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sábado, 8 de junho de 2013

Donuts sem glúten

Aqui está a receita que é sempre um sucesso com os miúdos, aquele doce que é de tão fácil acesso na sua versão com glúten, mas que é raro encontrar apto para uma dieta sem glúten: o donut. Não sendo um alimento saudável, é aquele pequeno luxo que, consumido ocasionalmente, ilumina um lanche para crianças. Usando esta receita como base, adaptei-a também para experimentar um pequeno truque que encontrei recentemente: batatas cozidas e esmagadas. Acrescentá-las a qualquer receita de pão sem glúten, assim como a àgua em que cozeram,  garante uma textura fofa e que permanece húmida durante 2 a 3 dias. Tinha experimentado isto com a receita do pão de forma com sucesso, e quis agora tentar com a receita de donuts. Faz certamente a diferença.

Ingredientes:
200 gramas de farinha Schar Mix B
50 gramas de farinha de grão de bico
100 gramas de batatas cozidas e esmagadas
1 gema de ovo
50 gramas de margarina/manteiga derretida
75 gramas de açúcar
15 gramas de fermento fresco Levital
180 ml de água de cozer as batatas
1 vagem de cardamomo (opcional)

Dissolva o fermento na água de cozer as batatas (já morna). Reserve.

Abra a vagem de cardamomo, retire as sementes que estão no seu interior e junte-as numa tigela com a margarina, o açúcar e a gema.

Na cuba da sua batedeira, misture bem as farinhas e junte-lhe a mistura com a manteiga. Bata bem até obter uma massa areada e acrescente aos poucos a água com o fermento, até a massa ficar homogénea. Cubra a cuba com um pano húmido e deixe a levedar num local morno durante uma hora.

A massa poderá então ser cortada em donuts, mas o ideal é que descanse 12 horas (ou durante a noite) no frigorifíco para melhorar a sua textura. Estique-a então entre duas folhas de papel vegetal até uma espessura de 1,5 centímetro e corte os donuts com um molde específico, como este (não sendo possível use uma malga e uma tampa de garrafa).

Tape os donuts com papel transparente e deixe levedar em local morno até dobrarem de volume. De seguida, frite-os em óleo vegetal não muito quente, um minuto de cada lado, e coloque sobre papel absorvente. Pode decorá-los com uma cobertura de chocolate, uma calda de açúcar ou, simplesmente, com açúcar em pó e canela.

Esta receita rende 16 unidades.

Cobertura de chocolate
Ingredientes:
30 ml de leite/ leite vegetal
55 gramas de margarina/manteiga
10 gramas de geléia de milho/arroz
75 gramas de chocolate em barra
1 colher de chá de essência de baunilha
100 gramas de açúcar em pó

Numa panela, derreta a margarina com o leite, a geléia e a baunilha. Mexa bem, baixe o lume e junte o chocolate até este derreter. Desligue o lume e junte o açúcar em pó, mexendo sem parar até este estar bem dissolvido. De seguida, cubra os donuts, retirando o excesso; caso queira colocar enfeites, espalhe-os de seguida sobre a cobertura de chocolate para que estes adiram bem.










quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Pão Saloio na Bimby

Como o prometido é devido, aqui está a conclusão do post anterior da Ana Pimenta sobre Pão, desta vez a sua versão do pão saloio.

Pão Saloio na Bimby

Uma mesa não está completa sem um pão saloio, de mistura, para fatiar!

Ingredientes:
100 ml de água gaseificada + 400 ml de água gaseificada morna (Lidl)
Fermento fresco caseiro (fornada pão bijou – Schar Mix B) (ou opcionalmente 7g a 14 g de fermento seco ativo Doves Farm: quantidade a dosear consoante condições de optimização da levedação)
5 gramas de açúcar de coco Iswari. (Pode substituir por outro açúcar de preferência não refinado. O de coco tem o menor índice glicémico. Ou agave)
5 gramas de leite em pó Aptamil pepti junior (opcional)
1 ovo M batido

200 gramas de amido de milho (Maizena)
100 gramas de farinha panificável sem glúten (Schar Mix B)
100 gramas de farinha trigo-sarraceno (Werz)
100 gramas de farinha de arroz (Doves farm)
9 gramas de sal marinho
15 gramas de psílio em pó (Finax)

1 clara de ovo e uma colher de sopa de água ligeiramente batidas
Farinha sem glúten q.b. para enfarinhar

Coloque no copo da Bimby 100 ml de água gaseificada, o fermento e o açúcar. Programe 1 minuto, 37ºC / velocidade 1. Deixe repousar 5 minutos. Se usar fermento seco ativo deve espumar.

