz)
100 gramas de farinha de arroz (Doves farm)
9 gramas de sal marinho
15 gramas de psílio em pó (Finax)

1 clara de ovo e uma colher de sopa de água ligeiramente batidas
Farinha sem glúten q.b. para enfarinhar

Coloque no copo da Bimby 100 ml de água gaseificada, o fermento e o açúcar. Programe 1 minuto, 37ºC / velocidade 1. Deixe repousar 5 minutos. Se usar fermento seco ativo deve espumar.

Entretanto aqueça durante um minuto os 400 ml de água restantes no micro-ondas (não deixe que exceda os 40º C). Adicione ao fermento.

Adicione o ovo batido e o leite em pó. Programe 4 segundos / velocidade 2 1/2. Junte o amido de milho. Programe 4 segundos / velocidade 3. Junte as restantes farinhas, o sal e o psílio. Programe 5 minutos: “massa”.

Deixe levedar no copo da Bimby até dobrar de tamanho (40 minutos aproximadamente). Para o efeito abafe bem a Bimby como descrito anteriormente.

Findo este tempo coloque a massa num tapete de silicone ligeiramente enfarinhado e amasse de novo, levemente. Dê a forma que desejar. Se a massa pegar um pouco, molhe as mãos para dar a forma desejada. Pincele com a mistura de clara de ovo e água.

Leve ao forno a cozer a 210º C na prateleira do meio por 30 minutos e junte 4 cubos no tabuleiro do fundo. Reduza a temperatura para 180ºC e coza por mais 30 minutos. Junte nesta altura, mais 4 cubos de gelo no tabuleiro do fundo. Apague o forno e deixe cozer aí por mais 15 minutos. Se ao toque o pão estiver leve é porque está cozido.
Deixe esfriar numa grelha de arrefecimento durante 3 horas antes de fatiar. E cá temos o nosso pão. Bem cozido, fofinho, aromático e saboroso. Uma delícia! Bom apetite!


Notas: Ingredientes à data isentos de glúten e lactose segundo as empresas que os comercializam e / ou rótulos.













Ana Pimenta

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pão bijou e fermento caseiro

O post de hoje é, como diriam os americanos, um "guest post". Hoje, a nossa já conhecida Ana Pimenta presenteia-nos com a sua receita de pequenas carcaças sem glúten e o fermento caseiro que usa para fazer os seus pães. Este festival de (bom) pão continua amanhã com mais um post, desta vez com uma receita de pão saloio. Obrigada Ana, mais uma vez, pela participação, de certeza que quem visita este blog irá ficar tentado por estas receitas!

Pão Bijou adaptado para a Bimby

“Casa onde não há Pão, todos ralham e ninguém tem razão”

Casa onde não há Pão, todos ralham e ninguém tem razão. Assim diz o ditado popular. Ditado este que ouço desde miúda. Contudo, a Guerra chegou a nossa casa: migalhas, migalhinhas, como combatê-las? Falo, claro está, de migalhas com glúten.

Felizmente, estava uma fantástica receita, já anteriormente publicada neste blog, à espera de sair da minha “pasta das receitas a experimentar”. Simples, prática, com poucos ingredientes e fáceis de encontrar. Adaptei-a à Bimby para facilitar ainda mais.

Desde então que não entram na nossa mesa as malfadadas migalhinhas de pão com glúten. E ouço diariamente: Pão… Pão mamã! Agrada a celíacos e não celíacos. Motivo: crocante, estaladiço, branquinho e sem sabor a ázimo.

Ingredientes:
14 gramas de fermento seco activo (Doves Farm Quick Yeast)*
600 ml de água gaseificada (Lidl)**
1 1/2 colher de chá de sal marinho (9 gr)
530 gramas de farinha panificável sem glúten (Mix B Shar)
1 clara de ovo M levemente batida com uma colher de sopa de água

*Se conseguir condições ótimas de levedação e deixar levedar por 40 minutos, e não 20, poderá usar apenas 7 g de fermento.
** Se diminuir na quantidade da água (ex. 580 ml) obterá bolinhas mais altas e com mais miolo.

