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DADOS, DICAS E RECEITAS DE VIDAS SEM GLÚTEN



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sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Fora de casa

Hoje, fui eu a convidada no blog Calma Com o Andor em resposta a um desafio da sua simpática (e democrática) autora, que deu voz mesmo a quem não concorda exactamente com ela (também não divergimos assim muito). Obrigada NM!

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Galiza sem glúten

Após uns dias passados na Galiza, pode-se dizer que esta está bem e recomenda-se a todos os que seguem uma dieta sem glúten. Já tive várias oportunidades neste blog de exemplificar como a Espanha está tão mais à nossa frente na questão da dieta sem glúten, mas esta visita mostrou quão grande é a distância.

Usando as dicas dadas pelo blog Celiacos a los Treinta, construímos o nosso roteiro de férias e não tivemos nenhum problema em manter a dieta em viagem. Desde inúmeros locais onde comprar produtos sem glúten, até restaurantes com carta própria e pastelarias dedicadas, não nos faltaram opções para comer. Ora vejam:

Santiago de Compostela

Restaurante Casal do Cabildo (Rua de San Pedro, 18)- não tem carta própria, mas os empregados estão familiarizados com a dieta e avisam quais os pratos isentos. Têm pão sem glúten.

Obrador Santa Real (Algalia de Arriba, 1)- uma pastelaria/mercearia que vende os típicos doces de santiago como a tarta e os feuchos. Feitos à base de amêndoa, são isentos de glúten neste local porque não produzem nenhum produto com glúten.

A Coruna

Raxaria As Neves (Ronda de Outeiro, 300)- o prato típico deste restaurante é o raxo, uma espécie de rojões de porco, fritos em azeite e alho. A filha do dono do restaurante é celíaca e o estabelecimento tem acordo com a Associação Galega de Celiacos. Provamos também a tortilha de batatas, deliciosa, e havia sobremesas sem glúten, mas já estávamos cheios. Têm pão sem glúten e uma atenção especial com as crianças. O serviço foi excelente.

Celicatessen (Rua Federico Tapia, 12)- uma pastelaria 100% sem glúten com muita variedade de produtos saborosos e de qualidade. O atendimento foi excelente e denotava um verdadeiro interesse em ajudar os celíacos e outros com diferentes intolerâncias (os produtos são isentos de lacticínios também). O pequeno-almoço que aí tomamos ficou na memória. Menção especial às madalenas.

Noia

Trattoria La Rustica (Calle Lugo, 8)- depois de visitarmos o Cabo Finisterra, demos um salto a Noia para almocar neste restaurante italiano. Quase toda a carta é adaptável para sem glúten, incluindo algumas sobremesas. Ainda que não estivesse ao nível de alguns restaurantes que visitamos em Itália, a massa e a pizza eram bastante saborosas. O serviço é agradável.

Vigo

Zona Cero Restaurante Tapería (Calle de Mexico, 8)- este restaurante no centro de Vigo tem assinalado na carta quais os pratos sem glúten e são-no quase todos, incluindo sobremesas como crepe e bolo de chocolate. Têm pão sem glúten e um serviço agradável. Têm também acordo com a Associação Galega de Celiacos.

Pan Para Todos (Calle Manolo Martínez, 15)- uma padaria/pastelaria 100% sem glúten, com imensa variedade e qualidade em doces e salgados. Só peca por não ter um espaço para sentar, para pequenos-almoços e lanches. Os miúdos tiveram dificuldade em escolher entre donuts, cake pops, bolachas, palmiers e eclairs...

Ourense

La Pepita Burger Bar (Avenida La Habana, 63)- esta cadeia galega de hambúrgueres oferece pão sem glúten a acompanhar os seus produtos, pelo que quase toda a carta pode ser isenta. No entanto, ficamos com alguma dúvida na formação dos funcionários, pelo menos o que nos atendeu hesitava nas respostas às nossas perguntas. Encontra-se também noutras localidades da Galiza e Madrid.

Celidulce (Calle Doctor Fleming, 35)- uma simpática pastelaria 100% sem glúten, cuja imagem de marca são os cupcakes e bolos de cake design que são pequenas obras de arte. Os miúdos, no entanto, optaram por gelados com cones caseiros, com que se deliciaram. Se vivesse por perto, encomendaria ali os bolos de aniversário, com certeza. Estava aberto depois do almoço, o que é uma raridade em terras espanholas.

Heladeria (Plaza San Martino)- uma gelataria que, infelizmente, estava fechada para férias, localizada mesmo ao lado da Catedral de San Martino. Oferece gelados sem todo o tipo de alergéneos. Fica para uma próxima visita.