Entretanto aqueça durante um minuto os 400 ml de água restantes no micro-ondas (não deixe que exceda os 40º C). Adicione ao fermento.

Adicione o ovo batido e o leite em pó. Programe 4 segundos / velocidade 2 1/2. Junte o amido de milho. Programe 4 segundos / velocidade 3. Junte as restantes farinhas, o sal e o psílio. Programe 5 minutos: “massa”.

Deixe levedar no copo da Bimby até dobrar de tamanho (40 minutos aproximadamente). Para o efeito abafe bem a Bimby como descrito anteriormente.

Findo este tempo coloque a massa num tapete de silicone ligeiramente enfarinhado e amasse de novo, levemente. Dê a forma que desejar. Se a massa pegar um pouco, molhe as mãos para dar a forma desejada. Pincele com a mistura de clara de ovo e água.

Leve ao forno a cozer a 210º C na prateleira do meio por 30 minutos e junte 4 cubos no tabuleiro do fundo. Reduza a temperatura para 180ºC e coza por mais 30 minutos. Junte nesta altura, mais 4 cubos de gelo no tabuleiro do fundo. Apague o forno e deixe cozer aí por mais 15 minutos. Se ao toque o pão estiver leve é porque está cozido.
Deixe esfriar numa grelha de arrefecimento durante 3 horas antes de fatiar. E cá temos o nosso pão. Bem cozido, fofinho, aromático e saboroso. Uma delícia! Bom apetite!


Notas: Ingredientes à data isentos de glúten e lactose segundo as empresas que os comercializam e / ou rótulos.













Ana Pimenta

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Pão bijou e fermento caseiro

O post de hoje é, como diriam os americanos, um "guest post". Hoje, a nossa já conhecida Ana Pimenta presenteia-nos com a sua receita de pequenas carcaças sem glúten e o fermento caseiro que usa para fazer os seus pães. Este festival de (bom) pão continua amanhã com mais um post, desta vez com uma receita de pão saloio. Obrigada Ana, mais uma vez, pela participação, de certeza que quem visita este blog irá ficar tentado por estas receitas!

Pão Bijou adaptado para a Bimby

“Casa onde não há Pão, todos ralham e ninguém tem razão”

Casa onde não há Pão, todos ralham e ninguém tem razão. Assim diz o ditado popular. Ditado este que ouço desde miúda. Contudo, a Guerra chegou a nossa casa: migalhas, migalhinhas, como combatê-las? Falo, claro está, de migalhas com glúten.

Felizmente, estava uma fantástica receita, já anteriormente publicada neste blog, à espera de sair da minha “pasta das receitas a experimentar”. Simples, prática, com poucos ingredientes e fáceis de encontrar. Adaptei-a à Bimby para facilitar ainda mais.

Desde então que não entram na nossa mesa as malfadadas migalhinhas de pão com glúten. E ouço diariamente: Pão… Pão mamã! Agrada a celíacos e não celíacos. Motivo: crocante, estaladiço, branquinho e sem sabor a ázimo.

Ingredientes:
14 gramas de fermento seco activo (Doves Farm Quick Yeast)*
600 ml de água gaseificada (Lidl)**
1 1/2 colher de chá de sal marinho (9 gr)
530 gramas de farinha panificável sem glúten (Mix B Shar)
1 clara de ovo M levemente batida com uma colher de sopa de água

*Se conseguir condições ótimas de levedação e deixar levedar por 40 minutos, e não 20, poderá usar apenas 7 g de fermento.
** Se diminuir na quantidade da água (ex. 580 ml) obterá bolinhas mais altas e com mais miolo.

No copo da Bimby junte o fermento (14 gr) e a água gaseificada (600 ml). Para ativar o fermento programe 3 minutos / 37º C / velocidade 1. Verifique se externamente o copo da Bimby está morno. Caso não esteja, repita o programa anterior mais um minuto.

Deixe descansar por cinco minutos ou até que espume, cubra durante este tempo a máquina com uma manta polar.

Acrescente depois a farinha (530 gr) e o sal (9 gr). Amasse durante cinco minutos: Programa “massa”.

Deixe levedar durante 20 minutos ou até a massa duplicar o seu volume. Para o efeito abafe a Bimby. Use por exemplo uma manta polar coberta com 4 sacos de plástico justos, uma segunda manta polar e um saco extra a envolver tudo.