No copo da Bimby junte o fermento (14 gr) e a água gaseificada (600 ml). Para ativar o fermento programe 3 minutos / 37º C / velocidade 1. Verifique se externamente o copo da Bimby está morno. Caso não esteja, repita o programa anterior mais um minuto.

Deixe descansar por cinco minutos ou até que espume, cubra durante este tempo a máquina com uma manta polar.

Acrescente depois a farinha (530 gr) e o sal (9 gr). Amasse durante cinco minutos: Programa “massa”.

Deixe levedar durante 20 minutos ou até a massa duplicar o seu volume. Para o efeito abafe a Bimby. Use por exemplo uma manta polar coberta com 4 sacos de plástico justos, uma segunda manta polar e um saco extra a envolver tudo.

Findo esse tempo, pré-aqueça o forno a 210º C.

A massa, que deverá ter a consistência de um creme espesso, deverá ser colocada em colheradas generosas no tapete de silicone.


Aproveite e faça neste momento o seu fermento caseiro usando uma colher de sopa desta massa.

Modele as colheradas de massa com o pincel molhado na mistura de clara de ovo e água até ficarem redondas.

Leve ao forno na prateleira do meio e ponha 4 cubos de gelo no tabuleiro do fundo. Coza por 20 minutos, a 210º C. Vigie. Em caso de os pães começarem a ficar logo de início muito corados cubra com papel de alumínio.

Passado esse tempo, reduza para 180º C e coloque mais 4 cubos de gelo no tabuleiro do fundo. Deixe cozer por mais 15 minutos. A crosta deve ficar dourada e sólida.

Deixe arrefecer numa rede para bolos antes de fatiar ou delicie-se com um pãozinho morninho acabado de sair do forno. Bom apetite!

Nota: Se desejar pode incorporar cerca de 30g de grãos ricos em nutrientes tal como trigo-sarraceno, amaranto, milho painço, quinoa, arroz integral, sorgo e teff, melhorará o valor nutricional do seu pão e obterá “bolinhas saloias” de sabor diversificado, ricas em fibras, proteínas e aminoácidos essenciais e minerais.










Fermento caseiro

“Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão” versus a Guerra anti-glúten tal como referi anteriormente. Contudo, já os três seres vivos envolvidos no fabrico do pão - o grão, a levedura (Saccharomyces cerevisiae) e o padeiro – trabalham em verdadeira harmonia de modo a levarem a cabo uma complexa teia de alterações químicas e físicas cujo resultado é o produto saboroso e fofo, presente em todas as mesas: o Pão!

Tal como referido anteriormente podemos usar um pouco da massa levedada para criar fermento caseiro.

Para tal basta colocar uma colher de colher de sopa da massa, após a levedação do pão, num frasco de vidro e cobri-lo com um pouco de farinha. Uso trigo-sarraceno ou outra farinha simples, sem agentes espessantes e levedantes incorporados.

As células desta levedura, através dum processo metabólico chamado fermentação, vão consumir os açúcares livres provenientes do amido das farinhas e produzir álcool etílico, um gás (o dióxido de carbono) e vários outros compostos que conferem ao pão o seu fantástico sabor e aroma. O dióxido de carbono (CO2) produzido vai-se acumulando dentro da massa e, se a “liga” tiver a “força” adequada para o reter, vai-se expandindo dada a sua elasticidade. Pode ficar com mais do dobro do seu volume inicial. Nesta massa sem glúten e em particular na farinha Mix B da Shar o agente espessante e aglutinante é a hidroximetilcelulose.

O consumo de pequenas quantidades de alimentos fermentados é aconselhado por nutricionistas regulando a flora intestinal. Melhoramos também o sabor do nosso pão e ainda economizamos.

Para o efeito, deixa-se a levedar perto do forno enquanto se coze a massa do pão (ou ao sol) e enquanto a cozinha estiver quente. Em 15 a 30 minutos leveda dobrando de volume.

