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DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



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domingo, 28 de julho de 2013

Imaginarium sem glúten

Recentemente, o meu filho mais novo fez anos e recebeu algumas prendas da Imaginarium que traziam, como habitualmente, um chupa-chupa colado no saco. Há já algum tempo que sabia que os chupa-chupas deste marca são isentos de glútem, pois uma funcionária da loja local tinha-me informado desse facto. Mas desta vez reparei que essa informação já vem no invólucro, como podem ver. Logo, para quem ainda tinha dúvidas, fica a dica. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 

sábado, 29 de junho de 2013

Um aniversário com açúcar

Recentemente, o meu filho fez anos. Estando eu limitada em tempo livre, de pronto a sua avó e tia se ofereceram para que não lhe faltasse um bolo apto e tão apetecível quanto os bolos dos outros meninos. Com a ajuda da pasta de açúcar da marca Sweet Art (que exibe um grande símbolo Sem Glúten nas embalagens e cujo site é bastante explicativo sobre as suas aplicações), as duas fizeram uma pequena obra de arte, especialmente tendo sido o primeiro bolo deste tipo.
O bolo é de chocolate com recheio de ganache, feito com farinha Doves Farm White self Raising, com base nesta receita. É um bom exemplo de que, com boa-vontade e alguma cratividade, uma dieta sem glúten não tem que ser aborrecida. Obrigada!

sábado, 8 de junho de 2013

Donuts sem glúten

Aqui está a receita que é sempre um sucesso com os miúdos, aquele doce que é de tão fácil acesso na sua versão com glúten, mas que é raro encontrar apto para uma dieta sem glúten: o donut. Não sendo um alimento saudável, é aquele pequeno luxo que, consumido ocasionalmente, ilumina um lanche para crianças. Usando esta receita como base, adaptei-a também para experimentar um pequeno truque que encontrei recentemente: batatas cozidas e esmagadas. Acrescentá-las a qualquer receita de pão sem glúten, assim como a àgua em que cozeram,  garante uma textura fofa e que permanece húmida durante 2 a 3 dias. Tinha experimentado isto com a receita do pão de forma com sucesso, e quis agora tentar com a receita de donuts. Faz certamente a diferença.

Ingredientes:
200 gramas de farinha Schar Mix B
50 gramas de farinha de grão de bico
100 gramas de batatas cozidas e esmagadas
1 gema de ovo
50 gramas de margarina/manteiga derretida
75 gramas de açúcar
15 gramas de fermento fresco Levital
180 ml de água de cozer as batatas
1 vagem de cardamomo (opcional)

Dissolva o fermento na água de cozer as batatas (já morna). Reserve.

Abra a vagem de cardamomo, retire as sementes que estão no seu interior e junte-as numa tigela com a margarina, o açúcar e a gema.

Na cuba da sua batedeira, misture bem as farinhas e junte-lhe a mistura com a manteiga. Bata bem até obter uma massa areada e acrescente aos poucos a água com o fermento, até a massa ficar homogénea. Cubra a cuba com um pano húmido e deixe a levedar num local morno durante uma hora.

A massa poderá então ser cortada em donuts, mas o ideal é que descanse 12 horas (ou durante a noite) no frigorifíco para melhorar a sua textura. Estique-a então entre duas folhas de papel vegetal até uma espessura de 1,5 centímetro e corte os donuts com um molde específico, como este (não sendo possível use uma malga e uma tampa de garrafa).

Tape os donuts com papel transparente e deixe levedar em local morno até dobrarem de volume. De seguida, frite-os em óleo vegetal não muito quente, um minuto de cada lado, e coloque sobre papel absorvente. Pode decorá-los com uma cobertura de chocolate, uma calda de açúcar ou, simplesmente, com açúcar em pó e canela.

Esta receita rende 16 unidades.

Cobertura de chocolate
Ingredientes:
30 ml de leite/ leite vegetal
55 gramas de margarina/manteiga
10 gramas de geléia de milho/arroz
75 gramas de chocolate em barra
1 colher de chá de essência de baunilha
100 gramas de açúcar em pó

Numa panela, derreta a margarina com o leite, a geléia e a baunilha. Mexa bem, baixe o lume e junte o chocolate até este derreter. Desligue o lume e junte o açúcar em pó, mexendo sem parar até este estar bem dissolvido. De seguida, cubra os donuts, retirando o excesso; caso queira colocar enfeites, espalhe-os de seguida sobre a cobertura de chocolate para que estes adiram bem.










sábado, 1 de junho de 2013

Cure Your Child with Food, de Kelly Dorfman

Sendo hoje o Dia da Criança, gostava de recomendar um livro que pretende tratar delas: “Cure Your Child With Food” (Cure o seu Filho pela Alimentação) de Kelly Dorfman foi posto à venda nos EUA em Abril deste ano. É o sucessor do seu anterior livro “What’s Eating Your Child?”, lançado em 2011 e aborda as ligações entre padecimentos comuns na infância tais como infecções crónicas de ouvidos, refluxo, dores de barriga, dificuldades com a alimentação, atraso no crescimento, problemas comportamentais e a dieta. A actual geração de crianças tem a maior taxa de obesidade, alergias alimentares, distúrbios comportamentais e emocionais, doenças auto-imunes e problemas de aprendizagem já registada. A autora acredita que isto se deve, muitas vezes, à sua dieta.