Findo esse tempo, pré-aqueça o forno a 210º C.

A massa, que deverá ter a consistência de um creme espesso, deverá ser colocada em colheradas generosas no tapete de silicone.


Aproveite e faça neste momento o seu fermento caseiro usando uma colher de sopa desta massa.

Modele as colheradas de massa com o pincel molhado na mistura de clara de ovo e água até ficarem redondas.

Leve ao forno na prateleira do meio e ponha 4 cubos de gelo no tabuleiro do fundo. Coza por 20 minutos, a 210º C. Vigie. Em caso de os pães começarem a ficar logo de início muito corados cubra com papel de alumínio.

Passado esse tempo, reduza para 180º C e coloque mais 4 cubos de gelo no tabuleiro do fundo. Deixe cozer por mais 15 minutos. A crosta deve ficar dourada e sólida.

Deixe arrefecer numa rede para bolos antes de fatiar ou delicie-se com um pãozinho morninho acabado de sair do forno. Bom apetite!

Nota: Se desejar pode incorporar cerca de 30g de grãos ricos em nutrientes tal como trigo-sarraceno, amaranto, milho painço, quinoa, arroz integral, sorgo e teff, melhorará o valor nutricional do seu pão e obterá “bolinhas saloias” de sabor diversificado, ricas em fibras, proteínas e aminoácidos essenciais e minerais.










Fermento caseiro

“Casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão” versus a Guerra anti-glúten tal como referi anteriormente. Contudo, já os três seres vivos envolvidos no fabrico do pão - o grão, a levedura (Saccharomyces cerevisiae) e o padeiro – trabalham em verdadeira harmonia de modo a levarem a cabo uma complexa teia de alterações químicas e físicas cujo resultado é o produto saboroso e fofo, presente em todas as mesas: o Pão!

Tal como referido anteriormente podemos usar um pouco da massa levedada para criar fermento caseiro.

Para tal basta colocar uma colher de colher de sopa da massa, após a levedação do pão, num frasco de vidro e cobri-lo com um pouco de farinha. Uso trigo-sarraceno ou outra farinha simples, sem agentes espessantes e levedantes incorporados.

As células desta levedura, através dum processo metabólico chamado fermentação, vão consumir os açúcares livres provenientes do amido das farinhas e produzir álcool etílico, um gás (o dióxido de carbono) e vários outros compostos que conferem ao pão o seu fantástico sabor e aroma. O dióxido de carbono (CO2) produzido vai-se acumulando dentro da massa e, se a “liga” tiver a “força” adequada para o reter, vai-se expandindo dada a sua elasticidade. Pode ficar com mais do dobro do seu volume inicial. Nesta massa sem glúten e em particular na farinha Mix B da Shar o agente espessante e aglutinante é a hidroximetilcelulose.

O consumo de pequenas quantidades de alimentos fermentados é aconselhado por nutricionistas regulando a flora intestinal. Melhoramos também o sabor do nosso pão e ainda economizamos.

Para o efeito, deixa-se a levedar perto do forno enquanto se coze a massa do pão (ou ao sol) e enquanto a cozinha estiver quente. Em 15 a 30 minutos leveda dobrando de volume.

Veda-se o frasco com película aderente, na qual se faz 3 furos, e guarda-se num armário escuro e a temperatura amena até ao dia seguinte. Usa-se como fermento (“isco”) de uma próxima fornada de pão, por exemplo, tipo saloio. Se preferir pão ázimo deixe levedar por mais um ou dois dias. Pode congelar e usar após reativar.

Para levedar a próxima fornada de pão necessitará de mais tempo do que se usar fermento fresco comprado ou fermento seco ativo. Contudo, confere um sabor mais agradável ao pão final.














Ana Pimenta
 

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Baixa de preços

Numa visita recente a uma loja Celeiro, reparei que alguns produtos da Schar, onde se inclui a farinha para pão Schar Mix B, estão mais baratos. Não é tanto uma promoção, mas mais uma baixa de preços, pelo menos até ao final do ano (indicado em letras pequenas no cartaz). Deste modo, a farinha que custava 5,90€ passa a custar 4,99€. Quem é sócio da APC, beneficia ainda de um desconto de 10%, pelo que o preço final para estas pessoas será de 4,49€. Continua a ser mais caro do que em Espanha ou na loja online Querfood, por exemplo, mas fazer pão em casa ficou definitivamente mais barato.