Não menciono nenhum hotel em particular, pois há uma grande variedade de hóteis em Espanha que oferece refeições sem glúten. Fica a vontade de voltar e em disponibilizar estas pequenas oportunidades de "normalidade" aos miúdos, que deliraram a cada montra cheia de guloseimas isentas, em que a dificuldade está apenas na escolha. Sem dúvida, um destino a ser visitado, principalmente por quem vive perto da fronteira com a Galiza.









terça-feira, 28 de julho de 2015

Cura?

Imagem retirada da Net
Nas duas últimas semanas, surgiu na Net "celíaca" uma comoção que, vai e volta, reaparece: várias notícias alegavam que se tinha descoberto um medicamento com potencial para “curar” a doença celíaca. Primeiro, a notícia no Yahoo, depois em alguns sites de medicina alternativa e blogs, seguido do Sapo, sendo que várias pessoas bem-intencionadas me enviaram o link para este último artigo.

Quando a esmola é muita, diz o sábio povo, o pobre desconfia… Lendo estes artigos, a desconfiança cresceu: um anticorpo desenvolvido em ovos de galinhas, é suplemento ou é medicamento? Pretende curar ou diminuir os efeitos da contaminação cruzada? Nada é assim tão fácil no mundo das doenças auto-imunes. E, para todos os efeitos, a dieta sem glúten não é uma espécie de cura?

Este exaustivo post da blogger Gluten Free Gigi, que trago hoje, é perfeito para se compreender o que acarreta o desenvolvimento de um medicamento para a doença celíaca e a utilidade do mesmo, na sincera opinião da sua autora. Deixo então traduzida a conclusão a que ela chega.

"O que é que isto significa para as pessoas com doença celíaca?

Agora, nada. Se os testes de eficácia correrem bem, irão seguir-se grandes grupos de teste (em seres humanos) e depois começará o processo de disponibilizar o medicamento no mercado. Isso poderá demorar vários anos. (…)

As pessoas com doença celíaca deverão tomar o medicamento se e quando estiver disponível?

Obviamente, esta é uma decisão individual, mas nesta questão devem-se ponderar os seguintes pontos:

  • O próprio pesquisador afirma que uma dieta isenta de glúten ainda será necessária para aqueles com doença celíaca. Passariam décadas depois de um comprimido como este ser disponibilizado ao público até que se conhecessem os efeitos a longo prazo.
  • A doença celíaca é uma doença auto-imune muito grave (AI), assim como outras doenças AI e deve ser tratada como tal. Assim como não há nenhuma "pílula mágica" para resolver todos os problemas associados com outras doenças AI (como a diabetes ou doenças da tireóide), provavelmente também não haverá uma para celíacos.
  • Uma rigorosa dieta isenta de glúten é uma maneira de controlar a doença celíaca. Existem inúmeros alimentos naturalmente sem glúten que são saudáveis, deliciosos e saciantes que as pessoas com doença celíaca podem desfrutar sem preocupações. Para "outros alimentos", como cerveja, pizza, bolos e outras guloseimas, há produtores que os fazem diariamente na versão isenta de glúten, e, no caso de variados alimentos, são bastante simples de fazer em casa com um número interminável de receitas de qualidade, encontradas facilmente na internet e em livros de receitas.



Para mim, a notícia de um medicamento com potencial que me permitiria ingerir glúten é realmente uma não-notícia. Eu não o iria tomar porque a minha dieta isenta de glúten é o meu bilhete para uma saúde óptima. Tem funcionado para mim nos últimos oito anos e não sinto falta de nada. Claro, por vezes é um desafio e não quero minimizar a luta de alguém em encontrar alimentos que gostam de comer fazendo uma dieta especial. O que eu quero dizer é que a minha saúde é muito mais valiosa para mim do que qualquer pedaço de pizza ou qualquer copo de cerveja. A doença celíaca quase me custou a vida, e considerando que a minha saúde foi restaurada através da minha dieta isenta de glúten, não consigo imaginar alguma vez voltar a colocar o glúten no meu corpo, mesmo depois de tomar um comprimido, se isso alguma vez se tornar uma realidade."


Mais info:
Will A Pill Made of Egg Yolks Allow You to Eat Gluten?


domingo, 7 de junho de 2015

Pão integral de sorgo

Um blog a que regresso sempre é o blog italiano Un Cuore di Farina Senza Glutine. Os seus autores fazem maravilhas do pão sem glúten e já reproduzi aqui várias receitas deles. Hoje não é excepção: recentemente, publicaram uma receita de pão integral com sorgo que não resisti a experimentar e que resultou num pão húmido com uma boa textura que não se esfarela, e que assim permanece até três dias. Ainda que o sorgo não seja fácil de adquirir, vale a pena o investimento.

Ingredientes:
170 gramas de farinha de sorgo Bob’s Red Mill (online em Foodoase)
80 gramas de farinha de teff Bauckhof (no Celeiro)
64 gramas de farinha de milho Ceifeira
128 gramas de Maizena
126 gramas de polvilho doce Globo
22 gramas de goma xantana
6 gramas de fermento seco
500 gramas de agua
2 colheres de sopa de óleo
8 gramas de sal

Na cuba da sua batedeira, misture bem todas as farinhas com a goma xantana e o fermento ate obter uma cor homogénea. Com o gancho a funcionar, acrescente a água até obter uma mistura lisa e acrescente, por ultimo, o óleo e o sal.