O nome de Kelly Dorfman surgiu-me, por acaso, numa pesquisa, ao ler este artigo. O meu interesse no tema que aborda e as críticas que li espicaçaram a minha curiosidade, pelo que resolvi adquirir o livro na Amazon UK. Depois de terminar a sua leitura, acredito que este livro deveria ser de leitura obrigatória para os pais que lidam com qualquer tipo de problemas de comportamento, ou alimentares dos seus filhos. A informação que disponibiliza acaba por poupar incontáveis ​​horas de pesquisa. Oferece também completas check-lists de sintomas para ajudar os pais a perceber se aquela situação se aplica, ou não, ao seu filho.

Segundo a autora: "Há muitos livros informativos sobre nutrição, mas eu reparei que muitos deles eram aborrecidos. Estava determinada a escrever um livro que não fosse apenas útil, mas também divertido. A parte mais fascinante de ser um detetive da nutrição é lidar diariamente com as situações da vida real. Por essa razão, o livro gira em torno de histórias reais de famílias que lutam com problemas de saúde comuns. Eu compartilho as suas histórias, como descobrimos a solução, se a solução delas ajudaria o seu filho e como aplicá-la ".

A premissa básica dos seus métodos assenta na necessidade de os pais se tornarem “detectives”, algo com o qual só posso concordar: afinal, foi porque pesquisei em páginas e mais páginas web que encontrei a resposta para o que afligia o meu filho. Ela defende que a solução para a saúde das nossas crianças não cabe apenas aos médicos, principalmente quando estes não sabem ou não querem saber mais, mas passa também por um envolvimento directo dos pais nas decisões e na pesquisa de alternativas.

O livro está organizado por condição ou conjunto de sintomas, sendo fácil de usar e de ler pois a Kelly Dorfman recorre a uma linguagem descomplicada, mais apta a leigos. Ela consegue abordar doenças graves e doenças vivenciadas por crianças, sem criar receio no leitor. A organização do livro em quatro secções abrange o campo da nutrição infantil, abordando as mais variadas opções de tratamento nos seguintes capítulos:

Capítulos 1 e 2- aqui a autora aborda as questões gerais da importância da nutrição no desenvolvimento infantil e a necessidade dos pais serem um “detectives da nutrição”;
Capítulos 3 e 4- nestas páginas, trata-se dos meninos que não gostam de comer e para os quais a autora preconiza o programa EAT:
E-Eliminar todos os irritantes que possam causar desconforto;
A-Acrescentar um alimento de cada vez;
T-Tentar comer nem que seja apenas um pedaço de cada novo alimento durante duas semanas.
Capítulo 5- como tratar situações de refluxo;
Capítulo 6- a relação de dores abdominais com a ingestão de glúten;
Capítulo 7- o atraso no crescimento e a deficiência em zinco;
Capítulo 8- a obstipação crónica e a influência dos lacticínios;
Capítulo 9- a queratose pilar (“pele de galinha”) e a deficiência de ácidos gordos essenciais;
Capítulo 10- a falta de sono e os suplementos de melatonina;
Capítulo 11- a hiperactividade e a sua relação com o consumo excessivo de açúcar;
Capítulo 12- a bipolaridade e a ingestão de glúten;
Capítulo 13- a ansiedade e a suplementação com aminoácidos e ácidos gordos essenciais;
Capítulo 14- distúrbios alimentares, depressão e o glúten;
Capítulo 15- a relação de causalidade entre infecções crónicas de ouvidos e o consumo de lacticínios;
Capítulo 16- os aditivos tóxicos na alimentação e as perturbações do comportamento e alergias;
Capítulo 17- a dispraxia (um caso de “atraso na fala”) e um programa de suplementos: Omega 3, Vitamina E e Fosfatidilcolina;
Capítulo 18- os transtornos do processamento sensorial;
Capítulo 19- Perguntas mais frequentes.

Ao longo do livro, Kelly Dorfman recorre aos mais variados estudos científicos e opiniões médicas para validar as suas opções de tratamento. Refere sempre a importância da boa suplementação, com produtos e marcas de confiança, assim como da boa alimentação, sempre que possível com produtos orgânicos. Os seus site e blog complementam a informação do livro e são uma via de contacto: enviei-lhe, por email, uma questão relacionada com um capítulo do livro e recebi prontamente a sua simpática resposta. Como é óbvio, a autora recomenda procurar ajuda profissional se os resultados desejados não forem alcançados, mas, pelo menos, a informação no livro dá aos leitores um ponto de partida.


Artigos da autora:

sexta-feira, 31 de maio de 2013

Um exemplo de iniciativa infantil

Estando a chegar o Dia da Criança, nada como trazer hoje um exemplo de determinação e dinamismo infantil. Grace Rennard, uma menina americana com doença celíaca, decidiu, do alto dos seus oito anos, organizar um rastreio grátis à condição que a afecta e que, tanto nos EUA como em Portugal, está subdiagnosticada. Este rastreio foi o seu projecto para a Feira da Ciência da escola que frequenta.

A Grace contactou então um laboratório e uma clínica para que fornecessem os kits e as análises para que 133 pessoas pudessem ser testadas voluntariamente e sem custos. O número de análises tem a ver com a estatística americana de que existe um celíaco por cada 133 habitantes. Da mesma maneira, conseguiu apoio da National Foundation for Celiac Awareness para distribuir material informativo.

O rastreio que decorreu em Março deste ano obteve quatro resultados positivos. Estes quatro indivíduos foram então contactados pela clínica onde se realizou o rastreio e orientados para consulta médica.

