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domingo, 22 de novembro de 2015

Bolo de marmelada e nozes

O post de hoje é uma deliciosa participação da já nossa conhecida Ana Pimenta. Muito obrigada Ana por mais uma bela contribuição para este blog!


"Chega o Outono e apetece algo reconfortante, para tomar coma chávena de chá junto à lareira. Aproveitando a época do marmelo e da gamboa nada como fazer uma bela marmelada caseira e depois abusar dela em deliciosas receitas. O bolo de marmelada e nozes da Graciosa Preciosa é uma destas receitas!

Vamos precisar de: 

6 ovos
200 gramas açúcar refinado 
100 gramas marmelada caseira
100 gramas de mistura de  farinha sem glúten (para bolos ou panificável)
1 colher de chá de fermento em pó
1 pitada de sal
Nozes partidas a gosto
Açúcar em pó para polvilhar q.b.
Margarina para untar a forma de buraco

Preparação: 

Faça uma gemada com os ovos e o açúcar. (Na Bimby: borboleta vel 3 / 37ºC /4 min). 

Bata as claras em castelo com apitada de sal e reserve (use a batedeira de bolos).

Incorpore a marmelada na gemada. (Na Bimby vel 3 / 30 seg; sem a borboleta). De seguida junte a farinha e o fermento e misture bem. (Na bimby 1 min / vel 3).

Envolva a mistura anterior com a colher de pau e incorpore as claras. (Na Bimby: borboleta; adicione as claras pelo bucal do copo e coloque na velocidade 3). Envolva agora usando uma colher de pau, ou a espátula da Bimby, e adicione gentilmente as nozes picadas. 

Coza durante 30 minutos a 180ºC numa forma de buraco untada com margarina. 

Após esfriar numa rede para bolos polvilhe com açúcar em pó. 

Bom apetite!"

















terça-feira, 17 de novembro de 2015

Pão bijou com mistura de farinhas caseira

Através do blog, apercebo-me que muitas das pessoas que fazem a dieta sem glúten preferem evitar as misturas de farinhas comerciais como, por exemplo, da Schar ou da Beiker, e fazer as suas próprias misturas. Não nego a conveniência de uma mistura já feita, mas também compreendo que se prefira fazer em casa e poupar algum dinheiro. Assim, quando encontro uma dessas receitas, tenho que a experimentar. 

A semana passada encontrei esta receita num post de um grupo de celíacos espanhóis do Facebook e pus mãos à massa. O resultado está à vista: um pão com uma textura suave e que se aguenta fresco durante dois dias. Mas não há milagres: é mesmo preciso usar psílio. "Pode-se substituir o psílio?" é uma pergunta recorrente sobre as receitas de pão que levam este ingrediente, dúvida que se deve prender à relativa dificuldade em comprá-lo em Portugal. Infelizmente, a resposta é não; pode-se pôr mais goma xantana, pôr linhaça moída, sementes de chia, pectina, goma guar... O efeito não será o mesmo.

Pessoalmente, prefiro abrir os cordões à bolsa e encomendar o psílio da marca Finax da Querfood ou Foodoase, sabendo que o pão sairá bem e que não será um desperdício de farinha, do que inventar substituições. Numa casa em que todos comemos pão sem glúten é muito importante que este seja comestível, sim, mas principalmente que não deixe saudades do pão com glúten.

Ingredientes:
200 gramas Maizena
100 gramas polvilho doce
100 gramas farinha de arroz
50 gramas farinha de arroz integral
50 gramas de farinha de trigo sarraceno
10 gramas de sal
10 gramas de goma xantana
10 gramas de psílio
5 gramas de fermento seco
15 gramas de mel
5 gramas de fermento em pó tipo Royal
550 gramas de água tépida

Misture todos os ingredientes secos na cuba da sua batedeira.

Dilua o mel na água e vá juntado-a à farinha com a batedeira em funcionamento durante 3 a 4 minutos.