Na receita original, recomendam colocar a massa de imediato no frigorífico, mas preferi que levedasse um pouco primeiro e só depois colocá-la no frio, coberta com filme transparente. A massa deve permanecer no frigorífico entre 12 a 24 horas.

Passado esse período, coloquei a panela de ferro no forno a 230°C. Retirei a massa do frigorífico, estendi-a sobre uma folha de papel vegetal polvilhado com farinha de arroz e dei-lhe uma forma arredondada. A panela deve aquecer durante 20 a 30 minutos, enquanto isso a massa vai levedando um pouco.

Coloque depois a massa dentro da panela, tape-a e leve-a ao forno a cozer 30 minutos coberta e outros quinze já sem a tampa. Após esse período, faça um arrefecimento gradual e não fatie antes de estar completamente frio.











sexta-feira, 3 de abril de 2015

Pans & Company sem glúten em Espanha

Os blogs e fóruns espanhóis começam a fervilhar com esta novidade: a Pans & Company espanhola está a lançar sandes sem glúten em algumas lojas seleccionadas- se houver adesão, irão lançar a nível nacional.

Como nos conta a Pikerita no seu famoso blog, as lojas têem cinco referências sem glúten: uma sandes de frango e queijo, outra sandes com bacon e queijo, muffins de chocolate, palmiers de chocolate e madalenas. Todos embalados individualmente e produzidos por empresas certificadas pela FACE. As sandes vão ao forno dentro da embalagem, preparada para o efeito, pelo que não há nenhuma manipulação por parte do pessoal das lojas. O custo da sandes? 4,95€.

Não será certamente a opção mais saudável como refeição, mas é sempre bom tê-la disponível quando não há mais nada ou apenas apetece uma sandes. Agora resta-nos contactar a congénere portuguesa e demonstrar que há mercado cá para estes produtos.


domingo, 21 de dezembro de 2014

Bolo rainha sem glúten

Estando a organizar a ementa de Natal com a minha mãe, esta disse-me que não era preciso fazer bolo-rei porque nunca ficava igual ao bolo-rei com glúten. Fiquei a pensar nisso e se valeria a pena experimentar a receita que a Famalap do blog Cocina Fácil Sin Glúten tinha mencionado no grupo do Facebook 500.000 Recetas para Celíacos. Ela dizia que era fantástica e que valia mesmo a pena... Resolvi experimentar este fim de semana e optei por fazer a versão bolo rainha porque a maior parte das pessoas não gosta da fruta cristalizada.

Em boa hora o fiz: modéstia à parte, ficou excelente, ninguém diria que é sem glúten. Aliás, segundo a minha renitente mãe, estava melhor que os bolos das pastelarias e que queria outro para a noite de Natal! Mais palavras para quê? Experimentem, dá algum trabalho, mas compensa o investimento.

PS: optei por usar leite de amêndoa para ver se a receita se adaptaria a quem não pode consumir lacticínios.

Ingredientes:
Isco
100 gramas de farinha Proceli
85 ml leite morno de amêndoa Provamel
5 gramas de fermento fresco Levital
Desfaça o fermento no leite, junte a farinha, misture bem e guarde num recipiente fechado durante, pelo menos, três horas.

Massa:
100 gramas de farinha Mix B Schar
150 gramas de farinha Proceli
100 gramas de farinha Mix Brot Dunkel Schär
6 gramas de psílio em pó Finax
4 ovos M
100 gramas de sumo de laranja
50 gramas de leite/ leite de amêndoa Provamel
10 gramas de fermento fresco Levital
40 gramas de mel
65 gramas de açúcar
80 gramas de manteiga/ margarina Vitaquell amolecida
Raspa de uma laranja
Raspa de um limao
Algumas gotas de essência de rum Arcolor
Frutos secos a gosto
Canela a gosto
Para pincelar:
1 gema
Leite/ leite de amêndoa q.b.

Tire a manteiga/ margarina do frigorífico e reserve.

Junte as farinhas com o psílio, o açúcar e as raspas da laranja e limão. Reserve.

Na cuba da sua máquina do pão junte o fermento desfeito no leite, o sumo de laranja, o mel e a essência de rum. Acrescente os ovos batidos e, depois, a farinha reservada. Ligue no programa Massa (na minha máquina demora 28 minutos); passados cinco minutos, acrescente o isco; cinco minutos depois, acrescente a manteiga/ margarina amolecida.

No final do programa, coloque a massa numa tigela, tape com um plástico e leve ao frigorífico durante, pelo menos, oito horas.