Um bom exemplo de que não é preciso ser grande para fazer grandes coisas.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Notícias sem glúten Maio 2013

Jamie Oliver

O jornal Telegraph noticia que um dos restaurantes britânicos do famoso chef Jamie Oliver foi recentemente multado em oito mil libras por ter servido massa com glúten a uma cliente celíaca que ficou doente em resultado disso. A senhora repetiu três vezes que precisava de uma refeição sem glúten e foi-lhe assegurado que disponibilizariam um produto apto à sua condição. No entanto, a empregada que a atendeu pensou que ela era vegetariana, daí o engano que foi gerado por uma óbvia falta de formação do pessoal.


Jessie

Uma recente polémica nos EUA envolve a Disney e a comunidade de americanos intolerantes ao glúten: num episódio da série Jessie, uma personagem já de si irritante e que faz uma dieta sem glúten é vítima de bullying por causa dessa sua condição, sendo-lhe inclusivamente atirada uma panqueca com glúten à cara.
A mãe de duas crianças celíacas não gostou da mensagem que tal episódio trazia e lançou uma petição online pedindo que o episódio fosse retirado do ar. Nela, a mãe conta que as suas crianças “ muitas vezes se sentem excluídas ou diferentes, porque têm que evitar doenças graves. No entanto, a Disney deu permissão às crianças, e um exemplo, para isolar ainda mais os meus filhos e outros como eles por causa das suas condições médicas. Os seus personagens fizeram com que não fosse errado caracterizar uma doença real como um aborrecimento e que é justificação para os "miúdos fixes" gozarem com os "outros". Isto não é aceitável para ninguém”.
O autor do blog Gluten Dude fez um post sobre essa petição, aumentando exponencialmente o número de assinaturas. De imediato, a Disney retirou o episódio do ar.


Lidl

Desde hoje e até ao próximo Domingo, o Lidl vai vender, em quantidades limitadas, massa sem glúten da sua marca própria, Combino, nas versões esparguete, fusilli e penne, sendo que cada embalagem de 500 gramas custa 1,49€.


Pingo Doce

O Pingo Doce começou a comercializar Pastéis de Nata sem glúten congelados de marca própria com o selo da APC. Custa 3,39 euros a caixa de seis unidades, e deverá encontrar-se na zona dos produtos refrigerados Pura Vida.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Em que momento se instala a intolerância?

Já é sabido que a ingestão de glúten mais a existência de genes que predispõe à intolerância ao glúten são factores necessários para que a condição se instale. O terceiro factor são as condicionantes ambientais e aí, os investigadores ainda não conseguiram identificar o que faz “disparar o alarme”. As teorias são várias: uma gravidez, uma cirurgia, stress emocional, uma infecção gastrointestinal… Não se consegue mesmo saber quando a doença se instalou, i.e., não há uma sucessão lógica de eventos. Apesar de, por exemplo, termos sido operados ao apêndice e de se terem seguido fortes crises intestinais que levaram a um diagnóstico de DC, não se consegue estabelecer uma relação causal- a DC podia ser pré-existente mas só se ter manifestado com sintomas óbvios após a cirurgia.


Imagem retirada da Net

O estudo de 2012 que trago hoje aponta um possível caminho. Este estudo sueco foi feito no âmbito de, na Suécia, se ter dado um grande aumento nos casos de doença celíaca em crianças menores de dois anos de idade. Uma equipa de investigação estudou a possível ligação entre infecções precoces nesse período da vida da criança e doença celíaca, assim como o seu possível papel na explosão de casos de doença celíaca em crianças suecas.

“Infecções precoces estão associadas a risco aumentado para a doença celíaca: um estudo de ocorrência de casos-referentes

Resumo
A doença celíaca é definida como uma "enteropatia crónica do intestino delgado imuno-mediada precipitada pela exposição ao glúten em indivíduos geneticamente predispostos. A Suécia tem experimentado uma "epidemia" da doença celíaca em crianças abaixo de dois anos de idade. A etiologia da doença celíaca é considerada multifactorial, no entanto, pouco se sabe a respeito do risco ou potenciais factores de protecção. Apresentamos dados sobre a possível associação entre o início de episódios de infecção e doença celíaca, incluindo a sua possível contribuição para a epidemia sueca de doença celíaca.

Métodos
Um estudo de ocorrências de casos – referentes de base populacional (475 casos, 950 referentes) com informações sobre a exposição ao glúten obtidas por meio de um questionário (onde se incluía as características da família, alimentação infantil e da saúde geral da criança) foi realizado. Os casos de doença celíaca foram diagnosticados antes dos dois anos de idade, cumprindo os critérios diagnósticos da Sociedade Europeia de Gastroenterologia Pediátrica, Hepatologia e Nutrição. Os referentes foram selecionados aleatoriamente a partir do registo da população nacional depois de cumprirem critérios de correspondência. As análises finais incluíram 954 crianças, 373 (79%) casos e 581 (61%) referentes, com informações completas sobre as principais variáveis ​​de interesse de um conjunto combinado de um caso com um ou dois referentes.