Deixe repousar 10 minutos e volte depois a bater durante 3 a 4 minutos.

Tape e deixe a levedar no frigorífico entre 8 a 12 horas, até que quase duplique de tamanho.

Retire para uma superfície polvilhada com farinha e modele como bolas ou pequenas baguettes. Deixe levedar de novo durante 20 minutos.

Leve ao forno pré-aquecido a 230ºC num tabuleiro forrado a papel vegetal com vapor (coloque um pequeno recipiente de metal com dois dedos de água no fundo do forno quando o ligar), durante 15 minutos. Baixe para 210ºC e deixe cozer mais uns 10 a 15 minutos, até que soem a oco.

Deixe arrefecer numa rede antes de cortar.









terça-feira, 11 de agosto de 2015

Pães de leite na Bimby

Como post de hoje, mais uma deliciosa receita da Ana Pimenta.

"Para o chá das 5 com as avozinhas da família, um "tête-à-tête" com a melhor amiga, o pequeno-almoço em família num Domingo prazenteiro ou, simplesmente, o lanche dos besnicos, nada como um simples pão de leite.

Ingredientes:
290 ml de leite de vaca (sem lactose meio gordo, Área Viva Continente) 
15 gramas de açúcar refinado 
4 gramas de fermento ativo seco Doves Farm quick yeast
130 gramas de farinha para bolos sem glúten Doves farm self raising 
140 gramas de farinha panificável sem glúten Schar Mix B 
50 gramas de creme de barrar de soja (Alpro soya) ou manteiga à temperatura ambiente
1 ovo (50 gramas)
10 gramas de psílio Finax 
10 gramas de leite em pó (aptamil pepti junior), opcional
Essência de baunilha (a gosto), opcional
4 gramas de sal marinho
1 gema para pincelar

Junte no copo da Bimby o leite, o açúcar e o fermento e faça um movimento de turbo. 

Aqueça a 37ºC durante 2 minutos na velocidade 1. Findo este tempo verifique se a cuba da máquina está morna. Caso contrário aqueça mais 1 a 2 minutos, como anteriormente.

Adicione as farinhas, o ovo, a manteiga, o psílio, o leite em pó, a essência de baunilha e o sal. 

Amasse (programa espiga) durante 2 minutos e 30 segundos. Deixe levedar na Bimby. Para o efeito cubra com mantas polares e sacos térmicos a máquina. Deixe levedar uma hora ou até ter duplicado de volume. Obterá uma massa tipo bolo espessa.

Findo este tempo ligue o forno a 200º C (grelha em cima e baixo e ventoinha). Com as mãos molhadas faça pequenas bolas e coloque-as no tapete de silicone. Alise. Cubra com a gema de ovo (use a mão ou um pincel).

Coloque um recipiente com água a ferver no fundo do forno e coza os pães durante 20 minutos a 200ºC. Pode necessitar, a meio do tempo de cozedura, cobrir com papel de alumínio.

Deixe amornar ou esfriar numa rede para bolos antes de servir. Pode rechear a massa com doce de fruta, ovos ou chocolate e avelã caso deseje. Congele os que não comer na altura. 

Bom apetite!"






quarta-feira, 15 de julho de 2015

Pão caseiro

Sabendo a dificuldade que é conseguir fazer um pão sem glúten comestível, quando se consegue uma receita que dá um pão tão bom como o da padaria, a sensação só poderia ser de vitória. Esta receita é dessas. Faço este pão sempre como indicado, não vario muito (só no tempo de levedação) porque "em equipa vencedora não se mexe". Se descobrirem que funciona com menos ou outros ingredientes, venham cá partilhar.


Ingredientes:
200 gramas de farinha Schar Mix B
100 gramas de farinha Proceli
100 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
60 gramas de polvilho doce
40 gramas de fécula de batata
6 gramas de psílio em pó
2 gramas de fermento seco
5 gramas de açúcar de côco
8 gramas de vinagre de sidra
530 gramas de água morna
½ colher de sopa de sal fino
3 colheres de sopa de óleo de graínha de uva
50 a 80 gramas de massa velha

Misture as farinhas com o psílio e o fermento na cuba da sua batedeira, até obter uma côr homogénea.