Passado esse tempo, acrescente à massa os frutos secos e a canela e misture bem. Coloque a massa em cima de papel vegetal oleado com azeite e dê-lhe a forma típica de bolo-rei. Coloque um aro metálico no meio ou uma pequena malga que possa ir ao forno para que o buraco não se feche.



Coloque a massa com o papel vegetal dentro de um tabuleiro e ponha dentro do forno desligado, com uma tijela com água a ferver, durante 1H30 a duas horas para levedar outra vez, mas convém não deixar passar muito tempo, pois se o bolo crescer muito, pode “afundar” ao terminar de cozer.

Terminado esse tempo, pincele com a gema misturada com o leite e termine decorando a gosto com os frutos secos. Vai de novo ao forno pré-aquecido a 200C, passados 5 a 10 minutos reduza para 180C e deixe cozer mais 30 a 35 minutos. Se começar a ficar muito tostado, cubra com papel de alumínio. Quando estiver pronto, faça um arrefecimento gradual; estando morno, pincele com geleia de marmelo aquecida e decore com açúcar em pó.






















sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Últimas sobre a DC em crianças

Imagem retirada da Net
No blog The Celiac Patient, a sua autora, a Jess, médica neonatologista e celíaca, faz um excelente trabalho em manter-nos actualizados sobre o que há de mais recente na pesquisa da doença celíaca. O seu último post é disso exemplo e sai no seguimento de um workshop em que ela participou recentemente, organizado pelo University of Chicago Celiac Disease Center, gerido pelo Dr. Guandalini. Segundo Jess, estes são os pontos a reter:



  1. A incidência de doença celíaca está definitivamente a crescer. Em 1990, 5,2 / 100.000 americanos tinham doença celíaca. Em 2010 são 19,1 / 100.000.
  2. O aumento de doença celíaca parece ser multifactorial e pode estar relacionado com o uso de antibióticos, a dieta ocidental, a eliminação do H pylori de tracto gastrointestinal, nascimento por cesariana, práticas de alimentação infantil, e as reduzidas exposições a infecções durante a infância. A conclusiva via comum p oarece ser uma mudança na microbiota (equilíbrio bacteriano), ou disbiose, em indivíduos geneticamente predispostos.
  3. (O Dr. Guandalini) enfatizou que o glicofosfato, também com o nome de marca "Round Up", não causa doença celíaca, e usou isso como um exemplo da desinformação que se encontra online.
  4. As crianças que carregam duas cópias do gene HLA-DQ2 estão em risco muito elevado de desenvolver a doença celíaca. Dos 5 aos 6 anos, 40% das crianças homozigóticas para DQ2 têm autoimunidade celíaca, e aproximadamente 25% têm doença celíaca. Eu perguntei especificamente ao Dr. Guandalini sobre a importância da auto-imunidade celíaca (anticorpos celíacos positivos) vs. a doença celíaca e foi-me dito que esta precisa de ser levado tão a sério tal como a doença celíaca nas crianças, ou seja, essas crianças também precisam de fazer a dieta sem glúten.
  5. Todos os seguintes distúrbios estão associados à doença celíaca: refluxo gastroesofágico, esofagite eosinofílica, convulsões, asma, cálculos renais, síndrome das pernas inquietas, sarcoidose, psoríase, vitiligo, trombocitopenia púrpura idiopática (TPI), miocardiopatia dilatada idiopática, hiperparatireoidismo e esclerose múltipla.
  6. Com base em estudos recentes, o aleitamento e a duração do aleitamento materno, não parecem ter qualquer efeito sobre a prevenção ou o atraso no desenvolvimento da doença celíaca. A amamentação aquando da introdução do glúten não parece também fazer diferença.
  7. Além disso, com base em pesquisas recentes, o momento ideal para introduzir o glúten numa criança é aproximadamente aos 6 meses de idade. Retardar a introdução de glúten até após os 12 meses não impede a doença celíaca em crianças, assim como a introdução precoce (4-6 meses).
  8. As crianças podem ser diagnosticadas com doença celíaca sem serem submetidas a uma endoscopia e biopsia, se apresentar os seguintes: sintomas, um nível de anticorpos IgA TTG 10 vezes superior ao normal e um título de anticorpo IgA EMA positivo. Se o EMA IgA for negativo, então deve ser realizada uma biópsia do intestino delgado para confirmar o diagnóstico.
  9. Não existe um método confiável para detecção de anticorpos da doença celíaca a partir de amostras de fezes.
  10. A maioria dos médicos repete os anticorpos TTG IgA nas crianças após 3-4 meses na dieta sem glúten. Os níveis de IgA TTG diminuem em 75% das crianças após 3 meses de dieta, mas podem demorar mais tempo a normalizar, especialmente se o valor tiver sido muito alto no altura do diagnóstico.
  11. As crianças que são diagnosticadas com a doença celíaca devem ter as seguintes características monitorizadas: nível de vitamina D, hemograma completo, estudos de ferro, estudos da função da tireoide, e acompanhamento minucioso do seu crescimento (peso, altura e índice de massa corporal).
  12. As crianças com doença celíaca evidenciam uma cura do intestino delgado mais rápida em relação aos adultos. Quase 90% apresenta remissão após um ano com dieta isenta de glúten.
  13. As crianças que estão em risco de doença celíaca, mas não têm sintomas, devem ser rastreadas ao terceiro ano de vida e, em seguida, a cada três anos (obviamente antes, se os sintomas se desenvolverem) - coloco isto em negrito porque esta é uma pergunta cuja resposta tive uma grande dificuldade em encontrar durante anos.
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Pães com Brot-Mix Dunkel