Veda-se o frasco com película aderente, na qual se faz 3 furos, e guarda-se num armário escuro e a temperatura amena até ao dia seguinte. Usa-se como fermento (“isco”) de uma próxima fornada de pão, por exemplo, tipo saloio. Se preferir pão ázimo deixe levedar por mais um ou dois dias. Pode congelar e usar após reativar.

Para levedar a próxima fornada de pão necessitará de mais tempo do que se usar fermento fresco comprado ou fermento seco ativo. Contudo, confere um sabor mais agradável ao pão final.














Ana Pimenta
 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Baixa de preços

Numa visita recente a uma loja Celeiro, reparei que alguns produtos da Schar, onde se inclui a farinha para pão Schar Mix B, estão mais baratos. Não é tanto uma promoção, mas mais uma baixa de preços, pelo menos até ao final do ano (indicado em letras pequenas no cartaz). Deste modo, a farinha que custava 5,90€ passa a custar 4,99€. Quem é sócio da APC, beneficia ainda de um desconto de 10%, pelo que o preço final para estas pessoas será de 4,49€. Continua a ser mais caro do que em Espanha ou na loja online Querfood, por exemplo, mas fazer pão em casa ficou definitivamente mais barato.

Já me falaram que o Continente fez a mesma redução de preço, mas ainda não pude conferir na minha loja habitual.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Pão com sidra

Mais uma receita de pão, mais uma tentativa de aproximação ao sabor e textura do pão com glúten, desta vez com uma inspiração do blog da Perrine. Resultou bastante bem, ficou um pão muito agradável e a repetir, com certeza. Não sei se a sidra que usei é semelhante àquela usada pela sua autora, mas não há muitas opções no mercado nacional: achei que a sidra da Somersby adocicou muito o pão, pelo que prefiro a sidra da Strongbow que encontrei no Pingo Doce.



 


 







Ingredientes:
240 gramas de Mix B da Schar
60 gramas de farinha de arroz
60 gramas de polvilho doce
60 gramas de farinha de trigo sarraceno
3 gramas de psílio em pó
5 gramas de fermento seco activo
1 ½ colher de chá de sal
200 ml água morna
180 ml de sidra
1 colher de sopa de óleo vegetal

 
Numa tigela junte as farinhas com o sal e o psílio, misture um pouco e acrescente por fim o fermento. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, misture a água morna, a sidra e o óleo e, por fim, a mistura de farinhas que estava reservada.

Amasse a massa até que esteja bastante firme, mas ainda um pouco pegajosa. Retire para um local morno e deixe descansar até dobrar de volume.

De seguida, amasse de novo rapidamente, e com as mãos enfarinhadas dobre-a várias vezes. Dê-lhe a forma que prefere e deixe crescer durante uma hora à temperatura ambiente.

Entretanto, aqueça uma pedra de pizza no forno a 230ºC durante 20 minutos. Pincele o pão com uma mistura de água e azeite (para dourar), faça alguns rasgos com uma faca afiada e, em seguida, leve ao forno pré-aquecido a 225ºC durante 25 minutos a cozer em cima da pedra (este passo é opcional; quem não tem este utensílio pode utilizar um tabuleiro normal).







sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Pãezinhos fofos

Para começar bem o mês, nada melhor do que mais uma receita de pão, desta feita inspirada neste post. Usei um produto ainda pouco usado, a Vitamina C (o científico ácido ascórbico) em pó da Doves Farm que cria um ph mais ácido, logo mais propício à propagação do fermento e a uma melhor levedação. Efectivamente, a massa duplicou rapidamente de volume e no forno continuou a crescer. Resulta num pão muito macio, um pouco similar ao pão de hamburguer.