Resultados
Ter três ou mais episódios infecciosos relatados pelos pais, independentemente do tipo de infecção, durante os primeiros seis meses de vida foi associado com um risco significativamente aumentado de doença celíaca mais tarde, e este permaneceu após o ajuste para a alimentação infantil e situação socioeconómica (rácio de probabilidade [OR] 1,5, intervalo de confiança de 95% [IC], 1,1-2,0, P = 0,014). O risco de doença celíaca aumentou sinergicamente se, além de ter vários episódios de infecção, as crianças tiveram grandes quantidades de glúten introduzidas na dieta, em comparação com quantidades pequenas ou médias, após a amamentação ter sido interrompida (OR 5,6, 95% CI, 3,1-10; P <0,001).

Conclusão
Este estudo sugere que ter episódios de infecção repetidos no início da vida aumenta o risco para a doença celíaca mais tarde. Além disso, encontramos um efeito sinérgico entre infecções precoces e a quantidade diária de ingestão de glúten, mais acentuado entre as crianças em quem o aleitamento materno foi interrompido antes da introdução do glúten. Quanto à contribuição para a epidemia sueca de doença celíaca que, em parte, foi atribuída a alterações simultâneas na alimentação infantil, as infecções precoces provavelmente tiveram uma pequena contribuição através do efeito sinérgico com a quantidade de glúten ingerida."

Outros artigos:

segunda-feira, 25 de março de 2013

Páscoa sem glúten 2013

A aproximação desta data leva muitos dos que seguem uma dieta sem glúten a procurar as empresas que asseguram a isenção de glúten nos produtos típicos de época. Como sei que os meus miúdos nesta altura só pensam na Caça aos Ovos (bem, pelo menos o mais velho), a minha preocupação é encontrar pequenos ovos de chocolate sem glúten (que não da marca Kinder para não arruinar a carteira). A tarefa não é fácil e até hoje só encontrei da marca Zaini, no Continente, uns ovos dos "Cars". Mas sendo os únicos a ostentar as palavrinhas "Gluten Free", foram esses que comprei.


















Para os coelhos da Páscoa, a opção recai sobre a Riegelein, disponível em vários hipermercados:















Para o folar e pão-de-ló, como sempre, optei pela Coisas Kom Sentido. Mas não podia deixar de pôr as mãos na massa e fazer estes biscoitos em forma de coelho que tanta animação causaram lá por casa.

Ingredientes:
100 gramas de farinha de arroz
100 gramas de farinha sem glúten (usei Doves Farm Self Raising White Flour)
100 gramas de maizena
100 gramas de farinha de amêndoas (aka amêndoas em pó)
80 gramas de açúcar em pó
¼ colher de chá de goma xantana
¼ colher de chá de sal
125 gramas de manteiga/margarina à temperatura ambiente
1 ovo L
Raspa de meio limão
1 colher de chá de essência de baunilha

Misture bem as farinhas com a goma xantana e o sal. Reserve.

Na cuba da sua batedeira, bata a manteiga/margarina amolecida com o açúcar até obter uma mistura cremosa. De seguida, junte o ovo e bata bem até atingir uma côr homogénea. Junte a raspa do limão e a baunilha e bata de novo.

Por fim, junte a mistura de farinhas e deixe a máquina bater até ter uma bola de massa lisa e que não cola às mãos. Envolva-a em plástico transparente e deixe no frigorífico durante, pelo menos, três horas.

No fim desse período, retire a massa do frigorífico e forme pequenas bolas de massa que deve dispor num tabuleiro forrado a papel vegetal. Forme bolas mais pequenas para as orelhas que deverá alongar e colocar no topo da “cabeça” do coelho. Com um palito faça uma marca no meio das orelhas e com o mesmo palito faça os olhos. Se visitar o site da receita original, há fotos a exemplificar estes procedimentos.

Coloque o tabuleiro no frigorífico durante uns 10 minutos enquanto o forno aquece a 160ºC para enrijecer um pouco a massa. Vai ao forno (sem ventilação) durante 10 a 12 minutos, não mais porque senão a massa começa a partir. Retire e deixe as bolachas no tabuleiro durante 20 minutos para que não se desfaçam. Retire depois e deixe arrefecer em cima de uma rede.

Esta receita rende 22 unidades.


















quarta-feira, 20 de março de 2013

Diagnóstico em crianças com sintomas atípicos

Este mês tem sido muito rico em novos e interessantes artigos sobre condições associadas ao glúten. Devem ser os ares da Primavera! O artigo de hoje foi escrito por uma gastrenterologista pediátrica americana e aborda alguns pontos a ter em consideração no diagnóstico de doença celíaca em crianças, especialmente em casos atípicos que se vão tornando a norma ultimamente.

"Reconhecendo a Doença Celíaca em Crianças

Sou a Dra. Ritu Verma. Sou gastrenterologista pediátrica e directora do Centro para a Doença Celíaca no Hospital Infantil de Filadélfia. Vamos falar um pouco sobre a doença celíaca hoje.

Como sabem, a doença celíaca é uma doença auto-imune, e é uma condição genética que aparece em famílias. A pergunta é: Como é que se pode diagnosticar realmente a doença celíaca? Isto começa primeiro, claro, estando consciente do potencial para a doença celíaca e, logo, em pensar sobre os sintomas. São os sintomas clássicos que quase todos conhecem: A criança está a perder peso, e tem uma barriga inchada e diarreia. Mas, em geral, nos dias de hoje, o diagnóstico é mais frequente em crianças que não têm os sintomas clássicos. Eu geralmente digo: pense sobre a doença celíaca e nos sintomas não-clássicos, pensando da cabeça aos pés.