Há uns anos atrás a Schar tinha uma farinha integral que, por razões que desconheço, deixou de ser comercializada. Neste Verão, através de blogues espanhóis, apercebi-me que a Schar tinha reeditado esta farinha, a Brot-Mix Dunkel: não paravam de chover posts com as maravilhas que se podiam fazer com este produto. Uma destas receitas encontrei-a no blogue Cocina Fácil Sin Gluten e tinha tão bom aspecto que tomei uma nota mental que a deveria experimentar quando encontrasse a dita farinha. 
Isso aconteceu este fim de semana quando a encontrei no Celeiro a 5,89€ (5,30€ com o desconto da APC). É mais cara, mas vale a pena: os pães são bastante macios e aguentam bem a passagem do tempo, com um sabor que agrada. Agora, só tenho que aguardar uma incursão a Espanha para comprar mais pacotes a um preço mais simpático. Fica aqui a receita, tal como concebida pela sua autora.

Ingredientes:
350 gramas de farinha Proceli
150 gramas de farinha Brot-Mix Dunkel Schar
5 gramas de sal
4 gramas de fermento seco
10 gramas de psílio em pó Finax
40 gramas de banha
575 ml agua morna

(a farinha Proceli poderá ser substituída pela farinha Beiker mas será necessário ajustar a quantidade de água)

Na cuba da sua batedeira, misture as farinhas com o sal e o psílio. Junte depois o fermento, mexa bem, e junte a banha em pedaços pequenos. Envolva a banha na farinha e acrescente, por fim, a água.

Bata durante 5 minutos, tape com uma touca de banho ou um pano húmido e deixe levedar entre três a quatro horas num local tépido.

No final desse período, ligue o forno a 200ºC. Com as mãos untadas com azeite, forme bolas de massa sem manipular muito; no final, deve obter 11 a 12 bolas para esta quantidade de ingredientes.

Coloque-as num tabuleiro forrado a papel vegetal e leve ao forno durante 10 a 15 minutos a 200ºC e reduza depois para 180ºC durante mais 15 a 20 minutos. Retire do forno quando, ao bater num pão, este soe a oco. 















quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Estocolmo sem glúten

Quando se viaja para Itália fazendo uma dieta sem glúten, pensa-se que dificilmente outro país irá ultrapassar o nível de consciencialização da doença celíaca. Até que se viaja para a Suécia, mais concretamente Estocolmo. Não sei se é pela alta prevalência de doença celíaca entre os suecos, se pela propensão para uma sociedade paritária com igualdade de oportunidades para todos, ainda que a nível alimentar, o facto é que uma pessoa que siga uma dieta sem glúten não passa dificuldades na Suécia.

A ninguém estranha o facto de se perguntar por opções sem glúten e a maior parte das pessoas com quem falámos, na restauração, entendia o que era o glúten e a contaminação cruzada. Ao pequeno-almoço no hotel, de pronto nos foi indicado qual o local dos produtos sem glúten, claramente separado dos demais, e com alguma variedade: três tipos de cereais- muesli, corn flakes e rice krispies, duas variedades de pão, duas variedades de tostas e três variedades de bolachas! Inclusive havia um mini-frigorífico com leites e iogurtes vegetais para os intolerantes à lactose.

Nos supermercados existe também uma abundância de produtos sem glúten, tanto suecos (Finax, Crazy Bakers, Fria) como estrangeiros (Semper, Schar). A rotulagem é frequente, não através do rótulo “Sem Glúten” (em Sueco, gluten fria/ gluten fritt), mas na descrição de alergénios. O que dificulta a sua compreensão é os rótulos aparecerem escritos em Sueco, Norueguês e Finlandês… Convém saber de antemão como se diz em Sueco os alergénios mais comuns.

Vimos alguns ervanários, mas limitámos-nos aos supermercados que estavam abertos mais horas (é normal uma loja estar aberta apenas entre as 10H00 e as 18H00). Mas atenção que a variedade de produtos não se esgota na secção sem glúten dos supermercados: uma visita à secção de congelados e encontramos uma grande variedade de pães, doces, massa-folhada e até massa preparada para bolachas… O meu sonho de consumo, confesso.