Já me falaram que o Continente fez a mesma redução de preço, mas ainda não pude conferir na minha loja habitual.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

Pão com sidra

Mais uma receita de pão, mais uma tentativa de aproximação ao sabor e textura do pão com glúten, desta vez com uma inspiração do blog da Perrine. Resultou bastante bem, ficou um pão muito agradável e a repetir, com certeza. Não sei se a sidra que usei é semelhante àquela usada pela sua autora, mas não há muitas opções no mercado nacional: achei que a sidra da Somersby adocicou muito o pão, pelo que prefiro a sidra da Strongbow que encontrei no Pingo Doce.



 


 







Ingredientes:
240 gramas de Mix B da Schar
60 gramas de farinha de arroz
60 gramas de polvilho doce
60 gramas de farinha de trigo sarraceno
3 gramas de psílio em pó
5 gramas de fermento seco activo
1 ½ colher de chá de sal
200 ml água morna
180 ml de sidra
1 colher de sopa de óleo vegetal

 
Numa tigela junte as farinhas com o sal e o psílio, misture um pouco e acrescente por fim o fermento. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, misture a água morna, a sidra e o óleo e, por fim, a mistura de farinhas que estava reservada.

Amasse a massa até que esteja bastante firme, mas ainda um pouco pegajosa. Retire para um local morno e deixe descansar até dobrar de volume.

De seguida, amasse de novo rapidamente, e com as mãos enfarinhadas dobre-a várias vezes. Dê-lhe a forma que prefere e deixe crescer durante uma hora à temperatura ambiente.

Entretanto, aqueça uma pedra de pizza no forno a 230ºC durante 20 minutos. Pincele o pão com uma mistura de água e azeite (para dourar), faça alguns rasgos com uma faca afiada e, em seguida, leve ao forno pré-aquecido a 225ºC durante 25 minutos a cozer em cima da pedra (este passo é opcional; quem não tem este utensílio pode utilizar um tabuleiro normal).







sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Pãezinhos fofos

Para começar bem o mês, nada melhor do que mais uma receita de pão, desta feita inspirada neste post. Usei um produto ainda pouco usado, a Vitamina C (o científico ácido ascórbico) em pó da Doves Farm que cria um ph mais ácido, logo mais propício à propagação do fermento e a uma melhor levedação. Efectivamente, a massa duplicou rapidamente de volume e no forno continuou a crescer. Resulta num pão muito macio, um pouco similar ao pão de hamburguer.

Ingredientes:
300 gramas de farinha Mix B da Schar
100 gramas de farinha de arroz (marca A Ceifeira)
50 gramas de farinha de trigo-sarraceno (marca Bauckhof )
50 gramas de farinha de grão-de-bico (marca Bauckhof / Doves Farm)
20 gramas de psílio em pó
5 gramas de fermento activo seco
1/2 colher de chá de açúcar
450 ml de água com gás
¼ colher de chá de vitamina C (marca Doves Farm) ou 1 colher de chá de vinagre
1 colher de chá de sal
2 colheres de sopa de azeite

Numa tigela, misture bem as farinhas com o psílio, o fermento e o açúcar. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, coloque a água e junte a vitamina C, o sal e o azeite. Junte a farinha reservada e bata em velocidade média durante 6 a 8 minutos.

Tape a cuba com um pano húmido e deixe levedar em local morno durante uma hora ou até que tenha duplicado de volume.

Unte as mãos com azeite e faça pequenas bolas com a massa. Coloque-as num tabuleiro forrado com papel vegetal/tapete de silicone e leve ao forno frio.

Coloque uma pequena tigela com água no fundo do forno e ligue-o a 180ºC durante 20 a 25 minutos, sendo que o pão deverá crescer ainda nos minutos iniciais.

Retire passado esse tempo e envolva os pãezinhos com um pano limpo e húmido durante alguns minutos para que permaneçam fofos mais tempo.









sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Calzone de presunto

Uma receita adaptada da Pikerita, que correu muito bem. Já há pedidos para fazer mais, acho que se irá tornar a tradição do jantar do Domingo à noite. O recheio é ao gosto do freguês.

Ingredientes:
A-
250 gramas de farinha Schar Mix B
50 gramas de farinha de trigo sarraceno
40 ml água morna
7 gramas de fermento activo seco
B-
40 ml água morna
8 gramas de sal
C-
100 gramas de água morna
20 gramas de azeite

A- Na cuba da sua batedeira, junte as farinhas com o fermento e misture. Acrescente a água e bata bem.