Por isso, considere uma criança que tem alopecia, problemas de tiroide, dores de cabeça crónicas, osteoporose ou osteopenia precoce, elevação das enzimas hepáticas, anemia, obstipação, dores nas pernas, dores nas articulações - uma série de sintomas que não são os sintomas clássicos vistos frequentemente em crianças com diagnóstico de doença celíaca. Se uma criança tem um sintoma específico que não é explicado por nenhuma outra doença ou condição, deve pensar-se na doença celíaca.

Além das crianças com estes sintomas, deve também considerar as crianças que têm diabetes tipo 1. Quase 10% - 20% das crianças que têm diabetes tipo 1, também têm a doença celíaca. Por isso, é preciso fazer rastreios a essas crianças. Crianças com síndrome de Down e síndrome de Turner também têm uma maior predisposição genética. Hipotiroidismo e muitos das outras condições auto-imunes reumatológicas devem fazer pensar também na doença celíaca.

Porque é uma condição genética e ocorre em famílias, os rastreios precisam de ser feitos em familiares: parentes de primeiro e de segundo grau. Há uma maior predisposição para a doença celíaca nestes familiares, independentemente da presença ou ausência de sintomas específicos.

Como é que se começa realmente a triagem? É claro, primeiro registamos os sintomas e, de seguida, obtém-se um exame de sangue. O que implica o exame de sangue? O teste de sangue inicial é o doseamento da imunoglobulina total A (IgA). É preciso ter a certeza de que o nível de imunoglobulina é normal. Se o nível de IgA é anormalmente baixo, então não pode contar com os anticorpos tradicionais e precisa de fazer outros anticorpos específicos, tradicionalmente os anticorpos da transglutaminase tecidular; anticorpo antiendomísio e, agora, mais recentemente, a gliadina deamidada. Estes são todos exames de sangue.

Os anticorpos estão elevados em crianças ou adultos com doença celíaca activa. Em situações de deficiência de IgA, pode-se obter as suas versões IgG. Naturalmente, um gastrenterologista ajudaria a fazer a determinação de quais anticorpos a obter.

O exame de sangue é um filtro. É extremamente importante que, se o exame de sangue não está normal, se referencie o paciente para um gastrenterologista, sem mudar a dieta antes da consulta.

O último ponto que eu quero esclarecer é que o diagnóstico precoce destas crianças é extremamente importante. Se uma criança é diagnosticada depois dos 10 anos de vida, a hipótese de que venham a desenvolver outra doença auto-imune é de quase 25%, logo os exames de sangue e um diagnóstico precoce é fundamental."

Outros artigos:
Which Children Should Be Tested For Celiac Disease?
Clinical, Serologic, and Histologic Features of Gluten Sensitivity in Children
Atypical Manifestations of Celiac Disease
Increasing Incidence and Altered Presentation in a Population-Based Study of Pediatric Celiac Disease in North America.

terça-feira, 5 de março de 2013

As crianças, o glúten, a depressão

Imagem retirada da Net
Um típico adolescente melancólico e sorumbático pode, por vezes, esconder um jovem clinicamente deprimido. E uma depressão pode, em certos casos, resultar de uma intolerância ao glúten não tratada. Um estudo sueco* de larga escala comparou mais de 13 mil pessoas com doença celíaca à população em geral e concluiu que aqueles com a doença tinham um risco acrescido em 80% de sofrerem de depressão.
A depressão, entre intolerantes ao glúten, pode afectar tanto os adultos como as crianças: este estudo aponta para uma taxa de 8% em rapazes e de quase 14% em raparigas. A explicação para esta ligação poderá prender-se com a má-absorção de nutrientes que provoca deficientes níveis dos diversos elementos que promovem o bem-estar emocional. Este pequeno estudo finlandês de 2005, que publico hoje, aponta nesse sentido e abre caminho para mais pesquisa na área do impacto do glúten sobre o estado mental de adultos e adolescentes.

“A dieta sem glúten pode aliviar sintomas depressivos e comportamentais em adolescentes com doença celíaca: um estudo prospectivo de acompanhamento ao estudo de casos

Resumo
Tema
A doença celíaca em adolescentes tem sido associada a um aumento da prevalência de depressão e dos transtornos disruptivos do comportamento, particularmente na fase antes do tratamento dieta. Foram estudados os possíveis efeitos de uma dieta isenta de glúten nos sintomas psiquiátricos, sobre o perfil hormonal (prolactina, função tireoidiana) e em grandes concentrações de aminoácidos neutros séricos em adolescentes com doença celíaca a iniciar uma dieta isenta de glúten.

Métodos
Nove adolescentes com doença celíaca, com idade entre 12 a 16 anos, foram avaliados através de uma entrevista semi-estruturada K-SADS de Diagnóstico de Presente e de Vida, assim como variadas escalas de sintomas. Sete deles foram seguidos aos 1, 2, 3, e 6 meses, em dieta isenta de glúten.

Resultados
Pré-dieta, os adolescentes portadores de doença celíaca com depressão tinham rácios significativamente mais baixos de triptofano / aminoácidos (CAA) e concentrações de triptofano livre, assim como níveis significativamente mais elevados de prolactina na manhã da biópsia em comparação com aqueles sem depressão. Uma redução significativa dos sintomas psiquiátricos foi encontrada aos três meses de dieta isenta de glúten em relação à condição basal do paciente, que coincide com a reduzida actividade da doença celíaca e dos níveis de prolactina, e a um aumento significativo nas concentrações séricas de aminoácidos.