O meu outro sonho de consumo concretizou-se sob a forma do café-restaurante Under Kastanjen: um local acolhedor, numa pequena praça da parte velha de Estocolmo, gerido por uma cooperativa de jovens que oferece refeições com e sem glúten, sendo que estas últimas são preparadas numa cozinha à parte. No balcão, com a caixa registadora a separar “as águas”, estavam seis a sete opções de bolos, um lado com glúten, outro sem, em recipientes de vidro fechados. Fazem também o seu próprio pão para sandes ou a acompanhar sopa e saladas. O difícil foi escolher…

Também tentámos visitar a Friends of Adam, uma padaria totalmente sem glúten, e famosa neste circuito, inclusive cheguei a ver produtos deles à venda no supermercado Hemkop, na cave do centro comercial Ahlens City. Mas era sábado, 16H10, noite cerrada, e tinham fechado há dez minutos… Na Suécia é preciso ter sempre em atenção as horas de abertura dos estabelecimentos. Mas diz quem experimentou, que é muito boa. Aliás, parece que muitos dos inúmeros cafés de Estocolmo já vendem os seus produtos, de modo a poderem oferecer opções sem glúten aos seus clientes.

No fim disto, devem estar a pensar que custa tudo um “balúrdio”… Nem por isso, considerando que os preços dos produtos sem glúten custam o mesmo que cá, e o rendimento per capita sueco é muito superior ao nosso. O que custa é regressar.

Restaurantes/Cafés onde se encontram opções sem glúten:

Supermercados para compras sem glúten:


























Outros artigos de interesse:

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Carta ao professor

Imagem retirada da Net
No início de mais um ano escolar, aumentam as preocupações dos pais cujos filhos têm restrições na dieta, especialmente se vão para uma escola nova ou se vão ter um professor novo. Para aliviar essa preocupação, a mãe do Jack, a autora do blog Raising Jack with Celiac, já aqui referido, escreveu uma carta tipo minuta para a professora do seu filho a alertá-la para a dieta sem glúten. Pareceu-me uma carta bem estruturada e informativa, pelo que a adaptei ligeiramente e publico-a no post de hoje à laia de minuta para pais que estão a lidar com esta situação.


"Caro/a Professor/a,

Esta carta é para informá-lo de que o/a nosso/a filho/a (nome) tem doença celíaca. A doença celíaca é uma doença autoimune em que, quando o glúten é ingerido, este provoca danos no corpo. Nos últimos anos, o/a (nome) tem seguido um estilo de vida sem glúten. Uma dieta sem glúten para celíacos, é como a insulina para os diabéticos. É o que mantém o/a (nome) saudável.

O glúten é uma proteína que se encontra no trigo, centeio e cevada. Encontra-se também numa grande variedade de alimentos - de biscoitos, pães, massas, cereais, doces, salgadinhos e muito mais. Como a doença celíaca não é uma alergia, o/a (nome) não estará em perigo imediato, mas se ele ingerir glúten devido a contaminação cruzada ou caso coma algo acidentalmente que contenha glúten, ele provavelmente vai sofrer de dor de estômago, assim como fadiga, diarreia e dor de cabeça. (colocar outros sintomas adequados à sua situação)

Como o/a (nome) só tem … anos, ainda estamos a aprender os sinais e sintomas da exposição acidental ao glúten. Assim, precisamos de ter a certeza de que o/a (nome) evita o glúten completamente.

Dito isto, eu quero que o/a (nome) tenha um excelente ano escolar e não tenho nenhuma dúvida de que você também. Gostaria de compartilhar algumas coisas que irão ajudá-lo/a na sala de aula e as informações que me fornecer, vão ajudar-me a preparar-me para os próximos eventos da escola:

Contaminação Cruzada - De migalhas de glúten, a materiais de arte / artesanato, e plasticina (que pode conter trigo) - é importante estar ciente do que rodeia o/a (nome) e a sua superfície de trabalho. Em relação à plasticina, eu posso providenciar uma marca sem glúten assim como os instrumentos para a manusear e que deverão ser mantidos separados dos demais. Devido à contaminação cruzada, por favor, encoraje a lavagem frequente das mãos.

Aniversários – agradecia que me informasse como pretende comemorar os aniversários - se uma vez por mês ou se as crianças serão autorizadas a trazer bolos para os seus aniversários. Isto irá permitir-me preparar-me adequadamente e ter algo para o/a (nome) nos dias em que são trazidas guloseimas especiais. Se as crianças estão autorizadas a trazer bolos, poderia fornecer-me uma lista de aniversários, por favor?

Celebrações especiais - Magusto, Natal, Páscoa, etc.: agradecia que me comunicasse quando irão decorrer, pois irei providenciar a alimentação do/a (nome).