Ingredientes:
300 gramas de farinha Mix B da Schar
100 gramas de farinha de arroz (marca A Ceifeira)
50 gramas de farinha de trigo-sarraceno (marca Bauckhof )
50 gramas de farinha de grão-de-bico (marca Bauckhof / Doves Farm)
20 gramas de psílio em pó
5 gramas de fermento activo seco
1/2 colher de chá de açúcar
450 ml de água com gás
¼ colher de chá de vitamina C (marca Doves Farm) ou 1 colher de chá de vinagre
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de azeite

Numa tigela, misture bem as farinhas com o psílio, o fermento e o açúcar. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, coloque a água e junte a vitamina C, o sal e o azeite. Junte a farinha reservada e bata em velocidade média durante 6 a 8 minutos.

Tape a cuba com um pano húmido e deixe levedar em local morno durante uma hora ou até que tenha duplicado de volume.

Unte as mãos com azeite e faça pequenas bolas com a massa. Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal/tapete de silicone e leve ao forno frio.

Coloque uma pequena tigela com água no fundo do forno e ligue-o a 180ºC durante 20 a 25 minutos, sendo que o pão deverá crescer ainda nos minutos iniciais.

Retire passado esse tempo e envolva os pãezinhos com um pano limpo e húmido durante alguns minutos para que permaneçam fofos mais tempo.









sábado, 26 de janeiro de 2013

Bimbo sem glúten em Portugal

Como tinha falado aqui, a Bimbo lançou em Novembro passado, em Espanha, uma nova versão do seu pão sem glúten (e sem lactose) que está a ter bastante sucesso. A Bimbo Portugal informou que, em breve, iria disponibilizar esse produto no nosso país. E se bem o disseram, bem o fizeram: esta semana começou a aparecer nas prateleiras dos supermercados Continente- numas lojas na secção da Área Viva, noutras na secção de padaria junto aos outros pães Bimbo. O preço é 4,59€, mais do que 1€ em Espanha... O pão é esponjoso, mas não é igual ao pão Bimbo normal; aqui em casa usamo-lo para tostar ou para hamburgueres. Fica a dica.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Pão sem pré-misturas

Mesmo nesta época em que as receitas mais procuradas pertencem aos doces natalícios, há sempre lugar para mais uma receita de pão, especialmente se for para um pão de textura macia e sabor suave. Para além disso, este pão, que funciona como um pão com glúten, não leva nenhuma pré-mistura. Em tempos de contenção, importa poupar e este pão dispensa o uso do Mix B da Schar que custa 6 euros em média em Portugal.

Ingredientes:
150 gramas de polvilho
95 gramas farinha de trigo sarraceno (à venda da marca Bauckhof no Celeiro)
80 gramas farinha de arroz integral
60 gramas farinha de grão de bico (também da marca Bauckhof)
5 gramas de fermento activo seco
1 1/2 colher de chá de goma xantana
1 ½ colher de chá de sal fino
1 1/2 colher de chá de fermento para bolos
2 colheres de sopa de psílio em pó
300 gramas de água morna
1 ovo L, à temperatura ambiente
3 colheres de sopa de óleo vegetal
1 ½ colher de sopa de mel


Numa tigela misture as farinhas, a goma xantana, o sal, o fermento para bolos e o psílio até obter uma cor homogénea. Reserve.

Na cuba da sua máquina do pão, coloque a água, o ovo batido, o óleo e o mel. Coloque depois a farinha reservada e finalize com o fermento. Seleccione o programa Amassar (dura uma hora e meia na minha máquina).

No final do programa, coloque uma pedra de pizza no forno a 230ºC e retire a massa da cuba da máquina para a banca. Molde-a e deixe-a a levedar durante 20 minutos.

No final desse tempo, polvilhe a pedra com farinha de milho ou arroz e coloque aí a massa. Reduza para 210ºC e deixe cozer durante 40 minutos. Quando esse tempo tiver terminado, desligue e abra ligeiramente o forno; o pão deverá permanecer aí durante 5 a 10 minutos para arrefecer lentamente. Retire e deixe arrefecer sobre uma rede.

