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DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



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sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Vermelho e castanho

Mais uma receita de bolachas, mais uma receita da Nicole do Gluten Free on a Shoestring. As fotos no post são suficientemente atraentes para dar vontade de fazer a receita, mas a minha versão acabou por ficar mais colorida. O miúdo mais velho não se cansa de pepitas de chocolate, e, como não tinha muitas airelas (tive que ir ao dicionário para saber como se chamavam os cranberries em Português, não são comuns cá), juntei outro tanto de pepitas. Ficaram engraçadas, bolinhas de massa amarelo claro com pequenos pontos vermelhos e castanhos a espreitarem aqui e ali... ah, e saborosas também.

Ingredientes:
210 gramas de farinha
85 gramas de farinha de milho (usei marca Ramazzotti)
1 colher de chá de fermento em pó
1/4 colher de chá de sal fino
125 gramas de açúcar
75 gramas de airelas (cranberries, em Inglês)
75 gramas de pepitas de chocolate
170 gramas de manteiga sem sal derretida e arrefecida
1 ovo tamanho XL, à temperatura ambiente
1 colher de chá de essência de baunilha

Na cuba da sua batedeira, coloque a farinha, a farinha de milho, o fermento, o sal e o açúcar. Misture os ingredientes secos para combiná-los bem. Coloque as airelas numa tigela pequena, acrescente uma colher da mistura que está na cuba e envolva bem. Reserve.

Adicione a manteiga e o ovo aos ingredientes secos, bata, e junte, por fim, a baunilha. Misture bem. Acrescente as airelas e as pepitas de chocolate à massa, e envolva-os até que estejam distribuídos uniformemente.

Divida a massa em 24 pequenas bolas, e coloque-as com dois centímetros de distância num tapete de silicone ou tabuleiro forrado a papel vegetal. Leve ao forno pré-aquecido a 175ºC e coza até as bordas ficarem douradas, cerca de 12 minutos.

















segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Bolo de milho

Conhecido no Brasil por bolo de fubá, este doce é ideal para acompanhar um chá ou café, especialmente nestes dias que vão ficando mais frios. Esta receita pareceu-me particularmente fácil de adaptar à vulnerabilidade das farinhas sem glúten pois o leite de coco traz humidade à massa. E, efectivamente, o bolo tal como saiu é igual, pelo menos em foto, à receita com glúten. A única alteração foi na quantidade de açúcar.

Ingredientes:
300 gramas de farinha
1 colher de chá de goma xantana
200 gramas de açúcar
140 gramas de farinha de milho (usei da Ramazzotti, diz “isenção de glúten” no rótulo)
125 ml leite de coco
3 ovos, claras e gemas separados
200 gramas de manteiga em temperatura ambiente
1 colher de sopa de fermento em pó

Bata as claras em castelo e reserve. Entretanto, combine a farinha sem glúten com a farinha de milho e a goma xantana; misture bem até obter uma cor homogénea. Reserve, também.

Numa tigela, misture bem as gemas, a manteiga e o açúcar. Adicione a mistura de farinhas, intercalando com o leite de coco.

Manualmente, incorpore as claras em castelo à massa, com cuidado. Depois adicione o fermento em pó e mexa levemente.

Despeje a massa na forma previamente untada e leve ao forno, pré-aquecido a 220ºC, durante aproximadamente 30 a 40 minutos, até o bolo ter uma cor dourada uniforme. Para saber se o bolo está pronto, faça o teste com um palito de madeira que deverá sair limpo ao perfurá-lo.



quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Da Venezuela, sem glúten

Arepas. Quando se tem uma restrição alimentar, tem que se pensar para além do habitual.  Descobrimos em culinárias estranhas, a solução para o nosso problema. Assim descobrimos estes pequenos pães, receita venezuelana, feita em modo quase diário na maioria dos lares deste país (e, penso, que da Colômbia também onde há uma versão muito similar). São pequenos discos de pão, feitos com farinha de milho pré-cozida que exigem alguma prática para chegar ao produto desejado. Ajuda ver os vídeos no YouTube para se apreender melhor esta técnica. A Gluten Free Girl também tem um post muito elucidativo acerca das arepas.

O pomo da discórdia pode residir na farinha a usar. Para os que não são celíacos ou sensíveis ao glúten, a farinha de eleição é a marca PAN que penso ter visto à venda no El Corte Inglés. Não tenho presente qual a informação na embalagem em Portugal, mas em Espanha, esta farinha adverte que "pode conter vestígios de glúten". Para mim é o suficiente para não a adquirir. Assim, comprei a farinha da marca Donarepa, cuja embalagem adverte apenas que "pode conter vestígios de soja".