Visitas de estudo – da mesma maneira, agradecia informações antes de qualquer visita de estudo: que actividades irão decorrer (artesanato, etc.) e se haverá guloseimas especiais, para que eu possa enviar algo livre de glúten, se necessário.

Finalmente, se tiver alguma dúvida sobre a dieta do/a (nome) ou tem uma pergunta sobre se ele/a pode comer um determinado alimento, por favor, não hesite em telefonar-me. (Fornecer número de telefone)

Se gostaria de saber mais sobre a doença celíaca, pode consultar os seguintes links:
(inserir links)

Muito obrigado pela sua colaboração!

Atenciosamente,

(assinatura)"

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Queques de mirtilos

Mais uma receita saborosa e fácil de executar, tirada daqui: aproveita o facto dos mirtilos estarem cada vez mais acessíveis, de levar pouquíssimo açúcar e de, usando um leite vegetal, ser também apta para quem tem restrições aos lactícinios (experimentei com leite de amêndoa). Os miúdos preferiam com pepitas de chocolate, mas ninguém é perfeito... Devem ser consumidos no prazo de um dia ou dois, pois, como pude verificar, ao terceiro os mirtilos estão azedos.

Ingredientes:
195 gramas de farinha Doves Farm White self-raising (já traz goma xantana e fermento em pó)
50 gramas de açúcar
½ colher de chá de bicarbonato de sódio
½ colher de chá de sal fino
160 gramas de leite/leite vegetal
2 ovos L
80 gramas de azeite
125 gramas de mirtilos
1 colher de sopa de farinha sem glúten

Coloque formas de papel em 12 formas tipo pastel de nata. Reserve.

Limpe os mirtilos e envolva-os com a colher de sopa de farinha.  Reserve.

Numa tigela grande, misture a farinha, o açúcar, o bicarbonato e o sal. Numa tigela mais pequena, misture o leite, os ovos e o azeite e junte este preparado na tigela grande, batendo bem até ficar sem grumos. Junte a maioria dos mirtilos à massa, reservando alguns.

Encha as formas até 2/3 e depois coloque os restantes mirtilos na massa (isto faz-se para garantir que alguns mirtilos ficam no topo, em vez de afundarem todos). Leve ao forno pré-aquecido a 160ºC durante 20 minutos, até os bolos dourarem levemente e os mirtilos começarem a borbulhar. Remova os bolos para uma rede para arrefecerem. 



sexta-feira, 18 de julho de 2014

Doença celíaca e endometriose

Mais um excelente post do blog The Patient Celiac.

"Doença celíaca e endometriose
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Enquanto estava a “folhear” a base de dados da PubMed (www.pubmed.gov), como sempre faço todas as semanas, deparei-me com uma carta interessante para o editor da revista Archives of Gynecology and Obstetrics, intitulada "Doença Celíaca e Endometriose: Qual é o Nexo?" A endometriose é uma desordem ginecológica comum, que afecta cerca de 10% das mulheres em idade fértil. Implica o desenvolvimento de endométrio, que é o tecido que reveste o útero, em áreas do corpo que ficam fora deste. Os sintomas da endometriose incluem períodos menstruais pesados​​, dor abdominal e pélvica, ciclos menstruais anormais e infertilidade. Embora a causa exacta da endometriose seja desconhecida, as teorias incluem a menstruação retrógrada (células do endométrio do útero a fluirem para trás, para as trompas de Falópio em vez de para o exterior, durante a menstruação), um posicionamento anormal de células estaminais embrionárias na cavidade pélvica que produzem tecido endometrial , e/ou uma doença do sistema imunológico.

A endometriose está associada com os genes HLA-DQ2 e DQ8 (que também estão presentes em aproximadamente 96% dos pacientes com doença celíaca), bem como o gene DQ7, que tem sido associado com a doença celíaca em alguns italianos do sul, da Sicília e da Sardenha.

Dois estudos publicados nos últimos anos demonstraram uma associação entre doença celíaca e endometriose. Investigadores na Suécia (Stephansson, et al.) reviram os registros médicos de mais de 11000 mulheres com doença celíaca em 2011. Foi encontrado um risco muito maior de ter endometriose, comparando com os controlos, nas mulheres com doença celíaca, especialmente no primeiro ano após o diagnóstico de doença celíaca (rácio global de risco de 1,39). Os autores postulam que deve haver um processo inflamatório comum entre as duas doenças. Da mesma forma, investigadores no Brasil constataram que 2,5% das mulheres diagnosticadas com endometriose também tinham a doença celíaca (Aguiar et al, 2009).

A dieta sem glúten foi recentemente recomendada como uma estratégia para controlar a dor da endometriose. Num estudo piloto na Itália, 75% das mulheres com endometriose tiveram uma diminuição nos sintomas de dor após 12 meses na dieta sem glúten. Isto sugere fortemente que a sensibilidade ao glúten e/ou a doença celíaca desempenham um papel na endometriose.