B- Dilua o sal na água e junte à farinha. Torne a misturar bem.

C- Misture o azeite com a água e acrescente à farinha. Bata até ter uma bola de massa lisa.

Deixe repousar a massa uma hora tapada com um pano húmido num local morno, tal como o forno (desligado) que foi ligeiramente pré-aquecido.

No fim desse período, estire a massa, recheie, feche como pode ver na imagem do calzone, e pincele com um pouco de azeite diluído em água.

Leve ao forno pré-aquecido a 230ºC durante 15 minutos. Sirva de imediato.

Para o recheio, enquanto a massa levedava, optei por saltear presunto fatiado com cogumelos frescos e alho numa frigideira com azeite, e acrescentei polpa de tomate, um pouco de vinho branco, dois ovos cozidos partidos em pedaços e orégãos. Deixei refogar até o líquido se evaporar e reservei até à altura de estirar a massa.

Esta receita rende três calzone médios.




















quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Torta rápida de atum

Quando o glúten entrava lá em casa, comprava a massa quebrada do Carrefour e fazia umas belas quiches. Agora, é muito raro que faça essa receita porque fazer uma massa quebrada de raíz demora algum tempo que a versão comercial poupava. Quando vi esta receita brasileira, achei que seria uma boa substituição: não sendo igual nem igualmente rápida que a massa quebrada do Carrefour, também se faz bem e constitui uma refeição agradável. Eu levei esta torta ao forno dentro de uma frigideira de ferro fundido, mas fiquei a pensar que, se utilizar uma forma rectangular ou quadrada e partir a torta aos pedaços, ficará uma boa entrada ou petisco para uma festa. O recheio também pode variar consoante a preferência de cada um ou o conteúdo do frigorífico.


Ingredientes:
200 gramas de farinha Doves Farm Plain White Flour
2 colheres de sopa de fermento em pó
¼ colher de chá de goma xantana
3 ovos
120 ml de óleo
240 ml de leite (pode substituir por leite vegetal ou água)
Pitada de sal
Recheio:
1 cebola pequena bem picada
2 alhos descascados e partidos
3 tomates pelados em pedaços pequenos
½ pimento vermelho
3 a 5 cogumelos frescos partidos em pedaços médios
2 latas de atum
Polpa de tomate q.b.
Vinho Branco q.b.
Sal q.b.
Pimenta q.b.
Oregãos q.b.
Azeite


Para o recheio, refogue a cebola e os alhos em azeite. Junte o tomate, o pimento, os cogumelos e o atum e deixe estufar um pouco. Tempere depois com o vinho branco e a polpa de tomate, sal, os orégãos, a pimenta e misture bem, refogando durante alguns minutos até a maior parte do líquido evaporar. Reserve.

Para a massa, separe as gemas das claras e bata-as em castelo. Reserve. Da mesma maneira, misture bem a farinha com o fermento e a goma xantana e reserve.

Numa tigela, misture as gemas com o óleo, o leite e o sal. Junte a farinha reservada e, finalmente, incorpore delicadamente as claras em castelo.

Coloque metade da massa numa forma untada. Por cima distribua o atum refogado e, depois, cubra com o resto da massa. Vai ao forno pré-aquecido a 190ºC durante 30 minutos, até dourar.

Retire da forma e sirva de imediato acompanhada com uma salada de alface ou uma mistura de vegetais salteados.




sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Sonhos de Natal

Em rescaldo pós-Natal uma receita ainda com sabor natalício, do último número da revista" Mulher Moderna na Cozinha", na versão sem glúten.
 
Ingredientes:
350 gramas de puré de abóbora
7 gramas de fermento activo seco
175 gramas de farinha sem glúten (usei Doves Farm Plain White Flour)
50 gramas de açúcar
1 colher de chá de fermento químico (para bolos)
1/4 colher de chá de goma xantana
2 ovos
Sumo e raspa de uma laranja pequena
Para polvilhar:
Açúcar
Canela em pó
 
Misture a farinha com o fermento seco, o açúcar, o fermento quimíco e a goma xantana. Reserve.
 
Coloque o puré de abóbora na cuba da sua batedeira e acrescente a farinha reservada aos poucos, batendo sempre.
 
Junte os ovos e o sumo e a raspa da laranja. Envolva bem e deixe levedar em local morno durante, pelo menos, 30 minutos.
 