Ingredientes:
150 gramas de farinha de milho branco pré-cozida
230 ml de àgua morna
Sal

Misture um pouco de sal com a àgua. De seguida junte a farinha, com as mãos misture um pouco e deixe repousar durante 3 minutos até que a farinha tenha absorvido o líquido.

De seguida, bata a massa mais um pouco até obter a consistência de um puré grosso. Faça pequenas bolas com as mãos e achate até formar um disco com cerca de 2,3 centímetros de espessura, tendo cuidado para amaciar os lados se começarem a rachar. Neste caso, molhe as mãos e torne a moldar o disco.

Pré-aqueça o forno a 180ºC. Coloque os discos numa frigideira levemente untada com óleo, a meio-lume, deixando tostar cerca de 5 a 7 minutos de cada lado, ou até que comecem a aparecer umas manchas castanhas, tipo pintas de leopardo.

Por fim, coloque as arepas no forno durante cerca de 15 a 20 minutos, para completar a cozedura. Quando estiverem prontas, deverão fazer um som oco se lhes dermos umas leves pancadas. Abra com uma faca de ponta afiada até meio e recheie com o que lhe apetecer, estilo pão pita.






































domingo, 9 de outubro de 2011

Pão integral sem glúten

Para um centésimo post festivo, trago hoje a receita de pão integral sem glúten que encontrei no site Nourishing Meals. É, sem dúvida, o melhor pão sem glúten que já provei e, a nível de sabor, não faz diferença do pão integral de trigo. A textura é muito similar ao pão do Dan Lepard mas com farinhas mais "saudáveis". A autora desta receita usa sementes de chia que creio que se vendem no El Corte Inglés e no Celeiro, mas como não as tinha em casa, substituí pelas sementes de linhaça e psílio, pois as sementes de chia têm um poder aglutinador mais forte que as de linhaça. Da mesma maneira, substituí a farinha de teff pela de millet pois não a encontro à venda em Portugal.

Ingredientes líquidos:
500 ml de água a 38ºC
2 colheres de sopa de azeite
2 colheres de sopa de xarope de àcer (maple syrup)
20 gramas de sementes de linhaça moídas

Ingredientes secos:
140 gramas de farinha de millet
140 gramas de farinha de sorgo
70 gramas de farinha de milho
70 gramas de farinha de arroz glutinoso
1 ½ colher de sal
6 gramas de fermento seco activo

Misture as farinhas e o sal. De seguida, acrescente o fermento e misture até obter uma farinha de cor uniforme.

Junte o azeite e o xarope de àcer na àgua e misture. De seguida acrescente as sementes de linhaça e o psílio e torne a misturar, deixando repousar por 2 minutos para que as sementes libertem o gel que irá dar estrutura ao pão.

Verta os ingredientes líquidos nos secos na cuba da batedeira e usando o gancho de amassar (ou uma colher normal, para quem não tem batedeira), bata bem a massa durante 5 minutos, até formar uma bola. Deixe levedar em local morno, tapada com um pano húmido, durante 45 a 60 minutos, até duplicar o volume.

Ao aproximar-se o final da levedação, ligue o forno a 200ºC e coloque aí (se tiver) uma pedra de forno a aquecer (as lojas Casa vendem um artigo similar, uma "pedra para pizza"). Retire a massa da tijela onde levedou, coloque por cima de papel vegetal, dê-lhe uma forma de bola ou outra que preferir e deixe repousar, tapada, mais 15 minutos. Por fim coloque no forno, em cima da pedra com o papel vegetal, durante cerca de 40 minutos. Para uma crosta mais estaladiça, pode optar por colocar uma pequena panela com àgua quente no chão do forno.

Deixe arrefecer completamente antes de fatiar, de preferência aguardar uma hora.









































Actualização: tenho vindo a descobrir, a cada vez que repito esta receita (e são muitas vezes), que esta é muito flexível e permite várias alterações, pelo que aconselho a quem não tenha os ingredientes originais, que experimente: o maple syrup pode-se trocar por açúcar ou mel; pode-se reduzir à água para 450ml, 480ml, consoante se queira um pão mais ou menos húmido, também já troquei o millet por arroz integral e, por sua vez, o arroz glutinoso por fécula de batata. Já acrescentei 1 colher de chá de fermento em pó, o que fez a massa levedar mais e melhor, já até me esqueci de juntar o fermento seco às farinhas, tendo-o acrescentado à massa já batida, diluído num pouco de água. O importante é a dupla psílio + linhaça ou psílio + chia e bater muito bem a massa. De resto, fica sempre bem.
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