Num outro recipiente, misture a água com o açúcar e o vinagre e verta o seu conteúdo sobre a farinha com a batedeira em funcionamento. Continue a bater e junte depois, primeiro, o sal e de seguida o óleo. Por fim, acrescente a massa velha e deixe bater durante mais cinco minutos.

Tape depois a cuba da batedeira com filme transparente e, preferencialmente, deixe levedar no frigorífico entre 6 a 12 horas. Não tendo essa disponibilidade, deixe levedar em local morno durante, pelo menos, duas horas.

No final da levedação, ligue o forno a 230ºC e coloque aí um pequeno tacho com um fundo de água. Verta a massa para cima de uma folha de papel vegetal polvilhada com farinha de arroz, estenda-a ligeiramente e corte entre 11 a 12 pedaços rectangulares. Espalme-os um pouco, coloque-os num tabuleiro forrado a papel vegetal e leve a forno pré-aquecido a 230ºC durante dez, doze minutos- caso o forno tenha essa opção, com o calor só por baixo. Reduza depois para 190ºC e coloque calor por cima e por baixo durante mais 20 minutos. Desligue o forno, mas deixe a porta fechada durante cinco minutos. Faça depois um arrefecimento gradual. 































quarta-feira, 8 de abril de 2015

Torcidos de canela

Um novo formato para uma massa que sai sempre bem: torcidos de canela, a saírem fofos e cheirosos do forno, a encher a casa com o aroma a canela... Irresistíveis!

Ingredientes:
Manteiga/margarina derretida
Açúcar
Canela

Prepare a massa dos croissants conforme indicado na receita. Divida a massa em duas partes e estenda-as entre duas folhas de papel vegetal com o rolo até formar um rectângulo. Pincele com a manteiga/margarina derretida, espalhe açúcar a gosto, primeiro, e a canela depois. Dobre a massa a meio e com um corta-pizzas, corte tiras com 3 centímetros de largura e torça-as até formar os torcidos.

Coloque-os num tabuleiro forrado a papel vegetal e deixe levedar num local morno e húmido durante uma hora. Leve depois ao forno pré-aquecido a 225ºC durante 10-11 minutos até os torcidos obterem um tom dourado.

Retire para uma rede de arrefecimento.

Esta receita rende 16 unidades.























sexta-feira, 27 de março de 2015

Pão de forma na Bimby

Hoje, mais uma bela receita da nossa já bem conhecida Ana Pimenta, pão de forma na Bimby. Obrigada Ana!

"Para a lancheirinha da escola, fatias douradas ou simplesmente para uma torrada formada, nada como um pão de forma. Esta receita é adaptável para batedeiras de bolos ou outros robots de cozinha.

Ingredientes:
530 ml de água
4 gramas de fermento seco ativo Quick Yeast Doves Farm
250 gramas de farinha panificável Schar Mix B
250 gramas de farinha panificável Doves Farm white bread
10 gramas de psílio Finax
7 a 9 gramas de sal marinho
3 claras de ovo M batidas em castelo (opcional, ou 10 gramas de leite em pó isento de glúten)
Óleo vegetal q.b. para untar
Farinha de arroz caseira ou da marca Ceifeira para enfarinhar

Unte a forma de pão com óleo vegetal ou azeite e enfarinhe com farinha de arroz. Bata as claras em castelo*.

Coloque no copo da Bimby a água e o fermento. Faça um movimento de turbo. Se temperatura ambiente estiver fria aqueça a mistura: 3 minutos / vel 1 / 37ºC. Adicione os restantes ingredientes à excepção das claras. Programe "espiga" e amasse durante 6 minutos. Incorpore as claras pelo bucal após terem decorrido 3 minutos. Deixe amassar durante o restante tempo (se ficar com um resto de clara na parede da máquina, retire e coloque junto à massa com a espátula. Amasse outro minuto).