Conclusão
Embora os resultados da análise de aminoácidos e os níveis de prolactina em adolescentes sejam preliminares, suportam descobertas anteriores em pacientes com doença celíaca, sugerindo que a disfunção serotonérgica, devido à deficiente disponibilidade de triptofano, podem desempenhar um papel na vulnerabilidade a doenças depressivas e comportamentais também entre os adolescentes com doença celíaca não tratada.”

*Ludvigsson JF, Reutfors J, Osby U, et al. Coeliac disease and risk of mood disorders--a general population-based cohort study. J Affect Disord. 2007 Apr;99(1-3):117-26.

Outros artigos:



segunda-feira, 4 de março de 2013

Conselhos para uma dieta sem glúten em crianças

Hoje publico um artigo recente que saiu no The Washington Post sobre como iniciar uma dieta sem glúten em crianças. Apesar de este artigo incluir dicas já dadas anteriormente, este jornal dá mais alguns conselhos muito interessantes.

Imagem do The Washington Post
"Elaine Taylor-Klaus iniciou a filha Bex na dieta sem glúten há 8 anos e meio, depois de um nutricionista ter sugerido que a menina irritável e sensível poderia ter uma sensibilidade ao glúten. Duas semanas após ter eliminado o glúten da sua dieta, Bex, agora com 18 anos, revelou-se uma criança diferente.
O filho de Melissa Berardi, Anthony de cinco anos, estava a definhar há dois anos atrás. Era extremamente pequeno para a sua idade, diz ela, e vomitava constantemente. Acontece que ele tinha a doença celíaca. Berardi, de Bellwood, Pensilvânia, mudou a dieta dele e diz que Anthony tornou-se uma criança saudável.
Seja por doença celíaca diagnosticada ou suspeita de sensibilidade ao glúten, muitos pais estão a mudar os seus filhos para dietas sem glúten. Os pais com pouco tempo podem sentir-se avassalados pelo pensamento de uma grande reformulação alimentar para as suas crianças, já de si esquisitas com a comida (e mudanças, em geral). Mas comer sem glúten não tem de ser assustador.
"Os pais estão com medo de tentar porque parece que seria muito difícil", disse Taylor-Klaus, uma formadora em Parentalidade, de Atlanta. "Eu era um desses pais. Eu não estou a dizer que não é difícil. Mas [a Bex] tornou-se tão mais fácil de gerir que a troca foi mais vantajosa do que eu pensei que seria. "
A vantagem é ainda mais pronunciada em crianças com a doença celíaca, uma incapacidade para digerir o glúten, uma proteína encontrada em produtos que contêm trigo, cevada ou centeio. Esta afecta cerca de uma em cada 100 pessoas na Europa e América do Norte, de acordo com o National Institute of Health. A Clínica Mayo estima que o número de pessoas afectadas quadruplicou nos últimos 50 anos, embora a razão não seja clara.
Não existe tratamento para a doença celíaca - que pode causar diarreia, inchaço e obstipação em alguns pacientes e alterações de humor e sintomas neurológicos noutros - mas pode ser gerida eliminando o glúten da dieta.
Aqui estão algumas sugestões de especialistas e pais de crianças numa dieta sem glúten sobre como tornar a mudança mais fácil para si e para o seu filho.

Consulte um médico
John Snyder, chefe da divisão de Gastrenterologia, Hepatologia e Nutrição no Centro Infantil Médico Nacional em Washington, disse, por correio electrónico, que os pais devem consultar um médico antes de mudar a dieta de uma criança, para garantir que esta continua a receber a nutrição adequada.
Há muitas razões para os pais considerarem colocar uma criança a fazer uma dieta isenta de glúten, incluindo alterações de humor, eczema e transtornos do espectro do autismo. Mas se acha que o seu filho pode ter a doença celíaca ou uma grave intolerância ao glúten, é importante testá-lo antes de mudar a dieta dele. "O teste para a doença celíaca só é eficaz se a criança estiver numa dieta que contenha glúten", disse Snyder.

Seja um detective
Só porque um rótulo ou menu diz que algo é isento de glúten não significa que seja seguro para os celíacos, disse Jerry Malitz, presidente da organização Metro Celiac, em Washington. Além de ler os ingredientes, os pais precisam de verificar como são preparados e armazenados os alimentos. As batatas fritas podem ser rotuladas como sem glúten no menú, Malitz disse, porque são feitas com batatas. Mas se forem preparadas numa frigideira que tenha sido usada para anéis de cebola ou camarão frito que foram revestidos com farinha, pode haver contaminação cruzada.
"Um alimento pode ser isento de glúten, mas nada na sua preparação, armazenamento ou qualquer outra coisa ser isento", disse Malitz. "Isso é um problema muito grande."
O mesmo serve para verificar os rótulos no supermercado. Mesmo se algo estiver rotulado como isento de glúten, Malitz disse, os pais precisam de olhar para onde e como o alimento foi preparado para decidir se é seguro.