Retire colheradas de massa e frite-as em óleo bem quente. Escorra os sonhos e passe-os por uma mistura de açúcar e canela.
 
 
 
 
 
 
 
 
 

sábado, 22 de dezembro de 2012

Uma receita, duas versões

Tentei fazer esta receita como estava no original (mas sem glúten, claro). Por problemas logísticos, ie, um tabuleiro de tamanho errado, não consegui enrolar e tive que improvisar. No entanto, como a resposta a esta receita foi tão boa, repeti-a. Só que em vez de rechear com marmelada, usei compota de morango. A opção fica ao gosto de cada um.
 
Ingredientes:
5 ovos L
120 gramas de açúcar
120 grs de farinha Doves Farm Plain White Flour
¼ colher de chá de goma xantana
1 colher de chá de fermento em pó
Marmelada/ compota q.b.
Para decorar
açúcar em pó
canela em pó
 
Forre um tabuleiro com papel vegetal e unte muito bem.
 
Separe as gemas das claras e bata estas últimas em castelo. Reserve.
 
Misture a farinha com a goma xantana e o fermento em pó. Reserve.
 
Na cuba da sua batedeira, bata as gemas com o açúcar até obter um creme amarelo claro. Adicione a farinha e envolva muito bem sem bater. Acrescente, por fim, as claras com cuidado,  envolvendo-as na massa.
 
Deite no tabuleiro e leve ao forno pré-aquecido a 160ºC durante 15 minutos. Entretanto, caso opte por rechear com marmelada, aqueça-a em lume brando até amolecer.
 
Retire para um pano, barre com a marmelada (ou compota), corte a meio e coloque uma metade em cima da outra. Quando arrefecer, decore com o açúcar em pó e a canela.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Bolo-rei de chocolate

No espírito da quadra natalícia e imaginando de antemão que os miúdos não iriam gostar do bolo-rei tradicional, usei esta receita de brioche da Perrine do blog On Mange Sans Gluten, para experimentar a versão de chocolate deste doce da época.

Ingredientes:

Tong Zhong
20 gramas de Mix B Schär
130 ml água

Massa
300 gramas de Mix B Schär
50 gramas de farinha de trigo sarraceno
1 colher de sopa de psílio em pó
50 gramas de açúcar
1,5 colher de chá de sal
5 gramas de fermento activo seco
1 ovo
190 ml de leite (de vaca ou vegetal)
O Tong Zhong
30 gramas de manteiga (ou margarina) amolecida
Raspa de meia laranja
1 colher de chá de essência de rum
100 gramas de chocolate derretido
Granulado de chocolate (sem glúten, usei da marca Hacendado, da Mercadona)
Para pincelar:
Ovo
Geleia de marmelo


Na noite anterior prepare o Tong Zhong: numa panela despeje a água e dissolva a farinha. Leve a lume brando mexendo constantemente. A preparação não deve ferver caso, e estará pronta quando se afastar dos lados da panela. Tape e deixe no frigorífico durante a noite.

A massa
Numa tijela misture as farinhas com o sal, o psílio e a raspa de laranja. Reserve.

Na cuba da batedeira, despeje o tong zhong, o ovo e o leite e misture bem. Pode levar vários minutos para o Zhong Tong se homogeneizar com o resto. Adicione o açúcar e o fermento, misture rapidamente e deixe descansar cinco minutos enquanto o fermento é activado.

Junte as farinhas reservadas e amasse dois a três minutos. Adicione a manteiga (ou margarina) e a essência de rum e sove durante 10 minutos. Este passo é essencial para uma textura mais fina.

Entretanto, derreta o chocolate no micro-ondas em intervalos de 30 segundos mexendo, com cuidado para não queimar.

Entre duas folhas de papel vegetal estique a massa até formar um rectângulo com cerca de 2 centímetros de espessura. Cubra com o chocolate derretido e enrole como se fosse fazer uma torta. Una depois as duas pontas de modo a dar ao bolo-rei a sua forma típica de coroa.

Coloque a levedar num local morno (eu coloco no forno que aqueço previamente durante dois ou três minutos a 50ºC) durante duas horas.

No final desse tempo, pincele com um ovo batido e decore com granulado de chocolate. Leve ao forno a 200ºC durante 25 a 30 minutos.

Retire e deixe arrefecer sobre uma rede. Pincele com geleia de marmelo aquecida para dar brilho.


















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