Deixe levedar no copo da Bimby. Coloque-o ao sol durante 40 minutos ou cubra com mantas polares, se estiver frio, durante uma hora a uma hora e meia.

Findo esse tempo coloque gentilmente a massa na forma: bata com a forma na bancada da cozinha para retirar o ar e coloque-a dentro do forno. Opcionalmente pode deixar levedar na forma de pão directamente. Pré-aqueça ligeiramente o forno a 50°C e desligue. Coloque a forma semiaberta no forno desligado até a massa chegar quase ao topo da forma.

Feche a forma e ligue o forno a 220°C. Coloque um recipiente com água a ferver no fundo do forno ou gelo. Deixe cozer durante 45 minutos a 200º C. De seguida, abra a tampa e coza sem tampa durante 30 minutos a 180ºC.

Deixe arrefecer um pouco dentro da forma e retire depois o pão para uma rede de arrefecimento. Fatie apenas quando estiver frio.

*Bata as claras na Bimby previamente à restante receita. Programe com a borboleta três minutos/velocidade 6 ou use a batedeira de bolos enquanto amassa (para poupar tempo).

Bom apetite!"




















sábado, 7 de março de 2015

Pão de forma integral

Deste vez, quis experimentar os magníficos "poderes" da farinha Brot Dunkel da Schar no pão de forma. Em boa hora o fiz. Esta farinha ainda só se encontra à venda nas lojas Celeiro, mas vale a pena a sua aquisição. 

A receita a que cheguei tem alguns ingredientes menos comuns, mas usei-os por uma razão: o óleo de grainha de uva além de não ter um sabor acentuado, aguenta altas temperaturas sem se degradar, o que não acontece com o azeite; o açúcar de coco dá cor ao pão (como daria o açúcar normal), mas tem um baixo índice glicémico, o que o torna mais saudável. A Proceli não é uma farinha fácil de encontrar (eu comprei nos supermercados Froiz), pelo que poderá ser trocada pela Beiker, ou a farinha de marca própria do Jumbo ou do El Corte Inglés, mas tendo atenção aos líquidos, porque cada farinha absorve água de maneira diferente.

Os pedidos de repetição para este pão "quadrado", têm sido vários. Claro que, para que adquira este formato, deve-se procurar a forma certa, uma com tampa. Eu comprei a minha aqui.


Ingredientes:
250 gramas de farinha Schar Mix B
100 gramas de farinha Proceli
50 gramas de farinha Schar Brot Dunkel
50 gramas de farinha de trigo sarraceno Bauckhof
5 gramas de psílio em pó Finax
5 gramas de sal
5 gramas de fermento seco Doves Farm
525ml de água morna
10 gramas de açúcar de coco
10 gramas de vinagre de sidra
25 gramas de óleo de grainha de uva

Misture as farinhas com o psílio e o sal na cuba da sua batedeira. Acrescente depois o fermento. Entretanto, junte num copo o óleo, o açúcar e o vinagre e misture bem. Junte depois a água.

Ligue a batedeira e vá juntando a água aos poucos. Deixe bater durante alguns minutos, até obter uma massa lisa e homogénea. Tape a cuba e deixe levedar durante uma hora. 

No final desse período, aqueça ligeiramente o forno a 50°C e desligue. Unte a forma com óleo e polvilhe com farinha de arroz. Bata a massa para retirar o ar e coloque dentro da forma. Coloque-a semi-aberta com a tampa no forno desligado até a massa chegar ao topo da forma. Feche-a e ligue o forno a 220°C. Deixe cozer durante uma hora.

Deixe arrefecer um pouco dentro da forma e retire depois o pão para uma rede de arrefecimento. Só fatie quando estiver frio.
















segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Practice makes perfection*

* A prática leva à perfeição

Tanto insisti que consegui: croissants tipo brioche iguais aos das padarias e pastelarias. A mistura de farinhas do bolo rainha e, depois, dos moletinhos, levaram-me à receita de hoje, com a matriz da primeira. O resultado? 16 croissants comidos em dois dias... Como se costuma dizer, não há fome que não dê em fartura.