Faça os seus alimentos
Embora os produtos sem glúten estejam muito mais facilmente disponíveis agora do que eram há alguns anos atrás, estes são mais caros do que os seus congéneres tradicionais.
Os pais podem economizar comprando a granel ou comprando os grãos inteiros e processá-los em casa. Cindy Miller, de Boring, Oregon, usa um moinho para moer as suas farinhas favoritas.
"Não é preciso muito tempo para moê-los", disse Miller, cujo filho, Lucas, tem 17 anos e segue uma dieta isenta de glúten porque os médicos notaram que ele não estava a crescer adequadamente e suspeitaram que ele pudesse ter a doença celíaca. "Pode colocá-las no frigorífico e usa à vontade para fazer o pão de milho, os cereais de pequeno-almoço quentes ou panquecas."
Kelly Courson, uma técnica de saúde holística, em Nova Iorque, que tem a doença celíaca e escreve o blog Celiac Chicks, recomenda que as famílias que estão acostumadas a comer muito pão invistam numa máquina de fazer pão. "Você pode ter os ingredientes medidos e prontos a usar em sacos de plástico de maneira a que só tenha de acrescentar fermento e água", disse Courson. "Ajuda muito se tem que contar os tostões."

Faça reservas
Mantenha uma reserva de bolachas ou queques sem glúten no congelador de casa e no refeitório da escola ou escritório, para que o seu filho possa ter um “miminho” nas festas de aniversário.
"Antecipe para onde vão e o que podem vir a precisar", disse Taylor-Klaus. Todos os três filhos de Taylor-Klaus e o seu marido fazem uma dieta isenta de glúten por várias razões, incluindo eczema e dificuldade de concentração. "Antecipe o que pode fazer para normalizar esta situação por eles, para que não sintam que são diferentes de todos os outros. Pode ser uma sobremesa diferente, mas ainda assim é uma sobremesa. "
Stephanie Epstein de Gaithersburg também faz mimos especiais para seu filho Jeremy, de oito anos, para levar às festas. "Certifique-se de que tudo o que envia para a criança é uma sobremesa com muito bom aspecto, de modo que, mesmo sabendo que os outros estão a comer algo diferente, seja uma sobremesa à maneira", disse Epstein, que muitas vezes decora bolinhos de Jeremy com guloseimas. "Assim, as outras crianças vão querer o que ele tem, o que o faz sentir-se bem."

Coloque a escola do seu lado
Fale com o professor do seu filho e a enfermeira da escola, especialmente com crianças mais jovens, e peça a sua ajuda. Maria Roglieri de Sleepy Hollow, Nova Iorque, conta que a enfermeira na escola da sua filha tratou para que ela falasse com os pais de outras crianças sem glúten, para compartilhar informações.
A filha de Roglieri, Sara Friedman, de 16 anos, escreveu o "Guia Sem Glúten para Washington, DC," quando tinha 13 anos, e Roglieri editou o livro. A doença celíaca de Sara foi diagnosticada quando ela tinha seis anos. Roglieri sugere também procurar que a escola coloque um grupo de duas ou mais crianças sem glúten juntas na mesma turma, para que estas tenham um amigo com restrições dietéticas semelhantes.
Epstein disse que os professores têm ajudado o seu filho a fazer a transição para uma dieta isenta de glúten. "Eles dão recompensas por bom comportamento na escola, e uma das recompensas foi almoçar pizza com o professor. Ela pediu pizza para toda a mesa ", disse Epstein. "A sua professora especificamente pediu pizza sem glúten para [o Jeremy]… Ela até comeu a pizza com ele. Mostrava-lhe assim que não há problema em fazer uma dieta sem glúten. Todos somos diferentes, por razões diferentes. "

Dê uma uma oportunidade aos alimentos não processados
As crianças são notoriamente fastidiosas quando se trata de alimentos, e quase tudo do que é rotulado como amigo das crianças em restaurantes é carregado com glúten: nuggets de frango, massa com queijo, hambúrgueres e cachorros quentes ou esparguete com almôndegas.
Apesar de existirem versões sem glúten da maioria dessas receitas básicas para miúdos, Kelly Dorfman, nutricionista em Potomac, acha que o foco de uma dieta sem glúten deve ser em alimentos integrais, não processados. Abasteça-se de frutas, vegetais, sementes, nozes, carnes, queijos e outros alimentos saudáveis, em vez de se focar nas versões sem glúten dos seus alimentos processados favoritos, disse Dorfman. Esta sugere fazer um vegetal diferente por noite durante duas semanas e dizer ao seu filho que ele tem de dar duas dentadas pelo menos, para ajudá-lo a acostumar-se a comer alimentos variados.
"Eles não têm que adorá-los, têm apenas que os tolerar", disse Dorfman, autora de "O que Está o Seu Filho a Comer". "Eventualmente, se eles comerem muitas vezes, começam a gostar."

Faça-o em família
Iniciar uma dieta sem glúten com o seu filho, pelo menos durante o primeiro mês, pode facilitar a transição para uma nova dieta, disse Dorfman. "Você não quer que a criança se sinta como há algo de errado com ele", disse Dorfman. "Esta é apenas uma coisa estranha na vida moderna. Fazer juntos, ajudando o vínculo familiar desta forma, é muito importante. "
Epstein disse que, embora o seu marido, Brian, seja celíaco, o resto da família não comia sem glúten até Jeremy ser diagnosticado no último Verão. Agora todos comem sem glúten em casa, e ela e a sua filha Lauren, de cinco anos, comem glúten apenas quando estão fora. "Nós não podíamos ter "Esta é a comida do papá e do Jeremy e esta é da mamã e da Lauren'", disse Epstein. "Eu não posso deixar a minha filha tenha uma coisa e não deixar que ele tenha, porque isso não é justo."