Fatie apenas quando estiver completamente frio.








sexta-feira, 30 de novembro de 2012

O Continente está de parabéns

Chegou-nos ontem a casa a mais recente edição da revista da APC. Esta trazia uma grande novidade, pelo menos, para mim: o Continente lançou recentemente uma nova gama de produtos sem glúten que, segundo a APC, estará disponível na maioria das suas lojas até ao final do ano. Aos produtos que já comercializam, juntam-se novos produtos que poderão e muito facilitar o dia-a-dia dos intolerantes ao glúten. Ainda não pude comprovar a qualidade das suas misturas, mas se a mistura para pão for igual à da Schar, compensa comprar esta pois é aproximadamente dois euros mais barata. A sua composição promete: amido de milho, farinha de trigo sarraceno, dextrose, espessantes (goma guar e goma de alfarroba).

Para além das bolachas de milho e arroz já existentes (agora também em versão mini), serão comercializados na Área Viva:

Mistura para Pão € 3,99 (1 Kg.)
Mistura para Bolos € 4,99 (1 Kg.)
Mini Baguetes Pré-Cozinhadas Área Viva € 2,29 (150 gr.)
Pão de Milho para Sandes Área Viva € 3,39 (350 gr.)
Bolachas Areadas (falta informação do preço)
Bolachas de Chocolate € 2,69 (150gr.)
Mini Queques de Chocolate (falta informação do preço)


 
 
Update: já experimentei a farinha para pão mas até agora não consegui fazer um pão satisfatório, mesmo quando misturada com o Mix B da Schar. No entanto, as mini-baguettes são muito agradáveis e óptimas quando não se tem tempo para fazer pão.

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Baguettes nº 3

À terceira é de vez. Depois de duas receitas de baguettes em que a segunda versão já era bastante aceitável, eis que, com a ajuda duma receita do blog Sin Gluten Es Mas Rico, fiz uma baguette que poderia estar à venda numa padaria e ninguém notaria a diferença: estaladiça com um miolo macio à saída do forno, e toda ela já macia no dia seguinte. Fiz quatro baguettes médias e, de imediato, três foram-se.
Definitivamente, a forma de baguettes vai ter agora muito mais uso. A minha foi comprada em França através de um site de que já não me recordo, mas tive a informação de que poderiam ser compradas online neste site português. A massa é maleável e provavelmente a receita até resulta sem a forma de baguettes, mas fica a dica na mesma para quem quiser ser "purista".
Gostava de salientar que esta receita também pode ser testada pelos leitores brasileiros deste blog, já que os produtos Schar começaram a ser vendidos no Brasil na semana passada.

Ingredientes:
300 gramas de água
20 gramas de azeite
4 gramas de sal
310 gramas de farinha Schar Mix B
60 gramas de farinha de trigo sarraceno
10 gramas de xarope de agáve/ ácer/ mel
4 gramas de fermento seco activo

Para pincelar:
1 colher de sopa de água
1 colher de sopa de azeite

Na cuba da máquina do pão coloque a água morna, o azeite e o sal. Ponha depois os restantes ingredientes, sendo que o fermento deve ser o último ingrediente a colocar. Seleccione o programa Pizza, que na minha máquina é um programa de 1H30, em que amassa 30 minutos e, depois, leveda uma hora.

Aos 30 minutos de levedação, pare o programa e transfira a massa para uma superfície de trabalho enfarinhada. Com as mãos molde as baguettes, coloque na forma e dê-lhes alguns golpes com a ponta de uma faca. Entretanto, ligue o forno a 50ºC durante 2 a 3 minutos, desligue e coloque a forma com as baguettes lá dentro a levedar durante 30 minutos.

Terminado esse tempo, misture uma colher de sopa de água com uma de azeite e pincele as baguettes com esse preparado. Ligue o forno a 200ºC e deixe cozer durante 30 a 35 minutos, até as baguettes ficarem douradas e estaladiças. As baguettes devem duplicar de tamanho nos primeiros minutos da cozedura.

Esta receita rende quatro baguettes médias ou duas grandes.



































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