Ingredientes:
300 gramas de farinha Proceli
150 gramas de farinha Schar Mix B
150 gramas de farinha Mix Brot Dunkel da Schar
10 gramas de psílio Finax em pó
1 colher de chá de canela em pó (opcional)
5 gramas de fermento seco
2 ovos
150 gramas margarina/manteiga sem sal
60 gramas de açúcar
½ colher de chá de sal
400 ml leite/leite vegetal (a 38ºC)
Para pincelar:
1 gema
1 pouco de leite/ leite vegetal

Misture o fermento com as farinhas, o psílio e a canela, e reserve.

Na cuba da sua batedeira misture o leite com a margarina/manteiga derretida, o sal, os ovos e o açúcar. Misture bem, e vá acrescentado aos poucos a farinha. Trabalhe a massa durante cinco minutos.

Divida a massa em duas partes iguais, dependendo do tamanho de croissants que quer fazer, e estenda-a em disco com 30 cms de diâmetro. Corte a massa em oito triângulos iguais. Estique cada triângulo um pouco mais, faça um pequeno corte a meio da base do triângulo e comece a enrolar por aí.

Deixe os croissants levedarem durante 60 minutos em local morno (eu aqueço o forno a 50ºC durante dois minutos, desligo e coloco dentro um recipiente pequeno com água a ferver). Terminado este tempo, os croissants deverão ter duplicado de tamanho. Pincele os croissants com a gema diluída no leite, e coza no forno pré-aquecido a 225º C durante 8 a 10 minutos.

Retire para uma rede de arrefecimento.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Moletinhos de São Vicente

Há já algum tempo que procurava “acertar” com a receita dos moletinhos. Para os bracarenses, esta é uma das mais reconhecidas referências gastronómicas locais: vendidos apenas por ocasião das festas de São Vicente e de São José (dia do Pai) assemelham-se ligeiramente aos pães de leite, mas têm um sabor particular. Diz-se que são criação da Doçaria de São Vicente, e apesar de, hoje em dia, se venderem em quase todas as pastelarias, com várias disputando o título do “Melhor Moletinho”, o facto é que a receita não é muito sabida fora deste comércio.

Quando fiz o bolo-rainha, com a sua massa tão versátil, pensei que, com algumas alterações, poderia recriar os ditos moletinhos. Pus mãos à massa, literalmente, e foi um sucesso: pela falta do glúten, não serão iguais, mas o sabor e a memória estavam lá. A farinha Mix Brot Dunkel continua a não deixar créditos por mãos alheias e, no dia seguinte, os moletinhos mantinham a sua textura e frescura, como se tivessem sido comprados na pastelaria.


Obviamente, para quem não tem restrições alimentares com o glúten, é muito mais fácil e parte de uma tradição ir comprá-los à Doçaria de São Vicente. Mas estes os meus filhos podem comer e, além disso, posso fazer moletinhos em qualquer altura que isto é coisa que merece ser provada mais do que duas vezes ao ano.

Ingredientes:
Isco
100 gramas de farinha Proceli
85 ml leite/leite morno de amêndoa Provamel
5 gramas de fermento fresco Levital
Desfaça o fermento no leite, junte a farinha, misture bem e guarde num recipiente fechado durante, pelo menos, três horas.

Massa:
100 gramas de farinha Mix B Schar
150 gramas de farinha Proceli
100 gramas de farinha Mix Brot Dunkel Schär
6 gramas de psílio em pó Finax
4 ovos M
125 gramas de leite/ leite de amêndoa Provamel
25 gramas de vinho do Porto
10 gramas de fermento fresco Levital
40 gramas de mel
125 gramas de açúcar
80 gramas de manteiga/ margarina Vitaquell amolecida
Raspa de uma laranja
2 colheres de chá de canela
Para pincelar:
1 gema
Leite/ leite de amêndoa q.b.