terça-feira, 28 de agosto de 2012

Regresso às aulas

Com a entrada iminente do meu filho mais velho na primeira classe, comecei a comprar os materiais que ele vai necessitar nesta nova fase. Já fui à Staples e à Livraria Bertrand, mas foi numa ida rápida ao Lidl que encontrei plasticina sem glúten. Costumo dar uma vista de olhos ao corredor central das promoções onde, às vezes, se encontram artigos interessantes, e foi aí que vi uma caixa muito colorida  de plasticina que me chamou a atenção. Por hábito, procurei a informação dos alergéneos e lá estava: sem glúten. Não sei se ele vai precisar de plasticina, mas comprei, pois se não for para ele, para o irmão é de certeza. Não é um facto muito divulgado, mas há plasticina que leva farinha de trigo que, em mãos pequeninas que não percebem ou se distraem, é um risco para a dieta. Fica então a dica.























segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Porto sem glúten


Imagem retirada da Net

Nestes dias de descanso estival, nada como levar os miúdos ao Jardim Zoológico, é alegria na certa. Programámos então uma ida ao Zoo de Santo Inácio em Vila Nova de Gaia, aproveitando para fazer desta incursão uma experiência sem glúten: iniciámos o périplo pelo almoço no novo restaurante italiano Pasta Fresca e Pizza, em Matosinhos, que dispõe de menu sem glúten, seguimos para o jardim zoológico e terminámos com um lanche no Doce da Casa que, para quem ainda não conhece depois de tão mediática exposição que teve aquando da sua abertura, é uma pastelaria que oferece cupcakes e bolos sem glúten.

A nossa primeira paragem, o restaurante Pasta Fresca e Pizza, abriu há pouco tempo e isso nota-se: parece haver alguma descoordenação na equipa, especialmente no atendimento a intolerantes ao glúten, dado que está-se a falar de um menú separado. A confusão com o mesmo é notória: ainda que mencionem a existência de sete molhos para acompanhar a massa fresca sem glúten, foi-nos aconselhado o molho bolonhesa, dando a entender que não garantiam a isenção dos outros molhos... ou que não os tinham prontos. No entanto, nota-se cuidado na confecção dos produtos sem glúten, para tal existindo uma cozinha separada, logo à entrada do restaurante com divisórias em vidro que permitem ver o seu interior.

O miúdo mais velho quis pizza com fiambre e esta chegou-lhe com uma crosta fina e bem apresentada, maior até do que o seu apetite. Apesar do tom esbranquiçado da massa que denunciava o alto conteúdo em amido, foi uma das pizzas sem glúten mais saborosas que já provámos. Os pais quiseram experimentar a massa fresca e ficámos agradavelmente surpreendidos: apesar de estar um pouco mais cozida do que gostaríamos, tinha um sabor muito agradável, semelhante à massa tradicional. Falha no campo das sobremesas em que a única opção são os gelados infantis da Kalise que a carta menciona serem isentos de glúten.

É preciso fazer reserva com 24 horas de antecedência para pizza, mas as massas são servidas na hora. Este restaurante tem também serviço de take-away, podendo-se comprar a massa fresca sem glúten que vem congelada.

Depois de percorremos os circuitos do jardim zoológico, fomos então à Doce da Casa que têm saborosos cupcakes e bolachas sem glúten diariamente, assim como bolos por encomenda. É uma ocasião rara para os meus meninos, esta de irem ao café, logo vivida com intensidade. Gostava de ver mais meninos como os meus, com a cara e os dedos sujos de creme de chocolate e bigodes de "Compal", sentados com as pernas a balouçar à mesa do café... Fica também no ar a vontade que estas ocasiões deixem de ser assim tão raras e que iniciativas como estas duas se espalhem por Portugal inteiro.

Update
O Porto tem mais um local onde se pode lanchar sem glúten: o Costa Coffee na zona dos Clérigos disponibiliza um brownie de chocolate sem glúten, embalado individualmente, na zona das caixas.

domingo, 1 de julho de 2012

Ferraduras de erva-doce

Comprei recentemente, e pela primeira vez, a revista "Sabe Bem" do Pingo Doce, neste caso, a edição de Junho dedicada às crianças. Estava a folheá-la enquanto esperava na caixa e reparei que a mesma traz um índice remissivo em que indica quais as receitas sem glúten (entre outros elementos ligados a intolerâncias). Nas páginas das mesmas, lá aparecia o símbolo da espiga traçada. Achei muito simpático da parte deles e comprei um exemplar.

Apesar de ser uma receita do Pingo Doce, a receita de hoje não vinha nessa edição, mas bem poderia vir a avaliar pelo sucesso que fez junto das minhas crianças. Fácil e rápida, como eu gosto.

Ingredientes:
280 gramas de farinha
125 gramas de açúcar mascavado escuro (da RAR)
1 colher de chá de fermento em pó
1 colher de chá de canela em pó
1 colher de sopa de erva doce
120 ml azeite morno
2 ovos + 1 clara tamanho L
1 gema para pincelar  


Deite a farinha, o açúcar, o fermento, a canela e a erva-doce numa taça, misture e abra uma cavidade ao meio. Coloque o azeite morno nessa cavidade e mexa bem com uma colher.

À parte, bata os dois ovos mais a clara até estarem desfeitos e junte-os à mistura anterior. Mexa até ligar os ingredientes e depois amasse muito bem com as mãos.

Divida a massa em porções, molde em forma de ferradura e coloque num tapete de silicone ou tabuleiro de forno coberto com papel vegetal. Pincele a superfície dos bolos com a gema desfeita e leve ao forno a 160ºC durante cerca de 20 a 25 minutos.





















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