Embora eu não tenha endometriose, tenho interagido com muitas mulheres através das redes sociais que têm tanto a intolerância ao glúten como endometriose. Posso dizer que os meus períodos tornaram-se significativamente mais curtos e menos dolorosos desde que iniciei a dieta sem glúten depois do meu diagnóstico de DC em 2010. Também posso dizer, sem sombra de dúvida, que a minha sensibilidade ao glúten parece fluir com o meu ciclo menstrual. Parece-me que fico mais sensível ao glúten por contaminação cruzada no espaço de 7 a 10 dias antes do meu período, quando os meus níveis de estrogénio estão mais elevados.

Com o tempo, espero que mais pesquisa seja feita que examine a relação entre a doença celíaca e distúrbios ginecológicos. Depois de ler sobre a endometriose, fiz uma pesquisa na PubMed sobre "Doença Celíaca e Síndrome do Ovário Policístico (SOP)" e apareceu um artigo de 2002, publicado na Turquia que não encontrou uma associação entre as duas condições. Tenho a sensação de que, se o estudo fosse reproduzido nos EUA, em grande escala, se demonstraria uma associação entre doença celíaca e SOP.

Para mais informações sobre a endometriose, visite o site da Mayo Clinic. A Rebecca, do blog "Pretty Little Celiac", escreveu também sobre a endometriose neste post de Janeiro de 2013."

Neste blog:

segunda-feira, 7 de julho de 2014

Diagnóstico de adultos

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Recentemente, no muito interessante blog The Patient Celiac, foi abordada a questão do diagnóstico em adultos e quais as últimas guidelines para o fazer, de acordo com um trabalho britânico de 2014 intitulado "Diagnosis and management of adult coeliac disease: guidelines from the British Society of Gastroenterology". A autora do blog sumarizou as principais conclusões deste longo trabalho que esclarece alguma das mais comuns dúvidas no diagnóstico de adultos.


"1- 6-22% dos casos de doença celíaca são seronegativos. Isso significa que entre 6-22% das pessoas com doença celíaca não têm anticorpos celíacos anormalmente elevados em testes de rastreio, mas têm tecido do intestino delgado anormal na biópsia.

2- Familiares de primeiro grau de celíacos (pais, irmãos e filhos) têm um risco 16 vezes maior de também desenvolverem a doença celíaca se tiverem o teste genético positivo para o HLA-DQ2.

3- Se um paciente tem anticorpos anormalmente elevados da doença celíaca, mas uma biópsia duodenal normal quando a endoscopia é feita (sem sinais de doença celíaca), alguns especialistas recomendam, como passo seguinte, que a endoscopia seja repetida para que as biópsias jejunais possam ser realizadas. O jejuno é a segunda porção do intestino delgado e, normalmente, não é objecto de biópsia quando um paciente é avaliado para doença celíaca. A vídeo cápsula endoscópica também pode ser usada em casos duvidosos.

4- Os relatórios de biópsia devem incluir todos os pontos que se seguem (isto é um pouco técnico, mas importante para aqueles de nós que têm cópias dos nossos próprios relatórios e / ou membros da nossa família):

  • Número de biópsias (incluindo os do bolbo duodenal) e orientação;
  • As características arquitectónicas (atrofia parcial, subtotal normal ou atrofia total das vilosidades);
  • Comentários sobre o conteúdo da lâmina própria (na DC isto são linfócitos, células plasmáticas e eosinófilos, e ocasionalmente neutrófilos, mas criptite e abscessos da cripta devem sugerir outra patologia);
  • Presença de glândulas de Brunner;
  • Presença de hiperplasia da cripta, altura da vilosidade:profundidade de criptas (3:1). A ausência de células plasmáticas sugere uma imunodeficiência comum variável;
  • A avaliação de linfócitos intraepiteliais (LIE)* (com coloração imunocitoquímica para as células T (CD3) em casos duvidosos) é vital.


5- Após o diagnóstico de doença celíaca, os adultos devem ser acompanhados anualmente com todos os seguintes exames: hemograma completo, ferritina, ácido fólico, vitamina B12, cálcio e fosfatase alcalina, testes de função da tireoide e glicose, testes de função hepática, e anticorpos para doença celíaca. Na ausência de sintomas, uma biópsia de seguimento parece ser controversa. A maioria dos especialistas recomenda que seja feita entre dois e cinco anos após o diagnóstico. Definitivamente, seis meses após o diagnóstico parece ser demasiado cedo.

6- No que diz respeito a um desafio de glúten, os autores afirmam: "Para realizar um desafio de glúten, um estudo recente recomenda a ingestão de glúten durante 14 dias com ≥ 3 g de glúten/dia (duas fatias de pão de trigo por dia), para induzir mudanças histológicas e serológicas na maioria dos adultos com DC. O desafio pode ser prolongado por oito semanas, se a sorologia permanecer negativa após as duas semanas."


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