Tire a manteiga/ margarina do frigorífico e reserve.

Junte as farinhas com o psílio, o açúcar, a canela e as raspas da laranja. Reserve.

Na cuba da sua máquina do pão junte o fermento desfeito no leite, o mel e o vinho do Porto. Acrescente os ovos batidos e, depois, a farinha reservada. Ligue no programa Massa (na minha máquina demora 28 minutos); passados cinco minutos, acrescente o isco; cinco minutos depois, acrescente a manteiga/ margarina amolecida.

No final do programa, coloque a massa numa tijela, tape com um plástico e leve ao frigorífico durante, pelo menos, oito horas.

Coloque a massa em cima de papel vegetal oleado com azeite e faça bolas com 35 a 40 gramas cada. Coloque-as numa forma quadrada alta, forrada a papel vegetal, encostadas umas às outras.

Coloque a forma dentro do forno desligado, com uma tijela com água a ferver, durante 1H30 a duas horas para levedar outra vez. Terminado esse tempo, pincele com a gema misturada com o leite. 

Vai de novo ao forno pré-aquecido a 200ºC, passados 5 a 10 minutos reduza para 180ºC e deixe cozer mais 20 a 25 minutos. Se começar a ficar muito tostado, cubra com papel de alumínio. Quando estiverem prontos, faça um arrefecimento gradual; estando morno, pincele os moletinhos com geleia de marmelo aquecida.














segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Pães com Brot-Mix Dunkel

Há uns anos atrás a Schar tinha uma farinha integral que, por razões que desconheço, deixou de ser comercializada. Neste Verão, através de blogues espanhóis, apercebi-me que a Schar tinha reeditado esta farinha, a Brot-Mix Dunkel: não paravam de chover posts com as maravilhas que se podiam fazer com este produto. Uma destas receitas encontrei-a no blogue Cocina Fácil Sin Gluten e tinha tão bom aspecto que tomei uma nota mental que a deveria experimentar quando encontrasse a dita farinha. 
Isso aconteceu este fim de semana quando a encontrei no Celeiro a 5,89€ (5,30€ com o desconto da APC). É mais cara, mas vale a pena: os pães são bastante macios e aguentam bem a passagem do tempo, com um sabor que agrada. Agora, só tenho que aguardar uma incursão a Espanha para comprar mais pacotes a um preço mais simpático. Fica aqui a receita, tal como concebida pela sua autora.

Ingredientes:
350 gramas de farinha Proceli
150 gramas de farinha Brot-Mix Dunkel Schar
5 gramas de sal
4 gramas de fermento seco
10 gramas de psílio em pó Finax
40 gramas de banha
575 ml agua morna

(a farinha Proceli poderá ser substituída pela farinha Beiker mas será necessário ajustar a quantidade de água)

Na cuba da sua batedeira, misture as farinhas com o sal e o psílio. Junte depois o fermento, mexa bem, e junte a banha em pedaços pequenos. Envolva a banha na farinha e acrescente, por fim, a água.

Bata durante 5 minutos, tape com uma touca de banho ou um pano húmido e deixe levedar entre três a quatro horas num local tépido.

No final desse período, ligue o forno a 200ºC. Com as mãos untadas com azeite, forme bolas de massa sem manipular muito; no final, deve obter 11 a 12 bolas para esta quantidade de ingredientes.

Coloque-as num tabuleiro forrado a papel vegetal e leve ao forno durante 10 a 15 minutos a 200ºC e reduza depois para 180ºC durante mais 15 a 20 minutos. Retire do forno quando, ao bater num pão, este soe a oco. 















quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Pão mais que fácil

A autora desta receita, a Pikerita do blog com o mesmo nome, chamou-lhe pão fácil, mas como podem ver, este pão é mais do que fácil. E para ajudar, ela ainda colocou um vídeo da sua execução. Eu experimentei com alguns retoques e o resultado foi este... Sem tempo de levedação, o que é excelente numa pressa.

Ingredientes:
400 gramas de farinha Schar Mix B
50 gramas de farinha de trigo sarraceno Werz/Bauckhof
50 gramas de farinha de grão de bico Werz/Bauckhof
3 gramas de fermento seco
420 ml água morna
50 gramas de massa velha
2 colheres de sopa de azeite
6 gramas de sal fino

Misture na cuba da sua batedeira as farinhas com o fermento seco até estar tudo homogeneizado. Acrescente a água e bata bem; junte a massa velha e torne a bater. Acrescente depois o sal, bata bem, junte o azeite e bata mais três  a cinco minutos.

Coloque a massa em cima de uma folha de papel vegetal polvilhada com farinha de arroz (marca Ceifeira) e modele-a até formar uma bola. Coloque numa panela de ferro ou num pirex com tampa, tape e leve ao forno frio, e deixe cozer a 180ºC durante 40 a 45 minutos.

Retire do forno e deixe arrefecer um pouco sobre uma rede.





quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Pão caracol

E se dois caracóis (não) incomodam muita gente, três caracóis (não) incomodam muito mais... Seguindo a receita anterior, trago hoje uma nova receita de pão com um novo formato em caracol: o mesmo (bom) sabor de sempre, um formato mais apelativo para os miúdos.

Ingredientes:
300 gramas de farinha Mix B Schar
100 gramas de farinha de arroz A Ceifeira
100 gramas de farinha de trigo-sarraceno Bauckhof
1 ½ colher de chá de goma xantana
4 gramas de fermento seco
5 gramas de açúcar
450 ml de água com gás
4 colheres de sopa de azeite
5 gramas de sal fino
50 gramas de massa velha


Junte as farinhas com a goma, o fermento e o açúcar e misture bem até obter uma cor homogénea. Reserve.

Coloque a água e o azeite na cuba da máquina de fazer o pão (MFP). Acrescente a mistura de farinhas reservada e ligue a máquina no programa de 1H30 que amassa e leveda. Quando as pás começarem a misturar, acrescente o sal e, depois de este se dissolver, junte a massa velha, ajudando com a espátula para que a massa fique bem misturada.

No final do ciclo, retire a massa para uma bancada coberta com papel vegetal untado com azeite; unte também as mãos e comece a modelar os caracóis, cortando tiras de massa e enrolando-as sobre si. Coloque-as num tabuleiro coberto com papel vegetal e deixe levedar dentro do forno. Passados uns 20 minutos, ligue o forno a 220ºC e deixe cozer durante 30 a 35 minutos, até dourarem.

Retire então do forno e deixe arrefecer numa rede.














domingo, 29 de junho de 2014

Pão com amido de tapioca modificado

Depois do post em que falei do Expandex, ou amido de tapioca modificado, consegui comprar o produto em questão da Isabel's Gluten Free, o Baking Fix. Fazendo algumas experiências, cheguei a esta receita de pão que muito nos agradou cá em casa. A vantagem? A combinação do Baking Fix com a proteína de ervilha permitiram que o pão se mantivesse mais suave durante mais tempo. Bom, bom seria se o amido de tapioca modificado ficasse mais acessível para todos.

Dicas importantes também para o sucesso de uma receita de pão? O uso de massa velha, a levedação a frio prolongada e a cozedura com a ajuda de uma pedra de forno e recipiente com água.


Ingredientes:
285 gramas de farinha Proceli
100 gramas de farinha de arroz
55 gramas de polvilho doce
40 gramas de farinha de Teff (marca Bauckhof no Celeiro) ou sorgo (marca Bob’s Red Mill)
10 gramas de Isabel’s Gluten Free Baking Fix (IGFBF)
10 gramas de proteína de ervilha (marca Now)
5 gramas de sal fino
1 a 2 gramas de fermento seco para pão
20 gramas de banha/margarina
50 gramas de massa velha
470ml água morna
3 gramas de açúcar
1 colher de chá de vinagre

Na cuba da sua batedeira, junte as farinhas, o IGFBF, a proteína de ervilha e o sal. Misture bem e acrescente o fermento. Coloque depois a banha/margarina e misture o açúcar com o vinagre e a água.

Coloque a água na farinha, junte a massa velha e bata bem, durante uns 5 minutos, até obter uma massa homogénea. Tape com plástico transparente e deixe a repousar no frigorífico durante entre 12 a 24 horas.

No final da levedação, enrole a massa em cima de uma folha de papel vegetal enfarinhada com farinha de arroz, e corte em 12 pedaços. Coloque uma pedra de forno, se tiver, a aquecer a 230°C durante 20 minutos, mais um pequeno recipiente de alumínio com água. Depois desse tempo, retire a pedra e coloque os pedaços de massa aí a cozerem, reduza para 210°C e use apenas calor por baixo durante 15 minutos. Coloque depois calor por cima e por baixo e deixe cozer mais 15 minutos.

Caso não tenha pedra de forno, coloque a massa num tabuleiro com papel vegetal e siga o mesmo procedimento.

Quando o pão estiver pronto, faca um arrefecimento gradual, de modo a manter a crosta estaladiça do pão.




sexta-feira, 13 de junho de 2014

Pão alentejano

Como hoje é Santo António e a sardinha pede pão, aqui fica mais uma receita da nossa já conhecida Ana Pimenta.

"Pão suave sabor “Alentejano”: uma provocação!

Por cá, raízes alentejanas, pelo que pão ligeiramente ácido de textura húmida não podia faltar na nossa mesa. Sabido que na investigação da panificação isenta de glúten se estuda o efeito benéfico da interação entre os lactobacilos vivos do iogurte e as leveduras do fermento para pão em termos de sabor, houve que magicar uma nova receita. Delicioso para barrar a manteiga no pão, torrar, na sopa de cação, nas migas com bacalhau e na açorda à alentejana. A “Bivó” e a Ti “Bivó”, ainda de cerrado sotaque, aprovaram!

Ingredientes:
400 ml água sem gás
50 gramas de iogurte natural caseiro sem lactose
80 gramas de fermento fresco caseiro
500 gramas de farinha panificável isenta de glúten*
15 gramas de psílio em pó Finax
9 gramas de sal marinho

Coloque na cuba da Bimby 400ml de água, 50 g de iogurte e o fermento caseiro. Faça turbo.
Programe 2 a 3 minutos 37ºC / velocidade 1 (a cuba deve estar morna no fim).
Junte as farinhas, o sal e o psílio.
Programe 5 minutos/37ºC /velocidade massa.
Deixe levedar no mínimo 10 horas na cuba da máquina bem coberta como, por exemplo, durante a noite. Uso mantas polares e sacos de pano para o efeito.
Coloque a massa num tapete de silicone. Molhe as mãos para dar a forma desejada.
Pré-aqueça o forno a 200ºC. Coloque no fundo um recipiente com água a ferver ou com oito cubos de gelo para gerar vapor.
Coza a 200ºC durante 30 minutos e depois a 180ºC durante outros 45 minutos.
Se o pão estiver leve e soar a oco ao toque é porque está cozido.
Deixe esfriar numa grelha de arrefecimento durante, pelo menos, uma hora antes de fatiar. O pão continuará a cozer e assim não “enqueijará” ao fatiar. Bom apetite!

Ana Pimenta

Notas: Ingredientes à data isentos de glúten e lactose segundo as empresas que os comercializam e / ou rótulos

*Uso 500 gramas de Mix B Schar, ou 250 gramas de Mix B Schar e 250 gramas de Doves Farm White Bread ou Self Raising; por vezes, corto 10 a 20 gramas ao total da farinha e junto o correspondente em farinha de amaranto ou millet. Caso optem por usar apenas Schar Mix B, devem colocar 450ml de água em vez de 400ml."



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